sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

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Da produtividade ao meio ambiente: IATF reduz pegada de carbono em até 49%



Pecuaristas, a busca por uma produção de alimentos mais sustentável e com menor impacto ambiental tem um novo e poderoso aliado: a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Um estudo inédito, conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Embrapa e de uma multinacional, revelou que o uso da IATF pode reduzir a pegada de carbono na pecuária de corte em até 49% e na produção de leite em 37% quando comparada à monta natural. Assista ao vídeo abaixo.

Nesta quarta-feira (6), o programa Giro do Boi entrevistou Manoel Sá Filho, gerente de Corte da Alta, que falou ao vivo de Tatuí, no estado de São Paulo.

Ele destacou que a IATF é uma tecnologia estratégica para impulsionar uma produção mais eficiente e com menor impacto ambiental, alinhando produtividade com sustentabilidade.

Com o maior rebanho comercial do mundo (estimado em 234,67 milhões de bovinos), o Brasil precisa aumentar a produção de alimentos de forma sustentável para atender à demanda crescente.

Segundo Manoel Sá Filho, a IATF atua nesse desafio ao melhorar a eficiência reprodutiva e a genética dos animais, otimizando o uso das pastagens.

Cerca de 70% das pastagens brasileiras são ocupadas por vacas de cria de baixa eficiência produtiva. Com a IATF, o pecuarista consegue:

  • Produzir mais na mesma área: Ou até reduzir a área ocupada, o que é fundamental para a preservação ambiental.
  • Aumentar a produtividade: Com o nascimento de bezerros mais cedo, resultando em um ciclo mais curto e mais rentável.
  • Diminuir as emissões: A IATF permite produzir mais quilos de alimento com menor impacto, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa por quilo de carne ou leite produzido.

A pecuária responde por apenas 5% das emissões globais, e tecnologias como a IATF reforçam o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis, algo cada vez mais valorizado em toda a cadeia produtiva, do campo à mesa do consumidor.

Resultados práticos da pesquisa

O estudo mostrou resultados impressionantes, que reforçam a IATF como uma ferramenta de sustentabilidade:

  • Pecuária de leite: Em 595 mil vacas em lactação, o uso da IATF aumentou a produção em 36%. A pegada de carbono por quilo de leite produzido caiu de 1,44 para 1,06 kg CO2eq. Esse ganho está ligado à redução da idade ao primeiro parto e do intervalo entre partos, além dos avanços genéticos que a IATF proporciona.
  • Pecuária de corte: Em 4 milhões de vacas sincronizadas, a produção cresceu 27%. A pegada de carbono por quilo de peso vivo caiu de 41,46 para 27,91 kg CO2eq. Isso se deve à redução da idade ao primeiro parto (de 48 para 24 meses), ao aumento na taxa de desmame (de 60% para 80%) e aos ganhos de peso nos bezerros.

A IATF oferece um “benefício duplo”: melhora o melhoramento genético com o uso de touros selecionados e aumenta a fertilidade e a produtividade das vacas, acelerando o progresso do rebanho como um todo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra pregão em baixa


A soja encerrou o pregão desta terça-feira (05) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionada pelo risco de queda na demanda internacional pela oleaginosa e seus subprodutos, segundo informações da TF Agroeconômica. O contrato de soja para agosto, referência para a safra brasileira, fechou estável a US$ 969,00 por bushel. 

Já o contrato de setembro recuou 0,41%, ou US$ 3,75, sendo negociado a US$ 971,25. O farelo de soja para agosto caiu 0,07%, fechando a US$ 273,60 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 1,21%, a US$ 53,84 por libra-peso.

A queda nas cotações foi intensificada pelo temor de retração da demanda global, em meio a tensões comerciais agravadas por novas ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações recentes, Trump afirmou que poderá elevar “muito substancialmente” as tarifas sobre importações da Índia, maior compradora mundial de óleos vegetais, caso o país continue comprando petróleo da Rússia. A China e o Brasil também foram citados como possíveis alvos de medidas similares.

Esse cenário elevou a aversão ao risco entre os agentes do mercado, especialmente diante da já limitada demanda chinesa por grãos de soja dos EUA. A política comercial americana segue demonstrando viés político, o que gera incertezas nas negociações internacionais, abrindo brechas para fortalecimento de parcerias comerciais entre os países do Brics.

Além das tensões tarifárias, a queda no preço do óleo de soja foi outro fator de pressão sobre o mercado. O contrato de setembro do óleo fechou a US$ 1.185,40 por tonelada, com queda de US$ 13,89. O movimento reflete, em parte, a instabilidade gerada pelas ameaças contra a Índia, influenciando negativamente o desempenho do subproduto.

 





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Executivos de seis países visitam fazendas de algodão na Bahia


Executivos de indústrias têxteis da China, Índia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia estão no Brasil para conhecer de perto as fazendas produtoras de algodão e o processo produtivo da pluma brasileira através do projeto “Missão Compradores”.

Nesta terça-feira (5), o grupo visitou uma propriedade e instalações da Associação Baiana dos Produtores de Algodoão (Abapa), no Oeste da Bahia, uma das principais regiões produtoras do país.

A missão, composta por 20 representantes, é organizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a ApexBrasil e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Juntos, os seis países representados na comitiva foram responsáveis por 84,9% das exportações brasileiras de algodão no ano comercial 2024/25.

Durante a visita à Fazenda Sete Povos, no município de São Desidério, os executivos conheceram parte dos quase 15 mil hectares da atual safra de algodão e conheceram tecnologias e práticas sustentáveis adotadas pelos produtores.

Para o proprietário da fazenda Marcelino Flores, um dos produtores mais antigos da região, o projeto ressalta a capacidade técnica da agricultura no Brasil.

“É muito bom porque no Brasil, considerado um país de terceiro mundo, eles podem conhecer o nível de profissionalismo que nós temos. Isso para nós é uma satisfação muito grande mostrar”, disse.

Shailesh Patil, executivo da Índia, elogiou as fazendas e a fibra brasileira, além disso, também exaltou o potencial de crescimento da cotonicultura no Brasil.

“É minha primeira vez visitando fazendas brasileiras e estou achando incrível. É um algodão fantástico! Nós sabemos da capacidade que o Brasil tem para produzir”, disse Patil. 

Sob o mesmo ponto de vista, da China, Sophie Su, destacou o empenho dos produtores brasileiros:

“É minha segunda vez vizitando fazendas aqui e é revigorante. Nesta semana vimos o esforço dos produtores brasileiros e nós respeitamos isso”, destaca Su.

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Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

De acordo com a Abrapa, em 2024, foram embarcadas 2,680 milhões de toneladas de pluma ao exterior. Neste ano, antes mesmo do fechamento de julho, o Brasil já negociou 2,689 milhões de tonedas.

Gustavo Piccoli, presidente da instuição destacou que as práticas sustentáveis e tecnificação da produção em todas as escalas são diferenciais do algodão brasileiro.

Algodão certificado

“A Missão Compradores, é feita há nove anos, e neste ano, particularmente, tem uma importância fundamental. Nós, desde o ano passado, nos tornamos o maior exportador de algodão do mundo e isso aumentou a nossa responsabilidade com os nossos clientes. O algodão brasileiro é o que mais fornece matéria-prima certificada BCI. A certificação do algodão brasileiro através do ABR, através do BCI, é de muita importância para nós continuarmos conseguindo o mercado internacional.”, disse.

Além disso, Piccoli também destacou que a importância das iniciativas para atender o mercado internacional.

“Isso é uma exigência, é uma demanda dos compradores e nós temos esse produto, essa certificação para atender a demanda. Fora isso, nós somos o algodão mais rastreável do mundo, então a gente faz rastreabilidade de ponta a ponta.”, destaca.

Como resultado, para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, o projeto fortalece a confiança dos compradores com a qualidade da fibra brasileira.

“A Bahia tem se destacado e eu digo que isso está no cerne do nosso trabalho muito além do que produzir em quantidade, mas produzir em qualidade. Uma qualidade que vai além dessa fibra, que agrega valor de sustentabilidade, de histórias, de capricho, de cuidado que o produtor tem não só com seu campo, com a sua lavoura, mas também com as pessoas. É isso que o produtor quer mostrar com o seu produto”, disse Zanotto.

A Missão Compradores começou no estado do Mato Grosso, passou pela Bahia e segue para Goiás e Distrito Federal, com última parada no Rio de Janeiro.


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Trump impõe tarifa extra de 25% à Índia, igualando as cobranças aplicadas ao Brasil



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva nesta quarta-feira (6) impondo uma tarifa adicional de 25% sobre produtos da Índia, alegando
que o país importou, direta ou indiretamente, petróleo russo. Com isso, o total de tarifas
aplicadas ao parceiro comercial dos Estados Unidos vai para 50%, mesmo percentual aplicado às exportações brasileiras.

“Constato que o governo da Índia está atualmente importando petróleo da Federação Russa,
direta ou indiretamente”, disse o presidente Donald Trump em uma ordem executiva.

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“Portanto, e em conformidade com a legislação aplicável, os artigos da Índia importados para o território aduaneiro dos Estados Unidos estarão sujeitos a uma taxa adicional de 25%”, diz a ordem executiva.

Trump já havia mencionado a Rússia como motivo para taxar Índia no dia 30 de julho, quando fez uma publicação em uma rede social criticando a o governo indiano.

“Ele [Índia] sempre compraram a maior parte do seu equipamento militar da Rússia e hoje são um dos principais compradores de energia russa, num momento em que o mundo quer que a Rússia pare com a matança na Ucrânia. Tudo isso não é bom!”



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Produtor de soja adota cautela no Brasil; lavouras nos EUA apresentam boas condições



O mercado global de soja enfrentou mais uma semana de pressão, influenciado pela perspectiva de uma safra robusta nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 70% das lavouras norte-americanas estão em condições boas ou excelentes, reforçando a expectativa de uma oferta elevada. A confirmação desse cenário motivou forte movimento de venda por parte dos fundos de investimento na Bolsa de Chicago.

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Segundo a plataforma Grão Direto, apesar disso, o clima segue no radar. As altas temperaturas no meio-oeste aumentaram a sensibilidade do mercado a atualizações climáticas, mas, até o momento, sem impactos relevantes sobre a produção. A previsão para os próximos 6 a 10 dias continua favorável ao bom desenvolvimento das lavouras, o que reduz a chance de uma reviravolta no curto prazo.

Contratos futuros de soja

Com esse cenário, os contratos futuros da soja recuaram. O vencimento de agosto/25 encerrou a semana cotado a US$ 9,62 por bushel, queda de 3,7%. Já o contrato de março/26 caiu 3,03%, finalizando em US$ 10,23 por bushel. No câmbio, o dólar fechou em leve baixa de 0,18%, a R$ 5,55.

Mercado no Brasil

No Brasil, o movimento em Chicago pressionou o mercado, mas a demanda externa aquecida e os prêmios ainda elevados nos portos deram sustentação aos preços internos. A tendência predominante no mercado físico foi de leves altas, principalmente em regiões com boa logística e acesso ao comércio exterior.

A comercialização da safra 2025/26, por outro lado, avança lentamente. Em Mato Grosso, principal estado produtor, apenas 17,5% da soja futura foi vendida até julho, um ritmo bem abaixo da média dos últimos anos. Essa lentidão é explicada pela combinação de margens mais apertadas e custos elevados, especialmente com fertilizantes como MAP, DAP e ureia, que seguem caros em relação ao ano passado.

O produtor, diante disso, opta por aguardar melhores condições de mercado, principalmente no que diz respeito à relação de troca. A expectativa é que, se os preços de insumos recuarem ou se os preços da soja se recuperarem, haja maior estímulo à comercialização.

Com os fundos pressionando as cotações em Chicago e a safra americana em ritmo promissor, a tendência global permanece baixista para a próxima semana. No entanto, o Brasil ainda encontra sustentação nas exportações e nos prêmios, o que deve continuar protegendo, ao menos parcialmente, os preços no mercado interno.



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Colheita da 2ª safra de milho no PR atinge 75% da área, mostra Deral



A colheita do milho safrinha, ou segunda safra, alcançou 75% da área cultivada no Paraná até a última segunda-feira (4), em comparação com 64% há sete dias, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do estado (Seab).

“A colheita do milho avança rapidamente e já está praticamente concluída em parte do estado”, disse o Deral. “As chuvas e ventos do fim de julho causaram acamamento em algumas lavouras, principalmente nas já fragilizadas pelos efeitos de geadas anteriores. Ainda assim, a produtividade média deve ser satisfatória, com muitas áreas superando 6 mil kg/ha”, acrescentou.

As lavouras de milho ainda por colher estão nas seguintes fases: frutificação (4%) e maturação (96%). Em relação às condições das plantações, 57% são classificadas como boas, 24% estão em condição média e 19% em situação ruim.

Trigo

Já a cultura do trigo encontra-se 100% plantada. As lavouras estão nas seguintes fases: desenvolvimento vegetativo (32%), floração (26%), frutificação (37%) e maturação (5%). A condição geral continua favorável, com 82% das áreas em situação boa, 12% média e 6% ruim.

Conforme o Deral, a maior parte das regiões relata bom desenvolvimento das lavouras de trigo, graças ao retorno das chuvas e aos tratos culturais adequados. As geadas fracas e localizadas ocorridas na semana não causaram prejuízos significativos. “Houve registros pontuais de perdas em lavouras mais suscetíveis, como as localizadas em baixadas. Algumas áreas pontuais devem ser colhidas em breve”, relatou.



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Conab realizará novo leilão para compra de milho



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realizará novamente rodadas de leilão para a compra de milho. A medida tem como objetivo abastecer os estoques governamentais de milho para o atendimento do Programa de Venda em Balcão (ProVB)

A expectativa é adquirir 41,5 mil toneladas do cereal em novas operações de compra. Estas ocorrerão nos dias 13 e 14 de agosto, sendo executadas pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe).

No leilão marcado para a próxima quarta-feira (13), a Companhia espera comprar 12,5 mil toneladas, exclusivamente de agricultores familiares e suas cooperativas de produção. Dessa forma, o objetivo é proporcionar acesso facilitado e condições mais justas para os pequenos produtores.

Já na quinta-feira (14), o leilão de compra do grão será ofertado em caráter de ampla concorrência. Assim, todos os produtores, cooperativas e demais fornecedores de milho poderão participar, inclusive agricultores familiares.

O milho a ser adquirido deverá ser entregue nos municípios de Irecê (5 mil t), na Bahia; Imperatriz (7,5 mil t), no Maranhão; Rondonópolis (3 mil t), em Mato Grosso; Uberlândia (10 mil t), em Minas Gerais; além de Brasília (16 mil t), no Distrito Federal.

Todos os comunicados, avisos e resultados destas operações estarão disponíveis no Portal da Conab. Podem participar dos leilões os produtores rurais, cooperativas, associações e comerciantes, cadastrados perante a Bolsa de Mercadorias por meio da qual pretendam realizar a operação, e registrados, na data da realização do leilão, no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes da Conab (Sican), além de estarem em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e demais exigências dos editais.

Aquisição realizada

A Conab adquiriu 8,5 mil toneladas de milho em leilão de compra realizado na última sexta-feira (1). O cereal será entregue pelos vencedores diretamente na unidade armazenadora da Conab em Uberlândia (MG) para posterior comercialização pelo ProVB.

“A intenção é que o grão fique em locais estrategicamente selecionados de maneira a reduzir tanto o custo de transporte como o tempo para o reabastecimento das unidades de venda da companhia. Assim, além da melhor aplicação do recurso público, a Conab busca garantir aos criadores e criadoras a compra do produto na melhor janela de preços”, reforça o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos.

O reforço nos estoques públicos de milho vendido vai auxiliar pequenos criadores de animais em todo o país, principalmente os mais distantes dos grandes centros e das zonas de maior produção, e que utilizam o produto para a alimentação dos seus plantéis.

Estas operações de compra de milho voltadas para o abastecimento do Programa de Venda em Balcão estão autorizadas pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda (MF), conforme a Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 21/2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Mesmo com exceções, tarifas dos EUA devem tirar R$ 25,8 bilhões do PIB brasileiro, estima Fiemg



Em novo estudo divulgado nesta terça-feira (5), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estimou que, mesmo com as exceções, as tarifas adicionais sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos afetam 55% das exportações do Brasil e podem comprometer mais de 147 mil empregos.

“Apesar da isenção concedida a 694 produtos – o que representa cerca de 45% do valor exportado pelo Brasil ao mercado norte-americano – os efeitos sobre a economia nacional ainda serão expressivos”, diz a Fiemg.

A simulação feita pela Fiemg chegou à conclusão de que a imposição da tarifa pode reduzir o PIB brasileiro em R$ 25,8 bilhões no curto prazo e até R$ 110 bilhões no longo prazo. A perda de renda das famílias poderá alcançar R$ 2,74 bilhões em até dois anos, além da redução de 146 mil postos de trabalho formais e informais.

Os setores industriais mais atingidos, segundo o estudo, serão a siderurgia, a fabricação de produtos de madeira, de calçados e de máquinas e equipamentos mecânicos.

Na agropecuária, destaca-se o impacto sobre a pecuária, especialmente a cadeia da carne bovina, que segue fora da lista de isenções tarifárias e representa parcela significativa da pauta exportadora nacional.

No caso específico de Minas Gerais, que é terceiro maior estado exportador para os EUA, com US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, o estado terá aproximadamente 37% de suas exportações isentas, com destaque para itens como ferro fundido, ferro-nióbio e aeronaves. Como 63% da pauta mineira permanece sujeita à tarifa, são atingidos produtos como café, carnes bovinas e tubos de aço.

No curto prazo, a economia mineira poderá ter uma perda de R$ 4,7 bilhões no PIB e redução de mais de 30 mil empregos em prazo de até dois anos. Em um horizonte de 5 a 10 anos, os impactos podem ultrapassar R$ 15,8 bilhões no PIB estadual e eliminar mais de 172 mil postos de trabalho. Os efeitos recaem principalmente sobre os setores de siderurgia, pecuária, fabricação de produtos da madeira e calçados.

Diplomacia como solução

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, defendeu a via diplomática como caminho mais eficaz para mitigar os impactos negativos da medida.

“A imposição dessas tarifas, ainda que parcialmente suavizada pelas isenções, foi unilateral e sem negociação com o governo brasileiro. É fundamental que o Brasil atue diplomaticamente para ampliar o número de produtos isentos, preservar sua competitividade no mercado internacional e proteger empregos e investimentos nacionais”, destacou Roscoe.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de soja apresenta movimentações


No estado do Rio Grande do Sul, os prêmios elevados da soja nos portos sustentam otimismo para a próxima safra, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 08/08 (entrega julho até 07/08) ficaram em R$ 141,80 (+1,29%) porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 133,00 Cruz Alta – Pgto. 29/08. R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto. R$ 132,00 Ijuí– Pgto. 29/08 – para fábrica. R$ 132,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 11/09. Preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 122,00 a saca ao produtor”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado se aqueceu em termos de negociações, com preços travados. “O mercado de soja em Santa Catarina acompanha o cenário nacional de forte comercialização, impulsionada pela demanda aquecida e pelos prêmios favoráveis nos portos. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 137,99”, completa a consultoria.

No Paraná, a comercialização segue firme com apoio da demanda externa. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,77 (+0,70%). Em Cascavel, o preço foi 126,01 (-0,17%). Em Maringá, o preço foi de R$ 126,57 (-0,51%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,44 (-0,29%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,04 (+0,76%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Vendas lentas e poucas informações no Mato Grosso do Sul. “No entanto, baseado em informações anteriores sabemos que o Estado está um tanto quanto lento, com saídas consideradas medianas. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 121,27 (-0,62%), Campo Grande em R$ 121,27 (-0,62%), Maracaju em R$ 121,27 (-0,62%), Chapadão do Sul a R$ 118,85 (-0,75%), Sidrolândia a em R$ 121,27 (-0,62%)”, informa.

O Mato Grosso tem projeção de queda na produção de soja e desafios logísticos. “Apesar disso, o ritmo intenso traz pressão sobre a logística e a armazenagem, ampliando a disputapor espaço em silos e elevando a necessidade de  escoamento imediato, o que deve afetar a comercialização da soja. Campo Verde: R$ 122,13 (+1,20%). Lucas do Rio Verde: R$ 118,37 (+1,36%), Nova Mutum: R$ 118,37 (+1,36%). Primavera do Leste: R$ 122,13 (+1,20%). Rondonópolis: R$ 122,13 (+1,20%). Sorriso: R$ 118,37 (+1,36%)”, conclui.

 





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Feira debate tecnologia e geopolítica do agro



A referência é ser a principal vitrine de tecnologia, inovação e genética de ponta da bovinocultura leiteira do país. Na prática, a feira vai muito além e abre cada vez mais espaço para discutir outras cadeias produtivas, como de grãos, por exemplo. Começou ontem (05) a Agroleite 2025, exposição feira agropecuária que completa 25 anos.

A cooperativa Castrolanda, idealizadora do evento, espera receber mais de 170 mil visitantes e movimentar negócios na ordem de R$ 500 milhões no quatro dias de evento (5 a 8/agosto), que acontece, em Castro, Região dos Campos Gerais do Paraná, município conhecido com a Capital do Leite.

O Castrolanda ExpoCenter, local onde ocorre o Agroleite, foi ampliado este ano para receber 370 expositores e mais de 650 animais. Gustavo Viganó, gerente do Agroleite, cita a presença de juízes internacionais no julgamento das raças holandeses e Jersey e a presença forte da ovinocultura, com perto de 100 animais. Ele destaca a importância da evolução genética dos rebanhos representados na na feira, o que define a região como a ‘meca do leite’.

Entre os pontos altas do Agroleite está a programação técnica, com fóruns, plenárias e painéis que abordam os principais desafios do agronegócio moderno, com destaque para a geopolítica, tema que neste momento impacta produção e mercado, doméstico e internacional. Genética, nutrição e sustentabilidade também estão entre os assuntos em debate.

O vice-presidente da Castrolanda Armando Carvalho ressalta que todos os temas estão ligados aos negócios da cooperativa não só do leite, mas também suinocultura e agricultura com abordagens atuais como gestão de pessoas e mão-de-obra, “um dos principais gargalos hoje nas propriedades.” Ele também chama atenção para as discussões geopolíticas do cenário econômico em relação a logística e carga tributária.

Fórum Agro

Na quinta-feira (07) será realizado o Fórum Agro 2025. Com a presença do governador do Paraná Carlos Massa Ratinho Jr e do presidente da Ocepar José Roberto Ricken, além de deputados federais da Frente Parlamentar da Agropecuária o painel vai discutir produção, agroindústria e mercado, sob a perspectiva geopolítica que impacta o comércio internacional. Também participam do fórum especialistas e pesquisadores de temas como crédito, política agrícola e ocupação territorial.

O Fórum é uma realização do Canal Rural com o Grupo Calpar e apoio da Cooperativa Castrolanda e Sistema Ocepar. O evento será na plenária principal da Arena Conexão e terá transmissão ao VIVO pela TV e Youtube do Canal Rural para todo o Brasil.



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