O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços acomodados nesta quarta-feira (27).
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias lembra que a segunda quinzena de cada mês geralmente tem padrão lateralizado de negócios nas principais regiões do país.
“Sob o prisma da demanda, o ótimo desempenho das exportações de carne bovina, em um ritmo acelerado de embarques, segue garantindo preços firmes. Um novo recorde deve ser estabelecido, em volume e principalmente na receita arrecadada”, disse.
Preços médios da arroba do boi
São Paulo: R$ 310,75
Goiás: R$ 302,50
Minas Gerais: R$ 302,94
Mato Grosso do Sul: R$ 318,18
Mato Grosso: R$ 311,62
Mercado atacadista
O mercado atacadista se depara com preços pouco alterados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sinaliza para maior propensão a reajustes durante a primeira quinzena de setembro, período pautado por maior apelo ao consumo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição ao longo da cadeia produtiva.
O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,90 por quilo; o dianteiro foi precificado a R$ 18,25 por quilo; e a ponta de agulha foi cotada a R$ 17,25 por quilo.
Exportações de carne
Foto: Divulgação Mapa
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,192 bilhão em agosto até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 74,550 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 212,925 mil toneladas, com média diária de 13,307 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.602,00.
Em relação a agosto de 2024, houve alta de 70,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 34,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,3% no preço médio.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,4158 para venda e a R$ 5,4138 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4145 e a máxima de R$ 5,4575.
Pecuaristas, a escolha do capim ideal para sua fazenda é um dos primeiros passos para a produtividade do rebanho. Hilary Souza, pecuarista de Macapá, no estado do Amapá, tem dúvidas sobre quais seriam as melhores opções de pasto para áreas de terra arenosa.Assista ao vídeo abaixo e confira as considerações do especialista.
Nesta quarta-feira (27), o engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.
Ele explica que as gramíneas forrageiras, em geral, se adaptam bem a solos arenosos, mas o fator crucial é a fertilidade do solo e a sua capacidade de reter água.
Fertilidade e manejo são mais importantes que o tipo de solo
O que o pecuarista deve avaliar, no entanto, é a fertilidade do solo e a sua capacidade de retenção de água.
A recomendação é fazer uma análise de solo para verificar as necessidades de calcário e fósforo. Para ter uma pecuária de ponta, é preciso fazer as correções necessárias, pois a maioria dos solos brasileiros é pobre em fertilidade.
Capins ideais para solo arenoso e de baixa fertilidade
Capim humidicola. Foto: Divulgação
Se o solo de Hilary Souza tiver baixa fertilidade, ela pode trabalhar com capins que se adaptam bem a essas condições:
Humidícola: Que se adapta muito bem a solos de baixa fertilidade e é uma opção robusta para a pecuária.
Braquiária decumbens: Outra opção que vai bem em solos arenosos, mas com atenção à sua sensibilidade à cigarrinha, uma praga que pode causar prejuízos.
Marandu: É um capim que aceita bem solos arenosos e é amplamente utilizado em pastagens no Brasil.
A chuva não será um problema para Hilary no Amapá, pois é uma região com bastante chuva.
No entanto, é fundamental que a água penetre no solo e não fique parada, para que não ocorra o encharcamento da pastagem. Se isso acontecer, existem gramíneas específicas para áreas de encharcamento.
Faça a “lavoura do seu pasto”
Wagner Pires recomenda que o pecuarista “faça a lavoura do seu pasto”. Ele ressalta que é preciso cuidar e melhorar a adubação do solo, seja ele arenoso ou não.
Com o manejo correto e a escolha de uma boa gramínea, o produtor terá uma boa produção de pastagem e, por consequência, um bom desempenho do rebanho.
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Foto: Divulgação
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da superintendência regional do Paraná (Sureg-PR), participa nesta quarta-feira (27), às 10h, da entrega de sementes no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), na Prefeitura de Prudentópolis.
Segundo o Imea, a ação é realizada em conjunto com a Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário Nacional no Paraná (SFDA-PR/MDA), a Secretaria Municipal de Agricultura de Prudentópolis, o Instituto Federal do Paraná (IFPR), o Sindicato Rural dos Agricultores Familiares do município e a Cooperativa Mista de Desenvolvimento da Agricultura Familiar de Rebouças, responsável pela execução do projeto.
O aporte destinado à organização fornecedora é de quase R$ 195 mil. A operação envolve 13 agricultores familiares e contempla a doação de mais de 12 toneladas de sementes de feijão e milho crioulos para produtores de Prudentópolis e Rebouças, com prioridade para agricultores inscritos no CadÚnico.
As sementes serão distribuídas às Secretarias Municipais de Agricultura de ambos os municípios, com foco no atendimento aos produtores de Prudentópolis que, em 2024, tiveram perdas na produção de feijão devido à infestação da mosca branca, transmissora do vírus do mosaico dourado.
O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de pouca atividade, com os preços como referência e sem base para negociações. Nesta quarta-feira (27), de acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ritmo de negócios permaneceu lento tanto nos portos quanto nas indústrias, e as ofertas disponíveis foram escassas.
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Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os preços oscilaram pouco. Com a valorização do dólar, algumas praças registraram quedas, mas os produtores mantiveram suas exigências de preço.
O resultado do dia foi um mercado travado, com a diferença entre o que os compradores oferecem e o que os vendedores pedem, com o resultado no impedimento de avanços nas negociações.
Soja no Brasil
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 134,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
Rio Grande (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
Paranaguá (PR): manteve em R$ 139,00
Rondonópolis (MT): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
Dourados (MS): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
Rio Verde (GO): manteve em R$ 124,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira (27) em baixa. A sessão foi marcada por volatilidade, com o grão oscilando entre os territórios positivo e negativo, dentro de margens estreitas. Parte do suporte veio do preço mais baixo da soja, que torna o produto norte-americano mais competitivo no mercado exportador.
No entanto, prevaleceu a pressão sazonal da colheita de uma safra cheia nos Estados Unidos, levando produtores a vender a oleaginosa disponível para abrir espaço nos armazéns. Além disso, a tensão comercial com a China também pesou sobre as cotações.
Situação nos EUA
As lavouras norte-americanas estão em bom desenvolvimento, o que indica uma grande safra. Segundo o último relatório das lavouras americanas de soja, até 24 de agosto, 69% estavam entre boas e excelentes condições, 23% em situação regular e 8% em condições ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 68%, 24% e 8%, respectivamente.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro de 2025 fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar por bushel ou 0,14%, a US$ 10,27 1/4 por bushel. A posição novembro de 2025 teve cotação de US$ 10,47 1/2 por bushel, recuo de 2,00 centavos de dólar por bushel ou 0,19%.
Nos subprodutos, a posição dezembro de 2025 do farelo fechou com perda de US$ 5,10 ou 1,73%, a US$ 288,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2025 fecharam a 53,15 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,33 centavo ou 0,61%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,4158 para venda e a R$ 5,4138 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4145 e a máxima de R$ 5,4575.
A Polícia Civil desarticulou um grupo criminoso que fraudava leilões virtuais de gado no Rio Grande do Sul. Conforme as investigações, os criminosos usavam dados de pecuaristas para se cadastrar em plataformas de leilões online e arrematar animais, solicitando a liberação do transporte antes do pagamento.
A Operação Lance Falso foi conduzida nesta quarta-feira (27) pela 3ª Delegacia de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Camaquã, com apoio da Delegacia de Polícia de Passo Fundo.
Vítimas dos leilões
Um dos alvos foi um produtor rural da cidade de Marques de Souza, Rio Grande do Sul. Seus dados foram usados para arrematar 12 cabeças de gado em um leilão online realizado no município de Canguçu em 6 de março de 2025.
Embora as Guias de Trânsito Animal (GTAs) tenham sido emitidas, elas foram estornadas devido à insistência dos criminosos para a entrega dos animais antes da confirmação do pagamento.
O número de telefone cadastrado no leilão, vinculado a um catador de resíduos, não tinha relação com a compra. Os dados do mesmo pecuarista também foram usados para arrematar 84 bovinos em um certame de uma empresa de leilão online em 14 de fevereiro deste ano.
Outra vítima foi um pecuarista de Alecrim, Rio Grande do Sul, que teve seus dados usados em fevereiro. Em um dos casos, um leiloeiro entregou 30 cabeças de gado, avaliadas em R$ 83,5 mil, a um suposto comprador que se passava por pecuarista e que usou um número de telefone com o DDD 54. A carga de gado vivo foi entregue no município de Soledade.
Busca e apreensão
Segundo a polícia, foram realizadas buscas nas cidades de Passo Fundo, Nicolau Vergueiro e Ibirapuitã, resultando na apreensão de provas e identificação de dois suspeitos. O inquérito segue em andamento.
A Polícia Civil trabalha com os crimes de falsidade ideológica, falsidade de documento particular, estelionato, furto mediante fraude e associação criminosa. As penas máximas para esses crimes, se somadas, podem chegar a mais de 25 anos.
“A fiscalização e a rápida resposta das autoridades são cruciais para desarticular grupos criminosos e coibir esse tipo de crime, garantindo que os produtores possam operar de forma segura e que a cadeia produtiva da pecuária não seja afetada por fraudes”, destaca o Delegado Heleno dos Santos.
Tenho por hábito, ao analisar um projeto de lei, iniciar pela leitura de sua justificação, que consiste nos motivos pelos quais o legislador considerou pertinente a propositura do projeto em questão.
A justificação, por vezes, vai muito além do porquê dos dispositivos propostos, revelando aspectos significativos dos momentos histórico e político contemporâneos ao projeto.
O licenciamento ambiental aprovado no Congresso Nacional em julho deste ano foi originalmente proposto em junho de 2004 pelo então deputado Luciano Zica, do Partido dos Trabalhadores, e outros 24 deputados. A exposição de motivos consignava que “tão grave quanto a falta de estrutura operacional pública para o setor de licenciamento ambiental é a notória insegurança jurídica em que vive o setor”.
Mais de 20 anos separam essa motivação dos autores da proposição da presente coluna, e os problemas e queixas, em geral, permanecem os mesmos: falta de recursos humanos, insegurança jurídica, excesso de burocracia e problemas de operacionalização.
O projeto foi sancionado, mas, dos 398 dispositivos, 63 foram vetados pelo presidente Lula, acompanhados de uma medida provisória (MP 1308/2025) e de outro projeto de lei, ou seja, dificilmente haverá pacificação quanto ao tema em um futuro breve, já que, mesmo após o trâmite legislativo e a sanção presidencial, é possível que o Poder Judiciário seja instado a se manifestar sobre determinados pontos.
Ao longo desses 20 anos, um marco importante para o Brasil e o controle do desmatamento foi a instituição do Código Florestal em 2012 (Lei nº 12.651/2012), que trouxe parâmetros claros para coibir o desmatamento ilegal e irrestrito, prevendo instrumentos que auxiliam e efetivam esse controle, quais sejam, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA).
Contudo, já se passou mais de uma década desde esse marco, e menos de 5% dos CARs se encontram validados, o que obstaculiza a plena efetivação do que a lei propôs. Aqui, as duas matérias – licenciamento ambiental e Código Florestal – se encontram na falta de operacionalização dos instrumentos já existentes.
Para a Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), alguns pontos vetados do licenciamento são inegociáveis, entre eles a falta de autonomia de estados e municípios em matéria ambiental e a necessidade de CAR validado para licenças simplificadas. Esses pontos tendem a ser revertidos no Congresso Nacional, com a consequente derrubada dos vetos.
Contudo, apesar dos entraves legislativos e burocráticos, a exigência cada vez maior do mercado importador de produtos brasileiros por padrões mínimos de sustentabilidade – não apenas ambiental, mas também social – fez com que os produtores brasileiros se adequassem. O consumidor está cada vez mais interessado na origem do que consome. O Brasil vem acompanhando essa tendência e o agronegócio brasileiro cresce em produção, especialmente em produção sustentável.
A tecnologia tem se tornado uma importante aliada nesse processo, em especial a biotecnologia. Na década de 1970, a média de produção de soja era de 20 sacas por hectare. Hoje, a média nacional é de 70 sacas por hectare. Alguns produtores já batem recordes de produtividade, atingindo mais de 100 sacas por hectare. Na luta contra o desmatamento, a tecnologia permite uma maior produção em uma menor quantidade de terra. Isso representa, na ponta, segurança alimentar.
Essa importante aliada poderia avançar muito mais, e aqui voltamos a citar o instrumento do CAR. O Cadastro Ambiental Rural validado garantiria que áreas não fossem sobrepostas, trazendo segurança para concessão de crédito, regularização fundiária e, sobretudo, rastreabilidade e conformidade ambiental.
Tudo isso demonstra que, mais do que a norma em si, é imperiosa sua regulamentação, efetiva implementação e eficácia. Em um cenário onde urge a responsabilidade ambiental e social, talvez produtores e sociedade não tenham mais duas décadas para as respostas e segurança que precisam.
*Karina Tiezzi é gerente de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e consultora em Relações Governamentais. Atuou como assessora legislativa na Câmara dos Deputados, participou da tramitação de proposições de destaque para o setor do Agronegócio, como a chamada MP do Agro (Lei 13.986/2020) e a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 3729/2004).
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
Pecuaristas, a diferença entre uma fazenda lucrativa e uma que não é pode estar na execução do trabalho. O sucesso não depende apenas de um bom planejamento, mas de como ele é colocado em prática no dia a dia. Assista ao vídeo abaixo e confira as dicas para um negócio próspero com o gado.
Nesta quarta-feira (27), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Uniube, apresentou no quadro “Dicas do Scoton” do Giro do Boi uma ferramenta simples para garantir que a sua fazenda produza mais e com mais eficiência.
O abismo entre o plano e o campo
Foto: Pixabay
Maurício Scoton alerta para o “abismo operacional” que existe em muitas fazendas, especialmente nas de pequeno e médio porte, que não têm uma estrutura de gerência.
O planejamento de um dia ou de uma semana de trabalho nem sempre é executado de forma eficiente, e o resultado é a perda de produtividade.
O prejuízo pode vir de várias frentes:
Manejo de pastagem: Atrasar uma roçada ou uma adubação no momento correto pode comprometer a produção de forragem e o valor nutricional do pasto.
Manejo sanitário: Vermifugar o gado no tempo não adequado, por exemplo, pode não ter a eficácia desejada e resultar em prejuízos na saúde do rebanho.
Operacional: Problemas na fabricação e no fornecimento da dieta, que podem impactar a curva de consumo e o ganho de peso, resultando em um ciclo de engorda mais longo e caro.
A solução para esse problema, segundo Scoton, é criar uma cultura de disciplina e garantir que a equipe saiba exatamente o que precisa ser feito.
A gestão à vista: um quadro para o operacional
Peão manejando o gado em área de curral na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Para alinhar o planejamento x prática em fazendas de estrutura simples, Maurício Scoton sugere uma ferramenta eficaz e de baixo custo: um quadro de gestão à vista.
No exemplo da Agropecuária Furna Rica, em Prata, no estado de Minas Gerais, com apenas dois funcionários, o quadro é um lembrete visual das tarefas diárias e semanais.
Programação realista: As tarefas são dimensionadas de acordo com a capacidade de execução da equipe, evitando a sobrecarga e garantindo o cumprimento dos prazos.
Informação à vista: O quadro fica em um local de fácil acesso para que os funcionários possam ver a programação do dia, da semana e o que já foi realizado, promovendo a transparência.
Cultura de disciplina: Essa ferramenta cria uma cultura de disciplina e um senso de responsabilidade na equipe, que se sente parte do processo.
O quadro de gestão à vista não é engessado e permite ajustes. O importante é que os funcionários saibam o rumo que a fazenda está tomando e o que precisam fazer.
Essa prática, com treinamento e acompanhamento, traz uma diferença enorme no resultado, que se reflete no ganho de peso dos animais e no custo da arroba produzida.
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O etanol apresentou valorização mesmo em plena safra – Foto: Pixabay
O Rabobank divulgou sua atualização mensal sobre o mercado de cana-de-açúcar, em estudo conduzido por Andy Duff, analista setorial da commodity. Segundo o banco, até o final de julho a moagem no Centro-Sul na safra 2025/26 alcançou 306 milhões de toneladas, o que indica que mais da metade da colheita já foi realizada. As estimativas atuais apontam para um volume final abaixo de 600 milhões de toneladas, reforçando a percepção de uma safra menor do que a anterior.
Os números também mostram um nível relativamente baixo de ATR por tonelada de cana, com a média acumulada até julho 4,6% inferior ao valor registrado no mesmo período de 2024. Outro dado relevante é o recorde na destinação da cana para a produção de açúcar, que ultrapassou 54% na segunda metade de julho. Esse movimento reflete o esforço de usinas que investiram nos últimos anos em ampliar a capacidade de cristalização, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.
Enquanto os preços do açúcar no mercado físico vêm se mantendo estáveis, o etanol apresentou valorização mesmo em plena safra. De acordo com o Rabobank, esse cenário está ligado à elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que subiu de 27% para 30% a partir de 1º de agosto, além das perspectivas de menor oferta no ciclo atual. Com a moagem total projetada abaixo de 600 milhões de toneladas e maior direcionamento da cana para o açúcar, a produção de etanol deve alcançar apenas 3,5 bilhões de litros em 2025/26, cerca de 4 bilhões a menos que no ciclo 2024/25.
O ponto de maior incerteza agora está na gasolina. Caso os preços internacionais de energia sigam em queda e o câmbio permaneça estável ou até se valorize frente ao dólar, pode haver espaço para novas reduções no preço doméstico do combustível, o que impactaria diretamente a competitividade do etanol no mercado interno.
A Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina, confirmou que vai investir R$ 3 bilhões na construção de um terminal portuário em Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina.
O anúncio foi feito em reunião entre executivos da cooperativa e o governador do estado, Jorginho Mello (PL), realizada no início desta semana. A operação está prevista para começar em 2030, confirmou em nota a cooperativa de Campo Mourão, no norte do Paraná.
O projeto ocupará 43 hectares e contará com três berços de atracação, com capacidade estimada em 11 milhões de toneladas por ano.
Segundo o governo catarinense, o terminal vai movimentar granéis agrícolas, combustíveis líquidos, fertilizantes e gás liquefeito de petróleo (GLP). A estimativa é de 2 mil vagas de trabalho durante a fase de obras e mil postos permanentes após o início da operação.
Cooperativa já tem outros terminais
A Coamo já possui dois terminais no complexo portuário de Paranaguá (PR), que respondem por quase 5 milhões de toneladas embarcadas anualmente, mas enfrenta gargalos logísticos para o escoamento da produção de soja, milho e trigo de seus 32 mil cooperados. Em 2024, a cooperativa registrou faturamento de R$ 28,8 bilhões.
O governador de Santa Catarina destacou, em nota, o impacto do novo empreendimento. “É um grande investimento, uma transformação somando com a Baía da Babitonga que nós vamos dragar lá em São Francisco. Isso é um corredor de importação e principalmente de exportação. É uma conquista maiúscula de Santa Catarina”, disse.
Em comunicado, o presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari, reforçou a necessidade de expansão. “Esse é um sonho dos nossos produtores. Nós já temos dois terminais em Paranaguá, onde escoamos quase 5 milhões de toneladas por ano. Sentimos a necessidade dessa expansão porque tem negócios que realmente a gente não consegue fazer”, afirmou.
Mais de 1,6 mil litros de bebidas alcoólicas produzidas de forma irregular em uma destilaria em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná, foram apreendidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última segunda-feira (25).
A fiscalização teve como foco a verificação da conformidade de produtos registrados, da rotulagem e da utilização de ingredientes.
Entre as irregularidades encontradas na operação, conduzida pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR), estão a fabricação e a comercialização sem registro válido no Mapa, utilização de registros cancelados, alterações não autorizadas na fórmula e uso de ingredientes proibidos, como conservantes e aromatizantes artificiais.
De acordo com nota do Mapa, também foram identificados rótulos com informações falsas ou enganosas, adulteração de produtos com divergência entre o declarado e o efetivamente utilizado, além da ausência de ingredientes obrigatórios em itens classificados como preparado líquido para bebida alcoólica mista.
Assim, ao todo, foram apreendidos 1.597 litros de coquetéis, 67,5 litros de matéria-prima não autorizada e quatro caixas de rótulos diversos. Todos os itens permaneceram sob a guarda do representante legal da empresa, conforme a legislação vigente.
A operação contou com apoio da Polícia Civil, do Procon/PR e da Receita Estadual e trata-se de um desdobramento da ação realizada pela Polícia Civil do Paraná, que na última quinta-feira (21) havia descoberto uma fábrica clandestina de falsificação de bebidas alcoólicas na capital do estado. As apurações apontaram ligação entre o proprietário da distribuidora investigada e a destilaria fiscalizada em Pinhais.
Base legal
A fiscalização foi embasada na Lei nº 8.918/1994, que dispõe sobre padronização, classificação, registro, inspeção e fiscalização de bebidas, e no Decreto nº 6.871/2009, que regulamenta a matéria.
O descumprimento dessas normas pode resultar em multas, interdição do estabelecimento e outras sanções administrativas e penais.
“Nosso objetivo não é apenas coibir práticas irregulares, mas garantir que o consumidor tenha acesso a bebidas seguras, produzidas dentro dos padrões exigidos por lei. Esse tipo de ação dá um recado claro ao setor: quem descumprir as normas será responsabilizado. Agora seguimos acompanhando o caso para que a empresa se adeque integralmente às exigências legais”, afirmou o chefe do Sipov/PR, Fernando Mendes.