terça-feira, maio 12, 2026

Autor: Redação

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Pecuária 4.0: três ferramentas para acelerar a gestão da fazenda mesmo à distância


Pecuaristas, o mercado de carne bovina tem demonstrado uma volatilidade significativa, com quedas recentes e expressivas nas cotações e três ferramentas devem ajudar muito. Assista ao vídeo abaixo e saiba quais ferramentas são essas.

Para auxiliar os pecuaristas a navegar por esse cenário de incertezas, o zootecnista Mauricio Scoton, professor da Universidade do Agro de Uberaba (Uniube), apresentou três ferramentas cruciais.

No quadro “Dicas do Scoton” do programa Giro do Boi, na quarta-feira (17), ele detalhou como intensificar a gestão e a comunicação na fazenda para estar preparado para os momentos desafiadores do mercado.

1. Planilha de margem: o mapa da lucratividade

Produtor rural. Foto: CanvaProdutor rural. Foto: Canva
Produtor rural. Foto: Canva

A primeira e fundamental ferramenta para a Pecuária 4.0 é a planilha de margem. Ela atua como um guia detalhado para cada operação de compra de gado, permitindo que o produtor visualize o resultado financeiro antes mesmo de o negócio ser fechado.

A planilha de margem deve considerar os seguintes elementos essenciais:

  • Custo da arroba de compra: O valor pago pelo animal no momento da aquisição.
  • Custos embutidos: Despesas como frete e comissão da negociação.
  • Custo da diária no confinamento: Uma estimativa do gasto diário com o animal no cocho.
  • Dias de confinamento: A projeção do tempo que o animal permanecerá no confinamento.
  • Padrão de carcaça: O peso final desejado (seja 16, 18, 20 ou 22 arrobas) e a qualidade esperada da carcaça.
  • Ganho médio diário (GMD) previsível: Baseado na dieta fornecida no confinamento.

Com a inserção e análise desses dados, o pecuarista consegue calcular o custo da arroba produzida e ter clareza sobre a viabilidade financeira da operação, garantindo que a conta feche no final do ciclo de produção.

2. Mercado futuro: segurança para sua operação

Suplementação de bovinos a pasto. Foto: DivulgaçãoSuplementação de bovinos a pasto. Foto: Divulgação
Suplementação de bovinos a pasto. Foto: Divulgação

A segunda ferramenta é o mercado futuro, uma estratégia poderosa para trazer segurança e previsibilidade à operação pecuária.

Ele permite que o produtor “trave” o preço de venda da sua boiada com antecedência, seja para entregas em setembro, outubro, novembro ou dezembro.

Ao travar o preço no mercado futuro, o pecuarista ganha segurança em relação a diversos fatores:

  • Preço de compra do animal: O valor que foi pago na aquisição.
  • Custo total na fazenda: Todos os gastos acumulados até o ponto de venda.
  • Preço de venda garantido: O valor pelo qual sua boiada será comercializada, protegendo a operação de quedas inesperadas nas cotações do mercado físico.

Buscar uma boa consultoria e uma corretora de confiança é essencial para operar com sucesso no mercado futuro, maximizando a segurança e a rentabilidade do negócio.

3. Gestão operacional do confinamento: eficiência nos detalhes

A terceira ferramenta, e não menos importante, é a gestão operacional do confinamento.

Ela envolve o controle minucioso de todos os processos diários para garantir o melhor desempenho dos animais e, ao mesmo tempo, alinhar a execução com as projeções estabelecidas na planilha de margem.

Isso inclui aspectos cruciais como:

  • Fornecimento de dieta: Um controle rigoroso sobre quanto e como o alimento é distribuído aos animais.
  • Formulação da dieta: A garantia de que a dieta fornecida é a ideal e está balanceada para o ganho de peso desejado.
  • Controle de estoque: A gestão eficiente dos insumos e alimentos para o confinamento.

Ter disciplina na aplicação dessas três ferramentas permite que o pecuarista minimize os problemas decorrentes da instabilidade do mercado. Como bem diz o ditado, “o bom marinheiro é aquele que sai para o mar preparado para a tempestade”.

Nesses momentos de desafio, é fundamental buscar a eficiência e aprofundar a gestão da operação. A Pecuária 4.0 não se resume apenas à adoção de tecnologias, mas principalmente à inteligência na gestão para garantir a lucratividade e a sustentabilidade do negócio.



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Soja brasileira lidera certificação RTRS e ganha espaço no mercado internacional



Com mais de 6 milhões de toneladas certificadas apenas em 2024, o Brasil se consolida como líder mundial da soja certificada RTRS, uma chancela internacional que atesta práticas agrícolas responsáveis, respeito ao meio ambiente e uso sustentável dos recursos naturais. O selo, criado há 15 anos pela Mesa Redonda da Soja Responsável, é hoje a principal referência global para a produção de soja com desmatamento e conversão zero.

Em entrevista ao programa Planeta Campo, Luiza Bruscato, diretora global da RTRS, destacou o protagonismo brasileiro no cenário internacional e os avanços na sustentabilidade da produção. “O Brasil é o maior produtor de soja do mundo e enfrenta grandes desafios com o desmatamento. Mas esse desafio se transforma em oportunidade para os produtores que já estão adequados às boas práticas e podem ser recompensados por isso”, afirmou.

Certificação abre portas para mercados exigentes

Atualmente, o Brasil conta com mais de 350 fazendas certificadas, principalmente nos estados de Mato Grosso, Goiás e região do Matopiba. Além disso, há 37 empresas e 40 portos certificados, garantindo que toda a cadeia de custódia — do campo ao porto — esteja em conformidade com os critérios da RTRS.

“Além da produção em si, a certificação garante rastreabilidade e conformidade ao longo de toda a cadeia, o que é fundamental frente à nova Lei de Desmatamento da União Europeia”, explica Bruscato. Em 2024, a RTRS desenvolveu um módulo específico para atender às exigências da legislação europeia, garantindo acesso ao mercado europeu a partir de dezembro deste ano.

Agricultura regenerativa entra no radar da RTRS

Uma das novidades para 2025 é a adoção de práticas de agricultura regenerativa em fazendas-piloto no Mato Grosso. O projeto envolve cerca de 15 mil hectares e visa premiar ainda mais os produtores que vão além da sustentabilidade convencional. “Vamos trabalhar com indicadores de emissões e balanço de carbono, algo essencial para atender aos compromissos de descarbonização assumidos por empresas globais”, explicou Luiza.

Essa expansão para práticas regenerativas demonstra como o selo RTRS está evoluindo e se adaptando às novas demandas globais, incluindo os mercados que exigem metas climáticas rigorosas.

Pagamento por serviços ambientais valoriza o produtor

Segundo Luiza Bruscato, a certificação RTRS também representa uma forma de pagamento por serviços ambientais. “As grandes marcas — europeias e brasileiras — compram a soja certificada não apenas para cumprir legislações, mas como parte de suas próprias políticas de sustentabilidade. Isso gera valor direto para o produtor rural”, destaca.

O modelo garante valorização da produção, acesso a mercados premium e oportunidades comerciais mais vantajosas. “O produtor brasileiro já entendeu que a certificação é sinônimo de acesso, reconhecimento e premiação pelas boas práticas no campo”, completa a diretora.

Conferência internacional vai reunir elos da cadeia da soja

Para aprofundar a discussão sobre os rumos da soja responsável, a RTRS realiza sua conferência internacional no dia 17 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, durante o evento Victam. A programação vai reunir produtores, indústrias, tradings, instituições financeiras e ONGs para debater o futuro da soja certificada e suas conexões com o mercado global.

“Estamos em um momento de transformação. A certificação RTRS não é apenas um selo, mas uma ferramenta concreta para garantir sustentabilidade e competitividade ao agronegócio brasileiro”, concluiu Bruscato.



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doenças e estratégias de combate são apresentadas em painel



Nesta quarta-feira (23), em Campinas (SP), durante o X Congresso Brasileiro de Soja (Cbsoja) e Mercosoja, a equipe do Soja Brasil acompanhou a apresentação dos mais recentes resultados da rede de ensaios de controle de doenças da cultura. Moderado pelo pesquisador Maurício Meyer, da Embrapa Soja, o painel reuniu especialistas para discutir os dados da última safra e os impactos das principais adversidades, como mancha-alvo, mofo branco e ferrugem asiática.

Meyer explicou que a pesquisa é o alicerce da sustentabilidade da cadeia produtiva da soja. “Sem a pesquisa, que permite adaptar cultivares e entender a interação entre ambiente e plantas, não seria possível definir estratégias eficazes de controle e manejo. Por isso, todas as decisões são baseadas em estudos científicos”, disse. Ao longo do tempo, diversos estudos acompanharam as principais doenças nas diferentes regiões. “Com isso, foi criada uma força-tarefa que coordena os ensaios em rede para controle químico e biológico, justamente para identificar os melhores tratamentos”, reforçou.

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Dados apresentados

Carlos M. Utiamada, da Fornarolli Ciência Agrícola, abordou o papel das doenças de final de ciclo e a necessidade de estratégias de manejo eficazes. “Entre as estratégias está a rotação de fungicidas, fundamental para atrasar o surgimento de resistência nos patógenos”, afirmou. O pesquisador também explicou que foram testados 12 tratamentos, incluindo protocolos com e sem fungicidas, além de avaliações sobre fitotoxicidade dos produtos.

Já a pesquisadora Cláudia Godoy apresentou os dados sobre ferrugem-asiática, considerada a doença mais temida pelos produtores. “A ferrugem é a única que realmente quebra o produtor. Mas, com o vazio sanitário e cultivares precoce, temos conseguido escapar em muitas regiões”, explicou. Mesmo com uma safra considerada fraca para a doença, surtos foram registrados com severidade média de 34%, além da detecção de mutações resistentes, como a V130A.

A pesquisadora Luana Belufi, da Fundação Rio Verde, falou sobre a mancha-alvo. “A mancha-alvo teve alta incidência nos ensaios e, em muitos casos, comprometeu o rendimento das lavouras. É uma doença que exige atenção redobrada no manejo”, alertou. Segundo ela, a severidade e o avanço da doença em várias regiões levaram inclusive à exclusão de dados de produtividade em algumas áreas.

Hércules Campos, da Universidade de Rio Verde, destacou a importância de monitorar o mofo branco, doença que depende das condições climáticas para se desenvolver. Ele explicou que, embora pontual, o mofo branco pode causar perdas médias de 22%, com números maiores em safras e áreas mais favoráveis à doença. Além disso, a presença do mofo branco junto a outras doenças aumenta o impacto negativo na lavoura, evidenciando a complexidade do manejo fitossanitário da soja.

Por fim, o professor Flávio Medeiros, da Universidade Federal de Lavras, compartilhou os resultados da rede de ensaios que avaliou o uso de produtos biológicos. Esta foi a terceira safra consecutiva testando essas soluções para o controle de doenças foliares, com tratamentos que combinam biológicos com químicos.



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Médio São Francisco sediará nova feira voltada para agronegócio


A região do Médio São Francisco receberá em Barra, no Oeste da Bahia, uma nova feira voltada para o agronegócio. Na manhã desta segunda-feira (21), a Barra Agro Show foi lançada na capital baiana numa cerimônia com autoridades, lideranças políticas e representantes de instituições.

O lançamento aconteceu no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, em Salvador.

Cerca de 100 produtores fazem parte do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra e se mobilizaram para atrair investimentos e tecnologia para a região.

Barra Agro Show, feira agropecuária, 2025
Foto: Divulgação

A realização da Barra Agro Show, bem como do evento em Salvador, é fruto desse engajamento. Marco Caviola, produtor e presidente da entidade, atendeu à imprensa exaltando o caráter inovador e diferenciado da Feira.

“Viemos convidar a sociedade para fazer parte deste projeto conosco e conhecer a agricultura e o desenvolvimento que já estão acontecendo em Barra”, afirmou o representante.

O presidente do Sistema Faeb/Senar, Humberto Miranda, destacou o potencial produtivo da região e os desafios que devem ser vencidos.

“Nossos próximos passos devem incluir o avanço da educação para o agro e da aprendizagem rural na região, gerando ainda mais oportunidades em uma área que tanto tem a oferecer”, comentou Miranda.

Nas palavras do Secretário de Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, a feira irá ajudar a consolidar ainda mais a produção baiana.

“Observamos no local a necessidade de investimento em tecnologia e infraestrutura para que todo o potencial seja desenvolvido com sucesso. Sem dúvida, iremos nos empenhar para isso”, resume Barrozo.

Barra conta com uma área consolidada e em produção de 94 mil hectares, com área total agricultável de mais de 1,4 milhões de hectares. Na região, as margens de rio somam mais de 600 km e propiciam irrigação abundante e agricultura tecnificada que já produz cacau, uva, manga, citros, grãos e outras culturas.

A feira acontece de 4 a 6 de setembro, em Barra, e tem expectativa de receber cerca de 12 mil pessoas, além de dezenas de empresas dos segmentos de serviços, startups, insumos, máquinas e equipamentos, transportes, entre outros.


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Quatro países retiram restrições de exportação à carne de aves brasileiras



Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia retiraram as restrições à exportação de carne de frango brasileira após a conclusão do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), a gripe aviária, registrado no município de Montenegro (RS), informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quarta-feira (23).

De acordo com a pasta, a situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte:

  • Sem restrição de exportação: África do Sul, Albânia, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.
  • Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia.
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  • Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.
  • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar
  • Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão
  • Suspensão limitada à zona: Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, afirmou na terça-feira (22) que a pasta trabalha para que China, União Europeia e Chile voltem a comprar carne de aves brasileira no curto prazo, já a partir de agosto.



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AgroNewsPolítica & Agro

Programa Grão Seguro debate segurança em áreas classificadas de armazenagem de grãos



Programa vai ao ar nesta terça-feira às 19h30




Foto: Canva

O Programa Grão Seguro desta terça-feira, 22 de julho, traz um tema fundamental para a segurança nas operações de armazenagem de grãos. A edição vai ao ar às 19h30 (horário de Brasília) e contará com a participação especial do engenheiro Maurício Clábria Vianna, da MCV Consultoria.

O especialista abordará o tema “Área Classificada em Unidades Armazenadoras de Grãos”, assunto que desperta grande interesse entre profissionais do setor por envolver riscos e exigências técnicas específicas no manuseio e estocagem de grãos em larga escala.

Áreas classificadas são locais com potencial de formação de atmosferas explosivas, exigindo cuidados rigorosos com equipamentos elétricos, ventilação, sensores e procedimentos operacionais. Segundo os organizadores, a discussão visa ampliar o conhecimento técnico dos profissionais que atuam em armazenadoras, cooperativas, tradings e indústrias processadoras.

A transmissão será ao vivo pelo canal oficial do Programa Grão Seguro no YouTube, reunindo técnicos, engenheiros, gestores e demais profissionais ligados à cadeia do agronegócio. A participação é gratuita, e os espectadores poderão enviar perguntas em tempo real durante a live.

Clique aqui para assistir.





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Sobe para 284 número de cavalos mortos por ração, diz Ministério da Agricultura



Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atualizou nesta quarta-feira (23) para 284 o número de cavalos mortos após o consumo de rações fabricadas pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda.

De acordo com o Mapa, foi revogada a decisão judicial que autorizava, de forma parcial, a retomada da produção e comercialização de rações pela Nutratta. Com a revogação, volta a valer a suspensão cautelar imposta pelo ministério, que proíbe a fabricação de rações para todas as espécies animais, até que a empresa comprove a correção de todas as irregularidades apontadas pela fiscalização, o que ainda não ocorreu até o momento.

As investigações conduzidas pelo ministério indicam que a contaminação ocorreu por falhas no controle da matéria-prima, que continha resíduos de plantas do gênero Crotalaria, conhecidas por conter substância altamente tóxica para os animais.

Essas substâncias não são permitidas na formulação de rações e só aparecem quando há uso indevido de matérias-primas proibidas ou contaminação de ingredientes autorizados.

Consideradas hepatotóxicas, alteram o DNA celular e causam danos ao fígado, com efeitos que variam conforme a dose, o tempo de exposição e a condição do animal.

O Mapa ainda aguarda os resultados de análises de outros lotes de ração produzidos e de lotes de matérias-primas envolvidas para definir os rumos da investigação.



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Galinhas-d’angola do Bioparque no Rio morreram de gripe aviária



O BioParque do Rio confirmou nessa terça-feira (22) que, após análise laboratorial, foi detectada que a infecção por influenza aviária (gripe aviária) foi a causa da morte de nove aves da espécie galinha-d’angola no Zoológico da Quinta da Boa Vista, na quinta-feira passada (17).

No comunicado, o BioParque informou que as amostras foram encaminhadas ao laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Campinas, São Paulo, e o diagnóstico foi validado por autoridades sanitárias.

Segundo a informação, “todas as aves infectadas estavam na área da Savana Africana, que permanecerá interditada por 14 dias como medida preventiva, conforme protocolos de biossegurança”.

Com a adoção de medidas necessárias e autorização dos órgãos fiscalizadores, as demais áreas do parque serão reabertas ao público a partir desta quinta-feira (24).

A nota diz ainda que “o BioParque do Rio segue comprometido com o bem-estar dos animais e visitantes. Novas atualizações serão divulgadas em nossos canais oficiais”.



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Pecuária sustentável: como o Guandu BRS Mandarim dobra o valor das suas pastagens


Pecuaristas, a recuperação de pastagens degradadas é, sem dúvida, um dos maiores desafios do nosso setor, impactando diretamente a produtividade, a sustentabilidade e a renda das propriedades. Quer transformar suas pastagens degradadas e aumentar a lucratividade da sua fazenda? Assista à entrevista abaixo e descubra os segredos do Guandu BRS Mandarim!

A boa notícia é que a Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), desenvolveu uma tecnologia inovadora e viável para essa questão: a consorciação de capins tropicais com o feijão-guandu, em especial a cultivar Guandu BRS Mandarim.

Essa leguminosa se destaca por seu duplo propósito, oferecendo uma solução completa e eficiente.

Nesta quarta-feira (23), o programa Giro do Boi entrevistou a pesquisadora Patrícia Perondi Anchão Oliveira, que tem acompanhado de perto o sucesso da utilização do Mandarim nas fazendas.

Ela detalhou como essa tecnologia dispensa o uso de herbicidas, adota um manejo simples e eleva o desempenho animal. Para transformar suas pastagens degradadas e aumentar a lucratividade da sua fazenda, é fundamental conhecer os segredos do Guandu BRS Mandarim.

Duplo propósito: forragem proteica e adubação verde

Utilização de feijão-guandu BRS Mandarim para fins de pastagem. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária Sudeste
Utilização de feijão-guandu BRS Mandarim para fins de pastagem. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária Sudeste

O Guandu BRS Mandarim atua de duas formas essenciais e complementares para a pecuária, oferecendo benefícios tanto para a nutrição animal quanto para a saúde do solo:

  • Forragem proteica na seca: No período seco do ano, quando a oferta de pasto diminui drasticamente, o guandu serve como uma excelente fonte de proteína para o pastejo dos animais. Com teores que variam entre 18% e 20% de proteína bruta, ele pode substituir, de forma eficaz, suplementos industriais, resultando em uma significativa redução de custos para o produtor.
  • Adubo verde para o solo: Após o pastejo na seca e o florescimento natural, a leguminosa é roçada. O material vegetal que permanece na superfície do solo atua como um poderoso adubo, fornecendo até 200 kg/ha de nitrogênio ao sistema. Essa contribuição melhora substancialmente a fertilidade do solo, eliminando a necessidade de adubação nitrogenada convencional.

Essa abordagem não só contribui para o aumento do ganho de peso dos animais e a redução do tempo de abate, mas também eleva o ganho de peso por hectare em comparação com sistemas que utilizam pastagens solteiras.

Eficiência comprovada e implantação acessível

Sementes de feijão guandu BRS Mandarim. Foto: Ana Maria Dantas de Maio/Embrapa Pantanal
Sementes de feijão guandu BRS Mandarim. Foto: Ana Maria Dantas de Maio/Embrapa Pantanal

A Embrapa possui estudos robustos que comprovam a eficiência da consorciação com guandu em áreas de pastagem degradada.

Pesquisas indicam que novilhas nelore em pastagens de braquiária consorciada com guandu apresentaram um melhor desempenho individual e permitiram uma maior lotação de animais por área, além de um menor tempo até o abate.

Em um experimento comparando três sistemas de manejo, animais em pastos que contavam com o guandu tiveram um ganho médio diário de 0,376 kg durante o período de seca.

Esse resultado superou o desempenho de animais que receberam suplementação (0,298 kg) ou aqueles que não tiveram nenhum tipo de reforço alimentar (0,138 kg).

A implantação do guandu é um processo acessível e relativamente simples:

  • O primeiro passo é realizar uma análise de solo e, se necessário, a calagem.
  • O plantio direto do guandu deve ser feito no início da estação chuvosa, preferencialmente até a primeira quinzena de janeiro.
  • As sementes devem ser inoculadas com Bradyrhizobium sp (Cajanus) para otimizar a fixação de nitrogênio.
  • O espaçamento ideal entre linhas é de 70 a 80 cm, com uma densidade de 62,5 a 75 mil plantas por hectare.
  • O sucesso da implantação depende de uma semeadura correta e de um controle eficaz de formigas.

A pastagem já começa a mostrar sinais de recuperação em cerca de 30 dias após o plantio, e o primeiro pastejo pode ocorrer entre 65 e 80 dias após a semeadura.

A palatabilidade do guandu aumenta na fase reprodutiva, o que faz com que os animais consumam preferencialmente o capim nas águas e o guandu na seca, favorecendo o equilíbrio das espécies no consórcio.

Persistência, sustentabilidade e economia de insumos

Flor de feijão-guandu BRS Mandarim, utilizado como pastagem em campo experimental da Embrapa Pecuária Sudeste em São Carlos (SP). Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária
Flor de feijão-guandu BRS Mandarim, utilizado como pastagem em campo experimental da Embrapa Pecuária Sudeste em São Carlos (SP). Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária

A persistência do guandu no sistema de pastagem consorciada pode durar até três anos. A realização de duas roçadas anuais (uma a cada início de estação chuvosa) funciona como uma forma de adubação verde e de renovação do ciclo da leguminosa.

Ao final do terceiro ano, uma nova sobressemeadura é recomendada para manter o estande acima das 40 mil plantas/ha e garantir a eficácia da técnica a longo prazo.

Essa estratégia está perfeitamente alinhada com os princípios do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), contribuindo para a sustentabilidade da pecuária e a economia de insumos, uma vez que a adubação nitrogenada se torna dispensável.

O Guandu BRS Mandarim é, portanto, uma solução eficiente, de baixo custo e com alto retorno para pecuaristas que enfrentam o desafio da degradação de pastagens.

Ele permite elevar a produtividade da pecuária sem a necessidade de expandir áreas, respondendo de forma inovadora aos desafios climáticos, econômicos e ambientais da atividade.



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EUA e União Europeia estão perto de fechar um acordo comercial



Os EUA e a União Europeia (UE) estão próximos de concluir um acordo comercial que prevê a aplicação de uma tarifa de 15% sobre as importações do bloco europeu, de acordo com informações do Financial Times . O entendimento busca evitar um cenário em que a UE seja obrigada a enfrentar tarifas muito mais altas, já que o governo dos EUA, sob Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 30% sobre a maioria dos produtos europeus importados a partir de 1º de agosto, caso não haja um consenso até essa data.

Diante dessa ameaça, a União Europeia preparou uma resposta contundente, planejando impor tarifas de 30% sobre cerca de 100 bilhões de euros em produtos americanos caso as medidas dos EUA sejam confirmadas. Essa lista incluiria itens emblemáticos da indústria norte-americana, como aeronaves da Boeing, automóveis e bebidas alcoólicas, num movimento de retaliação que visa equilibrar o impacto econômico das tarifas americanas.

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Fontes afirmaram que, como forma de evitar a escalada tarifária, autoridades europeias
demonstraram disposição de fechar o acordo proposto e aceitar a tarifa de 15% – valor que passaria a ser a taxa mínima global sobre produtos europeus exportados para os Estados Unidos. O compromisso também prevê a eliminação de tarifas sobre determinados produtos dos dois lados, como aeronaves, bebidas destiladas e dispositivos médicos. Além disso, uma das mudanças significativas seria a redução da tarifa atual de 27,5% sobre carros europeus importados pelos EUA para o patamar de 15%.

Apesar do avanço nas negociações, autoridades americanas ressaltaram que a situação ainda é volátil e pode sofrer alterações até o fechamento do acordo definitivo. O anúncio formal é aguardado pelos mercados, já que a ausência de um acordo até agosto levaria à implementação das tarifas mais severas, acirrando ainda mais as tensões comerciais entre as duas maiores economias do planeta.



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