quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

News

Câmara aprova projeto que facilita acesso do agricultor familiar ao benefício garantia-safra



A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que diminui de 50% para 40% o mínimo de perda de safra para o agricultor familiar acessar o benefício garantia-safra. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Carlos Veras (PT-PE), o Projeto de Lei 1282/24 foi aprovado nesta quarta-feira (16) com substitutivo do relator pela Comissão de Finanças e Tributação, deputado Zé Neto (PT-BA).

A perda se refere ao conjunto da produção de feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão que tenha sido perdida em razão de estiagem ou excesso de chuvas.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário, gestor do Fundo Garantia-Safra, poderá definir outras culturas respeitando especificidades locais e regionais.

Já o valor, fixado em lei no total de R$ 1,2 mil anuais, no máximo, por família e pagos em seis parcelas mensais, passará a ser definido pelo ministério, com pagamento em até três parcelas mensais de acordo com a disponibilidade orçamentária.

Quando houver decreto nacional de situação de emergência ou estado de calamidade pública, ou em razão de pandemia ou epidemia, o pagamento do benefício será feito em parcela única.

Para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o projeto melhorará os critérios para os municípios do Nordeste acessarem o Fundo Garantia-Safra. “Estamos melhorando o acesso ao programa para fazer distribuição de renda e ajudar os agricultores familiares que, por algum motivo, perderam seu plantio e não tiveram a safra esperada”, afirmou.

Motta disse que a votação da proposta resulta de acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e com o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), para pautar o tema antes do recesso.

Novos projetos

O texto aprovado permite ao fundo bancar novas despesas com ações e projetos de convivência com o Semiárido, aumento da capacidade produtiva e enfrentamento às mudanças climáticas.

Esses projetos poderão ser na forma da introdução de tecnologias, lavouras e espécies animais adaptadas às condições locais; pela capacitação e profissionalização dos agricultores familiares; pelo estímulo ao associativismo e ao cooperativismo; e pela ampliação do acesso dos agricultores familiares ao crédito rural.

Agricultura familiar

O relator do projeto pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado Luiz Couto (PT-PB), afirmou que a ampliação e a modernização dos mecanismos de apoio à agricultura familiar se harmonizam com pilares constitucionais, como a dignidade da pessoa humana, a redução das desigualdades regionais e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável.

“Tais valores ganham especial relevo quando se trata de prover instrumentos eficazes de resiliência e continuidade produtiva a comunidades historicamente vulneráveis às adversidades climáticas”, disse Luiz Couto.

Para o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), o projeto vai garantir melhorias no Plano Safra que precisam acontecer diante das mudanças climáticas. “Isso deveria nos lembrar que as questões climáticas nos trazem custos. Temos de reparar os atingidos e parar os mecanismos que continuam a causar os eventos climáticos extremos”, afirmou o deputado.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) criticou a diferença de critérios entre a proposta e o Projeto de Lei 5122/23, aprovado pouco antes pelos deputados.

“Aqui são pouco mais de R$ 600 milhões para o seguro safra da agricultura familiar. No projeto anterior, foram R$ 30 bilhões para grandes proprietários rurais. Aqui o agricultor familiar precisa comprovar 40% de perda para acessar o seguro. Ali, para acessar até R$ 10 milhões, é só comprovar 20% ou nada, se for cooperativa. Esse tratamento desigual tem de deixar de existir”, disse.

Em entrevista à Rádio Câmara, Carlos Veras afirmou que o projeto beneficia todo o país, mas será extremamente importante para o Nordeste. A região, de acordo com ele, sofre com um regime irregular de chuvas. “Nós somos atingidos duas vezes: na seca e na chuva concentrada [que provoca alagamentos.”



Source link

News

veja os preços da arroba e do mercado atacadista



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar queda nos preços nesta quinta-feira (17).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando ainda os efeitos do adicional tarifário imposto pelos Estados Unidos.

“Com as tarifas, o Brasil deixa de ser competitivo para os Estados Unidos e a indústria frigorífica brasileira busca caminhos para suprir a ausência do segundo grande importador de carne bovina do país em 2025”, ressalta.

Segundo ele, além disso, pesa sobre o mercado a entrada de animais confinados, que oferecem uma menor capacidade de retenção para o pecuarista.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 297,83 — ontem: R$ 298,67
  • Goiás: R$ 279,64 — R$ 281,43
  • Minas Gerais: R$ 283,53 — R$ 284,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 296,70 — R$ 297,73
  • Mato Grosso: R$ 296,35 — R$ 298,92

Mercado atacadista

Os preços da carne bovina caíram no mercado atacadista nesta quinta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de queda no curto prazo, em linha com o consumo mais lento no decorrer da segunda quinzena do mês.

“Soma-se a isso a menor competitividade da carne bovina se comparado às proteínas concorrentes, em especial da carne de frango”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 21,80 por quilo, queda de R$ 0,70; o quarto dianteiro foi cotado a R$ 17,50 por quilo, redução de R$ 1,25; e a ponta de agulha a R$ 17,50 por quilo, diminuição de R$ 1,00.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,5467 para venda e a R$ 5,5447 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5429 e a máxima de R$ 5,6099.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Capim-amargoso resistente acende alerta



O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas



O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas
O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas – Foto: Pixabay

O avanço da resistência múltipla do capim-amargoso (Digitaria insularis) preocupa produtores e técnicos agrícolas em Chapadão do Céu (GO) e Chapadão do Sul (MS). Segundo José Herickson, gerente agrícola no Grupo Safra, foi confirmada a resistência de biótipos da planta daninha aos herbicidas cletodim e haloxifope-p-metílico (Grupo 1 – Inibidores da ACCase) e ao glifosato (Grupo 9 – Inibidor da EPSPS), conforme alerta técnico divulgado pelo HRAC-BR em 14 de julho.

A constatação foi feita com base em estudos conduzidos com metodologias reconhecidas, reforçando a necessidade de adoção imediata de estratégias de controle. O capim-amargoso já é conhecido por sua capacidade de desenvolver resistência, tanto simples quanto múltipla, o que exige vigilância constante em áreas agrícolas de alta produtividade e também de culturas mais sensíveis.

Nesse cenário, entre as recomendações para técnicos, consultores e produtores, destacam-se a implementação do manejo integrado de plantas daninhas, o uso de sementes certificadas (especialmente para culturas como soja, milho e algodão), e a limpeza rigorosa de maquinários agrícolas antes e depois do uso em áreas suspeitas. Também é essencial eliminar manualmente as plantas remanescentes ou utilizar herbicidas com diferentes mecanismos de ação, promovendo a rotação de produtos.

O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas, evitando que a resistência se dissemine e comprometa o controle químico em lavouras brasileiras. As informações foram divulgadas pelo especialista na rede social LinkedIn.

 





Source link

News

Brasil lidera em biológicos e tarifas dos EUA podem ajudar na diversificação do mercado



O mercado brasileiro de produtos biológicos para controle de pragas e doenças na agricultura registrou crescimento de 206% nos últimos cinco anos, saltando, assim, de US$ 269 milhões em 2019 para US$ 828 milhões em 2024.

No segmento, os bioinseticidas lideram a escalada, com expansão de 265% no período, indo de US$ 100 milhões para US$ 365 milhões, conforme dados da agência de inteligência de mercado DunhamTrimmer.

De acordo com o presidente e sócio fundador da empresa, Mark Trimmer, nenhum outro mercado do mundo deu um salto tão representativo e rápido no setor como o Brasil.

Por conta dessa atratividade, o número de empresas que fornecem soluções biológicas à agricultura aumenta a cada dia. Apesar disso, o especialista não acredita que o país esteja próximo de uma “bolha de crescimento”.

“Continuamos vendo o crescimento do Brasil superando todos os outros países. O tamanho da oportunidade de mercado e o desenvolvimento bem-sucedido de biológicos em culturas extensivas de grãos têm sido fatores impulsionadores. Sem dúvida, esse crescimento rápido irá desacelerar em algum momento, mas, por enquanto, vemos oportunidade contínua para maior crescimento do mercado brasileiro”, considera.

Ao olhar especificamente para o mercado agrícola latino-americano, Trimmer enxerga muitos desafios, mas também oportunidades no panorama atual, incentivados, por tabela, pelo anúncio de tarifas comerciais por parte de Donald Trump, visto que empresas da região precisarão procurar novos parceiros.

“A política comercial dos Estados Unidos pode abrir novos mercados para produtos latino-americanos. As eleições presidenciais brasileiras em outubro de 2026 podem, também, mudar drasticamente as políticas atualmente em vigor, o que pode ser positivo ou negativo para investimentos futuros e desenvolvimento do mercado biológico”.

A esse respeito, o presidente da DunhamTrimmer enxerga que o rápido crescimento do mercado de biológicos brasileiro continuará dando sequência a aquisições de empresas nacionais do ramo por players globais.

“No setor de bioestimulantes e biofertilizantes, o impulso do Brasil para diminuir a forte dependência de fertilizantes importados pode criar algumas oportunidades interessantes de investimento”, destaca.

Trimmer vem ao Brasil para detalhar este tema e as projeções para o futuro durante o Biocontrol & Biostimulants Latam, em Campinas, São Paulo, no dia 29 de julho, em palestra às 11h com o tema Latin America Biological Market Overview (Visão geral do mercado biológico da América Latina).

Serviço

Biocontrol & Biostimulants Latam 2025
28 a 30 de julho de 2025
Royal Palm – Campinas (SP)
Mais informações aqui



Source link

News

Nelore zero dentes com 24,5 arrobas impressiona em etapa do Circuito de Qualidade


A pecuária de corte brasileira segue dando show de qualidade, e um exemplo recente vem de Naviraí (MS), onde um lote de animais zero dentes atingiu a impressionante marca de 24,5 arrobas com rendimento de carcaça de 58%. Se eu fosse você, não perdia um segundo, não! Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração e um bom exemplo da pecuária de prateleira de cima!

O feito foi destaque da 4ª etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2025, realizada em 8 de julho na unidade da Friboi no município.

Quem apresentou os números foi Douglas Castro, gerente da unidade da Friboi em Naviraí. Ele reforçou a importância do circuito, promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), para valorizar a raça, incentivar boas práticas e garantir uma carne cada vez mais valorizada dentro e fora do país.

Machos Nelore, o 1º lugar, do pecuarista Wilson Brochmann, da Fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)
Machos Nelore, o 1º lugar, do pecuarista Wilson Brochmann, da Fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)

O destaque absoluto da etapa foi o pecuarista Wilson Brochmann, da Fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS).

Ele levou ao abate animais bem jovens, com cerca de 110 dias de terminação no cocho, alcançando um nível de acabamento e peso que chamaram a atenção até dos jurados mais experientes.

O resultado é fruto de um trabalho técnico focado em genética Nelore superior, nutrição balanceada e um manejo de excelência. A conquista reforça o papel da pecuária do Mato Grosso do Sul como referência nacional em produtividade e qualidade.

Etapa reuniu 600 animais e revelou outros campeões

Fêmeas Nelore, o 1º lugar ficou com André Masagão Ribeiro, da Fazenda Ave Maria, de Laguna Carapã (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)
Fêmeas Nelore, o 1º lugar ficou com André Masagão Ribeiro, da Fazenda Ave Maria, de Laguna Carapã (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)

Ao todo, a etapa de Naviraí avaliou 600 bovinos, sendo 560 machos e 40 fêmeas, enviados por quatro propriedades da região. Entre as fêmeas, o destaque foi André Masagão Ribeiro, da Fazenda Ave Maria, em Laguna Carapã (MS).

Na categoria de machos Nelore, além do primeiro lugar de Wilson Brochmann, a premiação foi completada por:

  • 2º lugar – Paula Ferreira Martins, da Fazenda Dois Irmãos, em Bataguassu (MS)
  • 3º lugar – Agropecuária São Bento, da Fazenda Cristo Rei, em Iguatemi (MS)

A próxima etapa do Circuito Nelore em Naviraí já está marcada para o dia 4 de novembro, reforçando o compromisso contínuo com a valorização da carne bovina de alta qualidade e o avanço da pecuária sustentável e produtiva no Brasil.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtor que duvidava da irrigação hoje opera 12 pivôs e planeja três safras por ano


No Mato Grosso do Sul, onde estiagens e chuvas irregulares são cada vez mais frequentes, um produtor rural conseguiu reverter prejuízos persistentes investindo em irrigação. Nelson Antonini, proprietário do Grupo Antonini, transformou a produtividade das suas fazendas e hoje opera 12 pivôs centrais Valley em 1.380 hectares irrigados, com planos de alcançar até três safras por ano.

Até 2015, Antonini, que cultiva cerca de 16 mil hectares nas fazendas Marialva, Vista Alegre e Alegria do Corupaí, relutava em adotar o sistema de irrigação. “Eu vinha analisando os pivôs há dez anos, mas tinha receio. Parecia algo complicado e caro”, relembra. O cenário mudou quando a comparação dos números se tornou impossível de ignorar.

Na safra de milho de 2021, a produtividade na área sem irrigação despencou para 33 sacas por hectare. Já na área irrigada, o rendimento ficou entre 130 e 147 sacas. Na soja, a diferença foi ainda maior: de 15,5 sacas no sequeiro para até 96 sacas por hectare no irrigado. Para o feijão, a produtividade quase triplicou — de 27 para 75 sacas por hectare.

“Vi que o dinheiro que eu gastava com seguro agrícola podia ser a parcela do pivô. O retorno foi imediato”, destaca Antonini. Além de aumentar a produtividade, a irrigação permitiu diversificar o calendário de cultivo: hoje, o produtor faz soja no verão, milho na segunda safra e, em metade dos pivôs, planta feijão na terceira safra. Nas áreas sem irrigação, ele já prefere não plantar quando o risco de perdas é muito alto.

Outro ponto decisivo foi o suporte técnico na região. A Copasul, cooperativa em Naviraí (MS), se tornou distribuidora Valley local e garante peças de reposição e assistência para os pivôs, além de alternativas como motores a diesel para contornar falhas no fornecimento de energia.

Para Antonini, o investimento mudou não só a produtividade, mas também a segurança para planejar as próximas safras em um clima cada vez mais incerto. “A diferença entre ter pivô e não ter é a tranquilidade para colher o que você plantou”, resume o produtor.

Comparativo de produtividade – Grupo Antonini

Milho saltou de 33 sc/ha (sequeiro) para até 147 sc/ha (irrigado)

Soja subiu de 15,5 sc/ha para até 96 sc/ha

Feijão quase triplicou: de 27 sc/ha para 75 sc/ha





Source link

News

Saiba as cotações da soja em dia de alta em Chicago



O mercado brasileiro de soja registrou movimentação nesta quinta-feira (17), com volume expressivo de negócios tanto nos portos quanto nas praças do interior. De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, a combinação entre valorização na Bolsa de Chicago e recuo do dólar ao longo do dia incentivou os produtores a comercializar o grão.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Os prêmios nos portos se mantiveram relativamente estáveis, sustentados por uma demanda sólida. No interior do país, o basis permaneceu fortalecido, o que também contribuiu para a liquidez. “Como resultado, tivemos um spread positivo e um dia de forte movimentação no mercado”, avalia Silveira.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 132,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 133,00 pra R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 131,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 138,00 pra R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 120,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 122,00 pra R$ 125,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 122,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam o dia em alta, após uma semana de perdas. A recuperação foi puxada por compras técnicas, impulsionadas pelo apetite por risco nos mercados internacionais e pela valorização do óleo de soja e do petróleo.

As exportações semanais norte-americanas também deram suporte ao movimento, com 503 mil toneladas embarcadas para a temporada 2024/25 e mais 248,4 mil para 2025/26 dentro das expectativas dos analistas.

Contratos futuros de soja

O contrato da soja em grão para agosto subiu 8,00 centavos de dólar, a US$ 10,12 por bushel. A posição novembro teve alta de 6,00 centavos, cotada a US$ 10,26 ½ por bushel.

Nos subprodutos, o farelo de soja para agosto avançou US$ 0,30, a US$ 268,70 por tonelada. O óleo de soja, no mesmo vencimento, subiu 1,40 centavo, fechando a 56,22 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,25%, negociado a R$ 5,5467 para venda. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,5429 na mínima e R$ 5,6099 na máxima do dia, favorecendo os preços da soja brasileira e fortalecendo o ritmo de comercialização no mercado interno.



Source link

News

conheça Karvadi, o touro que mudou a pecuária brasileira



O Nelore é, sem dúvida, a espinha dorsal da pecuária de corte brasileira. Presente em cerca de 80% do rebanho nacional, segundo a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), a raça se consolidou como símbolo de produtividade, rusticidade e adaptação ao clima tropical. No dia 17 de julho, data em que se celebra o Dia Nacional do Nelore, produtores, criadores e apaixonados pela raça aproveitam para homenagear não apenas a trajetória da seleção genética no país, mas também os animais que marcaram época, como o lendário Karvadi.

Assista aqui e compartilhe essa história

Karvadi: o touro indiano que virou lenda no Brasil

Importado da Índia em 1963, Karvadi chegou ao Brasil já com fama: era campeão em competições de tração, respeitado por sua força e imponência. Mas foi na pecuária brasileira que ele se consagrou como um divisor de águas no melhoramento genético do Nelore.

Com uma impressionante formação racial, alta fertilidade e estrutura robusta, Karvadi se destacou entre os primeiros animais a compor os programas de seleção no país. Sua genética influenciou gerações: atualmente, estima-se que sua linhagem esteja presente em 13 dos 15 milhões de Nelores puros existentes no Brasil.

Imortalizado no Museu do Zebu, em Uberaba

Após sua morte, em 1972, Karvadi foi embalsamado e transformado na principal atração do Museu do Zebu, em Uberaba (MG). O espaço preserva sua história e serve como ponto de encontro para quem deseja conhecer a origem da raça que sustenta a pecuária de corte brasileira.

Mais que um símbolo, Karvadi representa o início de uma nova era na bovinocultura nacional, marcada pelo investimento em melhoramento genético, produtividade e eficiência.

Saiba mais sobre a pecuária nacional

O legado de Karvadi vive no campo

A influência de Karvadi segue presente em diversos plantéis de elite e programas de seleção genética em todo o país. Seu legado é celebrado por criadores e especialistas que reconhecem seu papel fundamental na construção de um rebanho mais eficiente, adaptado e competitivo.

Neste Dia do Nelore, a história de Karvadi reforça o orgulho de quem cria e a força de quem investe em genética.





Source link

News

Congresso Andav em agosto debate o papel do agro na COP30


Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) será realizada em novembro em Belém, no Pará e, por ser um evento que coloca o país em destaque no cenário internacional, tem sido motivo de muitas discussões. O tema terá um painel exclusivo no primeiro dia do Congresso Andav, que acontece de 5 a 7 de agosto no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Com mediação da advogada Samanta Pineda, especialista em Direito Socioambiental, sócia do escritório Pineda e Krahn, o painel COP30 no Brasil contará com Eduardo Bastos, diretor executivo do Instituto de Estudos do Agronegócio da Abag, e Silvia Massruhá, presidente da Embrapa.

O setor do agronegócio se organiza desde o início do ano para uma ampla e ativa participação na COP30. Uma das principais ações em curso é a estruturação de uma inédita “AgriZone”, ou “zona do agro”, uma alusão às tradicionais blue zone (área das autoridades) e green zone (área das entidades) que costumam existir em todas as COPs.

“Graças à presença do dr. Roberto Rodrigues e à sensibilidade do embaixador André Aranha Corrêa do Lago, que é o presidente designado da COP30, nós teremos um espaço designado para mostrar o quanto o agro faz parte dessa discussão de mudança climática, que é algo pouco representativo nas outras conferências e aqui no Brasil nós vamos ter”, comemora Pineda.

O terceiro ponto que ela abordará durante sua mediação é a impossibilidade de acordo de financiamento climático, cujo valor estimado de US$ 1,3 trilhão não tem a concordância entre países desenvolvidos, além da transição energética justa e as medidas de adaptação a eventos extremos.

Outro ponto forte do 14ª edição do Congresso Andav será o Painel Distribuidor: Acesso Mercado, mediado pelo gerente de Relações Institucionais da Adubos Real, Alberto Yoshida, com a participação de Benhur Vione, diretor de Insumos da 3tentos; Mario Augusto, CEO da Agroshop; e Ricardo Bonacin, CEO Núcleo Agrícola.

“O nosso painel destaca o papel estratégico da Distribuição, que oferece mais do que insumos ao campo, mas entrega confiança, previsibilidade e resultado. É isso que sustenta relações de longo prazo. O que iremos debater aqui é a importância da gestão profissional, da organização e da governança. Nosso segmento, ano após ano, demonstra que é capaz de crescer com consistência e responsabilidade”, antecipa Yoshida.

O mediador também pretende reforçar o protagonismo do distribuidor no dia a dia do campo. “O distribuidor está ao lado do produtor, enfrentando os desafios que impactam diretamente o nosso agro. E é neste painel que vamos discutir esses temas e trazer uma visão detalhada dos bastidores das empresas que hoje são referência em seus modelos de negócio e práticas de gestão”, completa Yoshida.

A programação inclui ainda o Painel Inovação e Tecnologia mediado pela jornalista e Apresentadora da CBN Brasil, Cássia Godoy, com a participação de Alexandre Dal Forno, diretor de Desenvolvimento de Mercado IoT & 5G TIM; Frederico Logemann, head de Estratégia de Inovação da SLC Agrícola; e Gustavo Spadotti, chefe-geral Embrapa Territorial.

Em tempos de restrição ao crédito e alta taxa de juros, o “Painel Crédito na Distribuição”, com mediação do consultor André Pessoa, vai abordar temas como revolução digital, soluções financeiras e estratégias para ampliar o acesso ao crédito no agro. Participam desse painel o diretor de Agronegócios do Banco Santander, Carlos Aguiar Neto; o sócio-fundador Unibarter (Grupo Uniagro), Filipe Paiva; e o sócio-fundador da Ecoagro, Moacir Teixeira.

O Congresso Andav é considerado o principal encontro do segmento de distribuição de insumos agropecuários no Brasil e reúne executivos, distribuidores, fornecedores e especialistas para debater tendências, desafios e oportunidades para o setor. Com quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de exposição, o Congresso Andav 2025 terá a participação de 250 marcas expositoras e expectativa de 14 mil participantes.

Sobre os organizadores

Andav
A Associação Nacional dos Distribuidores de Insumo Agrícolas e Veterinários (Andav) há 34 anos representa o Distribuidor de Insumos Agropecuários e atualmente reúne mais de 3.700 unidades comerciais de todas as regiões do Brasil, responsáveis por levar as boas práticas ao campo e acima de tudo zelar pelo bom funcionamento da cadeia produtiva, ao estender conhecimento, produtos, serviços e tecnologia.

Zest Eventos
A Zest Eventos nasce da união de mais de uma década de excelência e sucesso em construir eventos e trabalhar em equipe. Uma empresa dedicada a entregar experiências: além de criar e promover eventos físicos, digitais e híbridos, é especialista em desenvolver consultorias especializadas em marketing, vendas e projetos especiais para o setor B2B.

Congresso Andav 2025

Data: 5 a 7 de agosto de 2025
Horário da Plenária: dia 5 e 6 das 10h às 16h45 | dia 7 das 10h às 16h
Horário de Exposição:
dia 5 das 9 às 21h
dia 6 das 9h às 21h
dia 7 das 9h às 18h
Local: Transamerica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo-SP – Entrada pelo Pavilhão G
Mais informações: https://eventosandav.com.br/



Source link

News

Confinamento próprio ou boitel? Tamanho do rebanho é chave para decisão certa


Escolher entre confinamento próprio ou terceirizado não é simples. A decisão impacta diretamente os custos da engorda e o retorno financeiro da fazenda. Quer saber qual modelo de confinamento é o mais adequado para você? Assista ao vídeo abaixo e confira as valiosas dicas!

Segundo o zootecnista Maurício Scoton, professor da Universidade do Agro de Uberaba (Uniube), o primeiro ponto a ser analisado é o investimento em estrutura, que pode variar de R$ 4 mil a R$ 8 mil por animal instalado.

Para compensar esse alto custo, a fazenda precisa fazer vários giros por ano. Confinar apenas na seca pode não ser suficiente para diluir os custos fixos. É por isso que muitos confinamentos operam também durante o período das águas.

Gestão e mão de obra fazem a diferença

Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness
Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness

Outro fator decisivo é a complexidade da gestão operacional. “Não é só jogar ração no cocho”, alerta Scoton. Ter sucesso com o confinamento exige equipe treinada, controle rigoroso da alimentação e uso de tecnologia para garantir ganho de peso e eficiência máxima.

Um confinamento bem operado pode gerar ganhos diários de 150 a 200 gramas a mais por boi, mesmo usando a mesma dieta de outro com gestão menos eficiente. Isso só é possível com automação, monitoramento por chips e operação contínua — sete dias por semana.

Formar uma equipe de trato realmente eficiente leva tempo, cerca de dois anos de capacitação, o que dificulta a vida de quem quer montar um sistema próprio com pouca experiência.

Poder de compra pesa no custo da dieta

Peões na fazenda. Foto: Divulgação
Peões na fazenda. Foto: Divulgação

A formulação da dieta representa a maior parte dos custos no confinamento. Confinamentos grandes conseguem comprar mais insumos a preços melhores e trabalhar com uma variedade maior de ingredientes, o que permite criar dietas com efeito associativo — combinação de alimentos que melhora a conversão alimentar.

Já confinamentos pequenos enfrentam dificuldade em manter o estoque regular e, muitas vezes, precisam alterar a dieta com frequência, o que compromete o desempenho dos animais.

No fim das contas, o custo da diária pode ser semelhante ao de um boitel, mas com menor eficiência e lucro reduzido.

Para até 2.500 bois, boitel é melhor

Foto: Divulgação/JBS

Para quem engorda de 500 a 1.000 bois por ano, a recomendação de Scoton é clara: o boitel é a melhor escolha. Confinar por conta própria só compensa a partir de 2.500 cabeças, quando há escala suficiente para reduzir custos, manter estoque variado de insumos e formar uma equipe qualificada.

Na hora de escolher um boitel parceiro, o produtor deve buscar:

  • Histórico de resultados comprovados,
  • Tecnologia embarcada no manejo,
  • Transparência nas contas,
  • Diária competitiva.

Eficiência na ponta do lápis

A decisão entre confinamento próprio ou terceirizado deve ser feita com contas bem calculadas, levando em conta capacidade de gestão, poder de compra, investimento inicial e escala de produção.

Como alerta Scoton, “na pecuária, o lucro está na terceira casa depois da vírgula”.



Source link