A queda do dólar, que registrou na semana passada o menor patamar desde junho/24, afastou vendedores das negociações envolvendo grandes volumes de soja. Isso é o que apontam os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o instituto, a desvalorização da moeda norte-americana tende a pressionar a paridade de exportação e, consequentemente, os valores internos. Dessa forma, os agentes do mercado da soja tentam aproveitar a oportunidade de negócios, uma vez que a queda da taxa de juros nos Estados Unidos e a estabilidade na taxa de juros no Brasil, que está no maior nível desde 2006, podem atrair dólar para o mercado brasileiro e reduzir a taxa cambial.
Uma outra parte dos agentes, ainda conforme levantamento do Cepea, esteve cautelosa nas negociações, atenta às atividades de campo nos EUA e no Brasil.
De acordo com a primeira estimativa da Conab para a safra 2025/26, a área de cultivo de soja brasileira pode somar um recorde de 49,08 milhões de hectares, com produção em 177,6 milhões de toneladas da oleaginosa, ligeiramente mais otimista que o USDA, que estima 175 milhões de toneladas.
O mercado financeiro manteve estáveis as expectativas para a economia brasileira em 2025. O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (22), aponta que a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) seguem nos mesmos níveis da semana passada, sem mudanças relevantes no cenário de curto prazo.
As apostas também indicam estabilidade nas projeções para câmbio, taxa Selic e contas externas. Já para 2026, as expectativas apontam inflação menor e crescimento econômico mais moderado, refletindo uma visão de desaceleração da atividade.
Inflação, juros e câmbio
Para este ano, a mediana das projeções do mercado manteve o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,83%, sem alteração em relação à semana anterior. Para 2026, a expectativa recuou para 4,29%. No caso da atividade econômica, a estimativa de crescimento do PIB de 2025 permaneceu em 2,16%, enquanto a de 2026 ficou em 1,80%.
A taxa básica de juros, a Selic, também não registrou mudanças no cenário deste ano, permanecendo em 15% ao ano. Para 2026, entretanto, o Focus indica redução para 12,25%, com nova queda prevista em 2027, para 10,5%. No câmbio, as projeções seguem em R$ 5,50 por dólar no fim de 2025 e em R$ 5,60 no encerramento de 2026.
Contas externas e fiscal
A balança comercial deve encerrar 2025 com superávit de US$ 64,8 bilhões, enquanto o déficit em transações correntes é estimado em US$ 68,3 bilhões. Para 2026, o saldo comercial esperado é de US$ 68,3 bilhões, e o déficit em conta corrente deve somar US$ 64,5 bilhões.
No campo fiscal, o resultado primário previsto para 2025 passou de -0,52% para -0,51% do PIB. Além disso, a dívida líquida do setor público deve terminar o ano em 65,8% do PIB. Para 2026, o mercado projeta déficit primário de 0,60% do PIB e aumento da dívida líquida para 70,1%.
As importações chinesas de soja do Brasil aumentaram 2,4% em agosto em relação ao ano anterior, à medida que compradores buscaram reforçar estoques para mitigar riscos de interrupção de fornecimento no quarto trimestre.
Segundo a agência Reuters, o maior importador mundial de soja adquiriu 10,49 milhões de toneladas do Brasil no mês passado, o que representou 85,4% do total das importações da oleaginosa, segundo dados alfandegários divulgados no último sábado (20).
Agosto marcou mais um mês em 2025 em que as importações chinesas de soja atingiram níveis recordes para o período, após os registros de maio, junho e julho.
As chegadas vindas dos Estados Unidos totalizaram 227.205 toneladas, alta de 12,3% em relação ao ano anterior.
No acumulado de janeiro a agosto, a China importou 52,74 milhões de toneladas do Brasil, uma queda de 2,0% na comparação anual, enquanto os embarques dos EUA somaram 16,8 milhões de toneladas, avanço de 30,9%, mostraram os dados.
As importações de soja dos EUA dispararam devido à colheita brasileira atrasada, que estendeu a janela de exportação norte-americana, além de demoras prolongadas nos processos de desembaraço aduaneiro nos primeiros meses do ano, segundo analistas. Pequim, entretanto, ainda não reservou nenhum embarque da nova safra norte-americana.
Da Argentina, a China importou 1,05 milhão de toneladas de soja em agosto, queda de 18,6% ante o ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, as importações da oleaginosa argentina chegaram 1,72 milhão de toneladas, alta de 6,2% frente ao mesmo período do ano anterior.
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Ganhos na lavoura podem ser anulados por perdas no mercado – Foto: Divulgação
Na última semana, a TF Agroeconômica orientou produtores a realizarem novas vendas diante da boa margem de lucro. Segundo a consultoria, não adianta aumentar a produtividade, se o agricultor não conseguir ler no momento certo da comercialização.
Nesse contexto, quem seguiu a recomendação conseguiu preservar resultados melhores, já que nesta semana a receita caiu R$ 3,91/saca e a margem de lucro recuou de 21,81% para 17,50%, uma redução de -4,31 pontos percentuais. A empresa reforça que a assessoria de comercialização é tão importante quanto a técnica de produção, já que ganhos na lavoura podem ser anulados por perdas no mercado.
Entre os fatores de alta, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua estimativa para a produção mundial de soja 2025/26 de 430 para 429 milhões de toneladas, enquanto o consumo foi elevado para 431 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, as exportações semanais somaram 923 mil toneladas, dentro do esperado, com destaque para o Egito como principal comprador. Além disso, o USDA informou vendas consistentes de farelo e óleo de soja, e o governo americano deve liberar mais de US$ 40 bilhões em auxílios a agricultores em 2025, o segundo maior valor desde 1933.
Já os fatores de baixa incluem a decepção do mercado com a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, que não trouxe avanços para produtos agrícolas. A pressão sazonal da colheita nos EUA e a ausência de compras chinesas também pesam sobre os preços. No Brasil, a Conab elevou a projeção para a safra 2025/26, estimando 177,67 milhões de toneladas de soja e exportações de 112,12 milhões de toneladas, reforçando a competitividade brasileira, ainda que a demanda da China esteja em desaceleração.
A China vive uma transformação silenciosa: cerca de 200 milhões de trabalhadores temporários e precários deixam o campo em busca de empregos nas fábricas e nos serviços urbanos. Esse movimento, descrito pela The Economist, altera profundamente o padrão de consumo da população.
No campo, a dieta é simples e baseada em subsistência. Nas cidades, o acesso ao supermercado, ao delivery e à renda monetária, mesmo instável, abre espaço para novos hábitos alimentares. O resultado é direto: cresce a demanda por proteínas animais, grãos, leite e alimentos industrializados.
O Brasil já é o maior fornecedor de carnes e grãos para a China. O frango, a carne bovina e a suína brasileiras abastecem cada vez mais os pratos chineses. Essa “urbanização do paladar” significa que, quanto mais trabalhadores migram do campo para os centros industriais, maior tende a ser a dependência chinesa de importações.
E aqui está o ponto central: essa relação cria uma situação irreversível. A China caminha para ser uma potência cada vez mais industrial e urbana, perdendo espaço agrícola. Já o Brasil tem exatamente o que os chineses não conseguem produzir em escala suficiente: alimento em quantidade, qualidade e competitividade.
O deslocamento de trabalhadores chineses do campo para as cidades explica o aumento brutal das exportações brasileiras de proteína animal. E, ao que tudo indica, continuará garantindo espaço para o Brasil. Trata-se de uma parceria estrutural: o futuro industrial da China se conecta de forma permanente com a vocação agrícola do Brasil.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
A semana começa com tempo instável na região Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, as pancadas de chuva continuam pelo estado, com risco de temporais pela madrugada e manhã desta segunda-feira (22). Ao longo do dia, a frente fria vai se afastando e a chuva diminui, mantendo-se no litoral. Na retaguarda, uma massa de ar polar avança e provoca queda acentuada nas temperaturas à noite.
Em Santa Catarina e no Paraná, as instabilidades se espalham ao longo do dia, trazendo pancadas de chuva moderadas e risco de ventania. A frente fria avança até o final do dia, e as chuvas se concentram no litoral.
No Sudeste, o avanço da frente deixa o dia em alerta para temporais em São Paulo, que se espalham também pelo Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro, centro-sul e oeste de Minas Gerais e pela Zona da Mata. No litoral norte paulista e no sul fluminense, o risco é maior para chuva forte acompanhada de rajadas de vento que podem chegar a 70 km/h, com possibilidade de transtornos.
Em São Paulo, as temperaturas começam a cair e a sensação fica mais amena. Já no norte e noroeste de Minas, o calor persiste e a qualidade do ar continua baixa. No Espírito Santo, a circulação marítima mantém maior nebulosidade e chuva fraca isolada em cidades costeiras. Enquanto no Centro-Oeste, áreas de instabilidade associadas ao avanço da frente fria atingem o Mato Grosso do Sul e o centro-sul de Goiás, enquanto as pancadas continuam no Mato Grosso. Há previsão de chuva também para Brasília (DF) e Cuiabá (MT).
Já no Nordeste, a circulação de ventos vindos do oceano mantém pancadas de chuva ao longo da faixa litorânea do Maranhão, além da faixa leste entre a Bahia e o Rio Grande do Norte. Em algumas áreas entre o litoral baiano e Pernambuco, há risco de pancadas mais fortes. No interior nordestino, o predomínio é de tempo firme, com muito calor e índices de umidade abaixo do ideal.
E no Norte, o fluxo de umidade mantém áreas de instabilidade sobre o Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, com risco de pancadas de chuva fortes e temporais isolados. Também pode chover em algumas áreas do Amapá e Tocantins.
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No morning call desta segunda-feira (22), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Fed reduziu juros em 0,25 p.p. e reforçou expectativas de novos cortes. Bolsas globais e moedas emergentes subiram; S&P500 avançou 1,2%, Ibovespa 2,6% e o real se valorizou.
O Copom manteve a Selic em 15%, alinhando o cenário doméstico. Ao longo da semana, atenção deve se voltar à Ata do Copom, IPCA-15, confiança do consumidor e setor externo.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
Embora o tarifaço preocupe o setor de proteína animal, especialmente o de carne bovina, os impactos nos mercados de aves e suínos devem ser mínimos. Sobre essa afirmação, Alexandre Camargo Costa, médico-veterinário e sócio-diretor da FNF Ingredients Brasil, é bastante enfático. “Os EUA são nossos concorrentes, não nossos clientes”, diz.
A expansão da carne de frango, por exemplo, pode acontecer com a suspensão do embargo das nossas exportações para a União Europeia. A possibilidade decorre do reconhecimento do Brasil como livre da gripe aviária pelo bloco no começo de setembro. O status permite o retorno dos embarques brasileiros da proteína. Para Costa, além da possibilidade de aumentar a produção, a medida também abre espaço para o redirecionamento de cortes entre mercados.
“Não é um salto de produção imediato, mas melhora o mix e o preço nas plantas habilitadas, usando capacidade ociosa e contratos de longo prazo. Além disso, redirecionar os cortes para UE, Oriente Médio e Sudeste Asiático suaviza picos de oferta interna e sustenta margens ao longo de 2025/26”, afirma.
Novos destinos para a carne bovina
Além de China e União Europeia, a carne bovina brasileira desperta interesse em países do Oriente Médio, Norte da África, América Latina e Ásia. Segundo o especialista, há demanda tanto por carne de dianteiro para processamento quanto por cortes premium para foodservice e varejo.
“Programas halal e padronização de especificações têm acelerado habilitações, enquanto o câmbio competitivo e a previsibilidade sanitária sustentam o ganho de participação”, avalia.
Em 2024, o Brasil exportou cerca de 2,89 milhões de toneladas de carne bovina, com receita de US$ 12,8 bilhões, aproveitando uma diversificação gradual além do mercado chinês. Os dados são da Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Espaço deixado pelos EUA
Com menor oferta exportável dos Estados Unidos, o Brasil encontra oportunidade para ocupar nichos estratégicos, principalmente em cortes de dianteiro e carne para processamento. Mercados como Golfo, Egito, Hong Kong e Filipinas já demonstram apetite por esse tipo de produto, enquanto a Ásia mantém demanda consistente por brisket e short plate.
Para Costa, o diferencial brasileiro está na combinação de custo competitivo e regularidade de entrega. “O Brasil consegue ofertar volume estável, com contratos halal de ciclo curto no Golfo, programas de qualidade para varejo no Chile e nas Filipinas e fornecimento contínuo de subprimes para a China”, explica.
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Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência – Foto: Pixabay
A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou a semana em queda, pressionada pela falta de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, segundo a TF Agroeconômica. Os contratos de soja para novembro recuaram 1,16%, a $ 1.025,50 por bushel, enquanto janeiro caiu 1,11%, a $ 1.044,75. O farelo de soja para outubro fechou praticamente estável, com baixa de 0,04%, a $ 282,90 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou 1,07%, a $ 50,03 por libra-peso.
Nesse contexto, o mercado reagiu à decepção com a ligação entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, na qual nenhum produto agrícola específico foi mencionado. “Nada que se possa apontar para dizer que fizemos um avanço”, afirmou Randy Place, analista do Hightower Report. A China é responsável por cerca de 45% das exportações de soja dos EUA na temporada 2024-25, mas até 11 de setembro não havia reservado nenhum carregamento, pela primeira vez desde 1999, conforme a Bloomberg.
Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência e utiliza as commodities como instrumento de negociação em um contexto comercial mais amplo. O cenário contribuiu para que a soja acumulasse perdas semanais de 2,01%, o farelo recuasse 1,6% e o óleo de soja caísse 3,17%, refletindo cautela e incerteza entre os compradores. Especialistas alertam que, enquanto não houver definição nas negociações, a volatilidade deve permanecer elevada, exigindo atenção de produtores e traders para o planejamento das vendas futuras e para o gerenciamento de riscos no mercado internacional de soja.
A Feira do Empreendedor 2025 (FE25), promovida pelo Sebrae, será palco de histórias inspiradoras entre os dias 15 e 18 de outubro em São Paulo. Uma delas é a de Nadieli Cardim de Oliveira, produtora rural em Eldorado (SP), que participa pela primeira vez da feira.
“Estou animada para fazer novas parcerias e expandir minha marca, irei expor minhas bananas chips e bala de banana”, conta Oliveira que prepara uma novidade para o evento.
“Chips de banana pelipita, uma variedade rara no Brasil. Pretendo vender o produto em versão tradicional e também banhado no chocolate. É algo que ainda não existe no mercado”, revela a produtora.
Além de processar as frutas cultivadas em sua propriedade, Oliveira também compra bananas de agricultoras locais. “Meu objetivo é motivar essas mulheres a conquistar independência financeira. Eu amo empreender nesse setor, apesar de ainda ser um espaço majoritariamente masculino”, afirma.
Para se ter uma ideia, o projeto Bananadi nasceu em 2020, após sua separação, quando encontrou no empreendedorismo uma forma de gerar renda e apoiar outras mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Sou a quarta geração de produtores rurais”, conta Oliveira ressaltando o apoio do pai neste momento: “meu pai é o meu maior incentivador.”
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Apoio que faz toda diferença
Para se consolidar no mercado, Oliveira conta com um apoio essencial para gerir seus negócios. “O Sebrae/SP entrou na minha vida desde o começo com orientações e cursos. O consultor Anderson sempre tira minhas dúvidas”, conta a empreendedora.
Com vendas consolidadas em redes de supermercados do Paraná, Oliveira agora mira novos mercados com o apoio de quem entende do assunto.
“A agricultura é um segmento importante no Vale do Ribeira e temos apoiado e incentivado os produtores a participarem da Feira do Empreendedor, inclusive como expositores”, afirma Michelle dos Santos, gerente regional do Sebrae/SP no Vale do Ribeira.
Além disso, a FE25 vai oferecer muitas oportunidades de negócios como acesso a novos mercados e tecnologias: “além de palestras, painéis e consultorias sobre temas importantes para melhorar a gestão, desenvolver habilidades, inovar e fortalecer a propriedade rural, impulsionando a competitividade no agronegócio e a geração de mais renda”, reforça a gerente do Sebrae/SP.
A 14ª edição da FE25 terá o conceito ‘Inteligência Empreendedora’ e será realizada de 15 a 18 de outubro, no São Paulo Expo. As inscrições para visitantes estão abertas e podem ser feitas aqui.
Porteira Aberta Empreender
Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.
Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural