segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Milho avança, mas clima limita operações


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (16), a colheita de milho avançou de forma parcial no Rio Grande do Sul, condicionada pela recorrência de chuvas e pela priorização de outras culturas mais sensíveis após a maturação. Ainda assim, na maior parte das regiões, os trabalhos estão em fase final ou já concluídos, atingindo 86% da área cultivada. “A colheita de milho evoluiu de forma parcial, condicionada principalmente pela recorrência de precipitações no período e pela priorização operacional de outras culturas mais sensíveis às intempéries após a maturação”, informa a Emater/RS-Ascar.

Segundo a Emater/RS-Ascar, ainda restam lavouras implantadas fora da janela preferencial, nas quais a reposição hídrica tem contribuído para a manutenção do potencial produtivo, apesar dos impactos anteriores provocados por déficit hídrico e temperaturas elevadas durante o período reprodutivo. Essas condições afetaram o número de grãos por espiga e a massa dos grãos. “Observa-se variabilidade produtiva, mas, nas áreas colhidas, predominam grãos com boa qualidade”, aponta o relatório, que também registra perdas localizadas associadas ao atraso na colheita e à elevada umidade.

O levantamento destaca que, em lavouras ainda em desenvolvimento, principalmente da segunda safra, persistem riscos fitossanitários relacionados à ocorrência de pragas e à possibilidade de comprometimento da qualidade dos grãos em função da umidade. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, com produtividade média estadual de 7.424 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, o avanço da colheita foi limitado pelas precipitações, e a elevada umidade dos grãos tem levado produtores a adiar as operações para evitar perdas na armazenagem. Em Caxias do Sul, mais de 60% da área foi colhida, com produtividades entre 7.200 e 9.000 kg por hectare e qualidade considerada adequada. Já em Frederico Westphalen, as lavouras de safrinha apresentam desenvolvimento heterogêneo em função da irregularidade hídrica.

Na região de Pelotas, 43% da área foi colhida, mas as chuvas continuam restringindo o tráfego de máquinas e elevando a umidade dos grãos. Em Santa Rosa, a colheita alcança 94% da área, restando pequenas parcelas em desenvolvimento, com registros de ataques de pássaros, incidência de fungos e casos de germinação precoce dos grãos, além de ocorrência de cigarrinha em alguns municípios. Em Soledade, 62% da área foi colhida, enquanto as lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios seguem em fases de florescimento, enchimento de grãos e maturação.





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RS registra estabilidade nas exportações avícolas


O desempenho das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul neste primeiro trimestre foi marcado por movimentos distintos entre os períodos. Enquanto o mês de março apresentou crescimento de 12% no volume embarcado em comparação ao mesmo mês de 2025, passando de 63 mil toneladas no ano passado para 70 mil toneladas neste ano, o volume das exportações no acumulado do trimestre registrou leve retração de -0,3% frente ao ano anterior, resultado que reflete estabilidade e retomada de mercados.

Em termos de receita, o desempenho foi positivo tanto no mês quanto no acumulado do ano, evidenciando a importância do produto avícola gaúcho nos países importadores. Em março deste ano, as exportações de carne de frango apuraram receita de US$ 135.1 milhões, crescimento de 21,9% em relação aos US$ 110.8 milhões registrados no mesmo mês de 2025. No consolidado do primeiro trimestre, o faturamento atingiu US$ 362.2 milhões, alta de 6,3% frente aos US$ 340.8 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior, refletindo a valorização do produto no mercado internacional.

Segundo o presidente executivo da Organização Avícola do RS (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, o desempenho demonstra o valor da indústria avícola gaúcha nos países importadores. “A carne de frango produzida aqui no Estado segue valorizada no mercado internacional, impulsionada pela demanda global, por questões sanitárias em outros países e a fidelização de muitos importadores, que ao fim dos embargos, voltaram com muito “apetite” a comprar nosso produto”, afirma.

O setor está muito atento aos efeitos da crise no Oriente Médio, que tem elevado o custo de produção.

Mercado de Ovos do RS apresenta aumento expressivo nas exportações

No segmento de ovos, as exportações do Rio Grande do Sul totalizaram 1.730 toneladas no primeiro trimestre, volume 45,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com 1.188 toneladas embarcadas. Com este expressivo aumento nos volumes exportados, a receita apresentou crescimento de 78,1%, alcançando US$ 6.8 milhões, contra os US$ 3.8 milhões do ano passado, refletindo a valorização do produto no mercado internacional e a recomposição gradual da demanda externa de mercados relevantes.

Santos avalia que a manutenção de mercados estratégicos reforça as perspectivas positivas no setor da indústria e produção de ovos gaúcha. “A retomada das exportações de ovos, especialmente para destinos tradicionais, reafirma o Rio Grande do Sul no comércio internacional e traz boas perspectivas de crescimento ao longo do ano, acompanhando a demanda externa e a crescente valorização do produto avícola gaúcho”, destaca.

Brasil: Mesmo com crise no Oriente Médio, exportações de carne de frango crescem 6% em março

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 504,3 mil toneladas em março, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 6% o total exportado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 476 mil toneladas.

A receita mensal das exportações também registrou recorde. Ao todo, foram US$ 944,7 milhões em março deste ano, número 6,2% maior em relação aos US$ 889,9 milhões no mesmo período de 2025.

No ano (janeiro a março), o volume embarcado pelo setor chegou a 1,456 milhão de toneladas, superando em 5% o total exportado no primeiro trimestre de 2025, com 1,387 milhão de toneladas. O crescimento é ainda mais expressivo em receita, com US$ 2,764 bilhões neste ano, resultado 6,9% maior em relação ao ano anterior, com US$ 2,586 bilhões no ano passado.

Exportações brasileiras de ovos

O mercado externo para a indústria brasileira de produção de ovos, no total acusou recuos em volumes e receitas no trimestre, conforme quadro abaixo. Isso, se deve ao reposicionamento e planejamento de produção e volumes comercializados de alguns estados que certamente irão retomar os níveis médios exportados no decorrer dos últimos meses.





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Comissão aprova projeto que prevê apreensão de veículo por transporte irregular de animais vivos


17/04/2026 – 16:52  

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza a apreensão de veículos de transporte de animais vivos em desacordo com normas de segurança e bem-estar.

Pela proposta, veículos que não atenderem aos requisitos técnicos – como ventilação adequada, proteção contra temperaturas extremas e resistência compatível com o peso dos animais – serão apreendidos. Os requisitos se referem ao transporte de animais classificados como “de produção, de interesse econômico, de esporte, de lazer ou de exposição”.

Em caso de apreensão do veículo, os animais devem ser encaminhados imediatamente a locais adequados, até que o reembarque seja realizado.

Manutenção e cuidado

O texto estabelece ainda que o transportador e o contratante responderão por todos os custos gerados, como despesas com manutenção e cuidado com os animais durante a apreensão do veículo.

A comissão aprovou o substitutivo do relator, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), para o Projeto de Lei 173/23, dos deputados Delegado Matheus Laiola (União-PR) e Delegado Bruno Lima (Pode-SP).

O projeto original estabelecia uma lista detalhada de 14 requisitos técnicos que os veículos deveriam seguir, como a obrigatoriedade de sistemas de ventilação, fornecimento de água e espaço suficiente para os animais permanecerem em pé. No entanto, a versão do relator não traz essas regras, que já constam em resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e do Ministério da Agricultura.

“Todas as regras listadas já fazem parte do arcabouço jurídico relacionado ao tema”, disse Ayres, ao defender que a inovação real do projeto deve ser a inclusão da apreensão no rol de medidas administrativas do Código de Trânsito.

Próximas etapas

A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza

Edição – Pierre Triboli





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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná


Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.

O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses.

“A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu. 

Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.

A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.

O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões.

“Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.

No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.  

Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.

Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.

Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.

A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.





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Mato Grosso bate recorde na exportação de carne bovina em 2026


Mato Grosso registrou um desempenho histórico na exportação de carne bovina no primeiro trimestre de 2026, consolidando a liderança nacional no setor. O estado embarcou aproximadamente 251.000 toneladas em equivalente de carcaças, representando uma alta de 26,27% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desempenho das exportações

O volume exportado marca um recorde para o período, conforme informou o Instituto Matogrossense de Carne. Este crescimento reflete a robustez do setor agropecuário do estado e sua capacidade de atender à demanda externa.

Contexto do mercado

  • O aumento nas exportações é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a qualidade da carne produzida em Mato Grosso.
  • O estado se destaca na produção de carne bovina, sendo um dos principais fornecedores do Brasil.
  • A tendência de crescimento deve continuar, impulsionada pela demanda internacional.

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Bahia enfrenta período seco enquanto Jaguari registra chuvas


A região da Bahia, especialmente o município de João Dourado, entra em um período seco, enquanto Jaguari, no Rio Grande do Sul, registra chuvas significativas. As previsões climáticas indicam mudanças importantes para ambas as localidades nos próximos meses.

Previsão para a Bahia

Em João Dourado, a previsão para abril aponta para a continuidade do período seco, com temperaturas máximas em torno de 30ºC. A expectativa é de um último pulso de chuvas na segunda semana de maio, mas com volumes baixos, entre 10 e 15 mm.

  • Período seco se intensifica na região de Irecê.
  • Retorno das chuvas volumosas previsto para setembro e outubro.

Previsão para Jaguari

No Rio Grande do Sul, Jaguari deve enfrentar um aumento nas temperaturas no final do mês, com mínimas abaixo de 10ºC previstas para a segunda semana de maio. A possibilidade de geadas aumenta no final de maio e início de junho.

  • Chuvas devem voltar, mas não de forma volumosa.
  • Expectativa de chuvas acima da média em junho, com volumes de até 170 mm.

Os agricultores devem se preparar para as condições climáticas, que podem impactar as atividades no campo, especialmente em Jaguari, onde a colheita da soja está em andamento.

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Barra AgroShow 2026 é lançada com expectativa de crescimento


Foi lançada oficialmente em Juazeiro, no norte da Bahia, a Barra AgroShow 2026, que promete dobrar o faturamento em relação à edição anterior. A organização do evento espera um crescimento significativo em sua área e número de expositores, além de trazer novidades para o setor agropecuário.

Expectativas de faturamento

A Barra AgroShow 2026 projeta um faturamento de R$ 60 milhões, superando os R$ 32 milhões registrados no ano passado. O evento deve crescer em área de exposição entre 30% e 40% e contará com uma programação diversificada.

Novidades do evento

  • Inclusão da pecuária na programação, com exposição de animais da região.
  • Realização de palestras qualificadas sobre fruticultura e agricultura familiar.
  • Promoção do evento “Mulheres do Agro”, com foco na participação feminina no setor.

Contribuição para o desenvolvimento regional

A Barra AgroShow é vista como uma oportunidade para fortalecer a cadeia produtiva da fruticultura e agropecuária no Vale do São Francisco. O evento será realizado entre os dias 19 e 22 de agosto em Barra, no oeste da Bahia, e contará com a participação de autoridades locais, representantes de empresas e instituições de ensino.

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Calor intenso e baixa umidade afetam centro-sul do Brasil


A semana começa com temperaturas elevadas e calor intenso no centro-sul do Brasil. No último domingo, Porto Estrela, município do Mato Grosso, registrou 40,6ºC, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A situação é preocupante, pois os índices de umidade relativa podem ficar abaixo dos 30%, aumentando o risco de focos de incêndio.

Previsão do tempo para os próximos dias

O meteorologista Artur Miller, do canal Rural Notícias, alerta que o calor e a seca devem persistir nas próximas semanas, especialmente nas regiões sudeste e centro-oeste. As previsões indicam:

  • Temperaturas máximas entre 38ºC e 39ºC no oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
  • Possibilidade de chuvas volumosas na região norte, com acumulados de 40 a 50 mm em Rondônia e Acre.
  • Retorno de chuvas no Paraná, com expectativa de pelo menos 100 mm, beneficiando a agricultura local.

Impactos nas regiões afetadas

A situação climática pode afetar a produção agrícola e a saúde animal. O estresse térmico no gado em confinamento é uma preocupação, com temperaturas podendo chegar a 36ºC. Além disso, a previsão de chuvas para o Rio Grande do Sul pode trazer geadas fracas no início de maio, impactando as lavouras.

Condições climáticas no Sudeste

No Sudeste, o tempo deve permanecer firme, com temperaturas elevadas e sem previsão de chuvas significativas até o final de abril. A expectativa é de que a frente fria que avança sobre a região sul traga temporais, especialmente no Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina.

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Brasil e Alemanha firmam acordos em defesa e clima na Europa


Durante uma agenda na Europa, o governo brasileiro e o governo alemão divulgaram uma declaração conjunta que inclui acordos em defesa, inteligência artificial e diálogo estratégico sobre ação climática e combate a crimes ambientais. As medidas foram apresentadas em paralelo à maior feira industrial do mundo, que ocorre em Hannover.

Compromissos com a sustentabilidade

Na declaração, os dois países reafirmaram o compromisso com a transição energética, o combate às mudanças climáticas e o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. O Brasil se posicionou como um parceiro chave para a descarbonização da indústria europeia, destacando sua matriz energética limpa e o potencial na produção de biocombustíveis e hidrogênio verde.

Agroeficiência e bioeconomia

  • O Brasil busca consolidar a imagem de um agroeficiente e sustentável.
  • O governo brasileiro defendeu que a produção agrícola pode crescer sem avançar sobre florestas.
  • Brasil e Alemanha sinalizaram interesse em ampliar projetos conjuntos na bioeconomia.

Inovação e tecnologia no campo

A agenda inclui também inovação no campo, com foco em digitalização, monitoramento ambiental e desenvolvimento de tecnologias para uma agricultura mais eficiente e resiliente às mudanças climáticas. Além disso, os países discutem a cooperação em minerais estratégicos e energia limpa.

Reposicionamento do Brasil

O Brasil está se reposicionando de fornecedor de commodities para protagonista da economia verde global, com o agro como vitrine. A relação com a Alemanha se fortalece em um momento em que há pressão global para produzir mais com menos impacto ambiental.

O Brasil espera também um maior aporte da Alemanha para a preservação de florestas, reforçando sua posição como um parceiro estratégico na transição energética e na luta contra as mudanças climáticas.

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Embrapa cria técnica sustentável para compostagem de carcaças


A compostagem de carcaças de animais surge como uma alternativa sustentável e segura para produtores rurais, conforme técnica desenvolvida pela Embrapa. Essa abordagem visa reduzir riscos sanitários e impactos ambientais, sendo essencial para o descarte correto de milhões de toneladas de carcaça animal geradas anualmente no Brasil, um dos maiores produtores de carne do mundo.

Modelos de compostagem

A compostagem pode ser realizada em três modelos principais, todos acessíveis e que não exigem equipamentos caros:

  • Compostagem tradicional: consiste em camadas de substrato e carcaças, adequada para animais pequenos.
  • Compostagem acelerada: utiliza rotoaceleradores para triturar e homogeneizar a carcaça com substrato, reduzindo o tempo de compostagem para cerca de 30 dias.
  • Compostagem em leiras: permite o tratamento de animais inteiros, cobrindo-os com substrato em um local seco e distante de mananciais.

Importância do processo

O descarte inadequado de carcaças pode causar contaminações e prejuízos à saúde humana e animal. A compostagem, ao eliminar patógenos, contribui para a bioseguridade das criações. Para cada quilo de animal morto, são necessários de 1,5 a 2 kg de substrato. Por exemplo, uma granja com 1.000 matrizes e 10% de mortalidade precisaria de cerca de 150 m² para compostagem.

Benefícios e considerações

Além de ser uma técnica acessível, a compostagem gera um composto orgânico que pode ser utilizado como fonte de nutrientes na agricultura, embora não seja recomendado para hortas ou frutas diretamente. O processo, que pode atingir temperaturas de quase 70ºC, garante a eliminação de agentes patogênicos, tornando-se uma solução eficiente e sustentável para o manejo de carcaças.

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