sexta-feira, agosto 21, 2026

Autor: Redação

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Preços do milho devem ser influenciados por 4 fatores nesta semana



O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) marcou o mercado do milho na semana passada.

O órgão fez um pequeno ajuste para cima na produção do cereal norte-americano, de 384,74 para 385,73 milhões de toneladas.

Em contrapartida, a produção mundial diminuiu de 1219,82 para 1218,57 bilhões de toneladas, o que impactou os estoques finais globais. Diante desses números e de outros fatores, acompanhe a análise da plataforma Grão Direto sobre o pode mexer com os preços do cereal.

O que esperar do mercado?

  • China diminuindo as compras: o USDA revisou para baixo as projeções de importação do país asiático, de 23 para 21 milhões de toneladas. Esse movimento pode sinalizar o início de uma redução significativa nas importações do cereal, já que há expectativa de que o país alcance a autossuficiência na produção, impactando diretamente a demanda pelo produto brasileiro.
  • Produtores resistentes: após realizar vendas expressivas de milho para quitar dívidas, o produtor brasileiro agora adota uma postura mais cautelosa em relação às novas vendas, o que pressiona os compradores a oferecerem preços mais atrativos. “Ainda há um grande volume de milho a ser negociado no Brasil, o que representa um risco, especialmente com o avanço da colheita nos Estados Unidos, que deve oferecer milho competitivo para o mercado internacional”, diz a Grão Direto.
  • Plantio da safra verão: o ritmo de plantio de milho segue avançando, principalmente nos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a semeadura alcançou 37% da área total, contra 44% do mesmo período do ano anterior em território gaúcho. Até o momento, as condições das lavouras são satisfatórias, favorecendo a germinação e o desenvolvimento inicial das áreas já semeadas. No entanto, para o restante do Brasil, ainda existem muitas incertezas em relação ao plantio do cereal devido ao clima instável, já que a cultura é bastante sensível à falta de umidade.
  • Exportações brasileiras: o USDA reduziu de 50 para 48 milhões de toneladas a expectativa de exportações brasileiras, diante da menor produção e do ritmo lento de exportações até o momento. Apesar da queda, o número ainda continua muito distante do projetado pela Conab, de 36 milhões de toneladas. Há um consenso de mercado de que os números devem ficar em torno de 40 a 42 milhões de toneladas, cerca de 30% a menos.

De acordo com os cenários citados acima, as cotações brasileiras poderão ter uma semana de continuidade de alta nos preços pela terceira vez consecutiva, conforme projeção da Grão Direto.



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Projeções para o mercado da soja: o que esperar?


Conforme a análise da plataforma Grão Direto desta segunda-feira (16), o relatório de oferta e demanda da soja mostrou uma leve redução na safra norte-americana, de 124,9 para 124,8 milhões de toneladas. Enquanto isso, a produção global registrou aumento, passando de 428,73 para 429,2 milhões de toneladas, afetando os estoques finais globais.

Além disso, os números apontam que as vendas dos Estados Unidos superaram expectativas, totalizando 2,11 milhões de toneladas, com a China sendo o principal destino.

A safra brasileira 2024/25 está atrasada devido ao tempo seco, com semeaduras ainda isoladas em diferentes áreas do país. Em Chicago, o contrato de soja para setembro de 2024 fechou a US$ 10,06 o bushel (+1,72%).

No mercado brasileiro, os preços foram positivos, apesar do recuo de 0,36% do dólar, que terminou a R$ 5,57. O contrato com vencimento em março de 2025 também teve uma leve alta de 0,29%, fechando a US$ 10,39 o bushel.

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Afinal, o que esperar do mercado?

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Foto: Agência Brasil

Decisões importantes sobre taxas de juros nos EUA e no Brasil estão previstas para quarta-feira (18). Nos EUA, espera-se uma redução mínima de 0,25 ponto percentual, a primeira desde o início da pandemia. No Brasil, há possibilidade de aumento das taxas devido às projeções de inflação. Essas decisões podem enfraquecer o dólar de forma global, fortalecendo o real e impactando o mercado da commodity.

Além disso, o Festival de Outono na China que vai até quarta-feira, reduzirá a atividade de compras no país, o que pode afetar negativamente as exportações brasileiras e americanas de soja.

Enquanto isso, as exportações de soja do Brasil mostram sinais de desaceleração, com queda de 15,5% em relação ao ano passado. Ainda assim, o total exportado deve alcançar cerca de 5 milhões de toneladas até o final do mês.

O início da safra no Brasil gera preocupações devido à escassez de chuvas, o que pode atrasar o plantio e aumentar os prêmios de risco. As condições climáticas serão cruciais para o desempenho da safra e para as cotações do grão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Citros em Foco de Uberlândia aborda greening, bicho-furão e moscas-das-frutas


Engenheira-agrônoma do Fundecitrus Verônica Kastalski falou sobre o manejo do greenin


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, na tarde desta quinta-feira (12), mais uma edição do Citros em Foco. Dessa vez, o evento aconteceu em Uberlândia (SP) e contou com citricultores e profissionais do setor de várias partes do Triângulo Mineiro.

Na primeira palestra do evento, a engenheira-agrônoma do Fundecitrus Verônica Kastalski falou sobre o manejo do greening. “A incidência da doença nessa região é baixa, mas, para continuar assim, o citricultor precisa erradicar as plantas doentes do pomar, além de eliminar plantas doentes, seguindo todas as premissas de combate ao greening para manter os pomares sadios e produtivos”, afirma.

Em seguida foi a vez do pesquisador do Fundecitrus Haroldo Volpe palestrar, trazendo diversas informações sobre bicho-furão e moscas-das-frutas. “Essa é uma região endêmica, e a queda por essas duas pragas é muito pronunciada, e por esse motivo demos foco no monitoramento e manejo dessas duas pragas”, comenta.





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Soja: queda do dólar e volatilidade de Chicago afastam produtores dos negócios no Brasil



O mercado brasileiro da soja esteve travado nesta segunda-feira (16). Os preços ficaram de estáveis a mais baixos, com o dólar recuando e a Bolsa de Chicago com volatilidade. Os produtores se afastaram do negócio e a disparidade entre os preços segue grande.

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Números

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de $ 135,00 para R$ 133,00
  • Na região das Missões (RS), a cotação baixou de R$ 134,50 para R$ 132,00 a saca
  • No Porto de Rio Grande (RS), o preço recuou de R$ 141,00 para R$ 138,00
  • Em Cascavel (PR), a saca desvalorizou de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • No porto de Paranaguá (PR), o preço decresceu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 130,00
  • Em Dourados (MS), o preço decresceu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Já em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 127,00 para R$ 126,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em baixa. O início da colheita da maior safra da história dos Estados Unidos e as perdas dos mercados vizinhos pressionam as cotações, em um dia de muita volatilidade.

O bom desempenho do petróleo e a baixa do dólar frente ao real limitaram as perdas. O mercado financeiro ajuda as commodities, em meio à expectativa que o banco central americano inicie na quarta o ciclo de corte na taxa básica de juros do país.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 158,008 milhões de bushels em agosto, ante 182,881 milhões no mês anterior. Este é o menor patamar desde setembro de 2021. A expectativa do mercado era de 161,453 milhões. Em agosto de 2023, foram 165,023 milhões de bushels.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 401.287 toneladas na semana encerrada no dia 12 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 365.003 toneladas.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,75 centavo de dólar, ou 0,17%, a US$ 10,04 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,23 1/2 por bushel, com perda de 1,25 centavo ou 0,12%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,27% a US$ 323,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 39,11 centavos de dólar, com alta de 0,18 centavo ou 0,46%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,01%, negociado a R$ 5,5095 para venda e a R$ 5,5075 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4975 e a máxima de R$ 5,5805.






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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de laranja 2024/25 do cinturão citrícola de SP e MG é reestimada em 215,78 milhões


A primeira reestimativa da safra de laranja 2024/25 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, divulgada pelo Fundecitrus nesta terça-feira (10), aponta produção de 215,78 milhões de caixas de 40,8 kg, uma diminuição de 16,6 milhões de caixas, 7% a menos do que o estimado em maio.

A redução se deve ao menor tamanho dos frutos, por causa do clima quente e seco. As condições climáticas previstas em maio para os primeiros quatro meses da safra foram ainda piores, com volume de chuvas 31% inferior ao esperado. Além disso, as temperaturas elevadas durante o outono e o inverno intensificaram a evapotranspiração, agravando a severidade da seca. As temperaturas mais altas também aceleraram a maturação dos frutos, levando a um ritmo de colheita mais rápido. Em meados de agosto, cerca de 45% da safra já estava colhida, quando, neste mesmo período a média histórica é de aproximadamente 30%.

De acordo com o gerente-geral do Fundecitrus, Juliano Ayres, essa temporada pode ser considerada atípica. Ele diz que a próxima reestimativa vai trazer dados mais precisos sobre a quarta florada. “O volume da quarta florada é muito mais expressivo nesta safra do que nas anteriores. Nas próximas semanas, vamos fazer um levantamento de campo para apurar o índice de pegamento e tamanho desses frutos. Esse trabalho é necessário, excepcionalmente nesta safra, porque a quarta florada ainda estava acontecendo em alguns talhões quando a contagem de frutos foi realizada em março e abril deste ano”, comenta Ayres.

Peso dos frutos e taxa de queda

Como o tamanho médio dos frutos diminuiu de 169 gramas para 155 gramas, agora são necessários 264 frutos para compor uma caixa de 40,8 kg, 23 laranjas a mais do que o projetado em maio.

A taxa de queda de frutos está reestimada em 17,10%, índice inferior ao projetado em maio, que era de 18,50%. A antecipação da colheita teve um efeito positivo na redução da taxa de queda, principalmente por diminuir as perdas por greening.

A Pesquisa de Estimativa de Safra é realizada pelo Fundecitrus em parceria com a Markestrat, e professores titulares da FEA-RP/USP e FCAV/Unesp.

Relatório completo: https://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/0924_Reestimativa_da_Safra_de_Laranja.pdf

English version: https://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/0924_Orange_Crop_Forecast_Update.pdf





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veja as condições das lavouras norte-americanas



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras norte-americanas de soja, milho e algodão com avaliações recolhidas até o último domingo (15).

A começar pela soja, 64% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular e 11% em entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 65%, 25% e 10%, respectivamente.

Sobre as lavouras de algodão, o órgão aponta que 39% estavam entre boas e excelentes condições, 35% em situação regular e 26% entre ruins e muito ruins. Uma semana antes, a situação era a seguinte, respectivamente: 40%, 32% e 28%.

O USDA também divulgou dados sobre as plantações de milho no país: 65% estavam entre boas e excelentes condições, 23% em situação regular e 12% entre ruins e muito ruins. Anteriormente, eram 64%, 24% e 12%, respectivamente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo aponta para alta


Colheita ainda não trouxe impacto




Entre os fatores de alta, destaca-se a contínua compra dos Fundos de Investimento
Entre os fatores de alta, destaca-se a contínua compra dos Fundos de Investimento – Foto: Divulgação

Segundo informações da TF Agroeconômica, quem seguiu as recomendações da consultoria sobre o trigo na última semana obteve uma redução de R$ 144/tonelada nos custos de matéria-prima, o que representa R$ 8,64/saca para agricultores e cooperativas. O mercado futuro, especialmente em Chicago, apresentou oscilações significativas, mas apontou para uma possível duplicação da alta, o que pode abrir novas oportunidades para os moinhos que enfrentam altos custos e preços baixos das farinhas. Essas movimentações podem melhorar o desempenho no mercado físico, que segue travado.

Entre os fatores de alta, destaca-se a contínua compra dos Fundos de Investimento, que vêm liquidando suas posições vendidas devido aos problemas de oferta mundial. A menor disponibilidade de trigo exportável na União Europeia, confirmada pelo USDA, somada aos problemas climáticos na Rússia e nos EUA, tem impactado os preços. Nos EUA, o déficit de umidade nas áreas de plantio de trigo de inverno tem se agravado, aumentando a expectativa de elevação nos preços do cereal .

No Brasil, tanto o USDA quanto a Conab superestimaram a produção de trigo. A Conab prevê 8,81 milhões de toneladas, enquanto a estimativa da TF Agroeconômica é de 8,1 milhões de toneladas, considerando as perdas previstas em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. A menor produção nacional deverá elevar os preços e aumentar as importações de trigo .

Por outro lado, a colheita da nova safra no Brasil, que já atingiu 14,6% da área plantada, ainda não trouxe impacto significativo nos preços, que permanecem nos mesmos níveis da safra passada. No cenário internacional, a Rússia tenta acelerar o escoamento de trigo antes do inverno, que impõe dificuldades logísticas, mas há possibilidade de restrições nas exportações em 2025, o que poderia impulsionar ainda mais os preços.
 





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Previsão do tempo mostra chuvas irregulares e temperaturas amenas



A previsão do tempo para esta terça-feira (17) indica que algumas áreas continuam enfrentando chuva irregular e temperaturas amenas, enquanto outras experimentam um clima mais seco, com gradativo aumento nas temperaturas.

Confira os detalhes para todas as regiões do país, de acordo com análise da Climatempo.

Sul

A chuva começa a diminuir em grande parte da região, mas as temperaturas continuam baixas.

O céu fica nublado e há condição de chuva mais irregular no norte de Santa Catarina, na região do Vale do Itajaí e no leste do Paraná (incluindo litoral e capital).

As demais áreas do Sul não têm chuva e apresentam temperatura amena à tarde.

Sudeste

A chuva ainda pode ocorrer de maneira irregular em todo o litoral da região.

No Rio de Janeiro, as pancadas podem ocorrer intercalando períodos de melhora. No sul do Espírito Santo, há condição de chuva moderada a forte.

A temperatura continua amena na cidade de São Paulo e pode garoar. O tempo é firme em Belo Horizonte.

Centro-Oeste

Algumas pancadas irregulares podem acontecer no extremo noroeste de Mato Grosso, ainda devido à umidade que vem do Norte.

O tempo vai seguir firme e seco no Distrito Federal e no interior de Goiás. Não chove e aos poucos a temperatura volta a subir de maneira gradativa em Mato Grosso do Sul.

Nordeste

Pancadas moderadas atingem o leste da Bahia e o litoral de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Dia de sol com poucas nuvens no céu nas demais áreas e calor à tarde. O tempo continua seco e pode ventar em todo o interior da região.

Norte

A chuva se espalha um pouco mais pelo Amazonas, norte do Acre e Rondônia. O tempo continua abafado durante todo o dia.

O ar seco ainda é destaque no sul do Pará e no Tocantins. Calor, sol e tempo firme em Macapá (AP) e Belém (PA).



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AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus Podcast – Irrigação: cenário, desafios e caminhos para a citricultura – parte 1


A irrigação na citricultura é tema do 45º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

A irrigação na citricultura é tema do 45º episódio do Fundecitrus Podcast. O tema é importantíssimo para a agricultura, como forma de reduzir os impactos provocados pelos longos períodos de estiagem, fortalecendo a produtividade no campo. Na citricultura, não é diferente.

Em dois episódios, o Fundecitrus Podcast traz orientações sobre a implantação desse sistema, planejamento, benefícios, estudo de solo e tipos mais adequados para o setor.

Hoje, 36% da área total do cinturão conta com irrigação e a tendência é de aumento. Nesse primeiro episódio, a conversa é com o consultor e professor do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da Unesp de Ilha Solteira, Fernando Braz Tangerino Hernandez.





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produtores já iniciaram o plantio da soja?


Os produtores da soja no Paraná enfrentam dificuldades devido à falta de chuvas na região. A região II, que inclui o Norte, Noroeste, Oeste e Centro-Oeste do estado, pôde iniciar o plantio da soja a partir do dia 1º de setembro. A escassez de precipitações, no entanto, tem atraso o início da semeadura.

De acordo com Eduardo Cassiano, presidente da Aprosoja-PR, um número reduzido de produtores começou o plantio na última quinta-feira. Essa decisão foi influenciada pela previsão de chuva, que acabou se confirmando em algumas áreas espalhadas pelo estado. Mesmo assim, a maioria dos produtores segue no aguardo de mais chuvas para garantir condições mais favoráveis para o plantio.

Segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), os registros de plantios até o momento são bastante isolados, refletindo a falta de chuvas adequadas para a germinação das sementes. Em anos anteriores, nesta mesma época, pelo menos 1% da área destinada ao cultivo já teria a soja emergida.

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Safra 2024/25

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Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Para a safra 2024/25, a estimativa é de que cerca de 5,8 milhões de hectares sejam plantados, com uma previsão de colheita de aproximadamente 22,3 milhões de toneladas. A situação atual, marcada pelo clima quente e seco, pode impactar as projeções e produtividade esperada.



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