sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

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Relembre os indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil; dá tempo de votar!


Imagem gerada por IA

Você sabia que a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 segue aberta até o dia 30 de abril? Isso significa mais tempo para participar e votar no produtor e pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país. Acesse o link, preencha seus dados e escolha seu favorito (a).

Confira os indicados desta safra:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão: rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

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JBS aponta demanda por nutrição funcional como vetor de crescimento do setor de alimentos


Foto: Reprodução Bradesco BBI

O Brasil deve assumir um papel central na expansão global do consumo de proteína nos próximos anos, sustentado por escala produtiva, ganhos de eficiência e avanços tecnológicos no campo. A avaliação é do CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, feita nesta terça-feira (7), durante o 12º Brazil Investment Forum, promovido pelo Bradesco BBI, em São Paulo.

Segundo o executivo, o crescimento da demanda por proteína deixou de ser uma tendência conjuntural e passou a refletir uma mudança estrutural, impulsionada por fatores como segurança alimentar, mudanças demográficas e a crescente busca por alimentos com maior valor nutricional. “Estamos diante de uma transformação consistente no padrão de consumo, com mais foco em saúde, energia e qualidade de vida”, afirmou.

A declaração foi feita no painel “Leading Brazil’s Protein Industry: Perspectives from the Companies That Feed the World”, que reuniu lideranças do setor para discutir perspectivas para a indústria de proteínas do Brasil e seu papel no abastecimento global.

O CEO da JBS destacou que a segurança alimentar ganhou centralidade na estratégia de diversos países, impulsionando investimentos em produção local, especialmente no Oriente Médio. Para ele, esse movimento, no entanto, não reduz a relevância do Brasil como fornecedor global competitivo e essencial para complementar o abastecimento internacional. “A produção local é uma realidade. Mas isso não elimina o papel do Brasil, porque você nunca fecha a equação produzindo exatamente tudo o que o mercado quer”, disse.

Ao falar sobre a competitividade brasileira, Tomazoni destacou que o país conta com uma vantagem estrutural rara no setor de proteína animal. Além de deter o maior rebanho comercial bovino do mundo, o Brasil ainda apresenta espaço significativo para elevar sua produtividade, sobretudo a partir do avanço em genética, nutrição e manejo. “O Brasil vai dar as cartas na carne bovina, porque tem rebanho, porque tem área e porque ainda há uma oportunidade muito grande de ganho de produtividade.”

Para o executivo, esse avanço produtivo será decisivo para atender a uma demanda global que tende a crescer de forma consistente nos próximos anos. Na avaliação de Tomazoni, o consumo de proteína deixou de ser somente uma tendência de mercado e passou a refletir uma transformação estrutural nos hábitos alimentares, impulsionada por uma mudança geracional e pela busca crescente por saúde, energia e qualidade de vida.

Nesse cenário, Tomazoni apontou uma nova avenida de crescimento para a indústria: o desenvolvimento das chamadas superproteínas, com aplicações voltadas à nutrição funcional, ao bem-estar e à saúde de longo prazo. Segundo ele, a JBS acredita no avanço de soluções baseadas tanto na proteína natural como em rotas de biotecnologia capazes de customizar compostos com funções específicas.

Um exemplo do investimento da Companhia nessa frente é a recente inauguração da JBS Biotech, em Florianópolis (SC). Esse centro de biotecnologia avançada é dedicado ao desenvolvimento de ciência aplicada à cadeia produtiva, para criar e agregar valor à produção de alimentos. “A gente acha que existem dois caminhos: o caminho da proteína natural, com aumento de produtividade, e o caminho da proteína funcional”, explicou o executivo.

Ao encerrar sua participação, Tomazoni reforçou que a diversificação entre geografias, proteínas e ciclos produtivos segue como um dos principais diferenciais estratégicos da JBS diante de um ambiente global mais volátil.

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Carne suína dispara nas exportações e registra maior volume da história


carne suína, suíno, suinocultura - suínos
Foto: Prefeitura de Capão Bonito

As exportações brasileiras de carne suína atingiram recorde histórico em março, com embarques de 153,8 mil toneladas, considerando produtos in natura e processados. O volume representa alta de 32,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram exportadas 116,3 mil toneladas, segundo dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita também alcançou o maior nível da série histórica para o mês, somando US$ 361,6 milhões, avanço de 30,1% na comparação anual.

No acumulado do primeiro trimestre, o setor exportou 392,2 mil toneladas, crescimento de 16,5% frente ao mesmo período de 2025. Em receita, o total chegou a US$ 916 milhões, alta de 16,1% na mesma base de comparação.

A demanda internacional segue concentrada na Ásia e na América do Sul. As Filipinas lideraram as compras em março, com 48,9 mil toneladas, volume 80,7% superior ao registrado um ano antes.

Na sequência aparecem Japão, com 18,2 mil toneladas (+85,8%), China, com 12,7 mil toneladas (-9,5%), Chile, com 10,6 mil toneladas (+26,1%), e Hong Kong, com 8,8 mil toneladas (-29,4%).

Segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin, a demanda global pela proteína brasileira permanece elevada, especialmente em mercados asiáticos, o que sustenta a expectativa de crescimento das exportações ao longo de 2026.

Entre os estados, Santa Catarina se manteve como principal exportador, com 71 mil toneladas embarcadas em março, alta de 21,5% na comparação anual.

O Rio Grande do Sul aparece na sequência, com 43,3 mil toneladas (+71,4%), seguido pelo Paraná, com 21,4 mil toneladas (+10,5%), Minas Gerais, com 4,8 mil toneladas (+69%), e Mato Grosso, com 4,2 mil toneladas (+37,8%).

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Preços baixos fazem produtores de arroz travarem negociações


Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

O mercado de arroz no Rio Grande do Sul registrou baixa movimentação nos últimos dias. Sob influência do feriado da Sexta-feira Santa e da expectativa por leilões oficiais, produtores avaliam que os preços atuais, apesar de elevados, ainda não cobrem os custos de produção.

Esse comportamento dos produtores é comum para equilibrar a receita, já que, mesmo com o avanço da colheita, a oferta do cereal tende a diminuir. Com isso, o volume de negociações recua.

De acordo com o Cepea, compradores seguem também cautelosos. As aquisições vem sendo feitas apenas conforme o necessário, na expectativa que, com o avanço na colheita e a necessidade dos produtores, as condições de compra melhorem.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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AgroNewsPolítica & Agro

Empresas comandadas por líderes constroem ambientes mais sustentáveis


O futuro das empresas rurais depende menos de controle excessivo e mais da capacidade de liderar, desenvolver equipes e construir ambientes sustentáveis de trabalho. Essa visão foi compartilhada pelo zootecnista e especialista em gestão agrícola, Ricardo Arantes, durante a palestra “A força da gestão de pessoas no agro”. 

Na atualidade, o setor vive um momento decisivo para testar a maturidade de empresários, gestores e líderes diante das transformações no mercado, nas relações de trabalho e no perfil das novas gerações, explica Arantes. E ter essa percepção, faz toda diferença no dia a dia. 

O ponto alto desta discussão é saber diferenciar gestão e liderança. Na prática, o especialista explicou que a gestão está ligada a metas, objetivos, processos e foco no negócio, enquanto a liderança exige visão, propósito, adaptação, inovação e capacidade de influenciar pessoas.  

“A operação é muito mais centrada em gestão, mas o sucesso sustentável vem quando se coloca as pessoas em primeiro lugar. Quando você cuida das pessoas, os indicadores vêm com mais consistência”, evidenciou. 

É importante evitar os microgerenciamentos  

A cultura do microgerenciamento precisa ser olhada com mais atenção. De acordo com Arantes, quando a companhia só roda sob vigilância constante do dono ou gestor, o problema não está na equipe, mas na ausência de liderança estruturada. “Se a sua empresa só funciona quando você está em cima, você não tem gestão, você tem dependência. Liderar é construir um time que funciona sem você”, disse. 

O especialista também chamou atenção para a necessidade de rever modelos antigos de comando diante das mudanças geracionais no mercado de trabalho. Para ele, ignorar essa transformação é comprometer a continuidade das empresas. “As pessoas mudam e elas são a parte mais importante do nosso trabalho”, reforçou. 

Como se adaptar melhor nesse cenário? 

O impacto da comunicação na retenção de talentos foi outro ponto enfatizado. Para o especialista, boa parte dos conflitos e desligamentos nas empresas nasce da forma como líderes se relacionam com seus times. “As pessoas se demitem de pessoas, não das empresas”, ressaltou. Como caminho, ele defendeu três pilares para relações mais saudáveis e produtivas: clareza, intenção explícita e coerência entre discurso e ação.  “Aprendam a se comunicar. Treinem. Façam um curso de oratória. Essa jornada trará sucesso”, concluiu.





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O respiro da diplomacia: duas semanas para afastar o mundo da guerra


Donald Trump
Foto: Divulgação The White House

A diplomacia global respira, ainda que sob extrema vigilância. O anúncio de uma trégua de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã não é apenas um cessar-fogo tático; é uma intervenção de emergência na artéria aorta da economia mundial.

Após semanas de incertezas que empurraram o barril de petróleo para patamares alarmantes, o recuo estratégico de ambos os lados evita o que muitos já classificavam como o maior choque energético da era moderna.

A “jugular” energética e o alívio nos preços

O acordo bilateral surge após um período de tensões asfixiantes. Washington comprometeu-se, em conjunto com Israel, a paralisar ofensivas contra o território iraniano em troca da livre circulação comercial no Estreito de Ormuz.

Para o mercado, o impacto foi imediato. Os preços do petróleo, que vinham em uma escalada perigosa desde os US$ 70 iniciais, começaram a recuar fortemente no pregão de hoje. O alívio nas cadeias de suprimento é real, mas o cenário que nos trouxe até aqui permanece profundamente complexo.

A importância de Ormuz é matemática: por aquele canal passa cerca de 20% do petróleo mundial. Mantê-lo fechado significaria condenar o planeta a uma inflação sistêmica.
O custo invisível: um passivo moral para a história

Contudo, a trégua não apaga a mancha ética deixada pela retórica recente. Ao declarar que “uma civilização inteira morreria” caso seus termos não fossem aceitos, o presidente Donald Trump flertou com capítulos sombrios da história.

Essa postura cruza a linha do pragmatismo político e entra no terreno de um instinto de agressividade desmedida. Para muitos, assemelha-se a um desprezo bárbaro pela humanidade, onde o poder de aniquilação é usado como moeda de troca.

O risco para o governo americano é que sua imagem saia deste conflito associada a uma face autoritária. Priorizar a ameaça de destruição sobre a diplomacia gera um passivo moral difícil de reverter perante a comunidade internacional.

Janela de oportunidade

As cicatrizes, entretanto, permanecem. O “prêmio de risco” geopolítico continuará alto, e os custos de frete e seguros não baixarão subitamente devido ao que já aconteceu.
Estas duas semanas são uma oportunidade que o mundo não pode desperdiçar. O pragmatismo, enfim, sobrepôs-se ao som das armas.

Se o diálogo prevalecer nas próximas rodadas, Ormuz voltará a ser um corredor de estabilidade. Caso contrário, o alívio de hoje terá sido apenas o “olho do furacão” antes de uma tempestade ainda mais devastadora.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Proximidade da colheita provoca queda nos preços do café


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A próxima colheita de café, com previsão para maio, já começou a influenciar nas cotações do grão nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as movimentações começaram a impactar preços do café arábica desde meados de março, quando os números começaram a recuar.

Café robusto

O cenário do robusta difere um pouco. Visto que as colheitas são feitas em abril e maio, conforme a aproximação das datas, valores tem ficado mais pressionados em relação ao mercado interno.

No mercado dessa variedade, a liquidez segue mais baixa. Compradores tem feito aquisições pontuais, pensando em repor parte do estoque, enquanto produtores tem feito essas vendas para liquidar compromissos de curto prazo e ter um melhor planejamento para a colheita.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Dólar em queda pressiona soja no Brasil e mantém mercado travado


Dólar - agro - miguel daoud
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja deve enfrentar pressão nos preços diante da queda do dólar frente ao real, movimento intensificado após o acordo de trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.

Na Bolsa de Chicago, os contratos operam com volatilidade e variações limitadas, o que contribui para um cenário de negócios mais lentos no Brasil.

Na terça-feira (7), o mercado doméstico teve pouca movimentação, com preços entre estabilidade e leves altas, sem mudanças relevantes.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente segue sem um direcionamento claro. De acordo com ele, a combinação de leves altas em Chicago e um dólar instável, em meio à decisão de juros no Brasil, não foi suficiente para alterar o comportamento do mercado.

Os negócios continuam restritos, especialmente nos portos, onde o volume negociado segue baixo. No mercado interno, a indústria demonstrou maior presença, mas os produtores mantêm postura cautelosa e pedem preços mais elevados, o que limita o avanço das negociações.

O cenário é de operações pontuais ao longo do dia, com fluxo reduzido.

No mercado físico, os preços apresentaram pequenas altas em algumas regiões. Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00, enquanto em Santa Rosa (RS) avançou de R$ 123,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), houve elevação de R$ 117,00 para R$ 118,00.

Em Rondonópolis (MT), as cotações passaram de R$ 106,00 para R$ 107,00. Já em Dourados (MS), os preços permaneceram em R$ 110,00. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 107,00 para R$ 109,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) registrou alta de R$ 128,00 para R$ 129,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações também subiram de R$ 128,00 para R$ 129,00.

No cenário externo, a Bolsa de Chicago opera com leve queda de 0,08% no contrato maio, cotado a US$ 11,57 por bushel. O mercado oscila entre altas e baixas, influenciado por fatores opostos.

De um lado, a forte queda do petróleo pressiona os preços. De outro, a desvalorização do dólar frente a outras moedas dá suporte às cotações. No câmbio, o dólar comercial recua, cotado abaixo do R$ 5,10

Entre os indicadores financeiros, as bolsas europeias operam em alta, com ganhos. Na Ásia, os mercados também fecharam positivos, com alta de 2,7% em Xangai e 5,3% no Japão.

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Exportações de frango batem recorde de receita em março, mesmo com impacto da guerra


Frango de corte, avícola
Foto: Lucas Scherer

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 504,3 mil toneladas em março, considerando produtos in natura e processados. O volume representa alta de 6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 476 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita também registrou recorde no mês, somando US$ 944,7 milhões, avanço de 6,2% na comparação anual. Em março do ano passado, o faturamento havia sido de US$ 889,9 milhões.

No acumulado do primeiro trimestre, o setor exportou 1,456 milhão de toneladas, crescimento de 5% frente ao mesmo período de 2025. Em receita, o avanço foi de 6,9%, totalizando US$ 2,764 bilhões.

A retomada das compras pela China contribuiu para o desempenho das exportações. O país importou 51,8 mil toneladas em março, alta de 11,6% na comparação anual.

Entre os principais destinos também estão Japão, com 42,1 mil toneladas (+41,3%), Arábia Saudita, com 38,7 mil toneladas (-5,3%), África do Sul, com 33,1 mil toneladas (+21,4%) e União Europeia, com 30,7 mil toneladas (+33,7%).

Apesar do avanço geral, o conflito no Golfo Pérsico afetou parte dos embarques. As exportações para países do Oriente Médio recuaram 19,8% em março na comparação com fevereiro, período anterior ao fechamento do Estreito de Ormuz.

Segundo a ABPA, o fluxo de exportações segue ativo por rotas alternativas. Mais de 100 mil toneladas foram enviadas à região no mês, sendo cerca de 45 mil toneladas destinadas a países diretamente impactados pelas restrições logísticas.

De acordo com o presidente da entidade, Ricardo Santin, medidas adotadas pelo setor e pelo governo têm permitido manter o abastecimento, enquanto a demanda permanece aquecida em outros mercados, especialmente na Ásia.

O Paraná se manteve como principal estado exportador, com 202 mil toneladas embarcadas em março, alta de 5,1% na comparação anual.

Na sequência aparecem Santa Catarina, com 109 mil toneladas (+2,7%), Rio Grande do Sul, com 70,7 mil toneladas (+11,9%), São Paulo, com 32,5 mil toneladas (+22,6%), e Goiás, com 26 mil toneladas (+14,8%).

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Guerra faz exportações brasileiras para o Oriente Médio despencarem


Empresa suspende aceitação de reservas de cargas para sete países do Oriente Médio
Foto: Wikimedia Commons

As exportações brasileiras para o Oriente Médio caíram 26% em março, primeiro mês do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o valor exportado para os 15 países da região recuou de US$ 1,2 bilhão em março de 2025 para US$ 882 milhões neste ano.

A queda atingiu principalmente produtos do agronegócio. As exportações de carne suína recuaram 59%, enquanto as vendas de frango — principal item enviado à região — caíram cerca de 22%. Já os embarques de soja diminuíram 25%.

De acordo com o diretor de Estatísticas do Mdic, Herlon Brandão, ainda é cedo para mensurar todos os efeitos do conflito sobre o comércio internacional. Segundo ele, é necessário mais tempo para afirmar com precisão o impacto da guerra sobre o fluxo comercial.

No fim de março, o Brasil firmou um acordo com a Turquia para permitir a passagem e o armazenamento temporário de mercadorias do agronegócio destinadas ao Oriente Médio e à Ásia Central. Os efeitos da medida devem aparecer a partir dos dados de abril.

O principal destaque positivo das exportações brasileiras foi o petróleo. As vendas de óleo bruto cresceram 70,4% em valor, totalizando US$ 4,7 bilhões. Em volume, o avanço foi de 75,9%.

Apesar da alta, o governo afirma que ainda não é possível estabelecer uma relação direta com o conflito, embora a guerra já tenha afetado cerca de 20% do comércio global de petróleo e pressionado os preços internacionais.

Para os próximos meses, a expectativa é de redução nas exportações do produto. Em meados de março, o governo instituiu uma alíquota de 12% sobre as exportações de petróleo, como forma de compensar subsídios ao diesel.

Além do Oriente Médio, outros mercados relevantes também reduziram as compras de produtos brasileiros em março, na comparação anual. As exportações para os Estados Unidos caíram 9,1%, para o Canadá recuaram 10% e, para a Argentina, 5,9%.

Por outro lado, as vendas para a China cresceram 17,8%, reforçando o papel do país como principal parceiro comercial do Brasil.

No comércio com os Estados Unidos, o Brasil registrou déficit, com exportações de US$ 2,8 bilhões e importações de US$ 3,3 bilhões. Já com a China, houve superávit de US$ 3,8 bilhões no período.

As exportações para a União Europeia avançaram 7,3%. No caso da Argentina, apesar da queda nas vendas, o saldo comercial permaneceu positivo.

No total, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 6,4 bilhões em março. As exportações somaram US$ 31,7 bilhões, alta de 10%, enquanto as importações cresceram 20,1%, alcançando US$ 25,2 bilhões.

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