sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

News

Importações de trigo atingem o nível mais alto dos últimos 13 anos



As importações brasileiras de trigo seguem em ritmo elevado. É isso o que apontam os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Apesar da queda verificada em agosto/25 (frente a julho/25 e em relação a agosto/24), o volume adquirido no acumulado de 2025 (de janeiro a agosto) é o maior desde 2007. 

Pesquisadores explicam que os preços externos mais atrativos têm estimulado as moageiras brasileiras a ampliarem as compras, sobretudo de países vizinhos. A soma total atingiu 493,23 mil toneladas de trigo importadas em agosto, 20% a menos que em julho/25 e 9,5% abaixo da quantidade registrada em agosto/24. 

Ainda assim, nos últimos 12 meses (de setembro/24 a agosto/25), o volume supera em 13,5% o do intervalo anterior, totalizando 6,77 milhões de toneladas. No acumulado de 2025, são 4,68 milhões de toneladas, alta de 2,7% em relação a 2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

Preços do açúcar apresentam novas quedas em setembro



Na primeira semana de setembro, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal (Icumsa de 130 a 180) teve média de R$ 118,52/sc, queda de 0,14% frente à do período anterior. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores explicam que a desvalorização está relacionada à baixa demanda e ao fato de agentes de usinas terem cedido aos preços, para viabilizar as vendas. Além disso, o movimento de retração dos valores do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures) levaram compradores brasileiros a adotar postura cautelosa, aguardando a reação do mercado interno paulista antes de efetuar novos negócios. 

A produção de açúcar nas usinas paulistas segue em ritmo intenso, mesmo diante da menor qualidade da cana. De acordo com dados da Unica, o estado de São Paulo produziu 2,368 milhões de toneladas do adoçante na parcial da safra 2025/26 (de abril/25 até a primeira quinzena de agosto). O volume produzido representa um aumento de 20,46% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. 

O elevado volume se explica pelo mix de produção mais voltado ao açúcar: 61,64% das 27,722 milhões de toneladas de cana processadas em São Paulo. Esse é um dos fatores que pode ter reforçado a pressão sobre as cotações na última semana, ainda conforme o centro de pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Volume embarcado de carne de frango recua 13,7% e receita cai 17% em julho/25


Logotipo Notícias Agrícolas

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reportou que o volume exportado de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas alcançou 375.982,6 mil toneladas até a quinta semana de julho/25. No ano passado, o volume exportado em julho alcançou 435.658,3 mil toneladas em 23 dias úteis em 2024.

A média diária até a quinta semana de julho/25 ficou em 16,3 mil toneladas, sendo que isso representa uma queda de 13,7% frente à média diária exportada do ano anterior, que ficou em 18,9 mil toneladas.

As exportações de frango ainda seguem sendo impactadas com a suspensão das importações por alguns países diante do primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil, na cidade de Montenegro/RS. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), os paises que seguem com suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil são:Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste e União Europeia.

O preço pago pelo produto na quinta semana de julho ficou em US$ 1.817,1 por tonelada, isso representa um recuo de 3,9% se comparado com os valores praticados em julho do ano anterior, que estavam próximos de US$ 1.890,1 por tonelada. 
 

No faturamento, a receita obtida até a quinta semana de julho ficou em US$ 683.205,2 mil por tonelada, enquanto em julho do ano anterior o valor ficou em 823.425,8 mil toneladas.

Já a média diária do faturamento está próxima de US$ 29.704,6 mil toneladas e teve uma baixa de 17,00% frente a média diária observada em julho do ano anterior, que ficou em US$ 35.801,1 mil toneladas.  

 





Source link

News

Etanol abre setembro com a sétima elevação consecutiva nas cotações 



O preço do etanol hidratado iniciou setembro com nova alta no mercado spot do estado de São Paulo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, trata-se da sétima semana consecutiva de avanço. Pesquisadores explicam que o suporte aos valores vem da postura firme do vendedor, que segue ofertando baixos volumes no spot e tem perspectivas de novas elevações nos próximos meses. 

Outro fator que influencia as cotações do biocombustível é a proximidade do encerramento da moagem da safra 2025/26. Com o clima seco ao longo da temporada, o processamento de cana avançou em ritmo acelerado. Levantamento do Cepea mostra que algumas poucas usinas já devem encerrar as atividades em outubro. 

Entre 1º e 5 de setembro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7831/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa aumento de 1,52% no comparativo ao período anterior. Para o anidro, a elevação foi de 1,96%, com o Indicador Cepea/Esalq a R$ 3,1838/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

Indonésia amplia número de frigoríficos brasileiros habilitados para exportar carne



A Indonésia oficializou a habilitação de 17 frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina ao país. A medida é resultado de negociações bilaterais e de inspeções presenciais realizadas no mês passado por autoridades sanitárias indonésias no Brasil, informou o Ministério da Agricultura em comunicado.

Com a decisão, 38 estabelecimentos brasileiros estão autorizados a atender o mercado local, o que representa um aumento de 80% no número de frigoríficos habilitados.

O anúncio sucede outro importante avanço nas exportações de carne bovina para o destino asiático: a abertura realizada em agosto, quando as autoridades indonésias permitiram a importação de carne bovina com osso, miúdos, produtos cárneos e preparados de carne do Brasil.

A Indonésia, com mais de 270 milhões de habitantes, é o quarto país mais populoso do mundo e vem ampliando suas compras externas para suprir a crescente demanda por proteínas animais.

A expectativa é de que as novas habilitações ampliem o volume e a diversidade dos embarques, reforçando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores do Sudeste Asiático.

A medida também contribui para a geração de emprego e renda na cadeia agropecuária nacional e fortalece a imagem do país como parceiro confiável em segurança alimentar.



Source link

News

Em mês de tarifaço, estado exportador de carne bate recorde de vendas



Em agosto, mês que passou a vigorar as taxas de 50% impostas pelos governo dos Estados Unidos, as exportações de carne bovina do estado do Mato Grosso cresceram 0,22% em comparação ao mês de julho. O estado possui o maior rebanho bovino do Brasil e é o principal exportador da proteína no país.

No mês passado, foram exportadas 89,68 mil toneladas de carne, segundo a Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Esse número representa o maior volume já exportado pelo estado. Além disso, o preço médio por carne exportada, que foi de US$ 4.368,59 por tonelada, resultando em um faturamento de US$ 391,80 milhões em agosto.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Fora a demanda chinesa, que ainda se mantém aquecida, com aumento de 1,71% em relação a julho, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) pontuou o destaque da Rússia, que ultrapassou os Estados Unidos nas exportações totais, sendo responsável por 6,47% de toda exportação de carne bovina do Mato Grosso em 2025.

Ainda de acordo com IME, o aumento na demanda externa no segundo semestre tende a aumentar a intensidade da alta nos preços do boi gordo, dado que a demanda interna também é maior neste período.

China compensa EUA

A ampliação da importação de carne bovina brasileira pela China compensou a queda nas exportações para os EUA devido ao tarifaço. De acordo com dados do MDIC, as exportações de carne bovina brasileira para o país asiático saltaram de 106 mil toneladas em agosto de 2024 para 158 mil toneladas em agosto deste ano, crescimento de 50% nos embarques. Já as vendas para os Estados Unidos caíram de 15 mil toneladas em agosto de 2024 para cerca de 6,4 mil toneladas neste ano, uma redução de 58%.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores priorizam controle preventivo na cevada



Cevada mantém uniformidade no desenvolvimento no RS



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (4), a cultura da cevada apresenta desenvolvimento uniforme no Rio Grande do Sul. Predomina o estádio vegetativo, enquanto o florescimento avança em áreas mais adiantadas.

Segundo o boletim, as condições climáticas de agosto favoreceram o crescimento e mantêm boas expectativas de produtividade. “O manejo fitossanitário foi priorizado no período, com foco no controle preventivo de doenças foliares, a fim de evitar perdas de qualidade e a consequente desclassificação dos grãos destinados à malteação pela indústria cervejeira”, destacou a Emater/RS-Ascar.

Na região de Erechim, mesmo com a redução da área cultivada em relação a 2024, a expectativa de produtividade segue elevada. As lavouras estão em estádio vegetativo e apresentam projeção de rendimento superior a 3.600 quilos por hectare.

Em Ijuí, 90% das áreas estão em final de estádio vegetativo e 10% em floração. O boletim aponta que o potencial produtivo é elevado, com uniformidade no estande de plantas e manejo nutricional considerado adequado. Até o momento, não houve registros significativos de doenças ou pragas.





Source link

News

STF retoma nesta terça julgamento de Bolsonaro e mais sete réus


A primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (9) o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.

A partir desta terça-feira (9), será iniciada a votação que resultará na condenação ou absolvição dos réus. Também foram reservadas as sessões dos dias 10,11 e 12 de setembro para finalização do julgamento. 

Os acusados respondem pela suposta participação na elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento voltado ao sequestro e homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Também consta na denúncia da PGR a produção da chamada “minuta do golpe”, documento que seria de conhecimento de Jair Bolsonaro e serviria para a decretação de medidas de estado de defesa e de sítio no país para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse de Lula. 

A denúncia cita ainda o suposto envolvimento dos acusados com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. 

Quem são os réus

Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;

Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;

Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;

Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);

Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;

Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022;

Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Crimes 

Todos os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição. 

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. 

Relator

A sessão será aberta, às 9h, pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin.

Em seguida, será passada a palavra ao relator, ministro Alexandre de Moraes, que será o primeiro a votar.

Em sua manifestação, o ministro vai analisar questões preliminares suscitadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição.

Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito.

Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena.

Sequência de votação

Após o voto do relator, os demais integrantes da turma vão proferir seus votos na seguinte sequência:

Flávio Dino;
Luiz Fux;
Cármen Lúcia;
Cristiano Zanin.

A maioria de votos pela condenação ou absolvição ocorrerá com três dos cinco votos do colegiado.

Se as penas forem maiores que oito anos de prisão, o regime inicial de cumprimento de pena será o fechado. Penas menores que oito anos darão direito ao semiaberto. 

Prisão

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática. Somente após a análise dos recursos contra a condenação, a prisão será efetivada. 

Recursos

Em caso de condenação, Bolsonaro e os demais réus terão direito a recorrer para evitar a prisão. 

Com a publicação do acórdão com eventual placar desfavorável, as defesas poderão apresentar os chamados embargos de declaração, recurso que tem o objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento. Em geral, esse tipo de recurso não tem poder para rever o resultado do julgamento e costuma ser rejeitado. Os embargos são julgados pela própria turma. 

Para conseguir que o caso seja julgado novamente e levado a plenário, os acusados precisam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2. Nesse caso, os embargos infringentes poderão ser protocolados contra a decisão.



Source link

News

Fortalecimento do Brics pode gerar oportunidades para o agro diante de incertezas globais


A cúpula virtual dos líderes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reforçou o desejo de maior integração comercial e financeira como resposta ao avanço do protecionismo internacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o encontro para criticar o que chamou de “chantagem tarifária” e a “conduta belicosa” dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump, destacando que tais práticas enfraquecem o sistema multilateral de comércio.

Segundo Lula, o Brics tem legitimidade para propor um modelo alternativo, mais justo e inclusivo, voltado às necessidades do Sul Global. A ideia é estimular o uso de moedas nacionais nas transações, fortalecer acordos bilaterais e ampliar mecanismos próprios de cooperação, reduzindo a dependência de instituições dominadas pelo Ocidente.

Para o Brasil, o debate tem impacto direto na agropecuária, setor já responsável por alimentar cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo. Com a integração do bloco, o país pode ampliar exportações de soja, milho, carnes e café para mercados estratégicos como Índia, China e África do Sul.

Entre os benefícios projetados estão a diversificação de destinos, a redução da exposição cambial e a construção de cadeias produtivas mais estáveis. A crescente demanda por alimentos na Ásia e na África torna o Brasil um parceiro-chave para o abastecimento global.

Apesar do tom positivo, analistas destacam que a reconfiguração do comércio global pode gerar resistências. Estados Unidos e União Europeia, pressionados por seus setores agrícolas, podem impor novas barreiras tarifárias, ambientais ou fitossanitárias. Nesse cenário, o protagonismo brasileiro pode transformar-se também em alvo de retaliações.

O desafio, portanto, será avançar em duas frentes: aproveitar a integração comercial do BRICS para ampliar mercados e, ao mesmo tempo, reforçar a diplomacia e a inovação tecnológica como escudo contra pressões externas.

A reunião virtual do Brics mostrou que, mesmo em meio às tensões globais, existe espaço para ampliar o comércio e fortalecer a cooperação. Para o agro brasileiro, o momento é de reafirmar sua imagem como fornecedor confiável, sustentável e estratégico. O equilíbrio entre a crítica ao protecionismo e a construção de novas parcerias será decisivo para transformar riscos em oportunidades concretas.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

News

Prato Feito é patrimônio imaterial e feijão produzido com biológicos é a estrela


Ao refletir sobre a essência do Brasil na culinária, o icônico Prato Feito surge na minha mente. Arroz, feijão, uma fonte de proteína e uma salada singela. Um almoço diário para milhões, seja em casa, restaurante ou no trabalho. É acessível, nutritivo e, acima de tudo, sinônimo de identidade.

Mais do que isso: precisamos resgatar o orgulho do brasileiro por ter aqui esse prato único, que pode ser chamado de Prato Feito, prato executivo ou qualquer outro nome que receba. Ele é nosso cartão de visitas gastronômico, uma prova de que a simplicidade também pode carregar grandeza.

E o feijão, no coração desse prato. Ele é a base alimentar de verdade, pilar protéico da refeição. Aprendi com especialistas que quem se alimenta com feijão cinco vezes por semana já está cuidando da saúde. Uma fonte de proteínas vegetais, fibras e ferro, ajuda na prevenção e dá energia para o dia a dia.

Produção biológica do feijão

Ainda assim, o mais crucial é pensar como o feijão, o arroz e demais ingredientes são produzidos. Nos últimos anos, uma metamorfose no campo chamou minha atenção. Produtores estão usando cada vez mais produtos biológicos.

Feitos de microrganismos e extratos naturais, esses ajudam a proteger as plantas, fortalecer o solo e enriquecer os grãos em nutrientes. Para o consumidor, isso quer dizer um feijão mais puro, sem resíduos e com qualidade extra.

Gosto de uma comparação bem simplesinha. Nós não tomamos remédios fortes, antibióticos todo dia. No dia a dia, se a gente não está bem, prefere um chazinho, um jeito mais natural, algo levinho. Só no fim mesmo que se recorre a um remédio mais pesado. A ideia é igualzinha no campo. Os biológicos são um tratamento natural para a roça, usados para manter o equilíbrio. Os produtos químicos ficam para os momentos de aperto.

Agora, como se isso não fosse suficiente, o feijão traz uma coisa maravilhosa: tem pouca pegada de carbono. Quer dizer, sua produção manda muito menos gases que prejudicam a natureza do que carne, leite e até outras fontes vegetais de proteína. Isso faz o feijão ser um dos alimentos mais positivos para o planeta.

E quando a gente junta essa pegada de carbono pequena com os biológicos, o feijão fica quase invencível. É tradição, saúde, cuidado com a natureza e sabor, tudo num grão só.

E volto para o Prato Feito. Cada PF servido no Brasil pode ser algo mais que uma refeição ligeira, mas um ato de saúde e um compromisso com o planeta. Quando o feijão desse prato especial é cultivado de forma biológica, transcende a simples função de sustento, transformando-se em um símbolo de esperança para o futuro.

Campos mais equilibrados trazem menos prejuízos, fornecimento garantido e preços mais atrativos. O consumidor talvez não perceba de imediato, mas é essa a base que assegura o grão acessível e presença constante na mesa de milhões.

O feijão é uma lembrança carinhosa, parte da cultura, elemento-chave da identidade nacional. Contudo, com a produção biológica e baixo impacto ambiental, ele também oferece soluções para os desafios atuais.

O Prato Feito não foi oficialmente reconhecido como patrimônio imaterial por órgãos como o Iphan, mas representa a culinária brasileira, um dos principais elementos culturais e de identidade nacional. Diversos pratos e receitas regionais da culinária já alcançaram o status de patrimônio imaterial em suas localidades, como o Virado à Paulista no estado de São Paulo e o bolinho de feijoada no Rio de Janeiro.

Portanto, insisto sempre: consumir feijão cinco vezes por semana é um gesto de cuidado com a saúde. Escolher feijões cultivados com respeito ao meio ambiente é uma forma de zelar pelo planeta. Quando estes dois elementos se unem no Prato Feito brasileiro, vemos a comprovação de que a comida verdadeira está ao nosso dispor, no nosso cotidiano. A comida perfeita já está aqui e ela se chama feijão.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link