segunda-feira, maio 18, 2026

Autor: Redação

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medida dos EUA pode gerar colapso na cadeia, alerta CitrusBR



A recente decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 50% sobre produtos importados do Brasil coloca em risco toda a cadeia produtiva do suco de laranja brasileiro, alerta a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

Na safra 2024/25, encerrada em 30 de junho, os EUA representaram 41,7% das exportações brasileiras do produto, com faturamento de US$ 1,31 bilhão, segundo dados da Secex consolidados pela CitrusBR.

De acordo com a associação, a nova tarifa significa um aumento de 533% sobre os US$ 415 por tonelada que já eram cobrados sobre o suco brasileiro. Com a cotação de US$ 3.600 por tonelada registrada na Bolsa de Nova Iorque em 9 de julho, aproximadamente US$ 2.600 – ou 72% do valor total do produto – passariam a ser recolhidos em tributos. Na prática, a exportação para o mercado norte-americano se tornaria inviável, trazendo prejuízos graves para toda a cadeia produtiva.

Em nota, a CitrusBR destacou que o setor não possui margem para absorver esse tipo de impacto. Além disso, a medida também afeta empresas americanas que têm no Brasil o seu principal fornecedor de suco de laranja.

“As consequências são graves: colheitas são interrompidas, o fluxo das fábricas é desorganizado e o comércio é paralisado diante da incerteza. Trata-se de uma cadeia produtiva altamente interligada, que sustenta milhares de famílias”, afirmou a associação. A CitrusBR ressaltou ainda que a escalada de tensões entre governos não é o caminho, apesar da sensibilidade política e diplomática do tema.

Embora a Europa seja o principal mercado do suco de laranja brasileiro, com 52% de participação nas exportações da safra 2024/25, é pouco provável que o bloco consiga absorver os excedentes que ficariam sem destino caso o mercado americano seja comprometido. Na safra recém-finalizada, o volume exportado para a Europa caiu 24% em relação à safra anterior, mas o faturamento avançou 22,9%, totalizando US$ 1,72 bilhão.

Em outros mercados importantes, como Japão e China, também houve retração no volume embarcado. Para o Japão, a queda foi de 30%, com aumento de 26,3% na receita, que chegou a US$ 108,9 milhões. Já a China registrou redução de 63,2% nas exportações, com queda de 27,2% no faturamento, que somou US$ 103,5 milhões.

A CitrusBR alertou que esses dois mercados, somados, são insuficientes para absorver o excedente que ficaria sem destino caso o mercado americano seja inviabilizado. “As consequências sobre a produção nacional, os empregos e a competitividade do setor seriam imediatas”, destacou a entidade.

Por fim, a CitrusBR reiterou ao governo brasileiro a necessidade de mobilizar todos os recursos diplomáticos disponíveis para proteger os interesses dos cidadãos, do emprego e da renda no Brasil.



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Touro de central ou de campo? O que o produtor deve considerar na escolha



Na hora de investir em melhoramento genético, muitos produtores se perguntam: vale mais apostar em um touro de central, com sêmem para inseminação artificial (IA), ou em um touro de campo, usado diretamente na monta natural? A resposta depende dos objetivos da fazenda, do sistema reprodutivo e do tipo de animal que se quer multiplicar.

Para ajudar nessa escolha, o Canal do Criador ouviu dois especialistas: Luiza Mangucci, gerente de Corte Taurino da Alta Genetics, e Matheus Franco Martins, da Fazenda Camparino, referência na seleção de touros Nelore.

Quando o sêmem de central é mais indicado?

O uso de sêmem de central é indicado para propriedades com planejamento genético, independentemente do porte. A inseminação artificial acelera o ganho genético, otimiza o manejo reprodutivo e permite maior controle da estação de monta.

Segundo Luiza, a IA também potencializa o cruzamento industrial, especialmente em regiões onde a monta natural é limitada. Entre os principais benefícios estão:

  • Multiplicação genética dirigida, com foco nas melhores matrizes;
  • Maior peso à desmama, com ganho de 15 a 30 kg por bezerro;
  • Ajuste do calendário reprodutivo, usando raças taurinas no fim da estação.

Apesar da tecnologia, quem define a eficiência de um touro é sua progênie. “Às vezes, um touro não vai pra central por um detalhe. Mas depois, na hora que nascem os filhos, ele se mostra melhor que o de central. O que vai dizer mesmo é o bezerro no chão”, afirma Matheus.

Monta natural ainda é eficiente?

A monta natural segue amplamente utilizada no Brasil e pode ser altamente eficiente quando bem manejada. Luiza destaca que mais de 75% das fêmeas ainda são cobertas por touros a campo. “Quando há estação de monta definida, os resultados reprodutivos e econômicos são consistentes”, explica.

Hoje, é comum o uso combinado das duas técnicas: inseminação nos primeiros serviços e, em seguida, monta natural como repasse, para cobrir as fêmeas que não emprenharam com a inseminação. “Esse formato une o ganho genético da IA com a praticidade da cobertura natural”, reforça Luiza.

Para Matheus, as duas estratégias são complementares. “A central é como um mercado, com produtos para todos os focos. Cabe ao criador saber o que combina com sua fazenda.”

Diferenças técnicas entre touro de central ou de campo

Os touros de central passam por uma seleção rigorosa desde o nascimento, com avaliações fenotípicas, genômicas e testes sanitários. “São certificados como livres de doenças e trazem mais previsibilidade ao melhoramento genético”, explica Luiza.

Na Camparino, o acompanhamento também é cuidadoso, mas a decisão entre central e campo ocorre com o tempo. “A gente acompanha desde o nascimento, nas pesagens, na desmama… sempre dentro do grupo contemporâneo. O que vai se sobressaindo, a gente analisa melhor: linhagem, mãe, avó, bisavó… precisa ter consistência genética”, diz Matheus.

Ele ressalta que a seleção vai além dos números. “Prezamos pela carcaça, pelo rendimento no abate. A gente engorda boi, então pensa no produto final. Tem que ter beleza racial, bons aprumos, cupim bem posicionado e dorso retilíneo.”

Inseminação Artificial ou monta natural: qual tem melhor custo-benefício?

A IA tende a apresentar melhor retorno sobre o investimento, mesmo com custo inicial maior. “Em fazendas de cria, o ganho pode chegar a 30 kg a mais por bezerro”, destaca Luiza.

A monta natural, por sua vez, tem menor custo por gestação, considerando a aquisição e manutenção do touro. A taxa de cobertura varia entre 25 e 35 vacas por estação, mas depende da idade e da categoria do reprodutor e das fêmeas.

“Depende se o touro é jovem, se cobre novilhas ou vacas. A categoria tem que casar. Não existe regra fixa”, aponta Matheus.

A decisão, segundo os especialistas, precisa estar alinhada com a realidade e os objetivos da propriedade. “Não adianta comprar sêmem de touro top e não saber o que quer produzir”, reforça Matheus.

Conclusão: mais importante que a técnica, é o planejamento

A escolha entre touro de central ou de campo deve ser baseada em planejamento. Avaliar o sistema, a estrutura e os objetivos da fazenda é essencial para tomar decisões mais assertivas.

Como resume Matheus: “O que vai dizer se um touro é bom mesmo é o que ele deixa no campo. A prova é a qualidade do bezerro no chão”, finaliza Matheus.



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Tarifa dos EUA ameaça exportação de café: Negociação urgente, defende Cecafé



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e atinge em cheio o agronegócio brasileiro, incluindo o café, que tem forte presença no mercado norte-americano.

Em vídeo, o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, classificou a decisão como uma notícia dura para o país. “Temos que trabalhar numa agenda de negociação”, afirmou.

Matos lembra que a tarifa impacta todos os produtos exportados para os Estados Unidos, gerando custos adicionais para consumidores americanos e prejuízos para empresas brasileiras. Entre os itens do agro mais afetados estão o complexo florestal, carnes, café, laranja, açúcar, etanol e produtos de origem vegetal.

Atualmente, os Estados Unidos são o maior importador de cafés do Brasil. No ano passado, foram mais de 8 milhões de sacas embarcadas para o país, que consome mais de 24 milhões de sacas anuais e compra cerca de 30% do café exportado pelo Brasil.

O diretor destacou que a National Coffee Association (NCA), entidade que representa o setor nos EUA, está atuando para reverter a decisão. Segundo Matos, o presidente da NCA, Bill Murray, esteve recentemente no Brasil, durante o Coffee Summit, e manifestou preocupação com as tarifas.

Estudos econômicos apontam que, para cada dólar gasto na importação de café brasileiro, são gerados US$ 43 na economia dos EUA. O café representa 1,2% do PIB norte-americano, movimentando US$ 343 bilhões e gerando 2,2 milhões de empregos.

Matos disse ainda que existe a possibilidade de o café ser incluído em uma lista de exceção, por ser considerado recurso natural não disponível nos EUA, que não produz café e depende totalmente da importação do produto.

Ele lembrou que anúncios anteriores feitos por Trump foram modificados, como ocorreu com o Vietnã, que teve tarifa reduzida de 42% para 20%. Outros países concorrentes têm tarifas menores, como Indonésia (32%) e Nicarágua (18%).

“Temos que ter os melhores negociadores e tratar o assunto de forma pragmática, para gerar benefícios no fluxo de comércio”, afirmou. O Cecafé trabalha junto à NCA e ao governo de Washington para demonstrar os efeitos positivos do café brasileiro e buscar um entendimento que reduza os impactos.



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Após quedas, preço da soja se recupera na Bolsa de Chicago



Os contratos da soja em grão registram preços predominantemente mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado busca um movimento de recuperação técnica na véspera da divulgação do relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta
sexta-feira (11), com novas estimativas de oferta e demanda global de grãos. A oleaginosa vem de três sessões consecutivas de queda.
Além das perdas recentes, os operadores mantêm cautela diante das disputas tarifárias entre os Estados Unidos e seus principais parceiros comerciais, o que pode comprometer a demanda por grãos norte-americanos e acentuar o cenário de excesso de oferta. A incerteza em torno das tarifas segue gerando aversão ao risco, com analistas temendo retaliações e redução nas exportações agrícolas dos EUA.

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A Bolsa também sente a pressão das previsões climáticas favoráveis ao desenvolvimento das
lavouras no Meio-Oeste norte-americano, o que reforça a perspectiva de uma colheita volumosa no outono.
O USDA deverá indicar um pequeno corte na produção de soja norte-americana em 2025/26. Os estoques, no entanto, devem ser revisados para cima. Os dados para oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na sexta, 11, às 13h.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra americana em 2025/26 deverá ficar em 4,331 bilhões de bushels, contra 4,340 bilhões previstos em junho.
Para os estoques de passagem, a previsão é de um número de 304 milhões de bushels para
2025/26, contra 295 milhões projetados em junho. Para 2024/25, a aposta é de um aumento, passando dos 350 milhões indicados em junho para 358 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 124,3 milhões de toneladas. Em junho, o número ficou em 124,2 milhões. Segundo o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 125,5 milhões de toneladas, contra 125,3 milhões projetados em junho.

O USDA deverá elevar a estimativa para a safra do Brasil em 2024/25 de 169 milhões para 169,4 milhões de toneladas. Já a estimativa para a Argentina deverá ser aumentada de 49 milhões para 49,2 milhões de toneladas. Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,09 1/4 por bushel, alta de 2,00 centavos de dólar, ou 0,19%, em relação ao fechamento anterior.
Ontem (09), a soja fechou com preços em baixa pela terceira vez seguida. O clima favorável ao desempenho das lavouras americanas, as incertezas sobre a política tarifária do presidente Donald Trump e ajustes de carteiras frente ao relatório do USDA pressionaram as cotações.
As previsões climáticas indicam condições favoráveis às lavouras americanas, encaminhando
uma safra cheia. Essa boa produção encontra um mercado super ofertado, diante da boa safra sul-americana.
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 12,25 centavos de dólar ou 1,19% a US$ 10,09 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,07 1/4 por bushel, perda de 10,25 centavos ou 1,00%.



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Camarão da Costa Negra é referência mundial em origem e sabor



O Camarão da Costa Negra é referência em denominação de origem (DO), por ser o único do mundo com esse reconhecimento. A certificação atesta a qualidade única do produto cultivado em quatro municípios do litoral do Ceará: Acaraú, Itarema, Cruz e Jijoca de Jericoacoara.

Essa conquista é resultado de um esforço iniciado em 2007, liderado pelo produtor Levino Sales. Durante uma viagem à Europa, ele conheceu o conceito de Denominação de Origem Controlada (DOC), e percebeu que o camarão cultivado há mais de 30 anos em sua região merecia o mesmo nível de reconhecimento.

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Foi assim que nasceu a Associação dos Carcinicultores da Costa Negra (ACCN). Com apoio técnico e jurídico, a entidade conduziu pesquisas durante dois anos para comprovar o diferencial do produto. O solo da Costa Negra, rico em nutrientes, aliado à mistura da água do mar com o rio Acaraú, garante ao camarão uma textura, cor e sabor únicos.

Segundo a advogada Socorro Lima, que acompanhou todo o processo, “o camarão da Costa Negra tem identidade própria e representa a força do território”.

Socorro também fala da importância do Sebrae nesse processo, “O Sebrae abriu todas as porteiras. Acreditou no potencial da IG e apoiou produtores locais com capacitação, fomento e visibilidade”, afirma. Ela destaca ainda nomes como Jacob Bandeira, do Sebrae Itapipoca, e Hulda Giesbrecht, do Sebrae Nacional, como parceiros essenciais.

Hoje, o Camarão da Costa Negra é símbolo de um território com identidade, inovação e tradição. É também prova de que produtos locais podem se transformar em marcas de valor internacional.



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Instituições precisam ter calma e equilíbrio nessa hora



A senadora e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Tereza Cristina (PP-MS), defendeu nesta quarta-feira (9) que as instituições brasileiras precisam ter “calma e equilíbrio” após os Estados Unidos anunciarem a imposição de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

“A nossa diplomacia deve cuidar dos altos interesses do Estado brasileiro. Brasil e Estados Unidos têm longa parceria e seus povos não devem ser penalizados. Ambos têm instrumentos legais para colocar à mesa de negociação nos próximos 22 dias”, disse a senadora em nota.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou mais cedo que os EUA vão impor tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil a partir de 1º de agosto. Trata-se da mais alta alíquota divulgada a partir de cartas enviadas pelo republicano aos países desde o início desta semana.



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AgroNewsPolítica & Agro

Baixo carbono recebe só 1,6% do Plano Safra



Setor que mais emite gases no Brasil segue com baixo apoio financeiro




Foto: Divulgação

Apesar do anúncio recorde de R$ 605 bilhões no Plano Safra 2025/26, apenas uma fração desse valor será aplicada em práticas agrícolas de baixo carbono. Segundo análise do Instituto Talanoa, somente R$ 8,1 bilhões — ou 1,6% do total — foram destinados diretamente ao financiamento de tecnologias sustentáveis no campo.

De acordo com o levantamento divulgado na nova edição do Tá Lá no Gráfico, os recursos para ações como recuperação de pastagens degradadas, fixação biológica de nitrogênio, sistemas integrados de produção e florestas comerciais ainda são escassos, mesmo com alta demanda e viabilidade técnica já comprovada. Esses sistemas são fundamentais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, em um setor responsável por 30,5% das emissões nacionais.

O Instituto destaca ainda que o programa RenovAgro, principal canal de incentivo ao agro sustentável, segue com orçamento tímido. Enquanto isso, outras frentes de financiamento tradicional continuam sendo priorizadas, o que revela um descompasso entre os compromissos climáticos do Brasil e o apoio real à transição sustentável no setor agropecuário.

Outro ponto de alerta é o corte contínuo no orçamento do Proagro, seguro rural voltado à agricultura familiar. O programa perdeu R$ 3,6 bilhões nos últimos dois anos, apesar do aumento expressivo das perdas no campo causadas por eventos climáticos extremos. Essa redução compromete a resiliência do pequeno produtor diante de uma agricultura cada vez mais vulnerável ao clima.

Como novidade, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) passa a ser exigência para parte dos financiamentos, o que representa uma mudança significativa na política agrícola, ao incluir o risco climático como critério de acesso ao crédito.

 





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FPA pede ‘cautela e diplomacia firme’ diante de tarifa de 50% imposta ao Brasil



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pediu “cautela e diplomacia firme” ao governo brasileiro diante da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. “A FPA manifesta preocupação com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, comunicada por meio de carta oficial enviada ao governo brasileiro, representa um alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os dois países”, disse a bancada da agropecuária em nota.

A FPA avalia que a nova alíquota vai produzir reflexos diretos que atingem o agronegócio nacional. “Com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras. Diante desse cenário, a FPA defende uma resposta firme e estratégica: é momento de cautela, diplomacia afiada e presença ativa do Brasil na mesa de negociações”, defendeu a FPA na nota.

Por fim, a frente defendeu o fortalecimento das tratativas bilaterais entre os países, sem isolamento do Brasil perante às negociações. “A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”, argumenta a FPA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) que os EUA vão impor tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil a partir de 1º de agosto. Trata-se da mais alta alíquota divulgada a partir de cartas enviadas pelo republicano aos países desde o início desta semana.



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Entidades do agro manifestam preocupação com efeitos do tarifaço de Trump



A imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump foi recebida com preocupação pelo setor produtivo brasileiro. Algumas entidades afirmam que a medida inviabiliza exportações e advertem sobre os riscos para a economia brasileira.

Para a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a medida de Trump tornará o custo da carne brasileira tão alto que inviabilizará a venda do produto para os Estados Unidos.

“A Abiec reforça a importância de que questões geopolíticas não se transformem em barreiras ao abastecimento global e à garantia da segurança alimentar, especialmente em um cenário que exige cooperação e estabilidade entre os países”, destacou.

A associação também defendeu a retomada das negociações e informou querer contribuir com o diálogo. “Estamos dispostos ao diálogo, de modo que medidas dessa natureza não gerem impactos para os setores produtivos brasileiros nem para os consumidores americanos, que recebem nossos produtos com qualidade, regularidade e preços acessíveis”, acrescentou a entidade.

Agropecuária

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também manifestou preocupação sobre a decisão de Trump. Em nota, a frente destacou que a medida representa um alerta às relações comerciais e políticas entre os dois países e afeta o agronegócio brasileiro.

“A nova alíquota produz reflexos diretos e atinge o agronegócio nacional, com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras”, declarou a frente, que representa a bancada ruralista no Congresso.

“Diante desse cenário, a FPA defende uma resposta firme e estratégica: é momento de cautela, diplomacia afiada e presença ativa do Brasil na mesa de negociações. A FPA reitera a importância de fortalecer as tratativas bilaterais, sem isolar o Brasil perante as negociações. A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”, acrescentou o comunicado da FPA.

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Indústria

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou não haver fato econômico que justifique a medida dos Estados Unidos. A entidade pede a intensificação das negociações para preservar a relação com um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.

“Não existe qualquer fato econômico que justifique uma medida desse tamanho, elevando as tarifas sobre o Brasil do piso ao teto. Os impactos dessas tarifas podem ser graves para a nossa indústria, que é muito interligada ao sistema produtivo americano. Uma quebra nessa relação traria muitos prejuízos à nossa economia. Por isso, para o setor produtivo, o mais importante agora é intensificar as negociações e o diálogo para reverter essa decisão”, avaliou o presidente da CNI, Ricardo Alban, em comunicado.

A CNI defendeu uma comunicação “construtiva e contínua” entre os dois governos. “Sempre defendemos o diálogo como o caminho mais eficaz para resolver divergências e buscar soluções que favoreçam ambos os países. É por meio da cooperação que construiremos uma relação comercial mais equilibrada, complementar e benéfica entre o Brasil e os Estados Unidos”, acrescentou Ricardo Alban.

Comércio Exterior

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) disse que recebeu com surpresa e indignação a informação do aumento para 50% da tarifa de importação dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. Para o presidente-executivo da entidade, José Augusto de Castro, não se trata de uma medida econômica, mas política com impacto econômico de grande lastro.

“É certamente uma das maiores taxações a que um país já foi submetido na história do comércio internacional, só aplicada aos piores inimigos, o que nunca foi o caso do Brasil. Além das dificuldades de comércio com os Estados Unidos, o anúncio da Casa Branca pode criar uma imagem negativa do Brasil e gerar medo em importadores de outros países de fechar negócios com as nossas empresas, afinal, quem vai querer se indispor com o presidente Trump?”, questiona Castro.

A AEB entende que o cenário que hoje se vislumbra é muito duro para o Brasil, pois se refere a uma ameaça não só aos nossos exportadores, mas a toda a economia do país. A entidade acredita que o bom senso prevalecerá e a taxação será revertida.



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Tempo seco predomina no Brasil nos próximos dias



A recente passagem de uma forte onda de frio pelo centro-sul do Brasil causou uma acentuada queda da temperatura, mas também ajudou a reduzir os níveis de umidade no ar. Na quarta-feira (9), o Distrito Federal e 15 estados brasileiros registraram níveis de umidade iguais ou abaixo de 30%. Em alguns locais de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, a umidade relativa do ar durante a tarde ficou um pouco abaixo dos 20%.

O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 17% em Montes Claros (MG), 19% em Sete Lagoas (MG), em Goiás (GO)e em São José do Rio Claro (MT). Entre as capitais, as mais secas nesta quarta-feira foram Cuiabá, onde o nível de umidade no ar baixou para 21%, Brasília com umidade no ar mínima de 30%, Campo Grande com 31% e Belo Horizonte, onde a umidade relativa do ar chegou aos 33% na região da Pampulha.

Níveis de umidade relativa do ar entre 21% e 30% representam uma situação de atenção para a baixa umidade no ar. Índices de umidade no ar entre 11% e 20% são ainda mais críticos e indicam uma situação de alerta para o ar muito seco.

Ar seco continua nos próximos dias

Para esta quinta-feira, 10 de julho, a previsão é de mais um dia com ar seco em grande parte do Brasil. Níveis de humidade no ar entre 21% e 30% devem voltar a ocorrer em várias áreas do sul da região Norte, do interior do Nordeste, em praticamente todo o Centro-Oeste do país e também em parte de Minas Gerais e de São Paulo. É possível até que algumas áreas do interior da região Sul do Brasil registrem níveis de umidade no ar próximos de 30%. Alguns locais do Centro-Oeste, do interior do Nordeste, do Sudeste e até da região Norte poderão registrar um pouco menos do que 20% de umidade no ar.

Grande parte da população brasileira vai continuar convivendo com o ar muito seco pelo menos até o fim da primeira quinzena de julho. A chuva só deve ocorrer em áreas próximas do mar e no extremo norte do país.

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Riscos para saúde

Pela recomendação da Organização Mundial da Saúde, um ambiente saudável deve ter um nível de umidade relativa do ar em torno dos 60%. O excesso e a falta de umidade no ar prejudicam a nossa saúde. Lugares muito úmidos facilitam a proliferação de fungos e mofos.
Quando os níveis de umidade no ar estão muito baixos, em geral menores do que 50%, significa que o ar que respiramos está muito seco. Essa falta de umidade resseca as mucosas das vias aéreas superiores. Mucosas ressecadas ficam mais sensíveis, o que facilita o surgimento de microferidas, que se tornam áreas mais sujeitas à penetração de vírus e de bactérias, que podem desenvolver infecções de intensidade variada. Além disso, a maioria dos vírus e bactérias sobrevivem por mais tempo em ambiente seco.
Saiba mais sobre como o ar seco afeta a sua saúde.

Inverno

Uma das principais características do inverno no Brasil são os dias com o ar muito seco, com níveis de umidade do ar que podem atingir valores em torno e abaixo dos 30% nas horas mais quentes do dia. Em situações críticas, a umidade relativa do ar pode baixar para menos de 20% em várias áreas do interior do Brasil. Isto acontece por causa da prolongada falta de chuva que é característica da estação na maioria das áreas do país. Sem a chuva, a perda de umidade é grande pelo processo natural de evaporação. Somente grandes frentes frias conseguem provocar alguma precipitação em áreas do Centro-Oeste ou do interior do Sudeste nos meses de inverno. Mesmo assim, em muitos locais, estas frentes frias causam apenas um aumento da nebulosidade, mas não chuva.

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