domingo, abril 26, 2026

Autor: Redação

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valor de referência para leite em setembro cai em relação a agosto



O valor de referência projetado para o leite no Rio Grande do Sul em setembro é de R$ 2,3149 o litro, 2,37% abaixo do estimado no mês de agosto (R$ 2,3712). O dado foi divulgado na manhã desta sexta-feira, 26, durante reunião do Conseleite.

O colegiado também divulgou o valor consolidado de agosto, que fechou em R$ 2,3861, 2,97% abaixo do valor final de julho (R$ 2,4592).

Em nota, o coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, lembra que os dados reproduzem o mercado dos primeiros 20 dias do mês de setembro e consideram informações fornecidas pelas indústrias.



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‘Um ou dois setores da economia podem estar abusando de recuperação judicial’, diz Haddad



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, citou uma suspeita de que “um ou dois setores da economia” estejam abusando do instrumento da recuperação judicial – processo previsto em lei para socorrer empresas em crises financeiras.

“Tem um ‘abusozinho’ do uso da recuperação judicial em alguns setores, que a gente está analisando com mais calma, que nunca teve esse tipo de coisa”, disse Haddad ao ser perguntado sobre uso abusivo de recuperação judicial, citando em seguida que a suspeita existe em cima de “um ou dois setores”.

Ele deu entrevista ao vivo ao Podcast 3 Irmãos, transmitida pela internet. “Tem coisa que você tem certeza que está acontecendo, e tem coisa que você suspeita que está acontecendo”, afirmou o ministro, que não citou quais são os segmentos em que há suspeitas.

A fala de Haddad ocorreu em um contexto em que o ministro falava de medidas para combater a corrupção e fraudes tributárias no Brasil. Ele citou a operação da Polícia Federal, na sexta-feira (26) na Refinaria de Manguinhos (Refit), no Rio, que reteve cargas de quatro navios que transportavam óleo diesel do exterior com destino ao Rio de Janeiro e a São Paulo.

O chefe da Fazenda repetiu que o governo vai criar uma delegacia na Receita Federal para combater o crime organizado. “Tem que punir, mas tem que sufocar a grana, tem que secar o dinheiro porque se não o negócio se reproduz como se fosse um tumor”, declarou Haddad.



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Santa Catarina estabelece novas regras de biossegurança



A Secretaria de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do estado (Cidasc) publicaram, em 8 de setembro, a Portaria Sape nº 50/2025. A medida estabelece novas diretrizes de biossegurança para a suinocultura comercial no estado.

O objetivo da portaria é padronizar boas práticas nas granjas por meio de regras obrigatórias que incluem desde o controle de acesso e higiene até melhorias estruturais, como a destinação adequada dos dejetos. As exigências começam a valer em 60 dias e, para granjas já em funcionamento, os prazos de adaptação variam entre 12 e 24 meses, de acordo com as necessidades de cada propriedade.

Medida é considerada um avanço

Segundo o secretário de Agricultura e Pecuária do estado, Carlos Chiodini, a iniciativa representa um avanço importante. “Santa Catarina já é reconhecida como o estado com melhor sanidade do Brasil. O Japão, por exemplo, só importa carne suína do nosso estado. No entanto, ainda faltava essa regulamentação específica”, afirmou.

Para apoiar os pequenos produtores na adequação às novas exigências, o governo estadual lançou o programa Biosseguridade Animal SC, que oferece financiamentos de até R$ 70 mil por granja.

Suporte a produtores independentes

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, explica que o programa é voltado a suinocultores com dificuldade financeira para cumprir os padrões exigidos. “É um suporte acessível, com condições que permitem ao produtor, muitas vezes autônomo, fazer os investimentos necessários e manter seus compromissos”, disse.

Com a nova portaria, a responsabilidade pela biossegurança se estende também aos produtores independentes, e não apenas às integradoras e cooperativas. “Santa Catarina é berço da agroindústria, com empresas de renome nacional e internacional. Mas também temos suinocultores vinculados à Associação Catarinense de Criadores de Suínos, que atuam de forma independente”, completou.

A excelência sanitária é um dos principais diferenciais da suinocultura catarinense. Em 2024, o estado exportou carne suína para 78 países, movimentando US$ 1,7 bilhão, com destaque para o mercado asiático.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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‘Precisa baixar a taxa Selic, estamos trabalhando para ser o mais rápido possível’



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu a redução da taxa básica de juros, dizendo que o governo trabalha para que ela caia o mais rápido possível. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) manteve a Selic em 15% ao ano.

“Estamos vivendo, com todas as dificuldades do mundo, um bom momento. Porque o desemprego caiu, está em 5,6%. A renda média deu uma subida. O salário mínimo deu uma subida. A inflação de alimentos começou a cair. Então, arroz, feijão, pão, reduziram. Porque nós estamos com uma safra recorde, 16% a mais este ano do que o ano passado. Então, precisa baixar a taxa Selic, os juros”, disse Alckmin ao apresentador Datena, em entrevista na Rede TV, concedida na noite desta sexta-feira (26).

Indagado sobre a previsão para corte dos juros, Alckmin disse: “Estamos trabalhando para ser o mais rápido possível, porque isso atrapalha a economia”.

“Reduzindo a taxa de juros e equacionando melhor essa questão do tarifaço dos EUA, o Brasil tem tudo para crescer mais”, destacou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do leite segue em retração no RS


O valor consolidado de agosto também apresentou retração, encerrando o mês em R$ 2,3861. Isso representa uma queda de 2,97% frente ao valor final de julho, que foi de R$ 2,4592. O comportamento de baixa vem se mantendo desde o pico registrado em meados de 2023, refletindo o atual desequilíbrio entre oferta, demanda e custos de produção no setor lácteo gaúcho.

De acordo com o coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, os números projetados para setembro consideram os primeiros 20 dias do mês e têm como base as informações repassadas pelas indústrias. O colegiado reúne representantes da cadeia produtiva para definir mensalmente os parâmetros que orientam as negociações entre produtores e laticínios.

A queda no valor de referência acende um sinal de atenção para os produtores, especialmente os de menor escala, que já enfrentam margens apertadas com o aumento dos custos de insumos, energia e mão de obra. O recuo sucessivo nos preços, sem uma contrapartida na redução dos custos, pressiona a sustentabilidade econômica das propriedades leiteiras.

No mercado interno, o consumo de lácteos ainda não apresentou a recuperação esperada, mesmo com a redução da inflação e a retomada gradual do poder de compra. Isso limita o repasse de preços pelas indústrias e mantém o mercado em um patamar de remuneração que não cobre, em muitos casos, o custo de produção estimado em regiões como o Alto Uruguai e o Planalto gaúcho.

A expectativa do setor é que a demanda cresça com a chegada das temperaturas mais elevadas, período em que o consumo de derivados como iogurtes e bebidas lácteas tende a aumentar. No entanto, essa recuperação depende de uma série de fatores econômicos e climáticos, como a estabilidade no abastecimento e as condições de pastejo para o gado leiteiro.

Com mais uma queda confirmada, o mercado leiteiro do Rio Grande do Sul inicia o último trimestre do ano com perspectivas cautelosas. O setor espera por uma inflexão de tendência que possa reequilibrar a cadeia e garantir maior previsibilidade para produtores e indústrias.





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onda de novas concessões acirra disputa por mão de obra



A “onda” de novas concessões rodoviárias no Brasil, com o maior número de leilões em 17 anos, esbarra em um gargalo de mão de obra especializada. O avanço acelerado de projetos, somado à redução no ritmo de formação de profissionais, tem levado concessionárias a adotar diferentes estratégias. As iniciativas incluem investimentos em tecnologia, assim como programas de capacitação e retenção.

Entre 2015 e 2018, auge das ações da Operação Lava Jato e da crise fiscal, o país realizou apenas dois leilões de rodovias federais. De 2019 a 2022, não passaram de sete. Entre 2023 e 2025, o número saltou para 16, enquanto a meta do governo federal é entregar 35 concessões até o final do atual mandato. Em 2024, foram sete, maior marca em 17 anos. Os números não incluem os projetos estaduais, que também têm ganhado tração.

Para o CEO da MoveInfra, Ronei Glanzmann, a aceleração reflete um amadurecimento dos aspectos jurídicos e econômicos no setor de concessões. No entanto, o especialista identifica uma “dor de crescimento”, com o descasamento entre a demanda e oferta de profissionais.

“Temos financiamento disponível, bons contratos e leilões competitivos, um atrás do outro, mas está na hora de executar os projetos e há um gargalo de mão de obra”, afirma Glanzmann, representante da entidade que reúne os seis principais grupos de infraestrutura do País.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima um déficit de 75 mil engenheiros no Brasil. O país forma cerca de 40 mil profissionais da área anualmente, enquanto outros integrantes do Brics, como Rússia e China, contabilizam mais de 450 mil graduandos, de acordo com dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

O fechamento e reestruturação de grandes empresas de construção após a Lava Jato e o maior apelo de outros setores ajudam a explicar o menor interesse pela área de engenharia, segundo o diretor executivo de Pessoas e Organização da Arteris, Roberto Paolini. “As novas gerações migraram muito para serviços, tecnologia e inteligência artificial, que se tornaram mais atrativas. No entanto, ainda precisamos muito dos engenheiros ‘hard‘, aqueles que projetam, constroem e executam”, afirma.

Enquanto isso, a pouca mão de obra disponível é disputada por outros setores, como o da construção civil, também fomentado por políticas públicas. A lista de desafios inclui ainda a alta complexidade da carreira de engenharia e baixo salário inicial na comparação com outros segmentos, avalia o sócio do escritório Bocater Advogados, Thiago Araújo. “O cenário só poderá ser modificado a partir da atualização dos cursos e uma melhoria nas projeções do mercado de trabalho”, comenta.

Estratégias

A regionalidade é uma das estratégias da EcoRodovias para atrair e reter talentos, segundo o diretor de engenharia do grupo, Filippo Chiariello. “Contratar pessoas em faculdades próximas ao local que irão atuar gera mais fidelidade, porque cria um senso de pertencimento. Funciona melhor do que trazer alguém de um grande centro e levá-la para o interior, por exemplo”, afirma.

O foco na qualidade do ambiente de trabalho é outra iniciativa adotada pela EcoRodovias. “Salário e benefícios são importantes, mas o clima pesa muito”, diz Chiariello. O executivo cita ainda a tecnologia como aliada. “Equipamentos mais autossuficientes reduzem a necessidade de mão de obra altamente especializada, enquanto a engenharia digital oferece ferramentas que ampliam a base de profissionais capazes de atuar”, afirma.

A inovação também é utilizada pela Motiva (ex-CCR) para reduzir a mão de obra nos canteiros e melhorar as condições de trabalho, segundo a diretora de Pessoas da companhia, Danila Cardoso. A executiva destaca que a empresa contratou quase 500 engenheiros entre janeiro de 2024 e julho deste ano, enquanto cerca de 80 vagas seguem abertas para serem preenchidas até dezembro.

De olho nessa demanda, a Motiva fomenta parcerias com universidades. “Além de atrair jovens, buscamos profissionais experientes e criamos programas de mentoria. Também estamos em conversas com a PUC-Rio para montar nossa própria escola de engenharia, focando no ‘upskilling‘ [aprimoramento] de funcionários”, relata Danila.

A Arteris, por sua vez, aponta foco em capacitação e clima organizacional para reter talentos. Paolini ressalta que a empresa busca absorver profissionais após grandes entregas, conciliando ciclos de investimento e de pessoal. “Temos feito programas de desenvolvimento para lideranças e áreas técnicas em parceria com instituições como Fundação Dom Cabral e Fundação Getúlio Vargas”, diz o executivo.

Diante do descompasso entre formação e demanda, a Arteris criou programas próprios de capacitação para fidelizar engenheiros e reduzir o “canibalismo” entre concorrentes. Paolini alerta, no entanto, que a escassez eleva salários e pode levar a promoções aceleradas de profissionais ainda juniores, o que “compromete a qualidade da execução”.



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Produtores mantêm áreas preservadas mesmo após fim de pagamentos de projeto conservação



Proprietários rurais e empresas agrícolas que participaram da primeira etapa do Conserv, projeto conduzido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), decidiram manter a preservação de áreas excedentes à reserva legal mesmo após o fim dos pagamentos. A iniciativa funcionou entre 2020 e 2024 e remunerava produtores que optassem por conservar vegetação nativa em vez de suprimir legalmente.

No período, o Conserv firmou 32 contratos em Mato Grosso, Pará e Maranhão, protegendo mais de 27 mil hectares além do exigido por lei. Ao todo, considerando também áreas de reserva legal e APPs (Áreas de Preservação Permanente), o programa contribuiu para a conservação de mais de 105 mil hectares.

Segundo André Guimarães, diretor executivo do Ipam, o resultado mostrou que o modelo é escalável e pode ajudar a reduzir o desmatamento legal. “Praticamente todos os produtores optaram por seguir conservando. Eles entenderam não só a importância do papel como produtores de alimentos, mas também como estabilizadores do clima do planeta”, afirmou.
Impactos nas propriedades

A iniciativa gerou benefícios ambientais percebidos no dia a dia, como maior umidade, regulação da temperatura e aumento da biodiversidade. Em Sapezal (MT), produtores criaram uma brigada de incêndio, compraram equipamentos para combate ao fogo e capacitaram trabalhadores. “Isso porque estamos conservando, não deixamos pegar fogo. Foi uma experiência muito positiva”, disse Carlos Roberto Simoneti, um dos primeiros a aderir ao Conserv.

O produtor Redi Biezus também optou por manter a vegetação nativa: “A experiência do Conserv era algo que desejávamos há muito tempo e nos fez bem. Conservar acaba sendo prazeroso”.

Adesão de empresas

Além de produtores individuais, empresas do agronegócio também mantiveram áreas preservadas. A SLC Agrícola destacou ganhos de reputação e estratégia ambiental. “Enxergamos valor estratégico na manutenção de ativos ambientais e na adoção de práticas que promovam serviços ecossistêmicos”, afirmou Tiago Agne, gerente de Sustentabilidade.

A Amaggi seguiu no mesmo caminho. Para a gerente socioambiental Fabiana Reguero, a experiência mostrou que é possível conciliar competitividade agrícola e conservação.

“Iniciativas como essa demonstram que o agro brasileiro está disposto a inovar e assumir compromissos concretos com a preservação ambiental e o combate às mudanças climáticas.”
Corredores de biodiversidade

Entre os efeitos adicionais do projeto, propriedades participantes recuperaram áreas degradadas e criaram um corredor de 13 km de vegetação nativa em Sapezal (MT), além de “ilhas de conservação” em regiões de intenso desmatamento, como Porto dos Gaúchos (MT).

Para Guimarães, o maior legado do Conserv vai além dos números. “Essas pessoas perceberam um ganho para além do financeiro, começaram a olhar o seu papel no mundo de uma forma mais aderente aos desafios atuais do planeta. Esse talvez seja o resultado mais importante do projeto”, avaliou.



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China avalia sistema sanitário no RS em passo crucial para retomar exportações de frango



O Rio Grande do Sul recebeu, na terça (23) e quarta-feira (24), uma missão oficial da China para auditoria nos sistemas de defesa sanitária animal e inspeção de produtos de origem animal, informou a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em nota. A visita é considerada como passo estratégico para a reabertura do mercado chinês às exportações de carne de frango gaúcha, suspensas desde julho de 2024.

A comitiva, formada por seis auditores chineses, foi acompanhada por fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária, técnicos da Seapi e representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Na terça, o grupo inspecionou uma granja de genética em São José do Hortêncio e uma propriedade de frango de corte em Pareci Novo. No dia seguinte, esteve em um abatedouro exportador em Bom Princípio.

Segundo o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff, a auditoria é uma chance para comprovar a robustez do sistema de vigilância gaúcho. “É a oportunidade de demonstrar a eficiência dos controles sanitários aplicados no Rio Grande do Sul, garantindo a condição de livre de doenças que impactam no mercado de exportação, como é o caso de doença de Newcastle e influenza aviária de alta patogenicidade”, afirmou, na nota.

As exportações de frango do Rio Grande do Sul para a China foram interrompidas em 2024 após a confirmação de um foco isolado da doença de Newcastle em Anta Gorda, no Vale do Taquari. Quando o setor se preparava para retomar as vendas, um caso de influenza aviária registrado em Montenegro, em maio deste ano, adiou novamente a liberação. O status sanitário do Estado já foi restabelecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).



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Fazenda em MS transforma esterco em lucro



A Fazenda Maragogipe, localizada em Itaquiraí, Mato Grosso do Sul, implementou um projeto inovador de economia circular que transforma o esterco bovino e outros resíduos orgânicos do confinamento em um fertilizante orgânico de alta qualidade. A iniciativa busca não apenas a sustentabilidade, mas também a eficiência na produção pecuária.

O projeto revoluciona o conceito de resíduos, convertendo o que seria um passivo ambiental em um precursor de produtividade e lucro. O coração da iniciativa é a compostagem bovina, realizada em um pátio que atua como uma verdadeira fábrica de fertilizante orgânico. O esterco, que inicialmente é visto como um dejeto, é processado e devolvido ao solo, fechando o ciclo produtivo.

Processo de compostagem e controle de qualidade

A Fazenda Maragogipe garante a qualidade do adubo, que é rico em Nitrogênio, Fósforo e Potássio, assegurando o enriquecimento da matéria orgânica do solo ano após ano. O sucesso do projeto começa com a preparação dos currais do confinamento, onde o solo é compactado com calcário para garantir um material mais puro na hora da limpeza.

Após a retirada, o esterco é levado ao pátio de compostagem e distribuído em leiras. Cada leira é rigorosamente controlada, com cubagem e pesagem para identificar a quantidade exata de produto, que se aproxima de quinhentas toneladas de material pronto.

O processo de compostagem envolve a inoculação com bactérias e a incorporação de tecnologias, como o enriquecimento com fosfato de rocha, essencial devido à deficiência de fósforo nos solos brasileiros.

Reciclagem de nutrientes e ciclo sustentável

As leiras passam por um constante revolvimento por tratores, que misturam e aeram o material. Amostras são coletadas no início, meio e fim do processo, garantindo o controle da incorporação dos nutrientes antes da liberação. O objetivo final do projeto é reciclar os nutrientes dentro do próprio negócio. O fertilizante orgânico é destinado tanto às áreas agrícolas da fazenda — tanto de sequeiro quanto irrigadas — quanto para áreas em abertura.

Ao transformar o esterco em fertilizante, a Fazenda Maragogipe assegura que o produto retorne à lavoura, que por sua vez produzirá o alimento para o gado, criando um ciclo fechado e altamente sustentável. A iniciativa demonstra que, no agronegócio, a soma de esforços resulta em ganhos significativos, elevando a produtividade geral da propriedade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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AgroNewsPolítica & Agro

95% dos brasileiros percebem alta nos preços no supermercado



Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo seguem


Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem
Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem – Foto: Pixabay

A maioria dos brasileiros percebeu aumento nos preços nos últimos 12 meses, e mais da metade espera que a tendência continue. A pesquisa “Consumo em Tempos de Inflação e Repriorização”, realizada pela Neogrid em parceria com o Opinion Box, aponta que 95% dos consumidores notaram elevação nos valores e 55% acreditam em novas altas.

O levantamento mostra que 82% dos entrevistados substituíram produtos por versões mais baratas, principalmente em produtos de limpeza (68,9%), higiene pessoal (57,1%) e alimentos e bebidas (53,8%). Entre os motivos estão a busca por economia, dificuldade em encontrar marcas preferidas e relutância em pagar valores acima do usual. No primeiro semestre de 2025, itens como café e ovos tiveram altas médias de 42,2% e 8,2%, respectivamente.

Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem. A pesquisa indica que 73% dos consumidores mantêm “pequenos prazeres”, como comer fora (45%), comprar chocolates e doces (45%) ou pedir delivery (32%). Além disso, 51,3% continuam consumindo em datas especiais, mesmo reduzindo gastos, enquanto 24% não alteraram seus hábitos nessas ocasiões.

“O estudo mostra como o consumidor brasileiro está cada vez mais atento e disposto a adaptar seus hábitos de compra diante da inflação e da repriorização de gastos. Para a indústria e o varejo, entender esse movimento é essencial: quem conseguir traduzir esses sinais em estratégias inteligentes terá condições de se conectar melhor com o shopper, oferecer alternativas acessíveis e fortalecer a relação de confiança”, acredita Christiane Cruz Citrângulo, diretora-executiva de Marketing e Performance na Neogrid.

 





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