segunda-feira, março 30, 2026

Autor: Redação

News

Custo logístico: o fator invisível que define a competitividade da soja


Porto Miritituba
Foto: Rafael Manzutti/Sinfra MT

No mercado global de soja, o preço não é determinado apenas pela CBOT, prêmio (basis) e câmbio. Existe um componente muitas vezes subestimado, mas decisivo na competitividade: o custo logístico, que impacta diretamente a margem do exportador e o preço pago ao produtor.

A soja brasileira compete com Estados Unidos e Argentina em condições semelhantes no preço FOB, mas com diferenças relevantes no custo de escoamento. No Brasil, o predomínio do transporte rodoviário, aliado às longas distâncias e gargalos estruturais, eleva o custo por tonelada e reduz a eficiência da cadeia.

Esse custo afeta diretamente o preço de paridade de exportação (PPE). Quanto maiores o frete interno e as despesas portuárias, menor o valor disponível “sobre rodas”, ou seja, o preço na origem. A logística, portanto, atua como um redutor direto da renda do produtor.

Além do transporte, fatores como armazenagem, filas nos portos (line-up), eficiência de embarque (loading rate) e disponibilidade de modais alternativos influenciam o basis. Em regiões distantes dos portos, esses custos podem representar parcela relevante do valor da soja, aumentando a sensibilidade ao frete.

Por outro lado, avanços logísticos geram ganhos imediatos de competitividade. A expansão do Arco Norte reduziu distâncias e elevou o preço recebido no interior, ao melhorar a paridade de exportação.

Nesse contexto, o porto de Miritituba (PA) consolidou-se como um dos principais hubs do Arco Norte, integrando o transporte rodoviário via BR-163 com a hidrovia dos rios Tapajós e Amazonas. Apesar disso, ainda enfrenta limitações operacionais, especialmente no pico da safra, quando há forte concentração de fluxo e formação de filas.

A análise dos fretes saindo de Sorriso (MT), considerando 2024 e 2025 e ajustados para valores reais pela inflação, evidencia diferenças estruturais entre rotas. O escoamento via Miritituba apresenta custos consistentemente inferiores ao de Paranaguá, reforçando a vantagem logística do Arco Norte.

Na prática, essa diferença se traduz diretamente no preço ao produtor. Como o frete é descontado na formação do PPE, reduções no custo por tonelada aumentam o valor disponível na origem. Em termos de saca, variações aparentemente pequenas no frete geram impactos relevantes na margem, podendo a chegar em lucros de R$ 9 a R$ 10, apenas pela escolha da logística.

Essa dinâmica reforça que a escolha do corredor logístico deixou de ser apenas operacional e passou a ser estratégica. Em regiões como Sorriso, maior produtor de soja do Brasil, decidir entre Arco Norte e portos do Sul pode significar ganho ou perda de competitividade.

Localizado no médio-norte do Mato Grosso, Sorriso depende fortemente da eficiência logística para transformar produtividade em rentabilidade. A distância superior a 1.500 km até os portos faz do frete um dos principais determinantes do preço recebido.

Durante a safra, a concentração de oferta eleva a demanda por transporte, pressionando o frete e reduzindo o preço no interior. Nesse cenário, o enfraquecimento do basis reflete mais as limitações logísticas do que o mercado global.

Na entressafra, com menor fluxo de cargas, o frete recua, permitindo ao produtor capturar melhores preços. Isso reforça que o frete é uma variável de mercado, e não apenas um custo operacional.

Nesse ambiente, a armazenagem torna-se estratégica, permitindo evitar a venda no pico logístico e capturar melhores condições de mercado.

Assim, em Sorriso, a logística atua como um verdadeiro “formador de preço invisível”. Mais do que produzir bem, é necessário entender quando e como escoar.

Em um mercado cada vez mais competitivo, a vantagem não está apenas na produtividade, mas na capacidade de transformar eficiência logística em margem.

*Thiago Oleto é economista e analista júnior do complexo soja na consultoria Safras & Mercado

O post Custo logístico: o fator invisível que define a competitividade da soja apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha semana em baixa com ajuste nas cotações



Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1%


Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1%
Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1% – Foto: USDA

O mercado internacional da soja encerrou a semana em queda, refletindo ajustes técnicos e pressões combinadas de fundamentos globais e regionais. Segundo análise da TF Agroeconômica , o movimento seguiu a lógica de realização de lucros após a confirmação de metas de biocombustíveis nos Estados Unidos, com investidores adotando a estratégia de venda após o fato.

Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1%, com destaque para o farelo de soja, que liderou as perdas no dia. Apesar da definição de um volume mais elevado para mistura de biocombustíveis em 2026, o mercado já havia antecipado parte desse cenário, abrindo espaço para correções. Ao mesmo tempo, a pressão da oferta sul-americana contribuiu para o viés negativo, com o Brasil avançando na colheita e elevando a estimativa de safra recorde, enquanto a Argentina mantém boas condições das lavouras.

No cenário interno, a dinâmica regional mostra forte influência de fatores logísticos e de demanda. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda avança lentamente, com produtividade afetada por estiagem em algumas áreas, enquanto o alto custo do diesel impacta o transporte, majoritariamente rodoviário. Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria sustenta preços firmes, garantindo liquidez mesmo diante da pressão externa.

No Paraná, o avanço da colheita convive com entraves sanitários nas exportações, elevando custos e restringindo margens. Já em Mato Grosso do Sul, o aumento dos custos e limitações de armazenagem reduzem o ritmo de negócios. Em Mato Grosso, o fim da colheita expõe gargalos logísticos, com fretes elevados e capacidade limitada de estocagem, pressionando os preços ao produtor mesmo diante de processamento recorde.

 





Source link

News

Pode misturar ureia com capiaçu para engordar novilhas? Especialista responde


Vacas e novilhas com bezerros ao pé em área de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Vacas e novilhas com bezerros ao pé em área de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

No outono de 2026, o planejamento nutricional para a terminação intensiva de novilhas exige estratégias que combinem alto volume de volumoso com correção proteica de baixo custo. O zootecnista Tiago Felipini, especialista em nutrição de ruminantes, afirma que a mistura de ureia com o capim capiaçu é o “pulo do gato” para acelerar o ganho de peso.

O capiaçu é uma excelente máquina de produção de massa, mas apresenta um gargalo proteico que a ureia consegue corrigir com alta eficiência e economia. Para que as novilhas convertam o nitrogênio da ureia em músculo, o rúmen precisa de um componente extra: o enxofre.

Confira:

Importância da introdução gradual da ureia

A introdução da ureia na dieta das novilhas deve ser gradual. O organismo do animal precisa de tempo para que a flora ruminal aprenda a processar o nitrogênio não proteico sem risco de intoxicação. A distribuição deve ser rigorosamente homogênea. Se as novilhas ingerirem pelotas de ureia pura, o risco de morte por intoxicação é altíssimo.

Turbinar o capiaçu com ureia e sulfato de amônio é uma estratégia vencedora para fechar a conta da terminação com lucro. Como a ureia acelera o metabolismo, garantir sombra e conforto térmico para as novilhas permitirá que elas convertam esse aporte nutricional em ganho de peso máximo.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post Pode misturar ureia com capiaçu para engordar novilhas? Especialista responde apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Ibama proíbe exportação de barbatanas de tubarão-azul


barbatana
Foto: Ibama/Gov.br

O governo anunciou uma instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que estabelece regras mais rígidas para exportação, importação e reexportação do tubarão-azul (Prionace glauca), conhecido como cação-azul, espécie migratória comercializada de maneira expressiva no mundo. 

A apresentação ocorreu durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês), em Campo Grande (MS), na última quinta-feira (26).

Segundo o governo, a medida fortalece a proteção e atende a compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito da Convenção sobre o Comércio Internacional da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES, na sigla em inglês), que incluiu a espécie em seu Anexo II em 2023.

Novas regras

A instrução normativa proíbe a exportação de barbatanas separadas do corpo do tubarão e veda a retenção de fêmeas e de indivíduos jovens.

Também estabelece um limite máximo de captura por cruzeiro de pesca destinada ao comércio exterior e restringe as operações a recintos aduaneiros específicos. Além disso, consolida e substitui três normas anteriores, unificando o marco regulatório para a espécie.

Para o presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, a iniciativa demonstra o compromisso do governo do Brasil com a implementação efetiva dos acordos multilaterais, assim como o avanço de medidas concretas para a conservação da biodiversidade, incluindo as espécies migratórias.

“Trata-se de uma estratégia estruturada de fortalecimento do multilateralismo, da governança ambiental e dos espaços de cooperação internacional, na qual o país retoma seu papel histórico de construir soluções baseadas no consenso, especialmente no âmbito da proteção da biodiversidade e das espécies migratórias”, reforçou.

Compromisso com o ecossistema 

Foto: Rogério Cassimiro/MMA

De acordo com o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, o Instituto avança para um modelo mais sólido de gestão pesqueira, que une rigor técnico, monitorimento e diálogo com o setor produtivo.

Assim, assegura-se que a exploração ocorra dentro de pârametros sustentáveis e com maior controle ao longo de toda cadeia.

Ainda na avaliação de Agostinho, “a medida reforça o papel do Brasil na agenda internacional de conservação, ao promover maior transparência, rastreabilidade e responsabilidade no comércio, ao mesmo tempo em que contribui para a proteção efetiva das espécies e a integridade dos ecossistemas marinhos”.

A norma

O processo de elaboração da norma resultou na formalização de subsídios brasileiros junto à CITES para fortalecer o controle sobre a exploração da espécie.

A instrução normativa estabelece regras detalhadas para exportação, importação e reexportação de espécimes, partes, produtos e subprodutos do tubarão-azul.

A norma exige licenças CITES e comprovação de origem legal, além da obrigatoriedade de avaliação técnico-científica que ateste que a exploração não prejudica a sobrevivência da espécie.

Entre as medidas determinadas pelo texto, está a definição de recintos aduaneiros específicos para o desembaraço das cargas, incluindo portos e aeroportos previamente autorizados.

Também é requisitado o agendamento prévio de inspeções e a possibilidade de realização de análises laboratoriais para verificar a conformidade dos produtos e eventuais riscos ambientais.

Além disso, o regulamento reforça critérios para garantir a sustentabilidade da exploração da espécie. Entre eles, a determinação que os animais desembarquem com as barbatanas naturalmente aderidas ao corpo, o que amplia a capacidade de fiscalização e reduz brechas para práticas ilegais.

Restrições na pesca

No âmbito da pesca, a norma desconsidera o tubarão-azul como espécie-alvo em operações destinadas ao comércio exterior, estabelecendo limite máximo de 20% do total capturado por cruzeiro.

Também proíbe a retenção e comercialização de indivíduos abaixo do tamanho mínimo ou de fêmeas, além de restringir práticas e equipamentos que possam aumentar o impacto sobre a espécie.

O texto define que, para importações, passam a exigir documentos como licença CITES emitida pelo país de origem, registro no Cadastro Técnico Federal (CTF) e comprovação de que a exportação não compromete a sobrevivência da espécie.

Além de vedar a entrada no país de espécies de tubarões listadas como ameaçadas de extinção, a medida reforça o controle sobre fluxos internacionais e evita a internalização de produtos de origem irregular.

Em outro trecho, o documento prevê que cargas em desacordo com os padrões estabelecidos poderão ser devolvidas ao país de origem ou submetidas à destruição, conforme a legislação ambiental vigente.

*Sub supervisão de Beatriz Gunther

O post Ibama proíbe exportação de barbatanas de tubarão-azul apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Ihara anuncia sucessão planejada na presidência e marca nova fase de sua governança


Clayton Veiga assume a presidência da IHARA

A Ihara, empresa parceira do projeto Soja Brasil, anunciou uma sucessão planejada em sua presidência. Após mais de 30 anos na companhia, sendo mais de 15 como presidente, Julio Borges passará a atuar exclusivamente no Conselho de Administração a partir de 2026.

Para o cargo de presidente, foi nomeado Clayton Veiga, executivo com mais de 20 anos na empresa e experiência em diferentes áreas do negócio, incluindo vendas, marketing, pesquisa e desenvolvimento e operações.

O novo presidente da Ihara, Clayton Veiga, é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Viçosa, com especialização em Gestão de Vendas e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Gestão Empresarial, pela Fundação Getúlio Vargas, PMD pela IESE Escola de Negócios e Programa de Gestão, Regulação e Financiamento de Infraestrutura pela Harvard Kennedy School. 

André Nannetti assumirá como vice-presidente

A mudança faz parte de um processo estruturado de governança e reforça a continuidade da estratégia da companhia, com foco em inovação, crescimento sustentável e fortalecimento da atuação no agronegócio brasileiro.

Sobre a Ihara

A Ihara é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que há mais de 60 anos leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa como uma marca que tem a credibilidade e a confiança dos seus clientes.

A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a Ihara ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da Ihara.

O post Ihara anuncia sucessão planejada na presidência e marca nova fase de sua governança apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Chuva pode ultrapassar os 150 mm em algumas regiões nesta semana, diz Inmet


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica volumes expressivos de chuva em várias regiões do país entre os dias 30 de março e 6 de abril.

Os maiores acumulados devem se concentrar no Norte e Nordeste, além da faixa litorânea do Sul e Sudeste.

Norte

Na região Norte, os maiores acumulados são esperados no Amazonas, oeste de Roraima, noroeste e centro-leste do Pará e norte do Tocantins.

Nessas áreas, os volumes podem ultrapassar 80 mm, com picos acima de 150 mm em pontos isolados.

A chuva tende a ser mais persistente em Roraima e no oeste do Amazonas. Já no restante da região, as precipitações devem ocorrer de forma mais fraca e isolada.

Nordeste

No Nordeste, a chuva se concentra no centro-norte do Maranhão e do Piauí e no sul do Ceará.

Os acumulados devem ficar em torno de 80 mm, podendo atingir até 150 mm em áreas isoladas.

No sul da Bahia e em parte do Maranhão, os volumes variam entre 50 mm e 80 mm. Já no restante do litoral e em áreas do interior, a previsão indica acumulados entre 20 mm e 50 mm. Em outras áreas, a chuva será mais fraca.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a chuva tende a se concentrar no norte de Mato Grosso, com acumulados que podem chegar a 70 mm e, pontualmente, superar 80 mm.

Nas demais áreas, como centro-sul de Mato Grosso, noroeste de Goiás e Distrito Federal, os volumes variam entre 20 mm e 40 mm.

No restante da região, a previsão é de chuva irregular, com acumulados abaixo de 10 mm.

Sudeste

No Sudeste, a semana será marcada por chuva persistente no litoral de São Paulo, Vale do Paraíba e litoral sul do Rio de Janeiro.

Nessas áreas, os acumulados devem superar 50 mm, podendo chegar a 80 mm.

No Espírito Santo, leste de Minas Gerais, Zona da Mata, Triângulo Mineiro e centro de São Paulo, os volumes ficam entre 20 mm e 50 mm.

Já no restante da região, a chuva será mais fraca, com acumulados inferiores a 10 mm.

Sul

Na região Sul, os maiores acumulados são esperados na faixa litorânea do Paraná e em pontos do litoral de Santa Catarina, com volumes acima de 50 mm e picos de até 80 mm.

No centro-sul do Paraná e norte de Santa Catarina, a chuva varia entre 20 mm e 50 mm.

Nas demais áreas, os acumulados não devem ultrapassar 10 mm.

O post Chuva pode ultrapassar os 150 mm em algumas regiões nesta semana, diz Inmet apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Conflito prolongado no Oriente Médio ameaça oferta de fertilizantes, diz indústria


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A combinação de fatores internos e externos tem elevado os custos dos fertilizantes no Brasil e acendido o alerta no setor. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do estado do Paraná (Sindiadubos-PR) , Aluísio Schwartz, o produtor rural enfrenta um cenário de pressão nos preços, enquanto a rentabilidade segue comprometida.

“Estamos praticamente em uma tempestade perfeita, com fertilizantes disparando e o preço dos grãos não acompanhando. A relação de troca está extremamente desfavorável para o produtor”, afirmou em entrevista ao Mercado & Cia.

Medidas internas elevam custo no campo

Entre os fatores internos, Schwartz destaca o impacto do novo modelo de cobrança de PIS/Cofins, que entra em vigor em abril e deve elevar o custo dos fertilizantes em cerca de 2%.

“O agricultor, a partir de 1º de abril, vai pagar cerca de 2% a mais pelo fertilizante com a nova cobrança de PIS/Cofins”, disse.

Além disso, a tabela mínima de frete também pressiona os preços. Segundo ele, a medida elimina uma dinâmica comum do setor, em que o frete do fertilizante era mais barato no retorno dos caminhões após o escoamento da safra.

“Agora o agricultor vai pagar pelo fertilizante o mesmo frete que paga para levar o grão ao porto. Isso encarece o custo”, afirmou.

O aumento do diesel também entra na conta. “O diesel impacta diretamente o custo do produtor, porque ele é amplamente utilizado em toda a operação no campo”, acrescentou.

Oferta global preocupa e aumenta incerteza

No cenário internacional, a preocupação está ligada à redução da oferta de insumos. A menor disponibilidade de enxofre, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes, já impacta a produção global.

Segundo Schwartz, o Brasil já sente esse efeito, com redução no volume do insumo importado.

“O mundo inteiro está com menos enxofre disponível. Se você olhar o lineup no Brasil, ele já está reduzido”, afirmou.

Ele também citou restrições nas exportações por parte da China e os efeitos de conflitos geopolíticos nas cadeias de suprimento.

Apesar do cenário, Schwartz afirma que o histórico do setor mostra que o abastecimento costuma se ajustar, mas reconhece que o momento é mais incerto.

“Em anos anteriores já houve risco de desabastecimento, mas nunca aconteceu. Sempre, na última hora, o mercado se ajustou e o fertilizante chegou”, disse.

No entanto, ele alerta para um ambiente mais desafiador neste ano.

“Este ano é diferente. Está mais difícil prever o que pode acontecer daqui para frente”, afirmou.

O presidente do Sindiadubos-PR destacou ainda a dependência do fornecimento internacional de enxofre.

“Um dos principais fornecedores do Brasil indica que consegue manter o fornecimento por cerca de dois meses sem novas cargas. Depois disso, a situação fica mais delicada”, explicou.

Para ele, a normalização das rotas internacionais será decisiva. “Temos que torcer para que as rotas no Golfo Árabe sejam restabelecidas o mais rápido possível, para que esse enxofre volte a chegar”, disse.

O post Conflito prolongado no Oriente Médio ameaça oferta de fertilizantes, diz indústria apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Até 20 ministros devem deixar o governo para disputar eleições


desenvolvimento agrário - esplanada dos ministérios - brasília
Foto: Governo Federal/divulgação

Ministros que pretendem disputar as eleições de outubro precisam deixar os cargos até o próximo sábado (4). Ou seja, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem poucos dias para definir os substitutos.

Chamado de desincompatibilização, o prazo é determinado pela Justiça Eleitoral.

Até o momento, 16 ministros já estão confirmados para sair, número que pode chegar a 20, caso outras quatro pastas ainda indefinidas também entrem na lista. Se confirmado, será o maior volume de trocas ministeriais em ano eleitoral, superando os registros de governos anteriores.

Trocas ocorrem sob pressão econômica

As mudanças ocorrem em um momento considerado delicado. Entre os principais desafios para os novos ministros estão os efeitos da instabilidade no Oriente Médio, a alta no preço dos combustíveis — especialmente o diesel — e os impactos diretos no agronegócio.

Também entram no radar questões como o risco de escassez de fertilizantes, principalmente a ureia, tema que já preocupa produtores rurais.

Gestão com prazo limitado

Em entrevista ao Mercado & Companhia desta segunda-feira (30), a cientista política Juliana Fratini apontou que os novos ministros devem enfrentar dificuldades para avançar em novas políticas públicas, diante do tempo reduzido de gestão.

“São mandatos ‘tampões’, com duração curta, de cerca de nove meses. Tudo que não foi realizado desde o início do governo dificilmente será feito agora, principalmente discussões mais profundas”, disse.

Segundo ela, o cenário de pressão econômica tende a agravar esse quadro. “Eles terão muita dificuldade para implementar novas políticas e, sobretudo, para fazer a gestão dos problemas que já existem”, completou.

Aumento nas saídas reflete cenário político

Fratini avalia que o aumento no número de ministros que deixam o governo está ligado à tentativa de manutenção de espaço político.

“Não há garantia de reeleição. Isso gera um movimento para que esses ministros busquem outros cargos e mantenham relevância política”, observou.

A cientista política também aponta perda de protagonismo das pastas ao longo do governo. “Os ministérios ficaram apagados nos últimos meses, com pouca visibilidade e atuação mais concentrada no Executivo como um todo.”

Mudanças já atingem o agro

Duas pastas diretamente ligadas ao agronegócio já têm substituições definidas.

No Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a secretária-executiva Fernanda Machiaveli assume o comando no lugar de Paulo Teixeira, que deve disputar vaga na Câmara dos Deputados pelo PT.

Já no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a saída de Carlos Fávaro abre espaço para André de Paula, do PSD, mesmo partido do atual ministro.

Lista de ministros que confirmaram saída

Além dos ministros do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura, 14 titulares confirmaram a saída do governo Lula. São eles:

  • Fernando Haddad (PT), da Fazenda
  • Renan Filho (MDB), dos Transportes
  • Rui Costa (PT), da Casa Civil
  • Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais
  • Simone Tebet (PSB), do Planejamento
  • Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente
  • André Fufuca (PP), do Esporte
  • Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional
  • Silvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos
  • Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial
  • Sônia Guajajara (PSOL), dos Povos Indígenas
  • Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos
  • Geraldo Alckmin (PSB), da Indústria e Comércio Exterior
  • Camilo Santana (PT), da Educação

O post Até 20 ministros devem deixar o governo para disputar eleições apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Abril começa quente e chuvas ganham força pelo Brasil; veja como fica o tempo no mês


calor, onda de calor, altas temperaturas
Foto: Pixabay

O mês de abril deve manter temperaturas elevadas em grande parte das regiões produtoras de soja no Brasil. De acordo com a tendência climática, o calor será mais intenso no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, o que pode agravar o déficit hídrico em fase final de desenvolvimento, além de prejudicar o início do ciclo do milho segunda safra.

Em contrapartida, áreas de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e parte do Matopiba devem registrar temperaturas mais amenas, influenciadas pela maior frequência de chuvas. A previsão indica um mês tipicamente chuvoso, sem interrupção precoce das precipitações, inclusive com o retorno das chuvas ao Sul dentro da média histórica.

O que esperar para os próximos dias?

No Matopiba, os volumes tendem a ficar acima da média, beneficiando principalmente as lavouras da segunda safra. Já nos próximos dias, a chuva volta a ganhar força no Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina, com acumulados que podem atingir cerca de 50 milímetros em cinco dias.

Diante desse cenário, produtores do Sudeste, Centro-Oeste e também da Bahia devem aproveitar janelas de tempo mais firme para avançar com os trabalhos no campo. A tendência para os próximos dez dias é de chuvas mais regulares e distribuídas, sem volumes excessivos.

Na segunda quinzena, porém, a expectativa é de intensificação das precipitações. Regiões do Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Matopiba e também o Pará podem registrar os maiores acumulados do mês, com volumes que podem superar 150 milímetros nos últimos 15 dias de abril.

O post Abril começa quente e chuvas ganham força pelo Brasil; veja como fica o tempo no mês apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Sem origem comprovada, 700 kg de peixe são apreendidos em meio à Semana Santa


pescado
Foto: Divulgação/Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em ação com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu na manhã da última sexta-feira (27) cerca de 700 kg de pescado transportados ilegalmente em rodovias do Acre. O carregamento não possuía documentação de origem, como exige a legislação ambiental.

O transporte de pescado sem comprovação de procedência caracteriza infração prevista no Decreto nº 6.514/2008, art. 35, inciso IV, que trata de transportar, conservar, beneficiar, industrializar ou comercializar pescado sem autorização do órgão competente ou sem documentação que comprove sua origem.

A penalidade para esse tipo de infração varia entre R$ 700,00 e R$ 100.000,00, acrescida de R$ 20,00 por quilo do pescado apreendido.

Produtos identificados

Durante a inspeção, foram identificadas espécies como tambaqui (Colossoma macropomum), surubim (Pseudoplatystoma spp.) e caparari (Pseudoplatystoma tigrinum). A legislação pesqueira estabelece tamanhos mínimos para captura e comercialização dessas espécies, como forma de garantir a reprodução e a sustentabilidade dos estoques naturais.

O tambaqui deve ter no mínimo 55 centímetros de comprimento, enquanto o surubim e o caparari devem atingir pelo menos 80 centímetros. A captura e comercialização abaixo desses limites configuram infração ambiental.

Documentação

A equipe de fiscalização reforçou que o transporte de pescado deve estar sempre acompanhado de documentação válida, como nota fiscal ou Guia de Trânsito Animal (GTA), a qual comprova a origem legal do produto e permite sua rastreabilidade.

A Instrução Normativa do Ministério da Pesca e Aquicultura nº 04/2015 estabelece a obrigatoriedade da GTA para o transporte de pescado vivo, sendo esse um instrumento fundamental para o controle sanitário e ambiental.

Destinação

Todo o pescado apreendido foi destinado ao programa Mesa Brasil, que realiza a distribuição de alimentos para instituições socioassistenciais no estado.

Com a proximidade da Semana Santa, período em que há aumento no consumo de pescado, as ações de fiscalização têm sido intensificadas para coibir irregularidades e garantir que o produto comercializado seja de origem legal e sustentável.

O post Sem origem comprovada, 700 kg de peixe são apreendidos em meio à Semana Santa apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link