domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Brasil e México firmam acordos em biocombustíveis


Ao final das reuniões com os secretários de Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente, e com o secretário de Economia, Marcelo Ebrard Casaubon, na tarde desta quarta-feira (27), na Cidade do México, a missão brasileira liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou a assinatura de importantes acordos entre o país.

Foram firmados dois acordos entre Brasil e México que também promoverão desenvolvimento no setor agropecuário.

A Declaração de Intenções em Matéria de Cooperação Bilateral sobre produção e uso de biocombustíveis trata do intercâmbio tecnológico no setor de biocombustíveis.

Entre os objetivos está impulsionar um crescimento ordenado e devidamente regulamentado do setor no México, aproveitando a reconhecida experiência que o Brasil possui na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.

O Brasil é o maior produtor e exportador de cana-de-açucar do mundo e também de se destaca no avanço do uso dos biocombustíveis com adição de etanol à gasolina, por exemplo. A Declaração também prevê o avanço no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para a aviação.

Já o Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Matéria de Promoção de Investimentos e Fortalecimento de Capacidades entre a Secretária da Economia do México e a Agência Brasileirs de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) visa fortalecer as relações de amizade, entendimento e desenvolvimento econômico que unem o Brasil e o México com o objetivo de impulsionar um quadro de interação que facilite o intercâmbio de bens, serviços e investimentos, bem como a geração de novas oportunidades de negócios.

“O presidente Lula tem como missão ampliar as oportunidades entre Brasil e México com um viés que vai muito além da relação comercial de alimentos, integrando também o pacto global contra a fome. Nosso objetivo é aumentar a oferta de alimentos, cada vez mais saudáveis e acessíveis, e fortalecer essa parceria estratégica”, declarou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, durante a reunião com o secretário de Economia.

O vice-presidente Alckmin deu ênfase na relevância do memorando. “Destaco a importância do que acabamos de assinar: social, porque gera emprego, renda, novas oportunidades e dignidade para a população; econômica, com investimentos e crescimento do setor produtivo; científica e tecnológica, com novas rotas para a descarbonização; e ambiental, pela relevância para o futuro sustentável”, disse.

Ainda, Alckmin convidou as autoridades mexicanas para a COP30. “”Aproveito para convidar todos os irmãos e irmãs mexicanos para a COP30, que será realizada no Brasil, na Amazônia, em Belém do Pará, agora em novembro. Será um momento histórico em que o Brasil sediará o mundo no programa de combate às mudanças climáticas”.

 





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Cafezais das Matas de Rondônia sequestram mais carbono do que emitem, aponta estudo



Um estudo inédito da Embrapa mostrou que os cafezais da agricultura familiar nas Matas de Rondônia apresentam um balanço positivo de carbono. Na prática, as lavouras sequestram em média de duas a três vezes mais carbono do que emitem, reforçando o potencial do café robusta amazônico como aliado no combate às mudanças climáticas e abrindo caminho para novas pesquisas e oportunidades em créditos de carbono.

De acordo com Carlos Ronquim, pesquisador da Embrapa Territorial, foram entrevistados mais de 250 produtores rurais para avaliar o manejo da cultura. Foram analisados o uso de insumos, como fertilizantes nitrogenados e calcário, além do consumo de combustível. Essas informações serviram de base para estimar as emissões de carbono.

Para calcular o estoque de carbono, os pesquisadores coletaram 150 plantas adultas em 15 propriedades, analisando raízes, caules, folhas e frutos. O material foi pesado e estudado em laboratório. O resultado mostrou que cada hectare de café sequestra cerca de 7 toneladas de CO₂ por ano, enquanto emite 3 toneladas nos tratos culturais. O saldo final é positivo: 4 toneladas de CO₂ sequestradas por hectare anualmente.

“Esse resultado mostra que a cafeicultura é sustentável, já que captura mais carbono do que emite. E ainda avaliamos apenas a biomassa, sem incluir o solo, que também pode representar um estoque importante”, destacou Ronquim.

Créditos de carbono e financiamento

Segundo o pesquisador, os dados podem beneficiar financeiramente os produtores. “Se o agricultor comprovar que consegue reduzir emissões ao longo dos anos, ele pode acessar financiamentos com juros menores e, no futuro, até negociar créditos de carbono. Isso fortalece a imagem do café amazônico como uma produção sustentável e ainda contribui para as metas brasileiras de redução de gases de efeito estufa”, explicou.

Manejo sustentável dos cafezais

O estudo também apontou que 80% das emissões da cafeicultura estão relacionadas ao uso de adubos nitrogenados. Para reduzir esse impacto, Ronquim sugere práticas como substituir parte dos fertilizantes químicos por adubos orgânicos, usar inoculantes microbiológicos, parcelar a adubação em mais aplicações e integrar leguminosas entre as linhas dos cafezais. Essas medidas podem reduzir as emissões e melhorar a qualidade do solo.

Exportação favorecida

Outro ponto destacado foi o mapeamento completo das áreas de café da região, que somam 35 mil hectares dentro de uma área de 4,2 milhões de hectares das Matas de Rondônia. A análise mostrou baixo índice de desmatamento (apenas 0,1%) entre 2021 e 2025, o que atende às exigências da nova legislação europeia que proíbe a importação de commodities associadas ao desmatamento.

“Esse levantamento comprova que o café de Rondônia tem condições de acessar o mercado europeu sem restrições, além de agregar valor ao produto por seu perfil sustentável”, concluiu Ronquim.



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Lula diz que “não tem pressa” para aplicar reciprocidade contra os EUA



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (29), que “não tem pressa” para aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, mas que o processo precisa andar, inclusive, para tentar acelerar as negociações com os norte-americanos sobre o tarifaço de 50% aplicado aos produtos do Brasil.

Lula autorizou a aplicação da nova legislação, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em abril deste ano, e a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deu início ao processo que tem, entre suas etapas, a de notificar os Estados Unidos sobre a resposta brasileira à aplicação das tarifas.

“Eu não tenho pressa de fazer qualquer coisa com a reciprocidade contra os Estados Unidos. Tomei a medida porque eu tenho que andar o processo”, disse Lula em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte.

A lei permite ao Brasil dar uma resposta a eventuais medidas unilaterais adotadas por outros países contra produtos brasileiros, como as sobretaxas adotadas pelos EUA.

“Se você for tentar andar na forma que todas as leis exigem, o comportamento da Organização Mundial do Comércio [OMC], das regras, você vai demorar um ano. Então, nós temos que começar, nós já entramos com o processo na Organização Mundial do Comércio. Nós temos que dizer para os Estados Unidos que nós temos coisas para fazer contra os Estados Unidos. Mas eu não tenho pressa, porque eu quero negociar”, afirmou.

Barreiras tarifárias dos EUA

O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas.

No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%.

Porém, em 6 de agosto, entrou em vigor a tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

De tudo que é exportado pelo Brasil ao país norte-americano, 35,6% estão sob uma tarifa de 50%.

Lula: ‘Não vou ligar para o Trump’

Lula reafirmou a soberania do país e disse que se as autoridades norte-americanas quiserem “negociar sério com o Brasil” sobre as questões comerciais, “nós estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia”. Todavia, ele argumentou que as autoridades brasileiras estão com pouco espaço de negociação nos Estados Unidos.

Ele lembrou que o vice-presidente Geraldo Alckmin lidera a missão de buscar novos acordos, junto com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

“Até agora nós não conseguimos falar com ninguém […]. Então eles não estão dispostos a negociar. Se o Trump quiser negociar, o Lulinha paz e amor está de volta”, disse Lula, afirmando que não vai telefonar para o presidente dos Estados Unidos.

“Não tentei ligar. Eu não tenho nenhum problema de falar com quem quer que seja, ele tem que dar um sinal de que quer negociar. Porque as pessoas falam para ligar para o Trump, mas se o secretário de Tesouro não falou com Haddad, se o Alckmin não conseguiu falar com o cidadão do comércio, porque as pessoas acham que o telefonema meu para o Trump iria resolver?”, argumentou Lula.

Crime organizado

Durante a entrevista à Rádio Itatiaia, Lula comentou as operações policiais que investigam a atuação de grupos criminosos na cadeia produtiva de combustíveis para lavagem de dinheiro oriundo de facções do narcotráfico Segundo ele, é “a operação mais importante da história” para “pegar no andar de cima”.

“Por enquanto [as autoridades de investigação] só iam no andar de baixo. Agora, nós queremos saber quem é que, efetivamente, faz parte do crime organizado. Quem fizer vai aparecer”, prometeu Lula.

“O crime organizado hoje é uma coisa muito sofisticada, porque ele está na política, no futebol, na Justiça, ele está em tudo quanto tem lugar. Está em tudo, é um braço internacional muito poderoso. Tem relações com o mundo inteiro, é uma verdadeira multinacional”, acrescentou o presidente.

As investigações apuraram um sofisticado esquema que utilizava fundos de investimentos, por meio de fintechs, para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas. A Justiça Federal autorizou o sequestro de fundos dos investigados, além do bloqueio de bens e valores até o limite de cerca de R$ 1,2 bilhão, valor correspondente às autuações fiscais já realizadas.



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Colheita nos EUA e estratégia da China travam mercado de soja



Nesta sexta-feira (29), Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado, trouxe atualizações do mercado ao Soja Brasil. Segundo ele, nesta semana, a bolsa de Chicago apresentou movimentações travadas, com volatilidade, mas menos intensa do que na semana anterior, quando os preços foram impulsionados pelo óleo de soja.

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”No mercado de grãos, o principal fator é a safra dos EUA. Em setembro, começam os trabalhos de colheita americana e, entre os dias 15 e 20, teremos os primeiros dados concretos”, diz Silveira. De acordo com o consultor, o ponto central é a produtividade: as estimativas do USDA apontavam 53 bushels por acre, mas dados iniciais indicam produtividades abaixo do esperado, o que pode reduzir os estoques finais projetados para a próxima safra.

Atualmente, os estoques estão menores, e a última movimentação de compras da China ocorreu em maio. Desde então, os chineses têm mostrado agressividade na busca por soja brasileira, mas tudo ainda está em aberto. É provável que a China continue comprando soja dos EUA, embora em volume menor. Caso contrário, os estoques americanos projetados ficariam muito altos.

Soja no Brasil

No Brasil, os prêmios já refletem a força do mercado, embora os line-ups estejam travados. Comparado ao ano passado, houve aquecimento, mas com menor intensidade. O prêmio chegou a ultrapassar US$ 2,00, mas hoje está em torno de US$ 1,50, dependendo da posição.

”Apesar de uma leve perda de agressividade nos preços, é importante acompanhar a exportação e o consumo externo. Para esta safra, os estoques devem ficar significativamente acima do registrado em 2024/25, mesmo considerando uma exportação mais agressiva de soja”, finaliza.



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Encontro reúne mais de 350 empresários no México


No encerramento do Encontro Empresarial México-Brasil, promovido pelo governo do Brasil na Cidade do México nesta quarta-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro ressaltou a importância da parceria com o país, que representa o maior número de habilitações de empresas brasileiras.

“Este, que é o vigésimo encontro empresarial do Brasil nesses dois anos e oito meses e diante de acordos que conseguimos produzir tanto hoje, chego à conclusão: estamos no rumo certo, dando exemplo do multilateralismo, do respeito e das oportunidades que podem ser geradas”, afirmou o ministro.

O evento reuniu cerca de 350 empresários de ambos os países, sendo mais de 150 brasileiros.

Presidente da Apex Brasil, organizadora do encontro junto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), Jorge Viana destacou a produtividade do encontro com a discussão de temas que avançam nos acordos firmados entre os países, como o trabalho na agenda de etanol produzido de cana de açúcar a partir das expertise de 40 anos do Brasil.

A ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, ressaltou a importância da parceria entre os países e a relação entre os setores privados para o avanço na segurança alimentar.

Liderando a delegação brasileira, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, fez um balanço da relação comercial entre os países, que se aproxima dos US$ 14 bilhões e com grandes oportunidades de crescimento.

“Viemos com mais de uma centena de líderes empresariais brasileiros. Queremos fortalecer os laços com o México e trabalharmos juntos na Agricultura, avançar no comércio, na ciência, com a vinda da Embrapa, defesa sanitária, combate à fome”, comentou, finalizando o encontro.





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‘Negociar tarifas será um sucesso para a soja; não conseguir, um tiro no pé’, diz Daoud



O governo brasileiro iniciou tratativas para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas de 50% impostas pelo país norte-americano sobre exportações brasileiras.

O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, conversou com o time do Soja Brasil e analisou os possíveis impactos. Segundo ele, a grande preocupação está na reação do presidente dos EUA, que poderia decidir aumentar ainda mais as tarifas. ”Diplomaticamente, o Brasil acredita que é possível abrir portas que hoje estão fechadas, mas as chances de sucesso não são altas, considerando a possibilidade de retaliação”, pontua.

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Sobre o efeito nas exportações de soja, até o momento não houve impacto. Isso se deve, em parte, ao aumento das importações chinesas vindas dos EUA, mantendo o mercado brasileiro relativamente estável. Segundo o especialista, o que realmente preocupa são os custos de produção, que podem ser pressionados com o desenrolar da disputa.

Quanto à possibilidade de a Lei da Reciprocidade beneficiar diretamente a soja, Daoud não enxerga grandes chances de efeito positivo imediato. ”As consequências para o Brasil podem ser desfavoráveis, incluindo aumento de custos e instabilidade no comércio. Por outro lado, se o país conseguir renegociar as tarifas com sucesso, isso representaria um resultado positivo; caso contrário, a medida poderia se tornar um tiro no pé”, conclui Daoud.



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Expointer 2025: carrapaticida com 195% de retorno revoluciona a pecuária


Pecuaristas, a 48ª edição da Expointer 2025 promete ser um palco de inovação e negócios para o setor. Além de ser uma vitrine para milhares de animais, o evento será uma oportunidade para discutir soluções e tecnologias que garantem a sanidade e a rentabilidade da fazenda. Assista ao vídeo e confira.

O Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Lucas Balinhas, coordenador regional da Vetoquinol Saúde Animal para o estado do Rio Grande do Sul, para falar sobre os desafios da sanidade animal e as soluções que a empresa leva aos produtores.

A Expointer, que vai até 7 de setembro, movimentou R$ 8 bilhões em negócios no ano passado, e a expectativa para este ano é ainda maior.

O carrapato: um prejuízo bilionário

Foto: Cristina Brito /Embrapa Divulgação

O carrapato é um dos maiores desafios sanitários da pecuária, com prejuízos que chegam a R$ 15 bilhões no Brasil e R$ 3 bilhões apenas no estado do Rio Grande do Sul.

Um animal infestado pode perder de 30 a 40 kg de peso por safra, o que representa uma perda de R$ 500 por cabeça por ano. O carrapato não só impacta o ganho de peso, mas também pode travar mercados devido a problemas sanitários e de imagem que afetam a exportação.

Para combater esse problema de forma eficaz, a Vetoquinol desenvolveu um carrapaticida com nanotecnologia que entrega alta concentração de fluazuron e fipronil, agindo de forma sistêmica e controlando o parasita de forma prolongada.

Estudo na Unipampa comprova retorno de 195%

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Foto: Canva

Um estudo realizado na Unipampa, em Uruguaiana, no estado do Rio Grande do Sul, comprovou a eficácia do carrapaticida e o retorno financeiro que o produto traz ao pecuarista.

O investimento para manter um animal livre de carrapatos por 82 dias é de R$ 15 a R$ 20. No entanto, o retorno obtido com o aumento de peso e a saúde do animal é de quase 195%, o que é um resultado impressionante e que mostra que a sanidade é um investimento.

A carência do medicamento é de apenas 29 dias, o que garante a segurança alimentar e evita problemas com resíduos na carne, um ponto crucial para a exportação e para o atendimento aos mercados mais exigentes.

Momento ideal para a vermifugação

Lucas Balinhas ressalta que o momento ideal para iniciar um protocolo sanitário contra o carrapato é no início de setembro, com a chegada da primavera e o aumento da temperatura, que favorece a proliferação do parasita.

A Vetoquinol estará presente na Expointer 2025 com sua equipe técnica para apresentar suas tecnologias e conversar com os produtores.

O evento será uma oportunidade de se informar e buscar soluções que garantam a sanidade, o bem-estar e a produtividade da fazenda, transformando o desafio do carrapato em uma oportunidade de lucro.



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Brasil e China firmam acordo de pré-listing para exportação de sorgo



Brasil e China firmaram acordo de pré-listing para habilitação de exportadores de sorgo. O acordo foi firmado na quinta-feira (28), informou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, nas redes sociais. “A China reconheceu o pré-listing. O Brasil vai indicar todas as cerealistas que tenham interesse em comercializar sorgo para a China”, afirmou Fávaro. “Seguimos com o propósito de ampliar oportunidades e diversificar os produtos para exportação”, acrescentou.

O modelo do pré-listing dispensa a avaliação final por parte das autoridades chinesas, ou seja, a habilitação sanitária das indústrias é feita pela autoridade do país exportador, de acordo com as regras do país importador.

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Com a adoção do regime, empresas cadastrados no sistema de inspeção sanitária do Ministério da Agricultura e que cumprirem os requisitos chineses estarão aptos a vender sorgo para o país asiático. “Na prática, o Ministério da Agricultura passa a ter autoridade para certificar e habilitar estabelecimentos previamente auditados, agilizando o processo e fortalecendo a confiança entre os países”, afirmou a pasta nas redes sociais.

A China abriu seu mercado para importação de sorgo brasileiro em novembro do ano passado. Mas, até o momento, o fluxo comercial ainda não começou em virtude dos processos posteriores à abertura. No início deste mês, representantes da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC), autoridade sanitária do país asiático, fizeram uma auditoria na produção de sorgo brasileira, incluindo visitas em propriedades rurais, cooperativas e armazéns nos estados de Goiás e Minas Gerais para avaliar práticas sanitárias e de sustentabilidade da produção.

O Brasil espera efetivar o comércio de sorgo com a China ainda neste ano, após a habilitação dos estabelecimentos exportadores do cereal pela autoridade sanitária nacional. A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) projeta iniciar as vendas na safra que está sendo colhida. Inicialmente, a tendência é de volumes pequenos, mas a associação vê amplo potencial de exportação de sorgo brasileiro, dado que a China importa 7 milhões de toneladas do cereal por ano, sobretudo dos Estados Unidos.

O apetite chinês pode ser intensificado em meio à guerra tarifária com os Estados Unidos, segundo fontes do setor. A China responde por 83% do comércio global de sorgo, com demanda de US$ 2 bilhões por ano, sendo que os Estados Unidos fornecem metade do total importado pelo mercado chinês. A China é a maior importadora mundial de sorgo tanto para produção de ração quanto para produção de bebida local, consumindo 10 milhões de toneladas por ano.

O Brasil é o terceiro maior produtor de sorgo do mundo, com cerca de 5 milhões de toneladas por safra. Porém, a participação brasileira é de 0,5% no mercado mundial de sorgo, com pouco mais de 100 mil toneladas vendidas ao mercado externo.



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Tem episódio novo do Soja Brasil no ar; safra 25/26 e agricultura regenerativa estão entre os destaques



O episódio 38 do programa Soja Brasil já está no ar e traz assuntos relevantes para os produtores e para toda a cadeia do agronegócio. Entre os destaques estão as expectativas para a safra 2025/26 em Mato Grosso, debates sobre sustentabilidade, avanços em agricultura regenerativa e os preparativos para a COP 30, evento que será realizado no Pará.

Soja em MT

Em Mato Grosso, maior estado produtor de soja do país, agricultores projetam uma temporada marcada pela cautela. Embora a área cultivada deva crescer 1,67% em relação ao ciclo anterior, o cenário de juros elevados, custos de produção pressionados e preços menos atrativos mantém os produtores apreensivos. A estratégia, segundo eles, é priorizar eficiência: investir em tecnologia e manejo qualificado para extrair o máximo da mesma área, sem ampliar o plantio.

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Agricultura regenerativa e sustentabilidade

O programa também destacou inovação e sustentabilidade, com foco na agricultura regenerativa, que tem ganhado cada vez mais espaço. Essa prática, capaz de recuperar a saúde do solo e aumentar a produtividade em até 5% nos primeiros anos, foi exemplificada pela Fazenda Lagoa Bonita, em Itaberá (SP). O modelo combina rotação de culturas, adubação verde e iniciativas sociais voltadas à comunidade,

Você é o nosso convidado!

E se você ainda não se inscreveu para a Abertura Nacional do Plantio da Soja: corre que você é nosso convidado! O encontro será realizada em 3 de outubro, na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). O evento marca o início da 14ª temporada do Projeto Soja Brasil e reunirá especialistas para discutir geopolítica, mercado e clima.



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Casal de Goiás transforma sítio em referência na produção de queijo frescal


Em Alexânia, Goiás (GO), o casal Gervaso da Silva Oliveira e Maria Antônia vem transformando o Sítio das Oliveiras em referência na produção de queijos artesanais. Para se ter uma ideia, este ano o casal foi um dos quinze finalistas no Prêmio Brasil Artesanal – edição Queijos, promovido pela CNA, com apoio do Sebrae.

Na premiação, foram escolhidos os melhores queijos do país. “Fomos premiados em quarto lugar com o nosso queijo frescal artesanal”, diz Oliveira, orgulhoso pela conquista.

Desde 2015, quando chegaram ao Sítio das Oliveiras, eles passaram a investir na propriedade, isso porque, eles começaram do zero: construíram a estrutura, criaram o gado e aprenderam passo a passo sobre a produção de leite de qualidade.

“Esse queijo é feito com leite pasteurizado, todo feito com produção própria, o leite é de boa qualidade, as nossas vacas são da raça girolanda.”

Cada detalhe do processo como a salga, a coagulação e a prensagem, é realizado com cuidado para garantir um sabor único.

“A nossa receita, em geral, é a seguinte: colocamos um pouco de amor, dedicação e alguns toques especiais no processo da fabricação. No entanto, tudo é feito com muito amor para que os nossos queijos cheguem à mesa do consumidor, com um gostinho de quero mais”, conta o produtor.

Queijo branco frescal Queijo branco frescal
‘Queijo frescal artesanal’ classificados no Prêmio Brasil Artesanal da CNA 2025.
Foto: Arquivo pessoal
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Com dedicação, em 2018, a família Oliveira iniciou a jornada de melhorias recebendo assistência técnica na atividade leiteira. Pouco depois, eles coemçaram a produção de queijos, realizando cursos e trocando experiências com outros produtores.

Foi justamente essa combinação de aprendizado e perseverança que possibilitou, em 2023, a regularização da ‘Queijaria Sítio das Oliveiras’ junto à Agrodefesa de Goiás.

Atualmente, a propriedade já conta com dois queijos registrados com o ‘Selo Arte’: o frescal e o coalho. “A nossa produção, 90% das nossas vendas é em Brasília. Entregamos em mercadinhos, em polos de frios”, finaliza Oliveira.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, curiosidades, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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