segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

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Geração Z quer propósito: o feijão tem



Alimento tradicional pode se aproveitar da modernidade



Alimento tradicional pode se aproveitar da modernidade
Alimento tradicional pode se aproveitar da modernidade – Foto: Divulgação

Enquanto marcas investem milhões para entender a Geração Z, o feijão, que é simples, nutritivo e ancestral e já oferece tudo o que esse público exige: autenticidade, origem respeitável e comida de verdade. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o grão símbolo da mesa brasileira não precisa de caixinha gourmet nem de dancinha no TikTok para ser relevante. Ele é cultura, é propósito, é resistência.

A geração que cancela marcas em dois stories e organiza protestos no Reels quer mais do que slogans e efeitos especiais. Quer alma no prato, contexto no discurso e verdade nos ingredientes. E o feijão entrega tudo isso. Basta parar de vendê-lo como figurante nas gôndolas e dar a ele o lugar de destaque que merece — como protagonista de uma alimentação consciente, saudável e conectada com as raízes do Brasil.

O Ibrafe reforça: para dialogar com a Geração Z, é preciso contar histórias. Mostrar de onde vem, dar nome e sobrenome, identidade e, sim, escrever Feijão com F maiúsculo. Essa geração não quer marketing enfeitado com bacon artificial e glitter; quer saber o que está comendo e por que aquilo importa. Produto de verdade não precisa de firula — precisa de contexto.

Num tempo em que o superficial perde espaço, o feijão ressurge como símbolo de um novo consumo: com propósito, história e alma. Ele está pronto para conquistar prateleiras e corações. Falta apenas o mercado enxergar seu verdadeiro valor. “Quer alcançar a Gen Z? Conta a história. Mostra de onde veio. Dá nome, identidade e, por favor, coloca esse F maiúsculo. Porque produto de verdade não precisa de firula — só de contexto”, conclui.

 





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Biotecnologia reduz perdas por nematoides no algodão



O cuidado com as sementes é muito importante



O cuidado com as sementes é fundamental para colher uma boa pluma
O cuidado com as sementes é fundamental para colher uma boa pluma – Foto: Gilbert Kuhnert

Os nematoides representam uma das principais ameaças à cultura do algodão, podendo causar prejuízos expressivos. Em publicação no LinkedIn, Daiane Klabunde, assistente técnica de vendas na Unicampo, destacou um exemplo de área altamente infestada pelo Rotylenchulus reniformis, onde as perdas chegaram a quase 100 arrobas por hectare. A situação envolveu um material com alto potencial produtivo, mas suscetível à praga, posicionado de forma inadequada em uma região com alta pressão de infestação.

No mesmo ambiente, foi utilizado o cultivar FM 945 STP, que possui resistência moderada ao nematoide. Os resultados foram significativamente melhores, evidenciando como o uso estratégico de materiais geneticamente adaptados pode minimizar os danos causados por essas pragas. A escolha correta da cultivar, aliada ao monitoramento das áreas, é essencial para preservar a produtividade da lavoura.

A BASF tem investido em soluções integradas para auxiliar o produtor no manejo de nematoides. Essas soluções envolvem desde a disponibilização de sementes com traits que oferecem resistência genética, até o tratamento de sementes com produtos que garantem proteção desde o início do ciclo. A combinação entre biotecnologia, qualidade genética e controle químico tem se mostrado eficaz para assegurar a sanidade da cultura do algodão.

Com planejamento, tecnologia e conhecimento técnico, é possível reduzir as perdas provocadas por nematoides e garantir uma colheita mais rentável e sustentável, mesmo em áreas com histórico de alta infestação. As informações foram divulgadas no seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Podridão de carvão desafia sojicultores



É preciso fazer um manejo adequado



É preciso fazer um manejo adequado
É preciso fazer um manejo adequado – Foto: Showtec

A podridão de carvão, causada pelo fungo Macrophomina phaseolina, representa uma ameaça crescente à produtividade da soja em regiões com altas temperaturas e períodos de seca. Segundo Pablo Augusto Cavalcante Coimbra, assistente de pesquisa na Corteva Agriscience, que compartilhou informações sobre o tema em seu perfil no LinkedIn, a doença também é conhecida como podridão cinzenta ou negra da raiz, e seu impacto pode levar à morte prematura das plantas, afetando severamente os rendimentos.

Os sintomas incluem murchamento das plantas, necrose e descoloração marrom-escura nas raízes e na base do caule. Em casos mais avançados, há formação de estruturas de resistência (escleródios) com aparência enegrecida. Entre os fatores que favorecem o desenvolvimento da doença estão o estresse hídrico, altas temperaturas, compactação e baixa fertilidade do solo — condições que dificultam o crescimento das raízes e tornam o ambiente ideal para o patógeno.

O manejo da Macrophomina exige uma abordagem integrada, que combine práticas químicas, biológicas e culturais. Entre as soluções disponíveis, destaca-se o biofungicida GRAP BeesTRIC, à base do fungo Trichoderma harzianum. Essa tecnologia atua diretamente sobre o patógeno, promovendo uma alternativa eficaz e sustentável ao controle convencional. O uso de Trichoderma tem se mostrado promissor na recuperação da saúde do solo e no estímulo ao crescimento das plantas.

Além disso, estratégias como rotação de culturas com espécies não hospedeiras, manejo da irrigação para evitar estresse hídrico, correção nutricional, uso de cultivares resistentes e monitoramento constante da lavoura são fundamentais. Adotar essas medidas contribui não apenas para a mitigação da doença, mas também para a construção de sistemas agrícolas mais resilientes e produtivos.





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Venda soja antes que o preço caia



É preciso ficar de olho nas tensões geopolíticas



É preciso ficar de olho nas tensões geopolíticas
É preciso ficar de olho nas tensões geopolíticas – Foto: Divulgação

A soja brasileira colhida na safra atual, finalizada em maio, está sendo negociada com prêmios expressivamente acima da média histórica, impulsionados pela forte demanda chinesa. Segundo análise da TF Agroeconômica, isso ocorre em razão do afastamento da China do mercado norte-americano, em meio à disputa tarifária com o ex-presidente Donald Trump. Nos portos brasileiros, as cotações para agosto giram em torno de R$ 142,00 por saca, enquanto para setembro os preços chegam a R$ 145,00. Em contraste, para maio de 2026, as ofertas estão em R$ 136,00 por saca.

Apesar do cenário atual favorável, a TF alerta que esses prêmios elevados são temporários. Caso as tensões comerciais entre EUA e China sejam resolvidas nos bastidores, como já se especula, a tendência é de retração nos prêmios. Por isso, a recomendação é clara: produtores devem aproveitar os preços de agosto e setembro antes que ocorram recuos. A continuidade dos valores atuais depende, sobretudo, do comportamento da demanda chinesa e das condições climáticas no Brasil.

Entre os fatores de alta identificados pela consultoria estão a demanda firme da China pelas exportações brasileiras e os indicadores de elevação nos preços internos, com base nos dados do CEPEA (+1,55% em Paranaguá e +1,60% no interior). Por outro lado, há elementos de baixa como a ausência contínua da China no mercado americano, a fluidez das compras chinesas no Brasil, previsão de boas chuvas no Centro-Oeste e exportações americanas mais fracas. O USDA registrou vendas semanais de soja abaixo do esperado, o que reforça a pressão negativa sobre os preços internacionais.

Diante do cenário volátil e incerto, a recomendação da TF Agroeconômica é de comercialização imediata, aproveitando os patamares atuais antes que fatores externos provoquem desvalorização





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Soja fecha a semana em queda em Chicago


A cotação da soja encerrou a sexta-feira (25/07) e a semana com queda expressiva na Bolsa de Chicago (CBOT), impactada por condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos e sinais de demanda internacional enfraquecida. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para agosto – referência para a safra brasileira – recuou 0,55% no dia, ou US$ 5,50 cents/bushel, sendo negociado a US$ 998,75. Já o contrato de setembro caiu 0,37%, ou US$ 3,75 cents/bushel, para US$ 1.002,00.

Entre os derivados, o farelo de soja para agosto teve desvalorização de 0,70% ou US$ 1,90 por tonelada curta, fechando a US$ 267,80. O óleo de soja também caiu 0,32%, ou US$ 0,18 por libra-peso, cotado a US$ 56,49. No acumulado da semana, a oleaginosa recuou 2,82% (US$ 29,00 cents/bushel), enquanto o farelo caiu 2,30% (US$ 6,20/ton curta). O óleo de soja, por sua vez, foi exceção, subindo 1,20% (US$ 0,67/libra-peso).

A pressão baixista sobre os preços se deve principalmente à expectativa de uma safra americana robusta, em função das condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras dos EUA. Além disso, a fraca demanda global contribui para o movimento de baixa. A ausência da China no mercado americano durante o período de pré-safra levanta preocupações, já que normalmente o país asiático estaria negociando volumes relevantes neste momento.

Outro fator relevante é o comportamento distinto entre os subprodutos da soja. Apesar de a demanda por óleo de soja se manter firme no mercado interno dos Estados Unidos — impulsionada pela indústria de biocombustíveis e alimentos —, o farelo enfrenta dificuldades. A menor demanda internacional reduz o escoamento do produto, pressionando os preços para baixo e gerando desequilíbrio na cadeia de derivados da oleaginosa.

Diante desse cenário, os preços da soja continuam testando os limites da linha de suporte dos US\$ 10 por bushel, um patamar psicológico importante para o mercado. Com a colheita norte-americana se aproximando e as incertezas quanto ao ritmo das exportações, o mercado segue atento às condições climáticas e às sinalizações comerciais entre EUA e China.

 





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Lula sanciona Programa Acredita Exportação para desonerar e ampliar pequenos negócios



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (28), o projeto de lei Complementar nº 167/2024, que cria o Programa Acredita Exportação.

O presidente também assinou decreto de regulamentação desse programa cujo objetivo é ampliar a base exportadora de micro e pequenas empresas (MPEs) por meio da devolução de tributos federais pagos ao longo da cadeia produtiva de bens industriais destinados à exportação.

A norma estabelece que, a partir de 1º de agosto (também a data prevista para entrar em vigor a tarifa de 50% para produtos brasileiros importados pelos EUA), essas empresas podem receber o equivalente a 3% de suas receitas com vendas externas, por meio de compensação com tributos federais ou de ressarcimento direto.

“É mais um impulso importante para aumentar a competitividade e ampliar a base de empresas exportadoras brasileiras”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A medida antecipa efeitos da reforma tributária, contribui para a redução do custo nas exportações e amplia a competitividade das MPEs no mercado internacional. Em 2024, esse segmento foi composto por 11,5 mil empresas, que representam 40% do total de exportadores brasileiros, com um volume de vendas externas de US$ 2,6 bilhões.

“O Acredita Exportação visa corrigir distorções do sistema tributário atual que penalizam os pequenos exportadores”, afirmou Alckmin. “Com a devolução dos resíduos tributários, essas empresas – que exportam produtos como móveis, calçados e vestuário – ganham fôlego para competir em igualdade de condições no mercado global”.

Para que as micro e pequenas empresas exportadoras, inclusive as optantes pelo Simples Nacional, possam efetivamente acessar os benefícios do Acredita Exportação, será publicado um decreto presidencial regulamentando o programa.

A medida é válida até 2027, quando entra em vigor a nova Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), prevista na reforma tributária. Com a mudança, será eliminada a cumulatividade que hoje encarece as exportações brasileiras.

Historicamente, empresas optantes pelo Simples Nacional não podiam recuperar tributos pagos em etapas anteriores da cadeia produtiva. Com a nova lei, cerca de 50% das MPEs exportadoras passam a ter acesso a esse direito, corrigindo uma distorção que impactava diretamente sua competitividade.

O Acredita Exportação é uma iniciativa conjunta dos ministérios da Fazenda, do Mdic e do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp).

Como pedir o benefício

Para solicitar o benefício, as MPEs exportadoras devem acessar o sistema da Receita Federal e observar especialmente as regras previstas nos artigos 57 e 58 da Instrução Normativa nº 2.055, de 6 de dezembro de 2021.

A nova legislação também propõe o aprimoramento de regimes aduaneiros especiais, como o Drawback Suspensão e o Recof. Esses regimes permitem que empresas importem ou adquiram insumos no mercado interno com suspensão de tributos, desde que os insumos sejam utilizados na produção de bens destinados à exportação.

Entre as inovações estão mudanças no Drawback de Serviços, que ampliam os benefícios já existentes do regime de Drawback Suspensão para incluir serviços essenciais à exportação, como transporte, seguro, armazenagem e despacho aduaneiro. A medida viabiliza a suspensão do PIS/Pasep e da Cofins sobre esses serviços e, assim, promete redução de custos operacionais para as empresas.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os serviços respondem por aproximadamente 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros. Em 2024, o regime de Drawback Suspensão foi utilizado por 1,9 mil empresas, responsáveis por cerca de US$ 69 bilhões em exportações, o que representa aproximadamente 20% das vendas externas do país.

Para o Drawback Suspensão, a novidade já poderá ser imediatamente aplicada mediante a inclusão das informações sobre os serviços importados ou adquiridos no Brasil nos atos concessórios emitidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Mdic. No caso do Recof, a expansão para serviços ocorrerá a partir de 2026, conforme regramento a ser publicado pela Receita Federal.



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Preços do milho caem, mas há saída



Entre os fatores de alta observados estão os dados positivos das exportações dos EUA



Entre os fatores de alta observados estão os dados positivos das exportações dos EUA
Entre os fatores de alta observados estão os dados positivos das exportações dos EUA – Foto: Nadia Borges

Diante do atual cenário de preços baixos no mercado de milho, a TF Agroeconômica recomenda que os produtores adotem estratégias distintas, conforme suas necessidades financeiras imediatas. Segundo a consultoria, quem precisa vender agora para saldar dívidas da safra deve fazê-lo, mas com uma importante ressalva: reservar entre 8% e 12% do valor obtido para aplicar em contratos futuros na B3. Essa tática visa compensar as perdas ocasionadas pela venda em um momento de baixa, aproveitando a possível recuperação dos preços no segundo semestre.

Para os que não estão pressionados financeiramente, a recomendação é manter o milho armazenado e esperar a valorização prevista com a redução dos estoques ao longo do segundo semestre. No entanto, a TF Agroeconômica alerta sobre o custo de carregamento da posição, como já vem destacando em análises anteriores. O movimento típico do mercado, com preços altos antes do plantio, queda durante a colheita e recuperação posterior, reforça a importância de ações planejadas neste momento.

Entre os fatores de alta observados estão os dados positivos das exportações dos EUA, segundo o USDA, e novas vendas para México e Coreia do Sul. No Brasil, a disputa entre indústrias de carne, etanol e exportadores pelo milho disponível no segundo semestre tem sustentado os preços internos. As cotações do CEPEA vêm apresentando melhora, reduzindo perdas acumuladas no mês.

Por outro lado, a pressão negativa vem de fatores externos e internos. A frustração com os termos do acordo comercial entre EUA e Japão esfriou o mercado em Chicago, e o provável impasse com o Canadá, principal comprador do etanol americano, também pesa. No Brasil, embora a entrada da safrinha devesse pressionar os preços para baixo, a forte disputa interna mantém as cotações em patamares elevados, afetando a competitividade nas exportações, como evidenciado pela perda recente de licitações sul-coreanas para outros fornecedores.

 





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mercado está prestes a se recuperar; veja cotações



O mercado físico do boi gordo segue com o mesmo padrão de negócios em grande parte do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa é que haja espaço para alguma recuperação dos preços no decorrer do mês de agosto, mesmo que isso ocorra de maneira comedida, considerando o Dia dos Pais como um elemento importante para justificar o processo de retomada.

“Por outro lado, as exportações seguem intensas, sendo um elemento importante de sustentação dos preços no decorrer de 2025”, disse.

  • São Paulo: R$ 294,78 — na sexta-feira (25): R$ 294,32
  • Goiás: R$ 276,43 — R$ 278,14
  • Minas Gerais: R$ 285,29 — R$ 284,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 294,66 — R$ 294,89
  • Mato Grosso: R$ 290,14 — R$ 290,41

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com pontual queda dos seus preços no decorrer da segunda-feira.

Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por alguma recuperação dos preços no decorrer da primeira quinzena de agosto, período pautado por maior apelo ao consumo. “Mas a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade”, aponta o analista.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 21,40 por quilo, queda de R$ 0,10; o quarto dianteiro segue no patamar de R$ 17,50 por quilo; e a ponta de agulha ainda é cotada a R$ 17 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,54%, sendo negociado a R$ 5,5921 para venda e a R$ 5,5901 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5688 e a máxima de R$ 5,6063.



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Pasto ideal no Pantanal: as forrageiras que vencem cheias e secas


Pecuaristas, o Pantanal é uma região de beleza singular e de extrema importância para a pecuária brasileira. No entanto, sua dinâmica única de cheias e secas exige um manejo e uma escolha de forrageiras muito específicos. Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações.

Lucas Cardoso, de Dois Irmãos do Buriti, no estado de Mato Grosso do Sul, busca a pastagem ideal para sua propriedade nessa região desafiadora.

Nesta segunda-feira (28), o engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens, consultor do Circuito da Pecuária e autor do livro “Pastagem Sustentável de A a Z”, respondeu a essa dúvida no quadro “Giro do Boi Responde” do programa Giro do Boi.

Ele destacou a importância da pecuária para a manutenção do Pantanal e as gramíneas que melhor se adaptam a esse ciclo de alagado e seca.

A pecuária como guardiã do Pantanal

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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Wagner Pires inicia ressaltando que a pecuária no Pantanal é uma “bênção para o meio ambiente”. Sem o gado pastejando, haveria um crescimento descontrolado do capim, que se tornaria fenado, seco e altamente propenso a incêndios.

A convivência entre a pastagem e o Pantanal é extremamente saudável, pois o gado mantém a área limpa e atua como um protetor natural contra o fogo.

A pecuária é, portanto, essencial para a preservação do bioma, mostrando um exemplo de harmonia entre produção e natureza.

Gramíneas estratégicas para o Pantanal

Foto: Sedec-MT

Para o Pantanal, é fundamental escolher gramíneas que consigam interagir e se adaptar tanto ao período das cheias quanto ao da seca. Wagner Pires sugere algumas opções estratégicas que demonstram bom desempenho para a região:

  • Braquiária humidicola: Conhecida por sua notável resistência a solos úmidos e boa adaptação a condições adversas de alagamento.
  • Dictyoneura: Outra braquiária que apresenta um desempenho satisfatório em áreas com grande variação hídrica, suportando tanto a imersão quanto a seca.
  • Setaria kazungula: Uma opção muito boa e comprovada para as condições específicas do Pantanal, oferecendo boa massa forrageira.
  • Braquiária cayman: Uma braquiária híbrida que também se mostra bastante eficaz e adaptável aos extremos climáticos da região.

Essas forrageiras são reconhecidas pela sua capacidade de suportar o complexo ciclo de alagamento e seca, mantendo a produtividade da pastagem e garantindo alimento para o rebanho ao longo do ano.

Novidades no mercado: o Panicum Igapó

O especialista também trouxe uma excelente novidade para os pecuaristas do Pantanal: um novo panicum que promete ser um divisor de águas para as áreas de baixada e aquelas que se encharcam com facilidade.

Este panicum, que será oficialmente chamado Igapó, é altamente adaptado a lâminas d’água e tem o potencial de revolucionar a pecuária nessas condições desafiadoras.

A previsão é que as sementes desse material inovador estejam disponíveis para aquisição e plantio já em 2026. Produtores, fiquem atentos, pois em breve teremos mais informações sobre essa alternativa promissora que pode transformar a gestão de pastagens em áreas alagáveis.

Para otimizar ainda mais o uso da pastagem, Wagner Pires recomenda enfaticamente um bom piqueteamento e divisão da propriedade.

Essas práticas simples, mas essenciais, permitem aproveitar melhor a forragem disponível, especialmente no final do período das águas e no início da seca, garantindo a sustentabilidade e a resiliência da pecuária pantaneira.



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