quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

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Mercado de soja deve seguir travado ao longo do dia, aponta consultoria



O mercado brasileiro de soja deve manter o ritmo lento nesta sexta-feira (1º), diante da forte queda do dólar e da fraqueza nas cotações da Bolsa de Chicago. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o cenário externo segue desfavorável à oleaginosa, com dados econômicos dos Estados Unidos abaixo do esperado e pouca demanda internacional. A expectativa é de um dia travado nos negócios, tanto no interior quanto nos portos.

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Na última quinta-feira (31), o dólar ainda sustentava parte dos preços no Brasil, mas com a reversão da moeda nesta manhã, a tendência é de maior cautela por parte dos compradores. Mesmo com prêmios firmes nos terminais de exportação, a queda da moeda norte-americana deve pesar no sentimento do mercado. Em Chicago, os contratos seguem pressionados por um quadro fundamental negativo, com clima favorável nos EUA e fraca demanda chinesa.

De acordo com o analista Rafael Silveira, o mesmo com melhora nas ofertas de compra no interior do país, o avanço nas pedidas dos produtores mantém o spread desfavorável às negociações. “Há um impasse. A indústria precisa da soja, mas os produtores estão reticentes em vender neste patamar de preços”, afirma.

A expectativa, segundo Silveira, é que agosto siga com poucos negócios, já que as melhores condições de comercialização devem se concentrar a partir de setembro. A janela de exportação para o mês já está mais estreita, com muitas cargas antecipadas. Nos portos, os preços ainda apresentam sustentação pontual, como em Rio Grande (RS), onde a saca subiu para R$ 139,00.

Enquanto isso, o dólar comercial recua 1,08%, a R$ 5,5394, e o contrato novembro/25 em Chicago cede 0,15%, cotado a US$ 9,87 ¾ por bushel. Os agentes do mercado devem acompanhar com atenção a divulgação dos dados de evolução das lavouras do Mato Grosso pelo Imea, prevista para às 16h, além dos indicadores financeiros internacionais.



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Produtores de tilápia do Paraná temem consequências do tarifaço nas exportações



Produtores de tilápia do Paraná manifestam preocupação com a tarifa extra imposta por Donald Trump às exportações brasileiras. O estado é um dos principais produtores dessa espécie de peixe do país.

Os Estados Unidos é o principal destino do pescado e o Paraná foi o maior exportador brasileiro de tilapia em 2024, com receita de 35,7 milhões de dólares, representando uma fatia de 64% do total nacional

“Nós temos a cadeia produtiva dos pescados aqui no Paraná. Ela é ainda está em construção e vem recebendo eh incentivos nos últimos anos e os produtores vêm investindo isso nos últimos anos e e aí essa tarifa acaba que quase que inviabiliza essa exportação desses pescados, principalmente a tilápia, né? Nós temos aí uma produção bem significativa e o que nós exportamos também representa bastante, né, em relação ao que o Brasil exporta de tilápias para os Estados Unidos”, diz Anderson Sartorelli, técnico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná

A Associação Brasileira de Pisicultura (Peixe Br) defende que o país negocie a inclusão da tilápia na lista de exceções do tarifaço.

“Os pescados e, em especial, a tilápia, não foram incluídos na lista dos produtos que ficaram excluídos da taxa de 50%. A entrada em vigor da nova taxação será dia 6 de agosto e até lá nós continuaremos a embarcar filé fresco de tilápia via aérea. Nós continuamos conversando com os parceiros americanos para inclusão da tilápia, mas acreditamos ser fundamental o início das negociações do presidente Lula com o presidente Trump. Os Estados Unidos são o maior importador de filé de tilápia do mundo e, neste momento, não tem outro país para suprir a demanda de filé fresco. O maior fornecedor de filé congelado para os Estados Unidos é a China, assim, a negociação do governo americano com a China será crucial para o nosso negócio”, diz a nota da associação.



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AgroNewsPolítica & Agro

China lidera compras do Brasil em 2025



Brasil exporta 305 mil toneladas de couro no 1º semestre




Foto: Pixabay

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Brasil exportou 305 mil toneladas de couro no primeiro semestre de 2025. As vendas externas geraram US$ 559 milhões em receita, com preço médio de US$ 1,83 por quilo.

De acordo com o Deral, a China foi o principal destino do couro brasileiro, respondendo por aproximadamente 30% do total exportado. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 14% das compras. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve aumento de 3% no volume exportado, mas a receita caiu 14,5%.

O Paraná, conforme dados do boletim, exportou 54,2 mil toneladas entre janeiro e junho de 2025, resultado inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o estado embarcou 58,8 mil toneladas.





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EUA impõem tarifas, mas Sebrae vê chance de crescimento no Brasil


O aumento das tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros pode ser uma oportunidade para o país buscar novas oportunidades em outros países.

“O tarifaço dos EUA não é uma tragédia para o Brasil — é um despertar. O Brasil é gigante, tem riqueza, povo empreendedor e vocação global. Chegou a hora de agir com patriotismo e coragem. Vamos crescer com essa situação, não tenha a menor dúvida, incluindo as nossas cadeias produtivas. Tenho certeza de que vamos ainda ter a abertura de novos mercados nesta economia globalizada e vamos entrar em outros territórios nos quais nunca pisamos”, apontou Décio.

Além disso, ele ressalta: “O Brasil e a nossa economia são muito maiores do que isso. Essa é uma narrativa de taxação contra o Brasil e não podemos entrar numa onda perversa de pessimismo.”

Em sua análise, Lima avaliou que os mais impactados com a medida serão os próprios americanos. Do outro lado, no Brasil, a taxação vai fortalecer o sentimento de patriotismo na população.

“Toda essa situação vai mostrar para nós aquilo que historicamente a gente não conseguia enxergar, que é a grandeza do nosso país”, afirmou.

“Não precisamos ser submissos e vamos mostrar para o mundo o tamanho que nós temos. Não somos mais um território de subserviência, de gente pequena, um país de terceiro mundo”, completou.

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O bom momento da economia brasileira que possibilita esta avaliação tem sido perceptível, segundo Décio Lima, no processo de inclusão realizado no país, com a geração de empregos pelos pequenos negócios – que representam mais de 60% das vagas geradas – e com a abertura de novas empresas: já são mais de 2,6 milhões CNPJs abertos neste ano nesse segmento.

“Eu não posso imaginar que essas taxações, fronteiras econômicas, podem levar qualquer um de nós a voltar ao campo da subserviência, da humilhação e da resignação, de baixar a cabeça. O Brasil é dos brasileiros. Não será uma porcentagem da taxa que querem impor ao modelo econômico brasileiro que irá nos limitar.”

O presidente do Sebrae ainda exaltou a criatividade do povo brasileiro e os biomas do país como diferenciais da economia brasileira para superar a medida do governo dos Estados Unidos.

“Lá, eles [americanos] não têm a criatividade que tem no Brasil. Por isso, estou muito convencido que isso tudo aí é para nos despertar. O que está faltando é acreditarmos em nós, acreditar inclusive, nessa produção extraordinária da pulverização econômica e nesse espírito empreendedor do povo brasileiro”, concluiu Lima.

Avaliação

Atualmente, 68% das exportações dos pequenos negócios são feitas para as Américas (28% América do Sul, 24% América do Norte e 7% América Central e Caribe). O presidente Décio Lima lembra que, nos últimos anos, houve um crescimento significativo no acesso dos pequenos negócios ao mercado internacional.

O número de empreendedores que estão vendendo produtos e serviços para outros países cresceu 120% nos últimos 10 anos, enquanto as médias e grandes empresas cresceram 29% no mesmo período. Os pequenos negócios representam 41% do total de empresas exportadoras, apesar de movimentarem apenas cerca de 0,9% do montante de recursos.

De acordo com levantamento do Sebrae, em 10 anos foi registrado um crescimento de 152% nos valores comercializados por pequenos negócios. Em 2023, esse segmento foi responsável por movimentar US$ 2,8 bilhões, o melhor resultado registrado em todos os anos anteriores a 2020, sendo menor apenas que as exportações feitas em 2021 e 2022.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Arte com os horários do programa Porteira Aberta Empreender
Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural



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ABPA defende pragmatismo na negociação com os EUA sobre tarifas para carnes, ovos e peixes



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) defende a continuidade das negociações com os Estados Unidos para evitar o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao país norte-americano.

A entidade afirmou, em nota, esperar que o “pragmatismo permaneça” nas tratativas conduzidas pelo governo federal. De janeiro a julho, o Brasil embarcou 14,9 mil toneladas de carne suína, 15,2 mil toneladas de ovos e 6,6 mil toneladas de tilápia para o mercado norte-americano, o que resultou em mais de US$ 90 milhões em receita.

“As relações entre Brasil e Estados Unidos sempre foram pautadas pela diplomacia, em linha com os propósitos de duas nações voltadas para o desenvolvimento e o comércio próspero”, disse a ABPA, destacando a importância do diálogo contínuo entre os países.

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Segundo a entidade, os produtores brasileiros “esperam e acreditam no total empenho do governo brasileiro pela continuidade das negociações” visando preservar o acesso ao mercado norte-americano, considerado estratégico para o setor.



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setor respira aliviado com suco de laranja fora do tarifaço



A decisão do governo dos Estados Unidos de isentar o suco de laranja brasileiro da tarifa adicional de 40%, trouxe alívio imediato ao setor. Essa é a avaliação dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A medida, mantém o produto sujeito à sobretaxa de 10% mais a tarifa fixa de US$ 415/t. Segundo o instituto, a decisão pode ser atribuída a dependência estrutural do mercado norte-americano em relação ao suco importado do Brasil. Este representa aproximadamente 60% de todo o volume de suco consumido nos EUA. 

Para o Brasil, pesquisadores do Cepea afirmam que a isenção representa a preservação da competitividade em seu principal mercado externo e evita perdas de receita. 

Reforçam, ainda, que esse cenário deve proporcionar a retomada de novos contratos de venda de laranja fruta da safra 25/26, trazendo mais clareza e liquidez ao mercado, que praticamente andou “de lado” nas últimas semanas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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lentidão no mercado reduz o poder de compra do avicultor



O poder de compra do avicultor de postura paulista frente aos principais insumos consumidos na atividade (milho e farelo de soja) diminuiu em julho. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o Centro de Pesquisas, esse cenário se deve à queda mais acentuada nos preços dos ovos em comparação aos do cereal e do derivado da oleaginosa. 

Pesquisadores explicam que a retração na demanda pela proteína observada ao longo do mês, típica do período de férias escolares, pressionou fortemente as cotações.

Em Bastos (SP), o preço médio dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) foi de R$ 149,48/caixa com 30 dúzias em julho (até o dia 30). A redução é de  9,1% no comparativo com o mês de junho. 

Para os ovos vermelhos, a média de R$ 165,76/cx na região paulista caiu expressivos 10,3%, ainda conforme levantamentos do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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cotações caem, mas ainda superam o comparativo anual



Os preços médios da carne de frango caíram em julho pelo terceiro mês consecutivo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea). 

Apesar disso, o movimento de baixa foi o menos intenso desde a desde as restrições impostas após a detecção do caso de Influenza Aviária  em maio.

Além disso, o centro de pesquisas aponta que as cotações da carne no último mês superaram as registradas em julho/24, em termos reais. Para o vivo, houve aumentos de preços tanto no comparativo mensal quanto anual. 

De acordo com colaboradores consultados pelo Cepea, essa valorização está atrelada à retomada gradual das exportações por parte de importantes parceiros comerciais do Brasil, como África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong e Vietnã.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Trump anuncia taxas de 35% para Canadá e de 39% para Suíça



Segundo esse documento, foi listada uma elevação nas tarifas de importação, variando de 10% a 41%, para 69 parceiros comerciais, com início em sete dias. Alguns países conseguiram negociar acordos para reduzir tarifas, mas outros não tiveram oportunidade de negociar com a administração Trump.

Produtos de todos os outros países que não constam na lista serão taxados com uma tarifa de importação de 10% pelos EUA, embora Trump já tenha sugerido anteriormente que essa alíquota poderia ser ainda maior. O governo americano também afirmou que mais acordos comerciais estão em negociação, numa tentativa de fechar déficits comerciais e fortalecer a indústria nacional.

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Segundo o texto da ordem executiva, alguns parceiros negociaram, mas apresentaram propostas insuficientes para corrigir os desequilíbrios na relação comercial ou para se alinharem aos interesses dos EUA em temas econômicos e de segurança nacional.

Outros detalhes ainda serão anunciados, como os critérios relacionados às “regras de origem” que determinarão quais produtos podem ser alvo de tarifas ainda mais elevadas.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, manifestou desapontamento com a decisão de Trump e prometeu tomar medidas para proteger os empregos no Canadá e diversificar os mercados de exportação do país. Ele afirmou, em publicação na rede social X (antigo Twitter), que o governo canadense permanece disposto a negociar com os EUA, mas está focado em fortalecer o Canadá a partir do que está sob seu controle.

O México conseguiu uma prorrogação de seu acordo comercial vigente enquanto as negociações continuam, evitando, por ora, uma tarifa de 30% sobre a maioria dos produtos mexicanos não automotivos e não metálicos que estejam em conformidade com o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).

Já as mercadorias da Índia tendem a ser taxadas em 25%, pois as negociações travaram em razão do acesso dos EUA ao setor agrícola indiano, o que levou Trump a ameaçar taxar ainda mais, inclusive sugerindo uma penalidade não especificada relacionada às compras de petróleo russo pela Índia. Embora as conversas continuem, o governo indiano prometeu defender seu setor agrícola, intensivo em mão de obra.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cevada tem bom desempenho após chuvas



Aplicação de fertilizantes segue em ritmo normal




Foto: Canva

As chuvas registradas nos dias 26 e 27 de julho favoreceram o avanço do ciclo da cevada no Rio Grande do Sul, segundo informou a Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (31). De acordo com o boletim, as precipitações contribuíram para a transição entre as fases vegetativa e reprodutiva das lavouras e promoveram maior uniformidade no desenvolvimento das plantas.

A entidade destacou que a reposição da umidade no solo beneficiou o perfilhamento e a emissão de colmos, mantendo o potencial produtivo da cultura. Além disso, a melhora nas condições hídricas viabilizou a continuidade das práticas de manejo, como a aplicação de fertilizantes nitrogenados e potássicos em cobertura.

Na região administrativa de Erechim, a cultura encontra-se em desenvolvimento vegetativo, com condições fitossanitárias consideradas apropriadas. A produtividade projetada é de 3.600 quilos por hectare.

Na região de Ijuí, a cultura avança para a fase de elongação do colmo. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, com emissão de perfilhos e estande uniforme. A sanidade das plantas segue satisfatória.





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