sexta-feira, maio 15, 2026

Autor: Redação

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Exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram pela metade desde 2001


Ao longo dos anos, os Estados Unidos perderam relevância na pauta de comércio do Brasil. De 2001 a 2024, a participação norte-americana no total de exportações brasileiras regrediu de 24,4% para 12,2%, ou seja, caiu à metade.

Os números que mostram esse comportamento fazem parte do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (14).

Enquanto a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu 51%, a da China, atualmente o principal parceiro comercial do Brasil, aumentou mais de oito vezes, indo de 3,3% para 28% no período de 2001 a 2024.

A União Europeia com menos 44% e a América do Sul, menos 31%, também perderam espaço para o gigante asiático no intervalo de 23 anos. Mesmo com esses dois grupos de países perdendo participação, ainda ficam na frente dos Estados Unidos.

Participação nas exportações brasileiras:

  • China: 28%
  • União Europeia: 14,3%
  • América do Sul: 12,2%
  • Estados Unidos: 12%

O Ibre FGV elaborou o ranking com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O Icomex faz análises sobre comércio exterior, como o comportamento da balança comercial, a diferença entre exportação e importação, e provê atenção especial nesta edição ao tarifaço prometido pelo presidente Donald Trump, que anunciou taxação de 50% de produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.

O levantamento aponta também a perda de relevância norte-americana nas nossas importações. Em 2001, vinham dos Estados Unidos 22,7% do que o Brasil comprava de outros países. Em 2024, esse patamar foi reduzido a 15,5%. Essa diferença significa recuo de 32%.

No mesmo período, a participação chinesa saltou mais de dez vezes, indo de 2,3% para 24,2%. A União Europeia viu a participação nas nossas importações cair 31% e a América do Sul, recuar 45%.

Participação nas importações brasileiras:

  • China: 28%
  • União Europeia: 18%
  • Estados Unidos: 15,5%
  • América do Sul: 10,2%

Exportações diversificadas

O estudo aponta que as exportações para os americanos têm um perfil diversificado. Para efeito de comparação, quando se trata de China, apenas três produtos respondem por 96% do que o Brasil vende: petróleo, soja e minério de ferro.

Já no caso dos Estados Unidos, 10 produtos representam 57% das exportações brasileiras.

Participação dos principais produtos da pauta de exportação para os EUA:

  • Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus: 14%
  • Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço: 8,8%
  • Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes: 6,7%
  • Café torrado: 4,7%
  • Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas: 4,4%
  • Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos): 4,3%
  • Celulose: 4,1%
  • Demais produtos – Indústria de Transformação: 3,8%
  • Instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes: 3,6%
  • Sucos de frutas ou de vegetais: 3%

O Ibre/FGV aponta também que conjuntos de produtos siderúrgicos, aeronaves, sucos vegetais e escavadeiras seriam os mais atingidos pela ação americana, pois dependem bastante da maior economia do mundo:

  • Ferro fundido bruto e ferro spiegel: 86% das exportações vão para os EUA;
  • Produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado: 72,5%;
  • Veículos aéreos (helicópteros e aviões): 63%;
  • Pás mecânicas e escavadeiras: 53%;
  • Sumos de frutas: 34%

Busca por mercados

complexo carne exportaçõescomplexo carne exportações
Foto: Pixabay/ Montagem: Canal Rural

A pesquisadora associada do Ibre/FGV Lia Valls, consultora do Icomex, avalia que alguns produtos brasileiros, como carnes e sucos, podem prospectar novos destinos.

“Essa parte das commodities [produtos primários comercializados em grandes quantidades] pode ser que consiga”, acredita.

No entanto, ela avalia que não é simples buscar novos países compradores de produtos que ficarão inviáveis para entrar nos Estados Unidos com o aumento de preço.

“O país não consegue, em um prazo curto, desviar as exportações. Tem alguns tipos de produtos, principalmente da indústria de manufatura, muitos deles que são fabricados pelas multinacionais americanas, em que talvez já não seja tão simples colocar em outros mercados. Além do que, tem uma concorrência muito grande com a própria China”, explica.

Tarifaço de Trump

O boletim da FGV lembra que o presidente norte-americano já recuou algumas vezes sobre o tarifaço. O estudo mostra que no dia 2 de abril deste ano, que ficou conhecido como Liberation Day (Dia da Liberação), Trump ameaçou países parceiros com taxação.

À época, a tarifa brasileira seria de 10%. Foi desencadeada uma guerra tarifária contra a China, na qual as tarifas chegariam a 145%. Após promessas mútuas de retaliação, os dois países chegaram a um acordo, reduzindo a 30%.

Nos últimos meses, alguns países anunciaram acordos com os americanos, mas o Brasil foi surpreendido na semana passada com a taxa de 50%.

A FGV destaca que, diferentemente da ameaça de abril, quando o motivo para taxar itens brasileiros era puramente comercial, a intenção atual envolve questões políticas, incluindo processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe e decisão recente contra gigantes de tecnologia, as big techs.

“Foi a única [carta] que explicitou motivações políticas, o que limita a margem de negociação do governo brasileiro por tratar de questões que são da alçada exclusiva do Estado brasileiro”, diz trecho do estudo.

Apesar de a carta de Trump apontar déficit comercial – comprar mais do que vende – dos Estados Unidos no comércio com o Brasil, a FGV reforça o inverso, o Brasil não registra superávit com os Estados Unidos desde 2009.

“No primeiro semestre de 2025, a balança bilateral Brasil-Estados Unidos foi de menos US$ 1,7 bilhão”, ou seja, nós compramos deles mais do que eles compraram do Brasil.

O estudo avalia que há chance de o governo americano voltar atrás na taxação, seja pelo histórico de decisões de Trump, seja por pressão de empresas dos Estados Unidos também prejudicadas.

“No momento, é esperar que negociações sejam possíveis, que Trump siga o comportamento Trump Always Chickens Out (Taco), que em tradução livre significa Trump amarela ou volta atrás”, escreve o Ibre.

“Além disso, parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos são de empresas multinacionais estadunidenses, que poderão pressionar o governo Trump, da mesma forma que empresas nos Estados Unidos que utilizam os bens intermediários [serão transformados em produtos finais] do Brasil na sua produção”, completa.

Reação brasileira

O governo brasileiro tem buscado caminhos para reverter a taxação americana. Além de negociação, o Brasil sinaliza com a Lei da Reciprocidade Econômica, que encareceria as importações dos Estados Unidos.

Fora do governo, o próprio STF se manifestou, por meio de carta assinada pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. O magistrado afirma que não há perseguição política no país, e que Trump teve como fundamento uma “compreensão imprecisa dos fatos”.



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Preços da soja avançam, apesar de baixa em Chicago: confira as cotações de hoje


seta formada com soja apontando para notas de 50 reais - preço da soja
Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja apresentou preços de estáveis a mais altos nesta segunda-feira (14), com o dólar e os prêmios firmes oferecendo suporte.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o mercado teve bons negócios reportados, principalmente no interior, com o produtor aproveitando a alta da moeda norte-americana no dia.

Preço médio da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130 para R$ 132
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 131 para R$ 132
  • Porto de Rio Grande: passou de R$ 136,50 para R$ 138
  • Cascavel (PR): aumentou de R$ 130 para R$ 131
  • Porto de Paranaguá (PR): avançou de R$ 135 para R$ 136,50
  • Rondonópolis (MT): foi de R$ 118 para R$ 119
  • Dourados (MS): se manteve em R$ 120
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 120 para R$ 121

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mistos, em dia de muita volatilidade.

Após o mercado ter atingido o menor nível em três meses, os agentes tentaram uma recuperação técnica, através de compras de barganha. No entanto, qualquer reação mais consistente segue limitada pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas.

Safra dos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que 70% das plantações estão entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular e 5% em condições entre ruins e muito ruins.

As incertezas sobre a política tarifária do presidente de Donald Trump também seguem pressionando os contratos. O temor é que os países afetados retaliem através de diminuição nas compras de produtos agrícolas.

O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão impor uma tarifa de 30% sobre produtos importados da União Europeia e do México a partir de 1 de agosto.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulga nesta terça-feira (15) o resultado do esmagamento dos Estados Unidos no mês de junho. O mercado aposta em número de 185,195 milhões de bushels. Em maio, os esmagamentos somaram 192,829 milhões de bushels. Em junho do ano passado, ficaram em 175,599 milhões de bushels.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar ou 0,32% a US$ 10,01 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,07 por bushel, perda de 0,25 centavo ou 0,02%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 2,60, ou 0,96%, a US$ 267,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 54,17 centavos de dólar, com ganho de 0,42 centavo ou 0,78%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,71%, sendo negociado a R$ 5,5857 para venda e a R$ 5,5837 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5443 e a máxima de R$ 5,5933.

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veja o preço da arroba neste início de semana



O mercado físico do boi gordo abriu a semana com preços mais baixos. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos seguem exercendo pressão sobre o mercado diante das incertezas causadas pelo adicional tarifário imposto pelos Estados Unidos na última semana.

“Os norte-americanos são o segundo principal comprador de carne bovina do Brasil e já adquiriram quantidades significativas na atual temporada. Enquanto isso, as escalas de abate permanecem confortáveis, contando com a entrada de animais confinados no mercado. Além disso, há boa incidência de animais de parceria (contratos a termo)”, assinalou.

  • São Paulo: R$ 302
  • Goiás: R$ 283,04
  • Minas Gerais: R$ 288,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 305,23
  • Mato Grosso: R$ 302,84

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, a expectativa é de menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, considerando o menor apelo ao consumo.

“Vale destacar que a carne de frango segu muito mais competitiva em relação as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, comentou o analista.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 22,50 por quilo, o dianteiro segue cotado a R$ 18,75 por quilo; e a ponta de agulha permanece a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,71%, sendo negociado a R$ 5,5857 para venda e a R$ 5,5837 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5443 e a máxima de R$ 5,5933.



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Vaca tricross como matriz: eficiência produtiva e quando tirar do rebanho


A vaca tricross como matriz tem ganhado espaço em sistemas de cruzamento industrial rotacionado. O motivo? Alta eficiência produtiva, fertilidade e adaptação ao calor. Mas será que dá pra manter esse tipo de fêmea por muitas gerações no rebanho? Assista ao vídeo abaixo e entenda.

A resposta veio do zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética de corte e autor do blog Crossbreeding, no quadro Giro do Boi Responde, desta segunda-feira, 14 de julho.

A dúvida foi enviada por Felipe Botero, pecuarista da Colômbia, interessado em saber até quando vale a pena manter vacas tricross no plantel. Segundo Zadra, o segredo está no nível de heterose, ou seja, o vigor híbrido que se mantém (ou se perde) a cada novo cruzamento.

“Se as raças forem bem escolhidas, com características maternas e adaptação ao calor, a vaca tricross pode, sim, ser uma excelente matriz”, garantiu Zadra.

Quais características a vaca tricross precisa ter?

Bovinos em área de pasto. Foto: ReproduçãoBovinos em área de pasto. Foto: Reprodução
Bovinos em área de pasto. Foto: Reprodução

Para valer a pena manter uma tricross como matriz, o pecuarista precisa ficar atento a algumas qualidades importantes. Segundo o especialista, são elas:

Zadra reforça: essas qualidades são típicas de vacas com forte choque de sangue — ou seja, filhas de cruzamentos entre raças bem distintas.

Por isso, é fundamental evitar o acasalamento entre animais com composição genética semelhante, o que dilui o vigor híbrido e prejudica o desempenho do rebanho.

Como funciona o cruzamento rotacionado?

O sistema rotacionado busca alternar raças taurinas e zebuínas a cada nova geração. A ideia é simples: manter o vigor híbrido alto, combinando desempenho materno com adaptação tropical.

Veja um exemplo citado por Zadra:

  1. Fêmea meio-sangue Angus x Nelore
  2. Cruzamento com touro Caracu, Senepol ou Bonsmara → fêmea tricross
  3. Tricross cruzada com touro zebuíno → recomeço do ciclo

Esse sistema permite produzir animais mais férteis, adaptados e produtivos ao longo do tempo.

Até quando vale manter a vaca tricross no rebanho?

Bovinos em área de pasto. Foto: ReproduçãoBovinos em área de pasto. Foto: Reprodução
Bovinos em área de pasto. Foto: Reprodução

A vaca tricross pode permanecer no rebanho por muitas gerações, desde que o produtor mantenha o planejamento genético e o controle da composição racial. Isso evita que a heterose se perca com o tempo.

“O produtor precisa monitorar os acasalamentos. Se perder o controle, o vigor híbrido cai, e os resultados também”, alertou Zadra.

Se a heterose for bem mantida, essas fêmeas continuam expressando boa fertilidade, longevidade e desempenho produtivo.

Cruzamento bem planejado = lucro no campo

Para quem trabalha em regiões tropicais e busca aumentar a produtividade do rebanho, investir em vacas tricross como matrizes é uma estratégia certeira. Mas é preciso planejamento técnico, boas escolhas de raças e atenção à genética.

“Com heterose e raças bem selecionadas, a gente potencializa características de baixa herdabilidade, como precocidade e fertilidade”, concluiu o especialista.

O resultado aparece no cocho, no bezerro mais pesado e no bolso do produtor.



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Projeto pauta o agronegócio a partir de perspectivas da cadeia produtiva


Um workshop com a presença das entidades e apoiadores do projeto marcou o lançamento de mais uma edição do Santa Catarina e o Agro 5.0. Foi na terça-feira (08), na capital Florianópolis, com a presença de dirigentes e representantes dos parceiros que compartilham a realização do projeto. Em sua 8ª temporada, durante sete meses a iniciativa vai debater os desafios e oportunidades do agronegócio do estado a partir de temas que são comuns ao agronegócio em Santa Catarina e no Brasil.

Da sucessão no campo e no negócio, à sanidade na pecuária os conteúdos vão trazer à discussão assuntos como logística, transformação e inclusão digital e sustentabilidade. A oferta de milho, questão sensível no estado, um dos maiores produtores de proteína animal do país, também está entre as temáticas. Em uma reflexão sobre qualidade de vida, o projeto ainda vai abordar questões de habitação rural e mão-de-obra no campo e na agroindústria.

Workshop com a presença das entidades e apoiadores do projeto | Foto: Fecoagro

Entre os destaques do workshop está o olhar para a logística. Das estradas rurais às rodovias e ferrovias, é senso comum no agronegócio catarinense a necessidade de melhorar e se estabelecer, de fato, uma conexão multimodal. Outro ponto de atenção levantado diz respeito aos gargalos nos portos catarinenses, fator determinante à eficiência e competividade do estado quando o assunto é comércio internacional.

O propósito do SC e o Agro é discutir boas práticas, apontar exemplos de sucesso, mas sobretudo apresentar as demandas e necessidades do setor a partir da perspectiva de todos os elos da cadeia produtiva. E, assim, contribuir para conectar pessoas e contribuir com a formulação de política públicas que favoreçam o desenvolvimento do agronegócio.

Fórum

Os presentes também deliberaram sobre a realização do Fórum Santa Catarina e o Agro 5.0. Será no dia 14 de outubro, em São Francisco do Sul, litoral e zona portuária do estado. Com transmissão AO VIVO pelo Canal Rural, o evento terá como tema central a logística, com abordagem ampliada sobre milho, fertilizantes e exportações de um modo geral.

Por ocasião do Fórum, no mesmo dia, será organizada uma visita ao terminal portuário e indústria de fertilizantes da Fecoagro. O objetivo é apresentar aos participantes o fluxo reverso no comércio internacional do agronegócio brasileiro com a importação de fertilizantes.

Participaram do workshop dirigentes e técnicos da Fecoagro, Ocesc, Faesc/Senar, Sindicarne (Acav e Aincadesc), Sicoob, Assembleia Legislativa de Santa Catarina, além da Secretaria de Estado da Agricultura, com a presença do secretário Carlos Chiodini. Também integra o projeto o Icasa, instituto referência na defesa agropecuária de Santa Catarina.

Os grandes temas que serão pautados são: sucessão, infraestrutura e logística, transformação e inclusão digital, sanidade, sustentabilidade, oferta de milho e habitação rural.

Todos dos conteúdos serão distribuídos e podem ser acessados pela multiplataforma de comunicação do Canal Rural, TV, site e redes sociais.



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Brasil começará a exportar ração e petiscos para pets mexicanos



O governo do México aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para começar a importar produtos destinados à alimentação de animais de companhia do Brasil.

De acordo com nota do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a nova abertura de mercado representa uma oportunidade para o setor privado nacional expandir negócios no segmento de nutrição “pet”, um mercado em forte expansão no mundo.

“Com cerca de 130 milhões de habitantes e um dos maiores contingentes de animais de estimação da América Latina, o México é hoje o segundo maior mercado para produtos ‘pet’ da região, atrás apenas do Brasil”, diz a pasta.

De acordo com levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o México importou mais de US$ 2,9 bilhões em produtos agropecuários do Brasil em 2024, com destaque para complexo soja, proteína animal, café e produtos florestais.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 393 aberturas de mercado desde o início de 2023.



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Seca avança, ‘castiga’ lavouras e dificulta avanço da 2ª safra



A umidade do solo permanece crítica em grande parte do Brasil, especialmente nas regiões produtoras do Matopiba, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Nesses estados, os níveis de umidade disponível no solo variam entre 0% e 40%, o que dificulta o desenvolvimento de culturas da segunda safra como milho, sorgo e algodão. As lavouras que foram plantadas mais tardiamente são as mais afetadas, particularmente na fase de enchimento de grãos.

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Por outro lado, estados do Norte como Roraima e Amapá apresentam boa umidade do solo, favorecidos pela proximidade com a Zona de Convergência Intertropical, que mantém a capacidade hídrica da região elevada.

Na costa leste do Nordeste, produtores da região Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia) também têm se beneficiado das chuvas, mantendo boas condições para as lavouras.

Já no Sul do país, apesar do volume de água no solo ser menor em comparação com o início do inverno, o padrão de umidade ainda é considerado bom.

Previsão do tempo

Nos próximos dias, as regiões mais afetadas pela seca, Centro-Oeste, Matopiba e Sudeste, devem continuar com tempo firme. A ausência de chuvas, embora preocupante para a umidade do solo, permitirá o avanço das atividades de colheita e manejo agrícola nessas áreas, sem interrupções causadas pelo clima.

Já no Norte do país, na costa leste do Nordeste e no Sul, há previsão de chuvas até o dia 19 de julho. Uma nova frente fria deve avançar entre quarta e quinta-feira, trazendo chuvas mais expressivas para o Sul, embora o sistema se afaste rapidamente da costa. À medida que a frente fria sobe em direção ao Sudeste, as precipitações tendem a ser menos intensas.

Por fim, Espírito Santo e o leste de Minas Gerais poderão receber entre 10 e 15 milímetros de chuva, volumes considerados baixos, mas que ainda podem trazer algum alívio pontual para áreas mais secas.



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Déficit global de biocombustíveis pode chegar a 45% até 2040



Estudo da consultoria Bain & Company prevê um déficit de aproximadamente 20% no suprimento global de biocombustíveis para aviação, transporte marítimo e rodoviário pesado. Essa lacuna pode subir para até 45% em 2040, caso não ocorra avanço significativo em novas matérias-primas e tecnologias.

Tal cenário pressiona mercados estruturalmente dependentes de importações, como a União Europeia, e indica um risco crescente à viabilidade da transição energética. Para o sócio da empresa Felipe Cammarata, é nesse contexto que o Brasil se destaca como um fornecedor estratégico, com potencial real de liderar a resposta global à descarbonização dos transportes.

Isso porque, como líder global na produção de biomassa, com destaque para soja e cana-de-açúcar, o país projeta crescimento da produção da oleaginosa a uma taxa de 4% ao ano até 2030, sendo que, atualmente, 33% do grão brasileiro já é processado internamente, com 55% do óleo de soja destinado à produção de biodiesel em 2024, aumento de 72% em relação a 2017.

De acordo com a Bain, a capacidade instalada de produção de óleo vegetal no Brasil cresceu 20% nos últimos dois anos e conta com ociosidade entre 10% e 15%, o que permite aumento de produção com investimentos incrementais.

“O país também possui um parque industrial maduro e consolidado, resultado de décadas de experiência com etanol e biodiesel. A infraestrutura atual de esmagamento e refino é suficiente para atender à demanda de biodiesel projetada até 2029, com novos projetos já anunciados que devem estender essa capacidade até 2030. Além disso, a logística nacional já é integrada com o comércio internacional de commodities agrícolas e energéticas”, destaca nota da consultoria.

Aumento do processamento doméstico

Outro diferencial traçado pelo estudo da Bain está na capacidade de crescimento sustentável da cadeia brasileira sem o comprometimento da segurança alimentar.

Cammarata lembra que mais de 60% da soja brasileira ainda é exportada in natura, o que abre margem para aumento do processamento doméstico. “O crescimento da produção de biodiesel, projetado em 8% ao ano, é superior ao da soja, mas poderá ser sustentado com ganhos de produtividade e expansão sobre áreas já abertas ou degradadas, sem necessidade de desmatamento”, considera.

De acordo com ele, o país também começa a avançar no desenvolvimento de novas matérias-primas.

“A macaúba, por exemplo, é uma palmeira nativa com alto rendimento de óleo e que pode ser cultivada em áreas degradadas. Outras culturas rotativas, como camelina e carinata, também apresentam grande potencial e podem ser utilizadas para diversificar a oferta de matéria-prima com menor impacto ambiental, reduzir a dependência de commodities tradicionais e otimizar o uso de áreas agrícolas no período de entressafra”.

Desafios à frente

Cammarata ressalta, no entanto, que para viabilizar a escala produtiva dessas alternativas, ainda são necessários investimentos estruturantes, como sementes adaptadas, certificação internacional, capacitação técnica de produtores e adequações logísticas e industriais.

Diante do avanço de regulamentações em grandes mercados consumidores, como o Fit for 55 na Europa e o Inflation Reduction Act nos EUA, a demanda por combustíveis sustentáveis tende a crescer aceleradamente.

Com isso, para a Bain, com sua oferta abundante de biomassa, experiência técnica e escala industrial, o Brasil pode se tornar um fornecedor-chave de biocombustíveis como SAF (bioquerosene de aviação), HVO (óleo vegetal hidrotratado) e biodiesel para o mundo.

Protagonismo global em biocombustíveis

A Bain indica quatro passos para que o Brasil exerça protagonismo global na produção de biocombustíveis:

  1. Programas de fomento à inovação agrícola, incluindo capacitação de agricultores, incentivos e suporte financeiro ao desenvolvimento tecnológico para adoção de culturas rotativas;
  2. Políticas públicas que garantam previsibilidade regulatória e incentivem a exportação de biocombustíveis e o uso de matérias-primas sustentáveis;
  3. Investimentos em novas plantas de esmagamento, biorrefino e infraestrutura de escoamento adequados a culturas alternativas;
  4. Consolidação de acordos comerciais com mercados estratégicos.

“O Brasil tem a oportunidade de assumir a liderança na produção sustentável de biocombustíveis. Ser o celeiro de bioenergia do planeta é mais do que um papel econômico: é uma estratégia de segurança energética e de contribuição real à descarbonização global”, completa o sócio da consultoria.



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AgroNewsPolítica & Agro

Incêndio de grandes proporções atinge silo da Cotribá



Fogo iniciou na noite de sexta-feira (11)




Foto: Reprodução

Um incêndio de grandes proporções atinge, desde a noite de sexta-feira (11), um silo de grãos localizado próximo à BR-116, a poucos quilômetros do centro de Arroio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. As chamas permanecem ativas e já causaram o desabamento parcial do teto da estrutura.

A área permanece isolada por risco de colapso, e os trabalhos de combate seguem intensos. Equipes continuam atuando na tentativa de conter o fogo, enquanto toneladas de soja armazenadas no local precisam ser removidas para que o incêndio possa ser completamente extinto.

Mesmo após mais de 48 horas, a fumaça continua densa e já é percebida na área urbana da cidade. A inalação da fumaça pode causar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de agravar problemas respiratórios em pessoas sensíveis.

Mangueiras foram posicionadas estrategicamente em estruturas próximas para levar água diretamente ao foco do incêndio, o que possibilitou avanços no controle das chamas. No entanto, a expectativa é de que os trabalhos se estendam pelos próximos dias.

 





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Trump ameaça tarifa de 100% à Rússia se não houver cessar-fogo contra Ucrânia



Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, prometeu aplicar uma tarifa de 100% sobre produtos russos caso o país não entre em um acordo de cessar-fogo com a Ucrânia nos próximos 50 dias. 

Durante um encontro na Casa Branca com o secretário-geral da Otan, nesta segunda-feira (14), o presidente americano destacou que a Ucrânia deseja negociar, mas o governo russo não demonstra a mesma disposição.

Segundo Trump, a combinação entre tarifas econômicas e poder bélico pode forçar a Rússia a negociar a paz. A estratégia é pressionar o presidente russo, Vladimir Putin, com ameaças econômicas e reforço militar.

Trump também prometeu o envio de equipamentos militares dos EUA para a Otan, que os repassará à Ucrânia. Entre os itens estão mísseis do sistema Patriot, sendo o sistema mais avançado de defesa que o Ocidente enviou para a Ucrânia, onde cada unidade custa cerca de US$ 3 milhões. 

Impactos no agronegócio 

A Rússia é uma das maiores fornecedoras globais de fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados, insumos essenciais para a agricultura brasileira. Uma elevação nas tarifas pode gerar desequilíbrio na oferta global, pressionando os preços e dificultando o abastecimento no Brasil.

Com a possível reconfiguração de rotas comerciais, a Rússia pode buscar novos mercados para escoar sua produção agrícola e energética. Isso pode gerar maior concorrência em mercados onde o Brasil também atua, como Ásia e Oriente Médio, impactando preços de milho, trigo e carne bovina.

As tensões internacionais também afetam o câmbio. Um possível agravamento do cenário pode valorizar o dólar frente ao real, o que, por um lado, favorece as exportações, mas, por outro, encarece os insumos importados, como defensivos agrícolas, sementes e maquinários.



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