sábado, maio 2, 2026

Autor: Redação

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Clima brasileiro entre extremos desafia o agronegócio



A distribuição das chuvas também foi irregular



A distribuição das chuvas também foi irregular
A distribuição das chuvas também foi irregular – Foto: Pixabay

Durante julho e agosto, o Brasil viveu um cenário climático marcado por contrastes regionais. Segundo análise do Rabobank, as temperaturas ficaram acima da média em grande parte do país, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e MATOPIBA, com registros superiores a 37°C em cidades como Cuiabá. Em paralelo, frentes frias atingiram o Sul e parte do Sudeste, provocando geadas leves a moderadas e afetando culturas como o café no Cerrado Mineiro.

A distribuição das chuvas também foi irregular. Enquanto o Norte e o litoral do Nordeste registraram volumes acima da média, favorecendo feijão e milho, regiões como Rondônia, Tocantins, Goiás e Minas Gerais enfrentaram déficit hídrico, que comprometeu as pastagens. No Centro-Oeste, o clima seco permitiu o avanço da colheita do milho safrinha e do algodão. Já no Sudeste, a mesma condição beneficiou o café e a cana-de-açúcar. No Sul, por outro lado, o excesso de chuvas e o risco de geadas atrasaram o início do plantio de inverno, embora a produtividade do Paraná tenha sido preservada.

Entre as culturas, o café enfrentou episódios localizados de granizo no sul de Minas, sem impacto nacional relevante. A safra de laranja começou sob temperaturas abaixo da média e chuvas esparsas. Na cana, julho registrou 100 milhões de toneladas colhidas, mas a baixa qualidade da matéria-prima preocupa, com estimativas apontando produção total de açúcar abaixo de 40 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O comportamento do clima global também entra no radar. O fenômeno ENSO permanece em neutralidade, com 56% de probabilidade de continuidade até o fim do inverno. A expectativa é de breve transição para La Niña na primavera, seguida de retorno à neutralidade, o que pode impactar chuvas e temperaturas. A partir de setembro, o mercado volta suas atenções ao regime de chuvas: no café, será decisivo para a florada da safra 2026/27, enquanto nos grãos será fundamental para a semeadura da temporada 2025/26.

 





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Chuvas caem 74% e temperatura sobe 16% com avanço do desmatamento na Amazônia


O desmatamento da Amazônia brasileira é responsável por cerca de 74,5% da redução de chuvas e por 16,5% do aumento da temperatura do bioma nos meses de seca. Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram quantificar os impactos da perda de vegetação e das mudanças climáticas globais sobre a floresta.

Liderado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP), o estudo traz resultados fundamentais para orientar estratégias eficazes de mitigação e adaptação, temas-alvo da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), marcada para novembro em Belém, Pará.

Os cientistas analisaram dados ambientais, de mudanças atmosféricas e de cobertura da terra de aproximadamente 2,6 milhões de quilômetros quadrados (km2) na Amazônia Legal brasileira em um período de 35 anos (1985 a 2020).

Os pesquisadores analisaram os efeitos da perda florestal e das alterações na temperatura, na precipitação e nas taxas de mistura de gases de efeito estufa.

As chuvas apresentaram uma redução de cerca de 21 mm na estação seca por ano, com o desmatamento contribuindo para uma diminuição de 15,8 mm. Já a temperatura máxima aumentou cerca de 2 °C, sendo 16,5% atribuídos ao efeito da perda florestal e o restante às mudanças climáticas globais.

“Vários artigos científicos sobre a Amazônia já vêm mostrando que a temperatura está mais alta, que a chuva tem diminuído e a estação seca aumentou, mas ainda não havia a separação do efeito das mudanças climáticas, causadas principalmente pela poluição de países do hemisfério Norte, e do desmatamento provocado pelo próprio Brasil”, resume o professor, Luiz Augusto Toledo Machado.

Isso porque a pesquisa mostrou que o impacto do desmatamento é mais intenso nos estágios iniciais. As maiores mudanças no clima local ocorrem já nos primeiros 10% a 40% de perda da cobertura florestal.

“Temos que preservar a floresta, isso fica muito claro. Não podemos transformá-la em outra coisa. Se houver algum tipo de exploração, precisa ser de forma sustentável”, afirma o professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, Marco Aurélio Franco.

Sensível equilíbrio do ecossistema

A Amazônia, como a maior e mais biodiversa floresta tropical do mundo, tem um importante papel na regulação do clima global. É responsável, por exemplo, pelos chamados “rios voadores”. As árvores retiram água do solo por meio das raízes, transportam até as folhas e a liberam para a atmosfera em forma de vapor.

O desmatamento e os processos de degradação da floresta contribuem com a alteração desse ciclo de chuvas, provocando a intensificação da estação seca em escala local e aumentando os períodos de incêndios florestais.

A Amazônia brasileira perdeu 14% da vegetação nativa entre 1985 e 2023, de acordo com dados do MapBiomas, atingindo uma área de 553 mil km2, o equivalente ao território da França. A pastagem foi a principal causa no período. Mesmo chegando ao segundo menor nível de desmate entre agosto de 2024 e julho de 2025 (uma área de 4.495 km²), o desafio tem sido conter a degradação, especialmente provocada pelo fogo.

A estação seca – entre junho e novembro – é o período em que os impactos do desmatamento são mais pronunciados, principalmente sobre a chuva. Os efeitos cumulativos intensificam mais a sazonalidade.

Destrinchando os dados

Para chegar aos resultados, os cientistas usaram informações relacionadas à chuva e à temperatura, o grupo analisou dados de gases de efeito estufa. Concluiu que, ao longo do período de 35 anos, o aumento nas taxas de dióxido de carbono (CO) e de metano (CH) foi impulsionado praticamente pelas emissões globais (mais de 99%).

Foi observada uma alta de cerca de 87 partes por milhão (ppm) para CO e cerca de 167 partes por bilhão (ppb) para CH.

Mudanças atmosféricas e de cobertura da TerraMudanças atmosféricas e de cobertura da Terra
Gráfico: Marco Aurélio Franco et al./Nature Comm., versão

Os pesquisadores alertam que, se o desmatamento continuar sem controle, a extrapolação dos resultados sugere um declínio adicional na precipitação total durante a estação seca e maior elevação da temperatura.

Estudos recentes indicam que o desmatamento na Amazônia já está alterando os padrões da monção sul-americana (fenômeno climático que leva chuvas abundantes para o centro e Sudeste do Brasil durante o verão), resultando em condições mais secas que podem comprometer a resiliência de longo prazo da floresta. Eventos extremos, como as secas de 2023 e 2024, só agravam a situação.



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Fim de semana tem queda de temperatura e chuva em alguns estados; veja a previsão do tempo



Sul

Instabilidades associadas a um cavado em altitude mantêm a chuva sobre o Paraná neste sábado (6), com pancadas moderadas a fortes no interior, acompanhadas por raios e rajadas de vento. Em Curitiba, o céu permanece encoberto e há risco de chuva moderada ao longo do dia. Em Santa Catarina, a chuva se concentra no norte, vales e leste, com chance de episódios fortes. No Rio Grande do Sul , o tempo firme predomina, ainda sob influência da massa de ar polar, com frio, nebulosidade e geada em várias áreas.

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No domingo (07), uma baixa pressão e o fluxo de umidade favorecem pancadas fracas a moderadas no oeste, Missões e noroeste do Rio Grande do Sul no fim do dia. Nas demais áreas gaúchas, o tempo segue firme, com frio e chance de geada isolada ao amanhecer. Em Santa Catarina, o sol aparece na maior parte do estado, com chuva fraca apenas no oeste. No Paraná, pancadas ocorrem pela manhã, mas perdem força no decorrer do dia, ficando restritas ao leste e litoral, com instabilidades retornando de forma irregular à noite.

Sudeste

A umidade marítima mantém a instabilidade entre a costa de São Paulo e o Rio de Janeiro neste sábado (6), com risco de chuva volumosa no litoral paulista e pancadas fortes também no centro-sul fluminense. O leste de SP, incluindo a capital, segue encoberto com chuva fraca e temperaturas amenas. Em Minas Gerais e Espírito Santo, o sol predomina, mas a umidade cai no interior à tarde.

No domingo (07), a circulação de ventos mantém o tempo instável no litoral de SP, RJ e sul do ES, com chuva persistente e volumes elevados na Baixada Santista e capital fluminense. No interior paulista e mineiro, o tempo firme predomina, com sol, calor e umidade baixa durante a tarde.

Centro-Oeste

O cavado em altitude provoca pancadas isoladas no sul de MS e no noroeste de Mato Grosso neste sábado (6), com risco de chuva forte localizada. No restante da região, o tempo firme e seco predomina, com sol forte, máximas próximas dos 40 °C e umidade em níveis críticos.
No domingo (7), o tempo firme predomina em praticamente todo o Centro-Oeste, sob atuação de uma área de alta pressão. O calor persiste e a umidade do ar cai ainda mais, com índices abaixo de 20% em diversos municípios.

Nordeste

A infiltração marítima mantém pancadas de chuva do litoral da Bahia ao Rio Grande do Norte neste sábado (6), com risco de chuva forte entre Sergipe e Rio Grande do Norte. No interior, o tempo firme e seco predomina, com calor intenso e baixa umidade no Matopiba. No domingo (07), a chuva ganha força entre o recôncavo baiano e o litoral pernambucano, com volumes expressivos em algumas capitais. O agreste da BA, SE e AL também pode registrar pancadas. No interior nordestino, o padrão segue firme, quente e seco.

Norte

A chuva ganha força entre o Amazonas e o oeste do Acre neste sábado (6), com risco de temporais localizados. Também chove em Roraima e no oeste do Amapá, enquanto Tocantins e Pará seguem com tempo firme, calor e baixa umidade. No domingo (07), as instabilidades permanecem no AM e em RR, com pancadas moderadas e possibilidade de temporais isolados. RO e AC têm tempo mais aberto, com sol e calor. No Pará, há pancadas localizadas no oeste e litoral, enquanto Tocantins segue seco e com baixa umidade do ar.

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Obras de artistas gaúchos ganham protagonismo na 48ª Expointer


Pelo quinto ano consecutivo, o espaço cultural Estância da Arte oferece um lugar de pausa e contemplação para os visitantes da Expointer. Desta vez, a exposição na esquina do Pavilhão Internacional, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, está ainda maior, com mais de 50 obras de seis artistas gaúchos e um uruguaio, metade delas criadas especialmente para a feira. Com o tema “Traços da tradição”, a curadoria valoriza a cultura campeira e a vida do povo do Rio Grande do Sul. 

Há muitas novidades em relação ao ano anterior. Peças em cartoon, obras expressionistas e trabalhos em espátula são novas formas de apresentar a vida campeira. A presença feminina ganha força e a história da região das Missões entrou no circuito. Poemas do gaúcho Gujo Teixeira recheiam a exposição. 

“Aqui é um espaço cultural que vem criando uma tradição na Expointer. As pessoas se identificam muito, pois as cenas e paisagens da lida do campo são a realidade da maioria dos visitantes. Para nós é um motivo de muito orgulho”, contou Daniel Henz, um dos organizadores do espaço.

A curadoria das obras é realizada mais uma vez por Mariano Schmitz, gaúcho nascido em Novo Hamburgo e com trajetória ligada ao mundo campeiro. Os artistas convidados para a exposição são Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves, Dario Mastrosimone, Derli Vieira da Silva (Chapéu Preto), Márcia Bastos, Santiago e Sérgio Coirolo.

Democratização

O projeto da Estância da Arte promove a democratização da arte em três pilares: gratuidade, diversidade e acessibilidade. A visitação ao espaço é gratuita até domingo (7/9), entre 8h e 20h, e a multiplicidade de formatos atrai vários públicos. Um grande diferencial da exposição, mais uma vez, é possuir uma obra de cada artista em prancha tátil, com reproduções em relevo e textura que possibilitam a compreensão por pessoas cegas. O espaço também tem acessibilidade física, mediação em libras e guia vidente. 

A produtora rural Carina Correia estava de passagem pelas imediações e parou para ver as obras com toda a família. Ela, que é de Aceguá, se sentiu representada. “Eu vinha caminhando e minha filha, que gosta muito de pintura, nos alertou. Chamou atenção o trabalho do campo. Meu marido planta soja e a pintura dela [a artista Márcia Bastos] é bem o que a gente vê no dia a dia: o trabalho de campo em que nós, mulheres, também ajudamos”, explicou.

Programação dos próximos dias

Na sexta-feira (5/9), o Estância da Arte promove duas rodas de chimarrão com os artistas e o curador da exposição, sendo uma no horário da manhã (9h às 11h) e outra à tarde (13h às 16h).

A programação do sábado (6/9), por sua vez, reserva a pintura de obras ao vivo com os artistas Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves e Dario Mastrosimone. 

Ao longo dos nove dias de feira, os organizadores projetam a circulação de 40 mil pessoas pelo espaço.





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Projeto de rastreabilidade é testado no Rio Grande do Sul



Um processo capaz de identificar, registrar e acompanhar o histórico completo de cada bovino, desde o nascimento até o abate. Trata-se da rastreabilidade, cujo projeto piloto foi lançado na última quinta-feira (4), no Rio Grande do Sul, durante a Expointer. A iniciativa é considerada um marco para a pecuária gaúcha e poderá, em breve, ser aplicada em todo o país.

Desenvolvido pela Secretaria da Agricultura do RS, em parceria com o setor produtivo e técnico, o programa tem como objetivo fortalecer a defesa agropecuária e modernizar o segmento por meio da identificação individual dos animais. No estado, 50 propriedades participam do projeto piloto, que está alinhado à portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), publicada em julho, estabelecendo o cronograma do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos. A normativa dá autonomia para que cada estado defina suas próprias ações.

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Além de ser uma ferramenta de sanidade animal, a rastreabilidade contribui para a valorização da carne brasileira no mercado internacional.

Segundo o secretário adjunto da Agricultura e Pecuária do RS, Márcio Madalena, a secretaria fornece os brincos e bottons de identificação, realiza a aplicação e acompanha a movimentação dos animais pelo sistema oficial.

“Temos aqui no parque da Expointer três produtores já integrados ao projeto: um criador de Angus, um de Devon e outro de gado holandês. Assim que os animais entraram no parque, fizemos a leitura com bastão eletrônico, simulando o processo que deve se tornar exigência a partir do início da década de 2030”, explica Madalena.

De acordo com o cronograma do Mapa, até 2026 está prevista a criação de uma base de dados nacional. Entre 2027 e 2029 será implantada a identificação individual de cada animal, com a meta de que, até 2032, todo o rebanho brasileiro, atualmente estimado em cerca de *239 milhões de cabeças, esteja rastreado.

Para Marcelo Motta, diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, o programa trará avanços importantes:

“Esse sistema vai fortalecer a certificação da condição sanitária dos animais e dos produtos da pecuária, oferecendo ao consumidor maior segurança quanto ao que consome. Além disso, permitirá demonstrar a eficiência do sistema produtivo brasileiro e agregar valor à cadeia da carne.”



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Quais práticas você gostaria de aprender melhor?


Na interatividade da semana perguntamos aos produtores, quais práticas gostariam de aprender? Dentre as 3 opções, o resultado revelou que 45% dos produtores rurais querem saber como “Como vender pela internet”.

O resultado da pesquisa também revelou pontos de grande interesse entre os produtores rurais. Cerca de 34% querem aprender estratégias para economizar água e energia, enquanto 21% demonstraram curiosidade em como usar o celular para cuidar da roça.

Esses dados mostram uma tendência clara: o campo está cada vez mais conectado. Os produtores não buscam apenas melhorar a gestão sustentável de suas propriedades, mas também encontrar novos caminhos para aumentar a renda por meio do comércio digital.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Segundo especialistas, a venda online de produtos rurais é uma oportunidade estratégica para ampliar mercados, reduzir intermediários e se aproximar diretamente do consumidor. Dentro desse cenário, o programa Porteira Aberta Empreender trouxe dicas valiosas sobre como alavancar as vendas nas redes sociais.

Além disso, foi destaque o uso do WhatsApp Business, uma ferramenta gratuita que oferece recursos como catálogo de produtos, respostas automáticas, etiquetas de organização e listas de transmissão. Soluções simples que podem facilitar o dia a dia do empreendedor rural e abrir espaço para novas oportunidades de negócios.



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Programa Agrofamília formaliza R$ 500 mil em novos contratos na Casa do Badesul na 48ª Expointer


Nesta quinta-feira (4/9), a Casa do Badesul foi palco da assinatura de 17 contratos do Programa Agrofamília, que somam R$ 500 mil em investimentos para o fortalecimento da agricultura familiar. Do total, 12 contratos foram destinados a agroindústrias e 12 a jovens rurais.

A iniciativa é promovida pelo Governo do Estado e pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do FEAPER, tendo o Badesul como gestor operacional, financeiro e contábil. Além de agroindústrias e jovens rurais, o crédito contempla pescadores e comunidades quilombolas.

O secretário da SDR, Vilson Covatti, destacou que mais de 600 contratos já foram assinados desde abril. “Estamos escrevendo uma linda página na história da agricultura familiar do nosso Estado, junto com os produtores, a agência de fomento Badesul, a FETAG-RS, a Emater-RS e o Governo do Estado. A agilidade de todas as instituições tem sido fundamental”, afirmou.

O diretor financeiro do Badesul, Robson Ferreira, também destacou a parceria entre a agência de fomento, a SDR, a Fetag e Emater-RS. “Unimos esforços para colocar os recursos na rua, fazendo-os chegar nas mãos de quem faz acontecer no campo”, disse.

Representando a FETAG-RS, Lucas Machry lembrou que mais de dez mil jovens se inscreveram para o programa. “Foi um belo trabalho, que atraiu inúmeros interessados e conseguiu fazer com que os valores de fato chegassem a eles”, ressaltou, elogiando a política pública.

“Estamos empenhados em promover o desenvolvimento de modo sustentável. A verdade política pública é a que gera resultado!”, afirmou o presidente da Emater, Luciano Schwertz, também presente no evento.

Entre os produtores rurais beneficiados pelo programa, está o casal Valmir e Rosane Fauro. Com o financiamento, a Agroindústria Faro, especializada no cultivo e processamento de mandioca, vai investir na qualificação da sua infraestrutura. “As melhorias incluem obras, além da aquisição de embalagens, caixaria e caixa térmica”, comemorou Rosane.





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Monitoramento é chave no combate ao psilídeo-dos-citros


Com mais de 25 anos de experiência, o engenheiro agrônomo Hamilton Rocha, presidente do Grupo de Consultores em Citros (GCONCI), destacou que houve avanços no controle químico do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), inseto vetor do greening (HBL). A associação, sediada em Cordeirópolis (SP) e de caráter técnico sem fins lucrativos, estende hoje sua atuação consultiva a cerca de 40 milhões de plantas cítricas.

Segundo Rocha, o avanço da doença levou ao desenvolvimento de estratégias mais precisas para determinar o momento adequado de aplicação de inseticidas. Ele explicou que surgiram produtos que atuam sobre as fases jovens da praga, sobretudo a chamada ninfa, capazes de “quebrar o ciclo” do inseto.

“Precisamos quebrar a reprodução do inseto em momentos decisivos. Um deles é na florada, que está ocorrendo agora, e outro em dezembro, janeiro, quando há vegetação intensa no pomar”, afirmou o consultor. “Quebrar o ciclo do inseto mudou o conceito de tratamento, trouxe um ganho enorme. O desafio é não deixar a praga se multiplicar, contaminar-se nas plantas doentes.”

Rocha explicou que, após anos de pesquisas, a fase ninfa foi identificada como a mais crítica para a transmissão da bactéria causadora da doença, enquanto antes os tratamentos se concentravam nos insetos adultos. Ele ressaltou que a associação de inseticidas com diferentes ingredientes ativos e modos de ação é fundamental para que atinjam tanto adultos quanto ninfas.

Conforme o presidente do GCONCI, quando aplicados corretamente e no momento adequado, inseticidas específicos para o controle da ninfa podem alcançar eficácia de até 80%. “Essas aplicações devem ser feitas, preferencialmente, do estágio V1 a V4 das folhas de citros (1 cm a 4 cm)”, explicou.

Dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) mostram que a incidência do greening em laranjeiras aumentou de 38% em 2023 para 44,35% em 2024. Segundo Rocha, árvores afetadas apresentam queda acentuada de frutos, que ficam menores, deformados e assimétricos. “A planta reage à bactéria que está dentro dela, bloqueia o transporte de seiva aos frutos. Uma parte dos frutos cai. Nossa grande busca é diminuir essa queda e fazer com que a seiva se desloque, apesar da doença”, disse.

Rocha destacou ainda que a intensidade e a qualidade do monitoramento das pragas são fatores determinantes para definir as melhores estratégias de manejo. “Devemos considerar clima, estágio da safra, as fases dos insetos presentes nas plantas. O monitoramento é chave”, reforçou.

O presidente do GCONCI acrescentou que o equilíbrio nutricional das plantas também é essencial. “Necessário haver equilíbrio na nutrição do pomar, fazer análises de solo, das folhas, para que as plantas se fortaleçam. Uma planta bem nutrida resistirá mais diante do psilídeo e também de outras pragas e doenças. Terá menos problemas”, disse. Rocha recomendou ainda o uso de bioestimulantes. “Bioestimulantes ajudam muito em situações de estresse, como a enfrentada nos dias de hoje pelo produtor, com tempo mais seco, ausência prolongada de chuvas e mesmo nos casos de estresse advindos de doenças. Esses produtos deixam a planta mais equilibrada para se ‘autodefender’.”

Apesar da maior pressão do greening sobre os pomares, a última previsão do Fundecitrus aponta que a produção do cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais deverá alcançar 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2025/26, crescimento de 36% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 230,87 milhões de caixas.

“Há várias regiões que sofreram com a seca nos meses de fevereiro, março e abril. Isso afetou bastante os pomares. Estamos bem no início da safra, colhendo as ‘precoces’”, relatou Rocha. “De modo geral, observamos até o momento que apesar da perspectiva de aumento da colheita, está sendo uma safra marcada pela produção de frutas pequenas.”





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AgroNewsPolítica & Agro

umidade e pragas afetam qualidade das raízes



Geadas prejudicam início da safra de mandioca




Foto: Canva

O plantio de mandioca na região de Santa Rosa, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4), permanece suspenso em grande parte das áreas de cultivo. Os produtores relataram dificuldades para obter o material propagativo necessário para a implantação das lavouras, devido a danos provocados por doenças, pragas e geadas intensas, que afetaram a qualidade das ramas.

“O cozimento está mais difícil, e algumas variedades não estão viáveis para consumo, com exceção da mandioca de casca roxa e da Baianinha”, afirmou a Emater/RS-Ascar. A instituição ainda destacou relatos de apodrecimento de raízes em função da umidade contínua no solo. O preço praticado no comércio local varia de R$ 8,00 a R$ 10,00 por quilo descascada, e R$ 4,00 por quilo com casca.

Na região de Soledade, a cultura encontra-se em fase de plantio, com maior intensidade no Vale do Rio Pardo. No Alto da Serra do Botucaraí, o plantio ocorre de forma mais tardia, em função das temperaturas médias mais baixas na região. Alguns produtores estão preparando o solo, mas há poucas mudas viáveis, já que a safra sofreu danos totais pelas geadas.





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Exportação de carne bovina bate recorde histórico em julho/25, mesmo com…


Brasil embarcou 276,8 mil toneladas de carne bovina in natura no mês, superando em 16,7% o volume exportado em julho de 2024.

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Mesmo diante do impacto da nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, as exportações brasileiras de carne bovina in natura atingiram em julho de 2025 o maior volume já registrado para um único mês em toda a série histórica. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta quarta-feira (06), foram embarcadas 276.879 mil toneladas, o número que supera as 237,2 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano passado.

No comparativo anual, o avanço no volume exportado representa uma alta de 16,69%. O volume exportado até a quarta semana de julho também já é superior em 14,81% ao volume total embarcado em junho deste ano, que ficou em 241,09 mil toneladas.

Segundo análise da Scot Consultoria, o volume exportado de carne bovina in natura em julho de 2025 representa um recorde histórico para um único mês, mesmo diante da imposição da tarifa adicional de 50% pelos Estados Unidos.

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Confira a série histórica das exportações | Elaboração: Scot Consultoria

Já com relação à média diária exportada, a média diária ficou próxima de 12,03 mil toneladas e teve um avanço de 16,68% frente a média diária do ano anterior, que ficou em 10,3 mil toneladas. 

Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram próximos de US$ 5.551,0 mil por tonelada até a quinta semana de julho/25, isso representa um ganho anual de 25,9%, quando se compara com os valores observados em julho de 2024, em que estavam precificados em US$ 4.409,0 mil por tonelada.

O valor negociado para a carne bovina na quinta semana de julho ficou em US$ 1.536.951,8 bilhão, sendo que em julho do ano anterior a receita total foi de US$ 1.045.913,0 bilhão. 

A média diária do faturamento na quinta semana de julho ficou em US$ 66.824,0 milhões e registrou um ganho de 46,9%, frente ao observado no mês de julho do ano passado, que ficou em US$ 45.474,5 milhões.





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