terça-feira, março 31, 2026

Autor: Redação

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Manutenção da Selic em 15% ao ano sufoca economia, diz presidente da CNI



A manutenção da taxa de juros Selic em 15,0% ao ano “sufoca a economia e isola o Brasil no contexto internacional dos juros reais”, na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, a continuidade da política monetária excessivamente contracionista é prejudicial ao país.

“A Selic tem freado a economia muito além do necessário, uma vez que a inflação está em clara trajetória de queda. A taxa de juros atual traz custos desnecessários, ameaçando o mercado de trabalho e, por consequência, o bem-estar da população. Além disso, o Brasil segue com a segunda maior taxa de juros real do mundo, penalizando duramente o setor produtivo”, critica Alban.

Em nota, a CNI cita pesquisa inédita que mostra que 80% das empresas industriais apontam a taxa de juros elevada como principal dificuldade para a tomada de crédito no curto prazo. No caso de acesso a financiamento de longo prazo, a Selic foi apontada como principal barreira por 71% dos empresários.



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Brasil terá quinta-feira com chuva em várias regiões; veja a previsão do tempo



O tempo volta a ficar mais estável nesta quinta-feira (6), principalmente na região Sul do país. De acordo com a Climatempo, a chuva deve aparecer de forma isolada e fraca no litoral, por influência da umidade marítima. A tarde e a noite podem registrar pancadas rápidas no noroeste do Paraná. As temperaturas seguem mais amenas no leste da região.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No fim da noite, porém, uma área de baixa pressão que se intensifica no Paraguai deve estimular a formação de nuvens carregadas, com chance de chuva entre o sul do Rio Grande do Sul e os Pampas gaúchos entre a noite e a madrugada.

Sudeste

Em São Paulo, o tempo fica mais estável em várias áreas, mas há previsão de chuva fraca a moderada no norte e no oeste do estado, com possibilidade de trovoadas. No litoral, a influência de uma frente fria aumenta a instabilidade.

No Rio de Janeiro e Espírito Santo, as pancadas continuam, variando de moderadas a fortes. Na metade norte de Minas Gerais, inclusive no nordeste e extremo norte mineiro, há risco de temporais.

Centro-Oeste

As condições do tempo melhoram em parte de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, mas as pancadas de chuva ainda devem continuar. A instabilidade está associada tanto à baixa pressão no Paraguai quanto ao excesso de umidade na atmosfera.

  • Mato Grosso do Sul: chuva mais concentrada na metade oeste.
  • Goiás: pancadas predominam na metade norte.
  • Mato Grosso: chuva espalhada, variando de fraca a moderada, podendo ser forte em alguns pontos.

No Distrito Federal, o calor predomina e o dia deve ser abafado, com possibilidade de pancadas isoladas.

Nordeste

As instabilidades avançam pela metade oeste e pelo sul da Bahia, com risco de chuva forte e acumulados elevados. No sul do Piauí e no Maranhão, as áreas de chuva também se expandem. Já no litoral sul da Bahia e em Salvador, a expectativa é de chuva fraca e isolada.

Norte

As pancadas permanecem no Amazonas, mais concentradas na metade norte e oeste do estado. Acre e Rondônia seguem com chuva. Em Roraima, Pará e Tocantins, as pancadas ganham intensidade e podem ser mais fortes. Apenas no nordeste do Pará e no Amapá o tempo fica mais firme.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do milho sobe 1,91% em outubro



Exportações ao Irã e Egito elevam preço do milho



Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (3), o preço médio do milho em Mato Grosso registrou alta de 1,91% em outubro de 2025, em comparação com o mês anterior, encerrando o período com média de R$ 67,27 por saca.

De acordo com o Imea, “a valorização registrada no último mês foi sustentada pelo mercado interno, onde a demanda aquecida tem mantido as cotações firmes”. O instituto destacou ainda que o aumento dos embarques brasileiros para Irã e Egito, principais consumidores do milho nacional, contribuiu para a elevação dos preços. Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações para esses dois destinos somaram 9,10 milhões de toneladas, o que representa 39,04% do volume total escoado pelo país no ano.

Mesmo com a recuperação observada em outubro, o preço do milho na B3 permanece 3,79% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024. Segundo o Imea, “ao longo de 2025, apenas em maio foi observada média mensal superior às atuais”.

Para os próximos meses, a expectativa é de que o mercado acompanhe o avanço da primeira safra 2025/26 e o comportamento do câmbio. A análise do instituto aponta que o cenário tende à estabilidade, mas ressalta que os preços podem sofrer ajustes conforme a relação entre oferta e demanda.





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COP30 será o grande teste da agricultura global diante das mudanças climáticas


Um estudo da McKinsey, empresa americana de consultoria de gestão estratégica global, alerta que, até 2030, o risco de quebra nas grandes regiões agrícolas do planeta pode dobrar. E o Brasil, sede da COP30, estará no centro dessa história, como potência produtiva e guardião da segurança alimentar global.

O mundo já produz grãos suficientes para alimentar todos, mas a oferta está concentrada. Cerca de 60% do arroz, milho, trigo e soja vêm de apenas cinco países: China, Estados Unidos, Índia, Brasil e Argentina. Essa dependência faz com que uma seca, uma enchente ou uma onda de calor fora de hora em qualquer um deles provoque um efeito dominó nos preços e no abastecimento mundial.

A pesquisa mostra que a chance de uma falha simultânea nesses “celeiros do mundo”, que antes ocorria uma vez a cada cem anos, poderá acontecer a cada cinquenta, ou até menos. Quando isso ocorre, o resultado é previsível: os preços dos alimentos podem dobrar em questão de meses.

Entre esses grandes produtores, o Brasil ocupa posição estratégica. Só o Mato Grosso responde por quase 8% do milho e 30% da soja comercializada no planeta. Isso torna o país parte da solução, mas também parte do risco. Se o clima falha aqui, o mundo inteiro sente.

Por outro lado, nenhum outro país reúne tanto potencial para reagir. Com solo fértil, abundância de água e diversidade climática, o Brasil pode liderar uma nova fase: a da resiliência alimentar, em que produzir e preservar andam lado a lado.

A COP30 em Belém será o palco ideal para mostrar isso. Realizada no coração da Amazônia, a conferência é uma vitrine para o Brasil provar que é possível alimentar o planeta sem destruir o planeta. A descoberta do Sistema Aquífero Grande Amazônia (SAGA), a maior reserva de água doce do mundo, reforça essa responsabilidade.

Mas o desafio é transformar potencial em prática: investir em produtividade, irrigação inteligente, seguros rurais e crédito verde. A COP30 pode ser o momento em que o país assume essa liderança, e transforma a vulnerabilidade em vantagem competitiva.

O século XXI nos trouxe um paradoxo, nunca produzimos tanto alimento, mas nunca dependemos tanto do clima. O teste agora é de adaptação. E o Brasil tem todas as condições para liderar o mundo rumo a uma agricultura sustentável e segura.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Custo de reposição aumenta com alta do bezerro



Valorização do bezerro reduz relação de troca com boi gordo em Mato Grosso



Foto: Canva

Segundo a análise semanal divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a diferença no ritmo de valorização entre o bezerro e o boi gordo tem pressionado a relação de troca e elevado o custo de reposição no estado. O Instituto destacou que “a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de ano recuou para 1,88 cabeça por cabeça em outubro de 2025, ante 2,03 no mesmo período de 2024”, reflexo da maior valorização do bezerro frente ao boi gordo.

De acordo com o levantamento, o preço do bezerro passou de R$ 11,33 por quilo para R$ 13,24, um aumento de 16,85%, enquanto a arroba do boi gordo registrou avanço mais moderado, de 8,17%. Essa diferença, segundo o Imea, “elevou o custo de reposição e reduziu a relação de troca, indicando maior rentabilidade na cria e menor poder de compra para recriadores e invernistas”.

O Instituto acrescentou ainda que, no curto prazo, a menor oferta de bovinos de reposição deve sustentar a valorização do bezerro, enquanto os preços do boi gordo tendem a subir de forma mais contida devido ao “elevado volume de fêmeas terminadas”, o que deve manter a relação de troca em níveis baixos.





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BNDES cobre só 20% das dívidas rurais no Rio grande do Sul


Em reunião com instituições financeiras que operam o Crédito Rural no estado, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) avaliou que os recursos disponibilizados pela MP 1314/2025 são insuficientes para atender à demanda de endividamento dos produtores rurais gaúchos. O levantamento confirma a projeção feita pela entidade quando a medida foi anunciada, em 5 de setembro. Segundo a Federação, o excesso de regulação para acessar os recursos também tem se mostrado um entrave para aliviar a situação do setor agropecuário no estado.

O encontro ocorreu nesta terça-feira (4), na sede da Farsul, e contou com representantes do Banco do Brasil, Banrisul, Sicredi e Sicoob. As instituições analisaram o andamento das tratativas para a efetivação dos acordos, as demandas e as dificuldades enfrentadas no Rio Grande do Sul. O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, afirmou que a Federação “sempre se pontuou pelo equilíbrio e naquilo que é exequível. Estamos vendo o esforço das instituições em cooperar para que o quadro seja revertido. Esse cenário de endividamento não interessa a ninguém, nem ao sistema financeiro, nem aos produtores”, declarou.

O economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz, destacou que os R$ 12 bilhões disponibilizados via BNDES não se restringem ao Rio Grande do Sul, mas são destinados a todo o país. “Fizemos um levantamento junto com as instituições financeiras e a necessidade de recursos para atender a carteira. Fazendo uma média ponderada, a linha do BNDES está atendendo 20% da demanda do que é elegível, ou seja, de cada R$ 5,00 da dívida, apenas R$ 1,00 é atendido”, descreveu.

“Além da escassez de recursos, existe um outro fator que é o formulismo. O excesso de regulação que gera uma enorme dificuldade de entender quem se enquadra, quem não se enquadra, porque existem várias normas que ora deixa uma pessoa enquadrada, mas na semana seguinte ela pode estar desenquadrada”, criticou o economista.

A Farsul defende duas medidas como fundamentais para enfrentar a situação: ampliar o volume de recursos destinados ao Rio Grande do Sul — estimado pela entidade em cinco vezes o valor atual — e simplificar as normas de enquadramento, consideradas excessivamente complexas e excludentes.





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AgroNewsPolítica & Agro

Índice de atratividade da carne cai 11,8% no Mato Grosso



China amplia compras de carne bovina de Mato Grosso



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o índice de atratividade das exportações de carne bovina de Mato Grosso atingiu 80,27 arrobas por tonelada na média de janeiro a setembro de 2025, o que representa uma redução de 11,85% em relação ao mesmo período de 2024. O indicador mede quantas arrobas de boi gordo podem ser adquiridas com o valor de uma tonelada exportada de carne.

De acordo com o Imea, “o maior volume exportado foi destinado ao mercado asiático, especialmente à China, que respondeu por 54,30% dos embarques totais”. O instituto destacou que o preço médio da tonelada exportada para o país asiático aumentou 28,74% no comparativo anual.

A União Europeia, embora tenha registrado participação menor em volume, manteve o valor mais alto pago pela carne bovina mato-grossense, com aumento de 16,80% no preço médio e índice de atratividade de 117,9 arrobas por tonelada. “O avanço no volume das exportações e do preço médio demonstra a valorização da carne bovina de Mato Grosso no mercado externo”, avaliou o Imea.





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AgroNewsPolítica & Agro

Iniciativa paranaense visa ampliar uso da erva-mate


De acordo com informações divulgadas pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Iapar-Emater, o Governo do Estado lançou na segunda-feira (3) o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Erva-Mate: Inovação e Valorização. A iniciativa reúne universidades, centros de pesquisa e representantes do setor produtivo para desenvolver sistemas de cultivo mais sustentáveis e eficientes, otimizar processos industriais e diversificar o uso da matéria-prima. O investimento é de R$ 3,9 milhões, por meio da Fundação Araucária.

O Paraná se mantém como o maior produtor nacional de erva-mate, produto de relevância econômica e cultural para o Estado. Em 2024, nove municípios paranaenses registraram as maiores produções do país, com destaque para São Mateus do Sul, responsável por 17,2% do total nacional, mantendo o mesmo volume do ano anterior. A extração de erva-mate, concentrada na Região Sul, gerou o segundo maior valor entre os produtos não madeireiros, com R$ 522,8 milhões, o que representa redução de 11,3% em relação a 2023.

Segundo a professora Vânia de Cássia Fonseca Burgardt, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e articuladora do NAPI, o projeto busca integrar toda a cadeia produtiva, da produção primária ao consumo final. “Queremos desenvolver formas de produção mais rentáveis, que permitam ao pequeno produtor obter um ganho maior. Além disso, buscamos reduzir contaminantes que dificultam a exportação, garantindo um produto de maior qualidade e valor agregado”, explica.

Há também pesquisas em andamento sobre os possíveis efeitos da erva-mate na saúde. “Podendo ser benéfica para o coração, para o metabolismo do nosso organismo. A partir desses estudos clínicos, a gente pode indicar o uso da erva-mate, por exemplo, em medicamentos, na própria indústria farmacêutica”, comenta Vânia.

Outro foco da iniciativa é o uso da erva-mate na alimentação. O projeto prevê o desenvolvimento de novas receitas e produtos alimentares com potencial de ampla aceitação, inclusive para inclusão na merenda escolar.

O NAPI Erva-Mate será estruturado em quatro eixos temáticos. No eixo da produção primária, coordenado pela Embrapa Florestas, serão validados genótipos com características químicas e sensoriais diferenciadas, além da implantação de sistemas de cultivo inovadores e estudo de viabilidade econômica.

O eixo de processamento, coordenado pela Unioeste com apoio da UTFPR e da Embrapa Florestas, tem como objetivo otimizar processos industriais e desenvolver protocolos de classificação sensorial da matéria-prima.

O terceiro eixo, voltado ao produto e consumidor, é coordenado pela UTFPR e pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em cooperação com a Sustentec e universidades internacionais. As ações incluem estudos clínicos, caracterização sensorial, pesquisa com consumidores e desenvolvimento de novos produtos.

O último eixo, sob coordenação da UTFPR e apoio técnico do IDR-Paraná, prevê treinamentos e ações de devolutiva para os segmentos da cadeia produtiva, além da elaboração de um plano de comunicação voltado à divulgação dos resultados e inovações tecnológicas.

O setor produtivo, representado pela Associação de Produtores e Industriais de Erva-Mate (Apimate), participará de forma colaborativa em todos os eixos, contribuindo para a validação das ações e a transferência de tecnologia ao mercado.





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Arroba do boi gordo sobe R$ 5 em apenas um dia em três estados



As demandas doméstica e internacional aquecidas e as escalas de abate mais curtas, principalmente nas indústrias de menor porte, têm impulsionado a alta da arroba do boi gordo no Brasil nas últimas semanas.

O Indicador do Boi Datagro, referência da B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro, mostra que o patamar médio de Mato Grosso do Sul já ultrapassa o da praça-base São Paulo.

Com isso, o mercado fechou a uma média de R$ 324,07 no ente federativo do Centro-Oeste e a R$ 322,71 em território paulista.

Além disso, outros três estados tiveram elevação de quase ou até superior a R$ 5 a arroba entre ontem (4) e esta quarta-feira (5). Veja:

  • Bahia: de R$ 305,46 para R$ 310,60
  • Goiás: de R$ 308,47 para R$ 313,08
  • Mato Grosso: de R$ 305,06 para R$ 310,12

Por outro lado, entre as praças analisadas pelo Indicador do Boi Datagro, apenas Rondônia teve retração no valor médio pago pela arroba, saindo de R$ 288,10 para R$ 287,97.



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