terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

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Produtores ganham mais eficiência com gestão integrada e comparação de custos


Apenas 34% dos produtores rurais brasileiros utilizam sistemas de gestão integrados. Essa baixa adesão revela um desafio histórico do agro: unir a complexidade financeira, o manejo agrícola e a diversidade de culturas em uma única plataforma de controle. Nesse cenário, a AEGRO apresenta seu plano premium como um divisor de águas para propriedades que buscam eficiência e maior rentabilidade.

Segundo Pedro Dusso, CEO da AEGRO, o novo plano foi pensado para produtores que já trabalham com múltiplas atividades e tecnologias, mas ainda não encontraram uma ferramenta completa para gerenciar todas as etapas da operação. “O plano premium segue a linha de todos os nossos serviços, que é entregar uma solução ponta a ponta, do campo ao escritório. Agora, o produtor pode integrar finanças, agricultura de precisão, telemetria de máquinas e gestão de insumos em um só lugar”, explica.

Um dos diferenciais é a integração de Business Intelligence (BI) ao sistema. Antes restrito a relatórios fixos, a plataforma agora permite personalizar dados e indicadores de acordo com a realidade de cada fazenda. “Uma propriedade de mil hectares em Cruz Alta é diferente de mil hectares em Maracaju ou Sorriso. O BI torna possível adaptar relatórios e análises para atender às necessidades de cada cliente”, ressalta Dusso.

Além da tecnologia, o plano premium incorpora atendimento especializado. Para o executivo, um dos maiores gargalos do agro não é mais a falta de ferramentas digitais, mas sim a escassez de mão de obra qualificada para operá-las. “Um bom operador de pulverizador, um bom analista financeiro ou até mesmo um agrônomo experiente ainda são raros em muitas regiões do país. Por isso, decidimos oferecer não só o software, mas também a gestão pronta para produtores que não têm como estruturar isso dentro de casa”, afirma.

Outro destaque é o CompareSafras, recurso que amplia a transparência nos custos de produção e preços de insumos. Com base em informações anonimizadas de quase 6 mil fazendas, somando mais de 5 milhões de hectares, o produtor consegue comparar seus resultados com médias regionais e estaduais. “É como se a troca de experiências entre vizinhos fosse ampliada para milhares de propriedades. O agricultor pode saber, por exemplo, o preço médio do glifosato na região ou como seu custo de produção se compara ao dos vizinhos. É uma forma de aumentar a eficiência e identificar oportunidades de melhoria”, explica o CEO.

O acesso ao CompareSafras funciona por sistema de troca dupla: para visualizar as informações, o produtor precisa compartilhar seus próprios dados, que são processados de forma anônima e consolidados em estatísticas gerais. Assim, cada usuário consegue ajustar filtros e obter comparações alinhadas à sua realidade produtiva.

Para Dusso, a combinação entre tecnologia, inteligência de dados e suporte especializado marca um novo momento na gestão rural brasileira. “Nosso objetivo é dar ao produtor mais clareza, mais informação e mais poder de decisão. Quem tiver acesso a dados de qualidade e conseguir transformá-los em ação será o grande vencedor nos próximos anos”, conclui.

Clique aqui e assista a reportagem. 





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FPA cobra Ibama sobre medidas contra a proliferação de javalis



A presença descontrolada do javali nas áreas rurais brasileiras voltou ao centro do debate da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O coordenador da bancada, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), cobrou ação imediata e criticou a postura do Ibama diante da gravidade do problema.

“Não podemos admitir que um país como o nosso, que produz, alimenta e conquista a credibilidade de diversos mercados pelo mundo, esteja vulnerável a essa praga. E pior, por crendices ideológicas do Ibama e de quem não tem nenhum compromisso com o desenvolvimento nacional. O nosso compromisso é com o controle sanitário e do jeito que o controle está sendo feito não pode mais ficar”, afirmou.

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O tema foi pauta de reunião da diretoria da FPA na terça-feira (19), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que contou com parlamentares e especialistas na área.

O caçador e pesquisador Rafael Salerno, do perfil Aqui Tem Javali, principal canal de
informações sobre a praga no país, participou da reunião e relatou que os animais já deixaram de ser apenas uma ameaça e se tornaram uma realidade destruidora no campo. Ele ressaltou que é um erro comparar o javali com animais da fauna brasileira, como onças e lobos-guará.

A iniciativa mais recente sobre o tema no Congresso Nacional é o PL 3384/2021, relatado pelo deputado Nelson Barbudo, que autoriza o controle populacional de espécies exóticas invasoras nocivas e estabelece condições para o consumo, a distribuição e a comercialização de produtos e subprodutos resultantes do abate desses animais.



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Após caso de gripe aviária, China suspende importações de frango da Argentina



A confirmação de um caso positivo de influenza aviária altamente patogênica (IAAP), cepa H5, em um plantel comercial da cidade de Los Toldos, província de Buenos Aires, levou a China a suspender as importações de produtos avícolas da Argentina e o Uruguai a reforçar controles sanitários.

O anúncio da suspensão foi feito na quarta-feira (20) pela Administração Geral das Alfândegas da China, apenas cinco meses após o fim de um embargo que havia durado dois anos. O comunicado não informou os motivos nem a duração da medida.

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Segundo a Reuters, a China também mantém restrições às importações de aves do Brasil, seu maior fornecedor, desde maio, e da Espanha, neste mês, após surtos da doença.

O Uruguai, por sua vez, informou que intensificará os controles de fronteira e pediu a produtores e agentes do setor avícola que reforcem medidas de biossegurança em seus estabelecimentos.



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Governo vai comprar alimentos que seriam exportados para os EUA, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse nessa quarta-feira (20) à noite, em entrevista à Voz do Brasil, que o governo brasileiro vai comprar produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes.

Segundo Teixeira, o destino dos produtos deve ser a merenda escolar, a alimentação das Forças Armadas, os hospitais, os restaurantes universitários e os programas de aquisição de alimentos destinados às populações em insegurança alimentar.

“O governo vai estimular que estados e municípios possam adquirir esses produtos pelos programas públicos da alimentação escolar”, afirmou. Paulo Teixeira explicou que isso vai representar uma alimentação escolar, por exemplo, com produtos da melhor qualidade.

Outros compradores

“Nós estamos só regulamentando porque percebemos que alguns setores conseguem redirecionar rapidamente esses programas para outros países”.
Um dos exemplos que ele citou foi o caso da castanha que deve ser comercializada para a Europa. “O mesmo acontece com o café. Não tem café no mundo hoje, em lugar nenhum, para substituir o produto brasileiro”, argumentou.

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No caso da carne, o ministro afirmou que o produto pode ser estocado, congelado e redirecionado. No entanto, em relação a produtos como mel, açaí, uva e peixes são mais perecíveis e, por isso, deverão ser absorvidos nos programas nacionais de compras públicas. “O governo vai incluir em todos os seus editais de compras públicas a aquisição para que não haja perda de alimentos”, garantiu.



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Frente fria se afasta e temperaturas sobem; veja a previsão do tempo para hoje



Na medida em que a frente fria começa a se afastar do continente , o tempo volta a firmar em boa parte da região Sul nesta quinta-feira (21). No decorrer do dia, o sol predomina entre algumas variações de nuvens, no entanto, as temperaturas seguem mais amenas entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e em parte do Paraná. Excepcionalmente em algumas áreas da região norte e noroeste paranaense, haverá condições para pancadas de chuva isoladas no período da tarde. Ainda na região, o calor também ganha força no decorrer do dia, com máximas que devem na ordem de 30ºC à tarde.

Já no período da noite, algumas instabilidades associadas à presença de uma área de baixa pressão sobre o norte da Argentina – e também pela atuação de um cavado em níveis mais elevados da atmosfera – podem avançar sobre a fronteira oeste gaúcha, catarinense e paranaense, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade. No Rio Grande do Sul, há risco para eventuais temporais localizados. Nas demais regiões, risco de chuva forte acompanhada por raios.

No Sudeste, o tempo segue predominantemente firme em todos os estados, com sol e calor marcando presença no decorrer do dia. Ao longo do dia, o sol e os ventos quentes que sopram do interior do continente devem favorecer o aumento significativo dos termômetros, e o período da tarde já deve contar com máximas acima dos 30ºC em boa parte dos estados. Grande SP e Grande RJ com dia de tempo firme e calor mais significativo.

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Algumas cidades do norte e noroeste paulista já podem contar com temperaturas acima de 35ºC e o alerta de baixa umidade do ar segue presente – com índices abaixo de 20% durante as horas mais quentes. Áreas do centro-sul do Rio de Janeiro, incluindo a Região Metropolitana do Rio – também devem contar com baixa umidade do ar à tarde.

Excepcionalmente alguns municípios do oeste, sul e litoral sul paulista podem contar com a ocorrência de pancadas de chuva isoladas no período da tarde, em decorrência de algumas instabilidades que podem avançar do Paraná em direção ao estado.

Enquanto no Centro-Oeste, ainda pode chover em algumas áreas isoladas do oeste e sul de Mato Grosso do Sul, além de pontos isolados do oeste de Mato Grosso – por conta da umidade residual presente na atmosfera local. No sul de Mato Grosso do Sul, haverá potencial para pancadas fortes de chuva seguidas por raios ainda pela manhã. Nas demais regiões, o predomínio segue sendo de tempo estável, com sol entre algumas variações de nebulosidade. O calor segue intenso em boa parte dos estados, com máximas próximas à ordem dos 40ºC na parte da tarde e umidade do ar em níveis críticos – sobretudo entre Goiás e o Distrito Federal.

A capital federal segue sem a ocorrência de chuva significativa há mais de 60 dias. As áreas de maior preocupação se concentram entre o nordeste de Mato Grosso, norte de Goiás e o Distrito Federal, onde os índices devem ficar abaixo de 12%.

Já no Nordeste, ainda teremos a entrada de umidade vinda do oceano em direção a costa leste, que deve promover a manutenção da chuva no litoral de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Há risco para temporais em Maceió. Em Aracaju, há risco de chuva forte acompanhada por raios. As pancadas de chuva acontecem ao longo do dia e intercalam com períodos de aparição do sol. Entre o litoral da Paraíba e do Rio Grande do Norte, além de algumas áreas do litoral sul da Bahia, também pode chover de maneira isolada ao longo do dia. No interior nordestino, continua bastante quente e com alerta para baixa umidade do ar entre o oeste da Bahia, de Pernambuco, sul do Piauí e do Maranhão.

E no Norte, a chuva segue concentrada em algumas áreas do Amazonas e no norte de Roraima, com expectativa de que as pancadas de chuva ocorram de forma irregular ao longo do dia, mas ainda com risco para chuva forte localizada. Entre o norte e litoral do Amapá, pode chover de maneira isolada e com fraca intensidade. Nas demais regiões, o predomínio segue sendo de tempo firme, apenas com poucas variações de nebulosidade e destaque para o calor. Em Rondônia, as temperaturas já devem ultrapassar a faixa dos 35ºC à tarde

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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Queijaria do Paraná ganha prêmios e cresce com apoio do Sebrae



Leomar Melo, de Santana do Itararé (PR), iniciou sua trajetória na produção de queijos em 2017. Na época, ele enfrentava dificuldades financeiras e buscava uma saída. “Não viemos de uma família tradicional queijeira. O queijo apareceu na nossa vida como uma dádiva de Deus”, relembra.

A partir daí, ele e a família mergulharam na atividade e, com muito esforço, foram se aprimorando. Como resultado, os queijos conquistaram prêmios importantes dentro e fora do Brasil. Entre as conquistas estão duas premiações internacionais, em 2021 e 2023, além do reconhecimento no Prêmio CNA de Queijos Artesanais.

Finalista Prêmio CNA

Para Leomar, participar de uma competição como a CNA fortalece o setor e gera oportunidades. “Não imaginava estar entre os finalistas, mesmo sabendo que o nosso produto era bom, diferenciado e novo”, conta. Ele destaca que a motivação não está em disputar com outros produtores, mas em superar a própria queijaria. “A gente não compete com ninguém. A queijaria compete com ela mesma.”

Além disso, Leomar ressalta a importância da visibilidade para a agricultura familiar. “A CNA tem prestado um grande serviço para os queijos artesanais, como é o nosso caso”, afirma.

Apoio que faz a diferença

Durante essa jornada, o Sebrae se tornou um parceiro estratégico. Segundo Leomar, a instituição contribuiu com a divulgação, a criação da logomarca, o design das embalagens com o auxílio do Sebraetec, onde ele aprendeu sobre custo de produção. “O Sebrae tem sido fundamental. Tudo que é relacionado a queijo e agroindústria, eles nos convidam, fazem exposições e conexões”, explica o produtor.

Assim, a história da queijaria de Santana do Itararé mostra como dedicação, inovação e apoio técnico transformam desafios em conquistas no mercado de queijos artesanais.



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Bancos sustentam alta do Ibovespa; e agora, o que esperar do mercado?


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a ata do Fed reforçou cautela sobre cortes de juros nos EUA, mas foi considerada defasada pelo mercado. As bolsas de NY fecharam sem direção única, com quedas em tecnologia.

No Brasil, Ibovespa subiu levemente a 134 mil pontos, sustentado pelo setor bancário, enquanto dólar caiu abaixo de R$ 5,48 e juros futuros recuaram. Hoje, destaque para PMIs globais e agenda local esvaziada.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Ministério da Agricultura suspende vacina que pode ter matado mais de 100 animais



Foi suspenso de forma imediata pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o uso da vacina Excell 10, dos lotes 016/2024 e 018/2024, após a morte de mais de 100 bovinos, caprinos e ovinos nos municípios de Simões e Curral Novo do Piauí, ambos no estado nordestino.

O imunizante, fabricado pela Dechra Brasil e que previne contra clostridiose — doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium, encontradas no ambiente e no trato intestinal de animais — está sendo investigada pela Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e também pelo Ministério.

Agora, o uso da vacina está proibido mesmo nos casos em que o produto já havia sido adquirido antes da suspensão.

“Solicita-se aos Órgãos Executores de Sanidade Agropecuária alertar aos médicos veterinários, produtores rurais e revendedores de produtos veterinários sobre a necessidade de suspender imediatamente o uso”, diz trecho da nota do Mapa.

O Ministério orienta que produtores não deixem de comunicar novos casos pelo canal FalaBR. Contudo, de acordo com a pasta, não há registros de problemas em outros lotes da vacina e nem a confirmação da causa exata das mortes.

Mortes e produtores afetados

Segundo reportagem do G1, o secretário de Desenvolvimento Rural de Simões, Rosenalvo Coelho, destaca que as mortes começaram a ocorrer cerca de 10 dias após a vacinação, em julho de 2025. No município, até o momento, 11 produtores foram afetados.

Conforme ele, além de Simões, os municípios de Curral Novo do Piauí, Jatobá do Piauí, São Francisco de Assis do Piauí e os estados de Sergipe, Rio Grande do Norte e Maranhão registraram mortes.

Já a Adapi informou que amostras dos animais mortos foram enviadas para análise na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Os resultados devem ser divulgados em até 30 dias.

Resposta da fabricante da vacina

Em nota divulgada à imprensa, a fabricante afirma:

A Dechra Brasil informa que recebeu relatos de reações vacinais principalmente em caprinos e ovinos após a administração do produto Excell 10, lotes 016/24 e 018/24. As manifestações observadas incluem edema no local da aplicação, febretransitória, apatia, variando em intensidade e duração.

No momento, nossas equipes técnica e de qualidade estão conduzindo investigações detalhadas juntamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para identificar eventuais causas. De maneira preventiva, estamos solicitando que sejam interrompidas as vendas dos lotes 016/24 e 018/24 de Excell 10.

Estamos acompanhando a situação com máxima atenção e já tomamos todas as providências necessárias para identificar as causas. As análises estão em andamento e trabalhamos para que os resultados e atualizações sejam divulgados o mais breve possível.

Reiteramos nosso compromisso com a qualidade, eficácia e segurança de nossos produtos e com o apoio técnico aos profissionais e criadores que confiam em nossa marca.



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Produtores de Goiás relatam casos de raiva no rebanho



A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou as ações de captura e controle de morcegos hematófagos em Carmo do Rio Verde, Goiás, após a confirmação de casos de raiva de herbívoros em quatro propriedades rurais locais.

Segundo a Agrodefesa, os casos foram notificados pelos próprios produtores, que procuraram a Agrodefesa após observarem sintomas neurológicos nos animais. Médicos veterinários coletaram amostras dos animais e enviaram para análise no Laboratório de Diagnóstico Veterinário da Agrodefesa (LabVet), que confirmou os casos de raiva.

Após a confirmação dos exames, equipes da Unidade Regional Rio das Almas deram início imediato às ações de controle, que incluem vacinação, atividades de educação sanitária e fiscalização para identificar possíveis novos casos.

“Diante de um caso positivo, a ação precisa ser imediata para conter a disseminação da doença e proteger tanto a pecuária quanto a saúde pública.” diz o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos. 

Atualmente, cinco equipes estão na região, em um raio de 12 quilômetros dos focos, realizando vigilância epidemiológica e orientando os produtores quanto à vacinação dos rebanhos. Uma das equipes está mobilizada para identificar possíveis abrigos de morcegos hematófagos e implementar medidas de controle populacional.

Notificação de casos de raiva

A raiva é uma doença grave e de alta letalidade. A imunização preventiva é um investimento que protege não só os animais, mas também a saúde humana, já que a doença pode ser transmitida às pessoas. 

A Agência reforça que a notificação não gera multa nem penalidade. Os casos suspeitos devem ser informados no sistema e-Sisbravet, diretamente na Unidade Operacional Local da Agência ou pelo telefone 0800 646 1122.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo segue cauteloso no Sul do Brasil


O mercado de trigo no Sul do Brasil segue marcado pela cautela, especialmente no Rio Grande do Sul, onde compradores e vendedores ainda aguardam definições sobre a qualidade e o volume da nova safra. Segundo informações da TF Agroeconômica, a forte resistência dos produtores em aceitar os preços oferecidos para a safra nova pode alterar a tendência natural de queda, com expectativa de valorização nos próximos meses.

No estado gaúcho, o mercado disponível permanece lento, com negócios pontuais para agosto e maior concentração em setembro. As indicações de preços variam conforme qualidade e localização, oscilando entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00 a tonelada, com os moinhos relatando moagem reduzida e margens estreitas. Até o momento, cerca de 90 mil toneladas já foram negociadas da nova safra, sendo 60 mil destinadas à exportação e 30 mil para abastecer moinhos. No cenário internacional, o trigo argentino para dezembro vem sendo pressionado por maior oferta prevista, resultando em preços até US$ 10/t abaixo do spot.

Em Santa Catarina, o abastecimento segue vindo do trigo gaúcho, mantendo os preços estáveis entre R$ 1.330,00 e R$ 1.360,00 FOB, acrescidos de frete e impostos. Nos preços pagos diretamente ao produtor, houve recuos em diversas praças, com valores variando de R$ 72,00 a R$ 78,00 a saca, dependendo da região. O estado ainda não apresenta indicações consistentes para a safra nova.

Já no Paraná, o mercado permanece travado, com produtores resistindo a vender nos patamares atuais. No spot, os preços recuaram levemente para R$ 1.400,00 CIF, enquanto no futuro ficaram próximos de R$ 1.300,00 CIF. O trigo paraguaio aparece como alternativa, mas enfrenta dificuldades logísticas, enquanto o produto argentino segue competitivo em Curitiba e nos Campos Gerais. Os preços médios pagos aos agricultores caíram 0,23% na semana, para R$ 75,87/saca, mantendo margens de lucro próximas a 4%, embora o mercado futuro já tenha oferecido oportunidades mais atrativas.

 





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