Galípolo diz que Brasil está em posição mais favorável para corte de juros

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou que o país está em posição mais favorável para iniciar o processo de flexibilização da política monetária. Segundo ele, o nível anterior da taxa básica de juros abriu maior margem de manobra para o Banco Central.
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Galípolo destacou que houve divergências no mercado ao longo do ciclo, com projeções que variaram entre uma Selic próxima de 18% e avaliações de que a taxa não deveria ter alcançado 15%.
“O mercado ganhou confiança e, depois, começou o debate sobre quando iniciar os cortes”, afirmou.
De acordo com o presidente do BC, o início do ciclo de afrouxamento com cortes menores permitiu à autoridade monetária ganhar tempo para avaliar o cenário econômico.
“Essa gordura acumulada permitiu observar melhor os desdobramentos. O Banco Central é mais um transatlântico do que um jetski”, disse, durante participação no evento Safra Macro Day.
Galípolo também ressaltou que o balanço de riscos foi discutido internamente, mas a decisão foi aguardar novos desdobramentos, especialmente diante das incertezas no cenário internacional.
“Entendemos que poderíamos esperar 45 dias para avaliar os impactos”, afirmou, ao citar a guerra no Oriente Médio, que, segundo ele, evoluiu de um choque logístico para um evento com potencial de afetar infraestrutura.
Nesse contexto, o presidente do BC avaliou que o Brasil apresenta fatores que contribuem para uma posição mais confortável, como o fato de ser exportador de petróleo e manter a política monetária ainda em território contracionista.
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