sexta-feira, maio 8, 2026

Autor: Redação

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Compras de soja pela China aumentaram 18% em julho



A China importou 11,67 milhões de toneladas de soja em julho deste ano, 18,4% acima do registrado no mesmo mês de 2024, de acordo com dados preliminares da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês).

Em valores, as compras da oleaginosa somaram US$ 5,126 bilhões no sétimo mês deste ano. Além disso, no acumulado de janeiro a julho, a Gacc informou que as importações de soja atingiram cerca de 61,04 milhões de toneladas, 4,9% acima do volume reportado em igual período do ano anterior.

Segundo o órgão, a China importou 534 mil toneladas de óleos vegetais no mês passado, recuo de cerca de 17,2% ante o volume de julho de 2024. No total, os asiáticos desembolsaram US$ 665 milhões com a compra do produto em julho.

Nos sete meses do ano, as importações alcançaram 3,72 milhões de toneladas, 9,9% abaixo do nível registrado em igual período do ano anterior.

Enquanto isso, as importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 533 mil toneladas em julho, 1,3% a menos que julho de 2024, segundo dados da Gacc. O valor desembolsado foi de US$ 2,05 milhões. No acumulado dos sete meses completos de 2025, o volume importado retrocedeu 2,5% em comparação com igual período do ano passado, alcançando 3,74 milhões de t.

De fertilizantes, a China importou 677 mil toneladas em julho deste ano, queda de 19,9% ante o registrado no mesmo mês de 2024. Em valores, as importações no mês passado somaram US$ 248 milhões. De janeiro a julho, 7,62 milhões de toneladas foram compradas pelos chineses no exterior, 5% abaixo do volume registrado um ano antes.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços iniciam agosto em alta; exportações voltam a crescer



Os preços da carne de frango vêm subindo neste início de agosto


Foto: Pixabay

Os preços da carne de frango vêm subindo neste início de agosto, refletindo o aquecimento da demanda, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, além do tradicional aumento no poder de compra (devido ao recebimento dos salários), o fim das férias escolares e o Dia dos Pais têm elevado a procura pela carne e, consequentemente, os valores da proteína avícola.

Quanto às exportações, após dois meses seguidos em queda, o volume embarcado pelo Brasil voltou a crescer em julho. Dados da Secex compilados e analisados pelo Cepea mostram que foram enviadas 399,6 mil toneladas de carne de frango (considerando-se produtos in natura e industrializados) em julho, 16,3% a mais que em junho, porém, 13,8% a menos que em julho/24. Pesquisadores ressaltam que este é o melhor resultado desde a confirmação de um caso de Influenza Aviária em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), em maio. 





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O ovo é um aliado da saúde masculina em todas as fases da vida, diz nutricionista



Rico em nutrientes essenciais, como proteínas de alto valor biológico, colina, vitaminas do complexo B, vitamina D, zinco e selênio, o ovo pode ser um verdadeiro aliado da saúde masculina.

O alimento atua em diversas funções do organismo, favorecendo o desempenho físico, cognitivo e reprodutivo dos homens.

“A composição nutricional do ovo o torna um alimento estratégico para a saúde do homem em todas as idades. Ele contribui para a energia, preservação da massa muscular, saúde dos olhos, imunidade e até para a fertilidade masculina”, conta Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil.

Segundo ela, a colina e as vitaminas B1, B2, B3 e B12 participam de reações metabólicas que fornecem energia ao corpo e favorecem a concentração no dia a dia. Já o zinco e o selênio, também presentes nos ovos, estão diretamente ligados à saúde reprodutiva, maturação dos espermatozoides e à produção de testosterona.

“O ovo contribui com cerca de 40% da necessidade diária de selênio, o que já é bastante significativo”, aponta Lúcia.

Para homens que praticam atividades físicas ou que buscam manter a massa muscular, o ovo oferece todos os aminoácidos essenciais, entre eles a leucina, um aminoácido que estimula a síntese de proteína muscular. “Seja para quem pratica esportes ou está envelhecendo e deseja manter a funcionalidade do corpo, o ovo é uma escolha inteligente e natural”, afirma.

Consumo recomendável de ovo

A nutricionista lembra que o consumo recomendado de ovos pode variar, mas, de forma geral, de dois a três por dia, dentro de uma alimentação equilibrada, já garantem ótimos benefícios.

“Cada nutriente presente no ovo tem papel em diferentes reações químicas do corpo. Por isso, o alimento se mostra versátil e funcional para promover saúde e bem-estar”, reforça.



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governo tenta agradar a todos e cai na incoerência


Após mais de 20 anos de debates no Congresso, o Brasil finalmente aprovou a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, cujo objetivo era criar regras claras, uniformizar procedimentos e simplificar a emissão de licenças para empreendimentos de menor impacto.

No entanto, ao sancionar o texto, o presidente Lula vetou 63 trechos cruciais, transformando uma vitória legislativa em um retrato de incoerência política.

O projeto, iniciado em 2004, buscava dar segurança jurídica e agilidade, especialmente para o setor produtivo, sem abrir mão da preservação ambiental. Na versão aprovada pelo Congresso, estavam previstos mecanismos como:

  • Licença por Adesão e Compromisso (LAC) para empreendimentos de impacto moderado, permitindo autodeclaração e trâmites mais rápidos;
  • Transferência de critérios aos estados, para adequar licenças à realidade regional;
  • Simplificação em obras e atividades de baixo impacto, reduzindo burocracia.

Essas medidas eram vistas como um passo importante para destravar investimentos e reduzir custos, sobretudo no agronegócio, setor responsável por uma fatia central do PIB brasileiro.

Os vetos retiraram justamente as flexibilizações mais aguardadas, como as restrições à LAC, limitando-a apenas a casos de baixo impacto; a manutenção de exigências rígidas para áreas de preservação, como a Mata Atlântica; a obrigatoriedade de consultas formais a comunidades indígenas e quilombolas mesmo em obras de menor risco; e o impedimento de descentralizar, de forma plena, o licenciamento para estados e municípios.

Assim, na prática, o governo manteve boa parte da burocracia, frustrando produtores e investidores.

Incoerência política

Lula tentou agradar a diferentes públicos: cedeu em parte às pressões do Congresso e do agronegócio, mas manteve amarras para não desagradar ambientalistas e sua base ideológica. O resultado foi um texto híbrido, que não satisfaz plenamente nenhum dos lados.

A tentativa de “ficar com um pé em cada barco” terminou naquilo que o próprio Planalto evita admitir: uma lei que nasce com contradições internas e sinal de recuo político.

Para a agropecuária que mais esperava mudanças, o efeito foi negativo. O agronegócio brasileiro se consolidou com o esforço e a dedicação dos produtores, mas agora continuará refém de processos demorados e desuniformes. Isso significa: mais tempo para licenciar projetos de expansão, menor previsibilidade para investidores e perda de competitividade frente a países com processos mais céleres.

Os vetos à Lei de Licenciamento Ambiental expõem a dificuldade do governo em assumir posições claras. Ao tentar equilibrar interesses opostos, Lula abriu mão de uma oportunidade histórica de modernizar a legislação ambiental sem prejudicar o desenvolvimento econômico.

O resultado é um texto que desagrada quem queria avanços, decepciona quem queria preservação integral e afasta o Brasil de uma agenda ambiental produtiva e coerente.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Estudo da Embrapa mostra como aumentar produção pecuária sem abrir novas áreas



Com a crescente demanda mundial por carne e leite, aumentar a produtividade da pecuária sem a necessidade de abrir novas áreas de vegetação é um dos grandes desafios enfrentados pelos produtores rurais. Pensando nisso, um estudo com participação da Embrapa analisou ferramentas capazes de medir e reduzir as chamadas lacunas de rendimento nos sistemas pecuários, promovendo uma intensificação mais eficiente e sustentável.

Patrícia Santos, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, explicou em entrevista à jornalista Pryscilla Paiva, no programa Mercado & Cia, o que são essas lacunas de rendimento e por que sua redução é essencial para ampliar a produtividade sem expandir a área de produção.

“O que a gente chama de lacuna de produtividade — ou gap, em inglês — é uma medida do quanto se poderia aumentar a produtividade em uma determinada área. No caso da agricultura — e, no nosso estudo, da pecuária — essa produtividade potencial é determinada por fatores como clima e solo. Além disso, existem também aspectos regionais que interferem nesse potencial, como logística, acesso a tecnologias, entre outros. O estudo buscou identificar ferramentas para medir essas lacunas, e, com base nisso, apontar estratégias mais eficazes para elevar a produtividade. Essas ferramentas podem ser aplicadas em diferentes escalas: algumas são globais, outras regionais e outras específicas para propriedades rurais”, explicou a pesquisadora.

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Patrícia destacou que uma das ferramentas mais simples, e já utilizada, mesmo que informalmente, por muitos produtores, é o benchmarking.

“O benchmarking acontece quando o produtor compara sua produção com a de outros produtores semelhantes. Muitas vezes ele já faz isso, ainda que sem perceber, ao observar o que o vizinho ou um amigo está fazendo. Essa comparação informal pode ser estruturada por meio de ferramentas que posicionam a fazenda em relação às melhores propriedades dentro de um grupo específico”, esclareceu.

Além disso, a especialista citou outros métodos utilizados em escalas maiores, como regiões ou países inteiros. Nesses casos, áreas com características similares de solo e clima são agrupadas para comparação entre os sistemas de produção adotados.

Outro conjunto de ferramentas mencionado por Patrícia são os chamados métodos de fronteira, que consideram também os aspectos socioeconômicos:

“Há situações em que, mesmo sendo tecnicamente viável adotar uma determinada tecnologia, fatores como a infraestrutura regional, por exemplo, a logística, impõem limites. Esses métodos ajudam a identificar e compreender essas restrições”, afirmou.

Por fim, ela mencionou o uso de ferramentas baseadas em modelagem e simulação matemática, que projetam os impactos da adoção de diferentes tecnologias.

“Essas ferramentas simulam o que pode acontecer se o produtor adotar uma ou outra tecnologia. Elas exigem um certo nível de capacitação, mas são muito úteis para planejamento e tomada de decisão”, destacou.

Patrícia também lembrou que o produtor pode começar de forma simples, com ações mais acessíveis.

“A primeira atitude é estruturar melhor essa comparação com outras propriedades, que ele já faz no dia a dia. Depois, há informações disponíveis na literatura ou por meio de políticas públicas. Um exemplo é o zoneamento agrícola de risco climático, do Ministério da Agricultura. Lançamos também o zoneamento específico para a pecuária, que pode ser consultado no aplicativo Plantio Certo. Esse zoneamento, disponível atualmente para o Brasil Central, indica a capacidade de suporte das pastagens e os períodos de maior risco de escassez de alimento, especialmente durante a intensificação do uso do pasto”, concluiu.

Segundo a pesquisadora, produtores com mais familiaridade com ferramentas digitais podem se beneficiar ainda mais, desde que busquem capacitação adequada para utilizar modelos mais complexos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado reage, e preço na indústria sobe



Preço da laranja para indústria reagiu nesta semana


Foto: Divulgação

Levantamento do Cepea mostra que o preço da laranja para indústria reagiu nesta semana, depois de o mercado ter “andado de lado”, à espera de definições sobre as tarifas norte-americanas. Entre 4 e 7 de agosto, a média foi de R$ 45,42/cx de 40,8 kg, alta de 4,61% frente ao período anterior. De acordo com o Centro de Pesquisas, nos próximos dias, produtores aguardam a retomada de fechamentos dos contratos para frutas da safra 2025/26, que ficaram paralisados ao longo de julho.

Oficializada nessa quarta-feira, 6, a decisão que excluiu o suco de laranja da nova sobretaxa de importação de 40% trouxe alívio imediato ao setor citrícola brasileiro. O contexto de baixa oferta global e os estoques reduzidos nos Estados Unidos podem ter influenciado a retirada do suco da lista de produtos taxados. Com o novo cenário, também espera-se estímulo às exportações nacionais no curto prazo, especialmente diante da menor concorrência de outros fornecedores globais, conforme explicam pesquisadores.





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Brasil tem mais de 43 mil cervejas registradas e avança na exportação



O Brasil tem 43.176 cervejas e 55.015 marcas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Os dados constam no Anuário da Cerveja 2025, lançado na última terça-feira (5) pela pasta em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

“É uma alegria celebrar o setor cervejeiro, uma das grandes paixões nacionais. A cerveja é símbolo de comemoração, mas também representa trabalho, dedicação, qualidade e prosperidade. O Brasil é referência mundial na agropecuária, e isso se reflete na excelência dos nossos produtos”, comemorou o ministro do Mapa, Carlos Fávaro, durante o lançamento.

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, acredita que os números são o resultado de uma estrutura sólida e de investimentos contínuos na produção e nas pessoas que fazem a vasta cadeia acontecer, do campo ao copo. “Cerveja é agro, emprego, renda, diversidade, cultura e gastronomia. Cerveja é Brasil”, ressaltou .

Produtos e estabelecimentos registrados

O estado com maior número de cervejas registradas segue sendo São Paulo, com 12.803. Além disso, também detém a média mais elevada, com 30 produtos registrados por estabelecimento.

O Espírito Santo foi a unidade federativa que teve o maior aumento no número, que passou de 1.221 para 1.434 no último ano, um aumento de 213 registros. A média brasileira é de 22,2 registros de produtos por estabelecimento.

Assim, o número de cervejarias registradas no Mapa chegou a 1.949 em 2024, com a inclusão de 102 novos estabelecimentos, um crescimento de 5,5% em relação a 2023. Este é o 9º maior crescimento da série histórica.

Cervejas sem álcool

As cervejas sem álcool ou desalcoolizadas (aquelas com teor alcoólico igual ou inferior a 0,5%) vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro.

Em 2024, a produção desse tipo de bebida teve um crescimento expressivo de 536,9%, passando a representar 4,9% de toda a produção nacional. O avanço acompanha uma tendência de consumo mais equilibrado e consciente

Além das versões sem álcool, o segmento inclui também as cervejas de baixo teor alcoólico, com até 2%, e as convencionais, que podem chegar a 54% de graduação alcoólica.

Importação e exportação de cervejas

O Brasil exportou cerca de 332,5 milhões de litros de cerveja em 2024, um crescimento de 43,4% em relação ao ano anterior. O faturamento com exportações também cresceu e alcançou US$ 204 milhões, aumento de 31,1% frente a 2023. Este é o maior valor observado no período de estudo.

O Paraguai foi o principal destino da cerveja brasileira, responsável por 66,5% do volume exportado pelo Brasil. No geral, a América do Sul concentra 97,7% das exportações brasileiras de cerveja, confirmando os países sul-americanos como os principais parceiros comerciais do Brasil nesse setor.

Já em relação a importação, a Alemanha segue sendo a principal origem da cerveja importada pelo Brasil, com um volume de 3.185.550 litros, o que corresponde a 42,5% do volume total importado. Nove dos 15 países de maior exportação de cerveja ao Brasil em valor (US$), são europeus.

Declaração anual de produção e estoques

O volume total de produção declarado ao Mapa em 2024 foi de 15,34 bilhões de litros. Desse total, 24,7% são de cerveja puro malte ou 100% malte, produzidas sem o uso de adjuntos cervejeiros, como trigo, centeio, aveia, milho e outros.

Entre os estilos com maior volume declarado, destaca-se a Lager Leve Clara, com 8,95 bilhões de litros, o que representa 58,3% da produção nacional. Em seguida, aparecem os estilos Pilsener, com 4,97 bilhões de litros (32,4%), e outras Lagers, com 1,29 bilhão de litros (8,5%). Juntos, esses três estilos somam 99,2% da produção total de cerveja no Brasil.

Também merecem destaque os estilos Malzbier e IPA, com volumes de 46,7 milhões de litros (0,3%) e 29,9 milhões de litros (0,2%), respectivamente.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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geadas obrigam replantio no interior gaúcho



O cultivo do tabaco avança em diferentes ritmos




Foto: Pixabay

O cultivo do tabaco avança em diferentes ritmos nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, conforme boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (7).

Em Frederico Westphalen, as condições climáticas permitiram o desenvolvimento das mudas, favorecendo o andamento das atividades no campo. Agricultores realizaram o transplante das plantas, bem como a adubação e a aplicação de fungicidas e inseticidas.

Na região de Santa Rosa, os trabalhos também evoluíram. Parte dos produtores aproveitou áreas menos sujeitas à formação de geadas para preparar o solo. Outros já concluíram o transplantio das mudas cultivadas no sistema floating para o campo definitivo.

Já nas regiões de Pelotas e Santa Maria, o clima adverso comprometeu o desenvolvimento das lavouras. Embora grande parte das áreas planejadas tenha sido implantada, as plantações estabelecidas antes das geadas precisaram ser replantadas. A necessidade de novas mudas aumentou a demanda, resultando em escassez de material disponível para transplante. Alguns agricultores ainda mantêm atividades de semeadura e manejo das sementeiras pelo sistema floating.

Em Soledade, a comercialização da safra anterior está próxima do encerramento e os preços alcançados são considerados positivos. O preparo do solo para o novo ciclo foi concluído em áreas de baixa altitude e está adiantado em regiões mais elevadas. O plantio das mudas em campo aberto já começou, com alguns municípios atingindo 70% da área prevista. No entanto, as temperaturas mais baixas reduziram o ritmo de crescimento das plantas.





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Qual a maior dúvida sobre aplicação da inovação tecnológica?


Na interatividade da semana perguntamos: Qual a sua principal dúvida em relação a aplicação da inovação tecnológica na propriedade e no negócio? O resultado mostrou o que mais preocupa os produtores rurais na hora de adotar inovações tecnológicas nas propriedades: 54% dos produtores apontaram o custo e a viabilidade como os principais entraves.

De acordo com Renato Ramalho, CEO da KPTL, o resultado reforça um ponto sensível que se observa com frequência no ecossistema de inovação do agro: “Estas ofertas têm que caber na saca de soja ou na arroba do boi. Quando mais da metade dos participantes expressa essa preocupação, fica claro que a inovação precisa ser acessível não só tecnicamente, mas também financeiramente.”

Além da questão econômica, 34% dos participantes disseram ter dúvidas quanto à adaptação e aplicabilidade da tecnologia. Esse dado revela um segundo grande desafio: o da personalização das soluções. “No campo, a realidade é muito mais complexa. Soluções precisam dialogar com as condições regionais, com os perfis dos produtores e com o timing de cada safra”, afirma Ramalho.

Já 13% dos votos apontaram o acesso à informação como principal dificuldade. Apesar de representar uma parcela menor, esse ponto não pode ser ignorado. “Ainda existe um fosso de comunicação entre quem desenvolve tecnologia e quem está na ponta. O papel de nós, investidores, é também o de construir pontes”, conclui o especialista.

Ramalho ressalta que apoiar iniciativas de capacitação, eventos de difusão tecnológica e parcerias, assim como a do Canal Rural com o Sebrae é essencial para que a inovação se transforme em resultado real para quem mais precisa: o produtor rural.



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Boa radiação solar acelera maturação de morangos


O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (7), apontou que as condições climáticas recentes influenciaram de forma distinta a produção de morangos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Caxias do Sul, temperaturas amenas e boa radiação solar favoreceram o desenvolvimento da cultura, acelerando a maturação dos frutos. Entretanto, a incidência de oídio em diversas lavouras tem causado perdas, especialmente em flores e frutos jovens, situação considerada incomum por não afetar significativamente as folhas. Produtores intensificaram medidas de controle e ajustaram a adubação para reduzir o vigor vegetativo e estimular a floração. Apesar de uma leve melhora na florada e no desenvolvimento dos frutos, a oferta permanece insuficiente para atender à demanda local. Os preços variam entre R$ 30,00 e R$ 50,00 por quilo nas vendas para Ceasas, intermediários e mercados, e entre R$ 40,00 e R$ 60,00 por quilo na venda direta ao consumidor.

Em Lajeado, na localidade de Feliz, a produção está em início. Nos cultivos em bancadas, a colheita ainda é reduzida, enquanto nos plantios em solo há boa formação de frutos e intensa floração. O clima, com dias ensolarados e temperaturas baixas, tem beneficiado a produção. Os preços variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo, podendo chegar a R$ 55,00/kg devido ao aumento da procura impulsionado pela tendência do chamado “morango do amor”.

Na região de Pelotas, a continuidade do clima frio e úmido tem prejudicado a cultura, reduzindo o tamanho e a quantidade de frutos, além de favorecer o surgimento de doenças. A produção está limitada, e os preços variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo.

Em Santa Rosa, embora as plantas apresentem boa floração, a polinização tem sido deficiente, resultando em frutos deformados. Há forte presença de doenças, como flor-preta e antracnose, e registro de oídio em algumas variedades, de difícil controle mesmo com o uso de fungicidas e outras medidas. Frutos menores têm sido vendidos a R$ 20,00/kg, enquanto os maiores e padronizados chegam a R$ 55,00/kg. A demanda também aumentou na região em razão da popularidade do “morango do amor”.

Já na região de Soledade, a cultura está em desenvolvimento de mudas e produção. O clima favoreceu os cultivos, com maior incidência de sol, o que acelerou a maturação dos frutos e o crescimento das plantas. As condições fitossanitárias são consideradas adequadas, e a oferta e demanda estão equilibradas.





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