segunda-feira, abril 6, 2026

Autor: Redação

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Alface puxa queda do preço das hortaliças em setembro



Os preços das hortaliças mais consumidas nos principais mercados atacadistas do país registraram queda em setembro. Alface, batata, cebola, cenoura e tomate ficaram mais baratos, quando comparados com os valores de agosto. A maior queda foi verificada para a alface, com redução de 16,01% na média ponderada das cotações, explicada pela boa oferta da folhosa nos mercados.

É o que mostra o 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (21).

Comercialização de hortaliças

A pesquisa da Conab considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do país e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).

Conforme comunicado da estatal, para a cebola, o movimento de queda nos preços manteve-se firme em setembro, dando continuidade à trajetória descendente iniciada em junho deste ano. No mês passado, o preço médio ponderado apresentou retração de 14,8%, com recuo registrado em todas as Ceasas analisadas no boletim. O atual cenário de preços baixos é resultado direto de uma oferta abundante.

O elevado volume de batata nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas também explica a nova queda nas cotações do produto, consolidando o quarto mês consecutivo de preços mais baixos. De acordo com a média ponderada das Ceasas que compõem o boletim, a redução em setembro foi de 10,4% em relação a agosto.

No caso do tomate, o comportamento de queda de preços não foi unânime. A Conab verificou, por exemplo, desvalorização de 37,88% nas cotações em Vitória (ES) e valorização de 46,91% em Goiânia (GO). Do lado da oferta, setembro registrou uma redução de 3,6%. No entanto, essa queda, de baixa intensidade, não foi suficiente para fazer o preço subir na maioria das Ceasas. Com isso, na média ponderada os preços caíram 5,76%.

No caso da cenoura, segundo a Conab, em setembro não houve tendência definida do movimento do preço nas Ceasas, e na média ponderada, as cotações desceram 4,71% em relação à média de agosto. “Um dos fatores que pressionaram os preços em setembro foi a redução da oferta em Minas Gerais, principal produtor nacional. A queda na produção mineira em relação a agosto pode provocar aumento da demanda por produtos de outras regiões, intensificando a pressão sobre os preços”, explicou.

Cenário para as frutas

Dentre as frutas analisadas pela Conab, os preços da melancia mantiveram o comportamento registrado pelas hortaliças com queda na média ponderada de 10,29%. “A redução foi registrada mesmo com a elevação da demanda causada pelas temperaturas elevadas diante da boa oferta da fruta nos mercados”, disse a estatal.

Já para banana, laranja, maçã e mamão o movimento preponderante foi de alta. No caso da maçã, setembro foi marcado por oscilações na comercialização e leve alta de preços na média ponderada, em torno de 1,38%, impulsionada pelo aumento da demanda pelo produto no início do mês.

Para o mercado da banana, as cotações subiram na média ponderada em 6,56%. Já a comercialização da fruta oscilou entre os entrepostos atacadistas analisados, puxadas pela maior produção da variedade prata explicada pelas temperaturas mais elevadas que provocaram o amadurecimento em praças baianas e mineiras. No mercado da banana-nanica a oferta se mostrou mais limitada nas principais praças produtoras, como as regiões do Vale do Ribeira (SP) e norte catarinense.

Os preços da laranja também apresentaram tendência de alta em diversas Ceasas. Na média ponderada as cotações subiram 7,9%, mesmo diante do aumento da oferta da fruta, impulsionado pela intensificação da colheita em várias regiões produtoras. Em contrapartida, a demanda também cresceu, favorecida pela elevação das temperaturas, o que ajudou a equilibrar o aumento da oferta no varejo.

“A maior alta foi verificada para o mamão”, destacou a Conab. No início do mês a demanda esteve bastante aquecida, o que acabou por impulsionar as vendas de ambas as variedades de mamão, mesmo que os preços já estivessem em níveis elevados, num contexto em que a oferta já estava restrita e as frutas tivessem apresentado boa qualidade.

No entanto, no segundo decêndio do mês, a oferta aumentou com a elevação das temperaturas (principalmente da variedade papaia), o que acabou por estabilizar as cotações e até mesmo provocar queda em algumas centrais de abastecimento. Mesmo com a queda registrada em parte do mês, na média mensal o fechamento apontou elevação na média ponderada de 12,72% em setembro em comparação com agosto.

Exportações

De janeiro a setembro deste ano, o volume total de frutas enviado ao exterior foi de 853,2 mil toneladas, alta de 28% em relação ao meios período de 2024, e o faturamento foi de US$ 994,42 milhões (FOB), 15% superior em relação aos nove primeiros meses do ano passado.

“Com a implementação das tarifas implementadas pelo governo dos Estados Unidos a alguns produtos brasileiros, muitas previsões apontavam que as vendas totais poderiam cair com maior intensidade, o que não tem ocorrido até o momento, o que demonstra que o setor no conjunto reagiu bem às instabilidades externas, com alguns mercados específicos demandando mais atenção, como de manga e uva”, comentou a Conab.



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Inmet alerta para chuva forte e variação extrema do clima em todo o país



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma semana marcada por contrastes no clima do país. Enquanto áreas do Norte e do Nordeste devem registrar fortes pancadas de chuva, regiões do Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul terão períodos de tempo mais seco e baixos índices de umidade relativa do ar.

Norte: volumes acima de 100 mm no Amazonas

As áreas de instabilidade continuam ativas sobre a região Norte. Segundo o Inmet, deve chover em praticamente todos os estados ao longo da semana, com destaque para Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins e centro-sul do Pará.

No Amazonas, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros, especialmente na porção oeste do estado. Já em Amapá e centro-norte do Pará, as precipitações devem ser fracas e isoladas, com médias inferiores a 10 mm.
A umidade relativa do ar permanece alta em boa parte da região, mas pode cair para 30% a 40% no Amapá, norte do Pará e em pontos do Tocantins.

Nordeste: chuva forte na Bahia e tempo seco no norte da região

O Inmet prevê o retorno das chuvas para grande parte do Nordeste, principalmente na Bahia, Piauí, Maranhão, Sergipe, Alagoas, oeste de Pernambuco e sul do Ceará.
A Bahia deve concentrar os maiores volumes, com acumulados que podem superar 150 milímetros, sobretudo na faixa litorânea.

Por outro lado, o norte da região segue com tempo seco e umidade relativa abaixo de 30%, podendo chegar a 20% em pontos isolados.

Centro-Oeste: chuvas isoladas e baixa umidade

No Centro-Oeste, as chuvas devem se concentrar sobre o Mato Grosso, onde os volumes podem chegar a 40 milímetros até o dia 23 de outubro. Em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, a tendência é de redução das chuvas ao longo da semana. A umidade relativa do ar deve ficar em torno de 30%, especialmente no sul de Goiás e Mato Grosso do Sul.

Sudeste: frente fria provoca chuva no início da semana

A passagem de uma frente fria favorece chuvas no norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, com possibilidade de acumulados acima de 80 milímetros no início da semana.
No restante da região, o tempo deve permanecer seco, com destaque para o interior de São Paulo e Minas Gerais, onde a umidade relativa pode cair abaixo de 25%.

Sul: tempo firme no início e chuva forte no fim de semana

A maior parte da semana será de pouca chuva na Região Sul, mas a aproximação de um sistema frontal deve trazer temporais no fim de semana, principalmente no oeste de Santa Catarina e Paraná, onde os volumes podem ultrapassar 80 milímetros. Já o norte do Paraná deve continuar sem chuva significativa. A umidade relativa do ar pode cair para 30% em áreas isoladas.

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rastreabilidade obrigatória evita multas milionárias na pecuária; entenda



A expressão informal “CPF do boi” representa a nova e urgente realidade da pecuária brasileira: a rastreabilidade obrigatória e georreferenciada da origem do rebanho.

Com o aumento da fiscalização ambiental e das exigências do mercado internacional, tornou-se um risco catastrófico comprar, transportar ou comercializar gado sem a comprovação de sua origem legal e ambiental, podendo resultar em multas milionárias.

Ao programa Giro do Boi, o advogado e professor de direito ambiental Pedro Puttini explicou que essa nova forma de rastreamento, apoiada pelo Ministério Público Federal, exige a construção do histórico completo do animal. Isso é feito através do cruzamento de dados críticos, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e imagens de satélite.

O sistema identifica com precisão se o gado passou por áreas embargadas, desmatadas ilegalmente, ou se houve sobreposição com terras indígenas ou unidades de conservação.

Confira:

Consequências legais e o risco catastrófico na cadeia produtiva

Com essa nova rastreabilidade, o risco legal se estende a toda a cadeia produtiva, do produtor ao frigorífico. A responsabilidade não recai mais apenas sobre o dono da terra que cometeu o desmatamento ilegal, mas também sobre o comprador, o intermediário e o transportador que negligenciam a verificação do histórico do animal.

A penalidade prevista pelo Decreto Federal 6.514/2008 (Art. 54-A) para quem adquire, intermedeia ou comercializa produto de origem animal proveniente de área desmatada ilegalmente é de R$ 500 por quilo ou por unidade do produto.

Em termos práticos, um único carregamento de boi gordo de origem irregular pode gerar um prejuízo financeiro catastrófico e colocar em risco todo o patrimônio da fazenda.

Ação imediata: a postura preventiva para a segurança jurídica

Para evitar as sanções e garantir a segurança jurídica, o produtor e o comprador devem adotar uma postura preventiva e responsável, especialmente em regiões sensíveis como a Amazônia Legal. O compliance ambiental exige ações imediatas:

  • Consulta de embargos: é obrigatório consultar as listas públicas de embargos do IBAMA antes de fechar qualquer negócio ou adquirir animais.
  • Verificação do CAR: o produtor deve checar se a propriedade possui o CAR ativo e se não há sobreposição de áreas com restrições.
  • Documentação completa: a confiança na GTA não basta. É crucial documentar a origem com laudos, e-mails e estudos de imagens de satélite.
  • Plataformas de compliance: a integração com plataformas de rastreabilidade socioambiental, já adotadas por grandes frigoríficos, é fundamental para o escoamento seguro da produção.

O alerta é claro: o risco não está mais apenas com quem comete o dano, mas com quem compra sem verificar a origem. Ignorar a rastreabilidade obrigatória acabará penalizando duramente o pecuarista, com perdas que podem comprometer a continuidade do negócio.



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Plantio de milho verão atinge 94% da área no Paraná



O plantio da safra de verão de milho 2025/26 atingiu 94% no Paraná, até esta segunda-feira (20), em comparação com 90% na semana anterior, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado.

Em boletim, o Deral mostra que 6% das lavouras estão em fase de germinação e 94% em desenvolvimento vegetativo. Em sua maioria, as condições são boas (98%), com apenas 2% em condição média.

Condições da soja

Por outro lado, o plantio da safra de soja 2025/26 está 52% concluído. Das lavouras semeadas, 70% estão em desenvolvimento vegetativo e 30% em germinação. As condições são: 98% boas e 2% médias. “O plantio da soja avançou em praticamente todas as regiões, embora com interrupções pontuais por causa do excesso de chuvas e elevada umidade do solo.”

Conforme o Deral, nas áreas já plantadas, o desenvolvimento inicial é considerado bom e com lavouras regularizadas após precipitações recentes. “O monitoramento fitossanitário está em andamento, com início de aplicações preventivas em áreas mais antecipadas”, observou.

Safra de trigo

Sobre a colheita da safra de trigo 2025, o Deral mostra que o cereal foi retirado de 77% da área semeada ante 64% na semana anterior. Conforme o departamento, 86% das lavouras têm condição boa e 14% média. O órgão relata que 31% das lavouras estão em fase de frutificação e 69% em maturação.

A colheita do trigo avança em ritmo variável conforme as condições climáticas locais. Em diversas áreas, os trabalhos foram interrompidos por excesso de umidade, resultando em redução gradual do PH e riscos de perdas de qualidade, relatou o Deral.

“Ainda assim, parte significativa das lavouras apresenta desempenho dentro das expectativas iniciais. A previsão de tempo firme deve acelerar a conclusão da colheita nas próximas semanas”, comentou.



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A Abertura Nacional da Colheita da Soja 25/26 já tem data e local!



Com o plantio da safra de soja 2025/26 em andamento em várias regiões do Brasil, o próximo passo dos trabalhos com a oleaginosa já está programado. A Abertura Nacional da Colheita da Soja tem data e local definidos: 30 de janeiro, às 9h (horário de Brasília), na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO).

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O evento reunirá produtores rurais, lideranças do setor e convidados para destacar a força socioambiental do agronegócio brasileiro, reforçando o papel da soja como motor de desenvolvimento econômico e sustentável no país.

A cerimônia será transmitida ao vivo na tela do Canal Rural e nas redes sociais, permitindo que o público de todo o Brasil acompanhe o início simbólico da colheita da principal cultura agrícola do país.

A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio local da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.



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AgroNewsPolítica & Agro

PF encontra maconha em carga de agrotóxicos



Apreensão ocorreu neste domingo (19)



Foto: Divulgação

A Polícia Federal apreendeu neste domingo (19/10) mais de 3,5 toneladas de maconha transportadas em um caminhão na cidade de Pacaembu, no interior de São Paulo. A droga estava camuflada entre embalagens de agrotóxicos, estratégia que dificultava sua detecção e levantava suspeitas sobre o uso de rotas rurais para o tráfico.

Segundo informações da Polícia Federal, a apreensão ocorreu durante uma operação de rotina na região. A carga chamou atenção dos agentes pela combinação incomum entre o volume de embalagens e a rota utilizada. Após a abordagem e vistoria do veículo, os agentes encontraram os fardos do entorpecente ocultos entre os produtos agroquímicos.

O motorista do caminhão foi detido no local e conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Presidente Prudente, onde foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a origem e o destino da droga.

A Polícia Federal segue investigando o caso para identificar outros envolvidos na logística do carregamento. Uma das linhas de apuração considera a possível utilização de estruturas do agronegócio para encobrir o transporte ilícito, dada a tentativa de disfarce com embalagens de agrotóxicos.

O volume apreendido representa um dos maiores já registrados este ano na região, com impacto direto no escoamento de entorpecentes para centros urbanos.

 





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Crédito rural para renegociação de dívidas avança lentamente nas instituições financeiras



A linha de crédito rural de R$ 12 bilhões, criada pela medida provisória (MP) nº 1.314/2025, ainda não está plenamente disponível em todas as instituições financeiras. O programa foi lançado para renegociar dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos, mas parte dos agricultores segue enfrentando dificuldades para acessar os recursos.

Embora o Banco Central tenha confirmado que o programa está habilitado no Sistema Sicor e apto a receber registros de operações, muitos produtores relatam que o crédito ainda não está operacional em todos os bancos, principalmente nas instituições que trabalham com recursos controlados.

Banrisul e Banco do Brasil iniciam operações

O Banrisul foi o primeiro banco a disponibilizar a linha de crédito, iniciando as operações em 15 de outubro. Agricultores já têm procurado as agências da instituição para viabilizar a contratação dos financiamentos previstos na MP.

O Banco do Brasil começou a efetivar as contratações nesta terça-feira (21), permitindo que produtores rurais, cooperativas e empresas do setor agropecuário acessem operações com recursos livres e condições especiais para liquidação e amortização de dívidas de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPR).

Cooperativas ajustam sistemas e aguardam definições

A Cresol informou que vai operar com a nova modalidade de crédito, mas que ainda finaliza ajustes de sistema e tecnologia para iniciar os repasses “o mais breve possível”. A cooperativa orienta seus associados a procurarem as agências para obter informações individualizadas sobre o processo de contratação.

Já o Sicredi declarou que, desde o lançamento da MP, mantém diálogo com o governo federal sobre as regras e condições para operacionalizar o crédito. A instituição destacou que ainda há questões regulatórias pendentes, mas que a expectativa é de que o sistema esteja plenamente funcional na próxima semana.

Medida busca aliviar endividamento no campo

A medida provisória nº 1.314/2025 foi criada para dar fôlego financeiro a produtores rurais impactados por perdas decorrentes de eventos climáticos extremos, como secas, geadas e enchentes. O objetivo é garantir a liquidação e o refinanciamento de dívidas, evitando que agricultores e cooperativas fiquem inadimplentes e possam retomar a capacidade produtiva.

Com a liberação dos recursos avançando de forma gradual, o setor aguarda maior agilidade na operacionalização por parte das instituições financeiras, especialmente nas regiões mais afetadas por problemas climáticos.



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Ventilação adequada é fundamental para evitar mortalidade de frangos



O aumento da mortalidade de frangos nos últimos dias de lote pode estar relacionado a problemas de ambiência dentro dos aviários, segundo o mestre em Produção Animal e especialista em ambiência, João Nelson Arruda. Ele alerta para a importância de garantir ventilação adequada e controle da temperatura durante todo o ciclo de criação.

De acordo com Arruda, as aves modernas têm alta capacidade genética de ganho de peso e conversão alimentar, mas também produzem mais calor do que há dez ou vinte anos. Ele explica: “Essas aves são mais vorazes, consomem mais ração e água, e consequentemente geram mais calor. Por isso, precisam de um ambiente que permita trocar esse calor com o ar”.

Importância da ventilação

A principal forma de garantir essa troca de calor é por meio da velocidade do ar dentro dos galpões. “Precisamos avaliar como está a ventilação. Hoje, as aves necessitam de uma velocidade de 3,5 a 4,5 metros por segundo. Se o ar não circula adequadamente, o calor se acumula e o coração da ave trabalha de forma acelerada, o que pode causar insuficiência cardíaca crônica”, afirma o especialista.

João Nelson Arruda explica que muitos produtores confundem os sintomas de hidropericárdio, acúmulo de líquido no coração, com ascite, popularmente conhecida como barriga d’água. “A principal lesão encontrada nas necrópsias é o hidropericárdio. Ele ocorre porque a ave, exposta a altas temperaturas e pouca ventilação, desenvolve sobrecarga cardíaca e não consegue oxigenar o corpo adequadamente”, detalha.

Fases críticas da criação

Arruda alerta que a mortalidade tende a aumentar na fase final do lote, quando as aves estão mais pesadas e produzem mais calor. “Como na fase inicial a mortalidade é baixa, o problema dificilmente é sanitário, mas sim de ambiência. Precisamos retirar o calor do galpão e reduzir as temperaturas para que o coração da ave chegue em boas condições ao final do ciclo”, ressalta.

Para reduzir perdas e melhorar os índices de conversão alimentar, ele orienta os produtores a verificarem as condições dos equipamentos e da estrutura dos aviários. “É essencial revisar a vedação do galpão, a qualidade dos exaustores e garantir que todos estejam operando corretamente. Manter a velocidade do ar ideal é o primeiro passo para reduzir desperdício de ração e evitar que o frango gaste energia apenas para manter a temperatura corporal”, recomenda.

Controle da umidade

Outro ponto de atenção é o controle da umidade relativa do ar. “Quando a umidade está alta, a sensação térmica aumenta e a ave tem mais dificuldade de perder calor. Se o coração já estiver comprometido, a mortalidade será inevitável”, explica Arruda.

Ele reforça que a mortalidade elevada no fim do lote impacta diretamente a conversão alimentar e os resultados econômicos da granja. “Cada frango que morre nessa fase já consumiu grande quantidade de ração. Então, melhorar a ambiência é fundamental para evitar prejuízos”, conclui.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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BB inicia renegociação de dívidas com base na MP do crédito rural



O Banco do Brasil informou que começa a ofertar a partir desta terça-feira (21) a contratação de operações com base na MP do crédito rural (1.314/25), com o uso de recursos livres. A nova linha poderá ser solicitada por produtores rurais, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, e cooperativas agropecuárias.

“Com a nova linha BB Regulariza Agro, com fonte de recursos livres do Banco do Brasil, o produtor vai poder liquidar, amortizar e alongar dívidas de custeio, investimento e CPRs, inclusive as que já foram prorrogadas, renegociadas ou que estejam adimplentes, em regiões impactadas com perdas de safra decorrentes de eventos adversos e que causaram aumento do endividamento no Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR)”, detalha o banco, em nota.

Segundo o BB, o valor a ser regularizado será definido conforme a necessidade e situação de cada cliente. O prazo pode chegar a até nove anos, incluindo período de até um ano de carência.

“São condições que trazem alívio no fluxo de caixa e previsibilidade financeira para o produtor rural, seja ele um agricultor familiar, médio ou grande produtor. Agora, o objetivo do BB é ajudar as famílias e as empresas do campo a renegociar suas dívidas, regularizar suas obrigações e retomar a produção”, afirma o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, também em nota.

“O agro é estratégico para o Banco e vamos seguir apoiando o setor com responsabilidade e visão de longo prazo.”

O BB afirma que uma segunda etapa da regularização de operações, com uso de recursos subsidiados, terá início em breve. Também diz que oferece outras possibilidades de soluções de dívidas para produtores e cooperativas cujos débitos não se enquadrem nos critérios da MP.



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a logística como fator determinante à competitividade


Se a edição 2025 do Fórum Santa Catarina e o Agro 5.0, realizada em São Francisco do Sul/SC, na última semana (14/10), colocou o Porto como palco das discussões sobre logística, os debates realizados no evento transcenderam o cais para abordar um desafio maior: como Santa Catarina pode manter e ampliar sua liderança no agronegócio em um cenário de competitividade crescente e demandas por sustentabilidade. A iniciativa do Canal Rural, que mobilizou o setor produtivo e o governo catarinense, mostrou que a solução passa por uma visão integrada de infraestrutura, mercado e inovação.

A ferrovia como peça-chave

Apesar da importância do Porto de São Francisco do Sul, a visita dos participantes à indústria da Fecoagro e ao terminal portuário reforçou uma reflexão profunda sobre a dependência rodoviária do agronegócio catarinense. Em um dos painéis, feito por Arene Trevisan, membro do grupo de logística da ABPA,foi destacado que a falta de ferrovias eficientes compromete a competitividade do estado. Trevisan destacou que o milho vindo do Centro-Oeste brasileiro, por exemplo, pode ser mais competitivo na China, devido à malha ferroviária e hidroviária daquela região, do que o milho que chega aos portos catarinenses, que enfrentam longas distâncias rodoviárias. Essa dependência encarece a importação de grãos, matéria-prima essencial para a produção de carnes, uma das principais forças do agro local.

Carlos Chiodini, secretário de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, ressalta a importância do investimento em ferrovias: “Nós precisamos ter uma ferrovia que conecte o oeste de Santa Catarina o grande produtor nacional de proteína animal com os polos produtores de proteína vegetal”.

Já o secretário de Portos e Aeroportos do estado, Beto Martins, destacou que muita coisa está sendo feita neste setor: “Está aí a Bahia da Babitonga, já com obra de alargamento do canal de acesso, que vai assegurar que aqui seja o primeiro porto a receber um navio de container de 366 metros full”. Martins cita outras obras, defende que Santa Catarina está crescendo, mas admite que o tempo que se perdeu ainda deixa um estado de muita gravidade, sendo urgente a retomada.

Reprodução.

O desafio do milho e a oportunidade da inovação

A dependência de importação de milho é um ponto delicado para o estado, já que 50% do cereal para o setor de carnes precisa vir de fora. A discussão no Fórum revelou que a solução não está apenas em produzir mais internamente, mas em criar uma infraestrutura que facilite o abastecimento de forma competitiva. A logística ineficiente atinge diretamente o bolso do produtor e a balança comercial, comprometendo a capacidade de Santa Catarina de se manter como um dos maiores produtores de carnes do Brasil.

Sustentabilidade: da prática à vanguarda

O evento também ressaltou um diferencial catarinense: a produção sustentável em pequenas propriedades. O presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Mauro de Nadal, destacou que os produtores catarinenses já atuam com uma visão de sustentabilidade. Essa expertise pode se tornar um ativo estratégico para o estado, especialmente com a proximidade da COP30, servindo de modelo para outros eventos e regiões do país.

“Precisa ter um incentivo fiscal para quem está investindo nessas fontes renováveis de geração de energia. (…) Além disso, nós vamos trabalhar fortemente na indenização para o agricultor que está preservando, que ele seja indenizado pelo tamanho da área que ele preserva, como uma forma de incentivo”, explicou Nadal. O Fórum demonstrou que a sustentabilidade não é apenas uma exigência de mercado, mas uma oportunidade para o agro catarinense se posicionar como referência global.

A sinergia para um futuro mais forte

O Movimento Pró-Ferrovias, criados por diversas entidades representativas do setor produtivo do estado, trouxe ao Fórum um panorama geral das ferrovias hoje existentes no país e projetos em andamento. Lenoir Broch, do movimento, explicou que nenhum deles contemplam o Sul do país. “Em 1930 o Brasil tinha 30 mil quilômetros de ferrovia. Hoje são menos de 20 mil quilômetros. Estamos indo no sentido contrário ao desenvolvimento”, declarou.

O Fórum SC e o Agro 5.0 reforçou a necessidade de uma atuação conjunta entre o poder público, setor privado e entidades representativas do agro. A visão de futuro apresentada no evento aponta para a necessidade de políticas públicas que incentivem a inovação, melhorem a infraestrutura e valorizem a produção sustentável. Mais do que debater, o Fórum serviu para costurar parcerias e alinhar estratégias que impulsionem o agronegócio catarinense, garantindo que o sucesso do setor continue sendo a força motriz da economia do estado.

A 8ª edição do projeto Santa Catarina e o Agro 5.0 teve a realização do Canal Rural, Fecoagro (Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina), Ocesc (Organização das Cooperativas de Santa Catarina), Sistema Faesc (Federação da Agricultura de Santa Catarina), Acav, Sindicarne e Aincadesc, do setor de proteína animal, Sicoob (cooperativa de crédito), e Icasa (Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária; e ainda, com o apoio institucional da Secretaria Estadual de Agricultura, e o apoio dos Hotéis Villa Real.

Assista aqui o Fórum na íntegra.



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