sexta-feira, maio 15, 2026

Autor: Redação

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Adubação líquida no pasto: reforço pontual, mas sem milagres


A dúvida é comum entre pecuaristas: será que a adubação líquida no pasto funciona de verdade? Pode substituir os fertilizantes tradicionais? Assista ao vídeo abaixo e confira o veredito de quem entende do assunto.

O assunto foi esclarecido no Giro do Boi Responde, com participação do engenheiro agrônomo Wagner Pires, da Esalq-USP, especialista em pastagens e autor do livro Pastagem Sustentável de A a Z.

Respondendo a uma pergunta do produtor César Ribeiro, de Luziânia (GO), Wagner foi direto: adubação líquida não é substituto completo para o manejo tradicional do solo.

Ela pode até ter bons resultados, mas desde que seja usada com critério e nos momentos certos.

Por que a adubação líquida não substitui a tradicional?

Trator em aplicação na lavoura. Foto: CanvaTrator em aplicação na lavoura. Foto: Canva
Trator em aplicação na lavoura. Foto: Canva

Segundo Wagner, os produtos líquidos têm baixa concentração de nutrientes e ação de curto prazo.

Ao contrário dos fertilizantes sólidos, que atuam diretamente no solo e oferecem nutrientes por longos períodos (até dois anos), a adubação líquida atua apenas nas folhas, com efeito que dura cerca de 30 a 60 dias.

“Ela é uma ferramenta de nutrição de curto prazo, não substitui os fertilizantes de solo, que têm ação prolongada”, reforçou o agrônomo.

Além disso, muitos produtos no mercado são de baixa qualidade, o que pode trazer prejuízo ao produtor. “Tem muito produto que é só água com açúcar”, alertou Wagner. Por isso, verifique a composição e a procedência do que está comprando.

Quando vale a pena usar a adubação líquida?

Detalhe de adubo com matéria orgânica. Foto: DivulgaçãoDetalhe de adubo com matéria orgânica. Foto: Divulgação
Detalhe de adubo com matéria orgânica. Foto: Divulgação

Apesar das limitações, Wagner Pires afirmou que a adubação líquida pode ser uma aliada do produtor rural, especialmente em momentos estratégicos:

  • Antes da seca, quando o capim ainda está ativo;
  • No início das chuvas, para estimular o rebrote da forragem;
  • Após estresse da planta, como ataque de cigarrinhas ou outras pragas.

Nessas situações, o efeito rápido da adubação líquida pode recuperar o vigor da planta e melhorar temporariamente a qualidade da pastagem, enquanto o manejo de solo de longo prazo segue sendo aplicado.

Adubação líquida é o mesmo que nutrição foliar?

Outro ponto importante é diferenciar os conceitos. A adubação sólida no solo promove efeito duradouro, alterando a fertilidade do terreno e garantindo produção ao longo do tempo.

Já a nutrição foliar líquida atua diretamente na planta, com efeito mais rápido, mas também mais passageiro.

“O líquido tem ação mais rápida, mas dura pouco. Serve para momentos pontuais”, explicou Wagner.

Pasto irrigado e bem nutrido com boiada. Foto: ReproduçãoPasto irrigado e bem nutrido com boiada. Foto: Reprodução
Pasto irrigado e bem nutrido com boiada. Foto: Reprodução

Para quem busca produtividade sustentável o ano inteiro, a adubação líquida deve ser vista como um complemento, e nunca como solução única.

A recomendação é clara: mantenha o manejo adequado do solo como base, e utilize os produtos líquidos apenas como reforço, nos momentos certos.

Resumo do que você deve lembrar:

  • Não substitui fertilizantes sólidos.
  • Pode ajudar em transições e situações emergenciais.
  • Tem ação rápida, mas de curta duração.
  • Exija qualidade e comprovação dos produtos.
  • Sempre consulte um técnico antes de aplicar.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Mato Grosso se consolida como potência global na venda de carne bovina, com…


Mato Grosso é responsável por aproximadamente 3% das exportações globais de carne bovina. Se fosse um país, ocuparia a 9ª posição no ranking mundial de exportadores, segundo dados do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Em 2024, o estado produziu 1,7 milhão de toneladas de carne bovina, liderando o ranking nacional com 17,1% da produção brasileira. Foram abatidos 6,6 milhões de animais no período, consolidando a liderança de Mato Grosso como maior produtor da proteína animal no Brasil.

“Mato Grosso é um importante polo de produção de carne bovina e tem ganhado destaque no mercado internacional não apenas pelo volume de carne in natura, mas também pela exportação de miúdos e subprodutos de origem animal. O crescimento contínuo das exportações nos últimos anos tem deixado o setor cada vez mais otimista”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

Em 2025, o ritmo de produção segue aquecido, com perspectivas de abertura de novos mercados. De janeiro a maio, o estado já abateu 7,3 milhões de bois, com destaque para o mês de maio, quando mais de 553,2 mil cabeças foram processadas.

Entre os fatores que sustentam o otimismo do setor está a recente autorização, concedida em junho, para a exportação de subprodutos de origem animal destinados à fabricação de extratos para uso farmacêutico aos países da União Econômica Euroasiática.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Rússia, Cazaquistão, Belarus, Armênia e Quirguistão passam agora a importar itens como retina, próstata, cartilagem escapular, ovários e glândulas do timo de bovinos brasileiros.

“A União Econômica Euroasiática representa um mercado de 185 milhões de habitantes e tem ampliado sua demanda por insumos farmacêuticos de origem animal. Essa nova autorização faz parte da estratégia de diversificação da pauta exportadora, com o objetivo de reduzir a dependência de poucos países compradores e ampliar o alcance global dos nossos produtos”, reforça o diretor do Imac.





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Mercosoja 2025 debate logística e propriedade intelectual da soja



Os desafios da produção e exportação de soja no Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) estarão em pauta no X CBSoja e Mercosoja 2025, de 21 a 24 de julho de 2025, em Campinas (SP). Os debates vão abordar logística, biotecnologia e propriedade intelectual, com foco no impacto do mercado informal de sementes. As inscrições podem ser feitas aqui.

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Programação

Na terça-feira (22), das 17h às 18h30, ocorre o painel “Desafios logísticos para a exportação de soja no Mercosul”, que discutirá gargalos nos países produtores. Destaques incluem palestra sobre hidrovias com Luis Zubizarreta (ACSoja), além de apresentações sobre armazenamento de grãos e corredores logísticos com Edenilson Oliveira (Coamo). A mediação será de Marcelo Alvares de Oliveira (Embrapa Soja).

Segundo Fernando Henning, presidente do CBSoja, o painel mostrará o panorama atual do transporte de cargas, melhorias em portos e investimentos em ferrovias e hidrovias. Haverá ainda discussões sobre a automatização logística na Bacia do Prata.

Na quarta-feira (23), das 17h às 18h, o painel “Biotecnologia e propriedade intelectual no Mercosul” será moderado por Alexandre Nepomuceno (Embrapa Soja). Vivian Nascimento (Bayer) falará sobre inovações e proteção intelectual, e Mariano Bulos (The + Company) apresentará tecnologias moleculares de rastreabilidade.

Dados da Abrasem apontam que 30% das sementes usadas no Brasil não são certificadas, o que, segundo Henning, representa risco fitossanitário e impacto econômico estimado em R$ 10 bilhões anuais, reduzindo investimentos em pesquisa e inovação.

CBSoja e Mercosoja 2025

Comemorando os 50 anos da Embrapa Soja, o evento traz o tema “100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã”. A expectativa é reunir cerca de 2 mil participantes. Serão 4 conferências, 15 painéis e mais de 50 palestras com especialistas nacionais e internacionais. Ao todo, 328 trabalhos foram aprovados para apresentação em pôster.

O evento contará também com o workshop internacional Soybean2035, que debaterá o futuro da biotecnologia na soja com pesquisadores do Brasil, EUA, China e Canadá.

Arena de inovação

A Arena de inovação é um espaço para a realização dos lançamentos, apresentação de trabalhos técnicos de destaque e inovações propostas pelo mercado. Mais de 40 expositores participantes do evento



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Curso técnico gratuito sobre agropecuária abre vagas remanescentes em SP



Estão abertas as inscrições para o processo seletivo de vagas remanescentes do curso técnico gratuito em Agropecuária da Escola Técnica Agropecuária Engenheiro Salvador Arena (Etasa), localizada em Santa Rita do Passa Quatro (SP). Ao todo, são 29 vagas disponíveis para candidatos que já concluíram o Ensino Médio.

As aulas começam em agosto de 2025 e o curso tem duração de um ano, com carga horária total de 1.600 horas. A formação é oferecida em período integral, com aulas presenciais de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h10, e, excepcionalmente, aos sábados, das 7h45 às 11h20, conforme o calendário escolar.

Formação com foco em agropecuária e agronegócio

A grade curricular da Etasa combina conteúdo teórico e prático, com foco em produção vegetal, animal, agroindustrial e gestão de propriedades rurais. O curso também valoriza a agricultura familiar e aborda áreas essenciais como:

  • Planejamento de projetos agropecuários
  • Produção de sementes e mudas
  • Operação de máquinas agrícolas
  • Administração rural
  • Sanitização e manejo de propriedades
  • Levantamentos topográficos

“A formação técnica da Etasa é uma oportunidade concreta de transformação social por meio da educação de qualidade, com foco em empregabilidade e desenvolvimento rural”, afirma Cristina Favaron Tugas, diretora da escola.

Estrutura

Instalada em uma área de 449 hectares, a Etasa conta com:

  • Salas de aula temáticas
  • Laboratórios de Biologia, Química, Física e Topografia
  • Estações de aprendizagem com tecnologia avançada
  • Produção real de alimentos na Agroindustrial Salvador Arena, com cultivos de soja, milho, mandioca, tomate, café e criação de gado e galinhas

Benefícios para os estudantes

Além da gratuidade total, os estudantes recebem:

  • Alimentação durante o período escolar
  • Uniforme e material didático
  • Apoio social com três tipos de bolsas: Permanência, Transporte e Alimentação, voltadas a alunos em situação de vulnerabilidade

Como se inscrever

As inscrições são realizadas exclusivamente online, por meio do site oficial da Etasa.

O preenchimento das vagas seguirá a ordem de inscrição e envio do histórico escolar do Ensino Médio em formato PDF. As 29 vagas serão preenchidas assim que a documentação dos candidatos for validada.



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Nova massa de ar frio e chuva de 100 mm impactam a semana; veja quando e onde


A semana é de tempo estável para boa parte do Brasil, com atenção à baixa umidade relativa do ar, mostra informativo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Contudo, em parte do Norte, o volume de chuva pode ultrapassar os 100 mm.

Outro destaque dos próximos dias é uma nova massa de ar frio que chega ao Sul e ao Sudeste, fazendo as temperaturas caírem significativamente. Confira a previsão entre esta segunda (14) e a próxima (21):

Sul

São previstos acumulados de até 20 mm em grande parte do Rio Grande do Sul, chegando a 30 mm em porções do oeste do estado e sudeste da costa litorânea. Já em Santa Catarina e no Paraná, o volume deve girar em torno de 10 mm ao longo da semana, reduzindo a umidade relativa do ar na Região. Porém, segundo o Inmet, entre o próximo sábado (19) e domindo (20), uma nova massa de ar frio (mapa 2, abaixo) deve provocar temperaturas abaixo de 6°C no sul do Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, contribuindo para a ocorrência de geadas em áreas de maior altitude.

Sudeste

Há prevalência de tempo estável durante toda a semana no Sudeste, com baixos acumulados de chuva (inferiores a 3 mm) previstos no extremo sul do Espírito Santo e na costa litorânea do centro-norte do Rio de Janeiro. Assim como no Sul, prevê-se redução da umidade relativa do ar, principalmente a partir de quarta-feira (16), com umidade abaixo de 40% em praticamente todo o estado de São Paulo, sul e oeste de Minas Gerais. Contudo, a massa de ar frio do Sul também deve afetar a Região, chegando no centro-sul paulista e mineiro no próximo fim de semana, levando as mínimas para abaixo de 10°C.

Centro-Oeste

mapa de chuva - 14 a 21 de julho 25mapa de chuva - 14 a 21 de julho 25
Mapa 1 – Chuva. Foto: Reprodução

A previsão do Inmet indica predominância de tempo estável, sem ocorrência de chuva (áreas em branco no mapa). Além disso, também se espera redução da umidade relativa do ar em toda a Região. Tal condição poderá se intensificar a partir de quarta-feira, atingindo níveis abaixo de 30% na sexta-feira (18), principalmente em regiões como o centro e sul de Mato Grosso do Sul.

Nordeste

Não há previsão de chuva para o Nordeste. Assim como no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, espera-se redução da umidade relativa do ar, principalmente no sul do Piauí e do Maranhão, bem como no oeste da Bahia. Em pequenas áreas do litoral nordestino, podem ocorrer chuvas acima de 20 mm (tons em verde no mapa), principalmente no litoral de Sergipe e Alagoas, bem como no extremo norte maranhense.

Norte

Áreas de instabilidade se concentrarão em Roraima e no extremo noroeste do Amazonas e Pará, com volumes que podem superar os 60 mm (tons em laranja e vermelho), com destaque para os maiores acumulados de chuva da ordem de 100 mm no Amazonas na região conhecida como “Cabeça do Cachorro”, assim como no litoral norte de Roraima. Em contraste, no Acre, em Rondônia, no sul amazonense e paraense, assim como em todo o Tocantins, não há previsão de chuvas ao longo da semana. Nestas localidades, a previsão indica uma redução da umidade relativa do ar, que pode atingir níveis abaixo de 30% na sexta-feira.

Temperaturas no país

massa de ar friomassa de ar frio
Mapa 2 – Massa de ar frio. Foto: Reprodução

Ao longo da semana, a previsão indica temperaturas máximas elevadas no centro-sul da Região Norte, no norte da Região Centro-Oeste e no oeste da Região Nordeste. Segundo o Inmet, os maiores valores devem ocorrer no sudeste do Amazonas, região central do Pará (próxima à divisa com o Amazonas), norte de Mato Grosso, norte do Tocantins, Maranhão e centro-norte do Piauí, especialmente no domindo (20).

No leste do Nordeste, assim como em parte das regiões Sudeste e leste do Centro-Oeste, as temperaturas máximas devem ficar abaixo de 30°C. Já no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, no Paraná e em São Paulo, são previstas temperaturas máximas inferiores a 22°C, com destaque para a região leste de Santa Catarina, onde as máximas devem ficar abaixo de 18°C.

As temperaturas mínimas devem se manter acima de 20 °C na Região Norte e no norte da Região Nordeste. No centro-sul do país, predominam mínimas inferiores a 20°C.

Temperaturas abaixo de 10°C devem ocorrer no centro-sul de Minas Gerais e de São Paulo, com as maiores quedas previstas para os dias 19 e 20, abrangendo grande parte das regiões Sudeste e Sul.

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Após tarifaço de Trump, exportador tem venda de toneladas de mel cancelada



O Grupo Sama, uma dos maiores exportadores de mel orgânico do mundo, teve a venda de 585 toneladas de mel cancelada por causa do tarifaço de exportações brasileiras anunciado por Trump na última quarta-feira (9). Segundo informações do G1, parte desta carga já estava no porto pronta para o envio.

Fundado há 28 anos em Oeiras (PI), o Grupo Sama é responsável pela compra da produção de mais de 12 mil micro e pequenos produtores de mel do Nordeste, principalmente dos estados do Piauí, Ceará, Maranhão e Bahia.

De acordo com a empresa, a nova tarifa aumentará o custo da carga em cerca de US$ 6 milhões, causando impacto no valor final do produto vendido nos EUA. Com o cancelamento da carga, o produto fica acumulado e gera custo de armazenamento, já que precisa ser guardado em câmaras refrigeradas, com temperatura controlada.

Recuo

Além do Grupo Sama, outro exportador de mel do Piauí teve problemas em relação ao cancelamento de compras por parte de clientes americanos. A Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro teve uma venda de 95 toneladas de mel cancelada na sexta-feira (11). Os compradores temiam que o produto chegasse ao país já sob a vigência da taxa de 50%.

No entanto, após apelo feito pelos produtores aos clientes americanos, os contêineres que já estavam no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE) foram embarcados para os EUA.

De acordo com a Associação Brasileira de Exportadores de Mel, cerca de 80 % do mel orgânico produzido no Brasil é exportado para os EUA. O Piauí é o segundo maior produtor do país e exporta mais de R$ 100 milhões por ano do produto, segundo dados do Governo do Piauí.



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Fazendas verticais: Inovação leva o campo para o coração das cidades



As fazendas verticais urbanas já são uma realidade e vêm transformando o modo como os alimentos são produzidos nas grandes cidades. Diferente do cultivo tradicional, elas funcionam em ambientes fechados e totalmente controlados, dentro de galpões ou até prédios, onde não é preciso contar com sol, solo fértil ou grandes volumes de água. 

Iluminação de LED, sistemas hidropônicos ou aeropônicos e softwares de monitoramento garantem que cada etapa, do plantio à colheita, ocorra com alta precisão.

Essa tecnologia permite que o cultivo aconteça em qualquer lugar, independentemente do clima ou da estação do ano. As fazendas verticais usam até 95% menos água do que os métodos convencionais, dispensam defensivos químicos e são altamente eficientes no consumo de energia. 

Além disso, como ocupam pouco espaço, podem ser instaladas próximas aos centros urbanos, reduzindo também o custo e a pegada ambiental do transporte.

Hoje, é possível encontrar nessas estruturas o cultivo de hortaliças como alface, rúcula e manjericão, além de frutas como tomate e morango. A ciência, porém, continua avançando: já existem experimentos para produzir até variedades de arroz em fazendas verticais, o que pode ampliar ainda mais a lista de alimentos cultivados de forma sustentável.

No Brasil, o exemplo mais emblemático é o da Pink Farms, localizada na cidade de São Paulo. Considerada a maior fazenda vertical da América Latina, a empresa mostra que é possível unir tecnologia, sustentabilidade e produção de alimentos frescos mesmo no coração de uma metrópole.

Quer ver como tudo isso funciona na prática? Então confira o conteúdo abaixo no Instagram do Planeta Campo!





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AgroNewsPolítica & Agro

Tarifa de Trump pode gerar demissões no agro


A nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos deve atingir em cheio o agronegócio brasileiro, especialmente os setores de carne e café, que estão entre os principais produtos exportados para o mercado americano, segundo o advogado tributarista especializado no setor rural, Fernando Melo de Carvalho. A medida pode provocar queda no faturamento das exportações, pressionando margens e levando a cortes de empregos em um setor que emprega mais de 28 milhões de pessoas no país, conforme dados da CNA.

O aumento da tarifa ocorre em um momento já delicado para o agro, que enfrenta juros elevados, menos recursos no Plano Safra e dificuldades no acesso ao crédito. A elevação dos custos para entrar no mercado americano pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros e desestimular a atividade exportadora, afetando diretamente produtores que dependem desse canal de vendas.

“Essa tarifa vem em um momento muito delicado e deve impactar a rentabilidade de quem depende das exportações para os Estados Unidos. Apesar dos preços terem uma tendência de queda, por outro lado, isso desestimula as atividades ligadas à exportação, reduz o faturamento e pode levar a demissões”, alertou.

Além do agronegócio, setores da indústria também devem ser impactados, especialmente aqueles que utilizam insumos importados. O encarecimento desses itens pode comprometer cadeias produtivas e aumentar os custos internos de produção.

Tarifas de importação são ferramentas frequentemente utilizadas por países para proteger mercados internos ou estimular segmentos estratégicos. No entanto, o uso desse instrumento de forma abrupta pode gerar desequilíbrios e prejudicar tanto exportadores quanto consumidores nos países envolvidos.

“Na nossa Constituição, existe a previsão de utilizar certos impostos como mecanismo de controle. Por exemplo, pode-se aumentar o imposto de importação sobre determinado produto que não se deseja no mercado brasileiro, para proteger a produção nacional. Mas esse tipo de medida deve ser usado com cautela, justamente para não prejudicar não só as exportações de produtos agropecuários, mas também os importadores, como o mercado americano, que consome fortemente a nossa carne”, completou.

 





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Tarifaço de Trump ‘mexeu’ com o mercado de soja?



A semana foi marcada por uma combinação de fatores que pressionaram o mercado de soja. Segundo a plataforma Grão Direto, tensões comerciais entre potências, disparada do dólar, queda nas bolsas internacionais e crescente incerteza nas relações geopolíticas criaram um cenário desafiador para o produtor rural brasileiro. O resultado é uma cadeia produtiva impactada diretamente na comercialização, nos custos de produção e na rentabilidade.

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Oferta e demanda

O novo relatório global de oferta e demanda apontou crescimento na produção e nos estoques finais de soja. No Brasil e na Argentina, os dados de produção da nova safra permaneceram inalterados. No entanto, os estoques brasileiros aumentaram, enquanto os argentinos caíram. A China continua como o principal destino da oleaginosa, com importações projetadas em 112 milhões de toneladas.

EUA x China: impasse trava o mercado

A falta de um acordo comercial concreto entre Estados Unidos e China, aliada às novas tarifas impostas pelos norte-americanos ao bloco BRICS, com destaque para a taxação de 50% sobre produtos brasileiros deixou o mercado em estado de alerta. A incerteza aumentou a aversão ao risco, o que afastou os compradores e provocou cautela nos negócios.

Dólar

O impacto cambial foi imediato. O dólar subiu 2,40% na semana, cotado a R$ 5,55. Enquanto isso, os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago registraram fortes quedas. O contrato com vencimento em julho de 2025 recuou 4,92%, com o encerramento a US$ 10,04 por bushel. O contrato de março de 2026 também caiu, com o fechamento a US$ 10,38 por bushel, uma baixa de 3,53%. O mercado físico reagiu de forma mista, com algumas praças em alta e outras, queda.

Exportações brasileiras resistem

Apesar do cenário adverso, as exportações brasileiras de soja seguem firmes. Em julho, somaram 11,93 milhões de toneladas, um crescimento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). A China respondeu por cerca de 76% das compras no primeiro semestre de 2025. A forte demanda chinesa, associada a dificuldades logísticas em países concorrentes e ao aumento das taxas de exportação na Argentina, favoreceu o Brasil. No entanto, em relação a junho, houve leve queda, em linha com o padrão sazonal após a colheita.

Brasil x EUA

As tarifas impostas pelos Estados Unidos inicialmente pressionaram os preços internacionais, com receio de retração nas exportações brasileiras e possibilidade de retaliações. Ao mesmo tempo, o dólar valorizado impulsionou a competitividade da soja brasileira no mercado externo, favorecendo exportadores. Porém, a alta cambial também encarece insumos importados e pressiona os custos de produção, além de potencialmente gerar efeitos inflacionários.

Mercado de soja

O cenário atual exige cautela. Há poucos fundamentos que sustentem uma alta expressiva nos preços da soja neste momento. A tendência técnica segue de baixa, com possibilidade de os contratos se aproximarem da faixa de US$ 10,00 por bushel. Ainda assim, a valorização do dólar e o prêmio nos portos brasileiros podem abrir janelas pontuais de oportunidade para negócios estratégicos.



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Bahia sedia 1º Seminário da cacauicultura para produtores rurais



Produtores rurais, técnicos, especialistas e parceiros do segmento da agricultura estarão reunidos entre os dias 22 e 23 de julho de 2025, em Jequié e Itagi, na Bahia (BA), para conversar e impulsionar a inovação na produção de cacau.

Além disso, o encontro pretende promover a capacitação, fomentar boas práticas agrícolas e apresentar tecnologias que possam aumentar a eficiência e a sustentabilidade na produção de cacau.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

 No dia 22, o evento inicia com quatro palestras em Jequié, ministradas por engenheiros agrônomos e consultores. Já no dia 23, Itagi recebe um dia de campo na Fazenda Duas Barras, com quatro oficinas simultâneas, proporcionando uma vivência prática no manejo da lavoura cacaueira.

 A iniciativa é promovida pelo Sebrae/BA, em parceria com a Prefeitura de Jequié, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Sindicato Rural, Faeb/Senar, Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Associação Comercial e Industrial de Jequié (ACIJ), Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Fazenda Duas Barras.

Serviço:
1° Seminário da Cacauicultura Produtiva de Jequié e Região

• 22/07 – CEU – Centro de Evangelização e Unidade, São Judas Tadeu, Jequié
• 23/07 – Fazenda Duas Barras, Itagi
Inscrições gratuitas.



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