sexta-feira, maio 15, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de feijão brasileiro ameaçadas?



Enquanto isso, no mercado interno, o dia foi de estabilidade



Enquanto isso, no mercado interno, o dia foi de estabilidade
Enquanto isso, no mercado interno, o dia foi de estabilidade – Foto: Canva

As exportações brasileiras de feijão podem ser afetadas por uma nova onda de protecionismo. Em 2024, os Estados Unidos se tornaram o 12º maior destino do feijão nacional, com a importação de pouco mais de 4 mil toneladas. Agora, ameaças de tarifas comerciais lançam dúvidas sobre esse avanço. Apesar de, até o momento, serem apenas declarações, se concretizadas, as barreiras podem comprometer não só os embarques, mas toda a estratégia de expansão internacional do setor.

Segundo análise do Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), qualquer nova tarifa significaria aumento no custo dos embarques, dificuldades na precificação de contratos de longo prazo e margens mais apertadas para os produtores, que ainda enfrentam custos elevados. O impacto seria ainda maior para quem investiu em áreas irrigadas e em variedades específicas para atender mercados externos. O Ibrafe lembra que o mercado global de feijões secos pode superar os US\$ 53 bilhões até 2035 — e o Brasil tem como meta exportar 500 mil toneladas por ano até 2030.

Além disso, o instituto destaca que exportar feijão exige regularidade, qualidade e confiança — elementos que são facilmente abalados por incertezas tarifárias. A possibilidade de barreiras também acende um alerta sobre a necessidade de fortalecer o mercado interno ou buscar novos destinos, o que exigirá articulação diplomática e estratégia profissional.

Enquanto isso, no mercado interno, o dia foi de estabilidade. Em Minas Gerais e Goiás, os preços se mantiveram, e os negócios seguiram no mesmo ritmo, ainda que com menor intensidade por conta do feriado em São Paulo. O recado do Ibrafe é claro: o jogo não está só na lavoura, mas também na arena internacional. E quem produz precisa estar atento às mudanças, diversificar os mercados e contar com apoio institucional para enfrentar os desafios.

 





Source link

News

Nova molécula da Syngenta entrega uma proteção incomparável abaixo e acima do solo


A agricultura brasileira enfrenta desafios cada vez mais complexos, nos quais inimigos ocultos, como nematoides e patógenos de solo, minam silenciosamente a produtividade das lavouras.

Nesse cenário desafiador, a Syngenta, líder global em pesquisa e desenvolvimento agrícola, apresenta uma resposta revolucionária: uma nova molécula, diferente de tudo o que o mercado já viu e que entrega uma proteção incomparável abaixo e acima do solo.

Essa molécula inovadora é TYMIRIUM® technology, uma solução que representa um novo conceito na proteção de culturas, atuando no momento mais crítico, que é o estabelecimento da cultura.

TYMIRIUM® technology oferece aos agricultores uma solução que contempla 4 dimensões – acima, abaixo, simples e sustentável – para o controle de nematoides, doenças de solo e doenças iniciais.

TYMIRIUM® technology entrega uma poderosa proteção das raízes às folhas na fase inicial de desenvolvimento, criando uma barreira duradoura e consistente que protege o sistema radicular contra todas as espécies de nematoides que atacam os cultivos e doenças do solo, além de também oferecer controle das doenças foliares da fase inicial de desenvolvimento da cultura, estabelecendo um novo conceito de proteção.

A proteção conferida por TYMIRIUM® technology durante toda a fase de desenvolvimento da cultura se traduz em plantas mais vigorosas, resilientes e sadias, capazes de expressar plenamente seu potencial genético, maximizando o rendimento do produtor.

Além disso, TYMIRIUM® technology é uma molécula reconhecida pela sua excepcional simplicidade de uso e ampla compatibilidade, pode ser facilmente integrado ao manejo através do tratamento de sementes ou no sulco de plantio. TYMIRIUM® technology é uma molécula versátil, projetada para atender às necessidades específicas de diferentes culturas e métodos de aplicação, proporcionando uma grande flexibilidade operacional.

Essa sinergia se estende à sustentabilidade do manejo com TYMIRIUM® technology, que é compatível com biológicos, ainda preserva o equilíbrio da vida microbiana e de microrganismos do solo, componentes vitais para a saúde do solo e das plantas.

Solos saudáveis e biologicamente ativos sustentam cultivos mais vigorosos e produtivos ano após ano, criando condições favoráveis para que as plantas desenvolvam sistemas radiculares mais saudáveis e extensos que, por sua vez, as tornam mais resilientes a condições de estresse, nematoides e doenças.

Portanto, a introdução da tecnologia TYMIRIUM® technology reforça o compromisso da Syngenta com a inovação científica de ponta voltada para os desafios reais da agricultura.

Este lançamento não é simplesmente uma nova molécula, é o resultado de anos de pesquisa intensiva, investimento significativo e validação global rigorosa, que contou com mais de 450 cientistas e mais de 6.500 ensaios de campo em mais de 60 países e 100 sistemas de cultivo distintos para o seu desenvolvimento.

Assim, TYMIRIUM® technology reforça a posição da Syngenta como autoridade e parceira na proteção de cultivos, oferecendo soluções inovadoras para o manejo integrado de nematoides, doenças do solo e doenças foliares e outros desafios fitossanitários no campo.

Quer saber mais sobre esse lançamento? Leia a matéria completa no nosso blog e confira, em detalhes, como TYMIRIUM® technology está revolucionando a proteção de cultivos: saiba mais sobre TYMIRIUM®.



Source link

News

Produtores amapaenses criam subprodutos com ‘Abacaxi de Porto Grande’


Mais do que uma fruta simbólica para o município, o ‘Abacaxi de Porto Grande‘, no Amapá (AP), se tornou um exemplo inspirador de como a agricultura familiar pode se reinventar e prosperar por meio de iniciativas sustentáveis e empreendedoras.

Mircea Agostinelli Amador Diniz, produtora rural, professora e tesoureira da Associação de Produtores de Abacaxi de Porto Grande, relembra como tudo começou.

“Esse abacaxi foi trazido por trabalhadores da antiga Icomi [empresa de minérios amapaense] e, aos poucos, as famílias locais passaram a cultivá-lo e vendê-lo nas feiras. Hoje, ele é o símbolo do nosso município.”

O reconhecimento institucional veio em 2024, quando o abacaxi recebeu o selo de Indicação Geográfica (IG), na modalidade de Procedência (IP), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Essa conquista valorizou ainda mais a produção regional e impulsionou os produtores a avançarem.

Foto de um abacaxi ainda no pé Foto de um abacaxi ainda no pé
Abacaxi de Porto Grande reconhecido com Indicação de Procedência pelo Inpi. Foto: Arquivo pessoal

Segundo o Inpi, o ‘Abacaxi de Porto Grande’ é comercializado em restaurantes, quiosques e praças de Macapá na forma de abacaxi temperado — uma tradição que frequentemente chama a atenção dos turistas que visitam a capital.

Além disso, no Caderno de Especificações Técnicas apresentado ao instituto, o fruto é identificado como da variedade pérola, com sabor adocicado, perfume marcante e coloração amarela clara.

“O reconhecimento de Indicação de Procedência do abacaxi mais doce do Brasil foi uma mistura de emoção com dever cumprido. Porque foi um trabalho muito grande. Tinha momentos em que a gente pensava que não ia dar certo. E ver esse reconhecimento é maravilhoso. É uma sensação indescritível”, relata Diniz, emocionada.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Apoio do Sebrae na geração dos negócios

Com o suporte de instituições como o Sebrae/AP, os produtores celebram não apenas a certificação, mas também os avanços no aproveitamento integral da fruta.

Com isso, surgiram subprodutos como melaço da casca, compotas, balas e geleias, que fortaleceram a agroindústria local e ampliaram as fontes de renda.

“Eles enxergaram possibilidades que não víamos. Cada embalagem, cada novo produto teve o toque do Sebrae. Somos muito gratos”, afirma a produtora, reforçando o impacto positivo do apoio institucional no crescimento do negócio.

Foto de produtos à base de abacaxi Foto de produtos à base de abacaxi
“Cada embalagem, cada novo produto teve o toque do Sebrae”, diz Diniz. Foto: Arquivo pessoal

Geração de Renda

Além de fomentar o empreendedorismo rural, a iniciativa também fortaleceu o vínculo social entre as gerações. “Com esses subprodutos, conseguimos emprego para os nossos filhos e para os filhos dos sócios da nossa associação. Eles estudam meio período e, na outra parte do dia, produzem na fábrica. É uma fonte de renda para eles também.”

Com isso, vem mais novidade por aí, já que a sustentabilidade é parte essencial do negócio dos produtores de Porto Grande.

“Estamos estudando formas de aproveitar a coroa e as folhas do abacaxi. Já tem gente fazendo tecido com fibra da folha. A sustentabilidade é tudo: nos ajuda a preservar e a inovar.”

No entanto, essa trajetória mostra que, com apoio técnico, visão empreendedora e compromisso com o meio ambiente, é possível transformar o cotidiano rural em uma história de superação e protagonismo no agronegócio brasileiro.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Há possibilidade de alta na soja



Por outro lado, há fatores de baixa que exigem cautela



Por outro lado, há fatores de baixa que exigem cautela
Por outro lado, há fatores de baixa que exigem cautela – Foto: Pixabay

Segundo análise da TF Agroeconômica, com o Brasil praticamente isolado no fornecimento de grandes volumes de soja no mercado internacional, há uma janela favorável para alta dos preços. No entanto, a consultoria alerta que os produtores brasileiros já perderam metade do lucro disponível ao não fixarem preços em maio de 2024. Por isso, a principal recomendação é aprender a operar no mercado futuro de Chicago e dividir a produção em pelo menos 10 lotes, vendendo gradualmente a cada alta.

Entre os principais fatores de alta, estão: o aumento do óleo de soja nos EUA, impulsionado pelas tarifas impostas ao Canadá que reduzem a competitividade do óleo de canola; nova venda de 219.900 toneladas de soja americana para o México; a desvalorização do real, que mesmo após queda de 10,45% no ano, recuperou 2,64% na última semana; o aumento da demanda chinesa pelo grão brasileiro; e a valorização dos prêmios de exportação, que saltaram de -5 para +10 cents/bushel entre os dias 1º e 12 de julho — um ganho de US\$ 3,34/tonelada para a soja brasileira.

Por outro lado, há fatores de baixa que exigem cautela. A China segue sem demonstrar interesse pela soja americana da nova safra, mas as boas condições climáticas no cinturão produtor dos EUA favorecem o desenvolvimento das lavouras. Além disso, a Conab e a ANEC apontam aumento nas exportações brasileiras, o que pode pressionar preços. A Argentina também teve sua produção elevada para 49,9 milhões de toneladas. O USDA, embora tenha reduzido ligeiramente a produção dos EUA, elevou projeções de esmagamento e consumo, mas aumentou os estoques finais para 8,44 milhões de toneladas, o que limita o espaço para altas expressivas.

Diante desse cenário complexo e volátil, a TF Agroeconômica reforça a importância do acompanhamento diário do mercado e do uso de ferramentas de proteção de preços, especialmente em um momento em que os produtores brasileiros têm grande protagonismo nas exportações globais.





Source link

News

Frigoríficos saem do mercado, avaliando impactos de novas tarifas dos EUA ao Brasil



O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com os frigoríficos ausentes da compra de gado em meio às avaliações dos impactos que podem surgir diante das novas tarifas adicionais de 50% que os Estados Unidos pretendem implantar ao Brasil a partir de 1 de agosto.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o mercado futuro do boi também apresentou intenso movimento de queda, especialmente na quinta-feira (10), considerando a relevância dos norte-americanos nas compras brasileiras, que em 2025 respondem por aproximadamente 15% das vendas nacionais de carne bovina.

“Diante do aumento da tarifação, o Brasil perderá competitividade em relação à Austrália, Argentina e Uruguai. Se não houver mudanças até o final do mês, a expectativa é de perda de participação do Brasil no mercado norte-americano”, sinaliza.

Variação de preços da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim em 11 de julho em comparação ao dia 4:

  • São Paulo (Capital): R$ 300, queda de 3,23% frente aos R$ 310
  • Goiás (Goiânia): R$ 290, recuo de 1,69% perante os R$ 295
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, baixa de 1,67% frente aos R$ 300
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305, retração de 1,61% ante aos R$ 310
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315, estável
  • Rondônia (Vilhena): R$ 275, inalterado

Mercado atacadista

O mercado atacadista se deparou com preços mistos no decorrer da semana, avalia Iglesias.

Segundo ele, o ambiente de negócios sugere algum espaço para reajustes no decorrer da primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Vale destacar que a carne de frango ganhou grande competitividade em relação às concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina”, conta.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 22,50 o quilo, queda de 2,17% frente aos R$ 23 da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,75 o quilo, aumento de 1,35% em comparação aos R$ 18,50 registrados no período anterior.

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 269,931 milhões em julho (4 dias úteis), com média diária de US$ 67,483 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 48,715 mil toneladas, com média diária de 12,178 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.541,00.

Assim, em relação a julho de 2024, houve alta de 48,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 18,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,7% no preço médio.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores agora podem contar com uma nova solução biológica para a defesa da lavoura


Atenta aos desafios fitossanitários que impactam diretamente a produtividade no campo, a Nitro — empresa brasileira referência em insumos agrícolas de nutrição e biológicos — anuncia o lançamento de um produto que chega para fortalecer o manejo sustentável e estratégico nas lavouras. Trata-se do Égide Max, biofungicida foliar formulado com cepas de Bacillus de alta performance.

Com eficácia comprovada em ensaios realizados na safra 2023/24 contra doenças foliares de difícil controle, o novo produto foi desenvolvido para atender às diversas realidades de cada região produtora do Brasil. O lançamento representa uma nova etapa na expansão do portfólio da Nitro, que reforça sua presença no mercado de biológicos, que cresce rapidamente incentivado pela demanda por alternativas eficazes ao controle químico tradicional.

“A realidade do produtor mudou. Os desafios de campo, como as doenças foliares, se tornaram mais complexos e exigem ferramentas específicas e eficazes. Por isso, estamos entregando uma solução altamente estratégica, com formulação robusta, ação comprovada e amplo espectro de controle”, afirma Celso Santi Júnior, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da área de biológicos da Nitro.

Blindagem contra doenças foliares

O Égide Max chega ao mercado com o objetivo de elevar a proteção foliar nas lavouras de soja, milho, algodão, café, cana-de-açúcar e HF. Sua formulação combina duas cepas de alto desempenho no controle de patógenos como Corynespora cassiicola (mancha-alvo), Phakopsora pachyrhizi (ferrugem-asiática), entre outras. Com aplicação recomendada em diferentes fases do ciclo produtivo, é uma solução que atua por meio de barreira física, controle direto e indução de resistência nas plantas.

“Com esse produto, entregamos ao produtor um aliado fundamental no controle de doenças foliares de difícil manejo, contribuindo para o controle de resistência e com a sustentabilidade da lavoura. É um ativo que dialoga com as exigências do futuro, sem abrir mão da performance agronômica”, reforça.

Crescimento expressivo e mudança de paradigma no campo

O mercado de produtos biológicos no Brasil vem apresentando crescimento exponencial nos últimos anos. De acordo com dados da Kynetec FarmTrak 2025, mais de 133 milhões de hectares já são potencialmente tratados com soluções biológicas no país; sendo 11,5 milhões com biofungicidas. O dado é ainda mais relevante quando se considera que apenas 7% dos agricultores utilizam fungicidas biológicos, o que demonstra o amplo espaço para crescimento desse segmento.

Esse avanço é impulsionado por três fatores principais: aumento da resistência de patógenos aos defensivos tradicionais, pressão por legislações ambientais mais rigorosas e demanda do consumidor por práticas agrícolas mais sustentáveis. Nesse cenário, o desenvolvimento do Égide Max representa uma resposta técnica às dores do produtor rural, com foco em doenças foliares que causam prejuízos bilionários se não forem adequadamente controladas.

“Nosso compromisso é oferecer ferramentas que ajudem o produtor a proteger sua lavoura com eficiência, segurança e respeito ao meio ambiente. A biotecnologia é, sem dúvida, um caminho certo e promissor na agricultura moderna”, conclui Celso.

Sobre a Nitro

A Nitro é uma multinacional brasileira com quase 90 anos de história, com atuação nos segmentos de insumos para o agronegócio, especialidades químicas e químicos industriais. A Nitro ingressou no agro em 2019 e, em cinco anos no segmento, se consolidou como uma das três maiores empresas de nutrição e biológicos do setor. A Nitro conta com 6 unidades de produção no Brasil e 4 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, além dos centros de distribuição, unidades internacionais e escritório administrativo em São Paulo (SP).

 





Source link

News

Pesquisa revela poder dos laranjais brasileiros em capturar carbono



Os pomares de laranja do cinturão citrícola brasileiro, que abrange o estado de São Paulo e o sudoeste e Triângulo Mineiro, retiram da atmosfera o equivalente a 133 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂). A estimativa faz parte de um estudo da Embrapa Territorial e do Fundecitrus, com apoio do Fundo de Inovação para Agricultores da empresa britânica innocent drinks, publicado na revista Agrosystems, Geosciences & Environment.

Segundo a pesquisa, cada laranjeira fixa 4,28 quilos de carbono por ano em sua biomassa. Em média, cada hectare de produção cítrica remove 2 toneladas de carbono da atmosfera anualmente. “As laranjeiras fixam carbono nas folhas, galhos, tronco, raízes e também no solo, com a decomposição de folhas, raízes finas e restos de poda”, afirma o pesquisador Lauro Rodrigues Nogueira Júnior.

Com base em medições de campo em 80 laranjeiras e dados biométricos de mais de 1.300 árvores, os cientistas desenvolveram modelos matemáticos capazes de estimar o carbono armazenado em cada árvore. O estudo apontou que uma laranjeira armazena, em média, 52 quilos de carbono em sua biomassa viva, o que equivale a 25 toneladas de carbono por hectare — valor superior ao estimado atualmente pelos inventários oficiais de gases de efeito estufa no Brasil, que consideram 21 toneladas por hectare para culturas perenes.

As 162 milhões de laranjeiras com mais de três anos cultivadas em 337 mil hectares nos estados de São Paulo e Minas Gerais armazenam juntas cerca de 8,4 milhões de toneladas de carbono, o que representa a neutralização de aproximadamente 10 dias de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de um brasileiro por árvore.

O estudo também estimou o estoque total de carbono do cinturão citrícola, considerando a biomassa das árvores, o carbono orgânico do solo e a vegetação nativa preservada nas propriedades. O total chega a 36 milhões de toneladas de carbono estocadas, o que equivale a 133 milhões de toneladas de CO₂ que deixaram de ser lançadas na atmosfera.

Além de mitigar mudanças climáticas, os pomares de laranja contribuem para a biodiversidade. Um levantamento realizado no estudo identificou mais de 300 espécies de animais silvestres convivendo com a produção em cinco propriedades analisadas, principalmente aves e mamíferos. No total, as propriedades citrícolas do cinturão mantêm quase 160 mil hectares de vegetação nativa preservada.

Para ampliar o acesso aos dados, a Embrapa Territorial criou um painel interativo online com os modelos desenvolvidos, permitindo consultas por variedade e classe de idade das árvores. Segundo Lauro, os resultados podem melhorar as estimativas de emissões do setor citrícola e apoiar produtores e empresas que queiram acessar o mercado de carbono.




Source link

News

início da semana tem de tudo!



Enquanto o Centro-Oeste convive com a secura, partes do Norte e Nordeste terão chuva forte. Veja a previsão para esta segunda-feira (14):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A semana pode começar instável novamente no Rio Grande do Sul, com pancadas de chuva mais irregulares sobre todo o estado. Enquanto isso, o tempo continua firme entre Santa Catarina e Paraná, ainda sob o padrão de manhãs frias e tardes ensolaradas com temperaturas amenas.

Sudeste

Início de semana sem previsão de chuva na maior parte do Sudeste. Amanhecer ainda com temperaturas mais baixas em Minas Gerais, São Paulo e áreas do centro-sul do Rio de Janeiro, com tardes ensolaradas e temperaturas mais amenas. Não chove em Belo Horizonte, São Paulo e no Rio. Em Vitória e no leste do Espírito Santo, a semana começa com infiltração marítima, favorecendo chuva mais isolada.

Centro-Oeste

O tempo continua aberto, firme e seco em toda a Região. Segunda sem previsão de chuva e com umidade do ar ainda abaixo de 30% na maior parte de Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. Alerta para valores abaixo de 20% no noroeste do território sul-mato-grossense e norte mato-grossense.

Nordeste

Muita chuva no leste e sul da Bahia, com risco para temporais em Ilhéus, Porto Seguro e Salvador no início desta semana. Chove a qualquer momento no leste de Alagoas, em Sergipe, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Interior do Nordeste com tempo firme e muito seco, umidade baixa no sul do Maranhão, Piauí e oeste baiano.

Norte

O tempo continua instável no Amazonas, em Roraima e no Amapá, com pancadas fortes de chuva que podem ocorrer em vários momentos neste início de semana. A segunda-feira (14) será mais ensolarada com tempo firme e seco entre Acre, Rondônia, Tocantins e sul do Pará.



Source link

News

Trump ataca o Brasil e nos obriga a repensar o futuro


A imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros não é apenas um revés comercial, é um alerta geopolítico. Essa medida, tomada de forma unilateral e com forte tom ideológico pelo presidente Donald Trump, escancara o uso do comércio internacional como arma política. E coloca o Brasil, mais uma vez, no papel de país vulnerável à instabilidade dos grandes.

Como analista há anos dedicado a entender a engrenagem entre política e economia, vejo nessa decisão um movimento que vai muito além das exportações de café, suco de laranja, aço ou aeronaves. O que está em jogo é a nossa capacidade de projetar uma visão estratégica de nação. E é aqui que entra a crítica: seguimos exportando produtos de baixo valor agregado, com pouca diversificação de mercados e com enorme dependência de poucos parceiros comerciais.

Crescemos nas exportações, mas não crescemos politicamente. Nossa classe política tem se mostrado incapaz de preparar o Brasil para os novos desafios globais. Somos um gigante com cabeça pequena e pés de barro: vendemos muito, mas pensamos pouco. Enquanto o mundo se move com rapidez e estratégia, ficamos presos em disputas ideológicas estéreis. Essa ignorância custa caro, e penaliza justamente os mais pobres, que pagam a conta da paralisia política e do atraso institucional.

As estimativas do BTG Pactual de queda de até US$ 13 bilhões em exportações até 2026 são relevantes, mas o que mais preocupa não é o número absoluto, e sim o tipo de produto afetado: petróleo, café, ferro, carne e suco de laranja. Ou seja, a espinha dorsal do nosso agro e da nossa indústria básica. Produtos que geram emprego, arrecadação e que, historicamente, sustentam o superávit da balança comercial.

É evidente que o Brasil tem alternativas de mercado. China, Índia, Vietnã, Emirados Árabes e até a União Europeia aparecem como possíveis destinos. Mas isso exige logística eficiente, acordos comerciais bem costurados e, principalmente, qualidade e competitividade.

O problema é que ainda patinamos nesses pontos. Nossa infraestrutura é precária, os gargalos logísticos encarecem o frete e as negociações externas são lentas e reativas. O mundo pede agilidade e sofisticação, enquanto nosso modelo exportador ainda é basicamente primário.

Uma janela de reinvenção

Apesar do baque, esta crise pode ser uma chance histórica de rever rumos. O governo precisa parar de tratar política externa como vitrine ideológica e começar a enxergá-la como ferramenta de Estado. O setor privado, por sua vez, precisa investir em tecnologia, rastreabilidade e agregação de valor — principalmente no agro.

Esse episódio também escancara a necessidade de diversificação geopolítica. Não podemos ficar à mercê do humor de líderes estrangeiros, seja Trump ou qualquer outro. A soberania econômica passa por termos poder de escolha, e isso só se constrói com planejamento estratégico de longo prazo.

Concluindo: o tarifaço de Trump é um divisor de águas. Mais do que um golpe econômico, é um choque geopolítico que revela nossas fragilidades estruturais e nossa dependência de decisões externas. Como analista, vejo aqui uma oportunidade rara: a de usar a crise como alavanca para um novo projeto de país. Mas isso exige coragem política, visão estratégica e união de forças entre governo, empresários e sociedade civil. Do contrário, continuaremos apenas reagindo. E perdendo.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

News

Você viu? Produtores mortos tiveram nomes usados em fraude em programa social de leite



A distribuição de leite a pessoas carentes foi alvo de uma organização criminosa em Pernambuco. Após três anos de investigações, a Polícia Federal indiciou 40 suspeitos, entre empresários e servidores públicos. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural na última semana. Confira a história na íntegra:

De acordo com as investigações, obtidas pelo Jornal do Commércio, a quadrilha criou uma empresa de fachada para firmar contratos fraudulentos e desviar quantias milionárias do programa social Leite de Todos, custeado pelos governos federal e estadual.

O inquérito, conduzido pela Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros, foi concluído, mostrando que o grupo investigado apresentou recibos de ao menos 33 produtores rurais já mortos para receber dinheiro repassado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco.

O programa Leite de Todos foi criado em dezembro do ano 2000 para aquisição de alimentos de produtores rurais de pequeno porte para serem distribuídos a beneficiários em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Leite sofria adulteração

A investigação também revelou que o esquema da organização criminosa envolvia a adulteração do leite, inserindo na bebida soro de leite e citrato/dióxido de titânio, substâncias que ajudam a diminuir custos, mas podem colcoar em risco a saúde de quem consumia o produto.

A investigação aponta que somente no ano de 2020, o prejuízo foi de, aproximadamente, R$ 8,5 milhões. De acordo com as investigações da Polícia Federal, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco firmou contratos com a Cooperativa dos Pecuaristas e Agricultores de Itaíba (Coopeagri) entre 2014 e 2020, repassando mais de R$ 73 milhões à empresa. Já entre 2021 e 2022, mais de R$ 22 milhões foram pagos.

De acordo com os autos do inquérito, a fiscalização do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), a Coopeagri “não passa de uma placa na fachada de uma loja de miudezas pertencente à filha do presidente da entidade” e que quase a totalidade dos valores recebidos eram repassados ao laticínio Natural da Vaca Alimentos LTDA, em Gravatá, no Agreste do estado, responsável pela execução do serviço contratado.

Produtores rurais falecidos

Para obter êxito na empreitada, a Polícia Federal acusa o grupo de fraudar documentos de produtores rurais como forma de comprovar a obrigatória aquisição do leite in natura por parte deles para que valores em dinheiro fossem repassados pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário.

“Não surpreendentemente, fraudaram o processo de despesa apresentando recibos de produtores de leite falecidos à época do suposto fornecimento”, descreveu a PF. Dos 33 mortos identificados pela instituição, ao menos sete tiveram os nomes usados em recibos desde a contratação inicial, em 2014.

Segundo o Jornal do Comércio, que obteve o inquérito na íntegra, o produtor Francisco Alves de Lira, por exemplo, faleceu em 7 de setembro de 2011. Na prestação de contas da Coopeagri consta um recibo de 1,5 mil litros de leite com data de outubro de 2014.

Já José Ailton da Silva, que morreu em 2 de março de 2011, também teve o nome usado indevidamente. Ele consta como fornecedor de 5,4 mil litros de leite em outubro de 2014.

Durante a investigação, a PF também verificou que empresas investigadas tinham contrato com a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco, na gestão anterior, para fornecimento de leite.

Empresários envolvidos

A investigação concluiu que a organização criminosa era composta de pessoas com funções distintas, como líderes, gerentes, auxiliares, responsáveis pela produção, testas de ferro, falsificadores, laranjas e servidores públicos.

No inquérito, entre os indiciados estão os empresários Paolo Avallone, dono da Natural da Vaca Alimentos LTDA, e Francisco Garcia Filho, com vínculo com a Planus Administração e Participações, apontados como os líderes do esquema, e Severino Pereira da Silva, presidente da Coopeagri.

Além disso, ex-funcionários da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário, a exemplo de gerentes jurídicos e de licitações e uma coordenadora de articulação, estão entre os indiciados.

Segundo o Jornal do Comércio, o inquérito revelou que membros do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) teriam participado da emissão de documentações fraudulentas para garantir o repasse de dinheiro.

A Polícia Federal indicia os investigados aos crimes de desvio de verba pública, estelionato, corrupção, obstrução à justiça, falsidade ideológica, crimes contra a saúde pública e lavagem de dinheiro.

Ao longo da investigação, ao menos duas operações foram deflagradas, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em novembro de 2022 e junho de 2023. Na última, a Justiça determinou o encerramento de todos os contratos das empresas investigadas com o governo estadual.



Source link