sexta-feira, maio 15, 2026

Autor: Redação

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Bahia sedia 1º Seminário da cacauicultura para produtores rurais



Produtores rurais, técnicos, especialistas e parceiros do segmento da agricultura estarão reunidos entre os dias 22 e 23 de julho de 2025, em Jequié e Itagi, na Bahia (BA), para conversar e impulsionar a inovação na produção de cacau.

Além disso, o encontro pretende promover a capacitação, fomentar boas práticas agrícolas e apresentar tecnologias que possam aumentar a eficiência e a sustentabilidade na produção de cacau.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

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 No dia 22, o evento inicia com quatro palestras em Jequié, ministradas por engenheiros agrônomos e consultores. Já no dia 23, Itagi recebe um dia de campo na Fazenda Duas Barras, com quatro oficinas simultâneas, proporcionando uma vivência prática no manejo da lavoura cacaueira.

 A iniciativa é promovida pelo Sebrae/BA, em parceria com a Prefeitura de Jequié, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Sindicato Rural, Faeb/Senar, Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Associação Comercial e Industrial de Jequié (ACIJ), Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Fazenda Duas Barras.

Serviço:
1° Seminário da Cacauicultura Produtiva de Jequié e Região

• 22/07 – CEU – Centro de Evangelização e Unidade, São Judas Tadeu, Jequié
• 23/07 – Fazenda Duas Barras, Itagi
Inscrições gratuitas.



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Preços do milho continuarão despencando nesta semana?



O contrato do milho para julho de 2025 na Bolsa de Chicago encerrou a semana passada a US$ 4,03 por bushel, queda expressiva de 6,50% em cinco dias.

Já na B3, o sentido foi inverso: o mesmo vencimento teve alta de 1,73%, fechando a R$ 63 por saca. Contudo, no mercado físico brasileiro, as baixas foram generalizadas.

Análise da plataforma Grão Direto mostra o que pode mexer com o mercado do cereal nesta semana e que a tendência é que os preços parem de cair, estabilizando. Acompanhe:

O que esperar do mercado do milho?

  • Exportações brasileiras: as exportações brasileiras de milho começaram julho em ritmo lento, com embarques de apenas 120 mil toneladas, uma queda de 80,5% em relação ao mesmo período de 2024. O atraso no início da colheita da segunda safra e a menor disponibilidade de grãos colhidos explicam parte dessa retração e, caso continue nesse ritmo, o mês de julho não deve passar de 1 milhão de toneladas exportadas.
  • China abastecida: a China, que foi um significativo importador do milho brasileiro em anos anteriores, está menos presente no mercado em 2025 devido a uma grande safra local e à busca por autossuficiência, o que obriga o Brasil a buscar novos mercados, como Irã, Egito e Vietnã, que não têm o mesmo potencial de compra. Apesar disso, a expectativa é de aceleração dos embarques ao longo dos próximos meses.
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  • A história se repete: o cenário de comercialização do milho brasileiro em 2025 está sendo marcado por uma safra recorde, o que amplia a oferta interna e reforça o Brasil como um dos principais exportadores globais. Contudo, esse volume elevado traz desafios: a oferta abundante pressiona os preços internos, especialmente diante de gargalos logísticos e do déficit de armazenamento, que obriga muitos produtores a vender rapidamente após a colheita, muitas vezes aceitando valores menores para evitar perdas com grãos estocados ao ar livre. Por outro lado, a demanda internacional segue aquecida devido a estoques globais mais apertados e ao aumento do consumo, favorecendo as exportações brasileiras no segundo semestre. “Assim, a comercialização em 2025 vem, mais uma vez, exigindo atenção ao ritmo dos embarques, à movimentação dos preços e à infraestrutura logística, para que os produtores possam aproveitar melhores oportunidades e reduzir riscos em um ano de oferta abundante”, orienta a nota da plataforma.

Segundo a Grão Direto, com o avanço da colheita da safrinha e o consequente aumento dos custos logísticos, aliado a uma perspectiva bastante favorável para a produção de milho nos Estados Unidos, o mercado apresenta poucos elementos que sustentem uma reversão consistente na tendência das cotações.

“No entanto, considerando o movimento de queda registrado nas últimas semanas, também não se desenha um cenário claro para a continuidade desse recuo”, diz a empresa.

Assim, o ambiente atual sugere estabilidade, com o mercado atento a novos fatores que possam alterar o equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses.



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Mercado de fertilizantes deve desacelerar no segundo semestre, aponta Itaú BBA



O mercado brasileiro de fertilizantes iniciou 2025 com forte ritmo de importações, mas deve perder tração nos próximos meses. Segundo relatório do Itaú BBA, a tendência é de desaceleração neste segundo semestre, mesmo após a alta de 14% registrada no volume importado entre janeiro e maio, totalizando 14,4 milhões de toneladas.

De acordo com a análise do banco, parte desse avanço é explicada pela antecipação das compras por misturadoras, que aproveitaram preços mais atrativos no início do ano. No entanto, o segundo semestre concentra historicamente a maior parte das entregas e importações, o que relativiza o desempenho do primeiro semestre na análise do ano como um todo.

A projeção do Itaú BBA é que o Brasil importe 40,6 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, uma leve queda de 1,8% em relação a 2024.

Outro ponto que pesa para uma desaceleração do setor é o nível elevado de estoques acumulados na indústria e nas revendas. Desde 2021, esses estoques vêm crescendo e, no início de 2025, estavam acima da média histórica, o que pressiona as margens de lucro das revendas e reduz o apetite por novas compras — mesmo com a proximidade da safra de verão.

As entregas aos produtores, por sua vez, cresceram no primeiro trimestre. Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) indicam que, entre janeiro e março, foram entregues 9,6 milhões de toneladas, alta de 9,1% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar disso, o Itaú BBA projeta uma desaceleração ao longo do ano, impulsionada pelo aumento nos custos dos insumos e pela piora nas relações de troca com as principais commodities agrícolas.

Para 2025, a expectativa é que as entregas totais cresçam 6% em relação ao ano anterior, atingindo 48,5 milhões de toneladas. O desempenho do segundo semestre será crucial, pois representa o pico do consumo de fertilizantes no Brasil.

Além disso, fatores externos também entram no radar. As tarifas anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump, caso sejam confirmadas, podem afetar diretamente o câmbio. Segundo o Itaú BBA, esse movimento pode enfraquecer o real frente ao dólar, pressionando os custos da produção agrícola nacional. Como boa parte dos insumos utilizados na lavoura é importada, inclusive fertilizantes e defensivos, a alta cambial reduz o poder de compra dos produtores rurais.

No caso específico dos fertilizantes, que já operam em patamares elevados, uma piora no câmbio pode agravar ainda mais a relação de troca com os grãos, restringindo o acesso dos produtores aos insumos e afetando a rentabilidade da atividade.



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Você produz soja sustentável? Participe do 4º Prêmio Planeta Campo!



Estão abertas as inscrições para o 4º Prêmio Planeta Campo 2025, que valoriza iniciativas sustentáveis no agronegócio brasileiro. Para participar, basta acessar o link e preencher o formulário. As inscrições vão até 23 de julho e reconhecem quem alia respeito ao meio ambiente, impacto social positivo e resultados econômicos sólidos no campo.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

O prêmio contempla cinco categorias: Agroindústria, Agricultura Familiar, Pequeno, Médio e Grande Produtor. Os vencedores terão suas histórias contadas em uma reportagem especial, exibida nos principais programas do Canal Rural e no YouTube do Planeta Campo.

Se você adota práticas sustentáveis com a soja e quer ver sua trajetória valorizada, essa é a sua chance de mostrar que é possível produzir com responsabilidade e inovação.

Sojicultores que já foram destaque no prêmio

Em edições anteriores, produtores de soja de diversas regiões do Brasil mostraram que é possível aliar produtividade e conservação ambiental. Exemplos inspiradores incluem agricultores que adotaram práticas como plantio direto, preservação de nascentes, rotação de culturas e redução no uso de defensivos, provando que a sustentabilidade é um diferencial competitivo no campo.

Na 3ª edição, em 2024, a Fazenda Carolina do Norte, gerida por Diego Schardong, destacou-se ao adotar o cultivo sustentável da soja em grande parte de sua área, utilizando sistemas de rotação que preservam e enriquecem o solo. Já a Fazenda Serra Vermelha, em Sambaíba, investe na regeneração do solo e na retenção de carbono por meio da integração de braquiária, soja e algodão.



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JBS inaugura unidade do programa Escritórios Verdes em Minas Gerais



A JBS acaba de inaugurar, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, sua mais nova unidade dos Escritórios Verdes JBS – iniciativa gratuita de apoio à regularização ambiental e assistência técnica e gerencial para produtores rurais. Esta é a primeira unidade em Minas Gerais, com atuação prevista em todo o estado, completando a presença da Companhia nos cinco principais estados com rebanho bovino do país: Mato Grosso, Pará, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Com um rebanho estimado de 22,5 milhões de cabeças de gado de corte em 2023, Minas Gerais ocupa a quarta posição entre os estados com o maior rebanho bovino do Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representando cerca de 9,4% do total nacional. O estado também se destaca por sua diversidade ambiental, abrigando três importantes biomas: Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga.

Lançado em 2021, o programa Escritórios Verdes integra o compromisso da Companhia com a pecuária sustentável e sua política de compra responsável. A iniciativa tem como objetivo apoiar gratuitamente pecuaristas na regularização ambiental de suas propriedades e na melhoria da produtividade com responsabilidade socioambiental. As unidades são instaladas em plantas da Friboi pelo Brasil, com equipes especializadas que atendem os produtores de forma personalizada.

A inauguração em Minas Gerais marca mais um passo da JBS na ampliação da iniciativa, que em 2024 viabilizou a elaboração de 523 projetos de regularização ambiental, com impacto direto na recomposição de mais de 4,15 mil hectares de vegetação nativa. Desde 2021, os Escritórios Verdes já prestaram consultoria e apoio técnico para mais de 18 mil propriedades rurais em todo o Brasil. Em quatro anos, mais de 6 mil hectares foram destinados à recuperação florestal.

Além dos atendimentos presenciais, a JBS lançou no segundo semestre de 2024 o Escritório Verde Virtual, disponível via e-mail, telefone e WhatsApp. Desde sua criação, já foram realizadas mais de 16 mil interações com produtores rurais de diversas regiões do país, ampliando o alcance da assistência técnica e ambiental da empresa.

“O produtor rural – especialmente o pequeno – precisa estar no centro das discussões sobre sustentabilidade no campo. Por isso, criamos soluções que atendam suas necessidades, oferecendo ferramentas práticas e suporte técnico de forma gratuita. A crescente adesão dos pecuaristas aos Escritórios Verdes reforça que estamos no caminho certo”, afirma Liège Correia e Silva, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.

Escritórios Verdes 2.0: tripé de apoio ao produtor

A evolução do programa foi em 2024 com o lançamento dos Escritórios Verdes 2.0, um hub de soluções para pequenos e médios produtores. Após uma triagem inicial, os atendimentos são direcionados para uma das três frentes:

  • Escritório Verde Ambiental: apoio à regularização ambiental e reinserção de propriedades na cadeia produtiva;
  • Escritório Verde Assistência Técnica: ações voltadas à recuperação de pastagens e boas práticas para aumento da produtividade;
  • Escritório Verde Assistência Gerencial: capacitação e ferramentas para melhorar a administração das propriedades.

Os resultados já demonstram o impacto do programa: em 2024, 6.887 propriedades foram regularizadas, e 1.311 fazendas receberam apoio técnico ou gerencial. O time de extensão rural realizou mais de 4.700 visitas a produtores familiares, com coleta e análise de mais de 600 amostras de solo.



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AgroFormosa 2025 movimenta mais de R$ 129 milhões em volume de negócios


Encerrada há uma semana, a terceira edição da AgroFormosa registrou R$ 129,6 milhões em volume de negócios, de acordo com a diretoria da Associação dos Criadores de Formosa do Rio Preto (Acrifor), entidade que realiza o evento, no município do Oeste baiano.

Com público de 29.824 pessoas — menor que a edição anterior —, o evento superou as expectativas dos organizadores e expositores.

Foram cerca de 100 marcas expositoras de empresas dos mais diversos segmentos do agro, incluindo pecuária, serviços, agricultura familiar, insumos, implementos, máquinas e instituições financeiras.

Para o secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Pablo Barrozo, a força do evento reforça a vocação de Formosa do Rio Preto como um dos maiores potenciais agrícolas do país.

“A AgroFormosa é essa linda feira com tantos expositores. Aqui, no leilão, vemos a grandeza deste município que só tem a crescer. Estamos representando o governador Jerônimo Rodrigues, que enxerga nesta região a capacidade de continuar avançando”, destacou.

Agroformosa 2025, recorde em volume de negócios; autoridades, BahiaAgroformosa 2025, recorde em volume de negócios; autoridades, Bahia
Foto: Ascom/AgroFormosa

Para Sabino Gomes Filho, presidente da feira, os números demonstram que o esforço coletivo valeu a pena. “Esse resultado ultrapassa tudo que a gente tinha imaginado. Estamos muito felizes por estarmos nos consolidando dessa forma, com sucesso para todos que acreditaram e apostaram no evento”, celebrou.

Com protagonismo do município na pecuária baiana, os leilões de gado dentro da programação oficial da feira, movimentou mais de R$ 900 mil reias, segundo a Acrifor.

O julgamento de ovinos e caprinos também reuniu criadores, técnicos e apaixonados pela pecuária de pequenos ruminantes, evidenciando a qualidade dos animais apresentados.

Para o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Menezes, Formosa do Rio Preto vive um momento de protagonismo. “Essa agropecuária que não para de crescer é a bola da vez. São quase 100 mil cabeças, soja, algodão, milho, tudo em expansão. Parabenizo os produtores, e reforço que todos os animais desta feira passaram pelo trabalho de inspeção e sanidade dos nossos veterinários”, afirmou.

Mulheres que Inspiram, mesa redonda na AgroFormosa 2025Mulheres que Inspiram, mesa redonda na AgroFormosa 2025
Foto: Ascom/AgroFormosa

Além da programação voltada para negócios, a feira agropecuária também realizou palestras e a mesa-redonda “Mulheres que Inspiram”, que reuniu nomes que são referência no setor.

Outra atividade realizada foi a doação de alimentos que serão destinados a instituições carentes da região, nesse sentido, o restaurante oficial da feira também realizou uma ação solidária: toda a renda arrecadada será revertida em projetos da Apae de Formosa do Rio Preto.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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AgroNewsPolítica & Agro

UFLA lidera projetos agrícolas na África



Os projetos envolvem a cultura do algodão



Os projetos envolvem a cultura do algodão
Os projetos envolvem a cultura do algodão – Foto: Canva

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) consolida sua posição como referência nacional em cooperação internacional para o desenvolvimento agrícola ao liderar dois projetos estratégicos no continente africano: “Aumento do Potencial Produtivo da Cultura do algodão no Cameroun” e “Cotton Solos”. Essas iniciativas, realizadas em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), reforçam o compromisso da UFLA com a ciência aplicada, a capacitação técnica e a inovação sustentável.

Inseridos no Programa Mais Algodão, iniciado em 2013, os projetos têm foco na agricultura tropical, especialmente no manejo do solo, qualificação de profissionais locais e aumento da produção de alimentos. Atualmente, a UFLA é a instituição brasileira com o maior número de projetos de cooperação em andamento na África, atuando em nove países: Burundi, Camarões, Costa do Marfim, Etiópia, Mali, Quênia, Senegal, Uganda e Tanzânia. As ações priorizam o fortalecimento do setor algodoeiro por meio da transferência de tecnologias desenvolvidas no Brasil, adaptadas às condições socioambientais locais.

No projeto Cotton Cameroun, cerca de 290 técnicos locais já foram capacitados em melhoramento genético de sementes, mecanização agrícola e conservação do solo. Já no Cotton Solos, desenvolvido no Mali — maior produtor africano de algodão na safra 2021–2022 —, além de aumentar a produtividade, o projeto atua em saúde, saneamento básico e bem-estar comunitário, com construção de banheiros sustentáveis, instalação de sistemas de captação de água e capacitação de parteiras. Mais de 250 técnicos e agricultores receberam formação em conservação do solo, uso de drones na agricultura e manejo de pragas.

Essas ações destacam o papel estratégico da UFLA na promoção do desenvolvimento sustentável e na disseminação de tecnologias sociais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das comunidades rurais africanas e ampliando a presença da ciência brasileira no cenário internacional.

 





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Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 5,17% em 2025



As expectativas do mercado financeiro estão mais otimistas com relação à inflação do país. Pela sétima semana consecutiva, são registradas quedas nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira (14), em Brasília, é esperado que o ano feche com uma inflação de 5,17%.

Há uma semana esperava-se uma inflação de 5,18% para o ano. Há quatro semanas, o mercado projetava uma inflação de 5,25%. Para os anos subsequentes, as expectativas se mantiveram estáveis, em 4,5% em 2026, e em 4% para 2027.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

PIB e dólar

As projeções relacionadas ao Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas riquezas produzidas no país – se mantiveram estáveis para 2025, com um crescimento de 2,23%. Para 2026, o mercado se mostrou mais otimista do que na semana passada, aumentando as expectativas de crescimento de 1,86% para 1,89%. Para 2027, projeta-se um PIB de 2%.

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Com relação ao câmbio, o Boletim Focus reviu para baixo as expectativas de cotação do dólar. O mercado projeta que, ao final de 2025, a moeda norte-americana custará R$ 5,65. Na semana passada, a projeção era de uma cotação de R$ 5,70 ao final do ano. Há quatro semanas as expectativas estavam em R$ 5,77.

O mercado financeiro reviu também para baixo as expectativas de cotação. Para o final de 2026, a projeção de cotação do dólar caiu de R$ 5,75 (divulgada na semana passada) para R$ 5,70. É a terceira semana seguida de queda nas expectativas de cotação. Para o final de 2027, a projeção é de que a moeda norte-americana estará cotada a R$ 5,71.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

As expectativas do mercado financeiro para a Selic se mantêm em 15% ao ano há três semanas. Para os anos subsequentes, se manteve estável em 12,50% para 2026, e em 10,50% em 2027.

Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.



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Trump ignora agribusiness e joga errado


“Bad Beat” é o nome que se dá nos jogos de cassino a um erro do jogador. Trump é empresário de cassinos e fez uma jogada errada por ignorar o complexo agroindustrial de agribusiness, fundamento criado em Harvard (academia que Trump também não entende) e que gerou a expressão agronegócio no Brasil.

Um sistema de “input e output”, cadeia de valor onde a originação dos alimentos, fibras, energias renováveis para entrar no sistema de produção das corporações que chegam nos supermercados, fast food, cafeterias, restaurantes e nas mesas do mundo tem compliance, certificações, exigências ESG, hoje um “agroconsciente”, portanto não se substitui mais matérias-primas, insumos, ingredientes semi-processados originados na agricultura por agricultores que constituem o supply chain de uma marca de alimentos, bebidas, roupas, energia, beleza, numa canetada à moda antiga.

Trump jogou errado: “Bad Beat”. No caso do agronegócio, o maior prejudicado direto são as cadeias de valor do complexo agroindustrial norte-americano, pois o que vendemos para os Estados Unidos são produtos agropecuários com segurança agroambiental, com nível de processamento inicial, mas que receberão gigantesca agregação de valor lá nos Estados Unidos, um agronegócio que significa de US$ 5 trilhões a US$ 6 trilhões versus o nosso, em torno de US$ 500 bilhões. São 10 vezes maiores lá. Trump erra para lá e para cá.

Agregação de valor é lá

Por exemplo, o total das exportações de café do Brasil para os Estados Unidos está na casa de US$ 2 bilhões. E quanto esse montante é transformado em agregação de valor na indústria de café dos Estados Unidos, hoje o maior consumidor mundial, e nas redes das cafeterias? Apenas para dar um exemplo para erguer nossos pensamentos acima das polarizações políticas, apenas uma rede de cafeterias, a Starbuck, fatura por ano acima de US$ 36 bilhões. Quer dizer, se olharmos o total das exportações brasileiras para os Estados Unidos, de tudo o que exportamos, total de US$ 40 bilhões, somente uma rede de cafeterias, a Starbuck, movimenta quase o total de dólares de todas as nossas exportações.

E sobre o café, o nosso maior item exportado aos Estados Unidos, conversei com o CEO do Conselho de Exportadores de Café (Cecafé), Marcos Antônio Matos, e ele me disse: “O Cecafé acompanha com muita atenção as discussões das tarifas nos Estados Unidos e é importante mencionar que os EUA é o país mais importante em termos de consumo de café, ao redor de 24 milhões de sacas, e o Brasil é o principal fornecedor nesse mercado, com mais de 30% do market share. Nós estamos fazendo todo um trabalho, uma agenda positiva, junto aos nossos parceiros, a National Coffee Association, e membros dessa associação junto à administração Trump porque existe uma agenda positiva nesse sentido. Importante lembrar que o café gera muita riqueza nos Estados Unidos, que é um país que importa café e agrega valor na industrialização. Para cada US$ 1 de café importado são gerados US$ 43 na economia americana, são 2,2 milhões de empregos, 1,2% do PIB norte-americano, uma vez que são gerados US$ 343 bilhões na economia; 76% dos americanos tomam café. O café é muito mais consumido do que qualquer outra bebida hoje no mercado. Nós temos a esperança de que o bom senso prevaleça, a previsibilidade de mercado, porque nós sabemos que quem vai ser onerado é o consumidor norte-americano e tudo que gera impacto sobre o consumo é ruim para o fluxo do comércio, para a indústria e para o desenvolvimento dos países, para produtores e consumidores. Portanto, estamos esperançosos de que nós tenhamos uma condição muito mais apropriada e adequada para o comércio de café do Brasil para os Estados Unidos”.

Portanto, como bem coloca o Matos, CEO do Cecafé, há uma gigantesca agregação de valor na industrialização, comércio e serviços realizada lá pelos norte-americanos. Para cada US$ 1 importado de café pelos Estados Unidos, são gerados US$ 43 de valor agregado na economia americana.

Os outros setores, da mesma forma. Não vendemos produtos para o consumidor final dos Estados Unidos. Vendemos matérias-primas, insumos e semiprocessados como sucos, e o suco de laranja que representa um pouco mais de US$1 bilhão, entra nos mercados em misturas sob marcas de grandes multinacionais como da própria Coca Cola e outros.

Agronegócio virou agroconsciente. A agricultura decide a preferência do consumidor e o valor das marcas

Algo que o presidente Trump ignora, com certeza, o que o levou a fazer essa “Bad Beat” no cassino planetário que ele manipula das taxações, está no fato de que agronegócio é um sistema agroindustrial hoje sob total vigilância e compliance ESG. Para um processador industrial de alimentos ou bebidas incluir matérias-primas oriundas de qualquer fornecedor, esse originador precisa realizar e provar todas as suas práticas ambientais e sustentáveis.

Portanto, não é mais possível substituir de uma hora para outros fornecedores das indústrias, das grandes corporações mundiais que dominam os supermercados, e serviços de alimentos e bebidas numa canetada. Isso é um erro, um “Bad Beat”, presidente Trump.

No mundo da moda a originação ESG é sagrada

O couro, no mundo fashion, vendemos cerca de US$ 330 milhões. Essa cadeia produtiva é toda rastreada e controlada, certificada.

Assim para todos os demais produtos brasileiros vendidos nos Estados Unidos: produtos florestais, açúcar, carnes, nozes, castanhas, cacau, mel, óleos, mate, hortícolas, lácteos, fumo, até plantas e flores, toda essa originação brasileira para ser substituída por outros países exigirá rigores de procedência ESG impossibilitando a prática a curto prazo dessa “Bad Beat”, jogada equivocada do presidente Trump.

Portanto, não tenho dúvida: os setores empresariais dos Estados Unidos e do Brasil, com a diplomacia a serviço dos estados reunidos, irão reverter e resolver esse engano, que se serviu para atiçar raivas e ódios de facções políticas, não servirá para estragar cadeias de valor fundamentais tanto para os Estados Unidos e para o Brasil com 200 anos de sucesso, inclusive maior para os americanos, pois compramos mais deles do que vendemos para eles. Os agronegócios USA & brasileiro jogarão as jogadas certas da inteligência comercial para ambos.

Foi mal essa Mr. Trump, “Bad Beat”. Cuidado o “TACO” está pegando. Vale a pena ouvir Beat it, sucesso de Michael Jackson: “Beat it” onde a amizade vence a violência. E vamos para a agenda positiva.

José TejonJosé Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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