O híbrido SHU 511, da brasileira Shull Seeds, foi o destaque da 2ª Vitrine de sorgo da Coopertinga, realizada em Formoso (MG), ao registrar a maior produtividade líquida entre 30 materiais avaliados. Com colheita em 9 de julho e umidade corrigida para 13%, o SHU 511 atingiu 158,8 sacas por hectare, superando em 145,9% a média estadual, de 63,6 sc/ha, conforme estimativa da Conab para a safra 2024/25.
O experimento foi conduzido com plantio em 21 de fevereiro na Fazenda JM, da família Balbinot, utilizando adubação de base de 250 kg/ha (05-37-00) e 140 kg/ha de KCl, além de 200 kg/ha de ureia em cobertura. O híbrido da Shull superou o segundo colocado em 15,5 sacas, e teve produtividade 29,2% superior à média dos demais concorrentes.
Segundo Daniel Tablas, engenheiro agrônomo da empresa, o SHU 511 tem se mostrado uma excelente opção para regiões do Cerrado como o Noroeste Mineiro e o Leste Goiano. “O SHU 511 tem mostrado excelente adaptação nesta região do Cerrado que inclui o Noroeste Mineiro e Lesto Goiano, com sanidade foliar e alto teto produtivo. É uma alternativa segura para o produtor que busca rentabilidade com sorgo na safrinha”, afirma.
De acordo com a Conab, Minas e Goiás somam 52% da produção nacional de sorgo. Em dez anos, a produção mineira cresceu mais de 300%, e a goiana, quase 350%. No cenário nacional, a área plantada aumentou 173% entre 2015/16 e 2024/25, com avanço de 98% na produtividade média, reforçando o papel estratégico do sorgo na produção de grãos no Brasil.
“O sorgo tem se consolidado como uma alternativa estratégica para a produção de grãos no Brasil, especialmente em regiões com menor disponibilidade hídrica. Os dados de produtividade mostram que o produtor brasileiro está investindo em tecnologia e manejo para ampliar a eficiência da cultura”, afirma o agrônomo Tablas.
O Ceará registrou o primeiro caso de gripe aviária do tipo H5N1 em aves domésticas. O registro ocorreu numa criação de subsistência, em que as aves são produzidas para consumo próprio, em Quixeramobim, no sertão central do estado.
Por meio de nota, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) informou que a propriedade foi isolada e que as aves foram mortas na manhã desta sexta-feira (18). A criação passará pelo protocolo de saneamento previsto pelo Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Embora o caso só tenha sido divulgado neste sábado (19), o Laboratório Federal de Defesa Agropecuário (LFDA), em Campinas (SP), confirmou a ocorrência de H5N1 após analisar amostras encaminhadas no último dia 8. A Adagri também investiga as propriedades num raio de 10 quilômetros do foco para verificar o possível vínculo com outras criações.
A agência reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, porque a doença não é transmitida por meio do consumo. O órgão reitera que há nenhuma restrição quanto ao consumo.
Estatísticas
Desde 2023, o Brasil registra focos de gripe aviária em criações domésticas. De lá para cá, foram detectados 181 casos de influenza aviária, sendo 172 casos em aves silvestres, oito em aves de subsistência e um em aves comerciais, todos controlados.
No mês passado, o país registrou focos domésticos de H5N1 em Goiás e no Mato Grosso do Sul. Também houve um foco de gripe aviária silvestre no zoológico de Brasília.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, negou neste sábado (19) que o governo tenha intenção de retaliar os EUA com a taxação de dividendos de empresas norte-americanas por causa da tarifa de 50% para produtos brasileiros anunciada por Donald Trump no dia 9 de julho.
Em nota, o Ministério da Fazenda afirma que “adoção de medidas mais rígidas está fora de cogitação “.
“O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nega que o governo brasileiro esteja avaliando a adoção de medidas mais rigorosas de controle sobre os dividendos como forma de retaliação às taxas adotadas pelos Estados Unidos e reafirma que essa possibilidade não está em consideração”, diz o comunicado.
A publicação de Haddad nas redes sociais ocorre após circular na imprensa nos últimos dias a informação que Lula estava estudando adotar essa medida como forma de retaliação ao tarifaço de Trump.
A carta cobra de uma resposta de uma proposta de negociação feita pelo governo brasileiro em 16 de maio de 2025.
“Com base nessas considerações e à luz da urgência do tema, o Governo do Brasil reitera seu interesse em receber comentários do governo dos EUA sobre a proposta brasileira. O Brasil permanece pronto para dialogar com as autoridades americanas e negociar uma solução mutuamente aceitável sobre os aspectos comerciais da agenda bilateral, com o objetivo de preservar e aprofundar o relacionamento histórico entre os dois países e mitigar os impactos negativos da elevação de tarifas em nosso comércio bilateral”, diz o trecho do documento.
Deputados divergem sobre como agir diante da taxação dos EUA contra o Brasil
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Foto: Canva
A ameaça dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros em 50% a partir de 1º de agosto continua a gerar debates na Câmara. Enquanto o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), atribui a resolução do problema ao Executivo, o presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Rogério Correia (PT-MG), diz que não há justificativa técnica para essa taxação.
Problema do Executivo
“Esse não é um problema nosso [da Câmara]”, disse Sóstenes Cavalcante, em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (18). “É problema de governos: governo executivo brasileiro, na figura do presidente atual da República, com o governo Donald Trump lá nos Estados Unidos.”
Segundo Sóstenes, o papel do Legislativo é atuar em eventual necessidade do Executivo e, até o momento, o Palácio do Planalto não acionou a Câmara. “Então não temos o que fazer”, resumiu, criticando a falta de diálogo do governo brasileiro com a administração americana.
Tentativa de interferência
Por outro lado, o deputado Rogério Correia afirmou que o governo brasileiro já busca negociar com o governo americano. Em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (18), o parlamentar aventou a possibilidade de o Brasil aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica – recentemente aprovada pelo Congresso – e taxar a importação de produtos norte-americanos. “Mas espero que não cheguemos a tanto”, torce Rogério Correia, apostando num “recuo” do presidente dos EUA.
Para Correia, a taxação é injustificável, visto que os EUA têm superávit anual de US$ 68 bilhões nas relações comerciais com o Brasil. O deputado acusou Donad Trump de tentar interferir na justiça brasileira e de atacar o sistema de pagamentos PIX. “[Trump] Quer que a gente destrua o nosso PIX para validar o cartão de crédito americano”, criticou.
Nos últimos anos um grupo de pesquisadores vinculados ao Departamento de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife, tem percorrido áreas de preservação ambiental de mineradoras e também os principais herbários do país buscando identificar espécies de plantas raras e de alto interesse econômico.
As hiperacumuladoras de metais, espécies de plantas que absorvem níquel, zinco, cobre, manganês e outros minérios de alto valor comercial do solo em concentrações centenas ou milhares de vezes maiores em comparação com outras.
Em razão dessa capacidade, elas têm sido utilizadas para promover a chamada agromineração: o uso de plantas para extrair metais de ambientes contaminados e comercializá-los, atendendo aos preceitos da economia circular.
“O trabalho de identificar essas plantas é como tentar encontrar agulha no palheiro”, comparou Clístenes Williams Araújo do Nascimento, professor da UFRPE.
“Mas já encontramos algumas espécies de plantas hiperacumuladoras de níquel, zinco e manganês no país, incluindo algumas novas, que eram desconhecidas”, afirmou Nascimento, engenheiro agrônomo pela Universidade Federal da Paraíba.
Plantas raras
De acordo com Nascimento, estima-se que as hiperacumuladoras de metais representem apenas 0,2% de todas as plantas conhecidas atualmente, um universo de 350 mil a 400 mil espécies catalogadas. Duas delas, como a Pycnandra acuminata, já são usadas comercialmente para a agromineração em países como Albânia, Malásia e Indonésia.
“Essas espécies são adaptadas ao clima temperado e tropical. No Brasil ainda não identificamos uma hiperacumuladora ideal e estamos promovendo uma verdadeira caça por todo o país, que tem grande potencial para essa área porque tem a maior biodiversidade de plantas do planeta”, disse Nascimento.
As plantas hiperacumuladoras ideais são aquelas que apresentam alto poder de bioconcentração, ou seja, são capazes de reter níquel, por exemplo, em teor comparável ao encontrado no solo. Além disso, precisam ter alta capacidade de translocação dos metais para a parte aérea (caule, folhas, flores e frutos) e alta produção de biomassa para serem incineradas, o minério é extraído de suas cinzas.
“Não adianta uma planta concentrar muito metal mas ser pequena. No caso do níquel, para ser considerada eficiente para agromineração, uma espécie de planta candidata precisa permitir produzir 10 toneladas por hectare”, ressaltou Nascimento.
Caça às hiperacumuladoras
A fim de tentar identificar candidatas a hiperacumuladoras de metais ideais no Brasil, os pesquisadores têm feito parcerias com as principais mineradoras do país para realização de estudos em campo em áreas de mineração e em outros lugares onde são encontrados os chamados solos ultramáficos.
De acordo com o pesquisador, esse tipo de solo ocupa entre 1% e 3% da superfície terrestre, tem baixos teores de nutrientes essenciais para as plantas, como nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio, e alta relação de magnésio.
“Para um solo ser viável para a agricultura ele precisa, geralmente, ter mais cálcio do que magnésio. No caso dos solos ultramáficos, essa relação é inversa: têm maiores proporções de magnésio do que cálcio”, explicou o pesquisador.
Para ser considerada hiperacumuladora, uma espécie de planta precisa apresentar a capacidade de absorver mais de 100 microgramas por grama de cádmio, ou mais de 300 de cobalto, mais de mil de níquel, 3 mil de zinco e 10 mil de manganês, apontou Nascimento.
“Algumas teorias sobre as razões de essas plantas terem desenvolvido a capacidade de hiperacumulação de metais focam a proteção do ataque de pragas ou a ocupação de nichos ambientais. Poderia ser uma vantagem para elas crescerem em um ambiente onde outras espécies não resistiriam”, detalhou o agrônomo.
O trabalho deve ganhar maior impulso com a recente aprovação pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) da criação do Instituto Nacional de Biotecnologias para o Setor Mineral (Inabim).
Um dos objetivos do Inabim é buscar soluções para desafios nacionais, como a recuperação de áreas degradadas pela mineração, o aproveitamento de resíduos e a produção de novos materiais.
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), informou nesta quinta-feira (17), por meio do Boletim de Conjuntura Agropecuária, que foi encerrada a colheita da segunda safra de feijão no estado. Essa etapa é considerada a mais relevante em volume, com plantio concentrado entre janeiro e fevereiro.
Segundo os dados do Deral, foram semeados 328 mil hectares nesta segunda safra, área 25% inferior à registrada no mesmo período do ano anterior. Como consequência, a produção recuou 23%, somando 526,6 mil toneladas. Apesar da redução, a primeira safra, colhida em janeiro, já havia disponibilizado 338 mil toneladas ao mercado, com aumento de 102% em relação ao ciclo anterior.
Com o encerramento das duas principais safras, que definem praticamente toda a oferta estadual — já que a terceira safra possui participação marginal —, o Paraná totaliza 865 mil toneladas de feijão na safra 2024/25. O volume representa alta de 2% em relação ao ciclo 2023/24, que havia alcançado 849 mil toneladas. Caso confirmado, esse resultado estabelece um novo recorde estadual e mantém o Paraná como o maior produtor de feijão do país, respondendo por cerca de 25% da produção nacional.
O boletim também aponta os efeitos dessa oferta sobre os preços. A cotação da saca de feijão preto recuou 44% em comparação com julho de 2024, passando de R$ 228,38 para cerca de R$ 121,00. O Deral observa que, embora as exportações tenham sustentado os preços em parte de 2024, o ritmo dos embarques caiu. No segundo trimestre de 2025, foram exportadas 17 mil toneladas de feijão seco, volume 33% menor do que o registrado no mesmo período de 2024, que havia atingido 26 mil toneladas.
Com o aumento da disponibilidade interna e o recuo nas cotações, a tendência observada pelos técnicos do Deral é de que haja redução na área a ser cultivada com feijão a partir de agosto, na primeira safra de 2025/26.
Publicada na revista Nature Ecology and Evolution, a proposta visa estabelecer um sistema unificado e padronizado de monitoramento da biodiversidade do solo. Este abriga 59% de toda a biodiversidade mundial, e é altamente vulnerável às mudanças climáticas e ao mau uso da terra.
A intenção é padronizar indicadores e aprimorar as capacidades nacionais de monitoramento da biodiversidade do solo. Esta medida permitirá a formulação de políticas baseadas em evidências, facilitando avaliações globais.
O pesquisador George Brown, da Embrapa Florestas (PR), explica que, atualmente, há dois indicadores nas convenções internacionais que abordam os solos: um índice de agrobiodiversidade e outro de mudanças nos estoques de carbono orgânico do solo. “Eles não consideram a biodiversidade do solo nem as interações biológicas que regulam os ciclos biogeoquímicos e outras funções ecossistêmicas essenciais para a vida na terra”, declara o cientista.
Dessa forma, a intenção do Glosob é identificar pontos críticos de biodiversidade do solo para e garantir uma coleta de dados mais representativa e estratégica. Para isso, pretende priorizar os esforços de capacitação, para que todos o países, independente de recursos técnicos e financeiros possam contribuir.
“Hoje, nem todos têm capacidade para monitorar os organismos do solo, e diversas análises globais revelam que muitas regiões permanecem subestimadas”, aponta a pesquisadora Maria Elizabeth Correia, da Embrapa Agrobiologia (RJ), que também assina o artigo no periódico.
Foto: Cintia Niva
Os eixos de atuação do Glosob
A estruturação do Glosob, deve estar apoiada em cinco pilares. Estes são a padronização dos métodos para medir a biodiversidade do solo, a integração da biodiversidade em levantamentos convencionais e sistemas nacionais de informação, o aumento no apoio financeiro, institucional e de capacitação aos países, a conscientização sobre a importância dos organismos do solo e suas funções para o ecossistema e, por fim, a melhora na interação sobre biodiversidade, promovendo informações sobre melhores práticas, modelos econômicos e estruturas políticas legais projetadas para proteger e restaurar o ecossistema solo.
Além de padronizar os indicadores e variáveis, o monitoramento da biodiversidade do solo a partir do Glosob deve permitir análises mais acuradas em nível mundial. Dessa forma irá permitir a construção um mapeamento global da biodiversidade e de um banco de dados unificado.
“A partir desse observatório será possível identificar melhores práticas para a conservação do solo e uso de sua biodiversidade, bem como das suas contribuições para os serviços ecossistêmicos. Além disso, poderá ser um importante incentivo ao desenvolvimento de políticas públicas que abordem a saúde do solo, também garantindo que essa permaneça uma prioridade na governança ambiental global”, acredita Correia.
Outro diferencial da proposta é a abordagem colaborativa. Assim, o objetivo é envolver povos indígenas e o conhecimento tradicional, formuladores de políticas públicas, produtores agrícolas e especialistas técnicos no projeto.
Um comitê diretor de especialistas deverá acompanhar as iniciativas, de modo a avaliar realidades específicas de cada local. “Os esforços de capacitação, as salvaguardas legais e o alinhamento com os compromissos nacionais e internacionais aumentarão o engajamento, enquanto a colaboração contínua por meio de conselhos consultivos, plataformas digitais e gerenciamento adaptativo garantirá o sucesso a longo prazo”, escrevem os autores.
Próximos passos
A proposta do Glosob foi aprovada em 2024, na 12ª reunião do Global Soil Partnership da FAO. “Com a publicação do artigo na Nature, a divulgação será muito mais ampla, alcançando muitos atores nos âmbitos científico e político. Espera-se que isso provoque um efeito cascata de discussão sobre a importância da avaliação e do monitoramento da biodiversidade nos solos mundiais, e que os países signatários da Convenção da Biodiversidade (CBD) e participantes da reunião se organizem para colocar em prática a implementação do Glosob local e regionalmente”, aponta Brown.
Segundo ele, a expectativa é que, na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, a COP17, que será realizada em 2026, todos os países apresentem uma proposta de implementação para as decisões relacionadas à iniciativa da biodiversidade do solo, incluindo o Glosob. O plano de ação para a efetiva implementação da iniciativa envolve quatro etapas, com finalização prevista até 2030.
Para a pesquisadora Cintia Carla Niva, da Embrapa Suínos e Aves (SC), a Embrapa será grande aliada na implementação do monitoramento do Glosob no Brasil. “Nosso país se destaca entre os de clima tropical com expertise em biodiversidade do solo, e vários dos cientistas especialistas são da Embrapa”, argumenta. Brown concorda: “O know-how da Empresa na avaliação e monitoramento da biodiversidade do solo será importante para fomentar a capacitação necessária para a implementação do Observatório, não apenas localmente, mas também em nível internacional.”
“Com essa taxa, inviabiliza o negócio. O negócio para. Para os Estados Unidos, fica inviável”, afirma o pecuarista de Barretos Antônio José Prata Carvalho.
O Sindicato da Indústria de Alimentação de Barretos demostra preocupação com o cenário. A entidade vê riscos de demissões por conta da medida do governo dos EUA.
“Nós temos uma empresa de abate que tem em torno de 3 mil funcionários, entre duas unidades produtivas, uma de abate e outra, de transformação de carne, e também um centro administrativo. A preocupação é grande. Realmente, muito grande. A gente está aqui sem saber o que vai acontecer. Todo mundo na expectativa para saber que rumo a gente vai tomar nessas questões”, diz Enilson Roberto da Silva, diretor do Sindicato da Indústria de Alimentação de Barretos.
Contudo, ele não desconsidera a importância que a terra de Donald Trump passou a representar aos embarques da carne bovina brasileira, cujo crescimento foi na ordem de 104% entre 2024 e o primeiro semestre de 2025.
“Entretanto, este valor, este volume, apesar de ter crescido de forma significativa, desejável e merece aplausos por isso, ainda assim não é tão representativo frente a todo o volume exportado pelo Brasil”, ressalta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, neste sábado (19), solidariedade aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após as sanções impostas pelos Estados Unidos a Alexandre de Moraes e “aliados na Corte”. Em nota, o presidente classificou a medida de arbitrária e sem fundamento.
“Minha solidariedade e apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal atingidos por mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos”, afirmou o presidente em comunicado emitido pelo Palácio do Planalto.
Lula ressaltou que tentativas de interferir na Justiça de outro país desrespeita o direito internacional. “A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”, acrescentou.
Por fim, o presidente destacou que trabalhará para preservar a democracia.
“Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos poderes e instituições nacionais, que é atuar permanentemente na defesa e preservação do Estado Democrático de Direito”, concluiu o texto.
Na noite desta sexta-feira (18), os Estados Unidos revogaram o visto do ministro Alexandre de Moraes e “aliados na Corte. A medida também abrange os familiares de Moraes.
A brucelose bovina causa perdas estimadas em R$ 1 bilhão ao ano no Brasil, sendo, assim, considerada uma das doenças mais prejudiciais à pecuária nacional.
Segundo o gerente técnico de Ruminantes da MSD Saúde Animal, Daniel Rodrigues, os maiores desafios do problema estão ligados às perdas reprodutivas.
“O pecuarista investe em fazer uma boa reprodução na fazenda, só que quando chega na fase final da gestação, no terço final, o animal acaba tendo o aborto e isso prejudica a atividade tanto da pecuária leiteira quanto da pecuária de corte”, contextualiza.
Para conter a brucelose, a vacinação é obrigatória, mas é a revacinação que tem se mostrado ainda mais eficaz.
“No Brasil, temos duas vacinas que podem ser utilizadas, a B19, que é a vacina que aplicada nas fêmeas entre três e oito meses de idade e, agora, existe também uma grande oportunidade com a RB51, que é uma vacina que pode ser aplicada em fêmeas de três a oito meses de idade quando nas que estão acima dos oito meses de idade”, conta Rodrigues.
De acordo com ele, a revacinação é importante para umentar a proteção do rebanho e, dessa forma, garantir ao pecuarista maior segurança contra a brucelose.
Além desse cuidado, o gerente da MSD orienta a respeito da biosseguridade dentro de cada propriedade. “Na hora de fazer a aquisição de animais, o pecuarista tem de pedir o atestado do veterinário para garantir que os novos animais estejam com atestados negativos. Fazer também a quarentena dentro da fazenda para que não se contamine o rebanho com animais de fora é importante”, orienta.
A respeito dos animais que testam positivo para brucelose, Rodrigues lembra que a legislação pecuária recomenda o abate. “Neste ponto, é importante tomar cuidado para não mexer com as secreções desses animais e contaminar novos animais dentro do rebanho. Então a vacina é um aspecto importante na prevenção e proteção dos animais, mas também temos as ações de sanidade, de vigilância sanitária para proteger o rebanho.”
Transmissão de brucelose a humanos
A brucelose é uma zoonose e, como tal, pode ser transmitidas dos animais aos humanos. Rodrigues orienta que para evitar o contágio, a sociedade precisa interiorizar algumas regras: consumir somente leite pasteurizado, evitando o cru, e não comer carne crua que não tenha passado por inspeção sanitária.
“Outro aspecto é em relação às pessoas que trabalham no dia a dia da pecuária. Elas precisam sempre utilizar os EPIs, que são os equipamentos de proteção individual, ou seja, sempre estarem com luva, óculos de proteção, botas de plástico para não entrar em contato com as secreções dos animais que estejam doentes e não contaminarem dentro da propriedade”, conclui.