quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Clima ajuda colheita do algodão, mas bicudo preocupa



A colheita do algodão se aproxima da reta final, com 86,7% das áreas da safra 2024/2025 que cultivam a pluma colhidas. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Mato Grosso do Sul e em estados do Matopiba, como Maranhão e Piauí, os trabalhos já foram encerrados. Agora, as atenções se voltam para o controle de pragas e doenças.

Entre os maiores desafios do produtor está o bicudo-do-algodoeiro, uma praga que pode causar perdas de até 70% se não for controlada. Outro risco, que pode servir inclusive de alimento para o bicudo, é a tiguera. O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, alerta: “O produtor tem que destruir as soqueiras e manter o monitoramento constante, porque o bicudo não dá trégua nesta reta final”.

Segundo Müller, além do bicudo, o tempo quente e seco exige mais cuidado com a aplicação de defensivos. Ele explica que, com a baixa umidade, as plantas não abrem os estômatos e não absorvem os produtos. Por isso, o ideal é aplicar no fim da tarde ou nas primeiras horas da manhã, quando a umidade relativa do ar é maior, para evitar desperdício e garantir eficiência no manejo.

E como fica o clima nas áreas produtoras?

A perspectiva é que o clima colabore para a finalização da colheita em estados importantes para a produção no Brasil. Na Bahia, o meteorologista ressalta que o tempo segue quente e seco, cenário que permitirá que os produtores terminem os trabalhos com tranquilidade. Em Mato Grosso, apesar da previsão de chuvas pontuais nesta semana, a retirada da pluma em campo deve seguir sem prejuízos. 

Para Goiás e Minas Gerais, a situação é semelhante, o que deve favorecer a qualidade do algodão, mesmo em áreas irrigadas. Porém, o alerta nestas áreas fica por conta do risco de incêndios diante da baixa umidade. “É fundamental que as colheitadeiras estejam equipadas com extintores, já que, depois de enfardado, qualquer foco de fogo pode destruir completamente os rolos de algodão”, diz Müller.

Cenário positivo, mas com atenção redobrada

A poucos dias da primavera, que inicia em 22 de setembro, o cenário é de muito calor e baixa umidade, o que mantém o alerta para focos de incêndio. Para o longo prazo, a previsão indica mais umidade. De forma geral, o meteorologista afirma que a expectativa para o clima nos principais estados produtores é positiva. 

Entretanto, o produtor deve ter atenção redobrada com problemas fitossanitários. “O algodão não tolera excesso de umidade, porque isso favorece o surgimento de doenças fúngicas”, reforça.



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Pecuária leiteira: a ensilagem do milho e os cuidados com a matéria seca


Pecuaristas, a ensilagem do milho é uma das estratégias mais importantes para garantir alimento de qualidade para o gado. No entanto, o clima pode atrapalhar a colheita, e a dúvida de qual o ponto ideal de matéria seca para a ensilagem é muito comum. Varlei Reis, de Mata de São João, na estado da Bahia, está com medo de perder sua lavoura de milho para a chuva e quer saber se é possível fazer silagem de milho com 52% de matéria seca para o seu gado leiteiro. Assista ao vídeo abaixo e saiba mais.

Nesta sexta-feira (12), o zootecnista Edson Poppi, especialista na área de silagem e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que, embora seja uma silagem de risco, é possível, sim, conservá-la, mas exige cuidados especiais.

Compactação de silagem de milho. Foto: Reprodução
Compactação de silagem de milho. Foto: Reprodução

Edson Poppi é direto: uma silagem com 52% de matéria seca é uma silagem de risco. O ideal para a ensilagem é que o material tenha um teor de matéria seca entre 30% e 35%.

Um teor acima disso pode comprometer a fermentação e a qualidade da silagem, o que pode resultar em perdas de nutrientes e no surgimento de fungos e leveduras indesejáveis.

Para ensilar o milho com 52% de matéria seca, o especialista aconselha os seguintes cuidados:

  • Camadas finas: Espalhe o material em camadas muito finas no silo.
  • Umedecimento: Molhe o material abundantemente, sem “dó de água”, para garantir a compactação ideal para a fermentação.
  • Inoculantes: Use inoculantes com Lactobacillus buchneri e Lactobacillus hilgardii, que garantem uma estabilidade aeróbica e uma fermentação razoável.

A importância do inoculante para a fermentação

O uso de inoculantes é fundamental para a silagem com alta matéria seca.

Os inoculantes com as bactérias corretas garantem uma boa fermentação e uma estabilidade aeróbica muito grande durante o consumo, evitando o crescimento de fungos e leveduras que poderiam comprometer a qualidade da silagem, a saúde do gado e o seu lucro.

Edson Poppi reforça que, embora seja uma silagem de risco, é possível conservá-la.

No entanto, o pecuarista deve estar ciente de que o material com alta matéria seca exige um manejo mais cuidadoso para garantir a fermentação e a qualidade da silagem.



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Morre Clarice Chwartzmann, expoente feminino no mundo do churrasco



Morreu na noite de sábado (13) Clarice Chwartzmann, referência nacional no mundo do churrasco e pioneira no empoderamento feminino na cozinha do fogo. Gaúcha de Passo Fundo, Clarice, aos 60 anos, faleceu em São Paulo, em decorrência de insuficiência cardíaca.

Formada em Publicidade pela Famecos PUCRS, Clarice se descobriu apaixonada pelas brasas ainda na infância, ajudando o pai na lida com o fogo, o que se tornou um caminho de vida. Ela fundou o projeto A Churrasqueira, que por mais de dez anos ensinou mulheres em todo o Brasil a assumir protagonismo junto ao espeto , não apenas tecnicamente, mas também culturalmente, como expressão de identidade, afeto e tradição. No início de 2025, lançou o livro Do zero à magia da brasa: o guia essencial do churrasco, reunindo técnicas, dicas práticas e reflexões sobre a relação com o fogo.

Além de sua trajetória nos cursos, oficinas e no livro, Clarice marcou presença também em programas de televisão, como É de Casa (TV Globo) e Cozinheiros em Ação (GNT), bem como atuou como jurada, palestrante, consultora de eventos e participou do projeto Porto Alegre – Capital Mundial do Churrasco.

Programas no Canal Rural

Clarice também teve colaborações importantes no Canal Rural, contribuindo com conteúdos que valorizavam tanto a tradição quanto a inovação no universo da gastronomia ligada ao fogo. Um deles foi o Pegando Fogo, programa que investigava tradições, pessoas e memórias afetivas ligadas ao fogo, com ênfase na culinária gaúcha, especialmente o churrasco. E o De Bem Com a Comida, programa focado na valorização dos ingredientes, na conexão entre o campo e a cidade, explorando a cadeia produtiva e aspectos de segurança alimentar. Além e outras participações em projetos do Canal Rural



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Lula diz que não há espaço para negociação com Trump sobre tarifas e rejeita…


Logotipo Reuters

 

Por Lisandra Paraguassu e Brad Haynes

BRASÍLIA (Reuters) – Com as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros subindo para 50% nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro em uma entrevista à Reuters que não vê espaço para negociações diretas com o presidente dos EUA, Donald Trump.

O Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas, disse, e não vai desistir das negociações comerciais, mesmo admitindo que não há, no momento, interlocução. O vice-presidente Geraldo Alckmin está tentando negociar, disse Lula, assim como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. “O que nós não estamos encontrando é interlocução”, afirmou.

No entanto, ele mesmo não tem pressa e, por enquanto nem mesmo intenção de ligar para Trump.

“Pode ter certeza de uma coisa: o dia que a minha intuição me disser que o Trump está disposto a conversar, eu não terei dúvida de ligar para ele. Mas hoje a minha intuição diz que ele não quer conversar. E eu não vou me humilhar”, disse.

Apesar das exportações brasileiras enfrentarem uma das maiores tarifas impostas por Trump, as novas barreiras comerciais dos EUA não deverão causar prejuízos tão drástico à maior economia da América Latina, o que garante ao presidente brasileiro mais fôlego para marcar uma posição mais dura contra o presidente norte-americano do que a maioria dos líderes ocidentais.

“Se os Estados Unidos não querem comprar, nós vamos procurar outro para vender; se a China não quiser comprar, nós vamos procurar outro para vender. Se qualquer país que não quiser comprar, a gente não vai ficar chorando que não quer comprar, nós vamos procurar outros”, disse, lembrando o quanto o comércio internacional do Brasil cresceu nas últimas décadas.

Hoje, o comércio com os Estados Unidos representa apenas 12% da balança comercial brasileira, contra quase 30% da China.

Lula descreveu as relações entre os EUA e o Brasil como no ponto mais baixo em 200 anos, depois que Trump vinculou a nova tarifa à sua exigência de fim do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado por tentativa de golpe para permanecer no poder após a derrota na eleição de 2022.

Mas o Supremo Tribunal Federal (STF), que está julgando o caso contra Bolsonaro, “não se importa com o que Trump diz e nem deveria”, disse Lula, acrescentando que Bolsonaro deveria enfrentar outro julgamento por provocar a intervenção de Trump, chamando o ex-presidente de “traidor da pátria”.

“Essas atitudes antipolíticas, anticivilizatórias, é que colocam problemas numa relação, que antes não existia. Nós já tínhamos perdoado a intromissão dos Estados Unidos no golpe de 1964”, disse. “Mas essa não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras para um país soberano como o Brasil. É inadmissível.”

Ao admitir que as negociações estão difíceis, o presidente disse que o foco de seu governo agora é nas medidas compensatórias para amortecer o impacto econômico das tarifas dos EUA, mantendo ao mesmo tempo a responsabilidade fiscal.

“Nós temos que criar condições de ajudar essas empresas. Nós temos a obrigação de cuidar da manutenção dos empregos das pessoas que trabalham nessas empresas. Nós temos a obrigação de ajudar essas empresas a procurar novos mercados para os produtos delas. E nós temos a preocupação de convencer os empresários americanos a brigarem com o Presidente Trump para que possam flexibilizar”, afirmou, sem dar detalhes das medidas que serão anunciadas ainda esta semana.

Ele também disse que planeja telefonar para líderes do grupo Brics de países em desenvolvimento, começando pela Índia e pela China, para discutir a possibilidade de uma resposta conjunta às tarifas dos EUA.

Lula também descreveu planos para criar uma nova política nacional para os recursos minerais estratégicos do Brasil, tratando-os como uma questão de “soberania nacional” para romper com um histórico de exportações de minerais que agregavam pouco valor ao Brasil.





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Super safra brasileira atinge 350 milhões de toneladas e expõe dilemas da economia


O Brasil alcançou um marco histórico na safra 2024/25: a produção de grãos atingiu 350,2 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 16,3% em relação ao ciclo anterior e consolida o país como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O avanço se deu pela combinação de área cultivada maior, de 79,9 para 81,7 milhões de hectares, e produtividade elevada, favorecida por condições climáticas mais estáveis. A soja lidera a produção, com 171,5 milhões de toneladas e produtividade média de 3.621 kg/ha. Já o milho, somadas as três safras, mantém rendimento de 6.391 kg/ha. Algodão e arroz também apresentam desempenho positivo.

O aumento da oferta ajuda a reduzir a pressão inflacionária doméstica, beneficiando o consumidor. Para os produtores, porém, o cenário é mais desafiador: a abundância pode deprimir preços, afetando sobretudo agricultores de menor escala ou com custos elevados.

Outro obstáculo está na logística: transporte caro, gargalos em portos e insuficiência de silos limitam a competitividade. Nesse contexto, cresce a urgência por políticas de armazenagem, escoamento eficiente e seguro rural.

A entrada de grandes volumes brasileiros ocorre em um ambiente externo adverso. A economia global dá sinais de desaceleração, enquanto os Estados Unidos enfrentam inflação persistente e juros altos. Isso reduz o consumo mundial e pode valorizar o dólar, encarecendo crédito e transporte marítimo.

Nesse cenário, os preços das commodities agrícolas tendem a ficar sob pressão, o que coloca em xeque as margens de exportação, mesmo com volumes recordes.

Cenários possíveis

1. Oferta alta + demanda global estável

  • Preços internos: queda moderada ou estabilidade
  • Exportações: bons volumes, sustentando divisas
  • Produtor rural: os mais eficientes ganham competitividade
  • Consumidor: alimentos mais baratos, alívio na inflação

2. Oferta alta + demanda global fraca

  • Preços internos: forte pressão de baixa
  • Exportações: preços reduzidos, margens comprimidas
  • Produtor rural: risco de endividamento, dificuldade para pequenos e médios
  • Consumidor: preços baixos no curto prazo, mas risco de retração produtiva no futuro

3. Custos de produção elevados + excesso de oferta

  • Preços internos: margens muito comprimidas
  • Exportações: competitividade menor diante de rivais globais
  • Produtor rural: vulnerabilidade acentuada para quem depende de insumos importados
  • Consumidor: possível instabilidade de oferta no médio prazo

A safra recorde reafirma o papel do agro como motor da economia brasileira, garantindo divisas e sustentando o PIB. Contudo, ela também expõe fragilidades: excesso de oferta pode levar à queda de preços, ampliar o endividamento e reduzir o entusiasmo produtivo em ciclos futuros.

O Brasil precisa transformar o volume em valor agregado, investindo em logística, industrialização e diversificação de mercados. Só assim a abundância de hoje poderá se traduzir em prosperidade sustentável para produtores e para o país, mesmo em meio a uma economia mundial instável e volátil.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Apesar da alta nos preços, consumo de carne bovina cresce no Brasil



Mesmo com alta de 17,6% no preço médio, o consumo de carne bovina no Brasil segue em alta. De acordo com levantamento da Worldpanel by Numerator, o consumo da proteína cresceu 8,8% no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado, alcançando 93,1% dos lares, um avanço de 5,1 pontos percentuais.

A pesquisa mostra que os bovinos permanecem como a principal proteína no prato do consumidor, presentes em 28,7% das ocasiões de consumo. A categoria representa cerca de um terço de todo o gasto com proteínas e gera impacto positivo na cesta de compras: quando presente, eleva em média 8,9 pontos percentuais o valor total desembolsado.

Cortes mais consumidos

Os consumidores têm priorizado cortes premium , como o bife (34,8% em volume), e opções mais acessíveis , como a carne moída (15,6%). Entre os cortes que mais movimentam a categoria, aparecem ainda acém (6,1%) e alcatra (1,7%).

A escolha do corte varia conforme o período do mês. No início, ganham espaço cubinhos e peça inteira sem marca; no meio, desponta a carne moída com marca; e no fim, prevalecem os cortes sem marca (exceto moída), evidenciando o esforço do consumidor em manter o consumo de bovinos mesmo com orçamento mais apertado”, explica Felipe Feniar, gerente de contas da Worldpanel by Numerator.

Perfil de consumo

Nos lares da classe AB, frango, suínos e linguiças têm ganhado espaço no início do mês, mas o grupo ainda responde por 28,9% do volume total de bovinos consumidos. O levantamento também mostra que “saciar a fome” se consolida como principal motivador na escolha das proteínas, sinalizando uma mudança no papel funcional das refeições.

Metodologia

Os dados da Worldpanel by Numerator se baseiam no monitoramento contínuo de 11.300 domicílios, cobrindo 82% da população urbana e 90% do potencial de consumo do Brasil. O estudo engloba sete regiões: Norte + Nordeste, Centro-Oeste, Leste + Interior do Rio de Janeiro, Grande Rio, Grande São Paulo, Interior de São Paulo e Sul.



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Produtor do ES conquista mercado ao transformar caroço de açaí em bebida


Clayton Nascimento é produtor rural no Espírito Santo (ES) e encontrou no fruto amazônico a inspiração para inovar. A princípio, sua meta era apenas garantir a própria alimentação: “o plano era produzir açaí para eu comer o ano todo.”

Entretanto, a pandemia mudou seus planos e abriu caminho para o empreendedorismo. Incentivado pela esposa, começou a vender polpas de açaí em feiras livres e, em seguida, descobriu um novo produto capaz de mudar seu negócio.

“Um cliente que comprava polpa de açaí na minha mão, me falou que o caroço torrado era bom para a saúde, especialmente para diabéticos.”

Assim, Clayton decidiu testar a produção e chegou ao que chama de ‘Café de Açaí’. Além de atender o cliente, passou a levar o produto também para as feiras. Inicialmente vendia em embalagens simples e transparentes.

“As pessoas passaram a ter curiosidade e eu fui aperfeiçoando.” Com o tempo, o produto ganhou visibilidade, conquistou consumidores fiéis e, atualmente, alcança diferentes regiões do Brasil.

Além do ‘Café de Açaí’, vendido a R$ 20 o pacote de 250g (ou R$ 12 no atacado), o agricultor familiar passou a oferecer outros produtos como muda de açaí – para quem deseja cultivar o fruto -, e a polpa, que sai a R$ 30 o quilo.

Segundo o produtor, a polpa de açaí é consistente e de alta qualidade. Ele costuma dizer: “se alguém encontrar melhor, eu entrego a minha polpa de graça.”

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Fique por dentro 

O ‘Café de Açaí’ é produzido a partir do caroço do fruto, que passa por um processo de torrefação e é transformado em um pó semelhante ao café tradicional torrado e moído.

O preparo é bastante simples: basta colocar cerca de quatro colheres de sopa do pó em um coador, adicionar água quente ou gelada e adoçar a gosto. “O ‘Café de Açaí’ alia sabor, saúde e fortalece a nossa agricultura familiar”, finaliza Nascimento.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho mantém preços estáveis e avança no plantio da safra de verão


O mercado do milho no Brasil encerrou a segunda semana de setembro com preços relativamente estáveis, apesar do viés de alta que começa a se consolidar nas negociações internas. No Rio Grande do Sul, a média semanal ficou em R$ 62,50 a saca, enquanto em estados como Mato Grosso e Goiás os preços variaram entre R$ 46,00 e R$ 54,00. Já em São Paulo, Campinas e Itapetininga registraram patamares mais elevados, próximos a R$ 65,00 a saca 

De acordo com a Conab, a colheita da safrinha já alcança 98,3% da área total, enquanto o plantio da nova safra de verão avança rapidamente. No Sul, o destaque é o Rio Grande do Sul, onde 39% da área já havia sido semeada até o início de setembro. O Paraná atingiu 24%, com predominância de lavouras em germinação, e Santa Catarina iniciou os trabalhos pelo Oeste do estado 

A comercialização também segue em ritmo distinto entre regiões. No Mato Grosso, a safra 2024/25 já havia atingido 68,3% de vendas até agosto, abaixo da média histórica de 77,6%. Para o ciclo 2025/26, a antecipação chegou a 15,5%, desempenho melhor que o registrado no ano anterior, mas ainda inferior à média de 22,7% 

Os embarques brasileiros ganharam ritmo em agosto, após meses de desempenho tímido. Segundo o Cepea, o volume exportado somou 6,84 milhões de toneladas no mês, 13% acima de agosto de 2024. Além disso, o ritmo diário de embarques ficou 18% superior ao observado no ano anterior, reforçando expectativas de melhora no fluxo externo até o final de 2025 

No cenário internacional, as cotações em Chicago permanecem próximas a US$ 4,00/bushel, sem grandes oscilações. Os Estados Unidos, principais concorrentes do Brasil, já iniciaram a colheita, com 4% da área colhida até 7 de setembro e 68% das lavouras em boas ou excelentes condições 

Para a safra nacional 2024/25, a produção final continua projetada entre 137 e 150 milhões de toneladas, de acordo com estimativas da Conab e de consultorias privadas. O desafio agora está na sustentação dos preços, uma vez que a demanda interna ainda segue retraída, com consumidores apostando em maior oferta nos próximos meses 


 





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AgroNewsPolítica & Agro

Milho mantém preço e exportações avançam nos EUA



Cotações do milho seguem estáveis em Chicago



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 5 a 11 de setembro e publicada nesta quinta-feira (11), “as cotações do milho em Chicago continuaram girando ao redor de US$ 4,00/bushel para o primeiro mês cotado”. O levantamento destaca que “o fechamento desta quinta-feira (11) ficou em US$ 3,99/bushel, o mesmo valor de uma semana antes”.

De acordo com a Ceema, “a colheita do milho nos EUA chegou a 4% da área no dia 07/09, contra a média histórica de 3%”. Ao mesmo tempo, “68% das lavouras estavam entre boas a excelentes condições”.

Ainda segundo o boletim, “os embarques estadunidenses de milho, na semana encerrada em 4 de setembro, chegaram a 1,4 milhão de toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado”. No atual ano comercial 2025/26, iniciado em 1º de setembro, “as exportações do cereal estão 35% mais elevadas do que um ano antes”.

No Paraguai, “para 2026, espera-se uma safrinha de milho ao redor de 4,85 milhões de toneladas”.





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AgroNewsPolítica & Agro

agosto registra menor volume exportado em cinco anos



Mato Grosso lidera, mas embarques recuam



Foto: Divulgação

As exportações da safra 2024/25 de algodão tiveram início em agosto com desempenho abaixo do esperado. Segundo dados divulgados pelo Imea, Mato Grosso embarcou 40,39 mil toneladas no período, o que representou 52,14% do total nacional. O volume, no entanto, foi 36,78% menor em comparação ao mesmo mês do ciclo anterior.

Mato Grosso lidera, mas embarques recuam

Mesmo com retração, Mato Grosso manteve protagonismo. O estado concentrou mais da metade das exportações, mas o desempenho refletiu um movimento geral de queda. Considerando os últimos cinco anos, agosto de 2025 registrou o menor volume do período, ficando 14,18% abaixo da média histórica.

Os principais compradores da safra 23/24 seguiram relevantes neste início do novo ciclo. Vietnã, Paquistão e Bangladesh absorveram 13,65%, 22,92% e 18,40% das exportações em agosto, respectivamente, consolidando-se como mercados estratégicos para o grão mato-grossense.

Apesar do arranque enfraquecido, a expectativa do setor é positiva. A projeção do Imea é que a safra 24/25 registre novo recorde de exportações, sustentada pela competitividade do grão brasileiro e pela manutenção da demanda asiática.

Para produtores e tradings, o cenário exige atenção redobrada à logística e às variações cambiais. Se confirmado o ritmo de aceleração nas próximas janelas de embarque, o Brasil deve reforçar sua posição como principal fornecedor global, ampliando receitas para o agronegócio e fortalecendo a balança comercial.





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