segunda-feira, março 30, 2026

Autor: Redação

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Semana terá tempo firme no Sul e chuva no Norte e Centro-Oeste



A semana começa com tempo firme no Sul e parte do Sudeste, mas as instabilidades ganham força no Norte e em áreas do Centro-Oeste, segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Apesar da chegada de uma nova frente fria, as chuvas no Sul devem ser passageiras e pouco volumosas, enquanto em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre há risco de temporais.

Confira a previsão completa por região:

Região Sul

O tempo segue estável, com predomínio de sol e variação de nuvens. As temperaturas ficam mais amenas no litoral e leste, e mais elevadas no oeste, especialmente no norte e noroeste do Paraná.

Uma frente fria deve provocar chuvas rápidas e pouco volumosas entre terça (11) e quinta-feira (13). A semana será marcada pela amplitude térmica — mínimas abaixo de 10°C e máximas próximas dos 28°C.

Os volumes de chuva devem se concentrar em Santa Catarina e no Paraná, com acumulados de 20 a 30 milímetros, sem prejuízos ao trabalho no campo. No Rio Grande do Sul, as precipitações ficam restritas ao norte e sudeste, com cerca de 20 milímetros, predominando o tempo seco nas demais áreas.

Região Sudeste

O tempo firme predomina em São Paulo, favorecendo o avanço dos trabalhos em campo.
No Triângulo Mineiro, Zona da Mata, leste de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, há chance de chuvas fracas e localizadas. Já nas áreas do norte, oeste e noroeste, a previsão é de chuvas moderadas a fortes, com risco de temporais.

As temperaturas voltam a subir e ultrapassam os 30°C nas áreas produtoras. Entre quarta (12) e quinta-feira, o oeste paulista e o Triângulo Mineiro podem registrar 30 a 40 milímetros de chuva, o que ajuda a manter a umidade do solo. Produtores devem ficar atentos à possibilidade de rajadas de vento e granizo.

Região Centro-Oeste

As instabilidades se mantêm em boa parte de Goiás e Mato Grosso, com pancadas de chuva de intensidade variada. O oeste de Mato Grosso deve concentrar as chuvas mais fortes, com risco de temporais, enquanto Mato Grosso do Sul e o sudoeste mato-grossense terão tempo mais firme.

Os acumulados da semana chegam a 100 milímetros no centro-oeste dos dois estados. No centro-leste, os volumes variam de 20 a 30 milímetros, enquanto o sudeste de Goiás deve enfrentar tempo quente e seco, exigindo cautela dos produtores durante as atividades a campo.

Região Nordeste

O oeste e o sul da Bahia voltam a registrar chuvas moderadas a fortes, com risco de temporais.

No sul do Maranhão e Piauí, as pancadas serão mais fracas e isoladas. No restante da região, o tempo firme e a baixa umidade predominam, especialmente no Ceará, leste do Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e norte da Bahia.

As chuvas de 20 a 30 milímetros no centro-sul da Bahia e do Maranhão ajudam a recompor a umidade do solo sem atrapalhar os trabalhos no campo. Já nas demais áreas, as temperaturas chegam aos 40°C, elevando o risco de incêndios.

Região Norte

As instabilidades avançam sobre Acre, Amazonas, Rondônia e sudeste do Pará. No oeste do Pará e em Rondônia, há risco de temporais.

Em Roraima, a chuva será isolada; no Amapá, o tempo deve seguir quente e seco.
A semana será mais chuvosa em quase toda a região, com acumulados de até 100 milímetros no Acre, Rondônia, sul de Roraima e sudoeste do Pará. Nas demais áreas, os volumes variam entre 20 e 30 milímetros, apenas elevando a umidade do ar.



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Nova tecnologia automatiza classificação de grãos agrícolas



O Sistema Faep, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), está realizando testes de campo para avaliar o desempenho de uma tecnologia capaz de classificar grãos automaticamente.

A ideia é reduzir o caráter subjetivo das avaliações realizadas por classificadores profissionais, deixando o processo com mais precisão. A solução tecnológica visa resolver uma antiga demanda dos produtores de grãos de praticamente todo Brasil.

“Na entrega da soja no cerealista ou na cooperativa, pode haver diferentes interpretações quanto à qualidade do produto. Com essa nova tecnologia, a ideia é eliminar boa parte dessa divergência, pois utiliza critérios técnicos e precisos de avaliação”, observa o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

De acordo com o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, a avaliação é feita de maneira visual, ou seja, está atribuída ao erro humano. Porém, com o novo recurso será possível eliminar a falha.

Primeiros testes e relatos

Sendo assim, com a proposta de validar o desempenho do classificador automático de grãos em um ambiente real, ao longo do mês de outubro, o equipamento passou por testes de campo no Paraná.

A escolha pelo estado envolve à relevância na produção de grãos e a existência de cooperativas integradas com a classe produtora.

Conforme coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, Ana Paula Kowalski, a entidade vem atuando no apoio e orientação aos produtores rurais que enfrentam divergências nos procedimentos de classificação adotados nas unidades de recebimento no Paraná, especialmente de grãos.

“Esses relatos municiam também a atuação da Comissão Nacional de Cereais da CNA, onde nasceu esse projeto de apoiar o desenvolvimento de classificadores automatizados de defeitos em grãos de soja”, destaca Ana Paula.

Em 2024, durante uma reunião que juntou a Comissão Nacional da CNA e a Comissão Estadual de Cereais do Sistema FAEP apresentaram as novas tecnologias em Maringá.

A Cooperativa Cooperante, em Campo do Tenente, realizou a primeira experiência, avaliando cargas de soja para Paranaguá. Na sequência, os testes ocorreram nas cooperativas Frísia, em Ponta Grossa, e Agrária, em Guarapuava.

“Nessas ocasiões simulamos um fluxo de cargas e procedimentos analíticos reais. No dia dos testes, os classificadores das unidades de expedição analisaram as mesmas amostras do nosso equipamento”, descreve Tiago Pereira. O próximo passo será comparar os resultados.

Expectativas e futuro da tecnologia

A expectativa é de que o equipamento proporcione mais celeridade e confiança ao processo de classificação, além de eliminar boa parte das divergências.

O classificador automático de grãos utiliza tecnologia de infravermelho (NIR) e Inteligência Artificial (IA) para realizar as avaliações.

“Mesmo dois classificadores profissionais podem discordar, visto que a avaliação pode ser subjetiva. Além disso, o processo automatizado de avaliação de defeitos permite conexão direta com os sistemas de análise, eliminando riscos ao transcrever informações”, observa Ana Paula, do Sistema Faep.

Ela também esclarece que a tecnologia surge como aliada e não eliminará o profissional de classificação, visto que ainda será necessário um operador para coletar, padronizar e conduzir o fluxo de amostras dentro do laboratório.



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equipes intensificam atendimento em Rio Bonito do Iguaçu



O Governo do Paraná mantém as equipes de emergência mobilizadas neste domingo (9) em Rio Bonito do Iguaçu, município mais atingido pelo tornado que devastou parte da região centro-sul do Estado.

O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, o coordenador da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, e o subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, permanecem na cidade para coordenar as ações de resposta e apoio à população.

De acordo com a Agência de Notícias do Paraná (AEN), mais de 50 bombeiros e 23 viaturas seguem atuando em sobrevoos e atendimentos diretos, auxiliando moradores e levantando as principais necessidades após o desastre. Segundo a Defesa Civil, mais de mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas, mas os números ainda estão sendo atualizados pelas equipes estaduais e municipais.

Até o fim do sábado (8), 784 atendimentos médicos foram realizados em toda a rede hospitalar da região.

A Copel informou que 49% da rede elétrica de distribuição de energia em Rio Bonito do Iguaçu já foi restabelecida até a manhã deste domingo. Estruturas essenciais como o Centro de Comando da Defesa Civil, o posto de saúde e o Centro do Idoso tiveram o fornecimento de energia retomado ainda na tarde de sábado.

Mais de 200 eletricistas, técnicos e projetistas estão mobilizados na reconstrução da infraestrutura elétrica do município.

Ainda, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) informou que o sistema de Rio Bonito do Iguaçu está abastecido. A companhia ainda mantém gerador em uma das captações e caminhões-pipa como apoio na recuperação. Equipes seguem trabalhando em consertos pontuais de vazamentos nas redes de distribuição de água da cidade.



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Pecuária se posiciona como parte da solução climática e alimentar na COP30



A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS) divulgou seu posicionamento oficial para a COP30, que será realizada em Belém. O documento reúne evidências, propostas e recomendações que mostram como o setor já contribui de forma concreta para os desafios relacionados à crise climática e à segurança alimentar.

Segundo a gerente-executiva da entidade, Michelle Borges, o posicionamento foi elaborado ao longo de vários meses com a participação dos sete elos que compõem a mesa — produtor rural, instituições financeiras, prestadores de serviços, fornecedores de insumos, terceiro setor, varejo e restaurantes.

“O objetivo foi identificar as temáticas prioritárias e levar à COP uma visão unificada da pecuária brasileira, mostrando o setor como aliado do clima e da segurança alimentar”, explica.

Participação na COP30

A MBPS estará presente em diversos painéis durante a conferência, nas áreas Green Zone, Blue Zone e Agrizone, além de eventos paralelos com representantes do governo, da iniciativa privada e do terceiro setor.

Além disso, a entidade pretende reforçar, nesses espaços, a importância de ações conjuntas e soluções multissetoriais para avançar na transição para uma pecuária mais justa e sustentável.

Base para políticas públicas

O documento também pode servir de referência para políticas públicas voltadas à sustentabilidade no campo. Segundo a dirigente, a mesa já vem colaborando com propostas, como a de rastreabilidade individual e outras medidas de inclusão produtiva e finanças verdes.

“Queremos criar condições reais para ampliar o acesso a assistência técnica, financiamento e recuperação de pastagens. A COP30 é uma oportunidade para escalar essas soluções”, destaca.

A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável divulgará sua agenda oficial de painéis e atividades no site da entidade durante as duas semanas de realização da conferência.



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Plantio lento e dólar fraco mantêm preços da soja estáveis no Brasil


Mesmo com cotações internacionais em alta, os preços da soja no Brasil seguem estáveis, pressionados pelo dólar em baixa e exportação menos competitiva. Segundo análise divulgada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, condições climáticas adversas também retardam o plantio nacional.

O preço do bushel da soja chegou a US$ 11,19 na Bolsa de Chicago, sendo a mais alta cotação desde julho, mas encerrou a semana em queda, aos US$ 10,91. A oscilação reflete a instabilidade no mercado internacional e a exclusão da soja da lista de produtos norte-americanos beneficiados pela China na suspensão de tarifas. Essa exclusão manteve a tarifa de 13% sobre a soja dos EUA, favorecendo a competitividade da soja brasileira.

No entanto, esse fator não foi suficiente para impulsionar os preços internos, diante da desvalorização cambial e dos prêmios de exportação negativos, que retornaram a patamares não vistos desde julho. Segundo a CEEMA, as cotações no mercado físico permaneceram estáveis. A média gaúcha alcançou R$ 126,03 por saca de 60 kg, com as principais praças brasileiras variando entre R$ 118,50 e R$ 125,00. O Rio Grande do Sul e o Centro-Oeste concentram as regiões com maiores flutuações. O atraso no plantio é outro fator de preocupação.

A soja foi semeada em apenas 47% da área prevista até o momento, contra 54% no mesmo período do ano anterior. O estado de Goiás apresenta o ritmo mais lento desde a safra 2017/18, de acordo com a CEEMA. No Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio atingiu 76,1% da área esperada, abaixo da média histórica de 76,7%. As chuvas irregulares nas principais regiões produtoras têm dificultado o andamento da safra, elevando a incerteza quanto à produtividade final. A especulação nos mercados futuros pode aumentar se as previsões de clima adverso se confirmarem.

Nesse cenário, a soja brasileira pode manter sua competitividade, mas com impactos diretos nos custos de produção e na oferta interna. A estabilidade nos preços reflete um equilíbrio frágil entre demanda, câmbio e clima. A evolução das chuvas e o comportamento do mercado internacional serão decisivos nas próximas semanas.





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AgroNewsPolítica & Agro

Substâncias húmicas viram protagonistas em fertilizante


A transformação de um resíduo da agroindústria vitivinícola em fertilizante líquido de alta eficiência ilustra a convergência entre biotecnologia, sustentabilidade e agricultura regenerativa. Desenvolvido a partir do percolado de cascas e bagaço de uva, o produto apresenta ação direta sobre a microbiota do solo, promovendo nutrição vegetal e equilíbrio radicular.

“Esse líquido tem um cheiro muito forte, fétido, e é um vetor de contaminação, pois polui o lençol freático. Esse foi o nosso problema inicial”, explica Rodrigo Leygue, diretor da Nubitech. Foi durante tentativas de tratamento biotecnológico desse resíduo que a equipe observou transformações significativas: o material passou a apresentar odor adocicado, pH básico e presença marcante de substâncias húmicas vegetais.

“O resultado foi um líquido com odor normal, adocicado, mais próximo do café ou do chocolate do que do cheiro original, que era insuportável. E com um pH — isso é importante — básico, ou seja, não ácido”, detalha Leygue. A mudança nas propriedades do líquido foi o ponto de partida para os primeiros testes agronômicos.

Atualmente, o fertilizante é comercializado sob o nome Potosí e reúne substâncias húmicas vegetais com macronutrientes. “Os macronutrientes que ele contém, NPK, estão ligados com a matéria orgânica da substância húmica. Isso faz com que sua eficiência nutricional seja altamente positiva”, explica.

Um dos principais diferenciais é a atuação na rizosfera, estimulando micro-organismos que favorecem o desenvolvimento radicular. “O diferencial primordial: os fertilizantes químicos não interagem com a microbiota. Não criam condições de equilíbrio entre os micro-organismos, de maneira a que a planta se sinta bem nutrida com moléculas específicas”, afirma Leygue. Ele destaca ainda a abordagem sistêmica do produto. “Não é um elemento químico que vai entrar na nutrição, é um equilíbrio microbiano que vai condicionar a nutrição perfeita para a planta”, complementa.

Versátil, o fertilizante pode ser aplicado em hortas, gramados, canteiros e sistemas agrícolas diversos. “Pode ser utilizado em canteiros, vasos, gramados, pastos, em termos gerais. Isso está ligado à própria condição como os vegetais surgiram no planeta: todos eles precisaram de micro-organismos na sua raiz”, observa.





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Semeadura do arroz avança e preço recua no RS



As chuvas do período restabeleceram a umidade em algumas regiões



Foto: Divulgação

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (6) pela Emater/RS-Ascar aponta avanço gradual da semeadura do arroz no Rio Grande do Sul, conforme as condições de umidade do solo e o cronograma das lavouras. Segundo o documento, “as chuvas do período restabeleceram a umidade em algumas regiões, permitindo a retomada dos trabalhos de preparo, de nivelamento e de implantação”. Em locais que receberam volumes mais elevados, há “bom andamento da germinação e emergência, sobretudo nos sistemas de semeadura pré-germinada”.

A Emater/RS-Ascar classifica como satisfatório o percentual médio de área já implantada, que varia entre 40% e 60% nas principais regiões produtoras, chegando a mais de 90% nas áreas mais adiantadas. De acordo com o informativo, “os cultivos estabelecidos apresentam desenvolvimento adequado, estandes uniformes e plantas vigorosas, compatível com a época do ciclo”.

Nas áreas em que houve atraso devido ao excesso de umidade ou à saturação do solo, o plantio deve se estender até o final de novembro e início de dezembro. O boletim registra ainda que, em algumas propriedades, “tem sido utilizada baixa adubação de base em função da restrição de crédito e do esforço de priorizar apenas tratos essenciais”, fator que pode reduzir o potencial produtivo.

A área estimada para cultivo é de 920.081 hectares, segundo o IRGA, enquanto a produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 kg por hectare.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos registrou queda. O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar mostra redução de 1,41% na comparação com a semana anterior, passando de R$ 57,45 para R$ 56,64.





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Profissionais da Adagro fazem visita técnica ao Fundecitrus



Técnicos da Adagro conheceram a estrutura e o funcionamento das áreas


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, nesta semana (28 e 29/10), a visita técnica de profissionais da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro). O encontro teve como objetivo promover a troca de experiências e conhecimentos sobre a citricultura, especialmente na prevenção e controle do greening e do cancro cítrico.

Durante a visita, os técnicos da Adagro conheceram a estrutura e o funcionamento das áreas de pesquisa e laboratórios do Fundecitrus. “Sem dúvida, essa troca de informações contribui para o fortalecimento das ações de manejo para a pior doença da nossa citricultura. Compartilhar informação é trabalhar conjuntamente em busca do melhor caminho para a mitigação da incidência dessas doenças”, diz o supervisor de projetos do Fundecitrus, Guilherme Rodriguez.





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Mais de 480 alunos de Flórida Paulista (SP) participam de palestras educativas sobre greening



Ao todo, 490 crianças participaram das palestras


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus promoveu, na última quinta (30) e sexta-feira (31), palestras de conscientização sobre os impactos do greening na citricultura para alunos do ensino fundamental das escolas EMEF Octaviano José Corrêa, em Flórida Paulista (SP), e EMEFEI Marina Militão Rondon, no distrito de Indaiá do Aguapeí (SP).

Com a citricultura em expansão, a iniciativa busca envolver toda a comunidade na preservação dos pomares, já que os citros têm grande importância econômica e social para a região.

O engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Sérgio Nascimento explica que ações de conscientização como essa são fundamentais, pois além de levarem conhecimento às crianças, envolvem também seus familiares e toda a comunidade, reforçando a importância do combate à doença. “É uma ampla mobilização, pois as crianças levam essas informações para seus familiares. Com isso, fortalecemos o apoio na substituição de plantas de citros e murtas, encontradas em quintais sem manejo adequado e que servem de fonte para o inseto vetor do greening”, ressalta.

Durante as palestras, as crianças receberam o gibi “Uma aventura no pomar”, material desenvolvido pelo Fundecitrus especialmente para o público infantil, com informações sobre a citricultura e o greening, além de um desenho de uma laranjeira para colorir.

Ao todo, 490 crianças participaram das palestras, que tiveram como objetivo aproximar os estudantes do tema e destacar a importância da prevenção da doença. A ação contou com o apoio da diretora da escola, Vilma Rigoleto de Souza, e da Secretária de Educação de Flórida Paulista, Clélia Corveloni Pardinho.

A iniciativa faz parte das ações educativas do Fundecitrus, que busca ampliar o conhecimento sobre o greening e incentivar a participação da comunidade na valorização da citricultura.





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Fundecitrus participa do 3º Workshop Pragas de Difícil Controle, em Piracicaba (SP)



Efeito do clima sobre o psilídeo


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus participou, na semana passada, do 3º Workshop Pragas de Difícil Controle – Diaphorina citri, realizado em Piracicaba (SP). O evento discutiu estratégias e soluções avançadas em Manejo Integrado de Pragas (MIP) e reuniu especialistas que são referência na área.

O engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto apresentou a palestra “Efeito do clima sobre o psilídeo”, destacando como as variações climáticas influenciam o comportamento do inseto e avanço do greening.

Durante a apresentação, Tomaseto reforçou a importância de manter o rigor no controle do psilídeo, mesmo diante da redução populacional observada em algumas regiões do cinturão citrícola. “Os estudos apontam que algumas regiões são mais favoráveis e outras menos favoráveis à ocorrência do inseto. A região sudoeste, por exemplo, historicamente tem registrado temperaturas baixas nos últimos anos, o que desfavorece o aumento da população do psilídeo. Por isso, reforcei a importância do manejo integrado e contínuo. Compreender como o clima interfere na biologia do psilídeo e adaptar as ações de controle conforme as condições de cada região é essencial para manter a citricultura mais protegida e sustentável”, afirma.

O encontro também contou com a participação do pesquisador parceiro do Fundecitrus, Leandro Peña, da Universidade Politécnica de Valência (Espanha), que encerrou o evento com uma palestra magna sobre os desafios globais do greening e o papel da biotecnologia no desenvolvimento de soluções inovadoras para o controle da doença no futuro





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