quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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Congresso da ABMRA reforça que agro precisa contar sua própria história



Uma das capitais mais urbanas do mundo foi palco da 17ª edição do Congresso de Marketing do Agro, promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA). Nesta quinta-feira (18), lideranças e especialistas se reuniram em São Paulo em prol de um objetivo comum: comunicar, e com excelência, o papel do agronegócio brasileiro para o mundo.

Em destaque, esteve a aplicação do marketing na evolução do setor. Logo na abertura, o público pôde acompanhar uma verdadeira aula de como comunicar o agro. Autoridades do setor compartilharam experiências que mostram como a comunicação é estratégica para enfrentar crises, projetar o setor e consolidar a imagem do Brasil como potência agroalimentar.

Comunicação na prática

Um dos exemplos citado no congresso foi o enfrentamento da gripe aviária no Brasil. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, ressaltou que a resposta à crise só foi possível porque havia um plano de comunicação sólido.

“A grande maioria dos problemas foi superada porque nos preparamos antes, com uma estratégia integrada entre técnica, comercial e imprensa. Quando a doença chegou, já tínhamos mensagens claras e consistentes para transmitir”, disse.

Ele lembrou que vídeos gravados anos antes e a atuação coordenada de porta-vozes ajudaram a evitar pânico e a manter a confiança do mercado. “Desde o primeiro momento, reforçamos que a gripe aviária não se transmite pelo consumo de carne de frango. Essa comunicação manteve o mercado sólido e preservou 4 milhões de empregos na cadeia produtiva”, destacou.

O Brasil como líder global

Roberto Rodrigues, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), reforçou que o Brasil tem uma oportunidade única de ampliar a produção de alimentos, gerar energia renovável e criar empregos, tudo ao mesmo tempo. Nesse sentido, ele ressaltou a importância de valorizar a experiência nacional em agricultura tropical.

“Temos a experiência da agricultura tropical, capaz de garantir segurança alimentar e contribuir para a paz mundial. Mas, para isso, é preciso comunicar com mais intensidade o que fazemos: uma agricultura competitiva, eficiente e sustentável”, afirmou.

Segundo Rodrigues, o país já enfrenta campanhas de desinformação contra o agro e defendeu uma estratégia firme de comunicação. “Alguém perde mercado quando o Brasil cresce. E quem perde, reage com narrativas contra nós. Só há uma forma de responder: mostrar a verdade. Se soubermos comunicar, podemos nos tornar campeões mundiais da paz”, disse.

Agro como protagonista

O presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, destacou que o propósito da entidade é ajudar todo o ecossistema do agro a se comunicar melhor, tanto com o produtor rural quanto com a sociedade. Ele citou iniciativas como o projeto Conexões, que aproxima a associação de diferentes entidades do setor, e o Marca Agro do Brasil, criado para valorizar a imagem do campo no país e no exterior.

Além disso, Nicodemos falou sobre o trabalho de meses na preparação do congresso e agradeceu o apoio de parceiros, conselheiros e entidades do setor. Para ele, a edição deste ano reforça que o agro brasileiro tem cada vez mais condições de assumir o protagonismo global. “Quando não contamos a nossa história, alguém conta da forma que achar mais conveniente. Precisamos estar à frente desse processo”, concluiu.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fungicidas se destacam em ensaios de soja



“Trata-se de ferramenta estratégica”


"Trata-se de ferramenta estratégica"
“Trata-se de ferramenta estratégica” – Foto: Divulgação

Os fungos que atacam sementes da soja estiveram no centro dos Ensaios Cooperativos de Rede da safra 2024-25. Soluções como Tiofanil® e Torino®, da Sipcam Nichino, mostraram elevada eficácia no controle de cinco patógenos danosos em áreas de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. Os resultados foram apresentados no 54º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, realizado em Lavras (MG).

Segundo Bruno Monção, gerente de marketing da companhia, os fungicidas alcançaram até 93% de controle, superando a maioria dos tratamentos-padrão. “Os dados colocaram os fungicidas, no cômputo geral, à frente de quase todos os chamados tratamentos-padrão, comparados”, comenta.

O Tiofanil® FS é sistêmico e de contato, à base de clorotalonil, com amplo espectro de ação, atuando como ferramenta estratégica para evitar perdas significativas na produção. “Trata-se de ferramenta estratégica, dotada de tecnologia para evitar a contaminação da soja por fungos com potencial de transferir prejuízos consideráveis à produção”, ele diz. O Torino®, também sistêmico e de contato, favorece o melhor estabelecimento das plantas e potencializa a produtividade da soja. “Por suas características, favorece o melhor estabelecimento de plantas e potencializa a produtividade da soja”, completa.

De acordo com o especialista, os resultados reforçam a importância de soluções eficientes no tratamento de sementes, garantindo proteção contra patógenos economicamente relevantes e apoiando práticas de manejo integrado de doenças na sojicultura brasileira.

 





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Efeito do tarifaço visto em agosto tende a diminuir nos próximos meses, diz FGV



O tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros causou um impacto negativo na balança comercial em agosto, mas esse efeito não deve se repetir com a mesma intensidade nos próximos meses.

A avaliação é do relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta quinta-feira (18), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Os dados mostram que houve certa compensação, a partir da destinação para outros mercados de produtos que antes eram exportados aos Estados Unidos. Além disso, é esperada uma normalização no nível de trocas comerciais, com espaço ainda para negociação entre os dois países.

“Na comparação dos produtos que não foram isentos, foi observado que em vários casos houve queda de exportação para os Estados Unidos e aumento para o resto do mundo”, frisou o relatório do Icomex.

Balança comercial

A FGV afirmou ter mantido sua previsão de que a balança comercial brasileira encerre 2025 com um superávit entre US$ 62 bilhões e US$ 65 bilhões.

No acumulado do ano até agosto, houve piora no desempenho das trocas comerciais do Brasil com os Estados Unidos. Assim, o déficit brasileiro aumentou para US$ 3,4 bilhões.

“No entanto, o tarifaço de Trump para o Brasil é motivado principalmente por questões de ordem política, havendo alguma possibilidade de negociação”, ponderou a FGV.

Em agosto de 2025 ante o mesmo mês de 2024, quando entrou em vigor o tarifaço de Trump, o volume exportado pelo Brasil para os Estados Unidos diminuiu 15,4%, mas cresceu 34,6% para a China e 45,7% para a Argentina.

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“As manufaturas, que em princípio se considera de forma geral mais difícil diversificar, encontraram compensações para as perdas nos Estados Unidos. Como muitas indústrias de manufaturas do Brasil pertencem a multinacionais, estratégias de diversificação são possíveis de serem implementadas”, avaliou a FGV.

“Em nível macro, é preciso agora observar se a retração de agosto é uma consequência da antecipação de alguns segmentos e produtos ou se vai perdurar, levando a uma trajetória descendente do volume exportado para os Estados Unidos. Achamos pouco provável esse cenário. O nível de exportações pode mudar, mas alguma retomada e estabilidade são esperadas.”

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 6,1 bilhões em agosto, ante um resultado de US$ 4,5 bilhões em agosto de 2024. No acumulado de janeiro a agosto, o superávit alcançou US$ 42,8 bilhões em 2025, ante US$ 53,6 bilhões no mesmo período de 2024.

“As perspectivas para os próximos meses, se não surgirem novas surpresas por parte do governo Trump, é de uma possível desaceleração no crescimento das exportações e das importações”, apontou a FGV, lembrando a existência de risco de novas tarifas, mas apenas para o final do ano.

“O esforço de diversificação do mercado continua na agenda e deve se manter o canal aberto para as negociações de caráter técnico. Por último, o risco de aumento da vulnerabilidade externa via conta corrente parece pouco provável com a manutenção da taxa de juros do Brasil, a queda da taxa de juros nos Estados Unidos e perspectivas positivas para a entrada de capital estrangeiro”, concluiu.



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BNDES libera solicitação de crédito para empresas afetadas pelo tarifaço



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, nesta quinta-feira (18), o protocolo para que as empresas impactadas pelas tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos possam solicitar crédito.

“Qualquer empresaque foi prejudicada com tarifácio de 50%, e que teve um prejuízo de mais de 5% do seu faturamento, já pode buscar financiamento. São taxas de juro de 7% a 10% ao ano, dependendo do porte da empresa. São R$ 30 bilhões também para diversificar novos comércios para exportação e mais R$ 10 bilhões para quem tá abaixo disso. Qualquer empresa pode acessar, ninguém vai ficar para trás”, diz o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante.

O primeiro passo para solicitar acesso ao crédito é verificar a elegibilidade, acessando o site https://www.bndes.gov.br/elegibilidade-brasil-soberano. Os interessados precisarão se autenticar utilizando a plataforma Gov.br, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa. Após a autenticação, o sistema informará se a empresa é elegível e quais créditos podem ser solicitadas. 

De posse dessas informações, a recomendação é que a empresa entre em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. No caso das grandes empresas, também é possível diretamente com o BNDES.

Ao todo, estão disponíveis R$ 40 bilhões, sendo R$ 30 bilhões com recursos do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões do próprio banco. Os recursos financiarão capital de giro e investimentos em adaptação da atividade produtiva, aquisição de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.

Têm direito aos recursos do FGE pessoas jurídicas de todos os portes cujo faturamento com exportações aos Estados Unidos de bens impactados por tarifas adicionais e constantes da tabela de produtos publicada pelo MDIC publicado no site https://www.gov.br/mdic/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/brasil-soberano, no período de julho de 2024 a junho de 2025, seja superior ou igual a 5% do seu faturamento bruto total apurado no mesmo período.

Linhas de crédito

São quatro linhas disponíveis: capital de giro (gastos operacionais gerais), giro diversificação (busca de novos mercados), bens de capital (aquisição de máquinas e equipamentos) e investimentos (inovação tecnológica, adaptação da atividade produtiva de produtos, de serviços e de processos, e adensamento da cadeia produtiva).

Têm direito ao crédito com os recursos do BNDES (R$ 10 bilhões) as empresas cujos produtos receberam qualquer percentual de tarifa e com qualquer nível de impacto no faturamento bruto. São duas linhas disponíveis: capital de giro emergencial (financiamento de gastos operacionais gerais) e capital de giro diversificação (busca de novos mercados).



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Brasil deve ter nova safra recorde de grãos em 2025/26, diz Conab



O recorde histórico da produção de grãos, obtido em 2024/2025 deverá ser superado na próxima safra. É o que indica a 13ª edição da pesquisa “Perspectivas para a Agropecuária 2025/2026”, divulgada nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com a publicação, sendo confirmadas as expectativas, o volume total a ser colhido na safra 2025/2026 será de 353,8 milhões de toneladas. O resultado é 1% maior do que os 350,2 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25 – volume recorde para o setor, até então.

“Na semana passada, apresentamos os dados do último levantamento da safra agrícola 24/25, quando anunciamos, com imenso orgulho, a maior safra da nossa história. Foi um aumento extraordinário e expressivo. Hoje, vamos apresentar a perspectiva para a nova safra agrícola. Dia 14 de outubro, a Conab apresentará o primeiro dos 12 levantamentos para a próxima safra, com a possibilidade de um novo recorde”, anunciou o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Números conservadores

De acordo com as perspectivas divulgadas hoje, o resultado será influenciado pelo aumento na área cultivada, que deve sair de 81,74 milhões de hectares na última safra para 84,24 milhões de hectares no ciclo agrícola 2025/26.

“Já a produtividade média nacional das lavouras está projetada em 4.199 quilos por hectare na temporada 2025/26, redução de 2% se comparada com 2024/25”, detalha o levantamento.
Segundo Pretto, as estimativas da Conab são apresentadas inicialmente com “números conservadores, em função da responsabilidade que a gente precisa ter”, mas dentro de uma real possibilidade. “Nossos números estão cada vez mais assertivos”, assegurou.

Soja e algodão

Com relação ao principal produto cultivado no Brasil, a Conab projeta, para a soja, aumento de 3,6% na produção, chegando, portanto a 177,67 milhões de toneladas na próxima safra. Na última colheita, foram colhidas 171,47 milhões da oleaginosa.O resultado, se confirmado, resultará, novamente, em recorde de produção, influenciado pelo aumento da demanda global pelo produto.

A boa rentabilidade e a possibilidade de venda antecipada da produção de algodão têm favorecido essa cultura. A expectativa para a safra 2025/2026 é de um crescimento de 3,5% na área semeada. A produção deverá crescer 0,7%, alcançando o recorde de 4,09 milhões de toneladas.

Milho

No caso do milho, há uma expectativa de redução de 1% da colheita, na comparação com a safra 2024/25, mesmo havendo aumento de área cultivada nas primeira e segunda safra.

Segundo a Conab, esse movimento se deve à expectativa de aumento no consumo interno, “impulsionado principalmente pelo aumento da demanda do grão para produção de etanol, bem como pela perspectiva de maior demanda externa, diante de um possível redirecionamento das compras asiáticas do milho norte-americano para o milho sul-americano, em resposta ao aumento de tarifas impostas por importantes países importadores na Ásia”.

Apesar da maior área semeada, a produção estimada de milho, somadas as três safras, é de 138,3 milhões de toneladas. “A queda de produtividade decorre do patamar excepcional registrado na safra 2024/25, beneficiada por condições climáticas amplamente favoráveis”, justifica a companhia.

Arroz e feijão

A safra de arroz projetada para o próximo período indica tendência de retração da área cultivada nos principais estados produtores, saindo de 1,76 milhão de hectares em 2024/25 para 1,66 milhão de hectares no ciclo 2025/26.

O resultado decorre da ampliação da produção nacional e internacional registrada em 2024/25, o que acabou por gerar excedente de oferta e desvalorização do grão. É também esperada uma redução de 4,8% na produtividade média nacional, reflexo também do patamar excepcional registrado na última safra de 2024/25.
No caso do feijão, é estimada uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que, segundo a Conab, assegura o consumo previsto no país.

Cenários adversos

Os números foram comemorados pela ministra substituta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli.

“As perspectivas são excelentes. O Brasil terá mais uma safra recorde, em um contexto de mudanças climáticas, crises geopolíticas, guerra comercial. Em um contexto bastante adverso, nossa agricultura vai seguir vencedora, produzindo alimentos para abastecer as famílias no Brasil e garantindo oferta de alimentos para o mundo”, disse a ministra.

Na avaliação de Fernanda Machiaveli, o cenário positivo será ainda mais favorecido pela estratégia das autoridades brasileiras em tentar manter mercados mercados ao mesmo tempo em que busca “outras possibilidades internacionais” para escoar uma produção.”cada vez mais sustentável, fortalecendo os sistemas produtivos biodiversos da Agricultura Familiar”, afirmou.



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Sebrae impulsiona o crescimento no agronegócio


Depois de se dedicar à família e cuidar dos filhos pequenos, a Rute Gontijo, produtora rural, buscou uma forma de retornar ao mercado de trabalho. Nesse processo, surgiu a oportunidade de adquirir uma agroindústria. A atividade exigia também a produção de hortaliças, o que marcou sua entrada definitiva no universo do agronegócio.

“Foi quando surgiu a chance de adquirir a agroindústria. Como parte da atividade, precisei produzir hortaliças e, a partir daí, iniciei minha trajetória como produtora rural”.

Sem experiência anterior no campo, ela sabia que precisava buscar conhecimento para fazer o negócio prosperar. Foi então que encontrou no Sebrae o parceiro ideal para dar os primeiros passos.

“Eu não conhecia nada de campo. Com a orientação dos técnicos, aprendi sobre adubação, colheita e manejo de pragas. Hoje, me considero uma produtora rural”, destaca.

Além disso, sempre que surgem dúvidas ou novos desafios, o Sebrae continua sendo sua principal referência. “Toda vez que preciso implementar ou produzir algo novo, recorro ao Sebrae. Eles são meu suporte desde o início.”

Ao longo de mais de duas décadas, o Sebrae se tornou peça essencial na construção e expansão da agroindústria. Desde o início, a instituição esteve presente em decisões importantes, seja na área técnica, produtiva ou financeira.

Foto: Canal Rural

“Desde o momento em que comprei a agroindústria, o Sebrae esteve presente. Tudo o que precisamos – seja no campo, na agroindústria ou nas finanças; eles sempre estão ao nosso lado. Já considero o Sebrae parte da família”, afirma.

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Produzir no campo nunca é simples. Há pragas, problemas no solo e desafios de manejo que surgem a cada safra. No entanto, com a presença constante do Sebrae, as soluções chegam mais rápido e com segurança.

“Quando existe um imprevisto, os técnicos do Sebrae estão sempre aqui para orientar e mostrar o melhor caminho. Esse apoio faz toda a diferença”, conclui a produtora, reforçando a importância do Sebrae.



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AgroNewsPolítica & Agro

Monitorar o nitrogênio é fundamental



“O nitrogênio é um alvo móvel”


“O nitrogênio é um alvo móvel"
“O nitrogênio é um alvo móvel” – Foto: Canva

O uso de tecnologia de monitoramento de Nitrogênio em tempo real pode gerar até R$ 1 bilhão de economia anual para os 8 milhões de hectares de lavouras de São Paulo. A Stenon, líder global em agtech, desenvolveu um sistema capaz de medir Nitrogênio mineral disponível e carbono orgânico do solo (SOC) em menos de 20 segundos, diretamente no campo, ao lado do pulverizador ou distribuidor.

Integrado a um aplicativo web e a sistemas de gestão agrícola, o dispositivo permite emitir prescrição de taxa variável rapidamente, ajustando a dose de fertilizante para cada talhão com base em dados precisos e contínuos de machine learning. Estudos de campo indicam que o manejo de nitrogênio com precisão pode reduzir de 20% a 30% o uso do fertilizante sem comprometer a produtividade, o que representa corte de até 0,42 milhão de toneladas e economia de R$ 1,1 bilhão por ano, além de evitar cerca de 0,76 milhão de toneladas de CO2e na produção de ureia.

Além de reduzir custos e emissões, a tecnologia aumenta a eficiência operacional em grandes propriedades, melhora a saúde do solo e fortalece a segurança financeira de produtores menores diante de cadeias globais de fertilizantes voláteis. Para Niels Grabbert, CEO da Stenon, “essa é uma ferramenta que transforma dados em decisões precisas, safra após safra”.

“O nitrogênio é um alvo móvel – aplicar cedo demais significa perdê-lo para a atmosfera; tarde demais, e você perde produtividade. A Stenon oferece aos produtores e empresas agrícolas os dados em tempo real de que precisam para acertar na mosca a cada safra, mesmo nos maiores campos do estado”, afirma Niels Grabbert, CEO da Stenon. “O resultado é um menor custo por saca de cana e milho, solos mais saudáveis e uma pegada de carbono mais leve. No mercado volátil de hoje, isso é tanto gestão de risco quanto agronomia.”

 





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no Cade, deputada estadual de MT critica Moratória da Soja



A deputada estadual de Mato Grosso, Janaina Riva (MDB), defendeu, na última terça-feira (16), durante reunião no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em Brasília, o fim da Moratória da Soja. Segundo ela, esse é um acordo que limita a comercialização do grão em determinadas regiões, beneficia grandes empresas do setor e, ao mesmo tempo, prejudica pequenos e médios produtores.

A equipe do Soja Brasil entrou em contato com a assessoria da deputada, que disponibilizou um vídeo ao Soja News nesta quarta-feira (17). Confira:

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Moratória da Soja: barreira aos sojicultores

De acordo com Janaina, o acordo funciona como uma barreira que restringe a livre concorrência. A deputada classificou a medida como “irregular e ilegal”, defendendo que seja anulada judicialmente e que haja responsabilização de quem estaria praticando atos contrários ao mercado aberto.

Ela também destacou que a insegurança jurídica gerada pela moratória impacta diretamente os agricultores de menor porte, que têm menos condições de se adaptar às exigências e de absorver os custos adicionais. “O grande produtor não sente tanto o impacto, mas o pequeno acaba penalizado”, afirmou.

A denúncia reacende o debate sobre os efeitos da moratória na competitividade do agronegócio brasileiro. Para Janaina, é necessário rever o modelo, garantindo igualdade de condições no mercado e evitando que medidas regulatórias sejam usadas para favorecer apenas os grandes grupos do setor.



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Pré-plantio de soja no RS: presidente da Aprosoja comenta expectativas e desafios para nova safra



O vazio sanitário, período de proibição do plantio de soja estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), já terminou em alguns estados do Brasil. A partir de agora, é momento dos produtores entrarem em campo e renovarem as esperanças para uma nova temporada. Por outro lado, alguns estados aguardam o calendário do Mapa para que possam iniciar a semeadura.

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No estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, o vazio sanitário se estende até 30 de setembro, com a permissão de plantio de 1º de outubro a 28 de janeiro de 2026. O time do Soja Brasil bateu um papo com o presidente da Aprosoja RS, Ireneu Orth, que detalhou as expectativas para a nova safra.

“Até o momento, as condições climáticas estão favoráveis, com boa umidade e chuvas. Caso o plantio estivesse autorizado, seria possível dar início aos trabalhos normalmente, mas ainda estamos no período do vazio sanitário. Quanto ao otimismo, é característico do produtor rural manter a expectativa de que a próxima safra será melhor que a anterior”, explica o presidente.

Segundo Ireneu, a expectativa existe, mas há incertezas. ”Muitos agricultores não terão acesso aos insumos ideais. Algumas áreas arrendadas, especialmente na metade sul do estado, deixarão de ser cultivadas porque foram devolvidas aos proprietários. Outras serão plantadas com menor nível tecnológico, utilizando sementes próprias e pouca adubação”, aponta.

Clima nas lavouras de soja

Em relação às condições de clima e solo neste pré-plantio, a situação está adequada, mas os produtores demonstram maior cautela nesta safra, principalmente em razão das adversidades enfrentadas nos últimos anos. O excesso de chuvas segue como uma preocupação, embora algumas regiões, como o Planalto Médio, tenham sido menos impactadas em comparação à metade sul e à região das Missões.

“Alguns produtores manterão o padrão tecnológico, mas outros adotarão práticas menos avançadas. Assim, mesmo com clima totalmente favorável, considero improvável que o estado registre uma grande safra. Além disso, a área plantada deverá ser menor do que a do ano passado ou do que seria possível cultivar. Essa avaliação se aplica especificamente ao Rio Grande do Sul.”

Perspectivas

Orth pontua que, em outros estados, o cenário é diferente. Embora os preços das commodities pressionem todo o país, em nível nacional a expectativa é positiva, desde que o clima se mantenha dentro da normalidade. ”O avanço tecnológico e o modelo de produção no Centro-Oeste e no Matopiba sustentam perspectivas favoráveis. Já no Rio Grande do Sul, mesmo com condições climáticas adequadas, a projeção é de uma safra mais ajustada”, completa.



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IPPA sobe 2,8% em agosto e acumula alta de 15,2% no ano



Em agosto, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) subiu 2,8% em relação ao mês anterior. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, esse desempenho refletiu os aumentos em todos os grupos acompanhados: de 1,5% para o IPPA-Grãos, de 1,3% para o IPPA-Pecuária, de 24,4% para o IPPA Hortifrutícolas e de 4,9% no caso do IPPA-Cana-Café.

Por outro lado, no mesmo período, o Índice de Preços por Atacado de Produtos Industriais (IPA-OG-DI), calculado pela FGV, registrou estabilidade (-0,1%). Assim, de julho para agosto, os preços agropecuários praticamente não registraram mudança em relação aos valores industriais na economia brasileira.

No cenário internacional, os preços dos alimentos convertidos em Reais recuaram 0,9%, reflexo da combinação de desvalorização do dólar frente ao Real (-1,5%) e do aumento dos preços internacionais dos alimentos 0,6%).

Comparando-se a parcial do ano com igual intervalo de 2024, ainda conforme levantamento do Cepea, o IPPA registrou expressivo avanço de 15,2%, impulsionado pelas significativas altas nos grupos IPPA-Grãos (6,6%), IPPA-Pecuária (24,5%) e IPPA-Cana-Café (25,2%).

Já o IPPA-Hortifrutícolas caiu 14,1% no período. Ainda nessa base de comparação, o IPA-OG-DI teve alta de 4,5%, enquanto os preços internacionais dos alimentos convertidos em Reais subiram 9,3%, resultado da valorização de 9,4% do dólar, mesmo perante o ligeiro recuo de 0,3% nos preços internacionais dos alimentos.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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