quinta-feira, maio 7, 2026

Autor: Redação

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Confinamento de sucesso: como a sanidade e nutrição evitam perdas e aumentam o lucro


Pecuaristas, o manejo sanitário é a chave para o sucesso do confinamento. Quando o gado chega de longas distâncias a um ambiente novo, o estresse, a poeira e as variações de temperatura podem abrir portas para doenças. Implementar um protocolo sanitário no cocho eficaz é o segredo para reduzir a mortalidade, garantir a saúde dos animais e aumentar a lucratividade da sua fazenda. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Em uma reportagem especial no Boitel JBS de Guaiçara, no estado de São Paulo, o Giro do Boi entrevistou Mateus Reis, da Foco Consultoria. Ele detalhou o protocolo de entrada que transforma o recebimento do gado em uma experiência de “tapete vermelho”, com foco no bem-estar e na prevenção.

O protocolo de entrada: prevenção e bem-estar

Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

A recepção dos animais no confinamento é a primeira e mais importante etapa do protocolo sanitário. A equipe da JBS, totalmente capacitada, realiza um trabalho focado no bem-estar animal para:

  • Hidratação e nutrição inicial: Os animais recebem água e feno na chegada, o que ajuda a baixar o nível de cortisol (o hormônio do estresse) e aumenta a resposta imune às vacinas.
  • Vacinação e vermifugação: Os animais são levados a um brete de contenção para receber vacinas contra os principais desafios do confinamento (doenças respiratórias e clostridioses) e vermífugo para parasitas internos e externos.

Esse protocolo de entrada padronizado é crucial para combater as doenças que mais matam no confinamento. O manejo cuidadoso, que minimiza o estresse do animal, é fundamental para o sucesso das aplicações e a eficácia das vacinas.

Acompanhamento e diagnóstico para a redução de perdas

Ronda sanitária garante ganho de peso e altos lucros no confinamentoRonda sanitária garante ganho de peso e altos lucros no confinamento
Ronda sanitária garante ganho de peso e altos lucros no confinamento

O trabalho da sanidade não para na entrada. A equipe de ronda acompanha os animais diariamente para identificar e tratar enfermidades a tempo, evitando óbitos. A Foco Consultoria auxilia nesse processo com indicadores de desempenho e o monitoramento rigoroso do rebanho.

As ações de acompanhamento incluem:

  • Treinamento da equipe: A equipe é treinada para fazer o diagnóstico precoce e identificar os animais que precisam de tratamento, com foco na observação de sinais sutis de doença.
  • Necropsia: A equipe faz a necropsia em 100% dos animais que vêm a óbito para entender a causa e ajustar os manejos necessários, corrigindo falhas no processo.
  • Sinergia com a nutrição: As equipes de sanidade e nutrição trabalham juntas e de forma integrada. Se o consumo de ração em um lote diminui e a morbidade aumenta, um diagnóstico conjunto é realizado para ajustar a dieta, por exemplo.

Mateus Reis afirma que o lema é: “animal saudável é animal rentável”. A equipe busca ao máximo trazer tecnologias e uma relação custo-benefício de uma melhor engorda.

Os três pilares do sucesso no confinamento

Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

O sucesso do confinamento está alinhado em três pilares fundamentais: gestão, sanidade e nutrição. A sanidade e a nutrição, por sua vez, se apoiam em estrutura, processo e pessoas.

A poeira, a variação de temperatura e a aglomeração são desafios constantes, mas uma equipe treinada e capaz de fazer um diagnóstico preciso é a chave para evitar perdas e garantir a rentabilidade.

O trabalho sanitário rigoroso no confinamento da JBS em Guaiçara demonstra como o compromisso com a saúde do rebanho, em sinergia com outras áreas, é a chave para a eficiência, a rentabilidade e a produção de uma carne de qualidade.



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Com tarifaço, tonelada da carne do Brasil fica US$ 1,7 mil mais cara que a argentina


O governo norte-americano impôs tarifas adicionais sobre o Brasil na ordem de 40%, que seriam adicionadas à tarifa já anunciada em abril de 10%, ou seja, os produtos brasileiros contaram com uma sobretaxa de 50%.

Os rumores durante o mês de julho apontavam para a crescente possibilidade de uma lista de exceções, o que de fato acabou se concretizando, o anúncio aconteceu no último dia 30 de julho.

A perspectiva inicial era que determinados produtos que não são produzidos nos Estados Unidos entrassem nessa lista. Na prática, as escolhas foram diferentes, alguns setores importantes foram contemplados a exemplo do setor de citrus, madeira e celulose, petróleo e de aeronaves. No entanto, houve algumas surpresas em relação as ausências, podendo ser aqui citados café, cacau, frutas, pescados e carne bovina.

Outro ponto que foi esclarecido pelas autoridades norte-americanas foi o adendo de que produtos embarcados até o dia 5 de agosto, que desembarquem nos portos dos Estados Unidos até o dia 5 de outubro, serão aceitos sem o adicional tarifário de 40%. O que se observou nos mais diferentes setores impactados foi a corrida para atender essas especificações e conseguir despachar as mercadorias a tempo.

As organizações que regem os setores que não foram contemplados na lista de exceções já começam a se mobilizar, tentando mitigar os efeitos do tarifaço em seus respectivos setores. No caso do setor da carne bovina, as estimativas são preocupantes: organizações como a Abiec e a Abrafrigo indicam que o Brasil pode deixar de arrecadar entre 1 e 1,3 bilhão de dólares em vendas de carne bovina para os Estados Unidos.

No entanto, as informações de bastidores apontam que as negociações persistem, visto que o setor da carne bovina conta com apoio dos importadores norte-americanos, que entendem que a substituição do produto brasileiro não é necessariamente simples no mercado internacional.

Carne brasileira sem competitividade nos EUA

A imposição de tarifas adicionais de 50% reduz substancialmente a competitividade brasileira. O quadro de momento, considerando as tarifas brasileiras de 76,4%, é o seguinte:

  • Brasil: US$ 8.415 por tonelada;
  • Austrália: US$ 7.169 por tonelada;
  • Uruguai: US$ 6.951 por tonelada;
  • Argentina: US$ 6.733,70 por tonelada;

A questão é que antes do tarifaço os preços médios do Brasil eram de aproximadamente US$ 6.100 por tonelada, ou seja, muito mais competitivo que os concorrentes. Desta forma o fornecimento de carne bovina pelos demais players representa maior pressão inflacionária em um setor que já sofre com preços acentuados pela atual posição do rebanho norte-americano.

tonelada carne bovina aos EUAtonelada carne bovina aos EUA
Foto: Divulgação Safras & Mercado

Outro aspecto importante no mercado global da carne bovina é que apenas o Brasil dentre os grandes produtores da proteína tem condições de atacar várias frentes de demanda simultaneamente.

Se Uruguai, Nova Zelândia, Austrália e Argentina priorizarem o mercado norte-americano, a tendência é que outros mercados deixem de ser atendidos na mesma intensidade, o que pode abrir boas possibilidades de exportação do Brasil para o mercado asiático e até mesmo União Europeia.

O setor ainda conta com a esperança de que a carne bovina brasileira seja inclusa em uma lista tardia de exceções. No mercado físico do boi gordo a boa notícia está no lento processo de recuperação dos preços da arroba nas principais praças pecuárias do país. Aparentemente a questão do tarifaço foi assimilada pelo mercado que agora já convive com espaço para a retomada.

Recorde de exportações

Apesar da ausência norte-americana, a expectativa de Safras & Mercado ainda aponta para recorde de embarques na atual temporada, com espaço para importante crescimento da receita.

Está é outra premissa básica do setor carnes em 2025, as exportações são o alvo prioritário, com o país desfrutando de uma posição privilegiada no mercado global, apesar dos sobressaltos apresentados nos últimos três meses (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em granja comercial e tarifaço).

A expectativa ainda é de novas aberturas de mercado e expansão daqueles que são cativos ao Brasil no restante da década. O governo brasileiro anunciou um pacote de ajuda, priorizando os setores mais vulneráveis ao tarifaço, para a fruticultura nacional e para o setor de pescados a medida será de grande valia.

Por sua vez, o setor carnes se mostra mais resiliente, encontrando alternativas ao mercado norte-americano, com boas condições para expandir vendas e estabelecer um novo recorde de embarques em 2025.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


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Nopa divulgará o resultado do esmagamento de soja dos EUA nesta sexta-feira



A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulgará, nesta sexta-feira (15), o resultado do esmagamento de soja dos Estados Unidos no mês de julho. Os números saem às 13 horas, horário de Brasília.

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Previsão do esmagamento de soja

Segundo a consultoria Safras & Mercado, o mercado aposta em número de 191,590 milhões de bushels. Em junho, os esmagamentos somaram 185,270 milhões de bushels. Em julho do ano passado, ficaram em 182,881 milhões de bushels.

A associação deve indicar os estoques de óleo de soja americanos em 1,380 bilhão de libras em julho. Em junho, somaram 1,384 bilhão de libras.



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Maior ação contra a soja irregular é realizada pelo Mapa



Na última semana, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma das maiores operações de descarte de produtos agropecuários já realizadas no Porto de Paranaguá, no Paraná. Cerca de 7 mil toneladas de soja e farelo de soja, apreendidas em ação conjunta com a Polícia Federal, estão sendo transportadas para Araras (SP) para destinação controlada por compostagem.

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O envio do material exige aproximadamente 150 viagens de caminhões bitrem até a Sociedade Industrial de Fertilizantes Ltda (Ciafértil), empresa registrada no Mapa, responsável pela reciclagem. No local, os produtos deteriorados ou adulterados serão transformados em adubo orgânico, seguindo protocolos rigorosos de compostagem para garantir a qualidade e a segurança do fertilizante gerado.

A apreensão ocorreu após tentativa de reinserção no mercado de cargas previamente rejeitadas por má qualidade no fluxo logístico do porto. As irregularidades encontradas incluíam presença de areia, indícios de adulteração intencional e condições sanitárias precárias, como acúmulo de produto sem separação, poças de água, fezes de aves, roedores mortos e ausência de rastreabilidade documental.

Auditores do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov/PR), do 8º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmaram as irregularidades e embasaram a decisão pela destinação final. Para o chefe do Sipov/PR, Fernando Mendes, a medida preserva a imagem do Brasil como fornecedor confiável de produtos agropecuários, reforçando compromissos com rastreabilidade, segurança sanitária e combate a fraudes.

Todo o processo de descarte é acompanhado por auditores do Mapa, desde a recepção até a compostagem final em São Paulo. Profissionais do Programa Vigifronteiras e do Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal (SISV-SP) registram cada etapa com fotos, garantindo rastreabilidade e cumprimento da legislação brasileira e de protocolos internacionais.

O caso tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba e, apesar de o descarte já estar em andamento por decisão judicial, as investigações seguem para identificar os responsáveis.



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transformar anúncio em ação real


O governo federal lançou, com pompa e discurso de soberania, a medida provisória “Brasil Soberano”, prevendo R$ 30 bilhões em crédito emergencial para exportadores brasileiros afetados pela tarifa extra de 50% imposta pelos Estados Unidos.

A medida tem potencial para evitar perdas expressivas, proteger empregos e preservar mercados estratégicos. No entanto, a falta de definição sobre a taxa de juros, que só será conhecida após reunião do Conselho Monetário Nacional na próxima semana, deixa no ar a pergunta central: quanto custará, de fato, esse socorro?

Entre os setores mais atingidos estão o agronegócio, a indústria de alimentos e bebidas, calçados, siderurgia e eletroeletrônicos de nicho. No caso do agro, as perdas potenciais não se medem apenas em cifras, mas também em diminuição de espaço nos mercados internacionais, algo que dificilmente se recupera rapidamente. Cada dia de incerteza significa oportunidade para concorrentes ocuparem o lugar do Brasil.

O fantasma dos pacotes ineficazes

Não é a primeira vez que vemos anúncios de pacotes bilionários com metas ambiciosas que, na prática, não se materializam como prometido. A burocracia, a morosidade na liberação dos recursos e a falta de critérios claros já transformaram medidas emergenciais passadas em planos frustrados, que chegaram tarde ou nem chegaram aos beneficiários.

No campo, o produtor sabe bem o que isso significa: promessa de crédito que se perde entre ofícios, exigências e formulários intermináveis. Anúncios sem execução são como chuva que cai no mar — fazem barulho, mas não irrigam nada.

O pacote tem também forte componente político. Lula aproveitou o lançamento para criticar o tarifaço de Donald Trump, classificando-o como motivado por “ideologia e retaliação”, e para defender a soberania brasileira.

Mas há um teste de credibilidade em curso: transformar discurso em entrega real. Se o plano não for operacionalizado de forma rápida e eficaz, o governo não apenas perderá a chance de proteger setores estratégicos, como também reforçará a percepção de que o anúncio foi mais retórico do que prático.

O Congresso tem papel central, votando a MP com agilidade, mas também fiscalizando a execução para que o dinheiro chegue onde precisa. Já o setor produtivo, especialmente o agro, precisa pressionar por regras claras, juros viáveis e desembolso rápido, pois, no comércio internacional, o tempo de reação é quase tão importante quanto o valor do auxílio.

O “Brasil Soberano” pode ser um marco na defesa das exportações brasileiras — ou apenas mais um capítulo da longa lista de pacotes que morrem no papel. O resultado vai depender menos das manchetes e mais da capacidade do governo em retirar as amarras da burocracia e colocar o recurso na mão de quem produz e vende para o mundo.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


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Com recorde na produção de soja e milho, safra de grãos 2024/25 atinge 345 milhões de toneladas



A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 está estimada em 345,2 milhões de toneladas, configurando-se como novo recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando a safra 2022/23 quando foram colhidas 320,91 milhões de toneladas. Se comparado com o volume obtido na safra passada, o resultado representa uma alta de 47,7 milhões de toneladas.

Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (14) pela Companhia. Esse aumento é influenciado tanto pela maior área cultivada no país, com uma alta de 2,5% sendo estimadas em 81,9 milhões de hectares, como, principalmente, pela recuperação da produtividade média nacional das lavouras, saindo e 3.722 quilos por hectare em 2023/23 para 4.214 quilos por hectare na atual temporada.

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Com produtividades recordes milho e soja contribuem para o bom resultado esperado, que juntos representam aproximadamente 43,4 milhões de toneladas, sendo em torno de 21,5 milhões de toneladas o crescimento do milho e cerca de 21,9 milhões de toneladas o incremento da soja. No caso do cereal a expectativa é de uma colheita total de aproximadamente 137 milhões de toneladas, a maior já registrada na série histórica da Companhia.

Apenas na segunda safra do grão, são esperadas 109,6 milhões de toneladas. A colheita da segunda safra de milho já alcança 83,7% da área cultivada, como aponta o Progresso de Safra, aproximando-se da média dos últimos anos, que foi de 84,3%. Em Mato Grosso, principal estado produtor do cereal, a colheita se encaminha para a finalização com uma produção estimada de 53,55 milhões de toneladas, o que representa 49% da produção total do milho segunda safra no país.

A soja tem produção estimada nesta temporada em 169,7 milhões de toneladas, 14,8% superior à da safra de 2023/24. Os investimentos dos produtores na cultura, a partir da disponibilização de crédito via Plano Safra, aliado às boas condições climáticas na maioria das regiões produtoras, justificam a produção recorde da oleaginosa no país.

A Conab também estima uma boa produção para o arroz, com uma colheita de 12,3 milhões de toneladas, que corresponde a um aumento de cerca de 1,7 milhão de toneladas em relação à safra anterior. Esse crescimento é resultado da expansão de 8,8% na área semeada e das condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

Para o algodão, outra importante cultura de segunda safra, a previsão é de um novo recorde na produção, com 3,9 milhões de toneladas da pluma. A boa produtividade média das lavouras e o ganho de 7,3% na área semeada da cultura influenciam no crescimento de 6,3% na atual safra da fibra. A colheita segue em ritmo mais lento que a média dos últimos 5 anos, atingindo 39% da área.

As chuvas e o frio fora de época nos meses de junho e julho, retardaram o processo de maturação, alterando o ciclo de desenvolvimento da cultura. A expectativa é que ao longo do mês de agosto os produtores compensem o ritmo convergindo o percentual a ser colhido convergindo, em setembro, para os índices das médias históricas para o período.

Já para o feijão, a estimativa da Conab é de uma queda na produção de 3,5% em relação ao ciclo anterior, chegando em 3,1 milhões de toneladas somadas as 3 safras do grão. No segundo ciclo da leguminosa, as condições climáticas desfavoráveis registradas no Paraná, um dos principais estados produtores, afetaram a qualidade do grão, bem como o rendimento das lavouras. Para a terceira safra de feijão também é esperada uma redução na colheita.

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. Mesmo com uma previsão de queda de 16,7% na área semeada, estimada em 2,55 milhões de hectares, a Conab espera uma produção próxima à estabilidade, podendo chegar a 7,81 milhões de toneladas. As condições climáticas, até agora, são melhores que a ocorrida na safra anterior, o que justifica a um volume colhido semelhante ao registrado em 2024.

Projeções

Neste 11º levantamento, a Conab atualiza as projeções do quadro de suprimentos da safra 2024/25 para o milho. Diante da projeção de maior disponibilidade de milho no mercado nacional na segunda safra e dos prováveis redirecionamentos de demanda internacional para o milho sul-americano, haja vista os atuais embates tarifários entre os Estados Unidos e importantes importadores do grão, é esperado um incremento nas exportações brasileiras. Atualmente as vendas ao mercado externo estão estimadas em 40 milhões de toneladas frente às 38,5 milhões de toneladas exportadas no ciclo 2023/24. O consumo interno também tende a ser maior que no último ciclo, com estimativa de ultrapassar as 90 milhões de toneladas. Ainda assim, a produção recorde do cereal possibilita a recomposição do estoque de passagem do cereal, previsto em 10,3 milhões de toneladas.



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Transição de carreira no agro: dicas, networking e governança



A transição de carreira para o agronegócio exige mais do que interesse pelo setor. É um processo que demanda autoconhecimento, planejamento e desenvolvimento intencional. Entender seus valores, habilidades e limitações é o primeiro passo para direcionar esforços e identificar oportunidades alinhadas ao perfil profissional.

O planejamento deve incluir metas claras e um mapeamento de etapas para chegar à nova posição. Paralelamente, buscar capacitação e novas experiências ainda na função atual amplia as chances de adaptação e sucesso.

O papel da governança corporativa na adaptação

Um dos fatores que mais influenciam a experiência de quem migra de área ou setor é a governança corporativa. Quando bem estruturada e alinhada à cultura organizacional, ela traz transparência, definição clara de papéis e processos decisórios objetivos.

Esse ambiente organizado facilita a compreensão das responsabilidades e acelera a integração com novas equipes. Para o profissional, isso representa segurança e clareza para atuar e se desenvolver.

Networking: conexões que geram oportunidades

O networking é um dos recursos mais estratégicos para quem busca entrar ou crescer no agro. Participar de eventos, feiras e grupos setoriais especialmente aqueles voltados para mulheres ajuda a criar conexões genuínas e a ampliar a visibilidade no mercado.

Estudos do LinkedIn indicam que mulheres costumam se candidatar a vagas apenas quando cumprem todos os requisitos, enquanto homens se arriscam antes. Essa diferença reforça a importância de investir em relacionamentos que possam gerar indicações e convites.

Experiência prática antes da transição

Testar a nova área antes de mudar definitivamente pode evitar frustrações. Algumas estratégias incluem:

  • Solicitar participação em projetos intersetoriais.
  • Atuar como voluntário em iniciativas do agro.
  • Fazer cursos e workshops para ampliar conhecimento técnico.

Essa vivência prévia ajuda a confirmar o interesse, entender a rotina e criar um histórico que fortalece o currículo.

Mobilidade interna como porta de entrada

Empresas com cultura de mobilidade interna facilitam a migração entre áreas. Organizações que incentivam esse movimento tendem a oferecer programas de integração e acompanhamento, garantindo que o profissional tenha suporte para desempenhar bem na nova função.



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Safra de grãos cresce 16,3%, aponta IBGE



O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quarta-feira (14), pelo IBGE, mostra que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 340,5 milhões de toneladas em 2025. Trata-se de um valor 16,3% ou 47,7 milhões de toneladas maior do que a safra obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas). Na comparação com junho, a estimativa registrou alta de 2,1%, um acréscimo de 7,1 milhões de toneladas.

A área a ser colhida este ano deve ser de 81,2 milhões de hectares, o que representa um
crescimento de 2,7% (2,2 milhões de hectares a mais) em relação à área colhida em 2024. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou uma expansão de 49,0 mil hectares (0,1%).

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“A estimativa de julho para a safra 2025 é recorde da série histórica do IBGE. O crescimento da safra brasileira de cerais, leguminosas e oleaginosas em relação a 2024 é consequência dos maiores investimentos realizados pelos produtores, que ampliaram as áreas de plantio e investiram mais em tecnologia de produção, motivados pelos bons preços dos principais grãos por ocasião do plantio da 1 (safra das águas ou verão) e 2 safras (safra das secas). Outro fator foi o clima, que beneficiou as lavouras no campo na maioria das unidades da federação produtoras. Os problemas climáticos mais sérios foram verificados somente no Rio Grande do Sul”, explica o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

Os principais destaques positivos da safra 2025 em julho, frente a junho, são os crescimentos das estimativas da produção da soja (165,5 milhões de toneladas), do milho (137,6 milhões de toneladas), do arroz em casca (12,5 milhões de toneladas) e do algodão em caroço (9,5 milhões de toneladas). O arroz, o milho e a soja representam 92,7% da estimativa da produção e são responsáveis por 88,0% da área colhida. Na comparação com 2024, houve aumentos na produção estimada do algodão herbáceo em caroço (7,1%), do arroz (17,7%), do feijão (0,4%), da soja (14,2%), do milho (19,9%, sendo 14,1% para o milho 1 safra e 21,4% para o milho 2 safra), do sorgo (23,6%) e do trigo (2,3%).

Ainda frente a 2024, mas no que se refere à área a ser colhida, ocorreu crescimento de 5,6% na do algodão herbáceo (em caroço), 11,4% na do arroz em casca, 3,3% na da soja, 3,5% na do milho (declínio de 4,9% no milho 1 safra e crescimento de 5,9% no milho 2 safra), e de 10,9% na do sorgo. Por outro lado, as áreas do feijão (-6,1%) e do trigo (-18,2%) apresentaram reduções.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de julho mostrou variação anual positiva para todas as regiões do país: Centro-Oeste (21,4%), Sul (9,0%), Sudeste (16,9%), Nordeste (9,0%) e Norte (17,3%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos o Norte (1,9%), o Sul (0,7%), o Sudeste (1,9%) e o Centro-Oeste (3,3%). O Nordeste (-0,1%) foi a única região com variação mensal negativa.

Em relação a junho, os principais aumentos nas estimativas de produção ficaram por conta do sorgo (13,5% ou 585 211 t), do milho 2 safra (5,7% ou 6 020 682 t), da castanha de caju (4,0% ou 5 605 t), da uva (2,1% ou 42 983 t), da aveia (2,0% ou 26 589 t), do algodão herbáceo (1,6% ou 154 083 t), do arroz (1,5% ou 185 508 t), da cevada (0,6% ou 3 339 t), do milho 1 safra (0,6% ou 156 042 t), do feijão 2 safra (0,3% ou 3 503 t) e da soja (0,2% ou 390 204 t).

No sentido oposto, houve quedas nas estimativas da produção do feijão 1 safra (-6,7% ou -76 488 t), do tomate (-6,7% ou -318 774 t), do feijão 3 safra (-5,2% ou -43 796 t) e do trigo (-3,4% ou -275 018 t).

“Os recordes de produção do milho e do sorgo em 2025 ocorrem devido à ampliação das áreas de plantio e ao clima que beneficiou essas lavouras durante as duas safras, notadamente o milho da 2 safra no Mato Grosso, que é o maior produtor nacional desse cereal. Esse aumento da produção se deve ao crescimento da demanda pelo cereal, já que ele é utilizado na produção de ração para atender à produção brasileira de proteína animal (carnes de frango, suíno e bovino), assim como no atendimento à crescente produção de etanol de milho, sendo que muitas usinas estão sendo instaladas no estado para aproveitamento desse cereal”, acrescenta Carlos.

Mato Grosso lidera a produção de grãos

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido por Paraná (13,4%), Goiás (11,4%), Rio Grande do Sul (9,5%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 79,8% do total. Em relação às participações das regiões brasileiras, o panorama é o seguinte: Centro-Oeste (51,5%), Sul (25,1%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,3%).

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior,
ocorreram no Mato Grosso (5 536 658 t), em Minas Gerais (561 874 t), no Paraná (479 700 t), em Santa Catarina (245 226 t), no Tocantins (242 795 t), na Bahia (160 380 t), em Rondônia (130 647 t), em Goiás (29 289 t), em Roraima (21 687t), no Maranhão (5 162 t), no Mato Grosso do Sul (408 t), no Acre (47 t) e no Rio de Janeiro (7 t). Já as variações negativas mais relevantes foram observadas no Rio Grande do Sul (-101 540 t), na Paraíba (-76 892 t), no Ceará (-59 501 t), no Piauí (-46 775 t), no Rio Grande do Norte (-12 701 t), em Sergipe (-6 490 t) e no Amazonas (-65 t).



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Suínos: mercado aquecido eleva os preços


Santa Catarina - suino
Foto: Freepik

Os preços do suíno vivo e da carne têm registrado novas altas em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo agentes consultados pelo instituto, o impulso vem do aumento na procura pela proteína suinícola, devido ao Dia dos Pais. Além disso, também houve a típica elevação na demanda motivada pelo recebimento de salários da população. 

No mercado da carne, apesar de registrar baixo ritmo de vendas em julho, o maior consumo na segunda semana de agosto tem elevado a liquidez envolvendo produtos de origem suinícola.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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