terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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Estresse térmico reduz produtividade de aves no Brasil


O estresse térmico causado pelo calor extremo tem impactado significativamente a produção de aves no Brasil, afetando o bem-estar dos animais e reduzindo a produtividade. Essa condição pode ainda aumentar o impacto ambiental da atividade avícola.

Consequências do estresse térmico

O estresse térmico ocorre quando as aves ficam fora da zona ideal de temperatura, provocando desequilíbrio no organismo e comprometendo o desenvolvimento e a produção. As principais consequências incluem:

  • Perda do equilíbrio metabólico, aumentando o gasto energético.
  • Redução do consumo de ração e aumento do consumo de água.
  • Vulnerabilidade a doenças e, em casos graves, queda na produção e mortalidade.

Impactos na produção

As alterações provocadas pelo estresse térmico resultam em:

  • Redução do ganho de peso entre 5 a 17%.
  • Perda na produção de ovos de 10 a 20%.
  • Comprometimento da qualidade da carne e da casca dos ovos.

Medidas de manejo

Para mitigar os efeitos do calor, é essencial realizar ajustes de ambiência, como:

  • Uso de ventiladores, nebulizadores e painéis evaporativos.
  • Manutenção da água fresca e em quantidade suficiente.
  • Controle da densidade de aves por metro quadrado.
  • Fornecimento de ração nas horas mais frescas do dia.

Ajustes nutricionais

Além das medidas de manejo, ajustes nutricionais são fundamentais para minimizar os efeitos negativos do calor, incluindo:

  • Aumento da densidade energética das rações.
  • Melhoria do balanço eletrolítico.
  • Uso de aditivos funcionais como prebióticos e probióticos.

Essas ações visam melhorar a digestibilidade, o aproveitamento dos nutrientes e a imunidade das aves, contribuindo para um sistema produtivo mais eficiente e com menor impacto ambiental.

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Pilares da gestão garantem performance produtiva em fazendas


A gestão eficiente em fazendas de pecuária é fundamental para garantir uma boa performance produtiva e financeira. Segundo o consultor Rodrigo Genar, três pilares são essenciais para alcançar esse objetivo: gestão de equipe, gestão de números e produção eficiente.

Pilares da gestão

  • Gestão de equipe: A liderança adequada é crucial, colocando as pessoas certas em suas funções e garantindo que os projetos sejam executados conforme o planejado.
  • Gestão de números: É importante monitorar os números da fazenda, como vendas, desembolsos e taxas de reprodução.
  • Produção eficiente: A eficiência na produção deve ser acompanhada de um equilíbrio financeiro, garantindo a rentabilidade da propriedade.

Características de fazendas bem-sucedidas

Fazendas que se destacam na produção possuem um planejamento claro, com metas definidas para vendas e produção. Isso inclui:

  • Determinação de quantas vendas precisam ser realizadas durante a safra.
  • Definição de taxas de reprodução e desmame.
  • Estabelecimento de metas de ganho de peso e produção por hectare.

O sucesso de uma fazenda não se resume apenas à produção, mas também à capacidade de entregar margens financeiras que garantam a rentabilidade da propriedade.

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Novas regras de crédito rural exigem regularidade ambiental


Em abril de 2023, novas regras para o crédito rural no Brasil entraram em vigor, exigindo que os produtores comprovem a regularidade ambiental para ter acesso ao financiamento. Essa medida visa reforçar a agenda de sustentabilidade no campo e representa uma mudança estrutural no processo de concessão de crédito.

Requisitos para concessão de crédito

A partir de agora, as propriedades devem estar regularizadas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) para que os produtores possam solicitar financiamento. A partir de 2024, as instituições financeiras deverão consultar o Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural (SICAR) antes de conceder crédito. Se forem identificadas irregularidades, o crédito não será liberado.

Escalonamento das regras

As novas exigências serão implementadas de forma escalonada:

  • A partir de abril de 2023, propriedades com área superior a quatro módulos rurais devem estar regulares.
  • A partir de janeiro de 2024, todas as propriedades estarão sujeitas às novas regras.

Possibilidade de contestação

Os produtores que tiverem irregularidades constatadas poderão contestar as informações apresentando documentos que comprovem a legalidade da área, como autorizações de uso do solo ou projetos de recuperação. Também é possível firmar acordos de regularização ou solicitar uma verificação no local.

Implicações para o setor agrícola

Essas novas regras demonstram a valorização das agendas ambientais no Brasil e refletem uma tendência global de maior responsabilidade ambiental no setor agrícola. A implementação dessas normas pode impactar significativamente o acesso ao crédito rural, essencial para o custeio e investimento nas lavouras.

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Brasil se destaca na Hannover Messe 2026 como parceiro oficial


Faltam poucos dias para o início da Hannover Messe 2026, uma das maiores feiras de tecnologia industrial do mundo, que acontece na Alemanha. Neste ano, o Brasil será o país parceiro oficial, com a missão de mostrar ao mundo que é muito mais do que uma potência, sendo também um aliado estratégico para a indústria global sustentável.

A correspondente especial, Sara Kirschof, acompanhará de perto os eventos da feira. Ela destaca que o campo brasileiro já vive uma revolução tecnológica, com a adoção de práticas como:

  • Agricultura de precisão
  • Uso de dados em tempo real
  • Inteligência artificial

Essas inovações conectam o agronegócio às pautas da feira, que incluem digitalização, inovação e transição energética. O Brasil, com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, se destaca em energia renovável, um ponto chave para cadeias produtivas mais sustentáveis.

Temas em destaque

Durante a Hannover Messe, o pavilhão do Brasil reunirá empresas, startups e especialistas em uma programação intensa, que incluirá:

  • Debates
  • Apresentações
  • Experiências imersivas

Essas atividades mostrarão na prática a integração entre tecnologia, indústria e recursos naturais. A Alemanha é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, com bilhões de dólares em trocas anuais, especialmente em insumos, alimentos e tecnologia.

Essa relação reforça o papel do Brasil como fornecedor estratégico para o mundo, demonstrando que o futuro da produção passa pela integração entre o agro e a indústria.

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Exportações de carne suína do Paraná batem recorde em março e crescem 10,1% em 2026


suínos
Foto: Seara

No Paraná, foram enviadas 21,36 mil toneladas de suínos para o mercado externo em março de 2026, configurando o melhor desempenho exportador para este mês, segundo o boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral) divulgado nesta quinta-feira (16).

O resultado foi impulsionado pela demanda do mercado filipino, que importou 4,64 mil toneladas em março de 2026, um aumento de 86,9% (2,16 mil toneladas) em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Março registrou o quarto melhor resultado da história, ficando atrás apenas dos volumes exportados em setembro (25,18 mil t), outubro (22,18 mil t) e dezembro (22,12 mil t) do ano passado.

Os dados da plataforma Comex Stat/MDIC, que levantam os números das exportações brasileiras desde 1997, mostram que as 21,36 mil toneladas exportadas em março representam um aumento de 10,1% em relação a março de 2025. Esse padrão de resultados recordes vem sendo observado no Paraná desde julho de 2024.

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AgroNewsPolítica & Agro

Fenasul Expoleite e Fenovinos são lançadas com expectativa de mais de 3 mil animais


O lançamento da 19ª Fenasul e da 46ª Expoleite ocorreu na manhã desta quinta-feira (16), no pavilhão do gado leiteiro do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Durante o ato, também foi anunciada a 38ª edição da Fenovinos, que ocorrerá nas mesmas datas e no mesmo local. O evento contou com a presença de autoridades, dirigentes de entidades e produtores. A feira, com entrada gratuita, ocorre de 13 a 17 de maio no parque. A cerimônia contou com a presença do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o vice-governador do Estado, Gabriel Souza.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, destacou a importância da feira no calendário do setor e a expectativa de grande público. “A data do evento já se consolidou como um patrimônio, reunindo tradição e relevância econômica. A projeção é de mais de duas mil pessoas ao longo da programação, que contará com atrações voltadas a todos os públicos”, apontou.

Madalena ainda ressaltou a força da exposição de animais, com número de ovinos praticamente equivalente ao da Expointer, além da expectativa de novos recordes nesta edição. Ele lembrou que a feira não pôde ser lançada há dois anos em razão de questões climáticas, o que reforçou ainda mais a importância do evento neste momento.

O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, destacou a força coletiva das entidades envolvidas na Fenasul Expoleite e os desafios enfrentados pelo setor leiteiro no Rio Grande do Sul. Em seu discurso, Tang ressaltou a consolidação do evento como resultado da união entre diversas instituições, como Farsul, Fetag, Secretaria da Agricultura e outras entidades representativas.

Segundo Tang, a feira cresceu e ganhou relevância ao integrar diferentes segmentos do agronegócio, reunindo mais de dois mil animais, número que pode chegar a três mil ao considerar as atividades paralelas, como o rodeio. O dirigente também enfatizou a diversidade de atrações, incluindo a participação da Fenovinos, provas com equinos e a presença de raças como o cavalo crioulo. Para Tang, a Fenasul Expoleite se firmou como um espaço representativo de toda a pecuária gaúcha.

O presidente da Gadolando, no entanto, chamou atenção para a situação delicada do setor leiteiro. Ele criticou o impacto das importações e a falta de medidas efetivas de proteção ao produtor nacional. “O produtor precisa trabalhar e pagar suas contas com o próprio produto, sem depender constantemente de crédito bancário”, destacou.

O engenheiro agrônomo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Adrik Francis Richter, representando a entidade no lançamento da Fenasul Expoleite, destacou a importância do evento para o fortalecimento da cadeia leiteira e da agricultura familiar no Estado. Segundo ele, a feira é um espaço fundamental de visibilidade, integração e valorização dos produtores de leite, que são quem de fato viabilizam a realização do evento.

Ele ressaltou ainda que, além de evidenciar a força do setor, é essencial aproveitar o momento para cobrar das autoridades avanços em políticas públicas que garantam mais estabilidade no preço pago ao produtor. Adrik lembrou que 2025 foi um ano difícil para a atividade, marcado por oscilações e desafios na remuneração, reforçando a necessidade de dar mais segurança e previsibilidade à produção leiteira.

Outro ponto destacado foi a participação das agroindústrias familiares, com 40 empreendimentos na Multifeira da Agricultura Familiar. No espaço, o público poderá encontrar produtos como queijos, iogurtes, doce de leite, além de itens tradicionais como cucas e salames, que agregam valor à produção, geram renda no campo e contribuem para o fortalecimento da economia gaúcha.

Representando a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o diretor administrativo da entidade, Francisco Schardong, afirmou que a expectativa de público será superada com o incremento da Fenovinos na programação do evento. O dirigente também saudou a “estreia” do secretário da Agricultura, Márcio Madalena. Schardong dirigiu-se ao governador Eduardo Leite, salientando a parceria do Governo do Estado com o setor produtivo, especialmente na rápida resposta às invasões de terra ocorridas durante seu mandato. Ao encerrar sua fala, ele lembrou das dificuldades enfrentadas pelos produtores: “Mas, mesmo com o endividamento que passamos, quem vier na Fenasul Expoleite vai conhecer o nosso tamanho, vai saber quem é o produtor do Rio Grande do Sul”, salientou.

O prefeito de Esteio, Felipe Costella, destacou a importância de ouvir os copromotores como parte essencial da construção coletiva do evento. Segundo ele, o reconhecimento dos avanços conquistados ao longo dos anos caminhou junto com a necessidade de atenção às demandas do setor. “A gente reconhece tudo o que já foi feito, mas também entende que ouvir quem está na ponta é fundamental para continuar avançando”, afirmou.

Costella ressaltou que a realização conjunta da Expoleite, Fenasul e Multifeira foi resultado de um trabalho integrado entre diversas mãos, com planejamento e diálogo constante. De acordo com o prefeito, a organização foi construída com foco em ampliar o alcance do evento, atrair mais público e fortalecer a geração de negócios. “A gente se reuniu, pensou estratégias para crescer, trazer mais gente e criar mais oportunidades para todos que participam”, explicou.

O chefe do Executivo também reforçou o papel de Esteio como cidade anfitriã e destacou a importância do evento para o desenvolvimento econômico regional. “Esteio recebeu a todos de braços abertos, porque a gente entende o tamanho e a relevância desse momento para o setor produtivo”, disse.

A 5ª Multifeira de Esteio, coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (SMDEMA) trará uma programação que integra cultura, tradição, agronegócio e desenvolvimento econômico, com atrações artísticas, atividades tradicionalistas e espaços voltados à valorização da identidade gaúcha. Um dos destaques da programação é a 4ª edição do Rodeio Artístico de Esteio, promovido pelo CTG Independência Gaúcha, com apoio da Administração Municipal e da RBS TV. O evento ocorre nos dias 16 e 17 de maio, das 8h às 20h, com entrada gratuita.

A programação também inclui atrações gastronômicas no Pavilhão do Chef, com competições e experiências ligadas ao churrasco. Além disso, espaços institucionais e de desenvolvimento econômico irão apresentar iniciativas e potencialidades do município e da região. A expectativa é de mais de 100 estandes e o edital para inscrições deve ser aberto em breve.Confira imagens do evento.





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Colheita de soja 25/26 chega a 90,3% de área no Brasill, aponta consultoria


Colheita da soja no oeste da Bahia
Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 atingiu 90,3% da área plantada até o dia 17 de abril, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço representa um ganho significativo em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 86%.

Apesar da evolução consistente, o ritmo segue ligeiramente abaixo do observado no mesmo período da safra passada, quando 91,8% da área já havia sido colhida. Ainda assim, o índice atual está praticamente alinhado à média histórica para o período, estimada em 90,9%.

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Colheita de soja 25/26 chega a 90,3% de área no Brasill, aponta consultoria


Colheita da soja no oeste da Bahia
Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 atingiu 90,3% da área plantada até o dia 17 de abril, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço representa um ganho significativo em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 86%.

Apesar da evolução consistente, o ritmo segue ligeiramente abaixo do observado no mesmo período da safra passada, quando 91,8% da área já havia sido colhida. Ainda assim, o índice atual está praticamente alinhado à média histórica para o período, estimada em 90,9%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Limitantes de solo no milho exigem diagnóstico correto para evitar perdas na lavoura


A produtividade do milho começa no solo. Quando há restrições químicas ou físicas no perfil, a cultura perde capacidade de enraizamento, reduz a absorção de água e nutrientes e fica mais vulnerável a períodos de estiagem. Por isso, identificar os principais limitantes de solo é passo decisivo para o produtor planejar correções e evitar prejuízos recorrentes no campo.

O milho é uma cultura altamente responsiva às condições do ambiente. Em solos com boa fertilidade, estrutura adequada e ausência de toxidez, a planta consegue expressar melhor seu potencial produtivo. Já em áreas com acidez elevada, alumínio tóxico, compactação, baixa capacidade de troca de cátions (CTC), deficiência de nutrientes e, em situações específicas, salinidade, o desempenho da lavoura tende a cair.

Entre os principais entraves está a acidez do solo. Em ambientes muito ácidos, o alumínio se torna mais disponível em níveis tóxicos para as raízes. Na prática, isso limita o alongamento radicular e reduz a capacidade de a planta explorar água e nutrientes em profundidade. O reflexo aparece em lavouras desuniformes, plantas menores e menor resposta ao uso de fertilizantes.

Outro problema frequente é a compactação, causada principalmente pelo tráfego excessivo de máquinas, preparo inadequado do solo, baixa presença de matéria orgânica e ausência de plantas de cobertura com raízes mais agressivas. Quando há camadas adensadas, as raízes do milho ficam restritas à superfície, a infiltração de água é prejudicada e a cultura se torna mais suscetível à estiagem e ao acamamento.

A baixa CTC e o baixo teor de matéria orgânica também estão entre os fatores que comprometem o desempenho da cultura. Solos com essas características, comuns em áreas arenosas, têm menor capacidade de reter nutrientes e menor efeito tampão frente à adubação. Isso aumenta o risco de lixiviação, reduz a eficiência dos fertilizantes e exige manejo mais criterioso ao longo da safra. Para o milho, que demanda nutrição constante, essa limitação pesa diretamente no resultado final.

As deficiências e os desequilíbrios de nutrientes completam a lista dos principais limitantes. Fósforo, nitrogênio e potássio estão entre os elementos mais exigidos pela cultura. Quando o fósforo está baixo, por exemplo, o produtor pode observar crescimento lento e coloração arroxeada nas folhas nas fases iniciais. Já desequilíbrios entre cálcio, magnésio e potássio afetam o desenvolvimento radicular e a eficiência de absorção de nutrientes.

Em áreas irrigadas ou com material de origem salino-sódico, a salinidade e a sodicidade também merecem atenção. Nesses casos, o excesso de sais dificulta a absorção de água pelas raízes, enquanto o sódio pode comprometer a estrutura do solo. O resultado aparece em germinação prejudicada, plântulas fracas e queda de produtividade.

O diagnóstico desses problemas não deve se basear apenas na observação visual da lavoura. A análise de solo segue como principal ferramenta para identificar limitações químicas, enquanto a avaliação física, com abertura de trincheiras e uso de penetrômetro, ajuda a detectar camadas compactadas. Em campo, sinais como desuniformidade no talhão, plantas de menor porte em manchas específicas, raízes curtas e pouco ramificadas e redução de estande podem indicar que o problema está no solo.

A recomendação técnica é que a correção desses limitantes seja pensada além da safra imediata. O planejamento deve considerar análise de solo em diferentes profundidades, correção da acidez, manejo da fertilidade, uso de plantas de cobertura, rotação de culturas e melhoria gradual da matéria orgânica. A lógica é sair do improviso safra a safra e construir um ambiente mais equilibrado para o milho ao longo dos anos.

 





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Safra de cana cai 0,5%, mas etanol e açúcar avançam


colheita de cana-de-açúcar
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A safra brasileira de cana-de-açúcar 2025/26 deve somar 673,2 milhões de toneladas, queda de 0,5% na comparação anual, segundo o 4º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da retração, o país caminha para a maior produção de etanol da série histórica e a segunda maior de açúcar.

Mesmo com o recuo, esta é a terceira maior safra já registrada, atrás apenas dos ciclos 2022/23 e 2024/25.

Etanol cresce puxado pelo milho

A produção total de etanol, considerando cana e milho, está estimada em 37,5 bilhões de litros, alta de 0,8% sobre a safra passada.

O avanço é sustentado pelo etanol de milho, que deve atingir 10,17 bilhões de litros — aumento de 29,8% e participação de pouco mais de 27% na oferta total.

Já o etanol de cana está projetado em 27,33 bilhões de litros, queda de 6,9% na comparação anual.

Açúcar tem leve alta

A fabricação de açúcar deve alcançar 44,2 milhões de toneladas, crescimento de 0,1% frente ao ciclo anterior.

Segundo a Conab, a menor disponibilidade de matéria-prima limitou um avanço mais expressivo, ainda que o volume projetado seja o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2023/24.

Clima reduz produtividade

A queda na produção de cana é explicada pela redução de 2,6% na produtividade média nacional, estimada em 75.184 quilos por hectare.

O desempenho reflete condições climáticas adversas durante o desenvolvimento das lavouras após a colheita de 2024, especialmente no Centro-Sul.

A área colhida, por outro lado, cresceu 2,1%, para 8,95 milhões de hectares, o que ajudou a compensar parte das perdas.

Sudeste puxa queda; Centro-Oeste avança

Principal região produtora, o Sudeste deve colher 430,1 milhões de toneladas, recuo de 2,2%, impactado por estiagem, altas temperaturas e incêndios em 2024.

No Norte, a produção está estimada em 3,8 milhões de toneladas, queda de 7,1%, enquanto o Nordeste deve produzir 53,3 milhões de toneladas, redução de 2%.

Na contramão, o Centro-Oeste deve crescer 3,4%, para 150,2 milhões de toneladas, impulsionado pela expansão da área. No Sul, a produção deve atingir 36 milhões de toneladas, alta de 1,9%, com recuperação da produtividade.

Mercado segue ajustado

Na safra 2025/26, houve maior direcionamento da cana para a produção de açúcar, o que ajudou a sustentar a oferta do adoçante.

No etanol, a queda na produção a partir da cana foi parcialmente compensada pelo avanço do milho.

No curto prazo, a transição entre safras tende a manter o mercado de etanol sustentado, especialmente no segmento anidro. Para o açúcar, a maior oferta global limita altas mais consistentes, embora ainda haja suporte pontual com prêmios de exportação e incertezas externas.

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