segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Governo interferir na Moratória da Soja é uso indevido da máquina pública, acusa a FPA



A Moratória da Soja, acordo privado firmado em 2006 por tradings, indústrias e ONGs e que, segundo parlamentares, hoje conta com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), foi tema da reunião-almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) nesta terça-feira (23).

A bancada reiterou que não há base legal para punir produtores que cumprem o Código Florestal com regras extralegais e afirmou que atuará em defesa da legalidade e da segurança jurídica no campo.

O assunto ganhou novo fôlego após decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que em agosto instaurou processo por indícios de cartel contra empresas signatárias e determinou a suspensão do pacto.

Em reação, o secretário de Controle do Desmatamento do MMA, André Lima, classificou a medida como subversão absoluta e informou que a Advocacia-Geral da União (AGU) atuará em defesa do acordo, tratado pelo governo como complemento de política pública.

Para o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, a movimentação do Executivo configura uso indevido da máquina pública para, em sua opinião, sustentar um pacto privado em desacordo com a lei.

“Estamos diante de um caso grave de desvio de finalidade. O governo insiste em criar, por vias indiretas, um desmatamento zero que não existe no Código Florestal”, afirmou.

Ações contra a moratória

Após a reunião, Lupion reafirmou que a bancada vai mobilizar ações contra a moratória. “Vamos agir com todas as ações políticas que pudermos. Isso foi provocado por acordo entre particulares, foi judicializado e está no Cade”, disse. Segundo ele, a atuação do governo torna a situação ainda mais grave.

“A partir do momento que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, chama a AGU para o processo e faz com que o Estado participe de um lado somente contra os produtores rurais, a nossa obrigação é entrar como parte também e enfrentar essa questão. Vamos apoiar as ações no Cade e buscar um meio termo que retire o Executivo dessa discussão. Não tem absolutamente nada a ver nem com a AGU e muito menos com o MMA. É privado”, criticou.

Na Câmara dos Deputados, a Comissão de Agricultura (CAPADR) aprovou requerimento da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), coordenadora de Política de Abastecimento da FPA, para solicitar que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue o uso da estrutura do MMA em defesa da moratória.

“A Moratória se transformou em um pesadelo para os produtores rurais em 2025. Não cabe mais ao Brasil aceitar pactos que prejudiquem justamente o setor que mais contribui para a economia nacional e para a segurança alimentar mundial. Hoje a legislação que vale é o Código Florestal, aprovado pelo Congresso Nacional, e não entendimentos pessoais”, ressaltou.

O deputado Sérgio Souza, ex-presidente da FPA, também defendeu o fim do acordo privado. “Esse pacto desconsidera que o Brasil tem um Código Florestal, aprovado em 2012 e declarado constitucional pelo Supremo, que consolidou as áreas abertas até 2008 e definiu regras claras para a supressão de vegetação após essa data. Mesmo onde a lei permite, como no uso de até 20% da área na Amazônia para atividade agropecuária, as tradings se recusam a comprar, o que é ilegal e injusto”, declarou.

Segundo ele, a bancada ouviu todos os atores envolvidos no assunto, citando nominalmente a Aprosoja, CNA e Abiove e chegou a um consenso: a moratória não cabe mais.

Já para o deputado Alceu Moreira, coordenador Institucional da Frente, a saída para o impasse passa pelo diálogo e pela construção de um acordo entre todos os envolvidos, sem distinções que prejudiquem os produtores.

“Não existe trade sem soja e não existe produção em grande escala sem financiamento. Temos hoje questões judicializadas, mas a melhor decisão judicial é sempre um acordo. Se é para negociar, que seja com todas as partes na mesa, construindo uma solução conjunta. O que não podemos é manter a moratória, que cria produtores de primeira e segunda classe. Isso não faz sentido, não é bom para o produtor, não é bom para as trades e não é bom para ninguém. Cabe a nós, da FPA, buscar a construção desse acordo de forma equilibrada”, destacou o parlamentar.

O senador Jaime Bagattoli, 2º vice-presidente da FPA no Senado, afirmou que é injusto que produtores que abriram suas áreas após 2008, de forma legal, tenham sido impedidos de vender sua produção, acumulando prejuízos.

“A questão já foi levada ao Cade e, se há ou não cartel, deve ser discutida. Mas o fundamental é que o produtor não continue arcando com os prejuízos. Precisamos de um acordo definitivo que coloque fim à moratória da soja”, afirmou.

Impactos ao produtor rural

Pela moratória, as empresas se comprometem a não comprar soja de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008. A FPA argumenta que essa limitação acontece mesmo que o desmatamento tenha sido legal, autorizado e dentro das regras do Código Florestal (Lei 12.651/2012).

Segundo entidades do setor, a medida já teria afetado mais de 4.200 agricultores em Mato Grosso, com perdas que podem ultrapassar R$ 20 bilhões.

“É inaceitável que um acordo entre privados seja usado para desvalorizar terras legalmente abertas, gerar insegurança jurídica e excluir produtores do mercado. Quem cumpre a lei não pode ser tratado como ilegal”, reforçou Lupion.



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evento discute mercado equilibrado e favorável ao crescimento


O futuro do gado no Brasil foi o tema central do Fórum Pecuária Brasil, realizado pela Datagro em São Paulo. O evento reuniu mais de 600 especialistas, produtores e representantes de toda a cadeia da carne bovina, discutindo temas como a automação de dados, a importância do melhoramento genético e a expansão do confinamento para novas regiões do país. Confira os principais destaques.

Um dos principais destaques do fórum foi o protagonismo do Brasil no cenário global de produção de proteína vermelha. Segundo especialistas, a pecuária brasileira está no caminho certo para atender a crescente demanda mundial, já que o rebanho comercial global é o menor em 60 anos, enquanto a população mundial ultrapassa 8 bilhões de pessoas. O Brasil é o único país capaz de aumentar a produtividade para compensar essa escassez.

Outro ponto crucial discutido foi a importância da informação de qualidade como principal insumo para a tomada de decisões. A Datagro, por exemplo, usa robôs para coletar e distribuir dados sobre o mercado de boi gordo, garantindo um ambiente neutro e crível para as negociações. Esse trabalho tem solidificado o mercado, que se torna menos ansioso e foca em produzir mais e com mais eficiência.

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Tecnologia e genética para aprimorar o rebanho

O Fórum Pecuária Brasil foi realizado pelo Datagro. Foto: Divulgação.O Fórum Pecuária Brasil foi realizado pelo Datagro. Foto: Divulgação.
O Fórum Pecuária Brasil foi realizado pelo Datagro. Foto: Divulgação.

Na jornada de intensificação da produção, o evento ressaltou o papel da fase de cria e do uso de genética melhoradora. Apenas metade das vacas brasileiras são inseminadas, o que significa um grande potencial para o aumento de produtividade. 

O investimento em tecnologia e em melhoramento genético resulta em carcaças mais pesadas, maior rendimento e um retorno financeiro significativo para a fazenda.

O confinamento também foi debatido como uma ferramenta estratégica, com a expansão da engorda intensiva para o Norte e Nordeste. 

A integração lavoura-pecuária, especialmente no oeste da Bahia, exemplifica como a consorciação de culturas como soja e milho com a pastagem aumenta a produtividade e a rentabilidade, consolidando novas fronteiras para a pecuária nacional.



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Fungo causador da murcha da cana-de-açúcar é identificado



O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) anunciou nesta terça-feira (23), em Piracicaba, interior de São Paulo, a descoberta do fungo causador da murcha da cana, doença que tem afetado a longevidade dos canaviais e elevado custos de produção.

Trata-se do Colletotrichum spp.. A descoberta foi validada por análises genéticas e pelo Postulado de Koch. A confirmação abre caminho para o desenvolvimento de variedades resistentes e para estratégias de manejo mais assertivas.

“O mais importante é saber o que se está atacando. Agora, com a confirmação do agente causal, podemos direcionar pesquisas em diferentes frentes – desde fungicidas até soluções de manejo nutricional e irrigação -, além de abrir espaço para o desenvolvimento de variedades resistentes no futuro”, destacou a diretora de P&D do CTC, Sabrina Chabregas.

Perdas em talhões de cana

O impacto da doença preocupa produtores em todo o país. Relatos apontam perdas de até 50% na produção de talhões afetados.

Além disso, estima-se que a murcha atinja cerca de 30% dos canaviais brasileiros, principalmente em áreas mais suscetíveis ao estresse hídrico e ao ataque de pragas. “O controle da murcha é super relevante, é a principal doença do setor hoje”, completou Sabrina.

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A descoberta foi apresentada durante o lançamento do movimento Esfera, plataforma de colaboração aberta entre produtores, pesquisadores e indústrias. Segundo o CTC, a Esfera nasce como um espaço de conexão permanente entre diferentes elos da cadeia, promovendo debates técnicos e estratégias para elevar a competitividade do setor.

O ambiente já conta com quase 400 inscritos e funcionará em duas frentes: uma comunidade virtual aberta a qualquer interessado em cana-de-açúcar e encontros presenciais periódicos, previstos para ocorrer cerca de quatro vezes ao ano.

“O Brasil é referência na cultura da cana-de-açúcar e a Esfera chega para ser o palco de debate do setor nos temas técnicos mais relevantes que visam expandir o conhecimento e aplicabilidade de diferentes práticas de manejo que levarão ao aumento da produtividade”, afirmou o CEO do CTC, César Barros.

Para Barros, a Esfera simboliza a aceleração dessa resposta coletiva. “Muitas iniciativas de controle já vinham sendo testadas de forma isolada nas usinas. Agora, queremos que esse esforço seja conjunto, transparente e colaborativo, de modo a gerar soluções mais rápidas para os problemas críticos do setor.”



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Tensão EUA-China valoriza soja brasileira apesar de dólar em queda


O mercado global de soja apresentou comportamentos divergentes na última semana, de acordo com análise da Grão Direto. Enquanto nos Estados Unidos a colheita acelerada pressionou negativamente os contratos futuros, no Brasil os preços internos resistiram à queda, sustentados por prêmios de exportação em níveis elevados.

Segundo a Grão Direto, o avanço da colheita nos EUA — que já atinge 5% da área, superando a média histórica — sinaliza uma entrada robusta de oferta no mercado global. Esse fator, somado à ausência de novos anúncios de compras chinesas após contato diplomático entre os presidentes dos EUA e da China, resultou em uma desvalorização de quase 2% no contrato de novembro/25 na Bolsa de Chicago (CBOT).

Em contraste, o mercado brasileiro de soja demonstrou resiliência. Ainda conforme análise da Grão Direto, a valorização dos prêmios nos portos atuou como escudo contra a queda externa e a desvalorização cambial. Em Paranaguá, o preço da saca encerrou a semana a R$ 140, mesmo com o dólar recuando para R$ 5,32.

A firmeza nos prêmios reflete a continuidade das tensões comerciais entre EUA e China, que vêm direcionando a demanda do país asiático para a América do Sul. A Grão Direto ressalta que as projeções da ANEC para setembro — entre 7,2 e 7,85 milhões de toneladas embarcadas — confirmam a forte procura pela soja brasileira, superando com folga o volume registrado no mesmo período de 2024.

Plantio sob cautela e clima como variável-chave

Ainda de acordo com a análise, o mercado agora volta as atenções para o início do plantio da safra 2025/26, que avança de forma lenta em estados como Paraná e Mato Grosso. A regularidade das chuvas nas próximas semanas será determinante para a evolução dos trabalhos de campo.

A Grão Direto também destaca o aumento da probabilidade de ocorrência do fenômeno La Niña durante a primavera. Mesmo em intensidade fraca, o evento climático pode impactar a Região Sul com chuvas abaixo da média, comprometendo o potencial produtivo e adicionando um prêmio de risco climático às negociações futuras.

Outro ponto de atenção para o mercado é o novo relatório do USDA, previsto para esta segunda-feira. Segundo a Grão Direto, a continuidade da colheita nos EUA tende a aumentar a oferta global, encurtando a janela de oportunidade para que o Brasil capitalize os prêmios de exportação ainda em vigor. O momento é estratégico para os exportadores brasileiros. A demanda aquecida, combinada à limitação de tempo antes da consolidação da oferta norte-americana, impõe urgência na comercialização do restante da safra 2024/25. Ao mesmo tempo, o clima e o contexto geopolítico permanecem como variáveis decisivas na formação de preços para os próximos meses.





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Preços da arroba do boi gordo hoje mantém trajetória de baixa; confira as cotações



O mercado físico do boi gordo ainda conta com pressão baixista em determinadas regiões do país. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, esse movimento tem se mostrado mais contundente em Mato Grosso e no Tocantins.

Segundo ele, vale destacar que as escalas de abate estão posicionadas entre oito e nove dias úteis na média nacional, em um ambiente ainda pautado por boa incidência de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização de confinamentos próprios.

“A exportação segue como grande variável de suporte neste momento, com números bastante positivos em 2025”, disse.

  • São Paulo: R$ 304,42 — ontem: R$ 305,67
  • Goiás: R$ 287,14 — R$ 288,75
  • Minas Gerais: R$ 287,65 — R$ 287,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 321,16 — R$ 321,05
  • Mato Grosso: R$ 294,32 — R$ 295,00

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a se deparar com queda em suas cotações no decorrer da terça-feira.

Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a lenta reposição entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

“A carne de frango ainda é mais competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, pontua.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,35 por quilo, queda de R$ 0,15; o dianteiro ainda é cotado a R$ 17,50 por quilo; e a ponta de agulha foi indicada a R$ 16,40 por quilo, queda de R$ 0,10.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,2775 para venda e a R$ 5,2755 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2765 e a máxima de R$ 5,3460.



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Vale do Taquari tem 623 mil m³ de sedimentos retirados em ações de desassoreamento



No Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, área marcada pelas enchentes de 2023 e 2024, operações de desassoreamento já retiraram 623 mil metros cúbicos de sedimentos de diferentes cursos d’água.

As medidas previnem alagamentos e reduzem os riscos decorrentes do transbordamento de rios e arroios provocado por chuvas intensas. O governo do estado atua por meio do programa Desassorear RS.

Dos 32 municípios da região contemplados, os trabalhos estão em execução ou já concluídos em 21 deles. Em todo o Rio Grande do Sul, o programa já retirou mais de 2,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

O titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Marcelo Caumo, destaca que levar proteção e tranquilidade à população que passou pela experiência das cheias é um ponto alto do programa.

“No Vale do Taquari e em todas as cidades participantes, percebemos o aumento da sensação de segurança, as pessoas ficam mais confiantes em relação às chuvas após as ações de desassoreamento”, destaca.

Desassoreamento em Roca Sales (RS)

No município de Roca Sales, o programa Desassorear RS registrou a remoção de 29 mil metros cúbicos de sedimentos e segue em andamento.

As intervenções estão concentradas no arroio Augusta, na Linha Marechal Floriano, e no arroio Júlio de Castilhos, na Linha Júlio de Castilhos, com a retirada de areia, seixo, material flutuante e outros resíduos acumulados ao longo dos anos.

De acordo com o prefeito Jones Wunsch, recentemente houve uma nova enxurrada no local onde já foi realizado o desassoreamento e o arroio permaneceu no leito, mesmo com o grande volume d’água recebido.



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Lula anuncia US$ 1 bi no Fundo de Florestas Tropicais para Sempre



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, durante a Sessão de Abertura da Reunião sobre o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), nesta terça-feira (23), que o Brasil vai investir US$ 1 bilhão na iniciativa.

O Fundo, que propõe um modelo inovador de financiamento para a conservação das florestas tropicais, será oficialmente lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima (COP30), agendada para novembro, em Belém, capital paraense.

“O Brasil vai liderar pelo exemplo e se tornar o primeiro país a se comprometer com investimento no fundo com um bilhão de dólares. Por isso, convido todos os parceiros presentes a apresentarem contribuições igualmente ambiciosas para que o TFFF possa entrar em operação na COP30, em novembro, na Amazônia sul-americana”, declarou Lula, durante a reunião realizada na Sede das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos.

O presidente ressaltou que os dividendos gerados pelo TFFF, que será complementar aos mecanismos de pagamento por redução de emissões de gases de efeito estufa, serão repartidos anualmente entre os investidores e os países que mantiverem suas florestas em pé.

“Todos os anos, o monitoramento por satélite tornará possível identificar se os países estão respeitando a meta de manutenção do desmatamento abaixo de 0,5%”, afirmou.



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Queda nos preços de soja é registrada no Brasil; saiba as cotações por região



O mercado brasileiro de soja registrou preços de estáveis a mais baixos nesta terça-feira (23). A forte queda do dólar e a baixa nos prêmios pressionaram o mercado nacional. Segundo a consultoria Safras & & Mercado, as negociações estiveram travadas, com alguma movimentação notada em Goiás e Mato Grosso, mas sem volumes relevantes

Saiba as cotações de soja nesta terça-feira (23):

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 131,50 para R$ 130,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 123,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja apresentaram leve alta em uma sessão volátil. Após atingir os menores patamares em seis semanas, pressionada pelo cenário fundamental, o mercado esboçou recuperação com base em fatores técnicos.

EUA

O avanço da colheita de uma safra recorde nos Estados Unidos, combinado com a fraca demanda chinesa pela soja americana, mantém o mercado sob pressão. O produto sul-americano segue mais competitivo, especialmente após a retirada das retenções pelo governo argentino

O reflexo da medida argentina é sentido também no farelo de soja, onde o país vizinho é um player global importante. As cotações do subproduto voltaram a registrar queda substancial.

Contratos futuros de soja

Nos contratos da soja em grão, a posição novembro fechou com alta de 1,00 centavo de dólar, ou 0,09%, a US$ 10,12 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,31 3/4 por bushel, com alta de 1,25 centavo ou 0,12%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,99%, a US$ 277,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,88 centavos de dólar, com ganho de 0,19 centavo ou 0,38%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,11%, negociado a R$ 5,2775 para venda e R$ 5,2755 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2765 e a máxima de R$ 5,3460.



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Argentina entra na ‘corrida da soja’: Brasil corre risco de perder protagonismo? Daoud responde



A Argentina suspendeu temporariamente os impostos sobre a exportação de soja, movimentando o mercado internacional e acirrando a disputa entre Brasil e Estados Unidos pelo maior importador mundial do grão. A medida elimina uma taxa de 26% sobre grãos e carnes, válida até o fim de outubro ou até que os embarques atinjam US$ 7 bilhões, e visa estimular vendas imediatas.

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O movimento reforça a posição da América do Sul como principal fornecedora da China. Nos primeiros oito meses de 2025, o Brasil manteve a liderança nas exportações ao país asiático, mesmo com um recuo no ritmo de embarques. Já os EUA perderam espaço diante da guerra comercial e da busca chinesa por soja mais barata. A suspensão temporária de tarifas pela Argentina amplia essa pressão sobre os produtores norte-americanos, que ainda não conseguiram vender nenhum carregamento da nova safra para Pequim.

E a soja brasileira: corre risco?

A questão que fica é se o Brasil corre risco de perder protagonismo nas exportações de soja: sim ou não? O Soja Brasil conversou com o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud. “A decisão argentina não vai afetar as vendas do Brasil”, pontua. Ele ressalta que a medida vale apenas para compras imediatas, entre 23 de setembro e o fim de outubro, e que a China ainda tem espaço para adquirir cerca de 13 milhões de toneladas.

“Essa decisão ajudou a derrubar os preços em Chicago, mas o prêmio pode aumentar e compensar parte do efeito, sem impactos sobre o mercado brasileiro”, completa Daoud, reforçando que o Brasil mantém sua posição de destaque no fornecimento de soja para o maior importador mundial do grão.



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Como a vermifugação na primavera impulsiona a lucratividade



A chegada da primavera e das primeiras chuvas no Hemisfério Sul marca um ponto crucial para a pecuária brasileira. Com a rebrota dos pastos, é o momento ideal para a vermifugação estratégica do rebanho, uma medida essencial para evitar os prejuízos bilionários que os parasitas causam ao setor. 

Um manejo eficiente garante que o gado aproveite ao máximo a qualidade do novo capim, traduzindo o investimento em rentabilidade. Saiba mais no vídeo.

A principal razão para a urgência na vermifugação neste período é o ciclo de vida dos parasitas. As larvas, que são as maiores vilãs, ainda não se desenvolveram nas pastagens, e um tratamento preventivo agora impede que a infestação se agrave. 

Enquanto parasitas externos, como moscas e carrapatos, são visíveis, o perigo real mora nas verminoses internas, que agem silenciosamente no organismo do animal.

Segundo Antônio Coutinho, gerente técnico da Vetoquinol Saúde Animal, a verminose pode ser responsável por uma perda de até 20% do ganho de peso do gado. O investimento em uma dose de vermífugo, como o Bullmax Premium, se paga em apenas três dias de ganho de peso adicional que o animal teria sem a infestação. Esse dado ilustra a importância de encarar a vermifugação como um investimento, e não como um gasto.

Planejamento e tecnologia: O caminho para o sucesso

A pecuária moderna exige que o produtor rural faça um planejamento rigoroso e utilize as ferramentas certas para o controle de parasitas. Uma das melhores práticas é a realização de exames de fezes no rebanho, que podem identificar a presença de parasitas e orientar o protocolo de tratamento mais adequado. 

Essa abordagem evita o tratamento generalizado, otimiza o uso de medicamentos e combate o problema de forma mais precisa.

  • Saúde intestinal: A vermifugação no momento certo garante que o animal absorva melhor os nutrientes do pasto. A verminose, quando não tratada, compromete a microbiota do rúmen, fundamental para a digestão da forragem. Um rúmen saudável é sinônimo de um gado mais eficiente e produtivo.
  • Perdas invisíveis: Os prejuízos causados pela verminose vão além da perda de peso. Infestações severas podem levar a doenças, comprometer a produção de carne e leite e, em casos extremos, causar a morte do animal. Antônio Coutinho reforça que a verminose é um problema que “rouba o dinheiro do produtor de tudo quanto é jeito”.

Além do controle dos parasitas internos, um manejo sanitário completo deve incluir também a prevenção de parasitas externos. Produtos como brincos mosquicidas (por exemplo, o Fiprotag 210) são ferramentas eficazes que mantêm as moscas longe do rebanho por longos períodos. Esse tipo de ação evita o estresse dos animais e, consequentemente, a perda de peso.

O manejo integrado de parasitas é a chave para a rentabilidade da fazenda, especialmente em estações como a primavera, quando o clima quente e úmido se torna um ambiente ideal para a proliferação de moscas, carrapatos e vermes. 

O investimento na saúde do rebanho não é uma despesa, mas sim uma estratégia inteligente para garantir a máxima produtividade e lucratividade no agronegócio.



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