sábado, maio 16, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi registra recuo na cotação do “boi China”



Tarifa dos EUA pressiona mercado do boi gordo




Foto: Kadijah Suleiman

O mercado do boi gordo iniciou a semana com menor volume de negociações em São Paulo. A análise “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria, aponta que o ritmo de escoamento da carne bovina está lento, e o anúncio da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos impactou negativamente o setor. Segundo a consultoria, “quem estava na ativa comprava volumes menores”.

De acordo com o levantamento, a cotação do boi gordo, da vaca e da novilha não apresentou variações em relação ao dia anterior. No entanto, o chamado “boi China” registrou queda de R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate permanecem, em média, para sete dias.

Em Mato Grosso, os frigoríficos, sobretudo os exportadores, reduziram a atuação nas compras, o que manteve o mercado com poucos negócios. Na região Norte e no Sudoeste do estado, as cotações não se alteraram. Já na região de Cuiabá, houve estabilidade no preço do boi gordo, mas quedas de R$ 3,00 por arroba nas cotações da vaca e da novilha. No Sudeste de Mato Grosso, a cotação do boi gordo recuou R$ 1,00 por arroba, enquanto a da vaca e da novilha caiu R$ 5,00 por arroba. Nessa região, o “boi China” manteve sua cotação.

No Espírito Santo, o escoamento da carne também foi considerado fraco, e parte dos frigoríficos permaneceu fora das compras. As escalas de abate estavam posicionadas e, com o baixo número de negócios, não houve alteração nas cotações do boi gordo, do “boi China”, da vaca e da novilha. A cotação do “boi China” permaneceu estável.





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Produtores de mandioca se preparam para nova safra



Geada prejudica ramas e força compra interestadual




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (17), agricultores da região administrativa de Santa Rosa já iniciaram os preparativos para o próximo ciclo produtivo de mandioca. As ramas estão sendo acondicionadas para garantir a produção de manivas, que serão utilizadas na implantação da nova safra, prevista para as primeiras semanas de agosto.

A Emater/RS-Ascar informou que parte dos produtores que não armazenou corretamente o material de propagação está à procura de mudas. Em Salvador das Missões, uma agroindústria especializada na produção de polvilho azedo está ofertando feixes com 200 mudas da variedade Bahianinha pelo valor de R$ 35,00. A mesma unidade comercializa a caixa de 25 quilos por R$ 60,00. No comércio direto ao consumidor, a mandioca com casca está sendo vendida a R$ 4,00 por quilo, enquanto o produto descascado atinge R$ 7,00 por quilo no mercado.

Na região de Soledade, os técnicos da Emater/RS-Ascar relataram que a colheita segue em andamento, mas as ramas foram prejudicadas pelas geadas recentes. Com a redução da oferta de mudas viáveis, a busca por manivas se intensificou, e muitos agricultores estão adquirindo o material de propagação em outros estados para garantir o plantio da próxima safra.





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Exportações de mel enfrentam incertezas com nova tarifa dos EUA


De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, a ser aplicada pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto, gera preocupação entre exportadores, especialmente do setor de mel.

“O impacto sobre a cadeia produtiva do mel pode ser significativo”, apontou o boletim. Os Estados Unidos são atualmente o principal destino do mel brasileiro, representando 84,1% do volume exportado no primeiro semestre de 2025. Nesse período, o Brasil embarcou 16.170 toneladas do produto para o mercado norte-americano, com receita de US$ 52,2 milhões.

A medida tarifária já teve reflexos práticos. Segundo o informativo, o Grupo Sama, empresa do Piauí e uma das maiores exportadoras de mel orgânico do mundo, sofreu o cancelamento imediato de um carregamento de 585 toneladas destinado aos EUA. Parte da carga estava nos portos de Pecém e Mucuripe, no Ceará, pronta para embarque. A empresa informou que, com a nova tarifa, o custo aumentaria em aproximadamente US$ 6 milhões.

Ainda segundo o boletim, outra exportadora nordestina, a Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), teve contêineres com 95 toneladas de mel liberados no dia 13 de julho, após apelo de produtores aos compradores nos Estados Unidos. A liberação ocorreu antes da vigência da nova tarifa, prevista para o início de agosto.

Além das barreiras comerciais, a Casa Apis também alertou para a estiagem prolongada no semiárido, que pode reduzir em até 40% a produção de mel em 2025. “A conjugação de fatores climáticos e comerciais coloca em risco a sustentabilidade da atividade apícola”, destacou a entidade.

Os dados da Agrostat mostram que, no primeiro semestre de 2025, o Brasil exportou 19.219 toneladas de mel in natura, 8,7% a mais que no mesmo período de 2024. A receita cambial foi de US$ 62,2 milhões, com preço médio de US$ 3.237,47 por tonelada, valor 27,1% superior ao registrado no ano anterior.

Minas Gerais liderou as exportações com 4.621 toneladas e receita de US$ 15,2 milhões, seguido por Piauí, com 3.796 toneladas e US$ 12 milhões. O Paraná ocupou a terceira posição com 3.814 toneladas exportadas e faturamento de US$ 12,3 milhões. Santa Catarina e São Paulo vieram na sequência.

Além dos Estados Unidos, o Brasil exportou mel para países como Canadá, Reino Unido, Países Baixos, Austrália, Bélgica e Israel, embora em volumes significativamente menores.

O boletim conclui que os efeitos da nova tarifa devem ser acompanhados de perto, pois podem comprometer a viabilidade econômica de produtores e exportadores, especialmente nas regiões mais dependentes do mercado externo.





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Baixa oferta de pasto impacta escore corporal


A condição corporal dos rebanhos de corte no Rio Grande do Sul tem variado conforme o acesso às pastagens de inverno e aos recursos de suplementação disponíveis nas propriedades. É o que aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o boletim, nas regiões onde predominam campos nativos e pastagens de verão, o escore corporal dos animais registrou queda, especialmente nas propriedades que não contam com silagem ou forrageiras implantadas. “Nessas áreas, os pecuaristas lançaram mão da suplementação com feno, pré-secado, silagem e sal proteinado”, informou a Emater. Em algumas localidades, também houve redução do rebanho por meio da venda de animais, como forma de equilibrar a lotação das pastagens disponíveis.

Nas propriedades com pastagens de inverno bem estabelecidas ou em sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP), a manutenção e até a melhora da condição corporal dos animais permitiram o abate e o bom desempenho dos lotes em fase de recria e terminação.

Na região de Bagé, o boletim relata que o ganho de peso ficou abaixo do esperado. Na Fronteira Oeste, a alimentação dos animais tem sido complementada com fardos de palha de arroz. Já em São Gabriel, foram registradas as primeiras parições da temporada. “Em propriedades menores, observamos a tentativa de reduzir a lotação, enquanto em unidades mais tecnificadas houve reforço com silagem ensacada, feno e pré-secado”, informou a Emater/RS-Ascar.

No relatório da região de Caxias do Sul, a sanidade do rebanho foi considerada adequada, porém o estado corporal foi prejudicado em áreas sem silagem. Nessas propriedades, o fornecimento de sal proteinado foi direcionado principalmente a touros e vacas prenhes.

Em Erechim, os rebanhos apresentam condição corporal satisfatória, apesar da menor oferta de pasto nas áreas de verão e de campo nativo. Em locais com alta lotação animal, a queda de peso foi compensada com o uso de silagens e concentrados, além do manejo em pastagens de inverno já disponíveis.

A unidade de Frederico Westphalen reportou uso de suplementação alimentar como medida para conter a perda de peso dos animais. O clima seco contribuiu para a execução de manejos sanitários, como desvermifugação e vacinação.

Em Passo Fundo, a ocorrência de geadas comprometeu a oferta de pastagens, provocando queda de peso nos lotes a pasto. Nessas condições, houve necessidade de suplementação alimentar. Os animais em confinamento mantiveram a condição corporal. Em propriedades onde o pastejo foi inviabilizado, foi registrada a venda dos lotes.

A Emater ainda apontou que, na região de Pelotas, a condição corporal segue em queda, influenciada pelas baixas temperaturas e oferta limitada de forragem. “Os produtores das áreas de campo nativo têm fornecido sal mineral proteinado para preservar a reserva corporal dos animais”, destacou o informativo.

Na regional de Santa Maria, o crescimento lento das pastagens afetou o ganho de peso dos animais. O desmame e a comercialização de terneiros continuam, assim como os diagnósticos de gestação.

Na área de Santa Rosa, o manejo e o bem-estar dos animais foram favorecidos pelas condições climáticas, mas observou-se tendência de queda no escore corporal em propriedades sem forrageiras de inverno. Em contraste, nas áreas com integração lavoura-pecuária, os animais apresentaram ganho de peso e foram destinados ao abate ou alocados em pastagens cultivadas de inverno para manutenção da condição corporal.

Por fim, na região de Soledade, segue o período de parição e os terneiros continuam ganhando peso. O estado corporal dos animais foi considerado adequado devido ao pastejo nas áreas de aveia.





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Horticultura movimenta mais de R$ 9 bilhões no Paraná em 2024


O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná está estimado em R$ 188,3 bilhões para o ano de 2024. A projeção é da Divisão de Estatísticas Básicas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e foi divulgada nesta quinta-feira (17) no Boletim de Conjuntura Agropecuária.

Segundo o Deral, esse valor consolida a força da agropecuária paranaense, fortemente alicerçada na produção de grãos, cereais e proteínas animais. A horticultura, embora com menor participação, também contribui de maneira relevante, representando 5,1% da receita bruta total do setor.

A olericultura, segmento da horticultura que engloba o cultivo de hortaliças, responde por 3,5% do VBP estadual, com receita de R$ 6,2 bilhões. Esse valor é distribuído entre mais de 50 espécies, sendo a batata e o tomate os principais produtos. “A batata gerou R$ 1,4 bilhão em valor bruto, o que corresponde a 20,8% da receita da olericultura, enquanto o tomate alcançou R$ 1,1 bilhão, representando 16,7%”, detalhou o Deral. Os demais cultivos somaram R$ 4,1 bilhões, o equivalente a 62,5% do total do segmento.

Na fruticultura, a participação estimada no VBP estadual é de 2,1%. O levantamento do Deral considerou 37 espécies de frutas cultivadas e monitoradas no estado. A laranja lidera com R$ 1,2 bilhão em receita, representando 31,8% do valor do setor. Em seguida aparecem o morango, com 17,7% e R$ 705,3 milhões; a uva, com 8,1% e R$ 323 milhões; a banana, com 6,4% e R$ 256,5 milhões; e a tangerina, com 5,1% e R$ 204,4 milhões. Juntas, essas cinco frutas concentram 69,2% do VBP da fruticultura em 2024.

Já a floricultura, com mais de 40 espécies cultivadas no estado, movimentou R$ 271,7 milhões no período analisado, o que representa uma participação de 0,1% no VBP estadual.

Apesar de ter uma presença proporcionalmente pequena frente à força do agronegócio paranaense, o Deral destacou que a horticultura “tem importância significativa nos municípios onde está inserida, promovendo geração de empregos e renda tanto nas áreas rurais quanto urbanas, em diferentes etapas das cadeias produtivas”.





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o economista por trás das tarifas de Trump


O anúncio da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, feito recentemente por Donald Trump, acendeu um alerta no setor produtivo nacional. Mas, mais do que um ato isolado, a decisão revela a influência de um nome pouco conhecido fora dos bastidores da política econômica americana: Peter Navarro.

Economista formado por Harvard, Navarro é o principal arquiteto da política de tarifas agressivas que marcou a gestão Trump, e que volta à cena com força total. O tarifaço anunciado por Trump coloca em xeque bilhões em exportações brasileiras, especialmente no setor de carnes, e representa um novo capítulo nas tensões geopolíticas entre o Brasil e os EUA.

A origem da estratégia tarifária

A conexão entre Navarro e Trump começou em 2016, ainda na campanha presidencial. Jared Kushner, genro de Trump, procurava na Amazon ideias para enfrentar a influência econômica da China. Foi assim que encontrou o livro Death by China, coescrito por Navarro, que defendia medidas duras contra o país asiático.

A partir daí, Navarro foi integrado à equipe de campanha e mais tarde se tornou conselheiro de Comércio da Casa Branca, cargo que usou para colocar em prática uma política protecionista inédita desde os anos 1980.

Peter Navarro e Donald TrumpPeter Navarro e Donald Trump

Ron Vara: a polêmica do “especialista” inventado

Um dos episódios mais curiosos da trajetória de Navarro foi a revelação de que Ron Vara, citado como especialista em seus livros, era um personagem fictício criado por ele mesmo. O nome escolhido, “Ron Vara”, é inclusive um anagrama de seu próprio nome. Mesmo assim, Trump ignorou a polêmica e o manteve como conselheiro próximo.

Navarro também foi condenado a quatro meses de prisão por se recusar a colaborar com as investigações sobre a invasão ao Capitólio, mas segue defendendo a aplicação de tarifas como instrumento para reindustrializar os EUA e elevar os salários reais.

Do livre comércio ao ultranacionalismo econômico

Curiosamente, Peter Navarro iniciou sua carreira como defensor do livre comércio e chegou a ser filiado ao Partido Democrata, disputando sem sucesso cargos públicos nos anos 1990.

Tudo mudou no início dos anos 2000, quando passou a adotar um discurso cada vez mais hostil à China, culminando na publicação de obras como: “The Coming China Wars”, “Death by China” e “Crouching Tiger: What China’s Militarism Means for the World”.

Quer entender melhor como a obsessão de Navarro com a China levou os EUA a iniciarem o tarifaço? Leia o conteúdo completo no Canal do Criador.



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Primeira aeronave agrícola autônoma híbrida do país será desenvolvida na Bahia



O desenvolvimento da primeira aeronave agrícola autônoma híbrida do país foi firmado entre a Helisul Aviação e o Senai Cimatec.

O avião será fabricado no Cimatec Aeroespacial, em Salvador, dentro do ecossistema do Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (Pita-BA).

O projeto, orçado em R$ 50 milhões, prevê a adaptação da aeronave R44 Robinson com motores a explosão movidos a etanol e motores elétricos, substituindo o combustível tradicional AVGAS e integrando-se ao programa internacional de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF).

De acordo com os realizadores, o objetivo é fortalecer a aviação agrícola com soluções tecnológicas sustentáveis, limpas e eficientes.

“Estamos dando um passo histórico ao integrar um polo de inovação nacional com um projeto que une tecnologia de ponta, sustentabilidade e o agronegócio. A Helisul acredita que a aviação pode ser uma aliada poderosa da eficiência e da preservação ambiental”, afirma Bruno Biesuz, diretor de operações da companhia.

Etapas do projeto da aeronave

O contrato prevê duas fases de implantação: na primeira, uma equipe da Helisul Engenharia, empresa do Grupo Helisul, será alocada no Cimatec Aeroespacial, onde serão realizados os estudos iniciais e os primeiros protótipos. Posteriormente, a empresa ocupará um lote de 3.400 m² para a instalação de sua unidade operacional no parque tecnológico.

Para a execução do projeto serão criados 32 empregos diretos, entre engenheiros, técnicos especializados, pesquisadores e estudantes de graduação.

“Essa parceria com o Senai Cimatec é estratégica para a engenharia brasileira. Vamos nacionalizar conhecimento, desenvolver soluções limpas e mostrar que o Brasil pode liderar em mobilidade aérea avançada com foco no campo”, destaca Juliano Sansão, diretor da Helisul Engenharia.

Brasil como referência

Os realizadores do projeto da aeronave agrícola autônoma híbrida destacam que a iniciativa promete fortalecer a cadeia produtiva aeroespacial brasileira por meio do desenvolvimento de soluções críticas, além de posicionar o Brasil como referência internacional em mobilidade aérea sustentável e avançada.

“A aplicação direcionada de insumos agrícolas, viabilizada pela autonomia e precisão da aeronave, também diminuirá o volume de insumos utilizados e os impactos ambientais”, afirmam.

“Nesta primeira fase, contaremos com a instalação de um centro de engenharia e desenvolvimento da empresa dentro do nosso campus, fortalecendo o ecossistema de inovação. E já projetamos, para o futuro, a implantação de processos de fabricação desses equipamentos aqui mesmo na Bahia, consolidando o estado como referência nacional no setor aeroespacial”, afirma o superintendente de Novos Negócios do Senai Cimatec, André Oliveira.



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Porto de Santos vive corrida de exportadores antes de tarifas dos EUA



Depois de o governo dos Estados Unidos ter anunciado, em 9 de julho, novas tarifas sobre produtos importados do Brasil, o Porto de Santos registrou aumento de embarques para o país norte-americano, principalmente nos contêineres com proteína animal.

A administração do terminal avalia que se trata de uma corrida contra o tempo, uma vez que as novas tarifas, estipuladas em 50%, começam a valer em 1º de agosto caso não sejam revertidas ou adiadas.

O embarque de carne bovina, frango, porco, miúdos e demais proteínas animais por contêineres aumentou 96% nas duas primeiras semanas do mês, segundo a Autoridade Portuária de Santos.

A exportação de café, principalmente para os Estados Unidos, cresceu 17% no período. O presidente da autoridade portuária, Anderson Pomini, também informou que as 50 mil toneladas de celulose embarcadas representam uma quantidade maior que nos meses anteriores.

Para transportar essa carga até o terminal, o tráfego de caminhões teve um aumento da ordem de 70%. “Percebemos uma corrida dos exportadores para escaparem da tarifa dos 50%”, completou Pomini.

O presidente da autoridade portuária esteve nesta semana no grupo de empresários e autoridades que se reuniram com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, para tratar do tema.

O Porto de Santos é o maior da América Latina, respondendo, em média, por 30% da corrente comercial do Brasil. Os Estados Unidos são o segundo principal destino dos produtos que passam pelo porto paulista, atrás apenas da China.

O ranking dos principais parceiros comerciais do Brasil que utilizam o porto santista são:

  • China: 47,1% do movimento;
  • Estados Unidos: 22,2%;
  • Alemanha: 8%;
  • Índia: 5,3%; e
  • Japão: 5%.
  • Outros países: 12,4%

‘Chantagem inaceitável’

Em meio a uma nova rodada de tarifas contra parceiros comerciais, o presidente dos Estados Unidos anunciou que produtos brasileiros serão taxados em 50% a partir de agosto.

Trump pede o encerramento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Supremo Tribunal Federal, pela tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022.

Além disso, o governo dos Estados Unidos também deu início a uma investigação comercial contra práticas adotadas pelo Brasil, como o Pix.

Em pronunciamento na TV na noite de quinta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como chantagem inaceitável a imposição de tarifas de forma unilateral.

“Fizemos mais de 10 reuniões com o governo dos Estados Unidos, e encaminhamos, em 16 de maio, uma proposta de negociação. Esperávamos uma resposta, e o que veio foi uma chantagem inaceitável, em forma de ameaças às instituições brasileiras, e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos”, declarou.



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Em resposta ao EUA, Febraban diz que Pix favorece competição



A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou em nota divulgada nesta sexta-feira (18) que o Pix favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos.

A entidade ressaltou ainda que o modelo de atuação da ferramenta é aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs e instituições nacionais e estrangeiras.

“O Pix é uma infraestrutura pública de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica, sendo um modelo aberto”, disse a Federação, em nota.

“Portanto, não há qualquer restrição à entrada de novos participantes, sejam eles de qualquer porte e/ou procedência, desde que operem no mercado nacional, já que é um sistema de pagamentos local e em reais, a moeda brasileira”, acrescentou a Febraban.

Pix virou alvo dos EUA

O Pix é um dos alvos dos Estados Unidos, que iniciaram na última terça-feira (15), uma investigação contra práticas comerciais do Brasil supostamente “desleais”.

As críticas estadunidenses ao sistema de pagamento brasileiro podem ser explicadas pela concorrência com Whatsapp Pay e bandeiras de cartão de crédito norte-americanas, e por ter se tornado uma alternativa ao dólar em algumas transações internacionais.

A medida foi anunciada pelo representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em documento chamado “Investigação da Seção 301 sobre Práticas Comerciais Desleais no Brasil”. Não há menção direta ao Pix, mas o texto cita os “serviços de pagamento eletrônico do governo”.

“Acreditamos que a observação feita pelo USTR [Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos] deve-se mais a uma informação incompleta acerca dos objetivos e funcionamento do Pix. Temos boa expectativa de que, no âmbito do sistema de audiência pública aberto pelo USTR, as contribuições do Banco Central do Brasil, dos integrantes do sistema bancário brasileiro, incluindo os bancos americanos, vão ajudar no esclarecimento das restrições levantadas no documento inicial daquele órgão dos EUA”, diz o texto da Febraban.

O Pix é um meio de pagamento que está disponível para todos os residentes no Brasil, brasileiros e estrangeiros, pessoas físicas e empresas, que têm como único requisito a abertura de uma conta em um banco, numa fintech ou numa instituição de pagamento.

A ferramenta de pagamento é gratuita para as pessoas físicas, mas pode ser cobrado das empresas, sem qualquer discriminação entre brasileiras e estrangeiras.

Hoje, a plataforma tem 168 milhões de usuários e movimenta cerca de R$ 2,5 trilhões por mês.



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