sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

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Safra de soja deve atingir novo recorde e chegar a 179,2 milhões de t no Brasil, aponta Conab


Foto: Abiove

A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 pode atingir 356,344 milhões de toneladas, de acordo com o 7º Levantamento divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento. O volume representa aumento de 4,1 milhões de toneladas em relação à temporada anterior e avanço de 2,9 milhões frente ao levantamento de março. Caso se confirme, será um novo recorde na série histórica.

Soja

Nesse cenário, a soja se destaca como principal cultura e motor do crescimento. A Conab projeta uma produção recorde de 179,2 milhões de toneladas, consolidando a oleaginosa como protagonista da safra brasileira. O desempenho é favorecido pelo avanço da colheita, que já alcança 85,7% da área, beneficiada pela redução das chuvas em março, o que melhorou as condições de campo.

Mesmo com alguns estados produtores registrando produtividade inferior à safra passada, o rendimento médio nacional da soja surpreende positivamente. A produtividade está estimada em 3.696 quilos por hectare, o melhor resultado já registrado pela Conab para a cultura.

No panorama geral, a área plantada com grãos deve crescer 2%, chegando a 83,3 milhões de hectares. Já a produtividade média nacional total apresenta leve recuo de 0,8%, passando de 4.310 kg/ha para 4.276 kg/ha, ainda assim configurando o segundo melhor desempenho da história.

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AgroNewsPolítica & Agro

Grãos disparam com tensão global e petróleo em alta



A soja apresenta comportamento mais estável


A soja apresenta comportamento mais estável
A soja apresenta comportamento mais estável – Foto: Abiove

O mercado de grãos inicia a semana com sinais de maior volatilidade, influenciado por fatores geopolíticos e climáticos que alteram as expectativas de oferta e demanda no cenário internacional. Segundo a TF Agroeconômica, o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã e o anúncio de bloqueio naval no Estreito de Ormuz elevaram os riscos para o fornecimento global de energia.

O impacto foi imediato no petróleo, que subiu entre 7% e 8%, com o WTI próximo de US$ 105 e o Brent acima de US$ 102 por barril, trazendo reflexos diretos para as commodities agrícolas. No trigo, os contratos em Chicago registraram alta, com o vencimento maio/26 a US$ 583,50 por bushel. O cenário combina o retorno do prêmio geopolítico com preocupações climáticas nas Grandes Planícies dos Estados Unidos, onde a previsão de chuvas pode não ser suficiente para reverter o déficit hídrico das lavouras de inverno.

A soja apresenta comportamento mais estável, com leve recuo nos preços. O contrato maio/26 opera a US$ 1.174,75 por bushel, pressionado pela expectativa de chuvas no Meio-Oeste, que podem favorecer a próxima safra. Ainda assim, a alta do petróleo sustentou o óleo de soja, limitando perdas mais expressivas no complexo, enquanto o farelo recuou após ganhos recentes.

No milho, os preços iniciam a semana em recuperação na Bolsa de Chicago, com o contrato maio/26 a US$ 444,75 por bushel. O movimento ocorre após quatro semanas consecutivas de queda e é impulsionado tanto pela valorização do petróleo quanto pela entrada de compradores no mercado. Apesar disso, os elevados estoques nos Estados Unidos seguem como fator de pressão, e a previsão de chuvas no Meio-Oeste pode restringir avanços adicionais.

 





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Brasil trabalha para alcançar autossuficiência na produção de diesel, diz ministro


ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira
Foto: Tauan Alencar/MME

O governo federal anunciou nesta terça-feira (14) novas medidas para enfrentar os impactos da alta do petróleo e da guerra no Oriente Médio sobre o setor de combustíveis no Brasil.

Durante coletiva no auditório térreo do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que o país trabalha para alcançar a autossuficiência na produção de óleo diesel. A dependência atual das importações é de 30%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com o ministro, o planejamento para reduzir essa dependência já existia, mas ganhou urgência com a escalada dos conflitos internacionais, que pressionaram os preços globais. Ele também buscou tranquilizar o mercado ao afirmar que a oferta de diesel está garantida no curto prazo.

“Para acalmar o setor, já afirmo que a oferta de diesel para os próximos 60 dias está 25% acima da demanda. O abastecimento está garantido”, disse.

Na mesma linha, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou que o governo adote todas as medidas necessárias para evitar que os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã atinjam a população brasileira.

Segundo ele, o Brasil segue tendência internacional, alinhando-se a mais de 40 países que têm implementado políticas fiscais para conter os impactos nos combustíveis.

Entre as ações já adotadas pelo governo estão a zeragem de tributos federais (PIS/Cofins), a criação de subsídios diretos a produtores e importadores, condicionados ao repasse ao consumidor, além da instituição de imposto sobre a exportação de petróleo bruto para compensar perdas de arrecadação.

O pacote também incluiu o reforço na fiscalização da cadeia de distribuição e articulação com Estados para redução do ICMS. Em 6 de abril, essas medidas foram ampliadas com um pacote mais robusto, que elevou as subvenções ao diesel, com incentivos diferenciados para produto nacional e importado, além de zerar tributos sobre o biodiesel.

As iniciativas passaram a contemplar também o querosene de aviação, com desoneração e oferta de crédito ao setor aéreo, e o gás de cozinha (GLP), que recebeu subsídios diretos.

Silveira também anunciou um reajuste orçamentário no programa Gás do Povo, voltado a famílias de baixa renda. Segundo ele, cerca de 15 milhões de famílias já são atendidas pelo programa, considerado essencial neste momento de pressão sobre os preços.

De acordo com o ministro, a medida permitirá manter o atendimento atual e ampliar a cobertura para proteger a população mais vulnerável.

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Cepea: mercado do etanol registra recuo nas cotações de abril


etanol, Biocombustível, Renovabio
Foto: Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo

Os preços do etanol hidratado caíram nos últimos dias na região de São Paulo. De acordo com o Cepea, o avanço da safra 2026/27 aumentou a oferta do biocombustível no mercado, o que influenciou no recuo das cotações. Vendedores também seguem segurando uma maior quantidade em estoque por receio de mais quedas.

O centro de estudos ainda ressaltou que as chuvas recentes, que ocasionaram a interrupção na moagem da cana, não foram suficientes para segurar a baixa dos valores do etanol. A previsão para os próximos dias é de tempo mais seco.

Em relação aos compradores, parte deles chegaram a adquirir volumes maiores, porém o fluxo do hidratado seguiu fraco. Distribuidores seguem cautelosos e fechando apenas boas oportunidades de negócio.

O mercado continua atento às possibilidades de uma crescente na oferta de etanol nos próximos meses da safra, visto que o mercado açucareiro ainda está fraco e o dólar segue em queda.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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Conab atualiza progresso da safra de soja no Brasil e dois estados concluem 100% da colheita


Oeste da Bahia já colheu 1,2 milhões de hectares de soja,
Soja BA

A colheita de soja no Brasil atingiu 85,7% da área plantada, segundo o mais recente levantamento da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Na última semana, o índice era de 82,1%, o que representa um avanço de 3,6%.

Apesar do progresso, o ritmo segue ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 85,9%, com recuo de 0,2 ponto percentual. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando a colheita estava em 88,3%, a diferença é de 2,6 pontos percentuais.

Progresso de safra de soja por estado

Regionalmente, o avanço da colheita apresenta variações importantes entre os estados. Do maior para o menor percentual, Mato Grosso e São Paulo já concluíram os trabalhos, com 100% das áreas colhidas, seguidos por Mato Grosso do Sul (99%), Goiás (97%), Paraná (96%), Minas Gerais (94%) e Tocantins (90%). Na sequência aparecem Piauí (84%) e Bahia (75%).

Já os estados com maior atraso são Maranhão (53%), Santa Catarina (47,8%) e Rio Grande do Sul (45,0%).

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AgroNewsPolítica & Agro

O que mudou no agro após sete semanas de tensão



Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos


Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos
Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos – Foto: Pixabay

A escalada de tensões geopolíticas e as restrições comerciais internacionais vêm ampliando as incertezas no mercado global de insumos agrícolas. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o cenário segue indefinido após sete semanas de conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã, com informações desencontradas entre as partes e impactos diretos na previsibilidade para o Brasil.

Paralelamente, a China tem reforçado sua postura protecionista ao praticamente interromper as exportações de fertilizantes e, mais recentemente, de ácido sulfúrico. A medida pressiona especialmente o segmento de fosfatados, considerado atualmente um dos principais pontos de atenção. A avaliação é de que o fósforo se tornou um problema relevante, com potencial de impacto superior ao observado em 2022.

Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos. Os preços dos princípios ativos na China avançaram, refletindo o aumento das matérias-primas utilizadas na fabricação desses produtos, o que se traduz em encarecimento para o produtor rural.

O cenário é agravado por uma sequência de pressões sobre o custo de produção. Embora o câmbio próximo de 5 reais por dólar, em alguns momentos, contribua para amenizar decisões de compra, a relação de troca segue deteriorada. Isso ocorre porque commodities como soja e milho também enfrentam desvalorização, limitando o poder de compra do produtor. Na prática, o alívio cambial não compensa as perdas observadas nos preços agrícolas, mantendo o ambiente desafiador e sem sinal claro de melhora no curto prazo.

 





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Dólar abaixo de R$ 5: quem ganha e quem perde?


dólar
Foto: Pixabay

O dólar continua em trajetória de queda frente ao real e chegou a testar mínimas de R$ 4,97 no começo da manhã desta terça-feira (14). O movimento ocorre após a moeda norte-americana atingir o menor patamar em mais de dois anos no fechamento de ontem, cotada a R$ 4,99.

Segundo o economista Silvio Campos, da Tendências Consultoria, a baixa do dólar decorre de uma soma de fatores. Entre eles, um ambiente internacional mais fraco para a moeda e a política monetária do Banco Central do Brasil.

“Existe um ambiente global pró-diversificação, com investidores buscando alternativas diante de alguma desconfiança em relação aos ativos norte-americanos”, explica. Esse movimento favorece os ativos brasileiros, aumentando a venda de dólares em troca de reais.

No cenário interno, Campos destaca a manutenção da Selic em um patamar elevado por mais tempo. “A avaliação é de que o Banco Central vai ter que ser mais duro na condução da política monetária”, afirma. om isso, os investidores tendem a se aproveitar do diferencial elevado de juros, cenário que contribui para a valorização do real.

Segundo semestre de fortes emoções

A duração dessa tendência, contudo, tende a ser limitada, especialmente por causa das eleições no Brasil. “Acho que o cenário de curto prazo ainda é favorável ao real, então a gente até pode ver a cotação testando patamares um pouco mais baixos. Difícil mesmo dizer até quando, até onde a gente iria”, observa.

Além das eleições, outros temas também devem pesar sobre o dólar e a economia em geral. Nesse contexto, Campos destaca o cenário fiscal brasileiro.

“Temos um problema fiscal não resolvido. Nesse momento isso está sendo deixado de lado, mas em breve vai voltar, especialmente se quem vencer as eleições não deixar claro quais serão os caminhos para corrigir essa situação”, alerta.

Queda do dólar: bom para quem?

“Em linhas gerais, a queda do dólar é um fator positivo para quem importa e negativo para quem exporta”, esclarece o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach.

No campo, a desvalorização da moeda pode atenuar os custos de produção em um primeiro momento, mas o encarecimento de fertilizantes, fretes marítimos e a inflação por causa da guerra no Oriente Médio devem anular os efeitos positivos.

Barabach também destaca que a baixa do dólar tem contribuído para a valorização de algumas commodities nas bolsas internacionais. Porém, há ressalvas. “A queda do dólar acaba jogando contra o preço dos produtos de exportação (recebe-se menos em reais por dólar vendido)”, diz.

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Preços do açúcar se mantêm estáveis no início de abril, diz Cepea


Açúcar em cubos
Foto: Açúcar/Divulgação

Na última semana, o mercado do açúcar foi marcado pela estabilidade nos preços. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ocorreram pequenas oscilações nas cotações na maior parte dos dias. Apesar disso, ao final do período foi registrado uma reação, com os preços próximos de R$ 106,00/sc.

Pesquisadores apontam que o mercado spot segue influenciado pelo início da safra 2026/27. Com isso, parte das usinas priorizaram a produção do açúcar VHP, enquanto a disponibilidade do açúcar cristal permaneceu limitada, fator que impactou no avanço dos preços.

A demanda em relação ao adoçante segue sendo apenas pontual, visto que compradores estão cautelosos, negociando apenas quantidades para recompor o estoque. Por conta disso, as compras seguem mais frias na primeira metade de abril.

Mercado externo

A instabilidade segue presente no mercado internacional. Com uma oferta abundante da mercadoria e um ambiente geopolítico ainda tenso e energético, a situação segue volátil ao redor do mundo.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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Petrobras vai retomar obras de unidade de fertilizantes em Mato Grosso do Sul


Petrobras
Foto: Agência Petrobras

O Conselho de Administração da Petrobras decidiu, nesta segunda-feira (13), pela retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, sediada em Três Lagoas (MS).

A implantação da unidade já havia sido aprovada pelo conselho em outubro de 2024, dentro Plano de Negócios 2026-2030. Para a conclusão do projeto, é estimado investimento de cerca de US$ 1 bilhão.

A ideia é que as obras sejam retomadas ainda no primeiro semestre deste ano e que a unidade entre em operação comercial em 2029. 

Paralisada desde 2015, a implantação da unidade voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes.

Unidade

O projeto prevê a produção de aproximadamente 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização.

A produção será destinada majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, principais produtores agropecuários do país.

A amônia é matéria-prima para os setores de fertilizantes e petroquímico. A ureia é o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo nacional na ordem de 8 milhões de toneladas por ano.

O agronegócio utiliza do produto nas plantações de milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de aplicação como suplemento alimentar para ruminantes.

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