sábado, maio 2, 2026

Autor: Redação

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Produtores de beiju do ES crescem com selo de Indicação Geográfica


A conquista da Indicação Geográfica (IG) para o Beiju do Sapé do Norte, vem transformando a realidade de 33 comunidades quilombolas no Espírito Santo (ES).

“A produção de beiju é simplesmente artesanal, nós fazemos todo o processo, plantamos a mandioca, ralamos quando ela está madura, tiramos a goma, fazemos a fécula e aí vamos produzir o beiju”, conta Andréia Costa da Silva Carvalho, produtora rural, ressaltando que há vários sabores como coco e amendoim.

De acordo com Carvalho, a IG deu visibilidade e fortaleceu a comercialização. Antes restritos às feiras locais, os beijus hoje chegam a empórios e mercearias de outras regiões. Esse avanço, além de gerar renda, fortalece a resistência cultural quilombola.

“Nós conseguimos o selo da IG no ano passado. Estamos aí trazendo o nosso produto, mostrando a nossa resistência quanto quilombola, porque no nosso país, no geral, é muito difícil ser negro e principalmente ser quilombola, e nós estamos com o nosso produto que é uma subsistência, mas também é um produto de resistência”, afirma a produtora rural.

Outro impacto relevante é a permanência dos jovens no território. Muitos deixavam o campo em busca de estudo e renda, mas agora, com a valorização do produto, há um movimento de retorno.

“Conseguimos trazer de volta alguns jovens para a produção e isso nos dá esperança de manter viva a nossa cultura”, relata Carvalho, com orgulho.

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Vários pacotes de beiju em uma mesa
Beiju do Sapé do Norte (ES). Foto: Fabiana Bertinelli

Sebrae como parceiro estratégico

O Sebrae/ES teve papel fundamental no processo de conquista da IG. Segundo a produtora, foi a instituição que orientou, mostrou caminhos e ainda segue apoiando os quilombolas. “Foi o principal carro-chefe e continua sendo nosso parceiro”, afirma Carvalho.

Com o apoio do Sebrae/ES, a Beiju do Sapé do Norte participou da RuralturES 2025, uma das maiores feiras de agroturismo do Espírito Santo. A 6ª edição do evento já tem data marcada: será realizada entre os dias 13 e 16 de agosto, no Distrito Turístico de Pindobas. E, apesar das conquistas, os desafios continuam.

“Produzir beiju é trabalhoso, pois exige dedicação artesanal e poucas pessoas estão dispostas a atuar nesse processo. Então, às vezes, empreender não é tão difícil quanto a produzir.”

Ainda assim, os quilombolas demonstram coragem e determinação, mantendo a tradição viva e encontrando no mercado uma oportunidade de crescimento coletivo.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Como usar a balança comercial a seu favor?



“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global”



“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global"
“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global” – Foto: Pixabay

A balança comercial de junho fechou com superávit de US$ 6,7 bilhões, mas mostrou contrastes relevantes: soja e açúcar sustentaram os resultados, enquanto siderurgia, manufaturados e carnes processadas recuaram diante da desaceleração global e das tarifas impostas pelos Estados Unidos. O desempenho menor que em 2024 evidencia a necessidade de reorientação estratégica das exportações brasileiras.

Entre as recomendações para os exportadores, cinco pontos ganham destaque. O primeiro é mapear tendências setoriais, identificando os produtos mais resilientes e aqueles em retração. O segundo é acompanhar o câmbio em tempo real, utilizando ferramentas de proteção para preservar margens. Também se destaca o uso de regimes especiais, como o Drawback, que pode reduzir significativamente os custos de exportação. Outra medida é diversificar mercados, buscando alternativas na Ásia, Europa e Canadá. Por fim, antecipar gargalos logísticos com uso de dados e revisão de contratos torna-se fundamental.

“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global. As empresas dependentes de um único mercado estão mais vulneráveis às oscilações tarifárias e cambiais. Diversificação e proteção são hoje obrigatórias para manter a competitividade”, afirma Thiago Oliveira, CEO da Saygo.

Segundo dados do MDIC, a soja foi o principal sustentáculo do saldo positivo em junho, enquanto autopeças e aço perderam competitividade com tarifas de até 25% nos EUA. A retomada de políticas protecionistas em mercados estratégicos aumenta a incerteza e pressiona setores dependentes de um único destino de exportação.

Nesse cenário, empresas que adotarem políticas robustas de gestão cambial, ampliarem presença em mercados alternativos e anteciparem riscos logísticos estarão mais bem preparadas para enfrentar a instabilidade e manter a competitividade internacional. “Os mercados mais promissores também são os mais exigentes. É preciso estar pronto para atender aos padrões internacionais. Só sairão fortalecidas as empresas que aliarem eficiência, dados e estratégia cambial. A previsibilidade deixou de ser regra, é preciso operar com método e agilidade”, finaliza o CEO da Saygo.

 





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Deslocamento da frente fria provoca chuva forte em alguns estados; veja a previsão do tempo



A presença de algumas perturbações e umidade na atmosfera – ainda associadas ao deslocamento da frente fria – deve seguir favorecendo a formação de instabilidades sobre parte do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (5). Ao longo do dia, ainda podemos ter a ocorrência de pancadas de chuva isoladas com moderada – a pontual forte – intensidade entre o norte e nordeste gaúcho. Em áreas próximas à divisa com Santa Catarina, não estão descartados eventuais temporais ainda pela manhã. No restante do estado, o tempo já deve seguir mais estável, devido a atuação da massa de ar polar que avançou na retaguarda da frente fria.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Em algumas áreas da campanha e em pontos mais elevados do sul, haverá condições para formação de geada ainda nas primeiras horas da manhã. Já entre Santa Catarina e o Paraná, o deslocamento da frente fria sobre a costa deverá espalhar as instabilidades ao longo do dia. Ainda pela manhã, já são esperadas fortes pancadas de chuva, seguidas por raios e rajadas de vento, sobretudo entre o sudoeste e sul paranaense e o oeste catarinense – onde há risco também para a ocorrência de temporais.

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No decorrer da tarde, as nuvens carregadas avançam sobre o interior catarinense e região central paranaense. Em Florianópolis e em Curitiba , há risco de chuva forte a partir do período da tarde. No litoral paranaense, a entrada de ventos marítimos deve promover a ocorrência de pancadas de chuva fraca durante o dia. No período da noite, as pancadas de chuva ganham força e podem vir com raios.

No Sudeste, a condição de tempo firme segue predominando no decorrer do dia, com sol e calor marcando presença em praticamente toda a região. A circulação de ventos quentes de origem continental deve favorecer o aumento dos termômetros e o calor segue intenso entre o interior paulista e mineiro. Na parte da tarde, a umidade relativa do ar despenca e entra em níveis de atenção e até mesmo de alerta em algumas áreas. Na Grande SP, a semana termina marcada pela virada dos ventos, que ocorre ao longo do dia. À noite, pode garoar em alguns pontos da região.

No litoral paulista, haverá condições para pancadas de chuva fraca ao longo do dia. Os ventos continuam soprando sobre boa parte dos estados, e o destaque segue sobre a região da baixada fluminense, no Rio de Janeiro, onde as rajadas podem ultrapassar os 50 km/h. Ainda no estado fluminense, o ar seco ganha força à tarde e estimula o alerta para baixa umidade do ar, incluindo na região metropolitana do RJ.

Enquanto no Centro-Oeste, o predomínio também deverá continuar sendo de tempo aberto, com sol aparecendo entre poucas nuvens durante o dia e ar seco sendo destaque em boa parte dos estados. Apesar disso, não estão descartadas algumas pancadas de chuva isoladas sobre o extremo norte e noroeste de Mato Grosso, ainda por influência das instabilidades que atuam sobre o norte do país – e que podem avançar sobre a região.

No oeste e sul de Mato Grosso do Sul, as instabilidades associadas ao deslocamento da frente fria e algumas perturbações em níveis mais elevados da atmosfera podem favorecer a ocorrência de chuva forte ainda pela manhã. A circulação de ventos mais frescos associados à massa de ar polar centralizada no sul do continente deve impedir com que os termômetros disparem de maneira semelhante aos últimos dias entre o oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso. Ainda continua quente, mas as máximas não apresentam o mesmo grau de elevação. No estado de Goiás e no Distrito Federal, o tempo segue firme, calor e baixa umidade do ar marcam presença no fim desta semana.

Já no Nordeste, a circulação de ventos úmidos vindos do oceano deve seguir promovendo a formação de nuvens carregadas em praticamente toda a costa leste da região. Haverá condições para pancadas de chuva isoladas – mas que ainda podem incidir com forte intensidade, entre Aracaju e a Paraíba. Atenção maior para as capitais Maceió e Recife, que podem contar com chuva mais forte e volumes expressivos. Na Bahia, as instabilidades perdem força e o tempo abre mais no litoral. Nas demais regiões interioranas, o tempo já volta a abrir mais, com destaque para o sol e o calor intenso, que ganha força durante o dia.

E no Norte, as instabilidades permanecem concentradas entre Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, com condições para pancadas de chuva com moderada a forte intensidade, não sendo descartada também a ocorrência de temporais isolados. No Amapá, chuva com fraca a moderada intensidade em algumas áreas da metade sul do estado. Entre Pará e Tocantins, o predomínio deve continuar sendo de tempo firme, calor intenso e alerta para baixa umidade do ar.



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Desaceleração do mercado de trabalho nos EUA aumenta expectativa de queda nos juros


No morning call desta sexta-feira (5), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o payroll dos EUA deve confirmar desaceleração do mercado de trabalho, reforçando expectativa de corte de juros pelo Fed em setembro.

Wall Street subiu, o Ibovespa avançou 0,81% a 141 mil pontos, e o dólar fechou em leve baixa abaixo de R$ 5,45. O saldo comercial brasileiro de US$ 6,1 bilhões trouxe alívio ao real. Hoje, foco nos dados do payroll e estoques nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Rizoctoniose pode reduzir em 30% safra de batata



Produtividade da batata sofre com fungo do solo




Foto: Agrolink

A batata está entre as hortaliças mais cultivadas no Brasil e enfrenta entraves que comprometem o desempenho no campo, entre eles a rizoctoniose. A doença de solo é causada pelo fungo Rhizoctonia solani e pode reduzir em até 30% a produtividade da cultura quando não controlada. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de ter papel relevante na geração de renda no meio rural e na alimentação da população, a batata é cultivada em diversas regiões do país, o que exige atenção constante para o manejo de problemas fitossanitários.

Sem variedades resistentes disponíveis no mercado, o controle da rizoctoniose precisa ser preventivo. A medida busca reduzir os impactos da doença, que incluem a morte de brotos, a redução na formação e no tamanho dos tubérculos e o surgimento de crostas escuras conhecidas como mancha asfalto. A incidência também pode gerar reboleiras de plantas debilitadas, comprometendo o vigor inicial e a uniformidade da lavoura, informou a Embrapa.

Para apoiar o enfrentamento desse problema, a IHARA lançou o MONCUT, fungicida sistêmico desenvolvido para a cultura da batata. “O controle e a prevenção dessa doença de solo contam com tecnologias inovadoras criadas pela empresa, como o Moncut, que atende aos requisitos necessários e oferece alto nível de controle sobre a rizoctoniose”, afirmou Marcos Vilhena, gerente de Marketing Regional da IHARA.

Segundo a empresa, o MONCUT, indicado para aplicação terrestre, é rapidamente absorvido pelas plantas, protegendo estolões, ramas e tubérculos desde o início do desenvolvimento. De acordo com Marcos Vilhena, a solução contribui para aumentar a porcentagem de batatas especiais, melhora a qualidade da pele dos tubérculos e garante maior uniformidade ao estande, fatores que influenciam a produtividade e a qualidade final da colheita.





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cotação do boi gordo e “boi China” sobem em São Paulo



Preços do boi têm altas em SP e Espírito Santo




Foto: Canva

De acordo com análise divulgada nesta quarta-feira (3) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo e do chamado “boi China” apresentou alta em São Paulo.

O escoamento de carne, que estava lento na última semana, ganhou ritmo com o início do mês e a proximidade do quinto dia útil. No mercado externo, a demanda também se mostrou aquecida. Com esse cenário, o boi gordo registrou aumento de R$ 2,00/@ e o “boi China” de R$ 3,00/@. Para a vaca e a novilha, as cotações permaneceram estáveis.

Em Santa Catarina, a novilha apresentou elevação de R$ 5,00/@, enquanto as demais categorias não tiveram alterações. Não há referência de “boi China” no estado.

No Rio de Janeiro, o mercado abriu com preços estáveis em relação ao dia anterior. As escalas de abate estavam, em média, programadas para cinco dias.

No Espírito Santo, o dia começou com alta de R$ 3,00/@ para o boi gordo e de R$ 2,00/@ para a novilha. Já a vaca e o “boi China” mantiveram os mesmos valores.

Em Alagoas, não houve mudanças para nenhuma das categorias, e também não há referência de “boi China” no estado.





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Leite anuncia R$ 955 milhões em obras viárias e reconstrução de pontes


O governador Eduardo Leite anunciou, nesta quarta-feira (3/9), durante a 48ª edição da Expointer, um conjunto de investimentos em infraestrutura viária que totalizam R$ 955,8 milhões, oriundos do Fundo de Investimento do Plano Rio Grande (Funrigs).

Ao lado do secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, o governador assinou ordens de início de obras, de serviços e de convênios com municípios, contemplando a recuperação de estradas e a reconstrução de pontes em diferentes regiões do Estado. O vice-governador Gabriel Souza, o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edvilson Brum, acompanharam o ato com a presença de outros secretários e autoridades de todas as esferas.

Modernização para reconstrução e desenvolvimento

De acordo com Leite, o pacote reforça o compromisso do governo com a modernização da infraestrutura. “Esses investimentos que anunciamos hoje só são possíveis porque o Estado fez o dever de casa. Voltamos a pagar a dívida, reorganizamos as contas e construímos as condições para que os recursos do Funrigs se transformem em obras de reconstrução e desenvolvimento. Quem não reconhece os avanços coloca em risco tudo o que já conquistamos, e coloca em risco o futuro do Rio Grande”, afirmou Leite.

O secretário Juvir Costella ressaltou a importância da iniciativa. “Estamos avançando com um plano consistente de reconstrução e desenvolvimento. Essas obras representam não apenas a melhoria e a resiliência da malha viária, mas também a garantia de segurança, competitividade e qualidade de vida para os gaúchos”, destacou.

Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Investimentos em rodovias

O anúncio do governo do Estado inclui o investimento total de R$ 240 milhões em ordens de início imediato de obras de recuperação das rodovias:

  • VRS-826 – Feliz a Alto Feliz (20 km | R$ 52,8 milhões)
  • ERS-129 – Estrela a Roca Sales (27 km | R$ 55,9 milhões)
  • ERS-348 – São João do Polêsine a Dona Francisca (10 km | R$ 33,2 milhões)
  • ERS-640 – Cacequi a Rosário do Sul (64 km | R$ 98,1 milhões)

Foram assinados ainda contratos para o início de serviços, que totalizam R$ 649,7 milhões em melhorias e pavimentações, contemplando 10 trechos de rodovias:

  • ERS-433 – Relvado – Encantado (16,6 km | R$ 77,6 milhões)
  • ERS-431 – Dois Lajeados – Distrito de Santa Bárbara (20,17 km | R$ 84,8 milhões)
  • RSC-453 – Caxias do Sul – Lajeado Grande (59,28 km | R$ 136,8 milhões)
  • RSC-453 – Lajeado Grande – Tainhas (39,45 km | R$ 113,6 milhões)
  • VRS-840 – Ivoti – Lindolfo Collor (7,79 km | R$ 14,7 milhões)
  • VRS-873 – Morro Reuter – Santa Maria do Herval (13,87 km | R$ 39,4 milhões)
  • ERS-020 – Taquara (km 48+690) – Acesso a Três Coroas (km 67+180) (18,49 km | R$ 63,9 milhões)
  • ERS-425 – Nova Bréscia – Encantado (12,21 km | R$ 43,6 milhões)
  • ERS-373 – Gramado – Serra Grande (6,55 km | R$ 19,4 milhões)
  • VRS-858 – Candelária – Linha do Rio (12,86 km | R$ 55,4 milhões)


Investimentos em pontes

Para a infraestrutura de pontes, o investimento do Estado é de R$ 33,6 milhões em novas obras, incluindo:

  • ERS-348, km 32 – Arroio Guarda Mor (Faxinal do Soturno) – 120 m | R$ 11,8 milhões
  • ERS-348, km 35 – Rio Soturno (Faxinal do Soturno) – 160 m | R$ 14,7 milhões
  • ERS-507 – Arroio Capivari (Alegrete) – 64 m | R$ 7,2 milhões

Também foi assinado um convênio com o Consórcio Intermunicipal de Infraestrutura Rodoviária Urbana e Rural (CIDIRUR) no valor de R$ 25,9 milhões para reconstrução de cinco pontes:

  • ERS-417 – Arroio Três Forquilhas (Três Forquilhas) – 69 m | R$ 7,8 milhões
  • ERS-494 – Rio Mengue (Morrinhos do Sul) – 38 m | R$ 4,3 milhões
  • ERS-494 – Rio de Dentro (Mampituba) – 39 m | R$ 4,4 milhões
  • ERS-494 – Arroio Lajeadinho (Três Cachoeiras) – 53 m | R$ 6,5 milhões

ERS-494 – Rio Negro (Morrinhos do Sul) – 26 m | R$ 2,9 milhões

“O nosso governo é o mais municipalista da história recente do Rio Grande do Sul. São mais de 5 mil convênios firmados, em todas as áreas, o maior número já realizado pelo Estado. Sempre com a prioridade de atender aos prefeitos, independentemente de partido, porque sabemos que fortalecer os municípios é fortalecer os gaúchos”, enfatizou o governador.

Ordem de serviço para vistorias

O pacote contempla ainda a ordem de início de serviço para o contrato de R$ 6,4 milhões, destinado à realização de vistorias e levantamento da condição de todas as pontes sob responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).

Cobranças ao governo federal por socorro aos produtores

Entre os discursos das autoridades e representantes de entidades setoriais, foi unânime a cobrança ao governo federal por uma solução estruturante para socorrer os produtores gaúchos diante do alto endividamento acumulado em razão da sequência de estiagens e das enchentes que aprofundaram as perdas no campo. Os líderes do agro reforçaram a necessidade de atenção imediata às demandas dos produtores, com destaque para o projeto de securitização que tramita no Senado.

“O próprio governo federal tem relatórios que reconhecem: nenhum outro Estado do Brasil perdeu tanto com eventos climáticos quanto o Rio Grande do Sul. Por isso, a União tem o dever de apoiar os nossos produtores, priorizando medidas estruturantes como o projeto que prevê o uso do Fundo Social para refinanciar as dívidas do setor. É disso que os nossos agricultores precisam para voltar a ter fôlego e capacidade de investir”, ressaltou Leite.

O vice-governador falou sobre a preocupação com a ausência do Ministério da Agricultura na Expointer, um evento de grande importância para o setor. “A feira, que está em sua quinta edição e se encerrará no próximo domingo, 7 de setembro, necessita da visita do ministro da Agricultura. Essa presença não só representa o respeito que devemos ao produtor rural e a um Estado que deriva 40% de seu Produto Interno Bruto da agricultura e é um dos maiores produtores de grãos do Brasil, mas também é crucial para, no mínimo, apresentar soluções efetivas aos problemas que os produtores gaúchos enfrentam. Esperamos, no mínimo, que o ministro ouça as demandas e compreenda as dificuldades que estamos vivenciando. Esta não é uma crítica em vão. Nossa intenção é clara: merecemos, necessitamos e exigimos a presença do ministro da Agricultura na Expointer de 2025”, defende Gabriel.





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Tarifa dos EUA ameaça indústria química brasileira


A imposição de uma tarifa linear de 50% sobre as vendas de produtos brasileiros nos Estados Unidos já preocupa diferentes setores da economia nacional. Segundo Wander Pascini da Silveira, Head de Desenvolvimento Técnico do Grupo Flexível, um estudo do Banco Inter aponta que, caso o Brasil adote a reciprocidade tarifária contra os americanos, a indústria química seria uma das mais afetadas, com perda estimada de 6,6% na produção e impactos em 56 dos 66 segmentos da indústria de transformação.

A relevância da indústria química é evidente: ela representa cerca de 11% do PIB da transformação e é essencial para áreas estratégicas como saúde, agronegócio, construção civil e automotiva. Produtos como poliuretano e elastômeros de PU, por exemplo, têm aplicações que vão desde isolamento térmico em granjas e tanques de leite até componentes que aumentam a eficiência e a durabilidade de máquinas agrícolas e veículos.

O setor também impulsiona a construção civil, ao oferecer soluções que reduzem custos, aumentam a eficiência energética e ampliam a sustentabilidade das obras. Já na indústria automotiva, os polímeros químicos substituem metais e vidro, ajudando a reduzir peso, aumentar a segurança e ampliar a capacidade de inovação no design dos veículos.

Apesar de sua importância, a indústria química brasileira enfrenta grandes desafios estruturais, como o alto custo de insumos e energia, além de gargalos logísticos. Segundo a Abiquim, o setor registrou no primeiro trimestre de 2025 seu pior desempenho em mais de três décadas, com queda de 3,8% na produção. Esse cenário reforça a urgência de políticas que fortaleçam a competitividade, diante de um contexto global de tarifas e disputas comerciais.

“Parte disso acontece, pois o setor paga por insumos 5 a 7 vezes mais do que em outros países. Além disso são necessárias reformas estruturantes que contribuam para reduzir custos de energia e de logística, que são essenciais para a indústria química. Apesar de não ter sido elaborado com esse objetivo, o estudo do Banco Inter reforça a importância dos produtos químicos para toda a indústria de transformação e para a economia nacional”, conclui.

 





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Nova tecnologia promete controle de buva e capim pé-de-galinha resistentes


O capim pé-de-galinha e a buva são espécies reconhecidas pela alta capacidade de infestação, o que dificulta o manejo das culturas principais e compromete a produtividade agrícola devido à intensa competição por água e nutrientes. Essas plantas também são conhecidas pela resistência a determinados herbicidas, o que torna necessária a introdução de novas moléculas como ferramentas estratégicas no controle efetivo do problema.

A UPL Brasil anunciou o lançamento de Thunder, herbicida descrito pela companhia como “altamente sistêmico”, que percorre toda a planta e causa a morte de espécies daninhas de difícil controle. Segundo a empresa, o produto pode ser utilizado no manejo antecipado de diferentes cultivos, como soja, milho, algodão, trigo e feijão, oferecendo versatilidade desde o início da safra.

De acordo com a empresa, a ferramenta é considerada fundamental nos programas de combate à buva (Conyza spp.) e ao capim pé-de-galinha (Eleusine indica). Além disso, auxilia na preservação do potencial produtivo e da rentabilidade dos cultivos, já que combate plantas daninhas que apresentam resistência crescente a graminicidas e ao glifosato.

Rafael Rovêa, gerente de marketing para herbicidas da UPL Brasil, destacou: “Thunder é uma tecnologia inédita para a soja, exclusiva da UPL, que se destaca pela segurança no manejo antecipado e pela eficácia contra plantas daninhas resistentes. Seu ingrediente ativo, sem registros de resistência em nenhuma região do mundo, representa um avanço importante no controle do capim pé-de-galinha. Enquanto outros herbicidas do mercado atuam apenas em estágios iniciais dessa planta, Thunder pode ser aplicado com segurança em indivíduos com até 15 centímetros de altura – um diferencial técnico significativo frente às soluções atuais”.

O especialista explicou ainda que o capim pé-de-galinha tem apresentado resistência crescente ao mecanismo que bloqueia a enzima Acetil-CoA Carboxilase (ACCase), o que tem dificultado manejos tradicionais e reduzido a eficácia de graminicidas. Nesse cenário, o novo herbicida é apontado pela empresa como eficaz em populações já resistentes a esse tipo de produto.

Segundo informações da companhia, o ingrediente ativo do Thunder atua inibindo a enzima di-hidropteroato sintase (DHPS), essencial para a síntese do ácido fólico, composto fundamental para o crescimento e reprodução celular das plantas. Ao bloquear essa via metabólica, o herbicida compromete o desenvolvimento das plantas daninhas, levando à sua morte. Para alcançar maior eficácia, a UPL recomenda a aplicação em associação com adjuvantes agrícolas à base de óleo metilado de soja, como o Strides, também desenvolvido pela empresa, que melhora a aderência e a penetração do produto nas folhas.





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o futuro do alimento depende da riqueza que há sob os nossos pés


A agropecuária brasileira é, há décadas, o motor da nossa economia e o pilar que sustenta nosso país como potência global na produção de alimentos. Colhemos os frutos de uma terra fértil e de trabalho e inovação constantes, mas há uma vulnerabilidade estratégica que precisa ser urgentemente enfrentada: a nossa dramática dependência da importação de fertilizantes.

Mais de 70% dos insumos que nutrem nossas lavouras e garantem a produtividade recorde vêm de outros países, um dado alarmante que coloca em risco a segurança alimentar e a estabilidade econômica do setor.

É momento de olharmos para o solo brasileiro não apenas como superfície produtiva, mas também como a solução que reside em seu subsolo, através de uma mineração sustentável e responsável.

O Brasil é detentor de algumas das maiores reservas de potássio e fosfato do mundo, elementos vitais para a composição dos fertilizantes. A contradição de importarmos o que temos em abundância é um paradoxo que só será resolvido com investimento e visão estratégica de longo prazo.

Avançar na mineração destes recursos nacionais significa criar uma cadeia de produção interna, gerando empregos, economizando divisas e, o mais importante, blindando nosso agricultor das crises geopolíticas e da volatilidade do mercado internacional, como a exposta recentemente com o conflito na Ucrânia, um de nossos principais fornecedores.

Mineração sustentável

A mineração para fertilizantes é, portanto, uma questão de segurança nacional e soberania alimentar. No entanto, é imperativo que este avanço ocorra dentro dos mais rigorosos preceitos de sustentabilidade ambiental e social.

O setor agropecuário sabe melhor do que ninguém a importância de preservar os recursos naturais para as futuras gerações. Neste contexto, a recente Lei do Licenciamento Ambiental representa um marco regulatório fundamental e um divisor de águas. Ela não flexibiliza a proteção ao meio ambiente, mas confere clareza, previsibilidade e celeridade aos processos, desburocratizando investimentos sem abrir mão do rigor técnico.

Antes, projetos importantes ficavam anos aguardando análise, gerando incerteza e desestimulando investimentos essenciais. Agora, temos um marco que define prazos e regras mais claras, assegurando que os empreendimentos minerários possam ser avaliados com a seriedade que merecem, garantindo a viabilidade econômica aliada à indispensável responsabilidade socioambiental.

Não se trata de escolher entre produzir alimentos ou minérios. Ambas as atividades são complementares e estratégicas para o Brasil. A mineração sustentável é a chave para libertar o agronegócio da dependência externa de fertilizantes, conferindo-lhe uma autonomia nunca antes experimentada.

Papel da Frente Parlamentar

Na Frente Parlamentar da Mineração Sustentável, trabalhamos para construir uma agenda positiva para o setor, pautada no equilíbrio indispensável entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental. Defendemos a modernização do marco regulatório, com regras claras que atraiam investimentos e garantam segurança jurídica, aliadas à adoção de práticas de alto padrão de responsabilidade socioambiental.

Lutamos por iniciativas que fomentem a inovação e a tecnologia para aumentar a eficiência na exploração dos recursos, reduzir impactos e promover a recuperação de áreas degradadas, assegurando que a mineração seja, de fato, uma força propulsora para a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional sustentável em nosso país.

Temos a oportunidade histórica de atrair investimentos para explorar nossas riquezas minerais com tecnologia de ponta e compromisso inabalável com o meio ambiente. Precisamos unir forças, campo e indústria, para transformar nosso potencial geológico em prosperidade para o agro e em desenvolvimento para toda a nação brasileira. O futuro do alimento brasileiro depende também da riqueza que há sob os nossos pés.

*Arnaldo Jardim é deputado federal, foi relator da Lei do Combustível do Futuro e é presidente da Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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