quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Laranja de Tanguá com selo de indicação geográfica é destaque em concurso no RJ



A laranja da Região de Tanguá (RJ), conhecida pelo sabor doce e alto rendimento de suco, será avaliada até este domingo (21) na Feira de Exposição da Laranja de Tanguá, que também abriga o concurso de qualidade das frutas. O evento foi aberto no Centro Comunitário da Posse dos Coutinhos e contou com a presença de representantes da Embrapa Agroindústria de Alimentos, incluindo a chefe-geral Edna Oliveira e o chefe de Transferência de Tecnologia André Dutra.

Segundo Edna Oliveira, a Embrapa teve papel essencial na validação científica da laranja, ligando suas características únicas ao território. “A integração entre pesquisa, extensão rural e produtores fortalece a agricultura familiar, impulsiona o turismo e valoriza a cultura local da região de Tanguá”, afirma.

O analista Rodrigo Campos integra a comissão julgadora do concurso, responsável pela análise e classificação das laranjas. André Dutra ressalta que a Embrapa continuará prospectando oportunidades e apoiando o desenvolvimento econômico-social dos municípios por meio de inovação e ciência aplicada.

O selo de indicação geográfica na categoria Denominação de Origem (IG-DO), concedido pelo INPI em 2022, abrange Tanguá e municípios vizinhos, como Araruama, Itaboraí e Rio Bonito. O reconhecimento foi obtido a partir de estudos científicos da Embrapa, que demonstraram que a qualidade das laranjas está diretamente ligada a fatores naturais e humanos do território.

Pesquisadores da Embrapa Solos analisaram o clima, o solo e a delimitação geográfica da região, enquanto a Embrapa Agroindústria de Alimentos realizou coletas e testes físico-químicos e sensoriais nos frutos. A correlação desses dados confirmou que solo, regime de chuvas e clima influenciam a composição e qualidade da fruta, fundamentando a concessão do selo IG-DO.



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Agricultura biossalina auxilia no combate à escassez hídrica no Semiárido



Durante o Semiárido Show 2025, em Petrolina (PE), foi anunciado um reforço para o enfrentamento à escassez hídrica no bioma. Trata-se do projeto ‘Produção Biossalina: Tecnologia Social Integrada ao Processo de Dessalinização para Acesso à Água, Produção de Alimentos e Geração de Renda no Semiárido’. Apelidado de ‘Sal da Terra’, o projeto deve mobilizar cerca de R$ 20 milhões para o avanço de pesquisas e transferência de tecnologia em agricultura biossalina no Nordeste.

A Embrapa Semiárido coordena o projeto com a participação de outros centros de pesquisa da empresa e da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Com isso o projeto terá duas frentes de atuação. A primeira se volta para a pesquisa e desenvolvimento e prevê a revitalização da área experimental de agricultura biossalina da Embrapa Semiárido. Assim são realizados ensaios em plantas alimentícias e forrageiras tolerantes a sais, a produção de microalgas, aproveitamento de concentrado salino na nutrição animal e o monitoramento da qualidade de água e solo, entre outras abordagens.

A segunda frente se dedica à transferência de tecnologia. Para tanto, esta realiza diagnósticos em comunidades, a capacitação de agricultores, a implantação de unidades produtivas que adotam tecnologias consagradas como a criação de tilápias e o cultivo da erva-sal (planta adaptada a ambientes salinos) e a instalação de áreas demonstrativas.

O que é agricultura biossalina?

De acordo com o pesquisador Diogo Porto, que participou da articulação do projeto, a agricultura biossalina já vem sendo estudada pela Embrapa há anos. Esta se caracterizada pelo uso produtivo de águas salobras, rejeitos da dessalinização e manejo de solos salinos. Assim os trabalhos incluem pesquisas com plantas tolerantes ao sal e o uso de forrageiras resistentes.

“A proposta do projeto é fortalecer a agricultura biossalina como tecnologia social, integrada ao processo de dessalinização, para ampliar o acesso à água, a produção de alimentos e a geração de renda. Queremos mostrar que é possível transformar a salinidade, antes vista como problema, em alternativa sustentável para a segurança hídrica e alimentar do Semiárido”, destaca Porto.

Construção coletiva

A articulação do projeto começou ainda em 2023, durante a 10ª edição do Semiárido Show. No período se discutia o potencial da agricultura biossalina em sinergia com o Programa Água Doce, voltado ao uso de dessalinizadores para abastecer comunidades rurais. Dessa forma, o Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para Segurança Alimentar e Erradicação da Fome, do MCTI incorporou o projeto.

O financiamento, proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (FNDCT), foi viabilizado por meio de encomenda tecnológica, modalidade de contratação direta destinada a instituições com expertise comprovada. De acordo com Porto, a escolha da Embrapa se deu por esta deter um “know-how histórico e consolidado em agricultura biossalina”.

Com duração prevista de três anos, a execução do projeto ocorrerá em parceria com a Finep, responsável pela operação dos recursos, e com a Funarbe, encarregada da gestão financeira.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Produtores baianos se adaptam para garantir produtividade da soja



No último programa Soja Brasil, exibido nesta sexta-feira (19), o presidente da Aprosoja Bahia, Darci Salvetti, destacou como os produtores baianos têm enfrentado um ano desafiador, marcado por limitações financeiras e mudanças climáticas. Ele ressaltou que, mesmo diante de dificuldades, os sojicultores seguem investindo em tecnologia e boas práticas agrícolas para garantir a produtividade e a sustentabilidade das lavouras.

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Sucesso depende de cautela e conhecimento do solo

“Nosso produtor baiano, e tenho certeza que o brasileiro também, está cada vez mais comprometido em melhorar sua produção. Conhecer o perfil do solo é fundamental, assim como fazer análises detalhadas para aplicar corretamente os micronutrientes e fertilizantes”, afirmou Salvetti.

Dificuldades

Ele observou que 2025 segue como um ano financeiro atípico, exigindo adaptações. “O produtor baiano buscou todas as alternativas para melhorar suas áreas, aplicando o adubo necessário ou, em alguns casos, um pouco abaixo do ideal por conta das condições financeiras deste ano. Os financiamentos não aconteceram como esperávamos”, disse.

Chuvas nas lavouras de soja

Apesar dos desafios, Salvetti destacou as boas condições climáticas. “Tivemos chuvas ótimas após a colheita. Conseguimos fazer uma boa palhada e melhorar nossas lavouras com o plantio de braquiárias, milheto e sorgo, garantindo um ganho importante de palhada para a região”, finalizou.

Início dos trabalhos da safra de soja 25/26

Vale lembrar que o fim do vazio sanitário da soja, período em que há restrição ao plantio para controle da ferrugem asiática, ocorreu na Região 2 da Bahia em 14 de setembro, abrindo caminho para o início da próxima safra.

Assista ao episódio:



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AgroNewsPolítica & Agro

IIPR tem alta em agosto, mas acumulado aponta deflação



Alta dos preços ao produtor em agosto contrasta com deflação anual no RS



Foto: Canva

Após uma sequência de perguntas consecutivas, o Índice dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais do Rio Grande do Sul (IIPR) registrado em alta em agosto de 2025, conforme relatório mensal divulgado pela Assessoria Econômica da Farsul. nesta quinta-feira (18/9). O indicador registrou inflação de 2,39% no último mês. Apesar da elevação no último mês, o acumulado em 12 meses indica retração, atingindo -8,52%.

A alta do preço em agosto foi impulsionada, principalmente, pelo aumento no preço da soja, que refletiu as novas estimativas de estoques globais divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Já no acumulado em um ano, o resultado aponta um descompasso com o IPCA Alimentos que tem alta de 7,42%. A diferença evidencia que as recentes pressões inflacionárias do IPCA Alimentos decorrem de outros fatores ao longo da cadeia de produção e comercialização, e não apenas o preço recebido pelo produtor.

Os custos de produção também tiveram alta em agosto. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou aumento de 0,1% em relação a julho. A queda de 1,7% da taxa de câmbio favoreceu a retração dos preços dos fertilizantes e herbicidas, mas esse rompimento foi compensado pelo aumento do custo com sementes, especialmente de soja e milho, em um movimento sazonal típico do período que antecede o plantio da próxima safra.

No acumulado de 12 meses, o IICP acumulou inflação de 0,58%. Apesar da queda observada em agosto, os fertilizantes ainda acumularam alta média de 10% no período. Em contrapartida, os custos com supervisão recuaram influenciados pelo pagamento dos bônus de Itaipu.





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como a tecnologia do Antecipasto otimiza a produção o ano todo


Uma nova tecnologia tem revolucionado a produção de gado, elevando o ganho de peso em até cinco arrobas por hectare na entressafra da soja. Chamado de Antecipasto, o sistema antecipa em até 60 dias a formação da pastagem, garantindo maior disponibilidade de forragem mesmo em condições de estiagem e solos de baixa fertilidade.

Fazendas que adotaram a técnica conseguiram aumentar o período de pastejo do gado de 100 para 150 dias por ano, com um incremento de meia unidade animal por hectare. O resultado é impressionante: os animais passaram a ganhar de três a cinco arrobas líquidas durante a estação seca, e algumas propriedades aumentaram em 50% a produção de carne por hectare.

Diferimento de pastagem: o segredo da tecnologia

O Antecipasto eleva o ganho de peso em até cinco arrobas por hectare na entrressafra da soja. Foto: Divulgação/Embrapa.

O Antecipasto é, na verdade, um sistema de diferimento de pastagem, uma técnica que consiste em vedar uma área durante o outono para ser utilizada no período da seca. É uma tecnologia com diversos nomes populares, como “feno em pé” ou “vedação de pastagens”, e sua utilização é fundamental para o sucesso do sistema.

Para definir a quantidade de hectares que o pecuarista precisa reservar, é necessário levar em conta alguns fatores:

  • Categoria animal: O pecuarista deve definir qual categoria animal (bezerros, garrotes, etc.) e o peso do gado que vai ficar na área.
  • Quantidade de animais e tempo: É preciso definir quantos animais e por quanto tempo eles vão ficar na área diferida, para saber a quantidade de pasto que será consumida.
  • Eficiência de pastejo: O pecuarista deve levar em conta a eficiência de pastejo, pois uma parte da massa de forragem será perdida por pisoteio e acamamento.
  • Matéria seca: É crucial saber a quantidade de matéria seca por hectare da pastagem (que pode variar de 4 mil a 6 mil kg) para saber quantos hectares precisam ser vedados para atender à demanda.

Oportunidade para a pecuária e a agricultura

O Antecipasto é uma ferramenta de alta tecnologia para o campo. Foto: Divulgação/Embrapa.

O Antecipasto é uma tecnologia que tem o potencial de revolucionar a pecuária brasileira. Ao antecipar a formação da pastagem, o sistema garante a disponibilidade de forragem mesmo em condições de estiagem, o que permite ao produtor ter um bom ganho de peso do gado na entressafra da soja.

Para o pecuarista que busca aumentar a sua produtividade e a sua rentabilidade, o Antecipasto é uma ferramenta de alta tecnologia que pode transformar a sua fazenda e o seu negócio.



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Fragrâncias criadas a partir do café são nova aposta do mercado



O Brasil, maior produtor e exportador do mundo de café, segue em expansão: segundo levantamento da Safra de Cafeicultura 2025, realizado pela Conab e divulgado pelo Observatório do Café (Embrapa), a produção nacional para o ano-cafeeiro de 2025 está estimada em 55,67 milhões de sacas de 60kg, um crescimento de 2,7% em relação a 2024.

Além de inspirar experiências gastronômicas, o café também revela um lado pouco conhecido: suas flores brancas e perfumadas são a matéria-prima de fragrâncias.

A florescência do arbusto surge apenas uma vez ao ano, entre setembro e novembro, e permanece aberta por no máximo 48 horas.

“Com notas delicadas e únicas, a floração é colhida manualmente, num procedimento artesanal que exige precisão e cuidado. Trata-se de uma matéria-prima rara, que traz exclusividade às formulações de essências e difusores de ambiente”, explica a farmacêutica Vanessa Vilela, CEO da empresa mineira Kapeh.

Como o café vira essência

O método para transformar a florada efêmera em fragrância é inteiramente manual. Após a colheita, feita em poucas horas devido à curta durabilidade da planta, é realizada a extração por técnica moderna de enfleurage, que utiliza óleos vegetais ou solventes naturais para capturar o aroma.

O resultado é um extrato altamente concentrado, conhecido como absoluto da florescência, que serve de base para perfumes e ambientadores. Segundo a especialista, o procedimento é importante para preservar a identidade olfativa.

“A extração precisa respeitar o tempo da pétala, mantendo seu bouquet natural sem interferências químicas pesadas. Esse cuidado garante uma nota floral rara, fresca e sofisticada, com forte vínculo à identidade brasileira”, afirma.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

IRGA fortalece parceria com Fedearroz em missão técnica na Colômbia e recebe visita da Federarroz Brasil



IRGA e Federarroz discutem inovação e práticas vistas em missão técnica na Colômbia



Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (18), o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) recebeu a visita institucional da Federarroz. A agenda, com caráter técnico e estratégico, teve como objetivo apresentar os resultados da missão realizada na Colômbia e discutir a aplicação prática das experiências observadas, promovendo o fortalecimento da indústria orizícola do Rio Grande do Sul.

Durante o encontro, foram apresentadas práticas e avanços tecnológicos que fazem parte da rotina da produção da arrozeira colombiana, muitos dos quais foram inspirados nas experiências gaúchas. A reunião reforçou o intercâmbio de conhecimento e destacou a importância de adaptação de soluções internacionais para a realidade do estado, garantindo inovação, sustentabilidade e competitividade à cadeia produtiva local.

“A experiência proporcionou uma sequência positiva de compartilhamento de conhecimento, contato com avanços tecnológicos e troca cultural, ampliando o diálogo entre Brasil e Colômbia no setor arrozeiro. A aproximação reforça o compromisso do Instituto em buscar soluções inovadoras e práticas sustentáveis ??para a orizicultura gaúcha”, reforçou o presidente do IRGA, Eduardo Bonotto.

 





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Brasil e Reino Unido firmam memorando sustentável com acordo voltado a fertilizantes



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, na última semana, uma missão oficial no Reino Unido com a assinatura de um memorando de entendimento voltado a fertilizantes sustentáveis. O acordo, firmado pelo secretário-executivo adjunto, Cleber Soares, e pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, busca ampliar a cooperação científica entre os dois países.

Objetivos do memorando

A parceria prevê iniciativas conjuntas em pesquisa, inovação e boas práticas para otimizar a gestão do nitrogênio, reduzir emissões de gases de efeito estufa e proteger os solos. O objetivo é apresentar resultados concretos já na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em Belém, em novembro deste ano.

Centro de Excelência em Fertilizantes

O memorando está inserido no contexto da criação do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), lançado em 2025 no âmbito do Plano Nacional de Fertilizantes. O centro tem como foco estimular pesquisa, inovação e a troca de conhecimentos em nutrição de plantas, fortalecendo a segurança alimentar e o uso sustentável de insumos agrícolas.

Cooperação sanitária e comercial

Durante reunião com o Department for Environment, Food and Rural Affairs (DEFRA), foram discutidos temas como a regionalização da influenza aviária, a habilitação de ovos, lácteos e pescado, além do reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação.

O governo britânico demonstrou disposição em acelerar a análise dos dossiês sanitários, enquanto a delegação brasileira reforçou a solidez de seus controles e defendeu a separação entre aquicultura e pesca extrativa.

Agenda científica

A missão que firmou o memorando incluiu ainda compromissos acadêmicos e técnicos. Na Universidade de Oxford, o Brasil apresentou propostas ligadas ao CEFENP e debateu tecnologias de nutrição de plantas, como a produção de amônia verde e processos bioquímicos para ampliar a eficiência no uso de nutrientes.

Já no Rothamsted Research, um dos institutos agrícolas mais antigos do mundo, os representantes conheceram experimentos de longa duração e arquivos históricos sobre solos e plantas, reforçando a relevância de parcerias de longo prazo.

Comércio agropecuário

Segundo o Mapa, o Reino Unido é considerado um dos principais parceiros do Brasil na Europa. Em 2024, as importações britânicas de produtos agropecuários brasileiros somaram US$ 1,8 bilhão, com destaque para carnes, produtos florestais, soja e café. No mesmo período, oito novos produtos brasileiros foram habilitados para o mercado britânico, entre eles feno processado, polpa cítrica desidratada, erva-mate processada e fruto seco de macadâmia.



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Aplicação conjunta de calcário e fosfato natural gera 12 sacas de soja a mais por hectare


A estação de Jaú do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), no interior de São Paulo, foi palco de recente pesquisa, em parceria com a Massari Fértil, sobre a aplicação de Fosfato Natural Reativo (FNR) em conjunto com calcário em lavouras de soja.

Em comparação ao manejo convencional, o estudo comprovou aumento de até 16,5% na produtividade da oleaginosa, o equivalente a, aproximadamente, 12 sacas a mais por hectare.

De acordo com o engenheiro agrônomo Wellington Eduardo Xavier Guerra, professor doutor em agronomia e pesquisador da Massari Fértil, os experimentos são desenvolvidos desde 2020, em três etapas:

  • Testes de bancada para entender a reatividade do material;
  • Casa de vegetação, com controlados para observar o desenvolvimento das plantas em condições simuladas;
  • Pesquisa de campo, realizada em lavouras reais, validando a eficácia e o potencial produtivo em escala.

“Os dados levantados na cultura da soja em Jaú, interior de São Paulo, confirmam o bom desempenho do Fosfato Natural Reativo quando misturado ao calcário (DGMS), como uma alternativa para o manejo da fertilidade do solo”, afirma o agrônomo.

Quebra de paradigma

planta de sojaplanta de soja
Foto: Divulgação

A pesquisa desmistifica algo comum entre os agricultores e que está na literatura, de que a mistura de calcário (fonte de cálcio) e fertilizantes fosfatados levaria a uma formação de compostos menos solúveis e, consequentemente, menos disponíveis para a absorção pelas culturas.

“No contexto de solos tratados com calcário, o cálcio presente no calcário desempenha um papel fundamental nesse processo. Em solos ácidos, o fósforo tende a se fixar com óxidos de ferro e alumínio. A calagem tem como objetivo principal corrigir a acidez do solo, elevando o pH e neutralizando o alumínio tóxico. Isso é benéfico, pois em pHs mais elevados, a disponibilidade do fósforo aumenta, já que a fixação por ferro e alumínio é reduzida”, detalha Guerra.

No entanto, de acordo com ele, em certos cenários, especialmente quando há uma alta concentração de cálcio livre na solução do solo, o fósforo solúvel pode reagir com o cálcio, formando fosfatos de cálcio de baixa solubilidade, como o fosfato tricálcico.

“Essa reação é a retrogradação do fósforo mediada pelo cálcio, tornando o fósforo menos acessível às plantas. É como se o fósforo ‘voltasse’ a uma forma semelhante à encontrada nas rochas fosfatadas”, exemplifica.

Fertilidade do solo

O pesquisador da Massari conta que a aplicação conjunta de calcário e fosfato natural reativo (FNR) é uma estratégia que busca otimizar a fertilidade do solo, especialmente em condições de acidez. Porém, para entender essa interação, é importante considerar as características de cada produto e como eles agem no solo.

“O calcário é fundamental para corrigir a acidez do solo, elevando o pH e neutralizando o alumínio tóxico. Em solos ácidos, o fósforo (P) tende a ser ‘fixado’ por óxidos de ferro (Fe) e alumínio, tornando-se indisponível para as plantas. Ao elevar o pH, o calcário aumenta a disponibilidade de P. Ao complexar o Fe e Al, o calcário libera o P que estava fixado por esses elementos, tornando-o disponível na solução do solo para a absorção das plantas.”

Segundo ele, a aplicação de calcário com fosfato natural reativo é uma estratégia viável e, em muitos casos, recomendada. “A principal diferença em relação aos fosfatos solúveis é que o FNR é menos suscetível à retrogradação por cálcio. O planejamento e a análise de solo são cruciais para definir a melhor estratégia de aplicação”.

Para a pesquisa, foi utilizado o FNR Bayóvar, de uma mina localizada no Perú, considerada a maior fonte de fosfato natural reativo do mundo. Os pesquisadores explicam que não há experiências comparativas para generalizar todas as outras fontes, como do Marrocos, Tunísia, Israel, Egito e China.



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Na sua propriedade, como está a sucessão familiar?


Na interatividade da semana, perguntamos: na sua propriedade, como está a sucessão familiar?

O resultado revelou que 38% dos produtores rurais apontam que ainda não pensam sobre o assunto. Além disso, 25% demonstraram que já está definida e em andamento, 23% afirma que não haverá sucessão e que irao buscar outra alternativa, enquanto 18% planejam para os próximos anos. 

Mas afinal, o que esta pesquisa nos traz de perspectiva? 

Conversamos com Miguel Daoud, comentarista do Programa Porteira Aberta Empreender, realizado pelo Canal Rural em parceria com o Sebrae e  para ele os dados são preocupantes: 

“A enquete mostra um dado preocupante: 38% dos produtores ainda não pensaram na sucessão familiar. Isso revela o risco de conflitos, perda de gestão e até de patrimônio no futuro.

Por outro lado, 25% já têm o processo em andamento, sinal de profissionalização. Outros 23% afirmam que não haverá sucessão, o que reflete o desinteresse de muitos jovens em permanecer no campo. Apenas 14% estão planejando a transição, etapa fundamental para garantir continuidade.

A enquete confirma que a sucessão é um dos maiores desafios do agro brasileiro. Sem preparo, muitas propriedades correm risco de não se manter competitivas. Temos que incentivar no Canal capacitação, planejamento e alternativas de gestão para o futuro”, afirma Daoud.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

E nesta semana, o Programa Porteira Empreender vai trazer histórias inspiradoras de famílias que já enfrentaram ou estão enfrentando esse desafio da sucessão familiar, mostrando caminhos possíveis e lições valiosas para o agronegócio aqui no Brasil.



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