sábado, agosto 22, 2026

Autor: Redação

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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o IPCA divulgado ontem veio melhor do que o esperado, com uma deflação de 0,02%. Sobre os mercados, o petróleo fechou em forte queda e puxou para baixo o Ibovespa e pressionou ainda mais o câmbio. Para hoje, olho nas reações do mercado ao primeiro debate presidencial televisivo dos EUA.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem impulsiona preços da mandioca para o maior patamar do ano


Combinação de menor oferta e demanda aquecida tem provocado uma escalada nos preços




Foto: Canva

A seca prolongada nas principais regiões produtoras de mandioca tem afetado o ritmo dos trabalhos no campo, além de manter o interesse dos vendedores baixo, seja pela expectativa de preços mais altos ou pela rentabilidade limitada. Essa combinação de menor oferta e demanda aquecida tem provocado uma escalada nos preços da raiz.

Segundo dados informados pelo Cepea, os preços superaram R$ 1,00 por grama de amido em muitas negociações, o maior valor registrado desde janeiro. Entre os dias 2 e 6 de setembro, o preço nominal médio a prazo da tonelada de mandioca entregue às fecularias foi de R$ 557,70 (equivalente a R$ 0,9699 por grama de amido), um aumento de 3,9% em relação à semana anterior.

Desde o valor mínimo observado em maio, os preços já subiram 37,3%, embora ainda estejam 10,4% abaixo do mesmo período de 2023.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores gaúchos apostam em fertilizantes organominerais para restaurar o solo após as enchentes


As enchentes que atingiram vários municípios no Rio Grande do Sul entre abril e maio, considerada a maior catástrofe climática da história do estado, deixaram um verdadeiro rastro de destruição. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), 2,7 milhões de hectares de terra no Rio Grande do Sul tiveram problemas de erosão e perda da camada superficial do solo, principalmente da fertilidade. 

Entre os inúmeros municípios atingidos estão propriedades localizadas no Vale do Taquari, no Vale do Caí, onde pomares de citros foram bastante afetados pela enxurrada, levando boa parte da fertilidade do solo e deixando áreas com deposição de areia, outro problema criado pelas enchentes. Segundo os especialistas, sem um trabalho de reposição de nutrientes aprofundado, essas áreas devem levar anos para recuperar a fertilidade do solo.

“Conforme os dias de chuva se passaram fomos recebendo relatos de produtores de que suas áreas, tinham sido ‘lavadas’ pelas fortes águas que desciam nos morros e até alguns que relataram perda total das áreas, às quais desceram com os desmoronamentos ocorridos”, relata a engenheira agrônoma e Assistente Técnica Comercial da Terraplant Fertilizantes, Alana Cirino. A empresa se dedica há mais de duas décadas no desenvolvimento de soluções para potencializar a fertilidade do solo em diversos estados brasileiros, através da aplicação de fertilizantes organominerais.

Com a experiência de quem trabalha na correção de diferentes tipos de solo no Rio Grande do Sul, ressalta o tamanho do desafio. “O que podemos verificar destas áreas que sofreram as consequências destas intempéries é que todo o perfil de solo que já estava corrigido e pronto para as produções já não estão mais presentes. Sobraram solos compactados, pobres em matéria orgânica e ácidos, o que faz com que a necessidade de uma recuperação total de área seja feita”, afirma Alana Cirino.

Esse foi o caminho encontrado pelo produtor de uvas, Enerio Rigon, que tem sua propriedade no município de Pinto Bandeira, na Serra gaúcha. “No começo de maio tive uma área devastada pelo deslizamento de terra devido ao alto índice de chuva, uma boa parte foi atingida e praticamente não sobrou nada, tudo foi arrastado pelas forças da água inclusive a parte boa do solo, sobrando rocha e terra lavada. Então decidimos recompor o solo e replantar a área utilizando o fertilizante MinerOxi+, um fertilizante organomiral e mais completo. Por indicação de um amigo recebi a visita da engenheira agrônoma Alana e optei pelo produto da Terraplant achei muito interessante para recompor a matéria orgânica do solo e reconstruir a fertilidade da área”, destacou o produtor.

Segundo o Doutor em Solos e Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Terraplant, Alex Becker, o índice ideal de matéria orgânica do solo é no mínimo de 5%, porém, 96% das análises de solo que ele recebe do Sul estão abaixo dos 3%. Becker lembra que o primeiro passo é entender que tipo de solo que ficou, porque em muitas áreas que foram alagadas, próximas a rios e riachos, foram ‘lavadas’ e muitas outras não foram lavadas, mas houve uma grande deposição de areia.

“Essas áreas vão ter que ser trabalhadas novamente para formar e entender esse novo perfil de solo, essa nova fertilidade. E isso passa muito por uma questão de correção, essas áreas vão ter que ser corrigidas do ponto de vista químico, físico, e biológico. Nós da Terraplant podemos contribuir com essa orientação e oferecendo um portfólio robusto e versátil, como o MinerOxi+, o único organomineral 3 em 1 (orgânico+mineral+óxido), que vai corrigir e melhorar essa questão de fertilidade do solo”, explica Becker. Mas o especialista faz uma ressalva. “O produtor precisa estar consciente que a correção não acontece de uma hora para a outra, vai levar um tempo, estimo que de três a quatro anos para ir melhorando essas áreas que foram gravemente afetadas, então vai levar algumas safras para melhorar as condições físicas e químicas do solo, utilizando adubação com presença de matéria orgânica a fim de recuperar a fertilidade dos solos e, consequentemente, dar melhores condições para as produções”, aponta.

Por fim o especialista destaca que além de utilizar ferramentas para melhorar o perfil do solo, os produtores terão que pensar em práticas conservacionistas em algumas áreas para mitigar e diminuir a velocidade da água, seja adicionando palhada no sistema, curvas de nível e, em muitas áreas até terraços dependendo da declividade.

“Nesse sentido, o MinerOxi+ disponibiliza uma gama de nutrientes que vai melhorar essa fertilidade, além de corrigir o pH dessas áreas que possivelmente estão mais ácidas do que antes das enchentes, pois a chuva acidifica o solo”, afirma Becker. Para finalizar, o especialista ressalta que além de casos extremos, como o ocorrido no RS, as soluções da empresa vêm contribuindo com uma melhor fertilidade dos solos e no auxílio aos produtores para obter o melhor resultado em suas lavouras. “Além de agregar produtividade, os fertilizantes organominerais como, por exemplo, o MinerOxi+, da Terraplant, vêm agregando em qualidade de produto, como as uvas produzidas na Serra Gaúcha”.





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AgroNewsPolítica & Agro

Fungicidas multissítios: Solução essencial


Na cultura da soja, o Fezan Gold tem se destacado no controle da ferrugem asiática



“Contribuem na manutenção do desempenho de outros produtos"
“Contribuem na manutenção do desempenho de outros produtos” – Foto: USDA

O mercado de defensivos agrícolas enfrenta escassez de Fungicidas protetores devido a problemas logísticos e de fornecimento. Para atender à demanda crescente, a Sipcam Nichino formou uma força-tarefa voltada à safra 2024-25. Esses produtos são essenciais para o controle de doenças em várias culturas, como soja, algodão e milho. José de Freitas, agrônomo da empresa, recomenda o uso de produtos com multissítio na fórmula, como o fungicida Fezan Gold, que tem ganhado popularidade e é registrado para 11 cultivos além da soja.

“Contribuem na manutenção do desempenho de outros produtos. Proporcionam índices mais altos de controle de diversas doenças em várias culturas, entre as quais a ferrugem asiática, a mancha alvo e as de final de ciclo na soja. Na falta de protetores, indicamos produtos já com multissítio na composição. Fezan Gold é um fungicida sistêmico e protetor com multissítio, com formulação líquida SC à base de água, que traz praticidade e facilidade de manuseio e aplicação. Não necessita de óleo, apresenta baixíssimo risco de fitotoxicidade, comparado a outros do mercado e proporciona relação custo-benefício favorável”, comenta.

Na cultura da soja, o Fezan Gold tem se destacado no controle da ferrugem asiática, com 94% de eficácia contra o fungo Phakopsora pachyrhizi, conforme estudo da pesquisadora Caroline Wesp em Jaboticaba (RS). No algodão, o produto tem crescido em adesão, especialmente no controle da mancha de ramulária, com bons resultados no cerrado, principal região produtora do Brasil. Além disso, produtores de feijão, milho, amendoim, trigo e outras culturas também relatam sucesso com o fungicida. A Sipcam Nichino, fundada em 1979, é fruto da parceria entre a italiana Sipcam e a japonesa Nichino, ambas focadas na inovação em proteção de cultivos.
 





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Autorizações de queima no estado de São Paulo são suspensas


A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) suspendeu, temporariamente, as autorizações de queima no estado.

Somente poderão ser emitidas permissões para a prática que tenha por objetivo prevenir incêndios – criação de aceiros negros – ou mediante solicitação direta da Secretaria da Agricultura e Abastecimento com finalidade fitossanitária.

A medida é resultado do cenário de tempo seco, alta ocorrência de incêndios e baixa qualidade do ar que favorecem o aumento de doenças respiratórias e cardiovasculares.

De acordo com a Defesa Civil, a baixa qualidade do ar ocasionada pelas queimadas se agrava pela atuação de uma massa de ar quente, seco e estável, aliada à ausência de chuvas, o que dificulta a dispersão dos poluentes.

O Mapa de Risco de Incêndio do órgão indica nível de emergência para queimadas em quase todo o território paulista até o próximo sábado (14).

Qualidade do ar em São Paulo

Mudança nos ventos traz fumaça de queimadas para o Rio Grande do SulMudança nos ventos traz fumaça de queimadas para o Rio Grande do Sul
Foto: Rosinara Ferreira

Segundo as informações do governo estadual, 41 das 57 estações medidoras do estado apontam nesta terça-feira (10) a qualidade do ar como ruim ou muito ruim, que pode provocar na população sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta, com falta de ar e respiração ofegante em casos mais graves.

Os efeitos mais sérios podem aparecer em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas.

Na capital paulista, o céu tem poucas nuvens, calor e névoa seca. De acordo com as estações meteorológicas automáticas do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura da cidade, os termômetros apontam 33°C em Itaquera, na zona leste, e 31°C em Parelheiros, no extremo da zona sul.

A umidade relativa do ar nesses locais é de 20% e 28%, respectivamente. A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) decretou, às 11h45, estado de atenção devido à baixa umidade do ar em toda cidade.

Tendência para o clima

Os meteorologistas do CGE apontam que a massa de ar seco vai persistir até o próximo sábado (14) no estado de São Paulo, provocando dias com temperaturas acima da média e baixa umidade do ar em grande parte do dia, o que aumenta o risco de queimadas e incêndios nas áreas vegetadas, e não favorece a dispersão dos poluentes, o que contribui para a péssima qualidade do ar.

A quarta-feira (11) será mais um dia com predomínio de sol e tempo seco. Os termômetros oscilam entre 18°C ao amanhecer e 34°C no meio da tarde. Na quinta-feira (12), o cenário atmosférico não muda, mantendo o sol forte, névoa seca e baixa umidade do ar, com temperatura mínima de 19°C e máxima de 34°C.



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AgroNewsPolítica & Agro

Importações de trigo atingem maior volume em dois anos, mesmo com preços elevados


Aumento reflete a baixa disponibilidade interna




Foto: Divulgação

Apesar dos altos custos de importação, o Brasil tem aumentado significativamente suas compras externas de trigo ao longo de 2024, atingindo volumes não vistos nos últimos dois anos. Esse aumento reflete a baixa disponibilidade interna, especialmente de trigo de alta qualidade, o que tem pressionado o mercado a buscar alternativas no exterior.

Segundo dados informados pelo Cepea, com base em levantamentos da Secex, o Brasil importou 4,556 milhões de toneladas de trigo entre janeiro e agosto de 2024, o maior volume para esse período desde 2020, representando um aumento de 9% em relação ao total importado em 2023.

Em agosto, as importações somaram 545,46 mil toneladas, quase o dobro do registrado em agosto de 2023. No mercado interno, os preços do trigo continuam enfraquecidos, variando conforme a oferta e demanda em diferentes regiões.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Campo Futuro 2024: decida com dados e planeje seu negócio rural | Ouça o…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe da CNA/Senar e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

Gestão e Mercado: Episódio #136

“Campo Futuro 2024: decida com dados e planeje seu negócio rural”, com Natália Fernandes, coordenadora do Núcleo de Inteligência de Mercado da CNA, e Larissa Mouro, assessora técnica da CNA.

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Oferta restrita eleva preços da arroba do boi; confira


O mercado físico do boi gordo segue apresentando alta generalizada nos preços, com muitos negócios saindo acima das referências médias em alguns estados.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate estão na posição menos confortável do ano, entre cinco e seis dias úteis a depender da praça.

“O fato é que a oferta se tornou mais restrita ao longo do mês, o que tem resultado na elevação dos preços do boi gordo”, disse.

Em função do forte ritmo de embarques de carne bovina e da melhora dos indicadores domésticos, as indústrias mantêm os abates em patamares elevados, não considerando a elevação da ociosidade média, mesmo diante da alta dos preços da arroba do boi gordo.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 255,23

Mercado atacadista

carne bovina - autoembargo
Foto: Abiec

O mercado atacadista volta a se deparar com preços mais altos. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com a boa demanda durante a primeira quinzena do mês.

“O encurtamento das escalas de abate muda a dinâmica do mercado, com preços mais altos do boi gordo. As indústrias começam a repassar esse aumento ao longo da cadeia produtiva”,
assinalou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,75 por quilo, alta de R$ 0,25. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,40 por quilo, alta de R$ 0,40. A ponta de agulha foi precificada a R$ 14,30 por quilo, alta de R$ 0,30.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,32%, sendo negociado a R$ 5,6536 para venda e a R$ 5,6516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5690 e a máxima de R$ 5,6715.



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AgroNewsPolítica & Agro

Saiba como minimizar os impactos da fumaça das queimadas


Com a intensificação das queimadas no Brasil, é importante adotar medidas preventivas para evitar a exposição à fumaça, que pode afetar seriamente a saúde, especialmente de grupos vulneráveis. Para ajudar a população a enfrentar esses riscos, recomendações têm sido elaboradas para reduzir os danos causados pela inalação de poluentes liberados pela queima de biomassa.

Cuidados para reduzir a exposição à fumaça

Entre as principais orientações, é recomendado aumentar a ingestão de água e líquidos, ajudando a manter as vias respiratórias úmidas e protegidas. Além disso, deve-se priorizar a permanência em ambientes fechados e bem vedados, especialmente durante os horários de maior concentração de poluentes. Quando possível, busque locais com ar condicionado e filtros de ar, que ajudam a diminuir a quantidade de partículas inaladas.

Além disso, é importante manter portas e janelas fechadas e evitar atividades físicas ao ar livre. Para quem precisa sair de casa, o uso de máscaras como N95, PFF2 ou P100 é indicado, pois elas oferecem maior proteção contra as partículas presentes no ar.

Cuidados necessários para evitar a exposição à fumaça das queimadas

  • Aumente a ingestão de líquidos

Manter as vias respiratórias úmidas ajuda a proteger contra os poluentes presentes na fumaça.

  • Permaneça em ambientes fechados

Fique em locais bem vedados e, quando possível, com ar condicionado e filtros de ar para minimizar a exposição.

  • Feche portas e janelas nos horários críticos

Evite a entrada de fumaça em casa durante os períodos de maior concentração de poluentes no ar.

  • Evite atividades ao ar livre

Limite atividades físicas fora de casa, especialmente durante os picos de poluição.

  • Use máscaras adequadas ao sair de casa

Opte por máscaras como N95, PFF2 ou P100 para reduzir a inalação de partículas presentes no ar.

  • Proteja alimentos e objetos de contato com a fumaça

Não consuma alimentos ou bebidas que tenham sido expostos a cinzas ou detritos das queimadas.

  • Grupos de risco devem redobrar cuidados

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos devem prestar atenção especial aos sintomas e buscar atendimento médico em caso de complicações.

  • Mantenha medicamentos à mão

Pessoas com condições crônicas devem garantir que seus remédios estejam sempre acessíveis e prontos para uso em caso de crise.





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Lavouras dos EUA e fator China derrubam preços da soja; veja cotações


O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta terça-feira (10). A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) apresentou quedas expressivas, o dólar subiu e os prêmios continuaram firmes.

Ainda assim, os preços domésticos ficaram de estáveis a mais baixos e houve pouca oferta no dia. Os agentes esperam pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Preços médios da saca

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136 para R$ 135,50
  • Região das Missões: diminuiu de R$ 135 para R$ 134,50
  • Porto de Rio Grande: baixou de R$ 142 para R$ 141,50
  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 135 para R$ 133
  • Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 143 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 133 para R$ 132
  • Dourados (MS): estabilizou em R$ 130
  • Rio Verde (GO): desvalorizou de R$ 130 para R$ 128

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam a terça-feira com preços bem mais baixos.

O mercado foi derrubado pela combinação de dois fatores: as condições das lavouras norte-americanas melhores do que o esperado e as importações recordes de soja da China em agosto – que reduzem o potencial de compras futuras do país asiático.

O tombo do petróleo, que caia quase 4% próximo ao fechamento, completa o quadro negativo às cotações.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras de soja do país até 8 de setembro:

  • 65% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 63%)
  • 25% em situação regular;
  • 10% em condições entre ruins e muito ruins

Na semana anterior, os índices eram de 65%, 25% e 10%, respectivamente.

Importações chinesas

mercado da soja mundo preçomercado da soja mundo preço
Foto: Pixabay/Montagem: Canal Rural

As importações de soja em grão pela China no mês de agosto somaram o recorde de 12,14 milhões de toneladas. Representa um aumento de 29% em relação ao mesmo mês de 2023.

Os comerciantes estão aproveitando os preços mais baixos para estocar em meio a preocupações de que a tensão comercial com os Estados Unidos poderia se intensificar se Donald Trump vencesse as eleições.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2024 fecharam com baixa de 20,75 centavos de dólar por bushel ou 2,03%, a US$ 9,97 1/4 por bushel. A posição janeiro de 2025 teve cotação de US$ 10,15 1/4 por bushel, com recuo de 20,25 centavos ou 1,95%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2024 do farelo fechou com perda de US$ 7,50 ou 2,30%, a US$ 317,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2024 fecharam a 39,63 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,85 centavo ou 2,09%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,32%, sendo negociado a R$ 5,6536 para venda e a R$ 5,6516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5690 e a máxima de R$ 5,6715.



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