quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

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Comunicar o agro com propósito, inovação e sustentabilidade



O agronegócio vive um momento de profunda evolução. Novas tecnologias, práticas regenerativas e o avanço da sucessão familiar estão mudando a forma como o setor se estrutura e isso exige uma nova abordagem de comunicação.

Segundo Fernanda Blasque, profissional com mais de 20 anos de carreira em comunicação corporativa, comunicar o agro hoje é atuar como ponte entre quem produz, quem consome e quem regula. E isso pede muito mais do que campanhas tradicionais.

“O agro é altamente tecnificado, sustentável e internacionalizado. Mas quem está fora ainda não sabe disso. Cabe a nós tradutores desse setor mostrar essa realidade com linguagem acessível e responsável.”

Sustentabilidade como narrativa central

A sustentabilidade no agro ainda enfrenta desafios de compreensão, tanto por parte do consumidor urbano quanto por produtores que estão em fases diferentes de adoção de práticas mais regenerativas.

Educação e confiança

Um dos principais desafios, segundo Fernanda, é equilibrar a educação técnica com a construção de confiança. Conceitos como agricultura regenerativa, crédito de carbono e o uso de biológicos precisam ser traduzidos em uma linguagem que o produtor entenda e que a sociedade valorize.

“Não basta só informar. É preciso mostrar como essas práticas impactam positivamente o meio ambiente, a produção e o alimento que chega à mesa.”

Novas conexões com a sociedade

Para romper a bolha do setor e mostrar um agro moderno e responsável, é essencial criar pontes com outros universos. Ações que envolvem figuras públicas, esportes ou cultura têm sido estratégicas para atrair a atenção do grande público.

Comunicação que conecta

Seja em projetos com esportistas, artistas ou influenciadores, o importante é que a comunicação não fique restrita ao setor. Um bom exemplo é trazer vozes que não são do agro para aprender e contar suas descobertas, ampliando a visibilidade de práticas sustentáveis, tecnologias e do impacto social do agronegócio.

“Quando alguém de fora conhece o agro de perto, acaba se apaixonando. E vira um defensor.”

Comunicar o agro hoje é mais do que falar de produtividade é mostrar o impacto positivo do setor na vida das pessoas e no futuro do planeta. Isso exige propósito, inovação, sensibilidade e estratégia.

👉 Quer aprimorar sua comunicação no agro? Acompanhe o Canal Rural para mais conteúdos sobre inovação, sustentabilidade e liderança no campo.



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Farmácia da pecuária revoluciona os primeiros socorros no campo


Pecuarista, você já pensou em ter um pronto-socorro dentro da própria fazenda? Essa é a proposta da farmácia da pecuária, tema em destaque no programa Giro do Boi desta sexta-feira (18). Quer transformar sua fazenda em um centro de atendimento rápido e eficaz? Assista à entrevista completa abaixo e conheça esta iniciativa!

A solução da Zoetis Saúde Animal chega para dar agilidade ao manejo sanitário e garantir que nenhuma vida animal seja perdida por falta de atendimento rápido.

Segundo Patrícia Andrade Nobre, gerente de marketing da Zoetis, e Henrique Hooper, coordenador de serviços técnicos da empresa, a ideia é simples e eficaz: disponibilizar um kit com medicamentos de uso imediato, uma cartilha de aplicação e capacitação da equipe da fazenda para agir nos primeiros minutos de uma emergência.

Armário completo e instruções claras

A farmácia da pecuária vem com antibióticos, anti-inflamatórios, antitérmicos, antissépticos e antiparasitários – todos selecionados para situações comuns e críticas no rebanho, como:

  • Pneumonia e diarreia em bezerros e confinamento
  • Tristeza parasitária que exige ação rápida
  • Feridas, bicheiras e lesões de casco

Tudo é organizado em um armário específico, com acesso rápido e prático. A cartilha anexa orienta o produtor sobre qual medicamento usar, qual a dosagem correta e a via de aplicação (intramuscular, subcutânea, etc.).

Foto: CanvaFoto: Canva
Foto: Canva

Mesmo com toda a estrutura da farmácia, os especialistas alertam: ela não substitui o médico-veterinário. A proposta é garantir os primeiros socorros com segurança até que o profissional chegue.

A Zoetis prega o conceito dos “cuidados contínuos”:

  1. Predizer doenças mais prováveis
  2. Prevenir com vacinação e manejo correto
  3. Diagnosticar com apoio técnico
  4. Tratar com os medicamentos corretos

A empresa oferece apoio técnico por meio de consultores em todo o Brasil, que ajudam a montar protocolos personalizados para cada fazenda.

Sazonalidade e capacitação fazem a diferença

Outro ponto importante é a gestão estratégica da farmácia na fazenda. As doenças variam conforme a época do ano – no inverno, por exemplo, é crucial ter medicamentos contra pneumonia.

Além disso, o produtor e sua equipe recebem treinamentos técnicos sobre uso correto, carência dos produtos e até interpretação de bulas. Tudo isso visando evitar perdas, aumentar a produtividade e manter a segurança alimentar.

A capacitação também ensina o chamado “olhar clínico”, que ajuda o trabalhador rural a identificar os primeiros sinais de doença, antecipando o tratamento e garantindo a recuperação mais rápida dos animais.

Mais lucro e menos perdas no campo

Com essa ferramenta na mão e informação na cabeça, o produtor se torna mais eficiente, ágil e estratégico.

A farmácia da pecuária é um avanço importante para quem trabalha com gado de corte a pasto, em confinamento ou leiteiro, reduzindo custos e aumentando a taxa de sucesso no tratamento de doenças.



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Projeto fortalece pequenos citricultores no interior de São Paulo


A citricultura é uma das bases da economia rural no noroeste paulista, especialmente em municípios como Estrela d’Oeste, Cosmorama e Jales. Com o aumento de exigências técnicas e ambientais no setor, pequenos e médios produtores têm buscado alternativas para garantir produtividade, sustentabilidade e permanência no campo.

Nesse contexto, o projeto Fruto Resiliente, da Fundação Solidaridad, tem fortalecido a produção de laranja por meio de assistência técnica gratuita e personalizada, além de treinamentos, materiais educativos e acompanhamento direto nas propriedades.

Atualmente, mais de 500 produtores participam ativamente da iniciativa, que já atendeu mais de 800 citricultores desde seu início em novembro de 2019.

A Fundação Solidaridad é uma organização internacional sem fins lucrativos, que atua no desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas do agronegócio, promovendo práticas responsáveis, inclusão social e melhoria da produtividade.

Diagnóstico ambiental e boas práticas no campo

O trabalho começa com um diagnóstico detalhado da propriedade, que considera aspectos legais, ambientais e produtivos. A partir desse mapeamento, são oferecidas recomendações personalizadas para cada citricultor.

Entre as práticas incentivadas estão:

  • Análise de solo e água para ajustes nutricionais
  • Monitoramento e controle de pragas e doenças
  • Adequação do uso de defensivos
  • Armazenamento e descarte correto de embalagens
  • Proteção de nascentes e áreas de preservação

“O feijão com arroz é o que resolve o problema dentro da propriedade. Uma das principais mudanças foi a análise de solo. Hoje, praticamente 100% dos produtores da região já fazem”, destaca o analista de campo Lucas Fim Torres.


Família Sentinello aposta no futuro da laranja

Em Estrela d’Oeste (SP), a família Sentinello carrega uma longa história ligada à terra. Os avôs de Elton Sentinello vieram da Itália com amor pela roça e começaram a vida rural cultivando café. Foi apenas nos anos 1980 que o pai de Elton iniciou o plantio de laranja, dando início à citricultura na propriedade. Hoje, é o filho quem conduz a produção

Em Estrela d’Oeste (SP), a família Sentinello carrega uma longa história ligada à terra. Os avôs de Elton Sentinello vieram da Itália com amor pela roça e começaram a vida rural cultivando café. Foi apenas nos anos 1980 que o pai de Elton iniciou o plantio de laranja, dando início à citricultura na propriedade. Hoje, é o filho quem conduz a produção, com base técnica e foco em sustentabilidade.

Com o apoio do projeto Fruto Resiliente, Elton tem feito ajustes no manejo e investido na recuperação de áreas. Ele destaca os resultados obtidos no pomar mais jovem, com dois anos e meio, onde já é possível ver frutos em diferentes estágios de desenvolvimento.

Elton explica os diferentes estágios dos pomares – Foto: Renato Medeiros

“A gente fica feliz de ver o resultado. Tudo isso veio do que o meu pai passou”, afirma.

A dedicação ao campo segue em família. A poucos quilômetros do sítio, o cunhado de Elton, ex-tesoureiro Fábio Martin, trocou a cidade pela zona rural e hoje cultiva mais de 4 mil pés de laranja. Ele conta que já havia participado da formação de pomares antes, o que serviu de base para tocar a nova propriedade. “Nos alegra muito acordar e trabalhar praticamente no quintal de casa”, destaca.


Enfrentando os desafios climáticos e sanitários

Em Cosmorama (SP), o produtor Jerônimo Antônio Segala, de 71 anos, enfrentava perdas por conta da leprose e do cancro cítrico. Com apenas três hectares, ele viu a produtividade cair até receber assistência técnica pelo projeto.

A análise da água revelou um pH de 7,6 — valor que comprometia a eficiência dos defensivos. Com a correção para pH 5, os sintomas da leprose foram controlados. Além disso, Jerônimo adaptou o local de armazenamento de defensivos e aprendeu o processo de devolução das embalagens.

“Hoje a gente guarda os vasilhames no lugar certo e depois devolve. Ficou ótimo”, conta.

Jerônimo recebe assistência técnica do projeto Fruto Resiliente – Foto: Renato Medeiros

Resultados que reforçam a permanência no campo

Com foco na sustentabilidade e no cumprimento da legislação ambiental, o Fruto Resiliente tem contribuído para melhorar a renda, a organização da produção e o planejamento das propriedades. Além disso, os produtores ganham condições para acessar programas de certificação, financiamento e inserção em mercados exigentes.

Entre os principais resultados estão:

  • Redução de perdas por doenças e manejo inadequado
  • Melhoria da fertilidade do solo
  • Aumento da eficiência no uso de insumos
  • Adequação ambiental das propriedades
  • Retomada da confiança de produtores em continuar na atividade

“Produzir com responsabilidade, respeitar a legislação e buscar as melhores práticas não é mais escolha. É obrigação se o produtor quiser continuar vendendo”, reforça o gerente de programas da Fundação Solidaridad Guilherme Margarido Ortega.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pix incomoda e vira alvo dos Estados Unidos



Essa não é a primeira ofensiva dos EUA contra sistemas similares



Essa não é a primeira ofensiva dos EUA contra sistemas similares
Essa não é a primeira ofensiva dos EUA contra sistemas similares – Foto: Pixabay

O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, iniciou uma investigação contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais no setor digital, tendo como foco o sistema de pagamentos instantâneos Pix. A apuração, conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), ocorre com base na Seção 301 da Trade Act e pode levar à imposição de tarifas ou restrições contra o país.

Segundo o USTR, o Pix, por ser gratuito para pessoas físicas e desenvolvido pelo Banco Central, representa uma distorção de mercado que afeta empresas norte-americanas como PayPal, Visa, Mastercard, Apple Pay e Google Pay. A investigação também engloba temas como proteção de dados, decisões judiciais brasileiras que impactaram plataformas digitais dos EUA, além de críticas ao combate à pirataria e alegadas vantagens do agronegócio brasileiro por atuação em áreas desmatadas ilegalmente.

Essa não é a primeira ofensiva dos EUA contra sistemas similares. Em 2024, o governo americano usou o mesmo mecanismo para questionar o QRIS da Indonésia, impondo tarifas de até 32%. No caso do Brasil, o embate também tem motivações políticas. Trump mencionou o processo judicial contra Jair Bolsonaro e ameaçou aplicar tarifas de 50% a produtos brasileiros, enquanto nomes ligados ao trumpismo, como o bilionário Peter Thiel, têm interesse direto em empresas concorrentes ao Pix.

A reação do governo brasileiro veio com críticas públicas e ironia nas redes sociais. Especialistas avaliam que o ataque ao sistema estatal de pagamentos brasileiro é uma tentativa de proteger o domínio das big techs americanas, num momento em que o Banco Central do Brasil avança em planos de internacionalização do Pix por meio de acordos com outros países e participação no projeto Nexus, coordenado pelo G20 e o Banco de Compensações Internacionais. A audiência pública do caso está marcada para 3 de setembro.

 





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Próxima semana será marcada por dois eventos dedicados à cadeia da soja



A cidade de Campinas sediará, na próxima semana, dois importantes eventos da cadeia produtiva de soja. Entre os dias 21 e 24 de julho, a cidade paulista será palco da 10ª edição do Congresso Brasileiro de Soja (Cbsoja), realizado em conjunto com o Mercosoja 2025. Promovido pela Embrapa Soja, o evento marca duas datas: os 100 anos da soja no Brasil e os 50 anos da Embrapa. As inscrições seguem abertas por aqui.

Com o tema “Pilares para o amanhã”, o encontro reunirá pesquisadores, produtores, técnicos, representantes da indústria, cooperativas, governo e setor financeiro, em uma agenda intensa voltada ao futuro da cultura da soja. As inscrições seguem abertas.

Há 14 temporadas, a Embrapa Soja mantém uma parceria técnica com o projeto Soja Brasil, fortalecendo sua atuação junto ao setor produtivo e reafirmando seu compromisso com a disseminação do conhecimento científico no campo.

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Programação técnica e espaço para prática

A agenda inclui quatro conferências e nove painéis temáticos, com mais de 50 palestras de especialistas do Brasil e do exterior. Os assuntos abordados englobam biotecnologia, sustentabilidade, valor agregado, propriedade intelectual, logística no Mercosul e desafios da agricultura tropical.

Uma das inovações desta edição é o espaço “Mãos à Obra”, voltado à discussão prática sobre temas-chave para o manejo da lavoura. Serão cinco focos principais: fertilidade do solo e adubação, controle de plantas daninhas, bioinsumos, manejo de nematoides e impedimentos ao desenvolvimento radicular.

Cenário internacional e produção científica

O congresso também sediará o workshop internacional Soybean2035, que propõe um debate sobre os próximos dez anos da biotecnologia na soja, com a participação de pesquisadores do Brasil, China, Estados Unidos e Canadá.

No campo da pesquisa, foram aprovados 328 trabalhos científicos, que serão apresentados em nove sessões temáticas. Os temas abordam desde fisiologia, genética e fitopatologia até economia rural e transferência de tecnologia.

Trajetória da soja no Brasil

Embora introduzida no país em 1882, a soja só passou a ter peso comercial na década de 1960. A criação da Embrapa, em 1975, foi determinante para o desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições do Cerrado, ampliando o cultivo da oleaginosa para novas fronteiras agrícolas. Esse é um dos temas que será discutido durante a programação.

Segundo dados da Conab, o Brasil colheu cerca de 167 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, mantendo-se como o maior produtor mundial, à frente de Estados Unidos e Argentina.

Embrapa Soja e suas cinco décadas de protagonismo

Com 50 anos de atuação, a Embrapa Soja liderou avanços tecnológicos que contribuíram para elevar a produtividade, reduzir custos e ampliar a sustentabilidade da cultura no Brasil. A unidade é hoje considerada uma referência global em pesquisa aplicada à soja em ambientes tropicais.



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Exportações e consumo interno de café solúvel crescem no primeiro semestre de 2025



As exportações brasileiras de café solúvel somaram o equivalente a 1,944 milhão de sacas de 60 kg, no primeiro semestre de 2025. O volume é 1,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em receita cambial, o valor é de US$ 586,925 milhões, número 45,2% superior no mesmo comparativo anual. Os dados são do relatório estatístico da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Entre os 81 países que compraram café solúvel do Brasil entre janeiro e o fim de junho deste ano, os EUA lideram o ranking, com a importação do equivalente a 361.088 sacas do
produto. Fechando o top 5, aparecem Argentina, com 193.298 sacas; Rússia, com 138.492 sacas Indonésia, com 75.140 sacas; e Peru, com 74.069 sacas.
O desempenho do primeiro semestre não foi impactado pela confusão tarifária provocada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por isso as indústrias brasileiras de cafés solúveis conseguem manter seu ritmo de abastecimento global, consolidando o país como o principal produtor e exportador mundial do produto, analisa Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics.

EUA

Por outro lado, o anúncio feito pelo presidente Trump, no último dia 9 de julho, de taxar produtos brasileiros a serem importados pelos norte-americanos em 50% a partir de 1 de agosto, gera grande preocupação e pode impactar o desempenho das compras do principal parceiro comercial dos cafés solúveis brasileiros.
Atualmente, os EUA respondem por 19% do total, em volume e receita cambial, das exportações brasileiras de café solúvel. Por sua vez, o Brasil é o segundo principal fornecedor do produto aos norte-americanos, respondendo por 24% do mercado estadunidense.

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Para o presidente da Abics, Fabio Sato, a eventual implantação das taxas de 50%, a partir de 1 de agosto, tende a impactar a competitividade do café solúvel nacional no principal mercado
consumidor do mundo.
Se isso se tornar realidade, o produto brasileiro, certamente, perderá espaço para o produzido por outros concorrentes, uma vez que o principal fornecedor, o México, poderá comercializar sem tarifas, e os demais principais fornecedores serão taxados de 10% a, no máximo, 27%, aponta.

Mercado interno

Conforme dados atualizados pela Abics, a população brasileira consumiu 11,090 mil toneladas (o equivalente a 480.578 sacas) de café solúvel no primeiro semestre de 2025, apresentando um crescimento de 4,2% na comparação com o mesmo intervalo de seis meses em 2024.
Por tipo de produto consumido, observa-se um avanço de 18,7% no freeze dried (liofilizado), para 1,557 mil toneladas, e de 2,5% no spray dried (em pó), a 11,090 mil toneladas. O consumo de todos os tipos de café solúvel importado - já incluídos no compilado total de spray e freeze dried -, por sua vez, apresentou uma elevação de 23%.
O diretor de Relações Institucionais da Abics acredita que a evolução no consumo interno se dá por dois motivos: melhor qualidade e novos produtos no mercado e custo mais acessível em relação aos demais cafés.
O solúvel tem um custo por xícara relativamente inferior para os consumidores, além de não demandar gastos com filtros e outros utensílios em seu preparo, o que gera economia essencial em tempos de inflação. Além disso, nossas indústrias não param de investir e apresentar novidades, melhorando ainda mais a qualidade da bebida e ampliando a diversidade de uso do produto em diversas formas de preparo e processamentos, conclui Lima.



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Festa do Ovo de Bastos (SP) é cancelada por causa da ameaça de gripe aviária



A tradicional Festa do Ovo, de Bastos, no interior de São Paulo, em sua 64ª edição, prevista para ocorrer entre os dias 27 a 31 de agosto do ano de 2025, foi cancelada por conta da ameaça da gripe aviária. Comunicado nesse sentido foi divulgado pela Prefeitura de Bastos, em conjunto com a Associação Cultural e Esportiva Nikkey (Acenba) e o sindicato rural da cidade.

“Esta decisão foi tomada após reunião entre o prefeito, os representantes da Acenba e o Sindicato Rural de Bastos, considerando a atual ameaça da influenza aviária que representa riscos significativos para a avicultura regional”, diz a nota.

Segundo a prefeitura, a medida preventiva adotada demonstra o compromisso das autoridades municipais e do setor produtivo em proteger a avicultura de Bastos, reconhecida como um dos pilares fundamentais da economia local e importante fornecedora para a segurança alimentar nacional.

“A decisão de cancelamento, embora difícil, prioriza a segurança sanitária e a sustentabilidade da avicultura local”, destacou. “A prefeitura reafirma seu compromisso em avaliar continuamente a situação e informar a população sobre eventuais atualizações relacionadas ao tema”, concluiu.

Alerta da APA

A Associação Paulista de Avicultura (APA) reforçou em comunicado o alerta sobre a presença do vírus da influenza aviária em aves silvestres no estado de São Paulo.

“A campanha de orientação tem por objetivo conscientizar profissionais do setor avícola, tutores de aves, turistas e a população em geral sobre os riscos da doença e a importância de não manipular aves doentes ou mortas. A influenza aviária é uma enfermidade viral altamente contagiosa, que representa ameaça à saúde das aves, ao meio ambiente, à economia e à saúde pública”, ressaltou a APA.

O diretor-técnico da APA, José Roberto Bottura, recomendou que, diante da presença de aves silvestres com sinais clínicos como tremores, dificuldades respiratórias, asas caídas ou comportamento anormal, que a população evite qualquer contato direto. “Não toque, não tente socorrer e não remova aves doentes ou mortas”, ressaltou. A orientação é informar imediatamente a Unidade de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo mais próxima ou entrar em contato pelo e-mail [email protected].

No litoral paulista, também estão disponíveis números de contato de instituições ambientais para atendimento específico. Essas medidas são fundamentais para conter a disseminação do vírus e proteger a avicultura paulista.



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Trigo, soja e milho recuam em Chicago


Segundo informações da TF Agroeconômica desta quarta-feira (17), os mercados de trigo, soja e milho abriram o dia em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo principalmente o avanço da colheita no Hemisfério Norte e as previsões climáticas positivas para as lavouras norte-americanas. A valorização do dólar frente ao euro também impacta negativamente a competitividade das exportações dos EUA, contribuindo para a pressão sobre os preços internacionais.

O trigo setembro/25 recuou para US\$ 537,25 por bushel, com o contrato dezembro/25 a US\$ 557,75. No Brasil, o indicador CEPEA no Paraná caiu 0,04% no dia, a R\$ 1.475,81, enquanto no Rio Grande do Sul houve leve alta de 0,27%, a R\$ 1.327,32. Já no mercado físico, a safra nova avança em Goiás e Minas Gerais, com preços ao redor de R\$ 1.300 FOB. No RS, vendedores pedem R\$ 1.250 FOB e compradores oferecem R\$ 1.200 FOB; no Paraná, compradores oferecem R\$ 1.400 CIF, mas não há vendedores.

A soja agosto/25 recuou US\$ 2,00 e fechou a US\$ 1.011,50, impactada pelas boas perspectivas climáticas no Meio-Oeste americano. No Brasil, os preços seguem mistos: o CEPEA Interior PR caiu 0,48%, a R\$ 129,52, enquanto em Paranaguá subiu 0,06%, a R\$ 136,48. No Paraguai, a tonelada foi cotada a US\$ 362,41, com alta de 6,80 dólares. Apesar da queda, rumores de compras chinesas e a demanda por biodiesel sustentam parte dos preços.

No milho, o contrato setembro/25 recuou US\$ 1,75, para US\$ 403,50 por bushel. O clima favorável nos EUA e incertezas comerciais pressionam o cereal. No Brasil, a B3 teve alta de 0,58% no contrato setembro, a R\$ 64,03, e 0,25% no janeiro/26, a R\$ 71,55. O indicador CEPEA subiu 0,10% no dia, a R\$ 62,84, mas acumula queda de 6,24% no mês. No Paraguai, os preços variam entre US\$ 145 e US\$ 185/t, dependendo da região e mês de entrega.

 





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Brasil exporta 389,2 mil toneladas de arroz no primeiro semestre de 2025



O Brasil encerrou o primeiro semestre do ano com exportação de 389,2 mil toneladas de arroz beneficiado e receita de US$ 123,1 milhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz),

Os números representam uma queda de 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Senegal, Gâmbia e Peru foram os principais destinos do arroz brasileiro.

“Esse resultado é, entre outros fatores, reflexo da retomada das exportações de arroz pela Índia, que estavam suspensas desde 2022. O retorno desse importante exportador global ao circuito, em outubro do ano passado, impactou consideravelmente a competitividade do arroz brasileiro. De março para cá, porém, com a entrada da safra, tivemos preços mais competitivos, o que nos deixa otimistas para este segundo semestre”, explica o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan.

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No mês de junho, foram embarcadas 71,8 mil toneladas do grão, com receita de US$ 20,4 milhões, um aumento de 107% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também houve incremento na receita, de 16%., diz relatório da Abiarroz.

“Tivemos uma ampliação significativa de embarques para Portugal, que figura como o quarto principal destino das exportações em junho, com 4,5 mil toneladas de arroz enviadas”, afirma Trevisan.

Importações

Em relação às importações, o Brasil comprou, no primeiro semestre do ano, 695 mil toneladas de arroz beneficiado, com desembolso de US$ 212,5 milhões. Isso representa uma queda de 11,9% no volume importado e de 38,9% no valor quando comparado ao primeiro semestre de 2024.

No mês de junho de 2025, foram importadas 112,3 mil toneladas, representando um aumento de 4% nas importações do mês na comparação com o mesmo período de 2024.



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Suco de laranja: tarifas americanas preocupam o setor


Laranja Indústria, Fundecitrus
Foto: Citrus BR

A tarifa adicional de 50% sobre as importações de suco de laranja brasileiro, imposta pelos EUA, ameaça a sustentabilidade da cadeia citrícola nacional e desestabiliza o principal fluxo comercial internacional dessa commodity. É isso o que indicam os  pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A medida compromete a competitividade do Brasil, líder global em exportações de suco. Além disso, impõe pressões inflacionárias ao mercado norte-americano, fortemente dependente do fornecimento brasileiro de suco de laranja. 

Esse cenário é visto justamente em um contexto de recuperação da safra paulista de laranja. Segundo pesquisadores do Cepea, a combinação entre ampla oferta e entraves comerciais tende a resultar no acúmulo de estoques industriais e na retração das cotações no mercado interno. 

Ainda mais, pesquisadores do Cepea indicam que o redirecionamento de volumes originalmente destinados aos Estados Unidos para os mercados europeu e doméstico poderá intensificar a pressão sobre os preços internacionais, com efeitos colaterais em toda a cadeia. 

Dessa forma, no curto prazo, espera-se que esse excedente resulte em desequilíbrios nos estoques e em redução das margens da indústria.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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