sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

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Petróleo cai para mínima de 8 semanas com incerteza sobre sanções dos EUA…


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Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em queda de cerca de 1%, atingindo uma mínima de oito semanas nesta quarta-feira, depois que os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o progresso nas negociações com Moscou criaram incertezas sobre se os EUA imporiam novas sanções à Rússia.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 1,1%, fechando a US$66,89 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu 1,2%, a US$64,35.

Esses movimentos marcaram o quinto dia consecutivo de perdas para ambos os índices de referência do petróleo, com o Brent fechando em seu nível mais baixo desde 10 de junho e o WTI fechando em seu nível mais baixo desde 5 de junho.

Trump disse nesta quarta-feira que seu enviado especial Steve Witkoff fez “grandes progressos” em sua reunião com o presidente russo Vladimir Putin, enquanto Washington continuava seus preparativos para impor sanções secundárias na sexta-feira.

Trump ameaçou impor sanções adicionais a Moscou se não forem tomadas medidas para acabar com a guerra na Ucrânia.

“Todos concordam que essa guerra deve chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”, disse Trump, sem fornecer mais detalhes.

A Rússia é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, depois dos EUA, portanto, qualquer possível acordo que reduza as sanções tornaria mais fácil para a Rússia exportar mais petróleo.

No início do dia, os preços do petróleo subiram depois que Trump emitiu um decreto impondo uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, afirmando que ela importava direta ou indiretamente petróleo russo. O novo imposto de importação entrará em vigor 21 dias após 7 de agosto.

A Índia, juntamente com a China, é um grande comprador de petróleo russo.

(Reportagem de Scott DiSavino em Nova York, Seher Dareen em Londres, Yuka Obayashi em Tóquio e Jeslyn Lerh em Cingapura)





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Irrigação estratégica garante alta produtividade



“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas”



“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas"
“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas” – Foto: Pixabay

A produção de etanol de milho segue em forte expansão no Brasil, especialmente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que concentram as maiores áreas plantadas. A colheita da segunda safra 2024/25 já atinge 53,3% da área, com expectativas de produtividade recorde, segundo dados da Pátria Agronegócios. A consultoria AgRural também elevou a estimativa de produção total do cereal para 136,3 milhões de toneladas, impulsionada pelo bom desempenho da safrinha, que deve render 108,9 milhões de toneladas.

A irrigação tem desempenhado papel fundamental nesse avanço, permitindo maior estabilidade produtiva, principalmente em regiões com clima irregular. Com o uso da tecnologia, os produtores conseguem elevar a produtividade por hectare, otimizando áreas já cultivadas e evitando a necessidade de desmatamento ou substituição de culturas relevantes como soja e feijão.

“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas igualmente importantes, como soja e feijão. A irrigação potencializa a produtividade numa mesma área, evitando que novas áreas precisem ser abertas exclusivamente para milho”, destaca William Damas, especialista agronômico da Netafim.

No Mato Grosso do Sul, onde a variabilidade climática é mais acentuada, a irrigação tem sido decisiva para reduzir os impactos de anos secos sobre a rentabilidade. Enquanto lavouras não irrigadas sofrem quedas de produtividade, áreas com irrigação mantêm altos rendimentos, assegurando o abastecimento das indústrias de etanol de milho em crescimento na região.

Essa estratégia fortalece a produção de biocombustíveis no país, posicionando o Brasil como referência global na integração entre agricultura de alta performance e geração de energia renovável, com ganhos tanto para o mercado de grãos quanto para o setor energético.

 





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Brasil amplia mistura de biocombustíveis



A decisão tem impactos diretos no agronegócio



A decisão tem impactos diretos no agronegócio
A decisão tem impactos diretos no agronegócio – Foto: Canva

Entraram em vigor no dia 1º de agosto as novas misturas obrigatórias de biocombustíveis no Brasil: o etanol anidro passou para E30 e o biodiesel para B15, elevando de 14% para 15% a proporção de renováveis nos combustíveis fósseis. A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), busca reduzir a dependência externa e reforçar a segurança energética em meio à instabilidade do mercado global.

A decisão tem impactos diretos no agronegócio, especialmente nas cadeias de milho e soja. Com a nova política, espera-se uma demanda adicional de até 2 bilhões de litros de etanol por ano, o que antecipa para 2025 o uso de mais de 30 milhões de toneladas de milho na produção do biocombustível, meta antes projetada para 2026. Estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Tocantins devem receber novos investimentos em usinas de etanol de milho.

“A adoção simultânea do B15 e do E30 é um recado político e econômico claro: o Brasil quer e pode ser protagonista global na transição energética baseada no agro. A cadeia produtiva da soja e do milho será diretamente beneficiada com mais demanda, investimentos e previsibilidade de preços”, afirma Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

A elevação do B15 também beneficia o processamento interno de soja, com estimativa de 73 milhões de toneladas esmagadas em 2025, atendendo à demanda crescente por farelo e óleo. O aumento da mistura tende a estimular a industrialização doméstica da oleaginosa, reduzindo a dependência da exportação e promovendo maior previsibilidade de preços.

Além de fortalecer a autonomia energética brasileira, a medida impulsiona o desenvolvimento regional com a descentralização da produção de etanol e biodiesel. Para o setor agroindustrial, trata-se de uma sinalização clara de que o Brasil aposta em sua vocação agrícola como base para a transição energética sustentável e estratégica.

 





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Como reduzir perdas com agricultura de precisão



Esses dados evidenciam a importância do planejamento



Esses dados evidenciam a importância do planejamento
Esses dados evidenciam a importância do planejamento – Foto: Pixabay

Em propriedades com módulos rurais maiores, a adoção de tecnologias como o controle de seção linha a linha em semeadoras já é realidade. Segundo o engenheiro agrônomo Cauê Marcassa Lonzi de Oliveira, esse tipo de recurso traz ganhos importantes à agricultura de precisão, permitindo o desligamento automático de linhas, inclusive em pulverizadores, para evitar sobreposições e desperdícios.

Na safra 2024/25, com base em um sistema de rotação soja-milho, os custos com sementes somam R$ 650 por hectare para a soja e R$ 1.240 por hectare para o milho, totalizando um investimento de R$ 1.890 por hectare. Ao analisar a operação de pulverização em uma área de 46,19 hectares com um pulverizador de barra, identificou-se que cerca de 2,4 hectares foram amassados pelas rodas do equipamento — o que representa aproximadamente 5% da área total.

Esses dados evidenciam a importância do planejamento e da escolha estratégica de tecnologias, como sistemas de desligamento automático. A redução da área amassada, além de preservar a produtividade, permite ganhos financeiros expressivos, sobretudo quando comparados a investimentos em insumos de retorno incerto.

“Você, Produtor Rural, está em busca de reduzir os custos de produção ?! Você realmente está utilizando todo o potencial tecnológico que possui dentro do pátio de maquinas?”, indaga ele, na rede social LinkedIn.

Dessa forma, a análise detalhada das operações e o uso de recursos tecnológicos se mostram essenciais para garantir eficiência e rentabilidade nas propriedades agrícolas. Avaliar o impacto real de cada decisão no campo é o primeiro passo para tornar a fazenda mais lucrativa e sustentável.

 





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Brasil pode ampliar segurança energética com biomassa



Processo utiliza produtos como a casca de arroz



Processo utiliza produtos como a casca de arroz
Processo utiliza produtos como a casca de arroz – Foto: Pixabay

A cogeração de energia a partir da biomassa, principalmente da cana-de-açúcar, representa uma das alternativas mais sustentáveis e eficazes para a produção simultânea de eletricidade e calor no setor industrial. Segundo Armindo Bredariol Jr., consultor da Valor Energia, o Brasil possui um verdadeiro tesouro energético ainda subutilizado, com grande potencial para impulsionar a segurança energética nacional com baixa emissão de carbono.

O processo utiliza resíduos como bagaço e palha da cana, além de outros materiais como casca de arroz, resíduos florestais e capim-elefante, transformando passivos ambientais em energia renovável. A biomassa é queimada em caldeiras, gerando vapor que movimenta turbinas para a produção de eletricidade. O calor residual é reaproveitado em processos industriais, atingindo até 80% de eficiência — muito superior aos cerca de 35% de uma termoelétrica convencional.

Atualmente, a capacidade instalada global de energia a partir de biomassa é estimada em 150 GW, conforme dados da IEA Bioenergy. No Brasil, esse número chega a 14,6 GW, sendo aproximadamente 11 GW provenientes da biomassa da cana-de-açúcar. Apenas com o aproveitamento da palha e modernização das usinas, o país pode alcançar mais de 20 GW. Se incluídas outras biomassas agrícolas e florestais, o potencial supera os 30 GW.

Investir em cogeração com biomassa traz benefícios como geração distribuída próxima aos centros de consumo, redução de perdas na transmissão, complementaridade às fontes solar e eólica, além de fortalecer a indústria sucroenergética. Com estímulos regulatórios adequados, essa fonte pode desempenhar um papel estratégico na transição energética brasileira.

 





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Indústria quer fixar limite máximo de produção de bioinsumos on farm



O marco legal dos bioinsumos tem potencial para revolucionar a produção agrícola nacional ao estabelecer regras claras para o desenvolvimento, a produção, o registro e a comercialização de insumos biológicos. Esse é o balanço da Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio).

Entretanto, o atendimento a uma demanda há muito pedida pelo setor tem se transformado em preocupação por conta de um dispositivo da Lei nº 15.070/2024, que institui o assunto, e atende pelo nome de on farm, ou seja, os bioinsumos fabricados pelos agricultores dentro de suas propriedades para uso próprio.

Isso porque, para fazê-lo, o produtor não precisa registrar o seu produto no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sendo exigido dele apenas um cadastro simplificado. Para a Abinbio, o problema está na falta de especificação do que se configura “uso próprio”, já que a escala de produção não é estipulada pela lei.

O assessor jurídico da entidade, Rodrigo Ribeiro de Souza, diz que no entender da Associação — que compõe o grupo de trabalho junto ao Mapa para a regulamentação do marco legal — a definição de alguns fatores precisa estar clara, como:

  • Quantidade de produção;
  • Tipo de bioinsumo produzido;
  • Existência de compartilhamento entre unidades produtivas;
  • Necessidade de transporte entre propriedades;
  • Compatibilidade entre área de cultivo e quantidade produzida;
  • Estrutura física e equipamentos disponíveis na propriedade;
  • Origem dos insumos utilizados

Responsável técnico habilitado

A lei dos bioinsumos estabelece que unidades de produção devem dispor “quando necessário” de equipamentos para controle de qualidade.

Para Souza, trata-se de uma “expressão vaga” que preocupa as indústrias do setor, que defendem a necessidade de critérios técnicos claros para determinar quando esse controle é obrigatório. “A expectativa é que a regulamentação vincule essa exigência ao tamanho da produção, considerando que operações maiores envolvem riscos proporcionalmente maiores”, enfatiza.

De acordo com ele, a produção on farm deve, necessariamente, contar com a supervisão de responsável técnico habilitado, sendo que a lei delega à regulamentação a decisão sobre quando isso será necessário.

“A Abinbio defende que, independente da escala, a produção on farm deve ser realizada com a supervisão de um Responsável Técnico, bem como com a realização de criterioso controle de qualidade, dentre outros requisitos aplicáveis, uma vez que se trata de proliferação de organismos vivos, o que demanda o manejo de forma técnica, controlada e com o estabelecimento de responsabilidades acerca de eventuais problemas com a produção”, destaca.

‘Comercialização de bioinsumos disfarçada’

O assessor jurídico da Abinbio chama atenção também para a autorização de transporte de bioinsumos entre unidades produtivas. Para ele, a atividade levanta preocupações sobre possível comercialização disfarçada.

Assim, para a Abinbio, é preciso que a regulamentação estabeleça critérios rigorosos para comprovar a identidade entre unidades que compartilham produção e garanta que não haja desvio para fins comerciais.

“É necessário regulamentar o transporte não somente dos bioinsumos produzidos on farm, mas também dos insumos necessários para a realização da produção”, observa Souza.

O Mapa tem prazo legal de 360 dias a partir da publicação da lei (23 de dezembro de 2024) para editar os decretos e instruções normativas necessárias.

Atualmente, um grupo de trabalho composto por técnicos do Ministério, representantes da Embrapa e do setor produtivo realiza reuniões quinzenais para elaborar as minutas dos atos normativos.

Há expectativa de consulta pública nos próximos meses, especialmente para as propostas sobre boas práticas de produção on farm e critérios de registro simplificado.



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Boi gordo tem mais um dia de alta nas cotações; confira os preços da arroba


O mercado físico do boi gordo volta a operar com preços mais altos nesta quarta-feira (6). assim como tem ocorrido ao lingo deste início de agosto.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate, em especial entre os frigoríficos de menor porte.

“Mais uma vez é importante mencionar a expectativa de bom consumo no decorrer da primeira quinzena do mês, considerando o Dia dos Pais como fator relevante, estimulando a reposição ao longo da cadeia produtiva”, diz.

Segundo ele, outro aspecto a ser mencionado, é que apesar das questões inerentes ao tarifaço, a expectativa ainda é de exportações recordes de carne bovina na atual temporada.

  • São Paulo: R$ 306,58 — ontem: R$ 303,67
  • Goiás: R$ 292,14 — R$ 288,75
  • Minas Gerais: R$ 295,29 — R$ 291,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 308,75 — R$ 302,73
  • Mato Grosso: R$ 298,51 — R$ 297,64

Mercado atacadista

O mercado atacadista teve preços levemente mais altos nesta quarta-feira. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere a continuidade deste movimento no curto prazo.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 22,40 por quilo; o dianteiro foi cotado a R$ 17,80 por quilo, alta de R$ 0,30; e a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo.

Exportações de carne bovina

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Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,536 bilhão em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 66,824 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 276,879 mil toneladas, com média diária de 12,038 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.551,00.

Em relação a julho de 2024, houve alta de 46,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 16,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,9% no preço médio.



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Senepol: raça de corte surpreende em aptidão leiteira. Saiba se isso é normal


Pecuaristas, a raça senepol é reconhecida por sua excelente habilidade materna e conversão de carne, mas o que acontece quando uma vaca da raça produz 10 litros de leite por dia? Essa dúvida veio de Marcos Dias, pecuarista no estado de Minas Gerais, que se surpreendeu com a produção leiteira de seus animais.

Nesta quarta-feira (6), o zootecnista Guilherme Marquez, especialista em genética de gado de leite e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu a essa pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Marquez esclareceu que, embora o senepol seja uma raça de corte, sua aptidão leiteira para a cria pode surpreender.

O senepol na produção de leite e a genética de corte

Bovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB SenepolBovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB Senepol
Bovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB Senepol

Guilherme Marquez explica que a raça senepol é, de fato, voltada para a produção de carne, e não de leite em escala comercial.

O senepol, também conhecido como um “taurino tropical“, é apreciado por seu pelo curto e resistência ao clima, o que o torna ideal para a pecuária de corte em ambientes quentes.

O fato de uma vaca senepol produzir 10 litros de leite é um “outlier“, um fenômeno que a coloca muito acima da média da população da raça. Mesmo que o senepol tenha uma boa produção leiteira para o seu bezerro, não é uma raça especializada para a produção de leite em escala comercial.

Portanto, a resposta à pergunta de Marcos Dias é que essa produção, embora seja ótima, não é o padrão da raça, mas sim uma característica excepcional daquela vaca específica.

Se o objetivo é melhorar a produção de leite na fazenda, a recomendação é cruzar o rebanho com raças especializadas, como o gir leiteiro e o girolando, que são ótimas opções para produção a pasto e em climas tropicais.

Manejo da vaca de alta produção e do bezerro

Bovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB SenepolBovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB Senepol
Bovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB Senepol

Para a vaca de Marcos Dias, que já tem três crias e produz 10 litros, o especialista oferece orientações de manejo, que dependem se o animal está na ordenha ou não:

  • Na ordenha: Se a vaca está sendo ordenhada, a recomendação é deixar um ou dois tetos para o bezerro e ordenhar o restante. Depois, deixe o bezerro com ela por cerca de duas horas à tarde para que ele consuma o leite residual, o que contribui para sua nutrição.
  • Fora da ordenha: Se a vaca não estiver na ordenha, o bezerro naturalmente irá diminuir a produção de leite da mãe com o tempo, à medida que cresce e começa a consumir alimentos sólidos na pastagem.

É importante lembrar que o bezerro em aleitamento pode beber até 8 ou 9 litros de leite por dia e começa a consumir sólidos por volta de 5 a 9 semanas de vida. O manejo correto é crucial para o desenvolvimento saudável do bezerro e para a saúde da matriz.



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Quem desmata perderá acesso ao crédito rural



“Estamos falando de milhões de áreas com apontamentos passíveis de revisão técnica”



"Estamos falando de milhões de áreas com apontamentos passíveis de revisão técnica"
“Estamos falando de milhões de áreas com apontamentos passíveis de revisão técnica” – Foto: Divulgação

A partir de 2 de janeiro de 2026, produtores rurais com registros de desmatamento no sistema PRODES não poderão mais contratar crédito rural. A medida está prevista na Resolução nº 5.193 do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicada pelo Banco Central, e reforça as exigências ambientais para a liberação de financiamento no campo.

Atualmente, mais de 5,4 milhões de áreas no Brasil têm apontamentos ativos no PRODES. Os estados mais impactados são Pará (877 mil áreas), Goiás (666 mil), Minas Gerais (555 mil) e Mato Grosso (234 mil). A nova regra representa um desafio para o agronegócio, que depende fortemente do crédito rural.

Segundo a SpotSat, empresa especializada em verificação técnica dos dados do PRODES, muitos registros podem conter erros de interpretação e precisam ser revisados. A recomendação é que produtores busquem comprovar a legalidade de suas áreas por meio de imagens georreferenciadas e relatórios certificados.

“Estamos falando de milhões de áreas com apontamentos passíveis de revisão técnica. A partir de 2026, quem não comprovar a legalidade poderá perder acesso ao crédito. O produtor precisa agir com antecedência”, afirma José Renato da Costa Alberto, fundador da SpotSat e especialista em sensoriamento remoto e monitoramento por satélite.

A medida exige atenção imediata do setor para garantir segurança jurídica e viabilidade no acesso ao crédito. O uso de tecnologias de sensoriamento remoto e validação técnica será essencial para evitar bloqueios indevidos.

“É fundamental garantir que produtores que atuam dentro da legalidade não sejam prejudicados por falhas de interpretação nos dados. A decisão do CMN é importante, mas precisa vir acompanhada de segurança técnica. Só assim será justa para todos”, conclui José Renato.

 





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