terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

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Café brasileiro pode continuar fora de isenção do tarifaço; entenda



Sendo os Estados Unidos o principal destino do café do Brasil, havia a expectativa de que o produto entrasse na lista de exceções divulgada em agosto, quando o país efetivou o tarifaço contra as exportações brasileiras. Mas parece que isso não deve ocorrer tão cedo. Pelo menos é o que indica uma ordem assinada pelo presidente Donald Trump.

O texto oficial, publicado no site da Casa Branca na última sexta-feira (5), não cita diretamente o café nem outros produtos. No entanto, Trump afirma que pode reduzir a zero as tarifas recíprocas de importações consideradas estratégicas, desde que os países tenham compromissos firmados em acordos comerciais com os Estados Unidos e que isso atenda aos “interesses nacionais” e à emergência declarada pelo governo. 

No documento, o líder norte-americano acrescenta que a lista de possíveis isenções reúne produtos “que não podem ser cultivados, minerados ou produzidos naturalmente nos Estados Unidos ou em quantidade suficiente para atender à demanda doméstica”.

Negociações em andamento: o que diz o Cecafé 

Apesar da publicação, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) confirma que o grão foi inserido na chamada “lista master” de potenciais exceções. Isso porque o café se enquadra entre os itens estratégicos não produzidos em escala suficiente nos Estados Unidos. 

A entidade destaca, porém, que não há definição nem seleção dos países que produzem esses produtos a serem isentados pelo governo norte-americano. Para o Cecafé, o próximo passo será levar o tema ao Comitê Interministerial de Gestão da Crise do Tarifaço, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, com o objetivo de pleitear a isenção para o Brasil. 

Vale lembrar que na semana passada, representantes do setor produtivo e da indústria estiveram em Washington para tentar negociar uma saída com os Estados Unidos. Em uma rede social, o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, reafirmou o papel da entidade nas negociações. “Alcançamos um resultado e agora o foco está em levar essa informação junto ao comitê”. 

Nos bastidores, a expectativa é de que o próximo passo seja justamente uma reunião com a gestão interministerial para pleitear a isenção para o Brasil.

Café brasileiro sem garantias: o que esperar?

O consultor em agronegócios Carlos Cogo, diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, no entanto, faz um alerta sobre a ausência de menção explícita do café. “Não está claro se haverá redução de tarifas sobre o café de outros países. Porém, se ocorrer, pode aliviar a situação de abastecimento do mercado norte-americano”. No longo prazo, o especialista afirma que isso poderia afetar negativamente os preços pagos no Brasil.

Sobre o avanço das negociações entre os governos de Brasil e Estados Unidos, Cogo é categórico: sem canal diplomático aberto neste momento, o café brasileiro está na mão das negociações do setor privado dos dois países.



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IPCA tem deflação de 0,11% em agosto, aponta IBGE



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,11% em agosto, após alta de 0,26% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE.

Com o resultado, a inflação acumulada em 2025 chega a 3,15%. Nos últimos 12 meses, o índice desacelerou para 5,13%, abaixo dos 5,23% observados no período anterior. Em agosto de 2024, o IPCA havia recuado 0,02%.

Habitação e alimentos puxam queda

Dos nove grupos pesquisados, cinco apresentaram variação negativa. O destaque foi habitação (-0,90%), impactada principalmente pela queda de 4,21% na energia elétrica residencial, resultado do crédito do Bônus de Itaipu nas contas de luz. A contribuição do item para o índice foi de -0,17 ponto percentual.

O grupo alimentação e bebidas (-0,46%), de maior peso no IPCA, caiu pelo terceiro mês consecutivo, puxado por itens básicos como tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%). Já a alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,87% em julho para 0,50% em agosto.

Em transportes (-0,27%), a deflação foi influenciada pelas passagens aéreas (-2,44%) e pela queda nos combustíveis (-0,89%), com destaque para a gasolina (-0,94%) e o etanol (-0,82%).

Altas concentradas em educação e saúde

No lado das altas, o grupo educação (0,75%) liderou a variação, refletindo reajustes nos cursos regulares, sobretudo no ensino superior (1,26%) e no ensino fundamental (0,65%). Também houve aumento nos cursos de idiomas (1,87%).

Outros avanços vieram de vestuário (0,72%), com destaque para roupas masculinas (0,93%) e calçados (0,69%); saúde e cuidados pessoais (0,54%), influenciado por produtos de higiene (0,80%) e planos de saúde (0,50%); e despesas pessoais (0,40%), onde pesou o reajuste em jogos de azar (3,60%).



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Brasil pode ser líder mundial de fornecimento de carne


O avanço da renda mundial e a maior distribuição social estão transformando o padrão alimentar. A OCDE e a FAO projetam que até 2034 o consumo global de carnes crescerá em quase 48 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo médio de 0,9 kg per capita/ano.

  • Frango: deve liderar a expansão, representando 47% do aumento total, por ser a proteína mais barata, de ciclo rápido e menor impacto ambiental.
  • Suínos: terão crescimento moderado, puxado pela Ásia, especialmente China, Vietnã e Filipinas.
  • Bovinos: ainda que cresçam menos em volume, continuarão sendo a proteína de maior valor agregado, associada a status e qualidade.

O Brasil tem três trunfos estratégicos:

  1. Sanidade reconhecida: desde 2025 é considerado livre de febre aftosa sem vacinação, ampliando acesso a mercados premium.
  2. Capacidade de expansão: é um dos poucos países que pode aumentar a produção sem comprometer segurança alimentar interna.
  3. Eficiência crescente: sistemas integrados (Integração Lavoura-Pecuária – Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) e confinamento vêm elevando a produtividade de arrobas/ha/ano.

Em 2024, o Brasil exportou mais de 10 milhões de toneladas de carnes (bovina, suína e aves), consolidando-se como líder em frango e bovinos e entre os cinco maiores em suínos.

Na pecuária de corte, a taxa de desfrute,  percentual de animais abatidos em relação ao rebanho, evoluiu de 11% nos anos 1990 para cerca de 22% atualmente. Com intensificação tecnológica, já há sistemas superando 30%.

Como isso é possível:

  • Nutrição balanceada e terminação em confinamento reduzem idade de abate para 24–30 meses.
  • Genética melhorada garante ganho de peso mais rápido e carcaças padronizadas.
  • Integração lavoura-pecuária permite até três safras anuais (duas de grãos + engorda), otimizando o uso da terra.

Resultado: mais carne com o mesmo rebanho, menor custo fixo por arroba e padronização de qualidade.

  • Frango: ciclo de apenas 42 dias até o abate e conversão alimentar de 1,7 kg de ração/kg de carne — insuperável entre proteínas.
  • Suínos: ciclo de 150 a 180 dias, com conversão próxima de 2,6:1, permite rápido ajuste de oferta.
  • Mercado externo: em 2025, o Brasil exportou cerca de 5 milhões de toneladas de frango e 1,2 milhão de toneladas de carne suína, consolidando a liderança global.

Desafios a monitorar

  1. Custo dos grãos: milho e soja representam até 70% do custo em aves e suínos.
  2. Logística: frete interno e gargalos portuários ainda elevam custo Brasil.
  3. Exigências ambientais: desmatamento zero e rastreabilidade são condições crescentes para manter mercados.
  4. Saúde animal: Influenza aviária e peste suína africana são riscos constantes.

O mundo caminha para uma nova era da proteína animal, impulsionada pelo aumento da renda, pela inclusão digital e pela necessidade de combater a fome. Frango será a proteína de maior expansão, suínos acompanharão o movimento e a carne bovina seguirá como símbolo de valor agregado.

O Brasil está entre os poucos países capazes de responder a esse salto de demanda com escala, eficiência e sanidade reconhecida. O avanço da taxa de desfrute e a intensificação produtiva colocam a pecuária nacional em condições de entregar mais carne por hectare, reduzindo custos e ampliando margens.

Se soubermos transformar esses ganhos de produtividade em narrativa de sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade premium, o Brasil não apenas atenderá a nova demanda global, mas consolidará sua posição como o fornecedor de última instância em proteínas animais no mundo.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Julgamento de Bolsonaro e dados do IPCA impactam o mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que tensões no Oriente Médio e dados fracos nos EUA impulsionaram o ouro e o petróleo. Wall Street renovou recordes com provável corte de juros pelo Fed.

No Brasil, Ibovespa caiu 0,12% e o dólar fechou acima de R$ 5,43 com cautela pelo julgamento de Bolsonaro. Hoje, destaque para o IPCA de agosto, esperado em -0,19%.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Pecuária em MG: confinamento de ponta gera boiada de 22 arrobas


Pecuaristas, a busca por resultados extraordinários na pecuária brasileira continua a render histórias inspiradoras. Em Minas Gerais, um lote de boiada confinada está surpreendendo o mercado e mostrando que um manejo de ponta faz toda a diferença. O resultado é uma boiada da “prateleira de cima” que alcançou quase 22 arrobas. Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração para a sua fazenda!

Essa prova de excelência e dedicação foi o grande assunto do quadro Giro pelo Brasil desta terça-feira (9).

O programa, transmitido pelo Canal Rural, mostra como o Brasil está produzindo carne de alta qualidade, segura e com rastreabilidade para os consumidores. A história de hoje é um desses bons exemplos da pecuária de corte da “prateleira de cima”.

O sucesso que vem da Fazenda Chumbo

De onde veio esse gadão que está dando o que falar? Essa produção de primeira é do pecuarista Osmar Domingos da Mota, o craque da Fazenda Chumbo, que fica lá no município de Patos de Minas, no estado de Minas Gerais.

Osmar e sua equipe estão de parabéns por um trabalho que reflete o cuidado, o investimento e a visão de quem busca a excelência na criação de bovinos.

Quem fez questão de apresentar esses resultados de tirar o chapéu foi o Roberto Ribeiro Moreira Filho, gerente da unidade da Friboi de Ituiutaba, no estado de Minas Gerais.

Roberto destacou a qualidade do lote e como o manejo bem-feito no confinamento é fundamental para alcançar esses patamares de peso e qualidade que impressionam.

Os números que comprovam a qualidade

O peso médio por carcaça após o abate foi de impressionantes 326 quilos, o que dá 21,7 arrobas por animal. Foto: Divulgação/Friboi de Ituiutaba (MG)O peso médio por carcaça após o abate foi de impressionantes 326 quilos, o que dá 21,7 arrobas por animal. Foto: Divulgação/Friboi de Ituiutaba (MG)
O peso médio por carcaça após o abate foi de impressionantes 326 quilos, o que dá 21,7 arrobas por animal. Foto: Divulgação/Friboi de Ituiutaba (MG)

Agora, preparem-se para os números que confirmam a excelência desse lote. O produtor levou para o abate um super lote de 325 bois, todos eles confinados e com idade de 0 a 4 dentes.

O peso médio por carcaça após o abate foi de impressionantes 326 quilos, o que dá 21,7 arrobas por animal. Esse peso, vindo de uma boiada tão bem cuidada, é a prova de um trabalho caprichado e de um gado com potencial de primeira.

Para finalizar, Roberto lembrou ainda a data do Circuito Nelore de Qualidade na unidade da Friboi de Ituiutaba: 30 de setembro. Uma ótima oportunidade para ver mais exemplos de gado de qualidade.



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Depois do México, Brasil busca aproximação com o Canadá para driblar tarifaço dos EUA



Após a missão realizada no México, que resultou em novos acordos para ampliar as exportações brasileiras, o governo federal volta suas atenções para o Canadá. A iniciativa é vista como estratégica diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e canadenses.

A partir desta quarta-feira (10), Toronto recebe a Missão Empresarial Brasil-Canadá 2025**, organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (BCCC). O evento reunirá autoridades e empresários dos dois países.

O objetivo é estreitar os laços comerciais, estimular parcerias estratégicas e atrair investimentos bilaterais, em sintonia com os esforços do Brasil para diversificar mercados. A missão tem como foco setores como alimentos e bebidas, indústria, serviços e empresas de base tecnológica, incluindo soluções financeiras, biotecnologia, energias renováveis e agronegócio.

Relações comerciais Brasil-Canadá

Entre 2022 e 2024, o Brasil subiu do 11º para o 9º lugar no ranking de fornecedores do Canadá. O avanço foi puxado por aeronaves, peças de aviação e produtos semimanufaturados de ferro e aço. Máquinas elétricas e motores de pistão também apontam potencial de diversificação.

Em 2024, a balança comercial bilateral registrou superávit de US$ 3,5 bilhões para o Brasil. As exportações somaram US$ 6,3 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 2,8 bilhões. Nos últimos dez anos, as vendas brasileiras ao mercado canadense cresceram, em média, 10,6% ao ano.

Mercado estratégico

Segundo estudo da ApexBrasil, o Canadá é considerado um mercado prioritário para a diversificação das exportações brasileiras. Entre os produtos com maior potencial estão: semimanufaturados de ligas de aço, pedras ornamentais trabalhadas, mármore e alabastro, aeronaves acima de 15 mil quilos, sebo animal, veículos fora de estrada (dumpers), castanha-do-pará e madeiras compensadas, entre outros.



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Tecnologia consegue prever a produtividade da cana com 89% de acerto


Um modelo em desenvolvimento pela Embrapa conseguiu estimar com assertividade a produtividade da cana-de-açúcar com base em imagens de satélite coletadas durante a fase de crescimento da lavoura.

O resultado foi obtido integrando as fotos com técnicas estatísticas, aprendizagem de máquina e tecnologia.

A pesquisa utiliza uma série temporal de imagens da PlanetScope disponibilizadas por meio do Programa Brasil Mais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

As imagens diárias permitem que os pesquisadores identifiquem os melhores momentos do desenvolvimento da planta para se obter o índice de vegetação usado na previsão.

As informações coletadas nas imagens integradas a variáveis como cultivar, ciclo de produção e precipitação acumulada durante a fase de crescimento são usadas em um modelo de predição.

No caso da cana-de-açúcar, um trabalho feito em parceria com a Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana) monitorou duas safras durante três anos e obteve coeficiente de determinação de 0,89.

Isso significa que quando comparadas as predições do modelo com a produtividade observada na lavoura pelos métodos agronômicos tradicionais, houve 89% de precisão, índice considerado alto para previsões.

O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Geraldo Magela Cançado destaca que o trabalho começou com um modelo mais simples, mas, conforme os trabalhos avançarem, novas variáveis serão inseridas, como temperatura, textura do solo e disponibilidade hídrica. Com essas variáveis espera-se melhorar a eficiência da ferramenta.

A expectativa da equipe que trabalha na pesquisa é a de gerar um modelo de predição que possa ser utilizado por produtores e indústria com dados por talhão nas propriedades rurais.

Isso possibilitaria melhor planejamento estratégico, antecipação de negociações, programação de logística e a orientação para possíveis intervenções na lavoura. Outro possível uso seria pelo poder público na previsão de safras.

“Essa metodologia permite um levantamento de safra mais objetivo. Queremos diminuir a subjetividade dessa previsão e ser mais abrangente. Considerada a imensidão deste país, só com o uso de imagens de satélites isso se torna possível”, afirma o pesquisador João Antunes.

Produtividade da soja

produtividade de soja
Foto: Divulgação

Após a primeira experiência com a cana-de-açúcar, a mesma metodologia começou a ser utilizada na cultura da soja em uma pesquisa de validação do uso do bioestimulante Hydratus, que protege plantas contra a seca e estimula o crescimento vegetal.

Três áreas foram monitoradas. Em duas delas, a equipe da pesquisa utilizou as imagens de satélite do PlanetScope e, na terceira, imagens feitas com uso de drone. Enquanto na cana foi adotado o índice vegetativo por diferença normalizada verde (GNDVI) para predição da produtividade, na soja foi usado o índice de vegetação realçado (EVI2).

Os resultados obtidos não só acusaram a diferença de produtividade entre os tratamentos com diferentes doses e testemunha do bioestimulante Hydratus, como tiveram uma correlação de 71% entre a produtividade predita e a observada. Embora menor do que a assertividade da cana-de-açúcar, o índice de predição do modelo é considerado alto.

“Cada cultura tem um comportamento diferente e é normal essa variação entre elas. No geral, assumimos como aceitáveis níveis de correlação acima de 0,6 (ou seja, o modelo é capaz de explicar acima de 60% da variação observada).

No caso da cana, como a produção está muito ligada ao próprio dossel da planta (parte da planta sobre a superfície do solo, formada por folhas e colmos), obtêm-se melhores resultados, pois é quase uma relação direta entre biomassa e produtividade de colmo (caule típico de gramíneas, como a cana).

Já no caso da soja, como o produto é o grão, a relação dossel da soja e produtividade não é tão direta”, diz Cançado. Segundo ele, os bons resultados do modelo de predição trazem otimismo para o uso em pesquisas de campo, permitindo o monitoramento preciso e não destrutivo.

“Essa estrutura de avaliação dupla, combinando métricas agronômicas com sensoriamento remoto, fornece uma estratégia inovadora e econômica para avaliação do desempenho das culturas em tempo real”, afirma o pesquisador.

De acordo com o analista da Embrapa Eduardo Speranza, devido ao volume ainda pequeno de amostras usadas para treinar o algorítmo, o modelo com cálculos estatísticos vem se mostrando mais preciso.

“Apesar de ter muitos experimentos, trabalhamos em uma publicação com 500-600 amostras para treinar um algoritmo. Essa quantidade para aprendizado de máquina é pequena. O método de aprendizagem de máquina tem potencial de ser melhor, mas necessita de milhares de amostras”, contextualiza.

Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus Podcast destaca o trabalho de Transferência de Tecnologia



A edição completa do Fundecitrus Podcast você encontra em nosso canal do YouTube


Foto: Fundecitrus

O 63º episódio do Fundecitrus Podcast apresenta o trabalho desenvolvido pelo departamento de Transferência de Tecnologia da instituição, área fundamental para transformar conhecimento científico em práticas aplicáveis no campo. A atuação do setor contribui para apoiar produtores, proteger os pomares e fortalecer toda a cadeia citrícola.

Nesse bate-papo, o coordenador do departamento, Ivaldo Sala, destacou que levar informação de qualidade ao citricultor é essencial para enfrentar os principais desafios fitossanitários, em especial o greening. “É importante que ele receba pesquisas sólidas, com protocolos definidos, para implementar as melhores práticas. Um exemplo prático foi a rotação de inseticidas, que, após orientações em visitas, treinamentos e palestras, passou a ser feita de forma mais adequada, trazendo resultados melhores no combate ao psilídeo”.

Já o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto ressaltou a importância da adaptação na comunicação com diferentes públicos. “A equipe de Transferência de Tecnologia traduz a pesquisa para cada realidade. Com o citricultor, usamos termos técnicos de forma simples. Com o poder público, destacamos o impacto econômico do greening. E em ações com a população, muitas vezes conversamos até com crianças, de forma lúdica, para conscientizar sobre a importância da citricultura”.

A edição completa do Fundecitrus Podcast você encontra em nosso canal do YouTube e nas principais plataformas de áudio.





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Hidroponia transforma jovens em MT e fortalece a agricultura familiar


Renan Racis e Ana Carolina da Silva Pereira são protagonistas de uma história que mostra como a inovação pode florescer mesmo onde antes reinava a tradição. O casal, que vive em Jaciara, Mato Grosso (MT), decidiu trocar a produção convencional de alface por um sistema hidropônico moderno.

A mudança não foi apenas na técnica de cultivo, mas em toda a estrutura do negócio: com apoio técnico, passaram a produzir mais, em menos espaço, com economia de água e um salto significativo na qualidade do produto.

A virada veio com o suporte certo. Cursos de capacitação e assistência técnica contínua ajudaram na implantação do sistema e também na gestão do negócio, da lavoura à contabilidade.

A presença ativa de Carol na parte financeira e comercial e de Renan no manejo técnico garante uma operação eficiente e afinada. As redes sociais entraram como aliadas na comercialização direta com o consumidor final, eliminando intermediários e fortalecendo o valor do produto.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Sistema de hidroponia na plantação de alface em Mato Grosso
Sistema de hidroponia na plantação de alface (MT). Foto: Michelle Jardim

Importância da tecnologia para a agricultura familiar

A adoção de tecnologia tem sido um divisor de águas para a agricultura familiar. Ela permite ao pequeno produtor produzir mais com menos, controlar melhor os custos e acessar mercados antes inalcançáveis.

Racis explica o funcionamento e benefícios do sistema de irrigação automatizado. “São bombas que ligam e desligam a cada 15 minutos. Elas ajudam no desenvolvimento saudável das raízes, melhoram a absorção de nutrientes e garante uma alface mais bonita e durável”, conta. 

Com a ajuda da tecnologia, a rotina ficou mais organizada. Tudo é registrado, desde o plantio até a venda, o que facilita a visualização dos resultados e permite um planejamento mais assertivo.

Enquanto Renan cuida da produção, Carol é responsável pela parte administrativa. Ela controla entradas e saídas, emite notas fiscais e mantém tudo organizado. “Cada etapa da produção está refletida nas contas. Isso nos ajuda a tomar decisões com mais segurança”, explica.

Redes Sociais

Com vídeos, fotos e postagens simples, Carol e Renan aproximam o consumidor da lavoura. Isso elimina intermediários e garante uma comercialização mais justa. O consumidor final entende o valor do que está comprando e sabe quem está por trás daquele alimento.

Essa estratégia não apenas melhora as vendas, mas também fortalece a imagem do produtor familiar. O campo, muitas vezes invisível nas grandes cidades, passa a ser visto como moderno, eficiente e sustentável.

Tecnologia que gera orgulho e transforma vidas

A história de Renan e Carol é um exemplo inspirador para outros produtores. Mostra que é possível unir tradição e inovação, e que a tecnologia não está distante da roça – ela pode, sim, ser o motor da mudança.

O uso de técnicas modernas, como a hidroponia, aliado ao conhecimento técnico e ao bom planejamento, traz resultados concretos: mais renda, mais qualidade de vida e mais reconhecimento pelo trabalho.

Como afirma Carol, “com apoio certo e coragem para mudar, conseguimos transformar a nossa realidade”. O campo agradece, e a agricultura familiar ganha força para continuar alimentando o Brasil com dignidade e inovação.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre a história do Renan e da Ana Carolina? Assista, nesta quinta-feira (11), às 17h45, ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação





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Chuva e frio diminuem, e temperaturas sobem em todo o país; veja a previsão do tempo



O sistema de alta pressão associado à massa de ar polar deve garantir a condição de tempo firme e as temperaturas mais amenas em boa parte dos três estados da região Sul nesta quarta-feira (10). Ainda nas primeiras horas da manhã, haverá chance para formação de geada em alguns pontos da serra gaúcha, parte do interior catarinense e no sul paranaense.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Apesar disso, ao longo do dia, os termômetros voltam a se elevar gradativamente. Destaque para a metade norte do Paraná, que já deve registrar temperaturas mais elevadas e alerta de baixa umidade do ar no período da tarde. Porto Alegre Florianópolis devem contar com dia de sol entre poucas nuvens e temperaturas ainda mais baixas. Em Curitiba, os termômetros sobem um pouco mais, com atenção para a grande amplitude térmica ao longo do dia.

No Sudeste, o predomínio será de sol entre algumas nuvens em todos os estados da região, sem a expectativa de chuva significativa em nenhuma das áreas. Apesar disso, a circulação de ventos mais frescos e umidade devem favorecer um dia com temperaturas mais amenas no leste de São Paulo e em algumas áreas do Rio de Janeiro.

Por outro lado, o interior paulista e mineiro continuam com calor intenso e alerta de baixa umidade do ar no período da tarde. Em algumas cidades entre o norte paulista e o triângulo mineiro podem contar com máximas acima de 35ºC e índices de umidade abaixo dos 12%.

Enquanto no Centro-Oeste, o padrão também deverá seguir com tempo firme, calor intenso e alerta de baixa umidade do ar. A circulação de ventos em níveis mais elevados da atmosfera deverá manter o predomínio de ar seco e impedir o ingresso de umidade sobre a região, o que por sua vez mantém a presença do sol ao longo do dia.

As máximas voltam a ser destaque no Mato Grosso, norte de Mato Grosso do Sul e Goiás, com termômetros podendo bater os 40ºC em algumas regiões – incluindo a capital mato-grossense, Cuiabá. No período da tarde, os índices de umidade relativa do ar devem variar entre limiares de alerta (abaixo de 20%) e até mesmo emergenciais (abaixo de 12%).

Já no Nordeste, a circulação de ventos em níveis mais elevados da atmosfera deve contribuir para o enfraquecimento das instabilidades na costa leste e o maior predomínio da condição de tempo firme e seco em boa parte da região. Ainda assim, não estão descartados eventuais episódios de pancadas isoladas de chuva fraca entre o litoral norte da Bahia e de Pernambuco.

No interior nordestino, o padrão continua sendo de tempo firme, com sol, calor e baixa umidade do ar no período da tarde. Matopiba segue com a presença de calor intenso e índices abaixo de 20% durante as horas mais quentes do dia.

E no Norte, as instabilidades devem seguir atuando sobre o Amazonas, oeste do Pará e do Acre, além de boa parte do estado de Roraima. O sol ainda aparece em parte do dia nessas áreas, mas há risco de chuva forte no decorrer das horas. Pode chover de maneira isolada também no norte de Rondônia. Por outro lado, no Amapá, nas demais regiões do Pará e no Tocantins, o padrão de tempo segue o mesmo: sol e bastante calor. No Tocantins, o período da tarde continua reservando o alerta para baixa umidade do ar.



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