terça-feira, maio 12, 2026

Autor: Redação

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Presidente da Abag considera tarifaço de Trump um ‘desastre’ para o agro brasileiro



O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag),Luiz Carlos Corrêa Carvalho, disse em entrevista para o programa WW da CNN que a situação é “extremamente preocupante”, referindo-se à proximidade do início da taxa de 50% imposta por Donald Trump ao Brasil entrar em vigor. “Nós estamos há alguns dias do que vai ser um desastre para o agro”, alertou Carvalho.

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O líder da Abag citou o café como exemplo da complexidade da situação. De acordo com Carvalho, o produto não apenas representa um terço das exportações brasileiras para os EUA, mas também é responsável por significativa geração de empregos em território americano, demonstrando a interdependência entre os dois países no setor.

A situação do etanol também ilustra os desafios nas relações comerciais entre os dois países. Os EUA enfrentam anualmente o desafio de encontrar mercado para cerca de 7 bilhões de litros de etanol. Carvalho ressalta que existem diversas oportunidades de cooperação entre Brasil e EUA, especialmente na abertura de mercados asiáticos para produtos comuns.



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Coreia do Sul libera importação de couro do Brasil



A Coreia do Sul liberou a importação de couros e peles em cru de boi e outros animais do Brasil, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O governo brasileiro recebeu a confirmação, pelas autoridades sanitárias da Coreia do Sul, do aceite do modelo de certificado internacional que viabiliza a exportação de couros e peles em cru, derivados de animais biungulados (animais com casco bipartido).

Com mais de 51 milhões de habitantes, alto poder de consumo e um setor industrial altamente desenvolvido, a Coreia do Sul é uma das economias mais dinâmicas da Ásia e um dos principais mercados consumidores globais de couro, insumo estratégico para as indústrias de moda, calçados, móveis e automóveis.

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Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 2,8 bilhão em produtos agropecuários para a Coreia do Sul, com destaque para soja, cereais, farinhas e carnes. A inclusão de couros e peles em cru na pauta de exportações representa uma oportunidade relevante de diversificação e agregação de valor à cadeia da pecuária bovina brasileira, contribuindo para o aproveitamento integral dos animais e para a sustentabilidade do setor.



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Governo libera R$ 20,6 bi do Orçamento de 2025



Com a manutenção parcial do decreto que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o Orçamento de 2025 terá R$ 20,6 bilhões liberados, informaram os Ministérios da Fazenda e do Planejamento . O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.

Em maio, o governo tinha congelado R$ 31,3 bilhões do Orçamento. Com a decisão, o volume de recursos congelados cai para R$ 10,6 bilhões.

Todo o dinheiro liberado vem das verbas que estavam contingenciadas, bloqueadas temporariamente para cumprir a meta de resultado primário. Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de resultado primário zero (nem déficit nem superávit), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit de R$ 31 bilhões para este ano.

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Apesar de liberar os recursos, o governo bloqueou R$ 100 milhões de gastos discricionários (não obrigatórios) para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. O volume de recursos bloqueados no Orçamento aumentou de R$ 10,6 bilhões para R$ 10,7 bilhões.

A liberação dos R$ 10 bilhões por órgãos e ministérios será detalhada no próximo dia 30, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos).

Resultado primário

Para justificar o descontingenciamento, o relatório elevou em R$ 27,1 bilhões a previsão de receitas líquidas (receitas federais, descontadas as transferências obrigatórias para estados e municípios). A previsão de gastos subiu R$ 5 bilhões.

Com a combinação da elevação de receitas e de despesas, a estimativa de déficit primário em 2025 caiu de R$ 97 bilhões para R$ 74,1 bilhões. Esse valor considera gastos fora do arcabouço fiscal, como precatórios e créditos extraordinários. Ao considerar apenas as despesas dentro do arcabouço fiscal, a previsão de déficit primário cai de R$ 51,7 bilhões para R$ 26,3 bilhões.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública.

IOF e receitas

Em maio, o governo tinha congelado R$ 31,3 bilhões. Sem o decreto do IOF, o governo teria de congelar mais R$ 20,5 bilhões, elevando a retenção de gastos discricionários para R$ 51,8 bilhões. O congelamento desse montante ameaçaria o funcionamento da máquina pública.

Após sucessivas desidratações e uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o governo reduziu para R$ 8,6 bilhões a previsão de arrecadação com o decreto do IOF no restante do ano. A previsão de receitas líquidas, no entanto, subiu R$ 27,1 bilhões e permitiu a reversão completa do contingenciamento anunciado em maio.

Originalmente, o governo tinha divulgado que a previsão de arrecadação ficaria em R$ 11,55 bilhões, mas retirou cerca de R$ 1,4 bilhão por causa do período em que o decreto foi suspenso pelo Congresso Nacional e mais cerca de R$ 700 milhões por causa da arrecadação do IOF durante um mês, entre o fim de maio e o fim de junho.

Em relação à elevação de receitas, a maior parte R$ 17,9 bilhões, vem da elevação da previsão de royalties neste ano, que inclui a aprovação do projeto de lei que autoriza R$ 15 bilhões de leilões adicionais do petróleo na camada pré-sal. Em seguida, vêm R$ 2,4 bilhões da elevação de estimativas de arrecadação da Receita Federal, associada à elevação de R$ 12,2 bilhões em receitas do Imposto de Renda, descontada a desidratação de R$ 10,2 bilhões do decreto original do IOF.

Em relação ao Imposto de Renda, as estimativas foram revisadas por causa do desempenho melhor do tributo no primeiro semestre e das arrecadações com offshores (empresas de investimento no exterior) e de fundos exclusivos, da alta dos juros, que elevou o imposto retido na fonte, e do emprego recorde. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas esclareceu que a medida provisória que eleva a tributação de investimentos financeiros em até R$ 10,5 bilhões não foi incluída no relatório.

Também contribuiu para a elevação da estimativa de receitas a entrada de R$ 1,8 bilhão de contribuições para a Previdência Social, decorrente da recuperação do emprego formal.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores da Bahia reforçam ações contra ferrugem asiática e planejam próxima safra de soja



A ferrugem asiática é uma das pragas mais destrutivas da soja




Foto: Aline Merladete

O setor produtivo do Oeste da Bahia e do Médio São Francisco está em plena mobilização para cumprir o vazio sanitário da soja, uma das principais estratégias fitossanitárias para o controle da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi). A medida é fundamental para garantir o potencial produtivo da próxima safra e já mobiliza agricultores em diversas regiões.

Segundo informações do Boletim de Safra da Aiba, divulgado em 21 de julho de 2025, o cumprimento rigoroso do calendário do vazio é essencial para evitar a disseminação de esporos da doença e, assim, preservar a sanidade das lavouras. A ferrugem asiática é uma das pragas mais destrutivas da soja, podendo causar perdas expressivas de produtividade.

Enquanto isso, muitos produtores já estão se antecipando e organizando a logística da safra 2025/26. A chegada de fertilizantes e corretivos às propriedades rurais reforça o compromisso com o planejamento estratégico e sustentável da produção. Essa preparação antecipada contribui diretamente para o bom desempenho das lavouras no ciclo seguinte.

Na safra 2024/25, a área plantada com soja totalizou 2,135 milhões de hectares, com produtividade média de 68 sacas por hectare. A produção chegou a 8,71 milhões de toneladas. Do total colhido, 69% já foi comercializado até julho. Para a safra futura (25/26), 19% da produção estimada já está comprometida, com preço médio de R$ 119 por saca.

Além disso, a ausência de chuvas no mês de julho e o clima estável têm favorecido a conservação do solo e o planejamento do calendário agrícola. A previsão, segundo o INMET, é de sol entre nuvens e sem chuvas nos próximos dias.

 





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Trump fecha acordo comercial com país membro do Brics



O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira (22) que os EUA fizeram um acordo comercial com a Indonésia, país membro pleno do Brics. O conjunto de países conta também com Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

“Ficou acordado que a Indonésia abrirá seu mercado para produtos industriais, tecnológicos e agrícolas dos Estados Unidos, eliminando 99% de suas barreiras tarifárias. Os Estados Unidos da América passarão a vender produtos fabricados em solo americano para a Indonésia com tarifa ZERO, enquanto a Indonésia pagará 19% de tarifa sobre todos os seus produtos que entrarem nos EUA — o melhor mercado do mundo!”.

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O comunicado, feito pela rede Truth Social, ainda diz que a Indonésia fornecerá aos EUA “preciosos minerais críticos” e irá assinar “grandes acordos, no valor de dezenas de bilhões de dólares, para a compra de aeronaves da Boeing, produtos agrícolas americanos e energia dos EUA”.

Trump acrescentou que o acordo beneficiará os fabricantes estadunidenses de automóveis, empresas de tecnologia, trabalhadores, agricultores, pecuaristas e indústrias em geral.

Trump x Brics

Na última sexta-feira (18), Trump voltou a ameaçar impor tarifas contra os membros do Brics ou quaisquer países que se alinhem com o que ele chamou de “políticas antiamericanas”. O presidente estadunidense tem afirmado, sem provas, que o grupo de países foi criado para prejudicar os EUA e o dólar como moeda de reserva mundial. Os líderes do Brics rejeitam as alegações de Trump e defendem que o grupo é guiado pelo multilateralismo.



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Cooperativa inspira empreendedorismo rural no Vale do Ribeira


A força da cooperativa está justamente em transformar perdas em oportunidade. “O que mudou? É que a gente tem mais oportunidade de escoar as plantações. Com isso, a banana que sobra, faz paçoca, doces, etc. Isso incentiva a gente a plantar mais, aumentar a produção para fornecer matéria-prima à agroindústria”, conta Jorge Masaki Matsuda, produtor rural de Pedro de Toledo, no Vale do Ribeira (SP).

No entanto, Matsuda cultiva mais do que bananas: cultiva raízes profundas na agricultura familiar. “Nasci aqui mesmo e, desde lá, a gente vem plantando. Já mudei várias vezes o plantio”, relata. Atualmente, ele tem 60 anos, e é uma das vozes mais experientes da região.

“Quando começamos, na época do meu pai, a gente plantava verduras. Aí em 1980, passamos a plantar banana e a gente está até hoje.”

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Homem em meio ao bananal
“Nasci aqui mesmo e, desde lá, a gente vem plantando,” diz Matsuda, entre os pés de banana da sua lavoura.
Foto: Fabiana Bertinelli | Canal Rural

Produção coletiva valoriza excedente

A transformação começou há cerca de 10 anos. Matsuda decidiu ampliar sua atuação, comercializando diretamente na feira próxima ao sítio. Entretanto, o movimento marcou o início de uma nova fase. No entanto, o avanço mais significativo veio com a união dos produtores.

“A associação foi montada faz uns 13 anos. E depois a gente montou a cooperativa e agroindústria Ouro do Vale.” Por meio da força coletiva, as frutas que antes eram descartadas passaram a ter destino certo. “Hoje mesmo tenho seis caixas de banana, que vou levar pra fazer banana-passa.”

Agora, o que antes era sobra se converte em doces, chips e produtos com valor agregado. “Isso ajuda muito financeiramente. Porque a gente pega aquilo que não foi vendido, que talvez fosse para o descarte, e transforma em um produto que tem mercado.”

Mas para essa transformação, o apoio do Sebrae/SP, foi fundamental. Os produtores da cooperativa apreenderam noções de administração, análise de solo e outras qualificações.

A história de Matsuda reflete o caminho de tantos produtores rurais que, com coragem e trabalho conjunto, encontraram no cooperativismo mais do que uma solução econômica — encontraram inspiração.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Envie sua dúvida, conte sua história, envie sugestão ou relato pelo nosso WhatsApp ou acesse aqui, e confira os canais disponíveis para assistir aos episódios.

Arte com os horários do programa Porteira Aberta Empreender
Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural



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Comece o dia preparado com as notícias econômicas mais importantes


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o ambiente global ainda pressionado por incertezas tarifárias e dados mistos nos EUA.

O Ibovespa caiu 0,10%, aos 134 mil pontos, enquanto o dólar fechou estável, a R$ 5,56. Juros futuros recuaram com leilão de NTN-B e menor contingenciamento fiscal. Hoje, destaque para dados de inflação e imóveis nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita do milho verão avança e supera produtividade da safra passada



Produtividades registradas até o momento variam entre 150 e 220 sacas por hectare




Foto: Divulgação

A colheita do milho verão entra em sua reta final no Oeste da Bahia, com resultados expressivos em produtividade. De acordo com o Boletim de Safra da Aiba, divulgado em 21 de julho de 2025, mais de 100 mil hectares já foram colhidos e os rendimentos têm superado a média da safra anterior.

As produtividades registradas até o momento variam entre 150 e 220 sacas por hectare, demonstrando a eficiência das lavouras mesmo diante de desafios climáticos e fitossanitários pontuais. A boa performance se deve, em grande parte, às condições climáticas favoráveis durante o início do plantio, o que garantiu uma excelente emergência e desenvolvimento vegetativo.

A área total destinada ao milho verão nesta safra foi de 25 mil hectares, com produção estimada em 270 mil toneladas e produtividade média de 180 sacas por hectare. A comercialização está em curso, com o preço médio da saca cotado a R$ 56 no mercado local.

Além do milho verão, também segue em andamento a colheita de culturas de segunda safra, como sorgo, feijão, milheto e forrageiras. Essas culturas desempenham papel estratégico na diversificação da produção e no fornecimento de alimento para o gado nas propriedades da região.

A antecipação da colheita, comparada ao ciclo anterior, também é destaque nesta safra. Esse adiantamento é atribuído ao clima estável nas últimas semanas, que tem permitido o andamento eficiente das operações de campo.





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AgroNewsPolítica & Agro

IBRA megalab e CESB desenvolvem método de diagnóstico nutricional da soja


O Comitê Estratégico soja Brasil (CESB) em parceria com o IBRA Megalab desenvolveu seu Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação (DRIS) aplicado à cultura da soja. O DRIS é um método de diagnóstico nutricional que avalia o estado de equilíbrio dos nutrientes na planta, levando em conta as relações entre eles, e não apenas os teores individuais. Essa ferramenta é utilizada para otimizar a adubação e melhorar o rendimento da cultura da soja

A parceria vem de longa data, desde 2010 o IBRA Megalab faz as análises para produtores que participam do Desafio da soja. Durante esse período, foram avaliadas 29.417 amostras, sendo 12.032 análises de solo, 15.215 foliares, 1.882 de atividades enzimáticas, 122 de nematoides, 164 de proteína e duas de fertilizantes. 

Em relação ao DRIS, trata-se de um sistema que avalia o estado nutricional da planta com base em relações binárias entre os nutrientes, em vez de analisar cada nutriente isoladamente. “O DRIS considera que o desequilíbrio entre os nutrientes pode ser mais prejudicial do que a baixa concentração de um único elemento. O sistema calcula um índice para cada nutriente, indicando se ele está em excesso ou deficiência em relação aos outros, e a ordem de sua limitação ao crescimento da planta”, explica Armando Parducci, diretor de inovação e marketing do IBRA Megalab.

No contexto da soja, o DRIS pode ser aplicado por meio da análise foliar, com a coleta de amostras de folhas em diferentes estádios de desenvolvimento da planta para avaliar seu estado nutricional. Os resultados são comparados com padrões de referência para a cultura do grão, permitindo a identificação de possíveis desequilíbrios nutricionais. 

Segundo Parducci, o DRIS permite identificar quais nutrientes estão limitando o desenvolvimento da soja, mesmo que os teores individuais estejam dentro dos padrões considerados normais. “Com base nesse diagnóstico, é possível ajustar a adubação de forma mais eficiente, aplicando os nutrientes necessários na quantidade e momento corretos, contribuindo para o aumento da produtividade da cultura da soja.”

“Estamos trabalhando em conjunto para a construção do DRIS, trazendo tecnologia que auxilie o produtor a alcançar maiores tetos produtivos, de forma sustentável”, finaliza Luiz Antonio da Silva, diretor executivo do CESB.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Carne brasileira nos EUA: uma oportunidade



Para aproveitar esse mercado, o pecuarista brasileiro precisa investir



Para aproveitar esse mercado, o pecuarista brasileiro precisa investir em rastreabilidade
Para aproveitar esse mercado, o pecuarista brasileiro precisa investir em rastreabilidade – Foto: Pixabay

O Brasil se destaca como um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, com mercados consolidados em países como China, Egito e Estados Unidos. Em 2024, foram exportadas 2,89 milhões de toneladas, movimentando US$ 12,8 bilhões, segundo o MDIC e a Abiec. Apenas os americanos adquiriram 229 mil toneladas, especialmente de cortes do dianteiro bovino, voltados à indústria de processados, como hambúrgueres e pratos congelados.

Segundo Magno Maia, CEO da Ramax Group, esse modelo de exportação atende perfeitamente à lógica do mercado americano, que substitui parte da produção interna, mais cara, pela carne brasileira. O produto nacional, criado majoritariamente a pasto e livre de hormônios, é valorizado pela indústria, mesmo com barreiras tarifárias que limitam seu potencial competitivo frente a concorrentes como Austrália e México.

A abertura parcial do mercado americano, iniciada em 2020, ainda restringe a entrada de carne brasileira sem tarifa de importação. No entanto, Magno acredita que essas barreiras são conjunturais e poderão ser superadas com uma mudança no cenário político dos EUA. Uma gestão mais alinhada ao agronegócio poderia facilitar renegociações de cotas e tarifas, fortalecendo a relação comercial entre os dois países.

Para aproveitar esse mercado, o pecuarista brasileiro precisa investir em rastreabilidade, eficiência produtiva e parcerias com exportadoras especializadas. A Ramax Group, que atua na desossa e fornecimento de proteína para o mercado externo, aposta no potencial desse segmento. Com estratégia e coordenação, o Brasil pode se consolidar como principal fornecedor das indústrias alimentícias americanas.

 





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