sexta-feira, abril 3, 2026

Autor: Redação

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Exportações de máquinas aos EUA caem 13% em setembro, diz Abimaq



Um dos setores mais afetados pelas tarifas de 50% do governo americano contra produtos brasileiros, a indústria de máquinas e equipamentos teve queda de 13,1% nas exportações aos Estados Unidos em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2024.

Na margem, ou seja, ante agosto, quando as tarifas já tinham sido elevadas, a queda foi de 10%, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (29) pela Abimaq, a entidade que representa as fábricas de bens de capital mecânicos.

As maiores quedas, de agosto para setembro, foram registradas nos embarques de componentes (-28,9%), máquinas para agricultura (-20,6%) e máquinas para a indústria de transformação (-18,5%).

Como as vendas aos Estados Unidos já vinham caindo antes do tarifaço do presidente Donald Trump, as exportações ao país acumulam queda de 8,2% no período de janeiro a setembro. Desde janeiro do ano passado, a participação dos Estados Unidos nas exportações de máquinas e equipamentos produzidos no Brasil caiu de 31% para 21%.

Investimentos

Os investimentos em máquinas e equipamentos no Brasil tiveram alta de 9,6% em setembro, comparado ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 35,7 bilhões. As compras de máquinas produzidas no Brasil subiram 18,2%, somando R$ 20 bilhões, enquanto as importações tiveram alta, em dólares, de 8,4%, para US$ 2,8 bilhões no mês passado.

Divulgado nesta quarta pela Abimaq, o balanço mostra que as compras de máquinas no país subiram 3,7% frente a agosto, sendo que, nesta comparação, o avanço de bens de capital nacionais foi de 1,4%. Na margem, as importações mostraram alta de 8,1%.

No acumulado desde o início do ano, quando os investimentos em máquinas subiram 13,2%, para R$ 316 bilhões, as importações morderam 45% do consumo nacional, proporção semelhante à observada em 2024. Praticamente uma a cada três máquinas importadas (32%) vem da China, quase o dobro da participação de dez anos atrás (16,6%).



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Ifag aponta alta de apenas 0,5% na produção de soja em Goiás



O Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária em Goiás (Ifag ) intensificou o monitoramento do plantio de soja na temporada 2025/26, diante de um atraso generalizado em relação à safra anterior e à média histórica. Até a última terça-feira (28), o avanço no estado alcançava 15,96% dos 5 milhões de hectares previsto. O cenário, então, já começa a comprometer o calendário ideal da safrinha de milho em 2026.

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Segundo o Ifag, o ritmo lento reflete a transição hídrica atípica observada em outubro, marcada por chuvas irregulares e pela influência do fenômeno La Niña, que concentra precipitações em períodos curtos e desiguais.

“Apesar do fim do vazio sanitário em 25 de setembro, muitos produtores aguardam maior regularidade. Apenas na última semana, com volumes acima de 50 milímetros em regiões-chave, o plantio avançou de forma mais consistente, atingindo cerca de 800 mil hectares”, explica Leonardo Machado, gerente técnico do Ifag.

Soja por município

O sudoeste goiano concentra os maiores avanços, com Montividiu (70% dos 135,2 mil hectares), Rio Verde (50% dos 430 mil hectares), Mineiros (40% dos 126 mil hectares) e Chapadão do Céu (30% dos 100 mil hectares) liderando o ritmo.

Já no entorno do Distrito Federal e no sudeste do estado, as condições ainda não permitem início amplo. As cidades de Cristalina e Luziânia estão em torno de 3%, enquanto municípios como Catalão e Silvânia permanecem paralisados, à espera de chuvas mais regulares para garantir boa emergência e uniformidade de estande.

Recomendações aos sojicultores

Diante desse cenário, o Ifag reforça as recomendações técnicas para mitigar riscos. “Estamos orientando o escalonamento do plantio e a priorização de cultivares de ciclo médio ou precoce, especialmente para preservar a janela da safrinha de milho”, afirma Machado.

“Com o atraso na soja, há risco de empurrar o milho para a segunda quinzena de fevereiro, o que aumenta a exposição a déficit hídrico e a eventos climáticos adversos durante a colheita”, completa.

A preferência dos produtores pelo milho na segunda safra, impulsionada pela liquidez e pela diversidade de instrumentos de comercialização, como barter e travamento de preços, reforça a importância de manter o alinhamento com o calendário agrícola.

Números

Enquanto a Conab projeta aumento de 3,6% na produção nacional de soja, totalizando 177,64 milhões de toneladas, o Ifag adota uma estimativa mais cautelosa para Goiás, com alta de apenas 0,5% diante das incertezas climáticas regionais.

“Nossa análise considera não apenas os dados de campo, mas também a variabilidade espacial das condições hídricas”, diz Machado. “As condições no estado seguem predominantemente favoráveis, com baixo nível de restrição hídrica, mas a primeira quinzena de novembro será decisiva para consolidar o estande e a umidade do solo.”

O Ifag segue publicando boletins técnicos diários e atualizações em tempo real, em parceria com sindicatos rurais e plataformas digitais, para apoiar as decisões estratégicas dos produtores e fortalecer a cadeia agropecuária goiana com base em dados precisos e atualizados.



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como o programa Escritórios Verdes ajuda pequenos produtores a lucrar com sustentabilidade



A JBS Friboi está impulsionando a produção de carne sustentável no Brasil por meio dos Escritórios Verdes 2.0, um programa de prestação de serviços socioambientais e técnicos focado em pequenos produtores rurais.

Lançado em 2021, o programa é uma das principais ferramentas da JBS para regularizar e requalificar fazendas de produção familiar, visando o aumento da produtividade e da rentabilidade com sustentabilidade.

Em entrevista ao Giro do Boi, o engenheiro agrônomo Eduardo Hilário, coordenador do Programa de Assistência Técnica e Gerencial dos Escritórios Verdes 2.0, explica que a iniciativa oferece suporte técnico in loco e totalmente gratuito.

Além da essencial regularização ambiental da propriedade, os técnicos realizam um diagnóstico completo e fornecem assistência para a melhoria da qualidade do solo e a recuperação de pastagens.

Confira a entrevista completa:

Assistência gratuita e tecnologia de ponta no campo

A JBS Friboi mantém seis unidades dos Escritórios Verdes 2.0 que fornecem assistência técnica produtiva e gerencial. O programa, que começou em Rondônia e Mato Grosso, já está se expandindo para o Pará (região de Marabá) e está aberto a associações, cooperativas e sindicatos rurais que reúnam grupos de produtores interessados em aderir.

A assistência técnica é estruturada em quatro visitas ao longo de um período de 12 meses e inclui serviços de alto valor agregado como:

  • Análise de solo: as análises são custeadas integralmente pela JBS, orientando o produtor sobre as melhores práticas para melhorar piquetes, implementar o pastejo rotacionado ou produzir silagem de qualidade.
  • Pesagem por imagem: a JBS está implementando um sistema simples de pesagem por imagem nas fazendas assistidas. Com assertividade entre 97% e 98%, a tecnologia ajuda o produtor familiar a acompanhar o ganho de peso do gado e a aprimorar a gestão gerencial.

Compliance socioambiental e a ferramenta Cowbot

Além da assistência a campo, a JBS disponibiliza gratuitamente a ferramenta Cowbot. O produtor rural pode acessá-la para fazer uma análise socioambiental de qualquer propriedade. O aplicativo já realizou mais de 38 mil análises, verificando se a área possui problemas ambientais, está embargada ou possui sobreposição com áreas protegidas.

Todo o trabalho dos Escritórios Verdes tem como objetivo final garantir que o alimento consumido tenha vindo de uma fazenda legal, que atende a todas as exigências da legislação.

A JBS demonstra um interesse estratégico em otimizar o trabalho e elevar a produtividade dos produtores familiares, que estão na base da cadeia e são cruciais para a produção sustentável de alimentos no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Regulamentação do Marco Legal dos Bioinsumos avança


O Grupo de Trabalho (GT) responsável pela regulamentação do Marco Legal dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024) deu mais um passo decisivo nesta terça-feira (14), em uma reunião que consolidou os principais eixos temáticos em discussão e marcou o avanço de um debate considerado estratégico para o futuro da bioeconomia no país.

O encontro, realizado no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), contou com a presença de representantes da administração pública, da sociedade civil e do setor produtivo. A Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (ABINBIO) teve papel de destaque ao integrar as discussões como representante das empresas que atuam na produção e desenvolvimento de bioinsumos em território nacional.

Participaram pela ABINBIO o Sr. Artur Soares, diretor técnico e de assuntos regulatórios, e o Sr. Thiago Queiroz, da Consultoria Consillium, que contribuíram com análises técnicas sobre os desafios de registro e controle de produtos e estabelecimentos.

Debate técnico e avanços regulatórios

Sob a coordenação da Sra. Edilene Cambraia, diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do MAPA, o GT debateu ajustes técnicos relacionados à classificação dos produtos, registro de estabelecimentos e registro de produtos — eixos centrais da futura regulamentação.

Entre os pontos mais debatidos esteve a questão da necessidade de registro de produtos técnicos e subprodutos derivados de bioinsumos já registrados. O tema gerou ampla discussão, especialmente em torno da possibilidade de comercialização de inóculos obtidos a partir de um produto final sem a exigência de novo registro. Após análises e manifestações de diferentes órgãos, prevaleceu o entendimento de que tais inóculos também deverão ser registrados, por se configurarem como produtos independentes.

No entanto, foi consenso que o processo pode ser simplificado, aproveitando-se estudos e relatórios já apresentados no registro original — medida que visa reduzir burocracias e acelerar a disponibilização de tecnologias ao mercado sem comprometer a segurança e a rastreabilidade.

Definições sobre o fluxo de registro

Outro ponto de atenção foi a participação de Anvisa e Ibama nos casos de registro de produtos que envolvam riscos à saúde pública ou ao meio ambiente. O grupo discutiu critérios de competência e fluxos de tramitação entre os órgãos, tema considerado um dos mais sensíveis e que voltará à pauta em reunião virtual agendada para o dia 24 de outubro.

Além da equipe do MAPA, participaram representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Embrapa, Anvisa, Ibama e membros da sociedade civil organizada.

Próximas etapas e cronograma de reuniões

Ao final da sessão, foi apresentado o cronograma das próximas reuniões, que prevê uma série de encontros temáticos voltados à conclusão dos trabalhos do GT. As discussões abordarão usos pecuários e aquícolas, fluxos de registro, produção on farm, incentivos e boas práticas de fabricação (BPF), além de temas relativos aos produtos organominerais.

A expectativa é que, após o encerramento dos debates técnicos e consolidação das contribuições, a minuta do Decreto Regulamentador do Marco Legal dos Bioinsumos seja submetida à Consulta Pública, etapa que permitirá a participação ampliada do setor produtivo e da sociedade.

Reforço institucional da ABINBIO

Para a ABINBIO, a participação ativa no GT reforça o compromisso do setor industrial com a construção de uma regulamentação moderna e equilibrada. “O diálogo técnico e transparente é essencial para que o país avance em um modelo regulatório que promova inovação, sustentabilidade e competitividade”, destacou Artur Soares, diretor técnico da entidade.

Os debates seguem nas próximas semanas com reuniões presenciais e virtuais, culminando em uma plenária de consolidação prevista para o dia 25 de novembro, quando o grupo deve apresentar as versões finais dos textos técnicos que embasarão a regulamentação definitiva do Marco Legal.

Com este avanço, o setor de bioinsumos se aproxima de uma regulamentação que promete modernizar o ambiente regulatório brasileiro, fomentar inovação e fortalecer o papel do país como referência global em agricultura sustentável.

Presenças registradas na reunião do GT – 14/10

Sra. Edilene Cambraia – Coordenadora do GT e Diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas (MAPA)

Sr. Henrique Bley – Coordenador Adjunto do GT e Coordenador-Geral de Fertilizantes, Inoculantes e Corretivos (MAPA)

Sra. Tatiane Almeida – Coordenadora Adjunta e Chefe da Divisão de Registro de Produto Formulado (MAPA)

Representantes do MAPA, MDIC, MDA, Embrapa, Anvisa e Ibama

Representantes da sociedade civil

Pela ABINBIO: Sr. Artur Soares e Sr. Thiago Queiroz

Próximas reuniões do GT de Regulamentação dos Bioinsumos:

29/10 – Organomineral

31/10 – Incentivos e Boas Práticas de Fabricação

04 e 06/11 – Produção On Farm

11/11 – Reunião Geral (Aprosoja)

13/11 – Incentivos e Boas Práticas de Fabricação

25/11 – Reunião de Consolidação dos Trabalhos

 





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Brasil mantém liderança nas exportações de frango halal em 2025



Apesar do registro de um foco isolado de gripe aviária em maio de 2025 no Rio Grande do Sul, o Brasil manteve o ritmo das exportações de frango halal, consolidando-se como o principal fornecedor mundial da proteína para os países árabes. As vendas de frango halal somaram US$ 1,74 bilhão no primeiro semestre deste ano, segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

O resultado se mantém praticamente no mesmo patamar registrado no ano anterior, o que confirma a confiança dos importadores e reforça a presença brasileira nos mercados do Oriente Médio e Norte da África. O setor enfrentou uma retração pontual em maio e junho, período em que foi confirmado o caso de gripe aviária na cidade de Montenegro (RS). Contudo, nos quatro primeiros meses do ano, as exportações haviam crescido dez por cento.

Recuperação e mercado sólido

Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara do Comércio Árabe-Brasileira, declarou: “O recuo foi natural diante do primeiro registro da doença, mas se o episódio não tivesse ocorrido, o semestre teria fechado com alta de dois dígitos.” Apesar dos desafios, o Brasil continuou a fornecer frango halal para 22 países árabes, com 11 deles registrando aumento nas compras no primeiro semestre.

“É uma relação comercial sólida, construída ao longo de décadas”, ressaltou Mourad. O Brasil exporta proteína halal desde o final dos anos 1970 e, atualmente, é o maior fornecedor mundial de carnes certificadas de acordo com as normas islâmicas.

Dados das exportações

As exportações totais do Brasil para os países do Oriente Médio e Norte da África alcançaram US$ 9,22 bilhões entre janeiro e junho de 2025, com a carne de frango representando cerca de 19% do volume comercializado. A proteína halal exige o cumprimento rigoroso de preceitos religiosos e sanitários, desde a criação e alimentação das aves até o abate e transporte.

O termo halal significa “lícito” em árabe, referindo-se ao que é permitido pela fé islâmica. Mourad destacou a importância desse mercado: “Estamos falando de um mercado que envolve cerca de 2 bilhões de consumidores, um quarto da população mundial. Esse processo vai além da carne: ele reflete respeito, tradição e confiança.”

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Há 63 anos no mercado, Kacyumara une legado familiar e inovação com nova marca Casa K



A trajetória da Kacyumara, empresa do setor de cama, mesa e banho com sede em Americana (SP), é marcada por determinação e espírito empreendedor feminino. Fundada há 63 anos por três irmãs — Cacilda, Cida e Mara —, a marca transformou o trabalho artesanal de bordado em uma indústria nacional de referência, que hoje se renova com a chegada da nova marca Casa K.

Em entrevista ao Canal Rural durante o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), a fundadora Cacilda Panfilio e sua filha Vanessa Panfilio, diretora financeira (CFO) da empresa, contaram como a história familiar se tornou um exemplo de sucessão bem-sucedida e inovação com propósito.

Três irmãs, uma ideia e muita coragem

O início foi simples e cheio de desafios. Cacilda relembra que tudo começou na cidade de São Pedro (SP), quando ela e as irmãs, ainda adolescentes, produziam bordados em ponto cruz para terceiros. “Nós éramos meninas e queríamos fazer mais. Decidimos trabalhar por conta própria e começamos fabricando pequenos aventais. Eu cortava, minha irmã Cida costurava e a Mara bordava”, recorda.

Sem capital e com poucos recursos, as irmãs apostaram na criatividade e no trabalho manual. O primeiro ponto de venda surgiu em hotéis da cidade, onde elas mesmas ofereciam os produtos. O sucesso foi gradual e, com o crescimento da demanda, veio a decisão de mudar para Americana, polo têxtil em expansão, em busca de novas oportunidades.

“Lá em São Pedro já fazíamos lençóis e colchas bordadas, mas Americana abriu as portas para o nosso desenvolvimento. Começamos com pouco, mas com muita vontade de vencer”, afirma Cacilda.

De negócio familiar a indústria nacional

Atualmente, a Kacyumara conta com três plantas industriais, 14 lojas próprias, um e-commerce consolidado e presença em mais de 3 mil pontos de venda em todo o país. A marca se tornou sinônimo de qualidade e estilo, mantendo a essência artesanal que marcou seu início.

Segundo Vanessa Panfilio, a empresa segue sendo administrada por sucessores da família, com sete dos 11 primos e irmãos envolvidos diretamente na gestão. “A Kacyumara é uma empresa familiar que cresceu com base em valores e união. A nova marca Casa K surgiu como uma inovação, mas sem perder a identidade construída pelas fundadoras”, conta.

Sucessão e protagonismo feminino

A transição entre gerações aconteceu de forma natural. Vanessa relembra que cresceu dentro da empresa, ajudando a etiquetar roupas e organizar vitrines nas épocas festivas. “A gente foi aprendendo com o exemplo das nossas mães, que sempre mostraram gratidão e amor pelo trabalho. Elas nos ensinaram que mulher também pode liderar, equilibrar família e carreira e transformar um sonho em empresa”, afirma.

Hoje, 75% do quadro de funcionários da Kacyumara é formado por mulheres, reforçando o compromisso da marca com o protagonismo feminino. Para Cacilda, essa representatividade reflete a própria essência do lar. “A mulher é quem dirige a casa. É ela quem escolhe a cama, a toalha, o enxoval. Produzir para essas mulheres é gratificante, porque elas merecem o melhor”, diz a fundadora.

Com a chegada da Casa K, a empresa inaugura uma nova etapa de crescimento, com foco em inovação e experiência do cliente. A marca amplia o portfólio da Kacyumara e fortalece o elo entre tradição e modernidade.

“Estamos vivendo um momento de renovação, com tecnologia, qualidade e presença digital. Mas continuamos com o mesmo propósito: oferecer produtos que traduzam cuidado, conforto e amor ao lar”, afirma Vanessa.

Para Cacilda, ver o legado das irmãs seguir forte nas mãos da nova geração é motivo de orgulho. “Passa um filme na cabeça. Foram muitas dificuldades, tudo feito manualmente, mas vencemos com dedicação e responsabilidade. E é lindo ver que a história continua.”



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Calor e incêndios florestais causam cerca de 546 mil mortes ao ano, alerta relatório


Cerca de 546 mil pessoas morrem por ano em todo mundo por causa do calor, e, apenas em 2024, outras 154 mil mortes foram provocadas pela fumaça dos incêndios florestais.

Esses são alguns dos alertas do relatório “contagem regressiva em saúde e mudanças climáticas”, elaborado por mais de cem cientistas de diversos países para a revista científica The Lancet, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Publicado nesta quinta-feira, na Inglaterra, o documento pretende se antecipar à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que começa no dia 10 de novembro, em Belém, no Pará. O relatório apela por uma redução consistente do uso de combustíveis fósseis e das emissões de gases do efeito estufa e também por adaptações que minimizem seus efeitos para a população.

“Com os impactos das mudanças climáticas aumentando, a saúde e a vida dos 8 bilhões de habitantes do mundo estão agora em risco”, enfatizam os cientistas.

Ano mais quente da história

O texto lembra que 2024 foi o ano mais quente da história, o que fez com que 12 dos 20 indicadores que monitoram os riscos à saúde relacionados às mudanças climáticas atingissem níveis sem precedentes. Entre 2020 e 2024, as pessoas foram expostas a ondas de calor em 19 dias por ano, em média, e 16 deles não teriam ocorrido se não fosse pelo aquecimento global.

Brasil e América Latina

A revista também divulgou um compilado de dados do Brasil. No período de 2020 a 2024, ocorreram 7,7 mil mortes anuais associadas à fumaça dos incêndios florestais. Estima-se também outras 3,6 mil mortes por ano no país relacionadas ao calor, considerando o período de 2012 a 2021.

Os pesquisadores também calcularam que a população brasileira foi exposta a 15,6 dias de onda de calor, em média, e 94% deles não teriam acontecido sem as mudanças climáticas.

Além disso, o relatório aponta que a proporção de terras que experimentaram pelo menos um mês de seca extrema por ano chegou a 72% no período de 2020 a 2024, quase dez vezes mais do que o observado nas décadas de 50 e 60.

Foi lançada ainda uma publicação sobre a América Latina, alertando que a temperatura média da região tem crescido de maneira constante desde os anos 2000, alcançando um recorde de 24,3 graus Celsius (°C) em 2024. Com isso, as mortes relacionadas ao calor chegam a 13 mil por ano.

Apesar disso, o relatório manifesta esperança nas negociações internacionais, ressalvando que construir um futuro resiliente exige transformar fundamentalmente nossos sistemas de energia e reduzir nossa dependência de combustíveis fósseis.



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‘Compra de soja americana pela China é mais simbólica do que comercial’, avalia Daoud



Nesta quarta-feira (29), a China voltou a comprar soja dos Estados Unidos após quase cinco meses sem aquisições do país norte-americano. Os embarques somam cerca de 180 mil toneladas e têm entrega prevista entre dezembro e janeiro, marcando as primeiras compras chinesas da nova safra americana.

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Para o comentarista Miguel Daoud, o movimento é mais simbólico do que comercial. Segundo ele, o que realmente importa é o cenário estrutural do mercado global de soja, e esse segue favorecendo o Brasil.

“O mercado confia no Brasil, e isso não muda por causa desse cenário. A reaproximação China-EUA é mais narrativa de mercado do que realidade. A soja brasileira continua sendo o eixo do comércio mundial.

Cenário da soja brasileira após encontro EUA-China

Daoud avalia que a compra ocorre às vésperas do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping e tem tom diplomático. “A China está mandando um recado de que estão abertos ao diálogo. Mas, na prática, a base do comércio continua vindo do Brasil.”

Ele pondera que, se a China ampliar ligeiramente as compras americanas em novembro, os preços em Chicago podem até sofrer uma correção. “É normal, mas isso é ruído de curto prazo”, explicou.

O analista destaca que o país mantém vantagens competitivas consolidadas. “Estamos entregando volume, qualidade e regularidade. Já são mais de 104 milhões de toneladas exportadas, com câmbio favorável e uma logística que, mesmo com desafios, está funcionando”, afirmou.



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CNA apresenta estudo inédito sobre custos e vantagens do uso de máquinas agrícolas no Brasil



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou um estudo inédito que orienta produtores de soja e milho na escolha da melhor estratégia para o uso de máquinas agrícolas, seja compra, aluguel ou terceirização. O material foi apresentado nesta quarta-feira (29), durante o evento Benchmark Agro: Custos de Produção 2025, na sede da entidade, em Brasília.

O painel de lançamento, intitulado “Terceirização e Aluguel de Máquinas: Alternativas para a Colheita de Grãos”, foi conduzido pelo produtor rural e presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, André Dobashi, com participação de Débora Simões, sócia-diretora de Estratégia e Soluções da Agroconsult, e do consultor de negócios agrícolas Vinicius Camargos.

Dobashi destacou que o estudo foi desenvolvido em parceria com a Agroconsult e não busca indicar uma única solução, mas oferecer informações e ferramentas para que o produtor tome decisões baseadas em dados técnicos e econômicos.

“A CNA, em parceria com a Agroconsult, desenvolveu o estudo e uma calculadora online para que o produtor possa comparar custos e benefícios da terceirização, do aluguel ou da compra de máquinas, considerando sua realidade e sistema de produção”, explicou.

Custos crescentes e crédito mais caro pressionam decisões

O levantamento “Máquinas Agrícolas: alugar, comprar ou terceirizar? Tome a decisão certa” foi elaborado a partir de dados do Projeto Campo Futuro e abrange 12 regiões estratégicas do Sul, Centro-Oeste e Matopiba+PA, responsáveis por mais de 80% da área de soja no país.

Entre 2019 e 2025, os preços das máquinas agrícolas subiram fortemente: plantadeiras tiveram alta entre 131% e 225%, colheitadeiras entre 57% e 124%, e tratores entre 107% e 154%. No mesmo período, as taxas de juros do programa Moderfrota mais que dobraram, passando de 6% para até 13,5% ao ano, o que encareceu o financiamento e estimulou o interesse por alternativas como o aluguel e a terceirização.

De acordo com Débora Simões, cerca de 17% do Custo Operacional Total (COT) do produtor está relacionado às máquinas e à depreciação dos equipamentos.

“Esse custo pesa no bolso do produtor. Por isso, é importante oferecer condições e opções de mecanização mais flexíveis e adequadas à realidade de cada propriedade”, afirmou.

Terceirização é mais vantajosa na colheita

O estudo aponta que a terceirização se mostrou a opção mais vantajosa para a colheita em todas as regiões analisadas. O principal motivo é o alto custo de aquisição e manutenção das colheitadeiras, aliado à necessidade de uso concentrado em um curto período da safra.

Além de reduzir o capital imobilizado, a contratação de serviços especializados ajuda o produtor a lidar com a escassez de mão de obra qualificada. No entanto, a disponibilidade de prestadores de serviço durante o pico da safra ainda é um desafio, especialmente em áreas mais remotas ou de menor escala.

Para o plantio, a terceirização foi mais viável em cinco das doze regiões avaliadas, principalmente onde não há segunda safra de milho. Já na pulverização, que exige frequência e agilidade, o modelo mais eficiente segue sendo o de frota própria.

Aluguel cresce entre produtores maiores

O aluguel de máquinas ainda tem participação limitada no segmento de grãos, mas vem crescendo entre produtores de maior porte e perfil empresarial. O modelo reduz o capital imobilizado e permite acesso a equipamentos modernos, embora a compra própria ainda apresente melhor viabilidade na maioria dos cenários analisados.

Referências internacionais reforçam tendência

A CNA também comparou a realidade brasileira com a de outros países. Nos Estados Unidos, o aluguel e a terceirização são práticas consolidadas, com ampla oferta de prestadores e contratos flexíveis. Na Argentina, cerca de 60% das operações mecanizadas são terceirizadas, em um setor já estruturado e tradicional.

Essas referências internacionais, segundo a CNA, confirmam a tendência de adoção crescente de modelos mais flexíveis de mecanização, diante de margens mais apertadas, custos elevados e crédito restrito.

Ferramenta online ajuda na simulação

Além do relatório técnico, a CNA disponibilizou uma calculadora online que permite ao produtor simular, de forma personalizada, os custos e a rentabilidade das diferentes opções para plantio, pulverização e colheita.

A ferramenta, atualizada com dados do Projeto Campo Futuro e de mercado, oferece visualizações gráficas comparando os modelos de frota própria, aluguel e terceirização, e está disponível na página oficial do estudo Máquinas Agrícolas.

“O objetivo é apoiar a tomada de decisão. Cada produtor pode inserir seus dados e avaliar o que faz mais sentido para sua realidade”, resume Dobashi.



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China e México devem levar exportações brasileiras de carne bovina a recorde em outubro



Após um setembro histórico, as exportações brasileiras de carne bovina se encaminham para um resultado ainda mais surpreendente em outubro. Nos primeiros 18 dias úteis do mês, foram enviadas ao exterior 15,36 mil toneladas da proteína, alta de 2,3% frente ao mesmo período de 2024. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Além disso, o volume obtido no acumulado de 2025 já representa 95,7% do total exportado no ano passado, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Avançada (Cepea). O consultor de mercado Hyberville Neto, diretor da HN Agro, analisa o cenário.

“As exportações teriam que praticamente parar para o recorde não se confirmar em outubro. Mesmo com a China reduzindo os volumes, o que é normal, não há nada que indique para esse caminho”, afirma. Diante disso, o especialista reforça que as expectativas para o encerramento do mês seguem positivas.

Queda no apetite chinês

Apesar do excelente resultado na parcial de outubro, Neto chama a atenção para uma eventual diminuição das compras por parte dos chineses. O movimento, no entanto, é esperado. “A China diminui o ritmo no último bimestre, mas isso acontece todo ano. Em 2024 também aconteceu: o mercado estava explodindo e em novembro começou a esfriar”, explica.

Dados analisados pela HN Agro mostram que, nos últimos três anos, há uma tendência bem clara de queda nas importações chinesas na comparação com outubro. Segundo o analista, em 2021 o movimento foi atípico, marcado pelo embargo às exportações brasileiras de carne bovina. “Isso fez com que o volume praticamente zerasse em novembro, após algum embarque ainda registrado em outubro”, lembra.

Por outro lado, entre 2022 e 2024, os números da consultoria reforçam o cenário de queda ao comparar novembro com outubro: no período, as compras caíram 26,9%, 5,8% e 21,8%, respectivamente. Em 2025, porém, o país asiático tem comprado mais do que no mesmo período do ano passado, o que pode amenizar a tradicional desaceleração observada no último bimestre.

Outra ponderação feita por Neto é em relação ao México, que em setembro assumiu a vice-liderança das exportações brasileiras de carne bovina. O bom ritmo continua neste mês e deve arrefecer qualquer lacuna deixada pela China. “Isso vai ajudar nessa sazonalidade de final de ano”, afirma.

Possível retorno dos EUA

Em meio ao aquecimento das exportações brasileiras para a China, existe a expectativa com um possível acordo com os Estados Unidos, que pode aliviar as tarifas de 50% sobre as importações do Brasil. O clima otimista ocorre após o encontro entre o presidente Lula e o líder norte-americano, Donald Trump, no último domingo (26).

Segundo o especialista, os Estados Unidos elevaram as compras de carne bovina do Brasil em outubro e se um acordo for confirmado, será bom para o mercado. Só que o peso dos norte-americanos vai depender dos volumes importados. “Se voltarem com um ritmo mais forte, perto dos volumes máximos que já compraram, aí sim estamos falando de volumes efetivamente importantes”, reforça.



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