quinta-feira, maio 7, 2026

Autor: Redação

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Pacote de socorro ao tarifaço não atende todas as necessidades do agro, diz Faesp



A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), que representa os sindicatos rurais da região, avalia que a divulgação do pacote de ajuda do governo às empresas e produtores atingidos pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos ainda não atende por completo às necessidades do setor.

O presidente da entidade, Tirso Meirelles, destacou que é preciso manter a diplomacia, mas sem caráter ideológico. “[Em primeiro lugar] é a negociação, diplomacia, dividir política para um lado, econômico para o outro. Esse é o primeiro ponto. A taxa de juros que foi falado, de 8% a 10%, mais as taxas bancárias, chegará a 14%. A nossa taxa de juros é a segunda maior do mundo. Perdemos apenas para a Turquia”, ressalta.

Em um contexto mais macro, sem relação direta com o pacote anunciado pelo presidente Lula, Meirelles advoga a necessidade de uma reforma administrativa urgente para que os gastos do governo reduzam e que a taxa de juros baixe.

“Emergencialmente, nós temos de resolver esse impasse com esse cliente nosso que é os Estados Unidos, para que possamos resolver economicamente os investimentos e todo o processo”, finaliza.



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Nova revisão mantém safra recorde de grãos na Bahia em 2025



A sétima estimativa para a safra baiana de grãos aponta que a Bahia deve alcançar o recorde de produção de 12.829.202 toneladas em 2025, de acordo com dados de julho, divulgados pelo IBGE, nesta quinta-feira (14).

Isso representa um crescimento de 12,7% (ou mais 1.448.107 t) em relação a 2024, e de 5,6% frente ao recorde anterior, registrado em 2023 (que havia sido de 12.148.058 toneladas).

Frente à estimativa de junho (de 12.668.822 toneladas), também houve, em julho, aumento na previsão da safra de grãos na Bahia: +1,3%, o que equivale a mais 160.380 toneladas.

De acordo com o IBGE, a maior previsão da safra baiana de grãos, entre junho e julho, se deveu a novas revisões para cima nas produções de milho 1ª safra e algodão herbáceo.

Milho

Em 2025, a primeira safra de milho, na Bahia, deve ser de 1.932.000 toneladas, ficando 24,6% acima da colhida em 2024 (mais 380.910 toneladas) e com alta de 11,0% na passagem de junho para julho (mais 192 mil toneladas).

O aumento da previsão do milho 1ª safra entre um mês e outro se deveu a um maior rendimento médio, que deve chegar a 6.900 kg/hectare, 15,0% superior ao previsto em junho (que havia sido 6.000 kg/hectare).

Algodão

A Bahia deve produzir, em 2025, 1.865.025 toneladas de algodão, 5,4% a mais do que em 2024 (mais 96.225 toneladas) e 0,4% a mais do que o previsto em junho (mais 6.525 toneladas).

A variação positiva na estimativa, entre junho e julho, se deveu a um crescimento da área plantada/ a ser colhida, que passou de 400 mil para 405 mil hectares (+1,3% ou mais 5.000 hectares).

O estado é o 2º maior produtor nacional de algodão e deverá ser responsável por 19,6% da safra brasileira, em 2025. Fica abaixo apenas de Mato Grosso, que deve colher 6.742.781 toneladas, equivalentes a 71,0% do total nacional (9,5 milhões de toneladas).

Por outro lado, entre junho e julho houve, na Bahia, revisão para baixo na estimativa de produção do feijão 1ª safra, de -29,7% ou menos 35.600 toneladas.

Com isso, essa safra deve somar 86.400 toneladas em 2025, ficando ainda menor em relação à de 2024: -37,0% ou menos 50.700 toneladas. 

Além disso, a queda importante na estimativa de produção de feijão 1ª safra, entre junho e julho, resultou de uma combinação de recuos na área destinada à cultura (-7,7% ou menos 15 mil hectares, ficando em 180 mil hectares) e no rendimento médio (-23,3%, de 4.646 kg/hectare para 4.605 kg/hectare).

Soja

O maior crescimento absoluto continua o da soja (+1.074.090 t, ou +14,3%), seguido pelo do milho 1ª safra (+380.910 t ou +24,6%) e pelo da mandioca (+116.148 t, ou +14,7%).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE.

O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.


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AgroNewsPolítica & Agro

Soja guaxa resistente desafia produtores de milho e sorgo


A presença de soja guaxa resistente a herbicidas, especialmente ao glifosato, 2,4-D e ao dicamba, vem se tornando um problema crescente nas áreas de rotação com milho e sorgo, com impactos ainda mais significativos quando há consórcio com forrageiras, como a Brachiaria. Segundo a agrônoma Jessica Wegener Possamai, essa planta daninha, originada de sementes remanescentes da última safra de soja, exige atenção redobrada e manejo estratégico para evitar prejuízos.

“A presença de soja guaxa resistente a herbicidas, especialmente ao glifosato, 2,4-d e ao dicamba, é um desafio crescente nas áreas de rotação com milho e sorgo, especialmente quando se pretende consorciar essas culturas com forrageiras, como é o caso da Brachiaria”, comenta.

O risco vai muito além da simples competição por luz, água e nutrientes. A soja guaxa também pode servir como hospedeira de pragas, como percevejos e lagartas, e de doenças, como ferrugem e mancha-alvo. Além disso, reduz a eficiência de herbicidas pós-emergentes, elevando o número de aplicações e o custo operacional. As perdas de produtividade no milho e no sorgo podem variar entre 8% e 15%, enquanto o gasto adicional com manejo pode chegar a R$ 300 por hectare, especialmente em casos de resistência múltipla.

Entre as estratégias recomendadas, destacam-se a rotação de mecanismos de ação, incluindo atrazina ou terbutilazina, a preferência por herbicidas com efeito residual, o controle antecipado antes da competição inicial e o uso de métodos culturais, como rotação de culturas e coberturas vegetais. Essas práticas reduzem a pressão da planta daninha e ajudam a preservar a eficácia das moléculas disponíveis no mercado.

“No manejo de plantas daninhas, o barato pode sair muito caro. Ignorar a soja guaxa resistente é comprometer não só a safra atual, mas também a sanidade produtiva das próximas safras”, conclui.

 





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MP de reação ao tarifaço será prioridade no Congresso



O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Congresso Nacional tratará como “prioridade” a Medida Provisória que oferece um pacote de socorro a empresas afetadas pelo “tarifaço” estabelecido pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

As declarações ocorreram na manhã desta quinta-feir (14), em entrevista à GloboNews, um dia após o governo ter anunciado a MP.

O instrumento tem validade imediata, mas temporária, e portanto precisa de aprovação dos parlamentares.

A medida consiste em uma linha de crédito de R$ 30 bilhões, ampliação de créditos tributários a exportadores pelo Reintegra em R$ 5 bilhões e aportes de R$ 4,5 bilhões em outros fundos. Esses R$ 9,5 bilhões ficarão fora do cálculo da meta fiscal de 2025 e 2026.

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“Estivemos lá, tanto eu como o presidente do Senado Davi Alcolumbre, ao lado do presidente Lula e dos seus ministros, o presidente Geraldo Alckmin, para receber essa medida provisória que traz um apoio aos setores afetados por essas tarifas. Essa matéria, com certeza, será uma prioridade dentro do Congresso Nacional”, declarou o parlamentar.

Motta continuou: “Nós não vamos, em nenhum momento, nos hesitar a estarmos unidos com os demais Poderes para defender a soberania nacional, defender aquilo que é importante para o Brasil, proteger as nossas indústrias, as nossas empresas, os nossos empregos. Esse é o papel de todos aqueles que têm o compromisso com o País, acima de qualquer preferência política ou ideológica.”

O presidente da Câmara também disse que vê ambiente favorável na Câmara à MP. “Não tenho dúvidas de que dentro da Câmara, no colégio de líderes, nós vamos ter amplo apoio para que essas medidas possam ser tomadas e o Brasil possa ter o mínimo impacto possível diante dessas decisões recentes do governo americano.”

Imposto de Renda

Motta declarou ainda que a ampliação da isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil é outra prioridade para o semestre. O parecer do relator, Arthur Lira (PP-AL), já foi aprovado em comissão especial. Segundo o atual presidente da Câmara, a expectativa é de que o texto seja levado ao plenário nos próximos dias.

“O relatório, elaborado pelo ex-presidente Arthur Lira na comissão especial, foi aprovado por unanimidade. Então, demonstra que o ambiente na Casa é favorável para a aprovação dessa matéria”, disse ele. “Nos próximos dias, esperamos que ela possa ser levada ao plenário e apreciada no plenário da Câmara, já que é uma matéria muito importante”, acrescentou.



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Inteligência artificial na avicultura: IoT e manejo avançado



A avicultura brasileira está passando por uma revolução silenciosa. Longe de ser um conceito futurista, a inteligência artificial (IA) já está presente em granjas pelo país, auxiliando produtores na tomada de decisão, aumentando a eficiência e melhorando o bem-estar animal.

Segundo Juliana Batista, médica veterinária com 17 anos de experiência no setor, o avanço recente vem da maturidade na coleta e análise de dados. Sensores, câmeras e dispositivos conectados por IoT (Internet das Coisas) permitem monitorar em tempo real fatores como temperatura, umidade e ventilação, além da saúde e microbiota intestinal das aves.

Como a IA e o IoT funcionam nas granjas

A integração de sensores inteligentes nos aviários permite:

  • Monitoramento ambiental constante, prevenindo problemas de ambiência.
  • Acompanhamento do estado de saúde das aves, com base em dados fisiológicos e nutricionais.
  • Alertas automáticos para ajustes no manejo ou no fornecimento de ração.

Com o uso de machine learning e estatísticas avançadas, os sistemas conseguem identificar padrões e antecipar situações críticas, garantindo mais precisão nas decisões.

Exemplo prático de automação na alimentação

Uma das soluções já disponíveis no mercado é a gestão automatizada da cadeia de ração. Ao detectar que o estoque está baixo, o sistema pode enviar o pedido diretamente para a fábrica, sem necessidade de intervenção do produtor.

Isso reduz riscos de falta de alimento, otimiza o transporte e libera tempo para que o avicultor se dedique a atividades estratégicas, como manejo, biosseguridade e sustentabilidade.

Benefícios diretos para o produtor

A aplicação de IA e IoT na avicultura traz vantagens claras:

  1. Aumento da produtividade: ambiência controlada e manejo preciso refletem em maior ganho de peso e menor mortalidade.
  2. Redução de custos: otimização no uso de energia, ração e mão de obra.
  3. Agilidade na resposta: alertas em tempo real evitam perdas e melhoram a gestão.
  4. Sustentabilidade: uso eficiente de recursos e menor impacto ambiental.

Juliana Batista reforça que:

“O produtor pode estar em casa e ainda assim saber o que está acontecendo no aviário, tomando decisões baseadas em dados concretos”.

Desafios para a adoção da tecnologia

Apesar dos avanços, ainda há barreiras. A principal é a conectividade no campo. Sem internet de qualidade, o funcionamento contínuo dos sensores e sistemas é comprometido.

Outros desafios incluem o investimento inicial e a capacitação técnica dos produtores para utilizar as ferramentas de forma estratégica.

O futuro da avicultura digital

O próximo passo, segundo especialistas, é integrar dados de diferentes etapas da cadeia produtiva, desde o incubatório até o processamento, para otimizar todo o sistema de produção.

A IA também deve ganhar espaço em análises mais complexas, como previsão de mercado, ajustes nutricionais personalizados e rastreabilidade avançada fortalecendo a posição do Brasil como líder global na produção de proteína de frango.



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Confinamento de sucesso: como a sanidade e nutrição evitam perdas e aumentam o lucro


Pecuaristas, o manejo sanitário é a chave para o sucesso do confinamento. Quando o gado chega de longas distâncias a um ambiente novo, o estresse, a poeira e as variações de temperatura podem abrir portas para doenças. Implementar um protocolo sanitário no cocho eficaz é o segredo para reduzir a mortalidade, garantir a saúde dos animais e aumentar a lucratividade da sua fazenda. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Em uma reportagem especial no Boitel JBS de Guaiçara, no estado de São Paulo, o Giro do Boi entrevistou Mateus Reis, da Foco Consultoria. Ele detalhou o protocolo de entrada que transforma o recebimento do gado em uma experiência de “tapete vermelho”, com foco no bem-estar e na prevenção.

O protocolo de entrada: prevenção e bem-estar

Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

A recepção dos animais no confinamento é a primeira e mais importante etapa do protocolo sanitário. A equipe da JBS, totalmente capacitada, realiza um trabalho focado no bem-estar animal para:

  • Hidratação e nutrição inicial: Os animais recebem água e feno na chegada, o que ajuda a baixar o nível de cortisol (o hormônio do estresse) e aumenta a resposta imune às vacinas.
  • Vacinação e vermifugação: Os animais são levados a um brete de contenção para receber vacinas contra os principais desafios do confinamento (doenças respiratórias e clostridioses) e vermífugo para parasitas internos e externos.

Esse protocolo de entrada padronizado é crucial para combater as doenças que mais matam no confinamento. O manejo cuidadoso, que minimiza o estresse do animal, é fundamental para o sucesso das aplicações e a eficácia das vacinas.

Acompanhamento e diagnóstico para a redução de perdas

Ronda sanitária garante ganho de peso e altos lucros no confinamentoRonda sanitária garante ganho de peso e altos lucros no confinamento
Ronda sanitária garante ganho de peso e altos lucros no confinamento

O trabalho da sanidade não para na entrada. A equipe de ronda acompanha os animais diariamente para identificar e tratar enfermidades a tempo, evitando óbitos. A Foco Consultoria auxilia nesse processo com indicadores de desempenho e o monitoramento rigoroso do rebanho.

As ações de acompanhamento incluem:

  • Treinamento da equipe: A equipe é treinada para fazer o diagnóstico precoce e identificar os animais que precisam de tratamento, com foco na observação de sinais sutis de doença.
  • Necropsia: A equipe faz a necropsia em 100% dos animais que vêm a óbito para entender a causa e ajustar os manejos necessários, corrigindo falhas no processo.
  • Sinergia com a nutrição: As equipes de sanidade e nutrição trabalham juntas e de forma integrada. Se o consumo de ração em um lote diminui e a morbidade aumenta, um diagnóstico conjunto é realizado para ajustar a dieta, por exemplo.

Mateus Reis afirma que o lema é: “animal saudável é animal rentável”. A equipe busca ao máximo trazer tecnologias e uma relação custo-benefício de uma melhor engorda.

Os três pilares do sucesso no confinamento

Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

O sucesso do confinamento está alinhado em três pilares fundamentais: gestão, sanidade e nutrição. A sanidade e a nutrição, por sua vez, se apoiam em estrutura, processo e pessoas.

A poeira, a variação de temperatura e a aglomeração são desafios constantes, mas uma equipe treinada e capaz de fazer um diagnóstico preciso é a chave para evitar perdas e garantir a rentabilidade.

O trabalho sanitário rigoroso no confinamento da JBS em Guaiçara demonstra como o compromisso com a saúde do rebanho, em sinergia com outras áreas, é a chave para a eficiência, a rentabilidade e a produção de uma carne de qualidade.



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Com tarifaço, tonelada da carne do Brasil fica US$ 1,7 mil mais cara que a argentina


O governo norte-americano impôs tarifas adicionais sobre o Brasil na ordem de 40%, que seriam adicionadas à tarifa já anunciada em abril de 10%, ou seja, os produtos brasileiros contaram com uma sobretaxa de 50%.

Os rumores durante o mês de julho apontavam para a crescente possibilidade de uma lista de exceções, o que de fato acabou se concretizando, o anúncio aconteceu no último dia 30 de julho.

A perspectiva inicial era que determinados produtos que não são produzidos nos Estados Unidos entrassem nessa lista. Na prática, as escolhas foram diferentes, alguns setores importantes foram contemplados a exemplo do setor de citrus, madeira e celulose, petróleo e de aeronaves. No entanto, houve algumas surpresas em relação as ausências, podendo ser aqui citados café, cacau, frutas, pescados e carne bovina.

Outro ponto que foi esclarecido pelas autoridades norte-americanas foi o adendo de que produtos embarcados até o dia 5 de agosto, que desembarquem nos portos dos Estados Unidos até o dia 5 de outubro, serão aceitos sem o adicional tarifário de 40%. O que se observou nos mais diferentes setores impactados foi a corrida para atender essas especificações e conseguir despachar as mercadorias a tempo.

As organizações que regem os setores que não foram contemplados na lista de exceções já começam a se mobilizar, tentando mitigar os efeitos do tarifaço em seus respectivos setores. No caso do setor da carne bovina, as estimativas são preocupantes: organizações como a Abiec e a Abrafrigo indicam que o Brasil pode deixar de arrecadar entre 1 e 1,3 bilhão de dólares em vendas de carne bovina para os Estados Unidos.

No entanto, as informações de bastidores apontam que as negociações persistem, visto que o setor da carne bovina conta com apoio dos importadores norte-americanos, que entendem que a substituição do produto brasileiro não é necessariamente simples no mercado internacional.

Carne brasileira sem competitividade nos EUA

A imposição de tarifas adicionais de 50% reduz substancialmente a competitividade brasileira. O quadro de momento, considerando as tarifas brasileiras de 76,4%, é o seguinte:

  • Brasil: US$ 8.415 por tonelada;
  • Austrália: US$ 7.169 por tonelada;
  • Uruguai: US$ 6.951 por tonelada;
  • Argentina: US$ 6.733,70 por tonelada;

A questão é que antes do tarifaço os preços médios do Brasil eram de aproximadamente US$ 6.100 por tonelada, ou seja, muito mais competitivo que os concorrentes. Desta forma o fornecimento de carne bovina pelos demais players representa maior pressão inflacionária em um setor que já sofre com preços acentuados pela atual posição do rebanho norte-americano.

tonelada carne bovina aos EUAtonelada carne bovina aos EUA
Foto: Divulgação Safras & Mercado

Outro aspecto importante no mercado global da carne bovina é que apenas o Brasil dentre os grandes produtores da proteína tem condições de atacar várias frentes de demanda simultaneamente.

Se Uruguai, Nova Zelândia, Austrália e Argentina priorizarem o mercado norte-americano, a tendência é que outros mercados deixem de ser atendidos na mesma intensidade, o que pode abrir boas possibilidades de exportação do Brasil para o mercado asiático e até mesmo União Europeia.

O setor ainda conta com a esperança de que a carne bovina brasileira seja inclusa em uma lista tardia de exceções. No mercado físico do boi gordo a boa notícia está no lento processo de recuperação dos preços da arroba nas principais praças pecuárias do país. Aparentemente a questão do tarifaço foi assimilada pelo mercado que agora já convive com espaço para a retomada.

Recorde de exportações

Apesar da ausência norte-americana, a expectativa de Safras & Mercado ainda aponta para recorde de embarques na atual temporada, com espaço para importante crescimento da receita.

Está é outra premissa básica do setor carnes em 2025, as exportações são o alvo prioritário, com o país desfrutando de uma posição privilegiada no mercado global, apesar dos sobressaltos apresentados nos últimos três meses (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em granja comercial e tarifaço).

A expectativa ainda é de novas aberturas de mercado e expansão daqueles que são cativos ao Brasil no restante da década. O governo brasileiro anunciou um pacote de ajuda, priorizando os setores mais vulneráveis ao tarifaço, para a fruticultura nacional e para o setor de pescados a medida será de grande valia.

Por sua vez, o setor carnes se mostra mais resiliente, encontrando alternativas ao mercado norte-americano, com boas condições para expandir vendas e estabelecer um novo recorde de embarques em 2025.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


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Nopa divulgará o resultado do esmagamento de soja dos EUA nesta sexta-feira



A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulgará, nesta sexta-feira (15), o resultado do esmagamento de soja dos Estados Unidos no mês de julho. Os números saem às 13 horas, horário de Brasília.

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Previsão do esmagamento de soja

Segundo a consultoria Safras & Mercado, o mercado aposta em número de 191,590 milhões de bushels. Em junho, os esmagamentos somaram 185,270 milhões de bushels. Em julho do ano passado, ficaram em 182,881 milhões de bushels.

A associação deve indicar os estoques de óleo de soja americanos em 1,380 bilhão de libras em julho. Em junho, somaram 1,384 bilhão de libras.



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Maior ação contra a soja irregular é realizada pelo Mapa



Na última semana, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma das maiores operações de descarte de produtos agropecuários já realizadas no Porto de Paranaguá, no Paraná. Cerca de 7 mil toneladas de soja e farelo de soja, apreendidas em ação conjunta com a Polícia Federal, estão sendo transportadas para Araras (SP) para destinação controlada por compostagem.

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O envio do material exige aproximadamente 150 viagens de caminhões bitrem até a Sociedade Industrial de Fertilizantes Ltda (Ciafértil), empresa registrada no Mapa, responsável pela reciclagem. No local, os produtos deteriorados ou adulterados serão transformados em adubo orgânico, seguindo protocolos rigorosos de compostagem para garantir a qualidade e a segurança do fertilizante gerado.

A apreensão ocorreu após tentativa de reinserção no mercado de cargas previamente rejeitadas por má qualidade no fluxo logístico do porto. As irregularidades encontradas incluíam presença de areia, indícios de adulteração intencional e condições sanitárias precárias, como acúmulo de produto sem separação, poças de água, fezes de aves, roedores mortos e ausência de rastreabilidade documental.

Auditores do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov/PR), do 8º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmaram as irregularidades e embasaram a decisão pela destinação final. Para o chefe do Sipov/PR, Fernando Mendes, a medida preserva a imagem do Brasil como fornecedor confiável de produtos agropecuários, reforçando compromissos com rastreabilidade, segurança sanitária e combate a fraudes.

Todo o processo de descarte é acompanhado por auditores do Mapa, desde a recepção até a compostagem final em São Paulo. Profissionais do Programa Vigifronteiras e do Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal (SISV-SP) registram cada etapa com fotos, garantindo rastreabilidade e cumprimento da legislação brasileira e de protocolos internacionais.

O caso tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba e, apesar de o descarte já estar em andamento por decisão judicial, as investigações seguem para identificar os responsáveis.



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