domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas amenizam seca, mas reservatórios seguem baixos no México



México enfrenta contrastes climáticos nas lavouras




Foto: Pixabay

De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o clima no México apresentou variação significativa entre as regiões, com predomínio de condições mais secas no cinturão de milho do planalto sul. Apesar da redução nos volumes, a umidade do solo permanece adequada para a maioria das culturas de verão, resultado da chuva acumulada nas últimas semanas. A cobertura pluvial nessa área ainda foi considerada satisfatória, mesmo com totais entre 5 e 35 milímetros, havendo registros fora dessa faixa em algumas localidades.

No sudeste do país, foram observadas chuvas intensas, com volumes localmente superiores a 100 milímetros. Já no noroeste, precipitações entre 10 e 25 milímetros ou mais ocorreram devido à atuação das monções norte-americanas.

Segundo o boletim, o Monitor de Secas Mexicano de 15 de julho apontou que as chuvas de verão contribuíram para a redução da seca no norte do México. Ainda assim, áreas de seca extrema a excepcional, classificadas como D3 a D4, continuam presentes em partes dos estados de Sonora, Chihuahua e Coahuila.

Mesmo com a melhora em algumas regiões, o boletim destacou que a escassez prolongada de água nos reservatórios persiste no norte do país, atingindo áreas próximas à fronteira com os Estados Unidos.





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AgroNewsPolítica & Agro

Estados Unidos excluem suco de laranja, minério de ferro e aeronaves de tarifa de 50%


Mesmo com a imposição de uma nova tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros, o governo dos Estados Unidos excluiu itens-chave da medida, garantindo isenção a setores considerados estratégicos para a economia norte-americana. A decisão foi oficializada por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira, 30 de julho de 2025, e passa a valer a partir do dia 1º de agosto.

De acordo com o Annex I da ordem executiva, foram mantidos fora da elevação tarifária produtos de alta relevância como sucos e derivados de laranja, minério de ferro, gás natural, alumínio, fertilizantes químicos e aeronaves civis — muitos deles essenciais para as indústrias dos Estados Unidos. A Casa Branca justificou a medida como uma resposta a ações recentes do governo brasileiro, consideradas “uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.

Na lista de isenções estão produtos como castanhas-do-brasil com casca, diversos tipos de carvão, coque, gás de carvão e derivados minerais, além de gases como propano, etileno, butano e butileno. Também foram excluídos óxidos de alumínio, potassa cáustica, mica bruta, prata e ouro em forma de lingotes, além de ferro-gusa, ferronióbio e ligas metálicas primárias.

Outro setor amplamente beneficiado foi o de aviação civil, com a manutenção da isenção para pneus, motores, peças, turbinas e outros componentes industriais. A medida atende diretamente aos interesses da Embraer, empresa brasileira com forte presença no setor de aviação internacional. Produtos industriais como linhas, tubos, conexões metálicas e insumos plásticos para aeronaves também ficaram de fora da nova tarifa, desde que destinados exclusivamente à aviação civil.

O agronegócio brasileiro também respira aliviado com a manutenção da isenção para a polpa de laranja e sucos congelados e não congelados, produtos em que o Brasil é líder global nas exportações. Fertilizantes minerais e químicos, essenciais para a agricultura dos EUA, também permaneceram livres de taxação, bem como insumos para papel, celulose, papelão e fibras vegetais.

Apesar da exclusão de alguns setores, ainda não há confirmação sobre a inclusão ou isenção de produtos como carne bovina e café, duas das mais importantes commodities brasileiras. A expectativa é de que novos anúncios sejam feitos nos próximos dias.

Em publicação na rede Truth Social, Trump reiterou que não haverá prorrogação para a entrada em vigor das tarifas. “O prazo de 1º de agosto é o prazo de 1º de agosto. Ele continua firme e não será prorrogado. Um grande dia para a América!”, escreveu o presidente.

CONFIRA A LISTA COMPLETA DE PRODUTOS BRASILEIROS ISENTOS DA NOVA TARIFA DE 50% DOS EUA:

Castanhas-do-brasil com casca, frescas ou secas (0801.21.00)

Polpa de laranja (2008.30.35)

Sucos de laranja congelados e não congelados, com diferentes especificações (2009.11.00, 2009.12.25, 2009.12.45)

Mica bruta (2525.10.00)

Minério de ferro, aglomerado e não aglomerado (2601.11.00, 2601.12.00)

Minério de estanho e concentrados (2609.00.00)

Diversos tipos de carvão, linhito, turfa, coque, gás de carvão e outros derivados minerais (códigos da seção 2701 a 2716)

Gases naturais, propano, butano, etileno, propileno, butileno, butadieno (2711.11.00 a 2711.29.00)

Matérias-primas de alumínio, silício, óxido de alumínio, potassa cáustica (2804.69.10, 2804.69.50, 2815.20.00, 2818.20.00)

Diversos produtos químicos, fertilizantes, cera, resíduos petrolíferos

Madeira, cortiça aglomerada, polpa química de madeira, polpa de algodão, polpa de fibras vegetais, celulose (4407, 4504, 4702 a 4706)

Prata e ouro, na forma de lingote ou dore (7106.91.10, 7108.12.10)

Ferro-gusa, ligas de ferro, ferronióbio, e outros produtos primários de ferro e aço (7201 a 7203)

Linhas, tubos e conexões de uso industrial, vários tipos de metais, borracha e plásticos para aviação civil marcados com “*”

Diversos artigos de uso aeronáutico (pneus, motores, peças, turbinas etc. – “civil aircraft only”)

Insumos para papel, papelão, celulose, artefatos de papel/papelão

Alguns tipos de pedras, fibras, crocidolita, amianto, misturas de fricção

Fertilizantes minerais e químicos de diversos tipos (capítulo 31, códigos 3105.10.00, 3105.20.00, 3105.60.00)





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Arroba do boi gordo tem dia de alta; veja cotações do dia



O mercado físico do boi gordo apresentou um ou outro negócio acima da referência média, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.

“O movimento de recuperação teve início com os frigoríficos de menor porte, que começam a se deparar com escalas de abate mais confortáveis”, disse o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, como a confirmação do adicional tarifário sobre os produtos brasileiros por
parte dos Estados Unidos não contemplou a carne bovina na lista de exceções, a proteína nacional se torna, notadamente, inviável no mercado norte-americano.

  • São Paulo: R$ 296,92 — ontem: R$ 295,37
  • Goiás: R$ 278,04 — R$ 275,89
  • Minas Gerais: R$ 287,06 — R$ 285,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 297,16 — R$ 295,57
  • Mato Grosso: R$ 290,61 — R$ 290,20

Mercado atacadista

O atacado se depara com preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma recuperação dos preços no decorrer da primeira quinzena de agosto, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Vale destacar que esse movimento será limitado pela maior competitividade das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango”, disse.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,40, por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 17,50, por quilo e a ponta de agulha permanece cotada a R$ 17 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,32%, sendo negociado a R$ 5,5882 para venda e a R$ 5,5862 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5367 e a máxima de R$ 5,6302.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima afeta avanço da safra de algodão nos EUA



Qualidade do algodão recua




Foto: Canva

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicou que 80% da safra de algodão do país havia atingido o estágio de quadratura até 27 de julho. O índice representa um atraso de seis pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior e três pontos abaixo da média dos últimos cinco anos.

O relatório também apontou que 44% das lavouras estavam em fase de formação de maçãs, resultado que está oito pontos percentuais abaixo do observado no ano passado e dois pontos abaixo da média quinquenal.

Quanto à qualidade, 55% das lavouras foram classificadas como boas a excelentes, uma redução de dois pontos percentuais em comparação com a semana anterior, segundo a avaliação do USDA.





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Lavar ovos antes de guardar? Saiba por que esse hábito é um erro


Você costuma lavar ovos antes de colocar na geladeira? Apesar de parecer uma atitude correta, esse hábito pode comprometer a segurança alimentar. Ao lavar a casca antes do armazenamento, você remove a película protetora natural do ovo, facilitando a entrada de microrganismos.

A recomendação é clara: só lave o ovo na hora de usar — e com água corrente, sem esfregar!

Por que não lavar os ovos antes de guardar?

Os ovos possuem uma película invisível que protege contra a contaminação. Quando você lava os ovos logo após a compra e os guarda assim, essa camada é removida e aumenta o risco de bactérias penetrarem pela casca porosa.

Linha de produção de ovosLinha de produção de ovos
Foto: Interligados – Canal Rural | Linha de produção de ovos

Na indústria avícola, existe um processo seguro de higienização, com controle de temperatura, produtos e etapas de secagem. Já em casa, esse controle não existe — por isso, a melhor opção é evitar qualquer lavagem prévia.

Como saber se o ovo ainda está fresco?

Uma dica prática que pode evitar o consumo de alimentos vencidos e aumentar a segurança na sua cozinha, bem simples:

  • Coloque o ovo em um copo com água.
  • Afundou? Está fresco.

O que fazer na hora de usar?

Se for lavar o ovo, faça isso somente no momento do uso, com água corrente e sem esfregar. Esponjas ou escovas podem provocar microfissuras na casca, o que também favorece a entrada de patógenos.

Evite contaminações cruzadas: lave as mãos e os utensílios após manusear ovos crus.

Armazenar ovos corretamente é uma forma simples de proteger a saúde da sua família. Além de conservar o alimento, você evita riscos invisíveis à sua rotina.

🎥 Assista ao vídeo completo no Instagram do Canal Rural e compartilhe essa dica com quem ainda comete esse erro comum.

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Exportações brasileiras isentas de tarifa somam 43,4% das vendas aos EUA


A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) calculou que a lista de exceções publicada pelo governo dos Estados Unidos na Ordem Executiva publicada nesta quarta-feira (30) contempla 694 produtos.

Em faturamento de exportação, os itens representam US$ 18,4 bilhões, com base em números de 2024. De acordo com a análise da entidade, o valor corresponde a 43,4% do total de US$ 42,3 bilhões exportados pelo Brasil aos Estados Unidos.

Principais produtos exportados pelo Brasil na lista de exceção:

Principais itens exportados pelo Brasil na lista de exceção
Fonte: USITC. Elaboração Amcham Brasil

“Embora essas exceções atenuem parcialmente os efeitos da tarifa de 50% anunciada, a Amcham reforça que ainda há um impacto expressivo sobre setores estratégicos da economia brasileira”, diz, em nota.

Produtos que ficaram de fora da lista continuam sujeitos ao aumento tarifário previamente anunciado, de 50%, o que compromete a competitividade de empresas brasileiras e, potencialmente, cadeias globais de valor. Exemplos são o café, mel, cacau e frutas.

“A Amcham Brasil reafirma seu posicionamento de que divergências comerciais devem ser tratadas por meio de diálogo construtivo em alto nível, visando a preservação da histórica relação econômica e diplomática de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos”, conclui a nota.

Na Ordem Executiva publicadanesta quarta, os Estados Unidos consideram que membros do governo do Brasil tomaram medidas que interferem na economia dos Estados Unidos, infringem os direitos de liberdade de expressão de cidadãos americanos, violam os direitos humanos e minam o interesse dos Estados Unidos em proteger seus cidadãos e empresas.

“Membros do Governo do Brasil também estão perseguindo politicamente um ex-presidente brasileiro, o que está contribuindo para o colapso deliberado do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação politicamente motivada naquele país e para abusos de direitos humanos”, diz a nota.



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Juros básicos da economia é mantido em 15% ao ano pelo Copom


O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o Banco Central (BC) interromper o ciclo de aumento de juros. Assim, por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic em 15% ao ano.

A decisão já era esperada pelo mercado. Atualmente, a taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

De setembro do ano passado a maio deste ano, a Selic foi elevada sete vezes. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto, três de 1 ponto percentual, uma de 0,5 ponto e outra em 0,25 ponto.

Inflação oficial do país

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em junho, o IPCA recuou para 0,24%, mesmo com a pressão de alguns alimentos e da conta de energia. Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,35% em 12 meses, acima do teto da meta contínua de inflação.

No entanto, o IPCA-15 de julho, que funciona como uma prévia da inflação oficial, veio acima das expectativas. O indicador acelerou por causa de preços de energia e de passagens aéreas.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em junho de 2025, a inflação desde julho de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em julho, o procedimento se repete, com apuração a partir de agosto de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 4,9% a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de setembro.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,09%, quase 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,2%.

Crédito mais caro

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Foto: Agência Brasil

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central elevou para 2,1% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,23% do PIB em 2025.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.



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DDG no semiconfinamento: substitui milho sem comprometer o lucro?


Será que o DDG é boa alternativa ao milho em dietas de semiconfinamento? Um especialista em nutrição animal responde se o Grãos Secos de Destilaria com Solúveis pode substituir o cereal sem desbalancear a ração e comprometer os resultados. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Pecuaristas, a busca por alternativas mais econômicas para a alimentação do gado é constante, especialmente quando se trata do milho, um dos insumos mais caros na pecuária.

José Paulo, pecuarista de São Félix do Xingu, no estado do Pará (município com o maior rebanho do país), utiliza uma ração baseada em 90% de milho e 10% de núcleo proteico.

Ele busca diminuir o uso de milho e questiona se o DDG (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) pode ser um substituto eficaz para animais em semiconfinamento.

Nesta quarta-feira (30), o zootecnista Tiago Felipini, especialista em nutrição animal e consultor da Alcance Planejamento Rural, respondeu a essa dúvida crucial no quadro “Giro do Boi Responde”.

Felipini adverte que, apesar de parecer uma alternativa econômica, a substituição direta do milho por DDG, nesse cenário específico, não é recomendada.

Por que o DDG não é ideal para substituir o milho nessa dieta?

Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação
Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação

Tiago Felipini desaconselha a inclusão de DDG em uma dieta que já utiliza um núcleo proteico formulado para milho, mesmo que o DDG apresente um preço mais atrativo na região.

A razão é simples e se baseia na composição nutricional do DDG: ele possui um alto teor proteico (mais de 18% de proteína bruta), o que o classifica primariamente como um produto proteico, e não energético, como o milho.

Quando o DDG é adicionado a uma ração concentrada que foi preparada exclusivamente para ser usada com milho, a dieta é desbalanceada. Isso pode resultar em consequências negativas para o desempenho dos animais:

  • Resultados inconsistentes: Os animais podem não atingir o ganho de peso esperado. Por exemplo, se a meta é 1.500 gramas de ganho diário, o gado pode ficar estagnado em 1.200 gramas, mesmo com o aumento da dosagem de ração. Isso ocorre porque o balanço entre energia e proteína é crucial para o desempenho.
  • Dieta desbalanceada: A inclusão de uma fonte proteica adicional (DDG) em uma dieta que já conta com um núcleo proteico pode levar a um excesso de proteína e falta de energia. Esse desequilíbrio compromete o balanço nutricional necessário para a engorda eficiente dos animais.

Alternativas adequadas para substituir o milho

Boi sustentável no cocho: DDG e WDG aceleram o abate com menor impacto
Boi sustentável no cocho: DDG e WDG aceleram o abate com menor impacto

Felipini é claro em sua recomendação: nesse caso específico, o DDG não se encaixa como substituto do milho.

No entanto, ele oferece outras alternativas de resíduos da agroindústria que podem, sim, ser trabalhadas no lugar do milho, desde que sejam predominantemente fontes energéticas.

Alguns exemplos de resíduos energéticos que podem substituir o milho em dietas de semiconfinamento sem desequilibrar o balanço nutricional são:

  • Casquinha de soja: Subproduto da indústria de processamento de soja, rica em energia e fibra digestível.
  • Polpa cítrica: Resíduo da indústria de sucos, que se destaca pelo seu alto valor energético.

Esses produtos, por serem principalmente fontes de energia, são mais compatíveis com a formulação de rações concentradas baseadas em milho e núcleo proteico. Eles permitem uma substituição sem desequilibrar a dieta, mantendo o desempenho dos animais.

Para qualquer modificação na dieta do rebanho, é crucial consultar um especialista em nutrição animal.

Esse profissional poderá formular a dieta corretamente, garantindo que o balanço nutricional seja mantido e que os objetivos de desempenho dos animais sejam alcançados de forma eficiente e econômica.



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Saiba os preços de soja em dia de anúncios de tarifa por Trump



O mercado brasileiro de soja teve um dia de baixa liquidez e preços em queda nos portos, pressionados pelo recuo nas cotações em Chicago, de acordo com análise de Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado. Apesar de alguma compensação nos prêmios, o movimento geral foi de desvalorização.

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No interior, o basis continua pressionado, mas algumas praças registraram redução nas pedidas por parte dos produtores. Com as cotações em baixa na bolsa e o dólar oscilando sem oferecer suporte consistente, o dia foi de calmaria e sem grandes volumes negociados.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 138,00 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 121,00 para R$ 120,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 120,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 120,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. A posição novembro, a mais negociada, encerrou abaixo de US$ 10,00 pela primeira vez desde abril, marcando a quinta sessão consecutiva de perdas.

O mercado seguiu pressionado pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras, indicando uma ampla oferta da commodity. A demanda pelo produto americano segue restrita, fechando um cenário baixista fundamental.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 14,00 centavos de dólar ou 1,42% a US$ 9,67 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 9,95 3/4 por bushel, perda de 13,75 centavos ou 1,36%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,60, ou 0,60%, a US$ 264,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 56,50 centavos de dólar, com perda de 1,04 centavo ou 1,8%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,32%, sendo negociado a R$ 5,5882 para venda e a R$ 5,5862 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5367 e a máxima de R$ 5,6302.



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