Ao participar da abertura oficial da Feicorte 2024, em Presidente Prudente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou que o estado é o maior exportador do agronegócio brasileiro.
De acordo com ele, atrás da cana, o setor carnes ocupa o segundo lugar nos embarques, tendo grande importância para a economia.
Assim, Freitas disse que a partir do status de livre de febre aftosa sem vacinação, São Paulo agora estabelecerá um projeto de lei que cria um fundo de defesa estadual de sanidade animal.
O governador diz que a ideia é criar um fundo compensatório que vai ajudar o produtor quando ele tiver algum problema sanitário. “A segurança jurídica para isso virá do diálogo entre o setor público e o setor produtivo”, informa.
Freitas elencou ainda a importância da regularização fundiária empreendida pelo estado, com a concessão de inúmeros títulos de terras aos produtores, para o crescimento do agronegócio brasileiro.
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Uma das novidades é o conceito “7 dias – 7 temas” – Foto: Andav
A Agritechnica 2025, maior feira mundial de máquinas agrícolas, acontecerá de 9 a 15 de novembro em Hanover, Alemanha. Com o tema “Touch Smart Efficiency”, o evento, organizado pela DLG (Sociedade Alemã de Agricultura), destacará sistemas agrícolas inovadores que utilizam tecnologias digitais para aumentar eficiência, sustentabilidade e produtividade. As inscrições para expositores começaram em 18 de novembro, oferecendo espaços em áreas como robótica, startups e pesquisa científica.
Uma das novidades é o conceito “7 dias – 7 temas”, que organiza as atividades da feira para diferentes públicos. O Digital Farm Center, apresentado pela FarmRobotix, será o ponto central de tecnologias como drones, automação e agricultura de precisão. Além disso, o Campus Científico apresentará pesquisas acadêmicas, enquanto o Dealer Centre será um espaço exclusivo para concessionários, ideal para networking e troca de ideias sobre novas tendências do mercado.
A última edição da Agritechnica contou com 2.776 expositores de 52 países e atraiu mais de 473 mil visitantes de 149 nações. Reconhecida como referência no setor, a feira foi avaliada positivamente por 90% do público. A edição 2025 continuará promovendo soluções práticas e interativas, como o programa “Workshop Live”, com demonstrações ao vivo de manutenção e otimização de máquinas agrícolas.
Empresas interessadas podem se inscrever pelo site oficial do evento, que também traz informações detalhadas sobre áreas como o Drive Experience, onde visitantes poderão testar tecnologias de propulsão alternativa. A Agritechnica 2025 promete ser uma oportunidade imperdível para inovação e avanços no agronegócio global.
O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços mais baixos nesta terça-feira (19). Embora houvesse reporte de preços firmes a partir da indústria, os volumes negociados foram pequenos. Nos portos, o movimento foi praticamente estagnado. As cotações caíram, seguindo a tendência de queda observada na Bolsa de Chicago.
Além disso, a fraqueza do mercado interno reflete a oferta limitada de produto, o que leva algumas praças a apresentarem preços mais vantajosos, com boas oportunidades de negócio. No entanto, no geral, a falta de intenção de compra e as indicações de preços estão limitadas.
Cotações por região
Passo Fundo (RS): A saca caiu de R$ 134,00 para R$ 132,00
Missões (RS): O preço recuou de R$ 133,00 para R$ 131,00
Porto de Rio Grande (RS): A cotação passou de R$ 143,00 para R$ 141,00
Cascavel (PR): A saca caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
Porto de Paranaguá (PR): O preço caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
Rondonópolis (MT): O preço diminuiu de R$ 153,00 para R$ 150,00.
Dourados (MS): A saca passou de R$ 140,00 para R$ 139,00
Rio Verde (GO): A cotação caiu de R$ 134,00 para R$ 131,00
Recorde previsto
O mercado também segue pressionado pela perspectiva de uma grande oferta global, especialmente com a safra recorde que se aproxima no Brasil. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) projetou números recordes para o complexo da soja em 2025, com a produção de soja atingindo 167,7 milhões de toneladas, o esmagamento a 57 milhões de toneladas, e as exportações a 104,1 milhões de toneladas de grãos.
Além disso, o mercado lida com incertezas políticas, como a possibilidade de uma nova guerra comercial entre os EUA e a China, o que pode redirecionar a demanda de soja para o Brasil, principal fornecedor mundial da commodity.
A soja em Chicago
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em baixa. A pressão no mercado internacional continua devido à perspectiva de uma ampla oferta global, especialmente pela safra recorde que o Brasil deve colher. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) projetou números recordes para o complexo da soja em 2025, com a produção de soja a 167,7 milhões de toneladas, o esmagamento atingindo 57 milhões de toneladas e as exportações com 104,1 milhões de toneladas.
Contratos futuros da soja
Os contratos de soja em grão com entrega em janeiro caíram 11,25 centavos de dólar, ou 1,11%, fechando a US$ 9,98 1/2 por bushel. A posição de março teve uma perda de 10,50 centavos, ou 1,03%, e fechou a US$ 10,08 1/2 por bushel. Já nos subprodutos da soja, o farelo teve alta de US$ 1,70, ou 0,58%, fechando a US$ 288,60 por tonelada. Por outro lado, o óleo de soja, com vencimento em dezembro, fechou com baixa de 0,68 centavo, ou 1,49%, sendo cotado a 44,84 centavos por libra-peso.
No cenário cambial, o dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,31%, negociado a R$ 5,7666 para venda e R$ 5,7646 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,7472 e a máxima de R$ 5,7962.
Uma área de exploração mineral com volume estimado de 245 milhões de toneladas de minério diamantífero, será leiloada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). As informações sobre o leilão foram divulgadas pelo órgão governamental nesta segunda-feira (18).
De acordo com o SGB, o depósito de Diamantes de Santo Inácio está localizado no município de Gentio do Ouro, na Chapada Diamantina, distante 612 km de Salvador (BA).
Foto: Divulgação/ SGB
O Projeto Diamante de Santo Inácio, do programa Patrimônio Mineral do SGB, envolve cinco áreas de mineração, totalizando 2.400 hectares, o equivalente a 3.429 campos de futebol.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, estudos recentes apontam que os recursos de diamante têm teor de 0,58 cpht, totalizando 1,8 milhão de quilates.
Foto: Divulgação/ SGB
Para o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, o leilão do depósito de diamantes de Santo Inácio, representa uma oportunidade de negócio promissora.
“Situado em uma região com histórico de produção diamantífera, o projeto agrega valor ao território por meio da avaliação detalhada do depósito, regulamentação adequada e parcerias estratégicas voltadas para atrair investimentos iniciais”, destacou.
O leilão
O SGB informou que podem participar do leilão empresas brasileiras ou estrangeiras, entidades de previdência complementar e fundos de investimento, isoladamente ou em consórcio.
O certame será formalizado por meio de contrato de Promessa de Cessão de Direitos Minerários, a ser assinado após o leilão, pelos representantes da organização ou entidade vencedora.
O evento ocorre no dia 27 de novembro, a partir das 9h, na sala Plenária da ANM, em Brasília, contando com o apoio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República.
O cronograma completo pode ser acessado no site da empresa pública.
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A segunda quinzena de novembro trará chuvas para várias regiões do Brasil, especialmente no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. As precipitações têm um papel importante para o desenvolvimento das lavouras da soja, com a umidade do solo favorecendo o crescimento saudável das plantações.
De acordo com o Climatempo, neste início de semana, uma frente fria avança pela costa da Região Sul. Já na quarta-feira (20) essa frente fria se desloca para São Paulo, e entre quinta e sexta-feira (21-22 de novembro), seguirá pela costa do Sudeste, chegando até o Espírito Santo.
Sul do Brasil
A primeira parte da semana será marcada por chuvas fortes no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com alertas para temporais e riscos de ventos e raios. A previsão é de que os acumulados possam ultrapassar os 80 mm em algumas áreas, favorecendo a umidade do solo e o bom desenvolvimento das lavouras de soja.
No entanto, essa chuva também é importante para as áreas centrais do Rio Grande do Sul, que ainda necessitam de mais precipitações para otimizar o desempenho das lavoura.
Centro-oeste e sudeste
A partir de quarta-feira, 20 de novembro, uma frente fria começa a se deslocar para o Sudeste, afetando principalmente São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Essas chuvas são muito importantes para a agricultura, especialmente para o Centro-Oeste, onde as condições de umidade do solo já são favoráveis, com destaque para Mato Grosso e Goiás. desenvolvimento ideal da cultura.
Entre quinta e sexta-feira, 21 e 22 de novembro, o fluxo de umidade da Amazônia ajudará a aumentar a precipitação sobre a região Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mato Grosso do Sul e Paraná também serão afetados por essas chuvas, com os acumulados podendo ultrapassar 80 mm, o que é essencial para o bom desenvolvimento da soja.
Minas Gerais e Matopiba
Minas Gerais e as áreas centrais do Matopiba devem experimentar um aumento constante da umidade no solo, com chuvas benéficas para a implantação da safra de soja 2024. As chuvas em boa parte dessas regiões são positivas para o bom crescimento das lavouras, com volumes em torno de 50 a 80 mm em algumas áreas. A previsão é de que as condições climáticas continuem favoráveis, contribuindo para um desenvolvimento sólido da safra de soja.
Já no Pará, as chuvas mais intensas são esperadas para o sul do estado nos próximos 5 dias, com acumulados de 30 a 40 mm. Na próxima semana as chuvas devem atingir o norte do estado, incluindo cidades como Santarém e Paragominas, com volumes de precipitação variando entre 50 e 80 mm.
A reportagem “Incêndios em São Paulo” (assista abaixo), exibida pelo Canal Rural em setembro de 2024, foi indicada como finalista da 17ª edição do Prêmio Prêmio Abag/RP de Jornalismo “José Hamilton Ribeiro”.
Concorrendo na modalidade Grande Reportagem/Especial da categoria Profissional, a matéria da repórter Luiza Cardoso mostra os prejuízos causados a produtores rurais do interior paulista pelos incêndios provocados pelas ondas de calor e pela seca prolongada que atingiram o estado neste ano.
Foram afetados pelas chamas cultivos de cana-de-açúcar, seringais, pastagens e até áreas de preservação permanente.
Criado em 2008 pela Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto, o prêmio Abag/RP de Jornalismo homenageia José Hamilton Ribeiro, um dos mais reverenciados jornalistas brasileiros contemporâneos.
O objetivo da premiação é o de incentivar e reconhecer a divulgação de assuntos relacionados ao agronegócio regional e nacional, nas categorias Profissional e Jovem Talento, voltada a estudantes.
Os vencedores da 17ª edição serão divulgados em evento a ser realizado em 29 de dezembro, em Ribeirão Preto (SP).
As boas notícias no setor de micro e pequenos negócios começaram a chegar. De acordo com pesquisa do Sebrae e dados da Receita Federal, divulgada neste mês, o Brasil mantém ritmo de crescimento para novos negócios.
Neste ano, o país alcançou a marca de mais de 3,7 milhões de novas empresas abertas, das quais cerca de 96% (3,5 milhões) são pequenos negócios, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte (MPEs). Em 2023, foram registrados 3,93 milhões de CNPJs (sendo 3,77 milhões de MPEs).
Segundo a pesquisa, todos os estados apresentaram crescimento na abertura de empresas. No ranking, São Paulo lidera, com um aumento de 13,4% no número de novos negócios, seguido por Sergipe, com expansão de 12,6%, e Santa Catarina, com o acréscimo de 11%.
Das atividades pesquisadas em novos negócios, todas têm relação com o empreendedorismo rural, seja dentro ou fora da porteira, como comércio, serviços e indústria de transformação.
Confira o ranking dos principais estados e atividades impulsionadas:
As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram em outubro US$ 14,27 bilhões, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em nota.
O valor é recorde para o mês e 6,2% superior ao obtido em igual período do ano passado, o equivalente a um aumento de US$ 840 milhões ante os US$ 13,43 bilhões registrados um ano antes.
Assim, o setor representou 48,4% dos embarques totais do país no último mês, em comparação com 45,2% de outubro de 2023.
Quantidade de produtos exportados
O resultado positivo da balança comercial foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento do volume exportado, de 3,7%, e da alta do índice de preços dos produtos embarcados, de 2,5%, disse o ministério.
“Se olharmos para a quantidade de produtos exportados, o Brasil só vem aumentando. Se observarmos os dados de janeiro a setembro de 2024, nossas exportações caíram 0,2%, mas, com os dados até outubro e com o crescimento de 6,2% que tivemos, já revertemos a tendência e, hoje, de janeiro a outubro, o agro está crescendo 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado”, ressaltou o secretário da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua. “O nosso agronegócio representa basicamente metade de tudo o que o Brasil exporta”, pontuou.
De acordo com nota técnica da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) da pasta, os principais produtos exportados no último mês foram:
Complexo soja
Carnes
Complexo sucroalcooleiro
Produtos florestais
Café
Cereais
Farinhas e preparações
Juntos, representaram 82,7% de tudo o que foi exportado pelo agronegócio brasileiro no último mês, equivalente a US$ 11,80 bilhões em receita.
Commodities com maior desempenho
Foto: Wenderson Araujo/CNA
O desempenho das exportações do agronegócio de outubro foi puxado pelo aumento no volume embarcado de açúcar de cana em bruto (+1 milhão de toneladas), farelo de soja (+452,56 mil toneladas), celulose (+423,43 mil toneladas) e carnes (+190,67 mil toneladas), destacou o ministério.
Em relação ao valor exportado, houve incremento na receita gerada pela exportação de vários produtos, tais como:
Carnes (+38,6%, somando US$ 2,62 bilhões);
Açúcar (+14,5%, no total de US$ 1,763 bilhão); e
Café (+61,1%, para US$ 1,397 bilhão)
Essas commodities compensaram a queda na receita das exportações do complexo soja (-22,8%, para US$ 3,031 bilhões) e de milho (-33,5%, para US$ 1,250 bilhão).
O ministério ressaltou, ainda, o crescimento no valor exportado de suco de laranja, algodão não cardado nem penteado, bovinos vivos, feijões secos e óleo essencial de laranja.
“Estes produtos foram responsáveis por uma expansão de US$ 362,01 milhões nas exportações de outubro de 2024 em comparação com outubro de 2023”, afirmou a pasta.
Destinos dos produtos brasileiros
Entre os destinos, a China se manteve como a principal importadora de produtos do agronegócio brasileiro em outubro, seguida por Estados Unidos e Alemanha.
Contudo, os embarques brasileiros à China caíram 28,5% em outubro, com as vendas externas recuando para US$ 3,50 bilhões, o equivalente a US$ 1,39 bilhão a menos exportado para os asiáticos. A queda nas vendas reduziu a participação do país de 36,4% para 24,5% em um ano.
“A queda nas exportações de soja em grãos (-US$ 1,06 bilhão) e milho (-US$ 730,73 milhões) explicam a redução das vendas à China. Em compensação, houve incremento nas exportações de outros produtos:
Carne bovina in natura (US$ 723,24 milhões; +32,0%);
Celulose (US$ 609,53 milhões; +120,0%); e
Açúcar de cana bruto (US$ 182,42 milhões; +74,5%)
Importações brasileiras
Em outubro, o país desembolsou o valor recorde de US$ 1,771 bilhão com a importação de produtos agropecuários, aumento de 29% ante igual mês de 2023.
Os principais produtos agropecuários importados pelo Brasil no último mês foram:
Trigo (US$ 136,77 milhões; +68,9%);
Papel (US$ 92,64 milhões; +24,4%);
Malte (US$ 87,05 milhões; -2,9%);
Salmões (US$ 80,90 milhões; +16,2%);
Azeite de oliva (US$ 57,77 milhões; -1,3%);
Arroz (US$ 57,57 milhões; +7,7%);
Leite em pó (US$ 55,29 milhões; -4,0%);
Vinho (US$ 52,59 milhões; +6,1%);
Óleo de palma (US$ 50,35 milhões; +133,6%)
Exportações e importações ao longo do ano
De janeiro a outubro, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 140,02 bilhões, crescimento de 0,3% ante igual período do ano passado.
“Esse recorde foi fortemente influenciado pela elevação do volume embarcado, que subiu 6,6%. Por outro lado, o índice de preços registrou queda de 5,9%, o que reduziu a possibilidade de se atingir um valor ainda mais expressivo nas exportações”, observou a secretaria.
Já a participação do agronegócio nas exportações brasileiras recuou levemente de 49,3% nos dez meses de 2023 para 49,2% no acumulado até outubro deste ano.
Juntos, complexo soja (US$ 50,33 bilhões), carnes (US$ 21,49 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 16,60 bilhões), produtos florestais (US$ 14,30 bilhões) e café (US$ 9,75 bilhões) representaram 80,3% das vendas externas do setor entre janeiro e outubro de 2024.
As importações de produtos agropecuários cresceram 17,2% nos dez meses do ano em relação a igual período do ano anterior, para US$ 16,241 bilhões, equivalente a 7,3% do total internalizado pelo país no período.
Em contrapartida, o valor desembolsado com a internalização de insumos utilizados na produção agropecuária diminuiu na comparação anual, somando US$ 11,39 bilhões (-6,5%) de importações de fertilizantes e US$ 4,39 bilhões (-4,6%) de importações de defensivos.
O saldo da balança comercial do setor ficou positivo em US$ 123,776 bilhões, abaixo dos US$ 125,754 bilhões de igual período de 2023.
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Um dos destaques dessa colaboração é o lançamento da plataforma HortiView – Foto: Pixabay
A Orbia Netafim, líder em agricultura de precisão, e a Bayer anunciaram hoje a ampliação de sua parceria estratégica, com foco em novas soluções digitais para produtores de frutas e hortaliças. A iniciativa visa simplificar a coleta de dados primários e gerar recomendações personalizadas para maximizar a produção agrícola e otimizar recursos, reduzindo impactos ambientais.
Um dos destaques dessa colaboração é o lançamento da plataforma HortiView, desenvolvida pela Bayer, que facilita a coleta e o compartilhamento de dados na produção de frutas e vegetais. A plataforma conecta produtores a serviços agronômicos integrados, permitindo decisões baseadas em dados e acesso a mercados. Paralelamente, a Orbia Netafim está integrando insights de irrigação ao HortiView, com recomendações sob medida para cada produtor, considerando os dados fornecidos. Essa integração será expandida para incluir o GrowSphere™, sistema operacional que combina irrigação, proteção de culturas e fertirrigação.
De acordo com Chris Pienaar, líder da divisão de soluções digitais da Bayer, “as ferramentas digitais em horticultura geralmente não funcionam de forma integrada, dificultando o uso dos próprios dados pelos agricultores. Nossa parceria resolve esses problemas, oferecendo recomendações específicas para cada ambiente e cultura.”
A colaboração entre Bayer e Orbia Netafim reflete um histórico de projetos conjuntos, como a iniciativa Better Life Farming e o apoio ao Farm2Fork na Europa. Juntas, as empresas reforçam o compromisso com soluções sustentáveis e conectividade digital, enfrentando desafios como mudanças climáticas e custos crescentes, enquanto promovem eficiência operacional e segurança alimentar global.
O governo federal assina nesta terça-feira (19), acordos com a empresa chinesa SpaceSail e com a Administração Nacional de Dados da China para a condução de estudos sobre a demanda por internet via satélite no Brasil.
O principal objetivo é avaliar a viabilidade de parceria para instalação da rede em locais onde a infraestrutura de fibra óptica não chega, como em áreas rurais.
A tecnologia da SpaceSail, baseada em um sistema de satélites de órbita baixa da Terra (LEO, na sigla em inglês), é similar ao que, em mesma escala e número de satélites, atualmente é oferecida pela Starlink, do empresário Elon Musk, e pela francesa E-Space. A operação da chinesa ainda não foi iniciada, sendo prevista para 2026.
A empresa de Musk, bilionário que mantém embate com o governo federal, tem tido ganhos diretos e indiretos a partir de contratos milionários com órgãos públicos brasileiros. Apenas um dos contratos assinados neste ano rendeu R$ 103,2 milhões, recursos desempenhados para a aquisição de kits para acessar a internet da Starlink para o Exército no Amazonas, em Roraima e no Pará.
Os termos de cooperação a serem assinados com a SpaceSail são focados na previsão de estudos sobre a demanda de internet em regiões isoladas do País. Será a partir disso que o governo poderá checar a viabilidade de parcerias concretas para possíveis investimentos em projetos de inclusão digital.
Já o acordo com a Administração Nacional de Dados da China prevê a troca de informações sobre os mercados e coordenação em foros internacionais. O órgão do governo chinês tem como responsabilidade criar sistemas e padrões para a economia digital do país. Internacionalmente, apoia iniciativas de cidades inteligentes e desenvolvimento da infraestrutura digital.
O evento de assinatura dos documentos será realizado às 17 horas, em Brasília, e contará com a participação do presidente da SpaceSail, Zheng Lie. Conforme o Ministério das Comunicações, os memorandos de entendimento são resultado da missão da pasta ao país asiático em outubro deste ano.