sábado, maio 2, 2026
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Capital próprio avança no campo paulista e muda perfil financeiro do produtor, aponta ABMRA


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Os produtores rurais paulistas vêm ampliando o uso de capital próprio e crédito rural para financiar atividades nas propriedades, o que indica mudanças no comportamento financeiro no campo. Dados da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural indicam que o uso de recursos próprios para capital de giro passou de 78%, em 2021, para 84%, em 2025.

No mesmo período, o crédito rural também ampliou participação entre as fontes de financiamento, passando de 8% para 17%.

O movimento também aparece na compra de equipamentos agrícolas, como tratores, colheitadeiras e implementos. Em 2021, 59% dos produtores utilizavam recursos próprios para esse tipo de investimento. Em 2025, o índice chegou a 79%.

Segundo a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), os dados apontam mudanças na gestão das propriedades e no processo de decisão do produtor.

“O produtor rural paulista está mais protagonista e criterioso nas suas decisões, inclusive financeiras. Para as marcas, isso exige uma comunicação mais conectada à realidade do campo, baseada em dados, confiança e entrega de valor”, afirma o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos.

Mudança na gestão

A pesquisa aponta maior participação do produtor na condução financeira dos negócios e sinaliza mudanças na relação entre empresas do setor e o público rural.

Com maior presença do capital próprio no financiamento da atividade, cresce o peso da gestão e da tomada de decisão dentro das propriedades.

Clima lidera preocupações

O levantamento também mostra que questões climáticas concentram atenção dos produtores paulistas.

Segundo a pesquisa, 99% dos entrevistados avaliam que mudanças climáticas terão impacto sobre a produção, seja por secas prolongadas, chuvas intensas ou variações de temperatura.

O clima aparece como principal preocupação para 68% dos produtores ouvidos. Na sequência estão custos de produção, com 41%, e comercialização, com 33%.

Barreiras para adoção de tecnologias

Apesar da percepção sobre a necessidade de adaptação, a pesquisa aponta obstáculos para adoção de tecnologias de manejo.

Entre os entrevistados, 28% classificam como altas ou muito altas as barreiras para implementar essas soluções. Entre os fatores citados estão o custo elevado, a falta de informação, a limitação de apoio técnico, o acesso restrito a recursos e as incertezas quanto aos resultados.

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