sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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Piracanjuba recebe multa de quase R$ 700 mil por induzir consumidor a erro



A Laticínios Bela Vista S.A., dona da marca Piracanjuba, foi multada em Minas Gerais por comercializar “leite em pó integral” e “composto lácteo com maltodextrina” com rótulos semelhantes, prática que pode induzir o consumidor a erro sobre a natureza dos produtos.

O Procon-MPMG, órgão do Ministério Público de Minas Gerais, aplicou multa de R$ 695.377,17 à empresa.

A investigação foi conduzida pela 14ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte, laudo técnico da Fundação Ezequiel Dias (Funed) indicou que, no produto lácteo (composto de leite) a expressão “contém soro de leite” não está posicionada abaixo do nome do produto, como exige a legislação vigente.

De acordo com o órgão, os produtos “leite em pó integral” e “composto lácteo com maltodextrina”, ambos da marca Piracanjuba, apresentam grande semelhança visual, o que pode fazer com que consumidores comprem um produto acreditando ser outro.

Diante das práticas infrativas e da recusa em firmar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e Transação Administrativa (TA), o Procon-MG aplicou a multa ao fornecedor.

Resposta da Piracanjuba

Em sua defesa, a empresa alegou, em nota, falhas no processo administrativo e negou a existência de infração, sob o argumento de que cumpria as determinações do Código de Defesa do Consumidor e normas regulatórias.



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Safra 24/25 de milho se aproxima de 140 milhões de toneladas, estima consultoria


A safra brasileira de milho 2024/25 foi apontada em 138,2 milhões de toneladas pela consultoria Hedgepoint Global Markets. A nova estimativa aumenta a produção do cereal em 3,7 milhões de toneladas em relação à projeção anterior.

De acodo com análise da empresa, o avanço da colheita da segunda safra revelou grandes produtividades médias em diversos dos principais estados produtores do centro-sul do país, o que, somado a uma área maior, levou a um recorde de produção na chamada “safrinha”.

Segundo o coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, Luiz Roque, o clima positivo registrado na maior parte do desenvolvimento das lavouras da segunda safra compensou o risco trazido pelo atraso da semeadura, que iniciou e terminou em um período considerado fora do ideal devido aos atrasos registrados no plantio e na colheita da soja.

“Diante disso, os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás registraram produtividades superiores a 100 sacas por hectare, garantindo uma grande produção”, afirma.

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Roque informa que os trabalhos de colheita dessa supersafra estão na reta final, o que indica que quase toda a produção de milho brasileira da temporada 2024/25 já está disponível no mercado. Até o dia 29 de agosto, 97% das lavouras da segunda safra do Centro-Sul do país estavam colhidas.

Comercialização do milho

Em relação à comercialização, os dados atuais apontam para uma venda mais lenta por parte dos produtores em relação ao mesmo período do ano anterior e à média das últimas cinco safras para este período.

“Esse fato liga um sinal de alerta para a ponta vendedora devido ao grande volume disponível para negociação nos próximos meses. Até o início de agosto, aproximadamente 43% da segunda safra de milho estava comercializada. Em mesmo período do anterior o percentual era 48%, enquanto a média de cinco safras para o período é de 50%”, diz o coordenador.

Segundo Roque, no lado da demanda, o destaque vai para o forte crescimento do consumo de milho para a produção de biocombustível nesta temporada, com novas indústrias entrando em operação.

“A estimativa da Hedgepoint aponta para uma demanda de 23,7 milhões de toneladas de milho destinada à produção de etanol na temporada 2024/25, com aumento importante frente às 17,4 milhões de toneladas da temporada anterior”, afirma.



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Ex-ministra reforça que agricultura é a solução para agenda climática no Brasil



A CNN Brasil realizou na noite da última segunda-feira (8), em São Paulo, a edição especial do CNN Talks – “Potência Verde”, que reuniu lideranças dos setores público e privado para discutir agricultura regenerativa, bioenergia e clima.

O diálogo cobriu temas que estarão em foco na cúpula mundial do clima e teve como objetivo fomentar o debate sobre soluções sustentáveis para o agronegócio.

Produção, preservação e os “novos refugiados”

No painel inicial, Izabella Teixeira reforçou a importância da agricultura tropical como ferramenta de combate às mudanças climáticas.

“A agricultura é a solução para essa agenda, não o problema, como alguns insistem em dizer. O setor agro tem uma grande responsabilidade para a transformação da economia global, tendo a natureza como uma grande aliada […]”.

Ela complementa dizendo que a agricultura tropical do Brasil é um ativo, servindo como exemplo para redução de emissões e ressalta também a importância de superar o obstáculo da conciliação entre produção e preservação no país.

A ex-ministra do Meio Ambiente destacou ainda as expectativas para os avanços que podem ser promovidos a partir da COP30, que acontecerá em novembro, em Belém.

“Essa COP vai expor a necessidade de se olhar para os refugiados climáticos. Na agenda, a questão social também é indispensável. É preciso ter uma sinergia de visões sobre os vários “Brasis” que existem hoje, para entender como as plataformas de ESG podem colaborar com as mudanças, especialmente no aspecto social”, reforçou.

Bons indicadores ofuscados pelo desmatamento

Para João Paulo Capobianco, Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Brasil segue sendo uma “potência verde”, mas que perde visibilidade pela alta reincidência de desmatamento.

“Mesmo que tenhamos reduzido o nível em todos os biomas, incluindo o Cerrado, que muitos consideravam ser impossível, o desmatamento segue elevado, comprometendo a visão do mundo sobre os bons indicadores que temos no cenário internacional […]”.

O secretário também acredita que um dos caminhos é continuar investindo em uma agenda que inclua os produtores rurais, tendo em vista a remuneração para o sequestro de carbono.

Eletrificação de veículos e uso do etanol

Durante discussão focada na transição energética, João Irineu Medeiros, executivo da Stellantis, reforçou que o cenário em que carros elétricos compartilham espaço com veículos movidos a etanol pode ser a melhor alternativa na jornada da descarbonização.

“Precisamos ampliar a visão sobre combustível renovável. Hoje, mais de 30% da frota brasileira roda com etanol, que equivale aos veículos elétricos quando falamos de emissões de carbono”, disse.

Cesar Barros, CEO e presidente do Centro de Tecnologia Canavieira, destacou como a eficiência na produção da cana-de-açúcar pode colaborar e gerar oportunidades neste trabalho.

“A cana pode ser ainda mais explorada do que é hoje, colaborando para a criação de uma cultura produtiva mais resiliente e que tolere as mudanças no clima. É factível multiplicar a produtividade sem aumentar a área cultivada da cana-de-açúcar”, salientou.

Sob supervisão de Victor Faverin



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Dia do Veterinário: a importância do profissional para a produção de alimentos no agro


Pecuaristas, em 9 de setembro, celebramos o Dia do Médico-Veterinário, um profissional imprescindível para o agronegócio e para a sociedade. A atuação do veterinário vai muito além da clínica: ele é o responsável pela inspeção de alimentos, o controle de zoonoses e a preservação do meio ambiente, atuando em mais de 70 áreas de especialização.Assista ao vídeo abaixo e confira a importância deste profissional.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Affonso Lopes Aguiar Júnior, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG), falou sobre o orgulho de ser veterinário e a importância da profissão para o presente e o futuro do agro.

Uma profissão versátil e em crescimento

Foto: Wenderson Araujo/CNA

Affonso Lopes, com 41 anos de profissão, destaca a evolução da medicina veterinária no Brasil. Com mais de 600 cursos no país e mais de 180 mil profissionais atuantes, o mercado de trabalho é amplo. A profissão, que atua em mais de 70 áreas, se destaca por sua versatilidade:

  • Produção animal: A “cereja do bolo” da profissão, responsável pela produção de alimentos, sanidade e qualidade da carne, leite e derivados.
  • Bem-estar animal: Os veterinários são responsáveis por cuidar, produzir e trazer bem-estar aos animais, uma demanda crescente da sociedade e do mercado consumidor.
  • Meio ambiente: O veterinário também pode atuar em projetos ambientais, contribuindo para a sustentabilidade da produção e a preservação de biomas.
  • Saúde única: São os únicos profissionais capazes de diagnosticar e entender doenças zoonóticas (transmissíveis de animais para humanos), atuando na proteção da saúde pública.

O veterinário e o zootecnista, com sua visão empresarial e de produção, se complementam. O CRMV-MG, por exemplo, busca fortalecer a sinergia entre as duas profissões, com zootecnistas na diretoria.

O trabalho do CRMV-MG e a valorização do profissional

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Foto: Pixabay

O CRMV-MG tem trabalhado para valorizar o profissional e proteger a sociedade.

O conselho, um dos maiores do Brasil, tem uma atuação descentralizada, com programas como o Conexão para Todos, que leva a assistência aos 853 municípios do estado de Minas Gerais. O conselho também utiliza a tecnologia, com todos os serviços informatizados.

Affonso Lopes destaca que o evento “Conexão”, que o conselho realizou, foi um divisor de águas, mostrando que o médico-veterinário tem uma visão de valorização, e que pode melhorar sua imagem, comunicação e faturamento com um trabalho mais estratégico.

Ética, ciência e compromisso: o futuro da profissão

Foto: Divulgação/CRMV-MG

O slogan do CRMV-MG, “Cuidar dos animais é muito mais que amar. É ciência e compromisso”, resume os pilares da profissão. A ética, a capacitação e a representatividade no legislativo são os caminhos para o crescimento da medicina veterinária.

O profissional veterinário, que atua em exposições agropecuárias, na inspeção de alimentos e na saúde única, é uma peça fundamental para o sucesso do agro.

O Brasil, que é uma potência na produção de alimentos, não pode ter produção ou criação sem o trabalho de vocês, e é crucial que o mundo reconheça a importância e o respeito que o produtor rural tem com o bem-estar e a sanidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece oferta de pastagens


De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (4), os campos nativos e as pastagens perenes de verão tiveram maior oferta e qualidade, impulsionados por radiação solar, temperaturas elevadas e umidade adequada. “As condições permitiram maior carga de pastelaria e melhor eficiência”, destacou a publicação.

Nos campos melhorados com azevém, o manejo elevou a qualidade da forragem, permitindo loteações mais intensas. Já as demais espécies perenes de verão ainda não são aptas ao pastel. Em áreas baixas, o excesso de chuva manteve o solo encharcado. As pastagens de aveia, em fase avançada de ciclo e formação de sementes, não adquiriram mais ganho de peso animal. Nas áreas de integração laboral-pecuária, a oferta de forragem completa, e os produtores planejam liberar o solo para formação de palha. Também foram registrados plantios de milho para silagem e de pastagens anuais de verão, aproveitando a boa umidade do solo.

Na região administrativa de Bagé, o azevém apresentou boa qualidade e oferta de folhas, apoiando maior loteação. As espécies perenes, como tifton, panicuns, braquiárias e capim-elefante, reiniciaram o rebrote, ainda sem condições para pastejo. Em São Borja, iniciou-se o preparo do solo para implantação das pastagens anuais de verão, enquanto em São Gabriel os produtores buscam sementes de capim-sudão para garantir a implantação antecipada.

Em Erechim, as temperaturas elevadas, maior luminosidade e redução da umidade favoreceram o desenvolvimento das pastagens de inverno e o rebrote das de verão. O azevém de ciclo mais tardio contribuiu para maior oferta de matéria verde. Em Frederico Westphalen, as condições climáticas mantiveram a qualidade das forrageiras e prolongaram o tempo de pastejo.

Na região de Ijuí, as forrageiras anuais de inverno alcançaram o pico vegetativo, elevando a disponibilidade de massa verde. O azevém avançou em qualidade, e o trigo pastoreio apresentou bom desempenho. Em Passo Fundo, o azevém manteve boa qualidade, enquanto a aveia apresentou redução no crescimento, mas ainda permite pastejo.

Em Pelotas e Pinheiro Machado, as condições de luminosidade e temperatura favoreceram o rebrote das pastagens nativas e cultivadas, embora o déficit hídrico anterior às chuvas tenha limitado a recuperação em algumas áreas. Já em Santa Maria, a maior incidência de sol promoveu crescimento vigoroso e acúmulo de biomassa, apesar de problemas de pisoteio em baixadas encharcadas.

Em Santa Rosa, a oferta de pastagem foi garantida de forma satisfatória em quantidade e qualidade, especialmente nas áreas de aveia, azevém e campo nativo. Na região de Soledade, o azevém manteve desempenho adequado, enquanto espécies perenes como tiftons e Kurumi iniciaram rebrote em resposta ao aumento das temperaturas e da radiação solar.





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Micro e pequenas empresas de SP poderão vender produtos no Uruguai e na Argentina



Micro e pequenas empresas de todo o estado de São Paulo, que atuam nos setores de alimentos e bebidas e máquinas e equipamentos e queiram comercializar seus produtos no Uruguai e na Argentina, já podem se inscrever para participar da 2º Missão São Paulo Exporta, que acontece entre 24 e 28 de novembro. O prazo de inscrições termina no dia 19 de setembro.

A missão é uma ação conjunta entre a InvestSP, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Sebrae-SP. O objetivo da iniciativa é ampliar as exportações e criar oportunidades de negócios para empresas paulistas no exterior.

Só no ano passado, o estado vendeu para Uruguai e Argentina mais de US$ 7 bilhões em mercadorias. Para incentivar novos negócios com os dois países, a missão contará com:

  • Rodadas de negócios com possíveis clientes e parceiros;
  • Seminário para que os empreendedores possam conhecer melhor os mercados uruguaio e argentino;
  • Visitas técnicas para entender as características de cada país e suporte para que as empresas consigam apresentar seus produtos em espanhol.

A diretoria de Relações Internacionais e Comércio Exterior da InvestSP, Julia Saluh, destaca que São Paulo é referência na indústria e no agronegócio, o que faz com que as empresas paulistas sejam competitivas em qualquer mercado.

“Queremos usar o conhecimento da nossa equipe técnica e a experiência das quase 100 missões realizadas nos últimos três anos para preparar o pequeno negócio, abrir portas e promover a geração de negócios, emprego e renda no estado”, afirma.

A InvestSP também conta com um programa gratuito de capacitação para exportação, o Exporta SP, que já formou mais de mil empresas de micro, pequeno e médio porte, produtores rurais e startups, para que acessem o mercado externo.

Julia destaca que a agência ainda mantém uma rede de escritórios internacionais, com unidades na América do Norte, na Europa, na Ásia e no Oriente Médio, que dão suporte aos empreendedores paulistas que atuam ou pretendem atuar nesses mercados.

Para saber mais sobre regulamento, critérios de seleção e investimento, clique aqui. Já para se inscrever na missão, basta acessar este link.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo inicia semana em queda



Consumo aumenta, mas atacado reage pouco



Foto: Pixabay

O mercado do boi gordo iniciou a semana em queda no Estado de São Paulo. Com a oferta elevada e escalas de abate alongadas em parte das indústrias frigoríficas, os preços do boi gordo e do chamado “boi China” recuaram R$ 3,00 por arroba. “Apesar de uma melhora no escoamento de carne, o movimento ainda não foi suficiente para sustentar o mercado”, informou o levantamento. As escalas de abate, em média, atenderam a 13 dias.

Na região Sudeste de Rondônia, a oferta mais restrita não alterou as cotações, que permaneceram estáveis, com escalas de abate estimadas em nove dias. Situação semelhante foi observada no Acre, onde também não houve variação diária nos preços.

No mercado atacadista de carne com osso, o consumo ganhou impulso no fim da semana passada, reflexo do recebimento de salários pela população. O movimento elevou a demanda por reposição de estoques, mas as cotações registraram pouca reação. A carcaça casada do boi capão foi a exceção, com alta de 0,7%, ou R$ 0,15 por quilo. Para as demais categorias, não houve alterações.

Entre as carnes alternativas, o frango médio apresentou avanço expressivo de 9,4%, o equivalente a R$ 0,60 por quilo, após um período de estabilidade. Já o suíno especial manteve preços inalterados.





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Federação pede medidas políticas e legais contra arroz importado



A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) protocolou pedido à presidência da República de adoção de medidas políticas e legais para garantir proteção à produção nacional de arroz.

A solicitação foi encaminhada pelo presidente da entidade, Denis Dias Nunes, e busca resguardar a orizicultura diante do que a entidade chama de concorrência desleal com o cereal importado, considerada predatória para o setor.

Segundo a Federarroz, o cenário atual gera sérias dificuldades econômicas e financeiras, especialmente para os produtores gaúchos.

“Nossos agricultores enfrentam absoluta impossibilidade de competir com o produto estrangeiro, o que ameaça a continuidade da atividade e a própria segurança alimentar do país”, destacou o comunicado.

A Federação argumenta que a manutenção desse quadro pode resultar na redução da safra brasileira de arroz, elevando o preço do alimento e impactando diretamente as famílias de menor renda.

Entre as medidas solicitadas estão a aplicação de instrumentos de salvaguarda e a investigação de práticas de dumping social e ambiental.

A nota finaliza advertindo que, a médio prazo, essa situação culminará no aumento de preços ao consumidor, com impacto direto na renda e na subsistência das camadas mais vulneráveis da população.



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Em evento no Brasil, FAO discute novas estratégias de combate à gripe aviária



Autoridades, especialistas e representantes do setor privado discutem, a partir desta terça-feira (9), em Foz do Iguaçu, no Paraná, as melhores estratégias para prevenir e combater a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), nome oficial da gripe aviária. Dados da Organização Mundial de Saúde Animal apontam que quase 2,5 mil surtos foram registrados nas Américas, desde 2022, sendo 185 no Brasil.

Em maio deste ano, foi registrado o primeiro foco da doença em granja comercial do país, obrigando o abate de 17 mil aves, em Montenegro, no Rio Grande do Sul. Mas em menos de um mês, o foco foi debelado e o Brasil recuperou o status de país livre da doença. O episódio mostra, no entanto, os impactos sanitários e econômicos da gripe aviária, que é altamente infecciosa entre aves e pode contaminar outras espécies. Os casos em humanos são raros, mas o risco de morte é alto.

O evento, organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), vai lançar a nova Estratégia Global 2024–2033 para a Prevenção e o Controle da IAAP, desenvolvida por grupos de trabalho do organismo internacional, em parceria com a Organização Mundial da Saúde Animal. O objetivo é apoiar a elaboração e implementação de planos de ação nacionais e regionais, e reduzir os riscos de que a doença ultrapasse fronteiras e se torne uma pandemia global.

De acordo com o representante da FAO no Brasil, Jorge Meza, um dos pontos essenciais para que esses planos sejam bem sucedidos é a comunicação.

“O aspecto principal de um sistema de segurança e defesa é garantir que todos tenham um nível adequado de informação e capacitação para atuar. Tanto o grande produtor quanto o pequeno precisam estar informados, capacitados e preparados para agir adequadamente diante de uma situação”, defende.

Meza enfatiza que os planos de combate à doença precisam considerar as diversas realidades do país, “não apenas as de grande escala comercial, mas também diferentes formas de produzir carne de aves”.

“Seja, por exemplo, com aves confinadas ou com aves mais livres no pasto, em média e pequena escala”, avalia.

O representante da FAO no Brasil adianta que o evento também vai relembrar que o respeito às boas práticas de produção é essencial para a prevenção e o controle de surtos. E, para que todos os produtores sejam capacitados, é preciso antes que eles sejam cadastrados pelas autoridades afins.

“Todo produtor deve estar, de alguma forma, registrado, seja de pequena, média ou grande escala, e contar com uma plataforma onde possa se identificar como produtor e receber informações sobre o que implica produzir aves com inocuidade, quais são as consequências e de que maneira deve reagir frente a uma situação de risco”, acrescenta Jorge Meza.



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