quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa em 40 anos, aponta MapBiomas



A Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024 — o equivalente a 13% de sua cobertura original. Os dados são do MapBiomas e foram obtidos a partir da análise de imagens de satélite.

A maior parte da supressão ocorreu em formações florestais, que encolheram 49,1 milhões de hectares ao longo de quatro décadas. No ano passado, a vegetação nativa cobria 381,3 milhões de hectares do bioma, enquanto 15,3% da área já estava ocupada por atividades humanas.

Ponto de não retorno

Segundo Bruno Ferreira, do MapBiomas, a perda de floresta coloca a Amazônia próxima da faixa de 20% a 25% de desmatamento, limite que a ciência considera como o “ponto de não retorno” — quando a floresta não consegue mais se sustentar.

“Já podemos perceber alguns impactos dessa perda, como a redução das áreas úmidas, que mostram sinais de maior secura”, afirma. Entre 1985 e 2024, a superfície de água, florestas e campos alagáveis, mangues e apicuns perdeu 2,6 milhões de hectares. Oito dos dez anos mais secos da série histórica ocorreram na última década.

Expansão de pastagens e lavouras

A antropização da Amazônia é recente e acelerada: 83% da área ocupada por atividades humanas foi convertida entre 1985 e 2024. Nesse período, a expansão de pastagens foi a mais expressiva em termos de área: aumento de 43,8 milhões de hectares (alta de 355%).

A agricultura também cresceu de forma acelerada, saltando de 180 mil hectares em 1985 para 7,9 milhões em 2024, avanço de 44 vezes. Três em cada quatro hectares convertidos para lavouras são ocupados por soja, que atingiu 5,9 milhões de hectares no bioma no ano passado.

A mineração também ganhou força, passando de 26 mil hectares em 1985 para 444 mil em 2024. Já a silvicultura teve a maior expansão proporcional: de 3,2 mil hectares para 352 mil hectares no mesmo período, aumento de mais de 110 vezes.

Rondônia lidera perda relativa

Rondônia se destaca como o estado com maior proporção de conversão da vegetação nativa em pastagens. Elas passaram de 7% do território em 1985 para 37% em 2024. Hoje, o estado é o que menos preserva a vegetação nativa na Amazônia (60%), seguido por Mato Grosso (62%), Tocantins (65%) e Maranhão (67%).

A região conhecida como Amacro (Acre, Amazonas e Rondônia) responde por 14% da perda líquida de vegetação da Amazônia nos últimos 40 anos.

Vegetação secundária em recuperação

Em 2024, cerca de 2% da Amazônia era composta por vegetação secundária, áreas já desmatadas que estão em processo de regeneração. Elas somavam 6,9 milhões de hectares.
Apesar disso, o desmatamento segue concentrado em áreas de vegetação primária: no ano passado, 88% da supressão ocorreu nesse tipo de floresta, contra 12% em áreas secundárias.



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Demanda por biodiesel impulsiona participação histórica do óleo de soja na margem da indústria



O óleo de soja atingiu, na semana passada, uma participação inédita na margem de lucro da indústria de esmagamento, praticamente empatando com o farelo, produto que tradicionalmente lidera a composição das receitas do setor.

Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), no dia 11 de setembro, o farelo respondeu por 51% da margem de lucro da indústria, enquanto o óleo alcançou 49%. Para comparação, em 2024, a média de participação era de 62,2% para o farelo e de 37,8% para o óleo, considerando preços da soja em grão, do óleo e do farelo no estado de São Paulo.

Pesquisadores explicam que o avanço reflete principalmente a forte demanda do óleo de soja para a produção de biodiesel, que vem aquecendo o mercado interno e elevando a relevância do derivado nas contas da indústria. O movimento marca uma mudança estrutural: o óleo, que historicamente ocupava posição secundária frente ao farelo, ganha cada vez mais peso no cenário de transição energética e na busca por fontes renováveis de combustível.

De acordo com especialistas, esse equilíbrio observado na margem da indústria mostra como a cadeia da soja está diretamente conectada à política de biocombustíveis no Brasil, e pode reforçar investimentos no setor.



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Decisão sobre juros do Banco Centro do Brasil e Fed estão no radar do mercado


No morning call de desta segunda-feira (15), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que ativos de risco avançaram globalmente, enquanto dólar e Treasuries recuaram, reforçando apostas em três cortes de juros pelo Fed ainda em 2025. O mercado espera decisão e coletiva do Fed nesta semana.

No Brasil, real se valorizou e a Bovespa teve desempenho modesto, com aumento na Selic de curto prazo e IPCA subjacente próximo de 5%. Destaques para Copom, IBC-Br, PNAD Contínua e dados de inflação.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Menor safra em 20 anos pressiona preços do Carioca



Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão


Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão
Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão – Foto: Ibrafe

O mercado do feijão vive um novo patamar de preços, com o feijão-carioca nota 9 já alcançando R$ 250 por saca em Minas Gerais, enquanto produtores começam a testar valores ainda mais altos. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a movimentação encontra respaldo nos números da Conab de setembro, que projetam uma oferta total de 1,642 milhão de toneladas de Feijões-cores — menor que em 2016. A diferença, no entanto, é que naquela época a produção era quase toda de feijão-carioca, ao passo que hoje há uma fatia expressiva de Vermelho, Rajado e Jalo, resultando na menor safra de Carioca em 20 anos.

Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão mais consumido no Brasil durante os próximos meses de setembro, outubro e novembro. A dúvida que permeia o setor é até onde os preços podem chegar. Embora muitos se perguntem se há espaço para repetir os R$ 400 por saca vistos em 2016, especialistas ponderam que as condições atuais são diferentes: naquele ano, a seca impulsionou alta generalizada em todos os tipos de Feijão, enquanto hoje a existência de estoques de outras variedades pode conter um movimento mais agressivo.

Ainda assim, a firmeza do Feijão-carioca vem acompanhada de sinais de reação no Feijão-preto. Foram reportados negócios acima de R$ 130 por saca, o que acende alerta para possíveis impactos nos leilões de PEP e PEPRO da Conab. A burocracia excessiva que historicamente dificultou a habilitação de adquirentes continua sendo um entrave, a ponto de, em situações anteriores, compradores ficarem sem a subvenção mesmo após efetivarem suas aquisições.





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Temporais e risco de queimadas em algumas regiões; veja a previsão do tempo para hoje



A presença de um sistema de baixa pressão, somado ao fluxo de ar quente e úmido do Norte do Brasil e a presença de um cavado meteorológico nos níveis médios da atmosfera, aumenta a umidade sobre o Sul do nesta segunda-feira (15). No Rio Grande do Sul, as pancadas de chuva começam a se espalhar ainda pela manhã, com risco para alguns temporais no meio-oeste, na região central e na Serra Gaúcha, chuva que pode vir acompanhada por raios e trovoadas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

A situação é de atenção para o sudoeste e leste do RS, pela ocorrência de chuva moderada a forte, inclusive em Porto Alegre. No decorrer do dia, a chuva se espalha por áreas do oeste, sul e leste de Santa Catarina, variando entre moderada e forte intensidade, principalmente em regiões próximas ao estado gaúcho. No Paraná, as instabilidades começam a avançar por áreas do sul e sudoeste paranaense a partir da tarde, se espalhando para as demais regiões já no período da noite. A semana ainda começa com sol e nebulosidade variável em Curitiba e Florianópolis, com possibilidade de chuva só à noite nas capitais. O norte do PR, continua com o padrão de tempo firme, muito calor e ar mais seco.

No Sudeste, a circulação de ventos úmidos que sopram do oceano em direção ao continente mantém as instabilidades sobre o norte do Rio de Janeiro e o litoral e norte do Espírito Santo. A previsão é de pouca chuva e de forma mal distribuída em Vitória, intercalando períodos de sol durante a manhã e a tarde. No norte do Rio, a chuva cai de forma rápida entre o final da manhã e início da tarde.

São Paulo e Minas Gerais começam a semana com tempo firme, mais sol no decorrer do dia, calor e ar muito seco, especialmente no interior. Segunda, sem chuva na cidade de SP e máxima subindo até os 29 °C. A umidade relativa do ar continua em alerta no noroeste e norte paulista e entre o Triângulo e noroeste mineiro ao longo da tarde. Atenção ainda voltada com o risco elevado de queimadas no interior da região.

Enquanto no Centro-Oeste, a umidade presente na atmosfera, estimulada pelo fluxo de umidade entre Amazonas e Rondônia, provocam pancadas de chuva irregulares na região central, no oeste e norte de Mato Grosso neste começo de semana – manhã se segunda com muito sol e rápida elevação de temperatura.

Durante a tarde a combinação de calor e umidade pode estimular núcleos mais isolados e localizados sobre Cuiabá, com previsão de chuva moderada. Atenção entre o oeste e noroeste do estado, para pancadas mais fortes. Pode chover também, de maneira pontual e isolada, no oeste e sul de Mato Grosso do Sul, no final do dia, pela atuação do cavado sobre o Sul do país.

Nas demais regiões, entre Goiás e o Distrito Federal, o predomínio continua sendo de tempo aberto, com calor intenso e alerta de baixa umidade durante o dia – Brasília, Goiânia, Campo Grande e o extremo sul de MT, com alerta para valores entre 20 e 12%.

Já no Nordeste, a circulação de ventos marítimos mantém a ocorrência de chuva sobre parte da costa leste da Região. Pode chover de forma moderada no Recôncavo baiano, entre o litoral do Sergipe e Pernambuco, intercalando aberturas de sol. Pode chover de maneira isolada e mais rápida no litoral da PB e do RN, em Natal, atenção com rajadas de ventos forte de até 70 km/h.

No interior nordestino segue com predomínio de tempo firme, bastante calor e baixa umidade do ar no período da tarde – os índices mais críticos continuam sendo registrados entre o sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, com alerta para umidade entre 20 e 12% e calorão acima de 35 °C.

E no Norte, a combinação de calor e umidade mantém o tempo instável no Amazonas, no oeste e sul de Roraima e no centro-sul de Rondônia – o sol, aparece entre nebulosidade variável e pode chover a qualquer momento – a situação é de atenção para pancadas moderadas a forte, não descartando alguns temporais localizados. As capitais, Macapá e Belém, começam a semana sem chuva, com muito sol e calor. O ar seco ainda mantém os baixos índices de umidade relativa do ar em todo o Tocantins e o risco de queimadas continua alto na região ao longo do dia.



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Startup aposta em tecnologia para monitoramento de grãos no agronegócio



O agronegócio brasileiro tem sido cada vez mais impactado pela tecnologia. Entre as inovações recentes está uma startup criada por Cristiane Ferraz, especialista em IoT, que desenvolveu uma solução para o monitoramento inteligente de grãos. A proposta é simples, mas poderosa: oferecer ao produtor rural uma visão completa, do campo ao armazenamento.

Segundo Cristiane, a ferramenta consegue acompanhar desde o maquinário agrícola, como colheitadeiras e caminhões, até o produto armazenado em silos. Além disso, o sistema permite monitorar combustível, temperatura, umidade e até mesmo o estoque de grãos. “Tudo pode ser acessado no computador ou no aplicativo, em tempo real”, explica.

Dessa forma, o produtor passa a contar com uma rastreabilidade que evita desperdícios, aumenta o controle sobre a produção e reduz custos. Para o agricultor, isso significa acompanhar todos os seus recursos em um único ambiente digital. “O produtor rural consegue diminuir perdas monitorando os estoques e rastreando os veículos. Assim, ele conquista mais economia e previsibilidade”, afirma Cristiane.

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Outro ponto de destaque são os alertas automáticos. Se o silo estiver perto de esvaziar ou se houver alteração na temperatura e na umidade, o sistema envia notificações imediatas. Portanto, o produtor pode agir rapidamente, evitando prejuízos maiores.

A ideia nasceu da experiência de Cristiane no setor de tecnologia. Enquanto observava a força do Brasil como potência agrícola, ela percebeu a ausência de soluções específicas para o monitoramento de grãos em larga escala. “Com minha vivência em IoT, desenvolvi algo voltado ao granel, trazendo inovação e mais eficiência para o campo”, conta.

Para a fundadora, a missão da startup vai além da tecnologia: é sobre apoiar o produtor rural em seus maiores desafios. “Sabemos o quanto custa perder grãos ou lidar com desvios. Nossa proposta é ajudar a economizar e oferecer uma visão 360 graus da produção”, conclui ela.



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Pesquisa revela impacto de inseticidas nas abelhas


Uma tese do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da FMVZ/Unesp, câmpus de Botucatu, recebeu menção honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2025, na área de “Zootecnia/Recursos Pesqueiros”. A pesquisa, de Isabella Cristina de Castro Lippi e orientada pelo professor Ricardo de Oliveira Orsi, analisou os efeitos de doses letais e subletais do inseticida imidaclopride no transcriptoma de abelhas Apis mellifera africanizadas.

“Quando os genes das abelhas sofrem alterações na expressão, várias funções importantes para o organismo podem ser comprometidas, como imunidade, nutrição, metabolismo, comportamento, visão e até a capacidade de voo. Isso é relevante não só para a saúde das abelhas, mas também para todos nós, já que as abelhas são essenciais para a produção de alimentos como frutas, verduras e castanhas, além de terem papel fundamental na preservação dos ecossistemas”, explica Isabella. “Muitas plantas só conseguem se reproduzir graças à polinização realizada pelas abelhas. Ou seja, quando elas enfrentam ameaças como os agrotóxicos, há riscos tanto para a nossa segurança alimentar quanto para a biodiversidade”, completa.

O estudo revelou que doses subletais podem gerar alterações genéticas mais intensas que as letais, afetando funções essenciais das abelhas, como imunidade, metabolismo, visão, comportamento e capacidade de voo, com impactos diretos na polinização e na segurança alimentar. “Além disso, no Brasil a legislação sobre o uso de agrotóxicos é bem menos rígida que em outros lugares, como a Europa. Por isso, estudos de avaliação de risco, com base em dados científicos sólidos, são fundamentais para subsidiar decisões regulatórias”, indica.

A pesquisa foi conduzida em colmeias experimentais da FMVZ e analisada no IBETEC/Unesp, integrando o Núcleo de Ensino, Ciência e Tecnologia em Apicultura Racional (NECTAR). O trabalho contribui para políticas públicas sobre agrotóxicos e para o desenvolvimento de tecnologias agrícolas mais sustentáveis. 

 





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Atraso na semeadura não impediu recorde do algodão



A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior


A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior
A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior – Foto: Pixabay

A safra 24/25 de algodão em Mato Grosso, maior produtor nacional, segue para resultados históricos, com produtividade média estimada em 308,08 arrobas por hectare, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O bom desempenho é resultado de chuvas fora de época, que beneficiaram o ciclo da cultura e compensaram atrasos no plantio.

Em áreas de pesquisa da Fundação MT, em Sapezal, a produtividade chegou a 393 arrobas por hectare, com talhões atingindo 457 arrobas. Segundo a pesquisadora Daniela Dalla Costa, a escolha da cultivar, manejo da cultura e época de semeadura foram determinantes para esses resultados. “Nós tivemos, nas principais regiões produtoras, uma condição de chuva em momentos decisivos”, explicou.

A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior, alcançando 1,52 milhão de hectares, com produção total estimada em 7,04 milhões de toneladas de algodão em caroço, das quais 2,90 milhões em pluma. O clima favorável ajudou a superar os desafios do plantio tardio e dos custos elevados.

Com a safra quase concluída, produtores já planejam a semeadura da próxima temporada, avaliando áreas mais produtivas para maximizar resultados. O foco também segue na demanda internacional e no fortalecimento de certificações como ABR e Better Cotton, garantindo a competitividade da fibra mato-grossense. “Precisamos continuar investindo em certificações como a ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e o Better Cotton. Mostrar para o mundo que a nossa fibra é natural, não degrada e não deixa resíduos para as futuras gerações”, afirmou o produtor rural e atual presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Alexandre Schenkel.

 





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Trigo que fixa nitrogênio promete economia bilionária



O impacto dessa tecnologia pode ser gigante


O impacto dessa tecnologia pode ser gigante
O impacto dessa tecnologia pode ser gigante – Foto: Seane Lennon

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis desenvolveram um trigo transgênico capaz de estimular bactérias do solo a capturar Nitrogênio do ar, reduzindo a dependência de fertilizantes químicos. A planta produz mais apigenina, substância que ativa essas bactérias fixadoras, garantindo produtividade mesmo com menor uso de adubo, o que pode significar ganhos econômicos e ambientais significativos para os produtores.

O impacto dessa tecnologia pode ser gigante. O trigo responde por cerca de 18% do consumo global de fertilizantes nitrogenados, e apenas nos Estados Unidos, uma redução de 10% nesse gasto poderia representar uma economia de cerca de US$ 1 bilhão por ano. A diminuição no uso de fertilizantes também tende a reduzir emissões de gases de efeito estufa e a poluição de rios e lençóis freáticos, mostrando benefícios ambientais além do econômico.

Nesse contexto, as informações indicam que a  inovação já está patenteada e há planos de expandi-la para outras culturas, como milho e arroz. Essa aplicação ampliaria o alcance da tecnologia, promovendo uma agricultura mais sustentável e eficiente em larga escala. Além disso, o desenvolvimento abre espaço para futuras pesquisas que integrem biotecnologia e manejo do solo, fortalecendo sistemas agrícolas resilientes.

Com essa solução, o futuro do campo pode ser transformado: mais produtividade, menor custo e menor impacto ambiental. O trigo que fixa nitrogênio não é apenas uma promessa científica, mas um passo concreto em direção a uma produção agrícola mais inteligente e sustentável.

 





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Semana tem chuva e alerta para baixa umidade do ar em alguns estados



A semana será marcada por chuvas pontuais na região Sul, tempo seco e muito calor no Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, e instabilidades localizadas no Norte do país, segundo previsão do tempo de Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural. Produtores devem estar atentos ao risco de incêndios, especialmente em áreas do interior, onde as temperaturas seguem elevadas e a umidade relativa do ar estará muito baixa. A expectativa é de que as chuvas mais volumosas retornem por volta dos dias 20 a 22 de setembro, com o início da primavera, ajudando a reverter o déficit hídrico em várias regiões produtoras.

Sul

A segunda-feira começa com pancadas de chuva no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, centro-sul do Paraná e no litoral da região. A nebulosidade segue persistente, principalmente no Sul. Já no norte do Paraná, as temperaturas continuam elevadas, superando as registradas nas demais áreas do estado, onde as tardes seguem mais agradáveis.

Os acumulados de chuva entre segunda e terça-feira devem variar entre 20 e 30 mm no sul do Paraná, em Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul – volumes que não devem comprometer os trabalhos em campo, mas com risco de trovoadas. No sudoeste gaúcho, os volumes podem ultrapassar os 80 mm em 48 horas, com potencial para alagamentos pontuais e paralisação das atividades agrícolas.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

No geral, a semana será favorável às operações em campo na maioria das áreas produtoras. O calor aumenta nos próximos dias, e o norte do Paraná entra em alerta para risco de incêndios, com máximas acima dos 32 °C e ausência de chuva.

Sudeste

O início da semana ainda apresenta chuvas no litoral, Zona da Mata e sul de São Paulo, enquanto o tempo firme predomina nas demais áreas. As temperaturas voltam a subir, especialmente no interior, com valores próximos dos 40 °C e umidade relativa do ar abaixo dos 30%, o que aumenta o risco de incêndios, principalmente no interior de São Paulo e Minas Gerais.

A chuva será mais significativa apenas no centro-leste de SP, RJ, ES e centro-leste de MG, com acumulados entre 10 e 15 mm, o que ajuda apenas a elevar a umidade do ar sem impacto na produtividade agrícola.

A expectativa é de que as chuvas mais volumosas retornem entre os dias 20 e 22 de setembro, com a chegada da primavera. Até lá, o produtor deve ter cautela ao iniciar o plantio da safra 2025/2026.

Centro-Oeste

Nesta segunda-feira, pancadas de chuva isoladas podem ocorrer no oeste e norte de Mato Grosso e no extremo sul de Mato Grosso do Sul. O tempo segue firme nas demais áreas, com aumento de nebulosidade em MT.

A boa notícia é a previsão de 30 a 40 mm de chuva acumulada no centro-oeste de Mato Grosso, o que favorece a reposição hídrica do solo sem atrapalhar os trabalhos em campo.

Entretanto, o calor intenso persiste em MS, GO e no centro-leste de MT, com máximas próximas dos 40 °C e umidade do ar abaixo dos 20%, cenário que aumenta o risco de incêndios. Assim como nas demais regiões, as chuvas mais significativas devem retornar apenas com a chegada da primavera, entre os dias 20 e 22. Produtores devem agir com cautela antes de iniciar o plantio da nova safra.

Nordeste

A semana começa com chuvas fracas ao longo do litoral, com destaque para Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, com acumulados de 10 a 20 mm ao longo da semana. Entre o Ceará e o Maranhão, a chuva será mais escassa e o tempo firme predomina no interior da região.

As temperaturas seguem elevadas, com máximas de até 40 °C em áreas do interior, e umidade relativa do ar abaixo dos 30%, o que representa risco elevado de incêndios. A colheita do algodão segue normalmente, mas é fundamental que o produtor mantenha a hidratação durante os trabalhos em campo.

A expectativa é de que a chuva volumosa retorne entre os dias 20 e 22, com a transição para a primavera. Até lá, recomenda-se cautela no início do plantio da safra 2025/2026.

Norte

Instabilidades continuam atuando na faixa oeste da região, com destaque para Rondônia, sudoeste do Pará e Acre, onde os acumulados da semana devem ficar entre 50 e 60 mm, o que ajuda a aliviar o calor e recuperar pastagens. Também há previsão de chuva em Roraima e Amazonas, com 30 a 40 mm, mantendo boa umidade do solo sem prejudicar as atividades agrícolas.

No centro-leste e norte do Pará e no Tocantins, o tempo segue seco, quente e com risco elevado de incêndios, com temperaturas chegando a 40 °C. As projeções apontam possibilidade de chuva a partir da virada do mês, o que pode melhorar o cenário hídrico na região.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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