sábado, maio 2, 2026

Autor: Redação

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inclusão de mulheres e jovens na agricultura familiar


A 27ª edição do Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) da Expointer foi aberta oficialmente nesta quinta-feira (4/9), reunindo 456 empreendimentos de 196 municípios gaúchos. Ao todo, são 356 agroindústrias, 70 estandes de artesanato e 30 de flores, plantas e mudas. Desse total, 146 são liderados por mulheres e 69 por jovens, reiterando, por mais um ano, a visibilidade, aprendizado e oportunidades para pequenos produtores que o espaço proporciona. 

Vozes femininas 

Entre as mulheres, Ivani Baculin Sonaglio, 63 anos, da Geleias Ivani, de Bento Gonçalves, destaca a satisfação de tocar seu próprio negócio e envolver a família. “Trabalhar com amor renova as energias, faz a gente se sentir viva e rejuvenescida”, diz Ivani, feliz em ver seus produtos valorizados e representar mulheres na agricultura familiar. 

Raquel Pellegrini, 37 anos, da Casa do Sabor, de Paraí, reforça a atuação feminina na agroindústria da família. “É tão gratificante tocar algo que amamos, que nos dá entusiasmo e força”, comenta, destacando o cuidado com cada etapa da produção e a relação próxima com os clientes. 

Jovens no campo 

Entre os jovens, Eduardo, 28 anos, de Arroio do Tigre, da Agroindústria Moh Suinocultura, deixou o mundo corporativo para atuar no campo. A sucessão familiar permitiu unir tradição e inovação. “Programas como o Agrofamília – Jovens e a participação em feiras são fundamentais para ampliar a produção e fortalecer o negócio”, afirma.

Sidnei Herves, 25 anos, de Campestre da Serra, estreia na Expointer com a vinícola da família, mantendo a tradição iniciada pelo avô. Ele valoriza a opção pelo campo, que permite preservar raízes e criar um negócio com qualidade de vida. “Cheguei de peito aberto e está sendo surpreendentemente positiva”, diz o produtor sobre a feira. 

Ações e políticas públicas 

As ações do Governo, em parceria com a Emater/RS-Ascar, reforçam a participação de mulheres e jovens. Programas como Fomento às Atividades Produtivas Rurais, Agrofamília – Jovens e Bolsa Juventude Rural oferecem assistência técnica, capacitação, financiamento e acompanhamento social. 

Para as mulheres, a Emater desenvolve iniciativas que fortalecem autonomia econômica, capacitação e inclusão social. Entre elas, o Curso de Desenvolvimento para Mulheres Rurais capacita participantes em diversas áreas, oferecendo um novo olhar sobre si mesmas e valorizando seu papel como agricultoras e líderes comunitárias. 

Além do curso, a Emater realiza orientação técnica, encontros e apoio ao acesso a crédito e à comercialização de produtos, contribuindo para que as mulheres ampliem oportunidades e fortaleçam seus negócios. 

A participação de 146 mulheres e 69 jovens no PAF evidencia o espaço como símbolo de diversidade e inovação no campo gaúcho. A combinação de tradição, geração de renda, capacitação e políticas públicas incentiva o crescimento de pequenos negócios e a permanência de famílias no campo, mostrando que o PAF 2025 promove inclusão produtiva e fortalecimento econômico para mulheres e jovens na agricultura familiar. 





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Pavilhão da Agricultura familiar fatura R$ 7,6 milhões na Expointer



Pavilhão da Agricultura Familiar bate recorde na feira




Foto: Divulgação

O 27º Pavilhão da Agricultura Familiar da 48ª Expointer registrou resultado histórico nos seis primeiros dias da feira. O espaço, que reúne produtores de diversas regiões do Rio Grande do Sul, alcançou faturamento de R$ 7.678.234,79, o maior já contabilizado no período. O valor representa um crescimento de 18% em relação a 2024, quando foram comercializados R$ 6.511.767,45.

Segundo a organização, os números confirmam a consolidação do Pavilhão como uma das principais vitrines da agricultura familiar no Estado. O desempenho reflete tanto a procura por produtos tradicionais e inovadores quanto a relevância do setor na geração de renda e oportunidades.

Na cerimônia de abertura da Expointer, realizada na sexta-feira (5), o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, ressaltou a importância do espaço. “A agricultura familiar é a base da nossa produção, crucial para a economia e para a identidade do povo gaúcho. Mesmo em momentos difíceis, os produtores familiares têm mostrado o caminho para o desenvolvimento, para a geração de renda e para a retomada da confiança do produtor gaúcho”, afirmou.

A média diária de vendas também apresentou crescimento em comparação com o ano passado. No primeiro dia, o faturamento subiu de R$ 1,02 milhão em 2024 para R$ 1,49 milhão em 2025. No segundo dia, as vendas superaram R$ 1,5 milhão. Já no quarto dia, o resultado passou de R$ 932.872,00 no ano anterior para R$ 1,32 milhão neste ano.

Com 456 empreendimentos participantes, o Pavilhão da Agricultura Familiar reforça sua posição como espaço estratégico de negócios e aproximação entre produtores e consumidores. Além do impacto econômico, o ambiente estimula a abertura de mercados e o fortalecimento das redes de comercialização.





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Safra americana de milho pressiona mercado global



O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator molda o mercado



O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno
O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno – Foto: Pixabay

A safra americana de milho promete ser robusta neste ano, com estimativas que variam entre 411 milhões de toneladas, segundo o principal Crop Tour dos Estados Unidos, e 425 milhões de toneladas, conforme projeção do USDA. Esse volume representa uma oferta expressiva a preços competitivos, que já começa a ocupar espaço no comércio internacional, inclusive em mercados tradicionalmente abastecidos pelo milho brasileiro.

Segundo a Veeries, a concorrência americana se intensifica justamente no momento em que o Brasil colheu uma safrinha excepcional. Normalmente, os Estados Unidos priorizam o embarque da soja no quarto trimestre, deixando o milho para depois. No entanto, se a China não comprar soja americana devido à guerra comercial, o milho pode ser exportado antes do previsto, potencialmente inundando o mercado global.

O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno. Apenas nas últimas semanas, foram anunciadas quatro novas unidades e três expansões de plantas existentes, impulsionadas pelo aumento da mistura de etanol anidro à gasolina de 27% para 30% e por linhas de crédito incentivado, como as do Fundo Clima e do BNDES. Desde 2022, a capacidade de processamento de milho para etanol cresceu mais de 130%, com novos projetos ainda em desenvolvimento.

O impacto dessas mudanças já é sentido no campo. O aumento do consumo de milho pelas usinas contribui para reter volumes que poderiam ser exportados e influencia o comportamento dos produtores. No Oeste do Paraná, por exemplo, o milho safrinha está substituindo a área de trigo, que agora se concentra mais nas regiões Sul e dos Campos Gerais. Enquanto isso, o plantio da soja começou nas regiões mais precoces do Paraná, com Mato Grosso liberando a semeadura a partir do dia 7, embora os produtores ainda aguardem o momento ideal para acelerar o trabalho.

 





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Bebida do fruto da erva-mate deve chegar em 2026



Destilado de erva-mate é lançado na Expointer




Foto: Divulgação

A Casa da Emater, na 48ª Expointer, sediou na tarde de ontem (4) a apresentação oficial do primeiro fermentado e destilado produzido a partir do fruto da erva-mate no Rio Grande do Sul. O evento foi organizado e promovido pela Emater/RS-Ascar, com apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), de Ilhéus, na Bahia.

A novidade foi apresentada pela empresa Inovamate, de Ilópolis, em parceria com a empresa Solution. O projeto piloto utiliza o fruto da Ilex paraguariensis, até então descartado como resíduo agroindustrial.

Ariana Maia, da Inovamate, explicou que a iniciativa surgiu durante a pandemia. Segundo ela, a ideia nasceu quando ela e o sócio decidiram destilar os frutos da erva-mate em um alambique emprestado. “A partir daí, começou a querer saber mais sobre o assunto e em contato com a pesquisadora da UESC, Ana Paula Uetanabaro, doutora em fermentações complexas, começaram a desenvolver o projeto”, relatou.

Ana Paula Uetanabaro destacou a importância da parceria entre ciência, tecnologia e produção rural. “Este processo de conexão entre empresa de tecnologia, academia e o produtor rural é o que possibilita o nascimento de um novo produto”, afirmou. A pesquisadora ressaltou ainda que o destilado da erva-mate “é diferente de todos os que existem no mercado”.

De acordo com a UESC, a produção inicial depende do registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e passa por análises rigorosas antes de chegar ao consumidor. O projeto foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para o período 2021/2022. A previsão é que o lançamento comercial do destilado ocorra em 2026, ainda sem nome definido.





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O plantio de soja vem aí e as expectativas seguem positivas; confira os dados de mercado



Às vésperas do início do plantio da safra 2025/26, as expectativas para a soja no Brasil seguem positivas. Mesmo diante de custos de produção mais elevados e de uma expansão de área tímida, o país deve atingir novo recorde de produção, com estimativa de 180,92 milhões de toneladas, segundo levantamento da Safras & Mercado. O número representa crescimento de 5,3% em relação à safra anterior, que foi de 171,84 milhões de toneladas.

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A projeção, divulgada em julho, já indicava alta, mas agora a consultoria elevou os cálculos, que antes apontavam para 179,88 milhões de toneladas. Em relação à área cultivada, o número deve alcançar 48,21 milhões de hectares, aumento de 1,2% frente à temporada passada. Já a produtividade média também deve subir, passando de 3.625 para 3.771 quilos por hectare.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, “a expectativa segue de aumento de área, mas nada agressivo como já vimos em outros anos, até porque os custos estão mais altos e as dificuldades de financiamento podem limitar o uso de tecnologia”.

No Rio Grande do Sul, a aposta é em recuperação, sem aumento de área, mas contando com clima regular para garantir uma safra cheia. No Centro-Oeste, não deve haver avanços de área, mas as perspectivas seguem boas. Em Mato Grosso, pode haver expansão de área, embora com menor uso de tecnologia, o que pode reduzir a produtividade. No Mato Grosso do Sul, espera-se recuperação das perdas de 2025. No Nordeste, a previsão é de avanço de área aliado a boas produtividades.

Exportações

No cenário de comércio, a Safras projeta que as exportações de soja do Brasil em 2026 alcancem 108 milhões de toneladas, contra 105 milhões em 2025, um crescimento de 3%. Para 2025, a consultoria elevou a projeção em 1 milhão de toneladas. O esmagamento também deve avançar: de 57 milhões para 58 milhões de toneladas em 2025, e de 59 milhões para 59,5 milhões em 2026. As importações devem ser de 150 mil toneladas em 2025 e inexistentes em 2026.

Com isso, a oferta total de soja em 2026 deve chegar a 188,29 milhões de toneladas, alta de 8% em relação ao ano anterior. A demanda deve somar 170,9 milhões de toneladas, crescimento de 3%. Assim, os estoques finais devem mais que dobrar, passando de 7,37 milhões para 17,39 milhões de toneladas.

Soja brasileira

Silveira destaca que o movimento da demanda internacional, especialmente da China, segue favorecendo o Brasil. “Como ainda não há definição clara sobre a relação China x EUA e os chineses seguem sem grandes compras de soja americana, aumentamos as projeções de exportação. O esmagamento deve ficar perto de 58 milhões de toneladas em 2025, o que aperta um pouco o estoque, mas ainda assim o país deve carregar volumes muito superiores aos da temporada passada.”



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Diferimento de pasto: o guia prático para estocar forragem e não perder dinheiro. Veja


Pecuaristas, a seca é um dos períodos mais desafiadores do ano, mas é possível passar por ela sem que o seu gado perca peso. O segredo está em uma estratégia conhecida como diferimento de pasto, ou “feno em pé”. Essa tecnologia, quando bem aplicada, garante que o boi não passe fome e você não perca dinheiro na fazenda. Assista ao vídeo abaixo.

O programa Giro do Boi deu início a uma série de 12 episódios, baseada no livro “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não!“, de autoria dos doutores em zootecnia Manuel Rosalino e Iorrano Cidrini.

Neste primeiro episódio, Iorrano Cidrini explica o conceito e os mitos que cercam o diferimento.

O que é o diferimento de pasto?

Foto: Canva

O diferimento de pasto é uma tecnologia que consiste em atrasar o uso do pasto, vedando uma área no final das águas (outono) para ser utilizada no período mais crítico do ano, a seca.

O objetivo é estocar forragem para que, quando o crescimento da pastagem estiver a zero, os animais tenham o que comer.

Essa estratégia é crucial para que o gado, seja de cria, recria ou engorda, não perca peso e tenha o máximo de eficiência biológica na utilização da dieta.

O diferimento, também chamado de “feno em pé” ou “vedação de pastagens”, é uma ferramenta para garantir o desempenho dos animais mesmo na entressafra.

Mitos e verdades sobre o diferimento

Foto: Wenderson Araujo/CNA

O diferimento de pasto é uma tecnologia que, embora pareça simples, tem suas complexidades. Iorrano Cidrini desmistifica dois mitos comuns:

  • Mito 1: O diferimento é fácil. Na verdade, o diferimento exige um planejamento minucioso e o acompanhamento do clima. Se o pasto for vedado na hora errada, pode “passar” (crescer demais) ou não ter massa suficiente para a seca. O momento certo, antes das últimas chuvas, é crucial.
  • Mito 2: O diferimento não tem custo. O diferimento não tem um desembolso direto, mas tem um custo de oportunidade. O pecuarista abre mão de usar o pasto no outono, que é uma época de bom ganho de peso, para ter uma reserva na seca, um investimento que se traduz em maior produtividade a longo prazo.

A série “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não!” trará mais detalhes sobre como implementar o diferimento de forma eficaz, abordando temas como a escolha do capim, a adubação e a suplementação. Acompanhe os próximos episódios para garantir um melhor resultado na sua fazenda.

Com o livro “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não!”, você aprenderá como obter pasto de qualidade e em quantidade adequada para o pastejo dos animais durante a época de seca. Além disso, você também será capaz de aumentar o desempenho de bovinos a pasto na época de seca. Clique aqui e saiba como adquirir a publicação.



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Desfile dos Grandes Campeões traz emoção e surpresa à Expointer 2025


Com a pista central do Parque Assis Brasil ainda encharcada e sob chuva da manhã da sexta-feira (5), o tradicional Desfile dos Grandes Campeões da 48ª Expointer superou o barro e o tempo adverso com emoção e estilo. O público acompanhou a apresentação de 136 animais premiados — dois exemplares, macho e fêmea, de cada raça —, além de atrações artísticas de música e dança, e da participação dos vencedores do 13º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar.

Vínculo com a terra

O momento foi de celebração da diversidade genética e da excelência da produção agropecuária gaúcha. Antes mesmo da entrada dos animais, o espetáculo foi aberto pela Cia Ayuni, de Jaguarão (SC), composta por 13 bailarinas de 13 a 17 anos. Elas emocionaram o público com a coreografia “Contraponto” e encerraram a apresentação com uma adaptação da dança “Meu Rio Grande, Meu Lar”. A apresentação, que durou cerca de oito minutos, homenageou as origens das mulheres fronteiriças e seu vínculo com a terra.

Entre as jovens artistas estava Lívia, 13 anos. Na plateia, os pais, Vitor e Luciane Martins, e o irmão João Marco, de cinco anos, vibraram durante a performance. “A emoção de estar aqui supera qualquer barro e chuva”, contou a mãe. O pai completou: “A gente chegou cedo e veio direto para a pista. Depois do desfile, vamos conhecer o Parque.”

A Cavalaria da Brigada Militar, representada pelo 4º Regimento de Polícia Montada – Regimento Bento Gonçalves, também abrilhantou a apresentação, reforçando a tradição do desfile.

Celebração dos campeões

O momento mais aguardado da cerimônia foi o desfile dos grandes campeões da Expointer, apresentado pelo diretor administrativo do Parque Assis Brasil, Éder de Azevedo.  O espetáculo dos animais teve início com a entrada dos ovinos, estrelas da primeira parte da apresentação, que imprimiram ao desfile um clima de elegância e tradição.

Na sequência, passaram pela pista central os caprinos, seguidos pelos bovinos de leite e de corte, cada qual exibindo a força genética e a qualidade da produção pecuária gaúcha. O encerramento ficou a cargo dos equinos, que encantaram o público com sua beleza, imponência e a forte ligação com a cultura gaúcha.

Inspiração para a superação

A surpresa da manhã foi a participação de Valente, o boi que se tornou símbolo de resiliência e inovação na medicina veterinária. Resgatado após a enchente que atingiu o Vale do Taquari em 2023, o animal de 450 quilos sofreu uma fratura grave e passou por uma cirurgia inédita, na qual recebeu uma prótese adaptada.

O produtor Marcelo Scherer, de Restinga Seca, que fez questão de acompanhar toda a programação, se emocionou com a cena. Criador de gado de corte, destacou a importância do evento como inspiração para o campo e ficou tocado ao ver a entrada do boi Valente.

“É positivo demonstrar isso, após a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul. Mostrar um animal que sobreviveu a tudo isso é quase um milagre. Nós também tivemos perdas, como tantos outros, e ver o Valente na pista é inspirador”, relatou.

Boi símbolo de resistência

O procedimento para a implantação da prótese no boi Valente, considerado raro em animais de grande porte, foi resultado de um trabalho conjunto entre especialistas em medicina veterinária, fisioterapia, engenharia e outros profissionais, coordenados pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Dois ônibus trouxeram 80 estudantes e professores de veterinária para acompanhar a participação de Valente na Expointer, que arrancou aplausos calorosos do público ao entrar na pista.

“Foi único, emocionante. Voltamos para casa com ainda mais orgulho da nossa profissão. Saber que é possível dar uma nova chance a animais que passaram por situações tão graves é uma inspiração”, afirmou a estudante de veterinária Jéssica Fracanábia.

Após dois anos de adaptação, Valente vive com saúde e mobilidade adequadas. Sua recuperação representa não apenas um avanço científico, mas também um marco na busca pelo bem-estar animal, abrindo caminho para novas possibilidades de reabilitação.

“Oscar” da agricultura familiar

Além da genética animal, da arte e das homenagens, o desfile também destacou os vencedores do 13º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, considerado o “Oscar” do setor. Ao todo, 232 produtos foram avaliados em 16 categorias, ressaltando a diversidade, a qualidade e a tradição da produção rural gaúcha.

Os três primeiros colocados receberam placas e certificados. Pelo terceiro ano consecutivo, os vencedores da agricultura familiar desfilaram lado a lado com os grandes campeões da pecuária, reforçando a integração entre o agronegócio e a produção artesanal.





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Seis mitos e verdades sobre os ovos que você precisa saber



O ovo reúne muitos nutrientes essenciais em uma única porção. Versátil, acessível e de preparo rápido, ele está presente na rotina de milhões de brasileiros.

De acordo com a nutricionista do Instituto Ovos Brasil Lúcia Endriukaite, o ovo é um dos alimentos mais completos que existem à disposição das pessoas. Além de fornecer proteína de alto valor biológico, vitaminas, minerais e antioxidantes que contribuem para o bom funcionamento do organismo.

“Além disso, é acessível, versátil e pode ser incluído em diferentes preparações. O grande desafio ainda é combater os mitos e reforçar, com base em ciência, que seu consumo moderado é benéfico e seguro”, explica.

O alimento pode ser incluído em todas as fases da vida: auxilia no crescimento de crianças, na formação do tubo neural e da memória do bebê em gestantes, na preservação da massa muscular em idosos e na recuperação de atletas devido à rápida absorção da proteína.

Entre os nutrientes presentes estão colina (importante para o cérebro e memória), vitaminas A, D, E e do complexo B, além de minerais como ferro, selênio e potássio. Também possui antioxidantes como luteína e zeaxantina, relacionados à saúde ocular.

Mitos e verdades sobre o ovo

  1. Posso consumir ovos todos os dias?

    Verdade: o consumo diário é seguro para a maioria das pessoas, desde que inserido em uma dieta equilibrada.
  2. Gestantes e crianças podem comer ovos?

    Verdade: o ovo é considerado seguro. Para gestantes, o alimento contribui para a formação do tubo neural e da memória. Já nas crianças, auxilia no desenvolvimento físico e cognitivo.

  3. Ovo frito faz mal?

    Depende: o ovo não representa risco, mas o preparo com excesso de óleo vegetal rico em ômega 6 pode ser prejudicial. As versões cozida, pochê ou mexida com pouco óleo são as melhores opções.

  4. Ovo aumenta o colesterol?

    Mito: estudos indicam que o colesterol presente no alimento tem pouco impacto nos níveis de LDL (colesterol ruim). O maior fator de risco vem do consumo de gorduras saturadas e trans.
  5. Ovo branco é mais fraco que o marrom?

    Mito: a cor da casca está relacionada apenas à raça da galinha. Nutricionalmente, são equivalentes.
  6. Ovo é apenas proteína?

    Mito: além da proteína, o alimento fornece colina, vitaminas A, D, E e do complexo B, minerais como ferro e selênio, além de antioxidantes como luteína e zeaxantina.

O que dizem os estudos

Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition em 2020 não identificou relação entre o consumo de ovos (até sete ovos por semana) a alterações nos lipídios sanguíneos, mortalidade ou doenças cardiovasculares.

Os autores concluíram que o consumo moderado de ovos (1 por dia) é seguro e não aumenta o risco de doenças cardiovasculares ou morte.

A recomendação é variar o preparo e priorizar métodos mais saudáveis, combinando o alimento com vegetais, grãos integrais e fontes de gordura de boa qualidade.



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Bactérias associadas a insetos podem ser ferramenta para agricultura sustentável



Entender o papel dos microrganismos de insetos na interação com plantas hospedeiras, principalmente os associados à lagarta-do-cartucho, uma das principais pragas da cultura do milho, levou a engenheira agrônoma, Diandra Achre, a se aprofundar nos estudos sobre esse efeito.

Os insetos carregam consigo uma comunidade diversa de microrganismos como bactérias, fungos e vírus, que desempenham funções essenciais influenciando seu crescimento, alimentação e até na forma como interagem com as plantas, que muitas vezes são seu principal alimento”, diz Diandra Achre.

Durante seu mestrado, a pesquisadora começou a investigar o que acontecia quando um grupo de bactérias associadas a insetos foi inoculado na planta de milho. Descobriu que algumas, ao colonizarem os tecidos das plantas, assumiam funções completamente diferentes.

Aquilo que antes beneficiava o inseto passava a favorecer a planta: ajudando o milho a crescer mais saudável e, ao mesmo tempo, fortalecendo sua capacidade de defesa contra pragas e doenças. É como se a planta “aprendesse” a se defender ao reconhecer pistas associadas ao seu agressor.

“Essas bactérias aumentam a resistência sistêmica da planta, reduzindo o consumo e o desenvolvimento da lagarta-do-cartucho, chegando ao ponto de causar a mortalidade total das larvas”, explica.

Segundo Diandra Achre, isso mostra que a planta, ao se associar a essas bactérias, passa a responder mais rápido e de forma mais eficiente ao ataque da praga, produzindo compostos de defesa que normalmente estão ausentes ou são produzidos em baixa abundância nas plantas não inoculadas.

Com base nesses resultados, a engenheira decidiu investigar mais a fundo, buscando entender como essas bactérias modulam a fisiologia da planta e influenciam suas interações com outros organismos, como pragas e doenças. Para isso, foram analisadas alterações metabólicas, genéticas e bioquímicas.

“Utilizamos abordagens avançadas de biologia molecular e química, com o uso de ferramentas das ômicas. Além da resposta às pragas, também exploramos o potencial dessas bactérias simbiontes em auxiliar o sistema imune da planta contra doenças como o enfezamento do milho, um patógeno agressivo transmitido por outro inseto, a cigarrinha-do-milho”, destaca.

O objetivo foi compreender como as interações planta, inseto, simbiose e patógeno desencadeiam respostas biológicas e como essas relações podem ser exploradas para o desenvolvimento de novas tecnologias de baixo impacto ambiental, que aumentem a produtividade agrícola e fortaleçam a saúde das plantas cultivadas.

Além das descobertas científicas, o projeto também trouxe impactos práticos e perspectivas promissoras para o setor produtivo.

Bioinsumos e estímulos

Ao utilizar bactérias simbiontes como bioinsumos, é possível modular a fisiologia da planta, estimulando o crescimento vegetal, fortalecendo as defesas naturais contra pragas e doenças agressivas da cultura do milho e, consequentemente, aumentando a sua produtividade. Essa abordagem pode resultar em sistemas de cultivo mais resistentes e eficientes.

Além dos benefícios imediatos no campo, o estudo também permitiu a identificação de genes, proteínas e vias metabólicas ativadas pela interação com os simbiontes. Esses achados oferecem base para o desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas, com potencial aplicação em programas de melhoramento genético ou edição genômica.

Assim, os microrganismos simbiontes investigados se configuram não apenas como agentes biológicos funcionais, mas como ferramentas biotecnológicas de alta precisão, com potencial para transformar estratégias de manejo agrícola e ampliar as fronteiras da inovação e da sustentabilidade no setor.



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Geada provoca queda de frutos na produção de bergamota



Safra de citros começa com floração em diferentes regiões




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar, os citricultores da região administrativa de Caxias do Sul já iniciaram os cuidados para a próxima safra. A maioria das plantas apresenta novas brotações e sinais de botões florais, indicando o começo do ciclo produtivo. A entidade destacou que, nos próximos dias, será possível avaliar melhor o potencial da safra, especialmente após a elevada produção de bergamota e laranja neste ano.

Em Cotiporã, continua a colheita das variedades tardias de laranja, como Monte Parnaso e Lane Late. Paralelamente, os produtores realizam tratamentos fitossanitários para garantir a sanidade da florada. Apesar do bom desempenho produtivo, alguns agricultores relatam entraves na comercialização. Em determinados casos, a saída das frutas ocorre de forma lenta, e em outros houve devolução de cargas, que precisaram ser redirecionadas para mercados locais.

Na região de Frederico Westphalen, prossegue a colheita de variedades de ciclo médio e tardio, ao mesmo tempo em que tem início a floração da safra 2025/2026. Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa é de que a produção seja satisfatória, favorecida pelas condições climáticas.

Na região de Santa Rosa, os citros apresentam intensa floração, início de brotação e frutificação. A colheita da laranja Valência está em andamento, com preço de R$ 1,50 por quilo na propriedade e R$ 2,00 por quilo na entrega. Na cultura da bergamota, a geada ainda provoca queda significativa de frutos. Foram identificados ataques de pragas como pulgão, ácaro, larva-minadora, cochonilha, mosca-das-frutas e percevejo, exigindo controle por parte dos produtores.





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