quinta-feira, agosto 20, 2026

Autor: Redação

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50% dos jovens não pretendem permanecer no campo


A sucessão familiar no campo ainda é um grande desafio em Santa Catarina. Dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apontam que 50% dos jovens do campo não pretendem continuar com a atividade agrícola e permanecer na propriedade, o que pode comprometer a continuidade da atividade, especialmente em pequenas propriedades.  

Muitos jovens deixam as áreas rurais em busca de oportunidades em centros urbanos, mas o amor pelo campo e o incentivo dos pais e de cooperativas pode mudar este cenário. Em Pinhalzinho, na Região Oeste do estado, a família Rosalem já está na terceira geração de sucessores. Nilson e Lourdes Rosalem, que gerenciam atualmente o negócio, produzem leite há mais de 30 anos.

Eles sucederam os pais de Lourdes, que eram produtores de grãos. O negócio tem mais de 80 animais, com produção diária de 1500 litros por dia, e 40 mil litros mensais, garantindo a renda da família de cinco pessoas. “Na época que cheguei aqui meu sogro estava com 60 anos, já cansado de trabalhar. Viemos com uma força nova dentro da propriedade e tudo deu certo”, conta Nilson. “No início eram poucas vacas e tirávamos o leite manualmente. Depois fomos aumentando o negócio junto com meus pais. Herdamos a propriedade, e continuamos no ramo do leite”, explica Lourdes.

Agora, as duas filhas do casal decidiram permanecer no campo. Giovana tem 21 anos e já está assumindo a sucessão. “Tudo o que investimos foi pensando nelas”. Nilson explica que a atividade e o investimento ganham mais valor, sentido e força quando têm a perspectiva de sucessão. “Para nós é um orgulho. Tanto a Suzi quanto a Giovana, são envolvidas. A Giovana adora lidar com as vacas, com as bezerras, ela principalmente é quem toma conta”, comemora a mãe.

Família Rosalem, produtores de leite em Santa Catarina: Lourdes, Giovana, Douglas Serraglio, Suzimara e Nilson. Terceira geração de sucessão familiar no campo.

Com o agronegócio baseado em pequenas propriedades, a manutenção da sucessão familiar rural é decisiva para o futuro do setor em Santa Catarina, que tem 1% do território nacional. Dados do último Censo do IBGE mostram que mais de 180 mil jovens catarinenses entre 18 e 29 anos vivem no campo.

Depois que eu comecei a receber um salário e me incluíram nos negócios, desde o planejamento, até poder dar opiniões, fui tomando gosto pela atividade. O meu pai sempre nos incentivou, de maneira que nunca foi uma obrigação, mas acabamos criando um amor, pelo incentivo que ele nos dava”, explicou a jovem Giovana.

Suzimara, irmã de Giovana, destaca a importância de sempre buscarem novas tecnologias: “Pensamos em continuar e ampliar, sempre em busca de novidades”.

A assistência técnica ofertada pela cooperativa também colabora para a continuidade do jovem no campo, capacitando as novas gerações sobre práticas agrícolas sustentáveis e gestão eficiente das propriedades. O suporte facilita a adoção de tecnologias e melhora a produtividade. Estamos dispostos a ir atrás do que for possível para que a propriedade melhore em genética, em bem estar animal e também em produtividade. Isso gera a satisfação do produtor, aumenta o lucro e ajuda a manter o jovem na propriedade”, ressalta Lisandro Buriol, supervisor do departamento de leite da Cooperitaipu.

Douglas Serraglio, esposo da Suzimara, trabalhava em outra atividade na cidade. Assim que casou com a Suzi, recebeu a proposta do sogro para ajudar nos negócios da leiteria e há 12 anos topou o desafio. “Está dando certo, eles são bem acolhedores, é bom trabalhar com eles. Estamos sempre investindo no que precisa para melhorar e evoluir. O leite precisa muito de mão de obra, se não ficamos na propriedade, acaba a produção”, conta Douglas.

Giovana conta que de todos os seus amigos e colegas de escola que moravam em propriedades rurais, a única que ficou no campo foi ela. “É triste de ver isso mas ao mesmo tempo eu fico feliz, porque acredito que a minha escolha será valorizada um dia”, diz a jovem.  

O projeto Santa Catarina e o Agro 5.0 quer dar visibilidade a realidades como a desta família e outras que, ao contrário, os filhos não permanecem no campo. O objetivo é discutir e dar visibilidade a práticas que incentivem cada vez mais a permanência dos jovens no campo e a sucessão familiar na agricultura, além de outros temas relevantes para o agronegócio.

Confira o projeto no Canal Rural TV, em nossas redes sociais e nossa plataforma online.

Visite a página exclusiva do projeto aqui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho em ritmo de alta na B3


A Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) continua em ritmo de alta para o milho e os contratos valorizam até +1,00% no março/25, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Na esteira dos acontecimentos, a chegada da safra americana com boas produtividades, além do dólar, que teve alta de +0,25%, fechando a R$ 5,534 na venda, auxiliaram nas altas”, comenta.

“No cenário interno, no entanto, prossegue a falta de ritmo de um mercado que vem exportando menos: dados da Secex mostram que o volume embarcado até a semana passada foram de 4,61 milhões em setembro, ou seja, representando apenas 53,6% do mesmo período no ano anterior, quando se obteve um total de 8,76 milhões de toneladas”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em alta no dia. “O vencimento de novembro/24 foi de R$ 67,86 apresentando alta de R$ 0,98 no dia, alta de R$ 0,37 na semana; janeiro/24 fechou a R$ 70,29, alta de R$ 0,96 no dia, baixa de R$ -0,10 na semana; o vencimento janeiro/25 fechou a R$ 71,33, alta de R$ 0,59 no dia e baixa de R$ -0,07 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em alta com vendas externas e atrasos no Brasil. “A cotação de dezembro24, referência para a nossa safra de inverno, fechou em alta de 2,92 % ou $ 11,75 cents/bushel a $ 413,50. A cotação para março25, fechou em alta de 2,80 % ou $ 11,75 cents/bushel a $ 431,75”, informa.

“O mercado optou por cobrir posições vendidas dos três grãos neste começo de semana. Para o milho o impulso foi dado pelo relatório de embarques para exportação 93,8% acima da semana anterior e pelo atraso do plantio da soja e do milho primeira safra no Brasil. Uma menor oferta no bloco europeu, assim como da Ucrânia também deram suporte a alta”, conclui.
 





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Após desafios em anos anteriores, produtor gaúcho adota estratégias rumo ao sucesso no plantio da soja


O estado do Rio Grande do Sul se aproxima do fim do vazio sanitário, período em que o plantio da soja é suspenso para prevenir a ferrugem asiática. Rumo à semeadura do grão, a partir de 1º de outubro, as máquinas estarão autorizadas a entrar em campo e os produtores poderão dar o pontapé inicial. Mas, afinal, como estão os preparativos para o plantio da commodity na região?

Segundo Ireneu Orth, presidente da Aprosoja-RS, é essencial que o clima colabore para que os esforços dos produtores resultem em colheitas bem-sucedidas. “Na região do Pampa e no norte do estado, por exemplo, o período de plantio é mais flexível, permitindo que os agricultores se adaptem às condições climáticas. Essa flexibilidade é crucial para o sucesso da safra”, explica Orth.

Conforme o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater-RS, a área cultivada no estado do Rio Grande do Sul está estimada em 6.681.716 hectares, com uma média estadual de produtividade de 2.923 kg/ha (equivalente a 48,7 sacas). Além disso, o estado ocupa a quarta posição na produção de soja em grãos no Brasil, ficando atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. Os dados são do Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul,

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Legado familiar e estratégias para o plantio

Foto: Maicon Krummer

Engenheiro agrônomo de formação, Maicon Abel Kummer seguiu os passos de seu pai ao lado do irmão mais velho, Diego. Há 15 anos, ambos assumiram os negócios da família, gerenciando a produção da soja e outros grãos na propriedade, que abrange 300 hectares nos municípios de Tapeira e Espumoso. Além das lavouras, Kummer destaca a importância da armazenagem e do beneficiamento de grãos na propriedade.

Atualmente, Maicon implementou plantas de cobertura na área destinada à soja precoce. “Utilizamos um mix de culturas para proteger o solo, melhorar sua biologia e ciclar nutrientes, criando condições ideais para o plantio. Nos próximos dias, faremos a dessecação, o que agregará valor ao plantio ao liberar muitos nutrientes do solo”, explica.

O início do plantio está previsto para a segunda quinzena de outubro, com atualizações nas previsões climáticas. “O objetivo é retomar o padrão do meio de outubro, mas em anos anteriores enfrentamos dificuldades devido à falta ou ao excesso de chuvas, o que levou a plantios fora da janela ideal, até em dezembro e janeiro”, comenta o produtor.

As estratégias adotadas incluem liberar 30% da área apenas com plantas de cobertura, utilizando manejo adequado para preparar o solo para o plantio antecipado. “Se tivermos condições adequadas em outubro, conseguiremos plantar essa parte da propriedade conforme planejado”, afirma.

Ele também alerta para não tratar todas as sementes de uma vez, evitando perdas caso o plantio não ocorra na época certa. “Se necessário, vamos escolher variedades de ciclo mais longo para um plantio mais tardio. As medidas de manejo incluem dedicar 30% da área a plantas de cobertura e plantar o restante conforme a colheita do inverno, garantindo flexibilidade nas condições climáticas”, finaliza Maicon Kummer.



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Bahia receberá investimentos de R$ 5,6 bi em infraestrutura


O governo da Bahia, anunciou que o estado receberá mais de R$ 5,6 bilhões em investimentos para melhorar sua infraestrutura portuária, aeroportuária e hidroviária, conforme anunciado em cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira (23), no Terminal da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), em Salvador.

O evento contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e dos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho.

Durante o evento, o governador Jerônimo Rodrigues reforçou a importância desses investimentos para o fortalecimento logístico do estado.

“Estamos falando de obras fundamentais para a Bahia, como a reforma do Aeroporto de Barreiras e melhorias nos portos de Salvador e Ilhéus. Nossa meta é ampliar a malha viária e consolidar um sistema de transporte mais eficiente, em parceria com o governo federal.”, disse.

Também participaram da cerimôniam, representantes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

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Foto: Divulgação/Aiba

Expansão logística

Um dos projetos importantes anunciados é a reforma e ampliação do Aeroporto de Barreiras, que contará com R$ 44,1 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

As obras incluirão a modernização da pista e a construção de um novo terminal de passageiros, com conclusão prevista em oito meses.

O aeroporto será vital para o transporte de mercadorias na região, conhecida pela forte produção agropecuária.

Outra obra é a construção do Terminal de Uso Privativo da Bamin, no Porto Sul, em Ilhéus, que receberá R$ 4,6 bilhões em empréstimos do Fundo da Marinha Mercante.

Este equipamento terá uma capacidade de embarque de 26 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, que será escoada pela FIOL I e exportada por meio dessa infraestrutura.

Esse projeto, juntamente com a expansão do terminal de contêineres Tecon Salvador, que receberá R$ 942,4 milhões, terá um impacto significativo na economia local.

A expansão aumentará a capacidade de movimentação de cargas, facilitando o comércio na região.

Com esses investimentos, estima-se que cerca de 7.200 empregos sejam gerados, criando novas oportunidades e contribuindo para o desenvolvimento econômico das comunidades ao redor.

No Porto de Salvador, serão investidos R$ 16,7 milhões na adequação da pavimentação da retroárea, visando aumentar a capacidade logística e modernizar o sistema elétrico.

No Porto de Ilhéus, uma dragagem de manutenção de R$ 19,9 milhões garantirá acesso a navios de grande porte, com conclusão prevista até o final deste ano.

Além disso, a dragagem no Porto de Aratu, com investimento de R$ 50 milhões, aumentará a profundidade do canal para -15 metros, com conclusão prevista em março de 2025.

Hidrovia do Rio São Francisco

Foi assinado um Protocolo de Intenções para a operação da Hidrovia do Rio São Francisco, ampliando seu uso para transporte de cargas e passageiros.

A gestão será descentralizada, permitindo que a Codeba administre essa importante rota logística.

O ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho afirmou que “as obras anunciadas trarão impactos significativos para a economia baiana, especialmente no setor de exportações”.

O governador Jerônimo Rodrigues reforçou que o conjunto de intervenções será fundamental para “aumentar a competitividade da Bahia no cenário global”.


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Chuva é intensa no Sul e onda de calor continua no país; veja previsão do tempo



A previsão do tempo para esta quarta-feira (25) indica chuvas fortes e risco de temporais na região Sul, enquanto boa parte do Brasil ainda enfrenta altas temperaturas. Confira como ficam as condições em todas as regiões do país, de acordo com análise da Climatempo.

Sul

A chuva mais pesada segue concentrada sobre o Rio Grande do Sul, enquanto Paraná e Santa Catarina têm tempo firme, mas encoberto.

A condição será de chuva forte e com temporais no território gaúcho.

Sudeste

Os ventos do oceano em direção ao continente formam nuvens carregadas sobre o Espírito Santo, mas sem previsão de altos acumulados.

Nas demais áreas da região, o dia será quente e com predomínio de tempo seco.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva ocorrem pontualmente no norte e oeste de Mato Grosso. Nas demais áreas da região, o dia segue com predomínio de sol e bem quente.

À tarde, a umidade cai para índices inferiores a 20%.

Nordeste

 A chuva passageira segue marcando presença no fim do dia no litoral da região. No interior, o tempo seco: nada de chuva ainda.

Norte

Tempo quente e úmido no Amazonas, Acre, Roraima, Pará e norte do Tocantins. Nesses estados, pancadas de chuva são previstas durante a tarde.

Nas demais áreas da região, o sol predomina durante todo o dia.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Incêndios em canaviais impactam preços do açúcar e bolsas fecham em alta…


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Os contratos futuros do açúcar nas bolsas de Nova York e Londres fecharam com altas altas de até  3,03% nesta sexta-feira (23). Os ganhos, que foram registrados desde a quarta-feira (21), ganharam mais força por conta de registros de incêndios em lavouras de cana-de-açúcar no Brasil.

Em Nova York, o contrato outubro/24 encerrou o dia a 18,39 cents/lbp, aumento de 0,54 cents (3,03%). O março/25 terminou a semana valendo 18,72 cents/lbp, com alta de 0,55 cents (3,03%) nesta sexta-feira. O maio/25 subiu 0,47 cents (2,68%) e foi a 18,03 cents/lbp. O julho/25 fechou cotado em 17,60 cents/lbp, 0,40 cents (2,33%) de ganho.

Na Bolsa de Londres, o açúcar branco fechou em alta de US$ 13,60 (2,66%) no contrato outubro/24 e foi a US$ 525,70/tonelada. O dezembro/25 ganhou US$ 10,40 (2,07%) e terminou o dia a US$ 512,70/tonelada. O março/25 registrou um aumento de US$ 10,50 (2,11%) e passou a valer US$ 508,10/tonelada. O maio/25 subiu US$ 10,00 (2,02%), cotado em US$ 505,50/tonelada.

“Os preços do açúcar ampliaram seus ganhos hoje devido a relatos de que a seca causou incêndios florestais e danificou algumas plantações de açúcar no principal estado produtor de açúcar do Brasil, São Paulo”, destacou o Barchart.

Entre a quarta-feira (21) e a quinta-feira, um grande incêndio foi registrado em um canavial no município de Paraíso do Norte, no noroeste do Paraná. As informações são de que um homem de 42 anos tentou controlar as chamar e ficou gravemente ferido.

Outro incêndio registrado em lavoura de cana-de-açúcar no oeste de São Paulo. Motoristas registraram as chamas na Rodovia Armando de Sales Oliveira, na altura do km 354 sentido oeste e km 360 sentido oeste. Muitos veículos tiveram que parar na pista por conta da fumaça que impedia a visão da estrada.

Além disso, o relatório da Conab divulgado na última quinta-feira (22) já vinha trazendo suporte positivo para o adoçante, segundo o Barchart: “Os preços do açúcar estão subindo com o suporte remanescente de quinta-feira, quando a Conab, agência de previsão de safra do governo brasileiro, cortou sua estimativa de produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil 2024/25 para 42 MMT de uma previsão anterior de 42,7 MMT, citando menores rendimentos de cana-de-açúcar devido à seca e ao calor excessivo”.

No mercado brasileiro, o Indicador do Açúcar Cristal do Cepea registrou uma redução de 0,82% na saca de 50kg, que passou a valer R$ 128,40. Já o Indicador do Açúcar Cristal Empacotado está cotado em R$ 15,26/5kg. O Açúcar Refinado Amorfo segue com valor de R$ 3,38/kg.





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Brasil agenda importação de quase 10 milhões de toneladas em setembro



Um levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil apontou que o Brasil agendou a importação de 9,846 milhões de toneladas de fertilizantes no período entre 1º e 23 de setembro de 2024.

O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte dos desembarques, com 2,641 milhões de toneladas programadas, seguido pelo Porto de Paranaguá (PR), com 2,069 milhões de toneladas.

O relatório considera embarcações já ancoradas, as que estão em espera e as que têm previsão de chegada até 20 de dezembro.



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Projeto inclui invasão de propriedades privadas entre os crimes de terrorismo



O Projeto de Lei 4398/23 inclui entre os crimes de terrorismo a invasão de propriedades privadas, ação que recebe o termo jurídico de esbulho possessório. O termo descreve a posse de um bem de forma ilegal, ou seja, quando alguém ingressa em uma propriedade e priva o legítimo possuidor do uso e gozo do bem, sem o devido direito ou autorização.

O texto altera a Lei 13.260/16, que hoje define o terrorismo como a prática de um ou mais indivíduos em razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública.

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A lei estabelece, por exemplo, como atos terroristas o uso de explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa.

Na avaliação da autora do projeto, deputada Caroline de Toni (PL-SC), o MST, sob a justificativa de garantir o cumprimento da Reforma Agrária, age de forma leviana, infringindo a lei.

“Uma das razões para o problema apresentado reside na fragilidade da lei em relação ao tema. As penas são brandas e a tipificação demasiadamente restrita”, afirma de Toni.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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Chicago acelera ganhos e chega ao intervalo nas máximas do dia



A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo da soja chega ao intervalo com preços mais altos. O mercado encontra suporte no clima seco em importantes regiões produtoras do Brasil, que está atrasando o plantio, e nas incertezas sobre o potencial produtivo dos Estados Unidos.

Esse cenário provoca um movimento de cobertura das posições vendidas. Além disso, a disparada do petróleo, que subiu mais de 2% em Nova York, contribui para o quadro positivo. Nos últimos negócios, o grão acelerou os ganhos e se aproximou das máximas do dia.

Os contratos com vencimento em novembro de 2024 apresentavam um preço de US$ 10,53 por bushel, com um avanço de 13,75 centavos de dólar por bushel, ou 1,32%. A posição para janeiro de 2025 era cotada a US$ 10,70 por bushel, com um ganho de 13,25 centavos de dólar por bushel, ou 1,25%.

Farelo da soja

No mercado do farelo, o contrato para dezembro de 2024 estava a US$ 333,90 por tonelada, apresentando uma elevação de US$ 5,20 por tonelada, ou 1,58%. Já a posição de dezembro de 2024 do óleo era cotada a 42,43 centavos de dólar por libra-peso, com uma alta de 0,59 centavo de dólar por libra-peso, ou 1,41%.



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estamos olhando a questão da seca, que afeta áreas de produção de alimentos



O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta terça-feira (24), que as regiões do Brasil mais afetadas pela seca são justamente as mais intensas em produção de comida. Com isso, ele disse que há “certa preocupação” com os preços de alimentos, e que a estiagem tem sido observada com atenção.

Durante palestra em conferência do banco Safra, Campos Neto reforçou algumas mensagens da ata da última reunião do Copom, como, por exemplo, a leitura de que a economia cresce acima do potencial, o chamado hiato positivo.

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“O que parece mais evidente é que o Brasil está crescendo acima do potencial na margem”, declarou o banqueiro central, ao falar sobre a revisão do hiato.

Segundo ele, não há certeza sobre a influência da mão de obra apertada na inflação, cujo comportamento incomoda a autoridade monetária, mas há indícios de que é um fator mais restritivo.

Campos Neto citou ainda a apreensão do mercado sobre a política fiscal, não apenas sobre a trajetória da dívida pública, mas também em relação à transparência dos números das contas públicas, levando a aumento dos prêmios de risco na curva de juros. Em todos os momentos em que o Brasil produziu choques fiscais positivos, ressaltou, os juros caíram.



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